SATA alerta passageiros para greve nos dias 1 e 2 de Junho

sata2A transportadora aérea açoriana SATA alerta os passageiros para o pré-aviso de greve, a 1 e 2 de Junho, e informou da possibilidade de alteração da viagem ou do reembolso da mesma.

 “Na sequência do pré-aviso de greve, efectuado pelo Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil, para os dias 1 e 2 de Junho, dos tripulantes de cabine da Azores Airlines e SATA Air Açores, o grupo SATA informa que todos os passageiros com voos nestas datas poderão alterar a sua viagem ou pedir o reembolso do seu bilhete, sem custos adicionais, junto dos canais de venda habituais”, refere a empresa numa mensagem enviada aos passageiros.

Na mesma mensagem, a transportadora aérea dá conta dos voos incluídos nos serviços mínimos para aquelas datas.

No caso da SATA Internacional, que assegura as ligações aéreas de e para fora do arquipélago, estão garantidos os voos com origem em Lisboa e destino em Santa Maria e Horta, e o respectivo regresso à capital, a 1 de Junho. 

No dia seguinte, estão contempladas nos serviços mínimos as ligações Lisboa-Horta e Horta-Lisboa.

Já na SATA Air Açores, responsável pelos voos inter-ilhas, nos dois dias de paralisação estão garantidos voos nas nove ilhas do arquipélago.

Fonte da SATA aconselhou os passareiros “a verificarem se os seus voos estão ou não assegurados nos serviços mínimos e caso não estejam podem passar o voo para outro dia, antes ou depois do período de greve”.

“Além disso, permitimos o reembolso da passagem, caso não a queiram fazer”, acrescentou a mesma fonte, realçando que “poderá haver voos que se realizem embora não estejam incluídos nos serviços mínimos”.

A 21 de Abril, o sindicato, que já tinha marcado greve para 1 e 2 de Maio, que cumpriu, estendeu a paralisação para 1 e 2 de Junho.

Na quinta-feira da semana passada, o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil anunciou que iria manter o pré-aviso de greve de Junho, uma vez que as negociações desse dia com a administração da SATA foram “inconclusivas”.

Tripulantes de cabine da Azores Airlines e da SATA Air Açores paralisaram durante os dias 1 e 2 de Maio, tendo a greve deixado em terra mais de 1.300 passageiros, com o sindicato a afirmar que se registou uma adesão de 100%, número diferente do avançado pelo grupo SATA (66,9%).

Metro era peta

A notícia que publicámos na edição de ontem sobre a construção de um metro em Ponta Delgada era a nossa tradicional peta de 1 de Abril.
Apesar do exagero das informações, houve muita gente que acreditou.
A ideia e o desenho foram da autoria do nosso colaborador João Sardinha.

 

 

Sindicato acusa SATA de “ameaçar dispensar contratados se não forem para os Açores”

sata2De acordo com a agência Lusa, um sindicato disse sexta-feira que a SATA informou 40 trabalhadores da base de Lisboa que só lhes renova os contratos se foram sete meses para Ponta Delgada, a partir de Abril, tendo de tomar a decisão em 24 horas.
Segundo o dirigente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo e da Aviação Civil Bruno Fialho, na quarta-feira a companhia aérea dos Açores enviou um e-mail a 40 tripulantes contratados na base de Lisboa a pedir-lhes para decidirem em 24 horas (até às 18h00 de sexta-feira) “se queriam continuar a ser contratados” e que, em caso afirmativo, teriam de ir para Ponta Delgada, durante sete meses, a partir de 1 de Abril. Os sete meses correspondem ao período considerado de verão, de época alta, pelas companhias aéreas.
Bruno Fialho considerou a atitude da SATA “inadmissível” numa empresa com responsabilidade social como a companhia aérea açoriana, dizendo que estão em causa pessoas com filhos e vidas organizadas que teriam de estar instaladas em Ponta Delgada dentro de 15 dias e por sete meses.
Segundo o dirigente sindical, até agora, nesta altura do verão, quando há necessidade de reforço de tripulações, “as pessoas escolhiam a base onde tinham sido contratadas em anos anteriores”, não sendo obrigadas a ir para os Açores.
Ainda assim, disse que nos dois últimos anos houve necessidade de enviar cerca de dez pessoas, por dois meses, para Ponta Delgada, “mas eram contactadas antecipadamente” e tinham situações em que se sabia que mais facilmente aceitariam a proposta, garante.
Bruno Fialho considera que a SATA está a tentar arranjar uma forma de dispensar contratados mais antigos, que estão mais perto dos quadros permanentes da empresa e ganham mais, por serem esses que mais dificilmente têm condições de aceitar a ida para Ponta Delgada.

Comissão parlamentar de inquérito à SATA já iniciou trabalhos

sata-internacional1A Comissão Parlamentar de Inquérito ao Grupo SATA criada nos Açores iniciou ontem os seus trabalhos, em Ponta Delgada, com a missão de averiguar a “verdadeira situação” da transportadora aérea açoriana e “as razões” que a ela conduziram.

A comissão de inquérito tomou posse há duas semanas e tem cerca de seis meses para apresentar ao plenário da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores um relatório final.

O relatório final deve ser também remetido pela Presidente do Parlamento dos Açores ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público.

Na reunião de ontem, os deputados que a constituem (sete do PS, dois do PSD, um do CDS-PP, um dos BE, um do PCP e um do PPM) vão analisar e aprovar o regimento da comissão e um “questionário indicativo” para as audições que vierem a ser feitas, além de avaliarem a “metodologia” que será seguida no “relacionamento” como a comunicação social.

Esta comissão foi pedida pelo PSD e subscrita por todos os restantes partidos da oposição no parlamento dos Açores, onde o PS tem maioria absoluta.

Segundo o despacho publicado em Jornal Oficial, a comissão “tem como objecto averiguar as razões que conduziram o Grupo SATA à situação que vive actualmente, tendo em conta a importância que o mesmo representa na aproximação entre as nove ilhas” e a “ligação com o exterior, em particular com o continente português, bem como com as comunidades açorianas da diáspora”, e “avaliar as consequências que poderão decorrer para a Região Autónoma dos Açores, accionista único do grupo”.

Em análise estará o período entre 2009 e 2014 e as perspectivas futuras e, em concreto, será avaliada “a verdadeira situação do grupo” nos domínios económico e financeiro e “os efeitos que decorreram do relacionamento financeiro” que existiu entre a SATA e os Governos Regional e da República.

A comissão vai também analisar “as rotas que foram definidas” durante aquele período, “com ênfase nos pressupostos que conduziram à sua escolha por parte do grupo, sem esquecer, obviamente, o grau de envolvimento do seu accionista único nas opções tomadas”.

O PSD anunciou esta comissão de inquérito após ter sido conhecido o Plano de Desenvolvimento Estratégico da SATA até 2020, em que a empresa assume a sua “deterioração financeira”, com uma dívida de 179 milhões de euros, e revela que vai reduzir frotas e custos e abandonar rotas já este ano.

Também este mês foi divulgado um outro documento com o mesmo nome, mas mais extenso, e que a empresa diz ser confidencial, que integra outras informações sobre os problemas financeiros e os associa ao não pagamento de dívidas do Governo Regional.

Universidade dos Açores desenvolve projecto para controlo de roedores na região

Universidade angraA Secretaria Regional dos Recursos Naturais e a Universidade dos Açores estão a desenvolver uma parceria no sentido de o pólo de Angra do Heroísmo da academia açoriana poder realizar estudos que se constituam como ferramentas para o controlo eficaz de roedores no arquipélago.
Segundo nota de imprensa emitida pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GaCS), o projecto foi revelado ontem pela Directora Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, no final de uma reunião de trabalho com David Horta Lopes, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.
“Pensamos que o controlo de roedores deve seguir três linhas, que são o estudo, a sensibilização e o controlo, e, para isso, não há parceiro melhor que a Universidade dos Açores”, afirmou Fátima Amorim.
A Directora Regional salientou que está em causa, nomeadamente, a realização de estudos para a identificação da resistência a raticidas em alguns dos roedores, assim como a identificação “de alguns patogénicos que provocam doenças depois nos seres humanos”.
“É neste sentido que pensamos que a Universidade dos Açores nos pode ajudar e os estudos que serão publicados posteriormente serão um excelente contributo para o controlo dos roedores”, frisou.