Os pilotos da SATA Air Açores decidiram desconvocar o primeiro período de greve, que deveria ter começado ontem e prolongar-se até domingo, mas mantêm a convocatória para uma paralisação entre 17 e 20 de maio.
O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), que reuniu na quarta-feira com a administração da companhia aérea açoriana, anunciou que foi decidido desconvocar o primeiro período de greve porque os pilotos “finalmente, encontraram razoabilidade negocial sobre os temas que estavam em discussão”.
O SPAC revelou, no entanto, que os pilotos vão agendar uma nova assembleia de empresa para reanalisar a situação e decidir o que fazer relativamente ao segundo período de greve, que está marcado os dias 17, 18, 19 e 20 de maio.
O primeiro período de greve coincidia com a realização das Festas do Senhor Santo Cristo, as maiores festividades religiosas que se realizam nos Açores e que trazem todos os anos milhares de pessoas a Ponta Delgada vindas de todo o arquipélago.
Segundo o Serviço Regional de Estatística, o número de passageiros desembarcados nos aeroportos açorianos apresentou uma redução de apenas -0,04% no 1º trimestre do ano, mas apenas graças a um fluxo anormal de 3.252 passageiros em Janeiro na ilha do Faial. Caso esse valor seja um erro do SREA (a quem já pedimos confirmação, mas que não foi recebida até à hora de fecho desta edição), a redução foi na realidade de -2,17% no primeiro trimestre deste ano.
Os passageiros inter-ilhas nos Açores representam 53,7% do total de passageiros desembarcados nos Açores, enquanto que os nacionais representam praticamente 39,7%, e os internacionais cerca de 6,5%. S. Miguel recebe 61,86% do total de passageiros territoriais e 93,6% dos passageiros internacionais, mas apenas 33% dos passageiros inter-ilhas.
Na Região, ao nível dos passageiros inter-ilhas, houve uma diminuição de 2,42%, com menos 1.994 passageiros, ficando-se por um total de 80.487 passageiros.
Ao nível dos passageiros territoriais (voos nacionais) a redução foi de 2,49%, com menos 1.517 passageiros desembarcados, ficando-se o total pelos 59.372 passageiros. Nos internacionais (sem o valor já referido para a Horta), houve um aumento de 2,05%.
A média de passageiros por avião é baixíssima. A média geral, incluindo os voos interilhas, territoriais (do continente) e internacionais, é de apenas 46,5 passageiros por avião. Tendo como referência a frota da SATA, o avião mais pequeno é o Q200, com 37 passageiros, a operar principalmente no grupo Ocidental. No Corvo, a média de passageiros é de apenas 8,2 passageiros desembarcados por voo.
O Q400 tem uma lotação de 80 lugares e é o modelo a operar nas restantes ilhas. A média regional, sendo de 46,5 passageiros (incluindo os nacionais e internacionais), deixa antever uma lotação que deverá rondar os 50%.
Apenas S. Miguel, Terceira e Faial recebem voos nacionais (o Pico também, mas em pequeno número). Em S. Miguel, a média por voo é de 64,5 passageiros (inclui os internacionais), o que é baixo. Na Terceira a média é de 34,5 e no Faial de 32,7. Em termos da frota que serve este tipo de voos, o A310 tem uma lotação de 222 lugares e o A320 tem uma lotação de 161 passageiros.
No caso de S. Miguel, os passageiros dos voos nacionais representam cerca de 50% do total, o que significa que mesmo a média por voo nacional é igualmente muito baixa.
No 1º trimestre, em média desembarcam nos voos inter-ilhas nos Açores cerca de 900 passageiros por dia.
A época tauromáquica da ilha Terceira, arranca hoje com as típicas touradas à corda, prolongando-se até 15 de outubro, com um calendário que chega a incluir cinco corridas no mesmo dia.
Para o primeiro dia da nova época estão agendadas três touradas à corda, uma manifestação tauromáquica típica da ilha Terceira, que atrai milhares de pessoas, entre residentes e turistas.
As touradas à corda decorrem na rua, sendo o perímetro delineado com riscos brancos no chão, que indicam até onde o touro pode ir, acomodando-se os espectadores em muros e varandas devidamente tapados com protecções de madeira para impedir as investidas do animal.
O espectáculo começa às 18:30 no verão, sendo antecipado à medida que os dias vão ficando mais curtos, mas a festa arranca logo de manhã com a escolha dos touros no campo, onde são realizados almoços ao ar livre, muitas vezes acompanhados por música e brincadeiras com bezerras nos ‘tentaderos’ dos ganadeiros.
Algumas horas antes da tourada, os quatro touros escolhidos são colocados em gaiolas de madeira, sendo o transporte para o local da corrida seguido por uma caranava de carros enfeitados com hortênsias, uma planta abundante no interior da ilha.
Às 18:30 é lançado o foguete que anuncia o início da tourada, altura em que o animal sai da gaiola, depois de lhe ter sido amarrada uma corda ao pescoço e de lhe serem colocadas bolas nas pontas dos chifres.
Para que o touro não ultrapasse as linhas que delimitam o arraial da festa, a corda, que tem entre 90 a 100 metros de comprimento, é agarrada por ‘pastores’, normalmente entre sete a dez, divididos em dois grupos.
Figura importante são os ‘capinhas’, que ‘atiram um passo’ ao touro, provocando a investida do animal com guarda-chuvas abertos e camisolas, que substituem as capas utilizadas nas praças de touros.
Qualquer um se pode arriscar a ‘brincar’ com o touro, fazendo-o apenas por gosto, uma vez que não existem ‘capinhas’ pagos, da mesma forma que ninguém paga bilhete para assistir ao espectáculo.
Tradicionalmente, as mulheres ficam nas varandas, enquanto os homens passeiam pelo arraial, fugindo ou trepando muros, portões e postes de electricidade quando o touro se aproxima, sendo os mais destemidos aqueles que não se afastam muito do animal.
O touro não pode estar na rua menos de 15 minutos, nem mais de meia-hora, e o recolher à gaiola é marcado novamente por um foguete.
Nos intervalos entre cada touro, a população aproveita para petiscar nas tascas ambulantes instaladas no local ou nas mesas fartas disponibilizadas por quem mora na zona do arraial.
No final, a festa prolonga-se nos ‘comes e bebes’, por vezes acompanhados com música, a que os terceirenses chamam o ‘quinto touro’.
Touradas à corda não cobram bilhete mas movimentam a economia da ilha Terceira
No mês de maio realizam-se mais de duas dezenas de touradas à corda na ilha Terceira uma tradição que movimenta milhares de pessoas e tem um impacto significativo na economia local.
A época tauromáquica do ano passado contou com 257 touradas à corda, realizadas entre maio e outubro, estimando José Henrique Pimpão, aficionado e observador desta manifestação popular, que, apesar da crise, pelo menos as corridas tradicionais se mantenham este ano.
“As touradas tradicionais, em geral, não falham, porque toda a gente contribui”, afirmou este aficionado, em declarações à Lusa, recordando que são 119 as corridas enquadradas nesta categoria, normalmente associadas às festas em honra do Espírito Santo ou do padroeiro da freguesia em que se realizam.
José Henrique Pimpão, que chega a assistir a duas corridas no mesmo dia, não consegue explicar o gosto dos terceirenses pela festa brava, considerando que “está no sangue” e que o amor pelo touro está “entranhado” desde o início do povoamento.
Apesar de ninguém pagar para assistir a uma tourada à corda, estas manifestações tauromáquicas populares movimentam a economia da Terceira, nomeadamente através das tascas montadas no arraial, da comida que é comprada para colocar nas mesas e até dos DVD com os melhores momentos das touradas que são vendidos posteriormente.
José Henrique Pimpão defendeu, no entanto, que o impacto na economia local poderia ser maior se a promoção turística fosse feita através da criação de um “cabaz turístico que incluísse a tourada à corda”, a vender nas agências de viagem do continente.
O aumento do valor das licenças necessárias para realizar uma tourada à corda está a fazer com que a população abandone as comissões de festas, salientando este aficionado que actualmente os ganadeiros, cerca de duas dezenas na ilha, já recebem menos do que o valor total das licenças.
O seguro, a deslocação de agentes da PSP e de um fiscal da autarquia, o transporte dos animais e as licenças da Câmara Municipal e de foguetes chegam a custar mais de 1.000 euros, afirmou José Henrique Pimpão, recordando que a licença de foguetes, por exemplo, aumentou de 5,28 euros para 101,40 euros.
José Henrique Pimpão lamentou que se cheguem a realizar quatro ou cinco touradas no mesmo dia, considerando que isso prejudica a qualidade do espectáculo, uma vez que a população acaba por se concentrar no local com melhores touros, ficando os restantes sem público e sem alguém que ‘brinque’ com os animais.
Um sismo de grau V de intensidade máxima na escala de Mercalli modificada foi sentido domingo de manhã nos concelhos de Vila Franca do Campo e Povoação anunciou o Serviço Regional de Protecção Civil. O sismo, segundo dados do Centro de Vigilância e Informação Sismovulcânica dos Açores, ocorreu às 11:15 locais, com epicentro a 5 quilómetros a nor-nordeste de Ribeira das Tainhas. Um novo sismo de fraca intensidade foi sentido domingo à tarde. Segundo dados do Centro de Vigilância e Informação Sismovulcânica dos Açores, o sismo foi sentido com intensidade máxima III na Escala de Mercalli Modificada nas Furnas. O evento foi ainda sentido com intensidade II nos concelhos de Vila Franca do Campo e Ribeira Grande.
O sismo ocorreu às 11:58 locais, com epicentro a seis quilómetros a NNE de Ribeira das Tainhas.
João Luís Gaspar, do Centro de Vigilância e Informação Sismovulcânica dos Açores, disse à Lusa que se trata da “evolução da atividade na parte central da ilha de S. Miguel”, que “tem registado alguma actividade” sísmica “acima da média desde 15 de setembro de 2011.
“Esta situação não é constante e verificam-se alguns picos de libertação de energia ao longo do tempo e hoje o que ocorreram foram alguns microssismos na zona central”, acrescentou João Luís Gaspar, sublinhando ainda que “
A Secretaria Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos (SRCTE) abriu um novo concurso destinado à apresentação de candidaturas para a atribuição de 14 bolsas de investigação.
Os bolseiros admitidos deverão integrar os projectos de investigação científica e tecnológica em domínios específicos, apoiados pela SRCTE, no âmbito do concurso DRCTC/2011/212/001. O mesmo foi orientado para projectos prioritários e mobilizadores de apoio à melhoria e eficácia das políticas públicas regionais, tendo sido privilegiadas as áreas da Conservação da Natureza, da Qualidade Ambiental, do Mar e das Pescas.
Dar suporte a projectos que respondam às necessidades da Região, que valorizam as suas especificidades para projetar áreas de excelência no Espaço Europeu de Investigação e que possibilitem, por outro lado, a integração e a formação de jovens investigadores - que neles terão uma exclusividade e participação activa – são pois uma mais-valia para o desenvolvimento estratégico, integrado e sustentado da I&D regional.
O Regulamento de bolsas, Editais e formulário de candidatura estão disponíveis na área de Novos Concursos em http://sctr.azores.gov.pt.