Festival de Música Jazzores no palco do Teatro Micalense

teatro micaelense grandeNo âmbito da programação do Festival de Música dos Açores - Jazzores 2017, o Teatro Micaelense vai acolher os concertos da violoncelista Giovanna Barbati (27 de Outubro), da Orquestra Angrajazz (28 de Outubro), do pianista Marino Formenti (31 de Outubro) e do Alban Berg Ensemble Wien (1 de Novembro).

Violoncelista e gambista, Giovanna Barbati dedica-se ao repertório antigo, contemporâneo e à música improvisada. Apresenta-se frequentemente a solo, em recital, tendo, nesse âmbito, estreado diversas peças que lhe foram dedicadas. Giovanna é, há vários anos, primeiro violoncelo e solista de viola da gamba da Academia Montis Regalis, agrupamento dirigido por Alessandro De Marchi.  

A Orquestra Angrajazz é o projecto de formação da Associação Cultural Angrajazz. Constitui-se em Julho de 2002, tendo feito o seu concerto inaugural no 4.º Angrajazz. Desde o seu início, tem a direcção dos músicos Claus Nymark e Pedro Moreira. Em 2016, no 18º Angrajazz, a Orquestra interpretou na íntegra, pela primeira vez em Portugal, “The Far East Suite”, do grande Duke Ellington. É com este programa, e com os músicos convidados, Paulo Gaspar (clarinete) e Ricardo Toscano (saxofone alto), que se apresentará no Teatro Micaelense. 

Por outro lado, a combinação rara de emoção e inteligência em Marino Formenti definem-no como um dos músicos mais interessantes da sua geração. Na sua actividade, o foco no e sobre as conexões entre os diferentes estilos e backgrounds musicais, incluindo música exterior à tradição ocidental e formas de música popular. 

Apresentar programas de concerto estimulantes e adequados ao nosso tempo; convidar o público a juntar-se às suas viagens artísticas de descoberta; e comunicar a música de um modo aberto ao mundo, sem concessões e de forma poética: são estes os fios condutores de sete músicos, ao reunirem-se sob o nome de Alban Berg Ensemble Wien. O conceituado Quarteto Hugo Wolf, a pianista Ariane Haering, assim como a flautista Silvia Careddu e o clarinetista Alexander Neubauer (ambos da Orquestra Sinfónica de Viena) criaram, em 2016, este Ensemble, ao qual a Fundação Alban Berg emprestou o seu nome. O agrupamento apresenta-se no Teatro Micaelense com um programa que inclui obras de Schubert, Anton Von Webern, Lucas Haselböck e Brahms.

O Festival de Música dos Açores - Jazzores 2017 é uma organização da Associação Cultural Jazzores, em coprodução com o Teatro Micaelense. 

200 cavaleiros nas cavalhadas de S. Pedro na Ribeira Grande

cavalhadasA Ribeira Grande volta a cumprir a tradição na próxima Segunda-feira com o célebre desfile das cavalhadas.
O desfile das cavalhadas é uma tradição secular na Ribeira Grande e um dos pontos altos das festas da cidade, momento que volta a preencher o dia de festa, segunda-feira, 29 de Junho, dia de São Pedro, com os quase duzentos cavaleiros a cumprirem uma tradição que se iniciou no século XVI.
Este ano, e como vem sendo habitual, os cavaleiros reúnem-se no Solar da Mafoma, pelas 11 horas, onde serão avaliados por um júri de acordo com o regulamento municipal. Serão valorizados como pontos a favor aqueles que se apresentem com sela portuguesa e revelem boa postura no montar a cavalo.
O desfile, que integra a figura de um “rei”, como testemunho do cumprimento das promessas, inicia-se pelas 12 horas e uma hora volvida os cavaleiros são aguardados junto aos Paços do Município, onde haverá uma embaixada de cortesia às autoridades municipais, regionais e demais convidados.
 O “rei”  abre o desfile, ladeado por dois lanceiros (vassalos), seguidos por duas alas com dezenas de cavaleiros, aparecendo no meio três corneteiros e um fecho vigiado por outros dois lanceiros.
Os homens que montam a cavalo, devidamente trajados, cumprem uma promessa que, segundo rezam os costumes, é um agradecimento pelo facto da igreja de São Pedro, localizada na freguesia de Ribeira Seca, e respectiva imagem do santo padroeiro, terem ficado intactas durante a erupção vulcânica ocorrida no Pico do Sapateiro.
Englobada na tradição estão as cavalhadas infantis (10 horas) que vão juntar cerca de meia centena de crianças, trajadas a rigor, com trajes de cavaleiro e montadas em cavalos de madeira.
Realce ainda para as lâmpadas, longos cachos armados com flores (bordões de São José e hortências) e frutos temporais (o milho, pepino, ameixa e ananás) que, ao que consta, derivam de uma forma de agradecimento pelo renascer da terra depois de estéril devido às crises vulcânicas.

Teresa Tapadas em noite de fados na Ribeira Grande

Teatro RibeiragrandenseO Teatro Ribeiragrandense recebe no próximo Domingo, 26 de Abril, a partir das 21 horas, uma noite de fados e guitarradas.
O evento contará com a participação especial de Teresa Tapadas e dos artistas Arminda Alvernaz e Paulo Linhares, acompanhados por Alfredo Gago da Câmara e Ricardo Melo.
Segundo avança uma nota da autarquia da Ribeira Grande, Teresa Tapadas teve o seu primeiro encontro com os grandes palcos aos 20 anos de idade, pela mão de Ricardo Pais e Mário Laginha, participando em Raízes Rurais, Paixões Urbanas. Actuou depois no Teatro São João (Porto), na Cité de la Musique (Paris) e no Teatro da Trindade (Lisboa).
Nos anos seguintes integrou o elenco das Noites Ribatejanas, a convite de António Pinto Basto, apresentando-se também um pouco pelo continente português e registando as primeiras incursões nos Açores, Alemanha, Bélgica e Luxemburgo. Participou na homenagem a Amália Rodrigues, no Coliseu do Porto e no espectáculo de boas vindas ao papa João Paulo II, em Fátima. A convite de João Braga, integrou o projecto Land of Fado (Newark). A partir daí o público começa a conhecê-la melhor, a crítica reconhece-lhe o talento e ganha o prémio voz revelação do fado. Com o passar dos anos Teresa Tapadas foi juntando novos países ao currículo, onde se regista uma participação com a orquestra sinfónica Urdmuta (Rússia), em Badajoz. Em 2012 edita o CD Traços de Fado.
Os bilhetes para a noite de fados e guitarradas estão à venda na bilheteira do Teatro Ribeiragrandense, por um custo de cinco euros.

“São Miguel é um lugar mágico, tem locais e recantos únicos que merecem ser vistos”

Rui PassosRui Passos, natural de Viana do Castelo, inspirou-se na experiência que viveu como voluntário na Vila de Rabo de Peixe para escrever “O Caminho do Mistério - Ilha Mágica”, um livro infanto-juvenil que espera vir a divulgar nos Açores, em Agosto.

Diário dos Açores - Quem é Rui Passos?
Rui Passos - Nasci em 1986, na bela cidade de Viana do Castelo. Sou educador de infância e vejo no contacto com as crianças uma forma mútua de aprendizagem e desenvolvimento e na escrita o complemento perfeito para as minhas experiências mais marcantes.

DA - Qual a sua ligação com os Açores?
RP - E que ligação… Em 2008 tive oportunidade de integrar o projecto de voluntariado Rabo de Peixe Sabe Sonhar, que actua na Vila de Rabo de Peixe, na ilha de São Miguel. A verdade é que fui sem grandes expectativas e acabei por me deixar levar de tal forma pela intensidade das pessoas, pelo encanto das cores da ilha… Já fui mais três vezes para conhecer todos os cantinhos bem escondidos e a verdade é que sou hoje um apaixonado incondicional deste verdadeiro tesouro, os Açores.

DA - Como surgiu o gosto pela escrita?
RP - Antes de mais, importa salientar que temos uma língua materna incrível e que merece ser divulgada ao mundo. Sempre gostei e tive o hábito de escrever alguns textos soltos, forma que encontrava muitas vezes para reflectir sobre a vida, sobre aspectos do meu próprio eu, até que no ano passado surgiu a oportunidade de participar num concurso para histórias infanto-juvenis. Não consegui terminar a tempo de participar, mas senti que a história tinha pernas para andar e resolvi terminá-la.

DA - De onde veio a inspiração para escrever “O Caminho do Mistério”?
RP - Qualquer açoriano tem de ter noção que vive num verdadeiro paraíso, maior fonte de inspiração não pode haver. A história surge das minhas intensas vivências na ilha, com uma enorme fusão da minha vida enquanto escuteiro, das inúmeras aventuras vivi de “lenço ao pescoço” e, sem dúvida, a forma como encaro a vida, as amizades, os encontros e desencontros da mesma, estão bem vincados em cada linha da obra.

DA - Conte-nos um pouco sobre o livro. Quem são as personagens e qual o ‘mistério’ envolto nesta história?
RP - Ora bem, sendo que não posso desvendar muito, posso dizer que as personagens principais são dois primos, naturais da Vila de Rabo de Peixe, Lucas e Mariana, e terão pela frente um mistério que lhes vai dar que fazer e irá certamente abrir o apetite para as suas próximas aventuras. A narrativa da história é leve e apelativa e transporta-nos facilmente até aos Açores.

DA - Sendo um livro cuja história ocorre em São Miguel, é, na sua opinião, um meio de divulgar a beleza da ilha e a forma como se vive cá?
RP - Sem dúvida alguma. Eu se fosse responsável pelo turismo da ilha, tornava “O Caminho do Mistério – Ilha Mágica” leitura obrigatória para turistas. [Risos] São Miguel é um lugar mágico, tem locais e recantos únicos que merecem ser vistos nem que seja uma vez na vida. Há depois a forma simples e descontraída como se vive na ilha, todos temos muito a aprender com a descontração e tranquilidade que esses ares nos transmitem.

DA – Quais as reacções que tem obtido do público leitor?
RP - Até ao momento têm sido extremamente positivas, a avaliar pelo número de futuros turistas que já angariei para visitarem São Miguel nos próximos tempos. Tenho achado particularmente curioso o facto de a história não ter barreira de idade. Apesar de ser escrita a pensar num público mais jovem, já foi lida e apreciada por pessoas dos 8 aos 80 (83 mais especificamente).

DA - Já se encontra a trabalhar no próximo livro?
RP - Sim, o Lucas e a Mariana já retomaram o caminho do mistério, sem dúvida.

DA - Pode desvendar já um pouco sobre o seu conteúdo?
RP - Como qualquer bom mistério, terá de ser mantido em segredo…


DA - Fez a aposta na escrita para os mais novos. Pretende, no futuro, escrever outro género literário para o público mais velho?
RP - Para já, “O Caminho do Mistério” é ainda uma criança que precisa ser cuidada, com bases fortes e sustentáveis, sendo que tem ainda um longo caminho pela frente, portanto, para já, apenas estou focado nesta saga.

DA – O lançamento de “O Caminho do Mistério” ocorreu quando? Nos Açores, tem prevista a realização de alguma apresentação?
RP - O lançamento realizou-se na cidade onde vivo e trabalho actualmente, Guimarães, no passado dia 2 de Maio. Em Agosto irei a São Miguel, em férias e com o intuito de divulgar o livro. De momento não tenho nada agendado, mas o meu principal objectivo é chegar aos micaelenses, por isso as entidades competentes estão à vontade para agendar comigo.

DA - Onde se pode adquirir o livro?
RP - Podem adquirir o livro no site da editora (https://www.chiadoeditora.com/). E, em qualquer loja FNAC ou Bertrand, caso não vejam o livro nas prateleiras, estará sempre disponível para encomenda.

Jovens músicos criam evento “Woodstocking”

Sara Cruz e Jorge Valério“Woodstocking” é como se intitula o evento que terá lugar no próximo dia 25 de Abril, no Solar da Graça, em Ponta Delgada. A ideia partiu de dois jovens artistas, Jorge Valério e Sara Cruz, que pretendem promover um serão com música, teatro e dança à mistura.
“Celebrar a música, a liberdade, a paz, a poesia, a união, a positividade. Cantar, dançar, contemplar, sentir. Tudo isto numa acolhedora casa de espectáculos, o Solar da Graça, onde se torna fácil sentir a História”, dizem os organizadores, numa nota enviada à comunicação social.
Jorge Valério e Sara Cruz dizem que a ideia para a iniciativa resultou da sua “visão empreendedora” enquanto artistas. “Acreditamos ser possível para nós jovens músicos, não apenas tocar por convite, mas sim sermos os organizadores, potenciando envolvências que se adequem ao nosso trabalho e que permitam que a nossa mensagem chegue às pessoas”, sublinham.
O “Woodstocking” inicia-se com a actuação do grupo “O Colectivo”, que combina a poesia com o teatro. Já King John e os On, que participaram no festival Tremor, no final do mês de Março, darão música ao serão, juntamente com a estreia do projecto Sara Cruz Trio.
As actuações terão início às 23 horas e decorrerão de forma simultânea, “promovendo o dinamismo da noite”. No final dos concertos ao vivo, é a vez do  DJMatti animar a noite.
Os dois artistas referem ainda, na mesma nota, que o ideal seria que a “ideia se tornasse um processo contínuo, em vários espaços da ilha”, e que “o conceito ‘artista empreendedor’ se popularizasse, valorizando-se o artista por isso mesmo”.