Empresários picoenses defendem ampliação das pistas de Horta e Pico

picoA Associação Comercial e Industrial da Ilha do Pico (ACIP) anunciou ontem que “vê com naturalidade a inclusão de intenção da certificação do Aeroporto da Horta como Aeroporto Internacional no orçamento de estado. Este é um ano pré-eleitoral, é uma decisão política e ter um deputado da Ilha na Assembleia da República ajuda”.

Os empresários picoenses dizem que “se isso melhorar as condições do Aeroporto da Horta, só temos de estar satisfeitos e continuar a lutar na defesa do que achamos melhor para a nossa ilha”.

A ACIP prossegue dizendo que continua “na luta pelo aumento da pista (do Pico), dando assim as condições necessárias para uma operacionalidade eficiente com vento, nevoeiro e chuva” e “continuamos na luta pela garantia de um eficiente serviço prestado pelo Serviço Açoriano de Transportes Aéreos, SATA, sem os constantes constrangimentos, para quem nos visita e para quem quer sair, quer a passeio, quer por doença. Constrangimentos que são uma realidade não só no verão mas já e também no inverno, com uma quantidade de voos e dias da semana esgotados”.

Os empresários revelam que “a Sata teve de programar mais cerca de 30 rotações (60 voos ida+volta) com P.Delgada e 15 rotações (30 voos ida+volta) com a Terceira, dada a deficiente programação dos voos inter-ilhas pelo terceiro ano consecutivo”, um reforço que “correspondeu a + 2.877 lugares, ou seja, a 37,3% do total do reforço para todas as ilhas, o que demonstra uma vez mais a grande procura pela rota do Pico e que é ainda manifestamente insuficiente”.

“Continuamos na luta pela melhoria das acessibilidades marítimas, quer de carga quer de passageiros, evitando os constantes cancelamentos, alterações de horário e inoperacionalidade dos portos, que dão uma imagem péssima a quem nos visita e que cria constrangimentos a quem tem operações programadas na ilha”, lê-se no comunicado emitido ontem.

“Seriamos hipócritas se não gostássemos de ver o nosso aeroporto com essa designação (Aeroporto Internacional), mas preocupa-nos mais a indefinição quanto ao serviço prestado pela Sata bem como a melhoria das condições do aeroporto. De nada serve essa designação sem garantias de prestar um eficiente serviço. Já passámos por essa experiência”, prosseguem os empresários, para logo a seguir garantirem que “não vamos entrar em guerras verbais, vamos sim continuar a lutar pelo que achamos melhor para a ilha, para o triângulo e para os Açores. Ninguém tira nem tirará a nossa centralidade nem o trabalho desenvolvido durante anos, que nos colocou na montra turística mais apetecível. 

Mais do que a designação de um aeroporto, precisamos de condições operacionais e de quantidade de voos que satisfação a procura existente”.

“Para finalizar, de que servem as designações amanhã, sem voos e serviço que satisfaça as necessidades hoje? Não percamos tempo com guerras fúteis, utilizemos sim, todo o poder político da Ilha, de todos os quadrantes, na procura de mostrar a eficácia política que foi conseguida agora na ilha vizinha.

Contamos todos com a pressão positiva, a tomada de posição e a defesa intransigente da Ilha, por parte dessas forças políticas”, conclui a nota.