Arquipélago abre comemorações do “Dia da Viola da Terra”

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O “Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas recebe no próximo Sábado o concerto “Violas dos Açores”, o primeiro evento das Comemorações do Dia da Viola da Terra na ilha de São Miguel.

O concerto contará com a presença de tocadores de Viola da Terra de cinco ilhas dos Açores que apresentarão as violas a solo, referindo as suas diferentes técnicas de execução, repertório e afinações. Haverá depois lugar a momentos musicais em conjunto, para demonstrar a versatilidade da viola.

O evento conta com a participação de Alexandre Fontes (Santa Maria), Bruno Bettencourt (Terceira), Jorge Silva (Pico), Rafael Carvalho (São Miguel) e Renato Bettencourt (São Jorge). 

O concerto está marcado para as 17h30, na Blackbox do Arquipélago, sendo de entrada livre.

Em São Miguel o programa das Comemorações do Dia da Viola da Terra estende-se de 28 de Setembro a 2 de Outubro, com iniciativas em todos os concelhos da ilha.

Ribeira Chã acolhe Noite de Fados em Outubro

Fado - Ribeira ChãA Junta de Freguesia da Ribeira Chã volta a promover, pelo décimo terceiro ano consecutivo, uma Noite de Fados. A iniciativa terá lugar nos dias 11 e 12 de Outubro, pelas 21 horas, no Centro Comunitário Padre João Caetano Flores. 

Segundo avança a organização, o evento contará com a presença de fadistas açorianos e do continente, “que irão presentear o público com música classificada como património da humanidade e tão característica do património cultural português”.

O cartaz contará com a actuação musical dos fadistas Sandra Correia e Mário Fernandes, do continente, e com os fadistas açorianos Tânia Gonçalves Escobar, Fábio Ourique e Jéssica Sousa, acompanhados pelo guitarrista Alfredo Gago da Câmara, na guitarra portuguesa, na viola por Dinis Raposo e no contrabaixo Ricardo Melo. Durante o espectáculo, haverá ainda a oportunidade de degustar iguarias da gastronomia açoriana, com destaque para as papas de serpentina, típica da freguesia da Ribeira Chã. Os bilhetes para o evento podem ser adquiridos na Junta de Freguesia ou reservados via telefone ou e-mail.

 

“A Vida no Campo” de Joel Neto vence prémio APE

joel netoO livro “A Vida no Campo”, do escritor açoriano Joel Neto, venceu o Grande Prémio de Literatura Biográfica da Associação Portuguesa de Escritores (APE).

O prémio bienal, no valor de 5 mil euros, foi decidido por unanimidade por um júri constituído por Artur Anselmo, Cândido Oliveira Martins e Paula Mendes Coelho.

O livro editado pela Marcador relata a vida do escritor que deixou Lisboa e regressou às suas origens na ilha Terceira, nos Açores.

Recentemente foi editado o segundo volume de “A Vida no Campo”.

“Estou muito comovido”, comentou o autor. “Um prémio desta magnitude tem um grande significado para mim. E deixa-me duplamente feliz que me tenha sido atribuído por um livro que, no fundo, é sobre o meu avô e a casa do meu avô, sobre o lugar da minha infância, sobre a minha família, os meus amigos, os meus vizinhos, os açorianos – sobre tudo aquilo que tem feito da minha vida uma celebração”, disse Joel Neto.

A atribuição do Grande Prémio APE de Literatura Biográfica a “A Vida No Campo” surge poucas semanas após a publicação do segundo volume do diário, que traz o nome “A Vida No Campo: Os Anos da Maturidade”.

Joel Neto tem 45 anos e regressou aos Açores em 2012, para se dedicar inteiramente à literatura. É representado desde 2017 pela Agência das Letras.

Teatro Micaelense assinala aniversário da reabertura com visita guiada

teatro micaelense grandeO próximo dia 5 de Setembro marca o 15º aniversário da reabertura do Teatro Micaelense. Para assinalar a data,  a instituição irá promover a actividade  “Por detrás do pano”, que consiste numa vista guiada especial.

Ciclicamente, o Teatro Micaelense leva a cabo visitas aos espaços públicos do Teatro Micaelense (Auditório, Salão Nobre, salas de apoio e camarins), revelando os seus bastidores. No entanto, como o edifício não se limita a estes espaços, a instituição decidiu realizar uma visita diferente.

Assim, em dia de aniversário, serão dados a um conjunto de outros espaços, indo também ao encontro dos colaboradores do Teatro Micaelense, que falarão um pouco de si, daquilo que fazem e do local onde que trabalham.

O percurso irá contemplar assistente de sala, bilheteira, direcção técnica, produção de espectáculos e de eventos, comunicação, serviços administrativos, serviço educativo, serviços financeiros, técnicos de manutenção e limpeza e técnicos de iluminação e de som.

A visita realiza-se em dois horários: às 15h00 e às 17h00. Sendo que o número de participantes é limitado, os interessados deverão inscrever-se na bilheteira.

Teatro Micaelense acolhe espectáculo de Joana Gama e Luís Fernandes

teatro micaelense grandeNo âmbito da parceria com o festival Walk&Talk, o Teatro Micaelense acolhe, na próxima Sexta-feira, 5 de Julho, o espectáculo “At the still point of the turning world”.

“At the still point of the turning world” resulta da colaboração regular entre a pianista Joana Gama e Luís Fernandes, num projecto que cruza piano e electrónica. Aqui “a música viaja num espaço amplo, percorrendo rotas que entram em permanente choque. No choque percebe-se que não há conflito, mas uma explosão de sons que iluminam um espaço que começa escuro”. No Walk&Talk, o projecto apresenta-se, sob a direcção de José Alberto Gomes, com o Conservatório Regional de Ponta Delgada e vídeo de Miguel C. Tavares.

Desde a estreia de QUEST, no início de 2014, um concerto que nasceu no Theatro Circo e que originou um trabalho discográfico (Shhpuma), Joana Gama e Luís Fernandes têm mantido uma colaboração regular. No seguimento do lançamento do álbum, considerado um dos melhores desse ano por diversos críticos nacionais, o duo realizou concertos nas principais salas nacionais e nos festivais Novas Frequências (Rio de Janeiro), MadeiradiG (Madeira), Rooster Gallery (Nova Iorque) e Festa da Palavra (Praia, Cabo Verde). Nos últimos anos, o duo fez duas bandas sonoras para curtas-metragens, que estrearam no Curtas - “A Glória de Fazer Cinema em Portugal”, de Manuel Mozos, e “Penúmbria”, de Eduardo Brito. Fizeram igualmente uma versão de “Music for Amplified Toy Pianos”, de John Cage, para a série “Old New Electronic Music Sessions”, promovida pela Digitópia/Casa da Música. Com Ricardo Jacinto, criaram HARMONIES, uma homenagem experimental à vida e obra de Erik Satie, em forma de espectáculo e disco (Shhpuma, 2016). Em 2017, respondendo a um desafio do Festival Westway LAB (Guimarães), o duo criou um trabalho original para piano, electrónica e ensemble, aventurando-se assim por novos caminhos e tirando a orquestra da sua zona de conforto. Com a cumplicidade de José Alberto Gomes, na orquestração e arranjos, amplificou-se e complexificou-se a sonoridade que caracterizava a sua sonoridade. Este trabalho, intitulado at the still point of the turning world - um verso do magnífico poema “Burnt Norton” de T. S. Eliot -, foi lançado pela editora australiana Room40, em Abril de 2018. No 26º Curtas, foi estreada uma colaboração com Miguel C. Tavares, que acrescenta uma componente de vídeo, operada em tempo real, ao concerto.

Os bilhetes para o espectáculo no Teatro Micaelense têm um preço de €7,5 e podem ser adquiridos na bilheteira do Teatro Micaelense ou em bol.pt.