Festival Walk&Talk progama edição online

walketalkO Walk&Talk - Festival de Artes vai realizar-se de 9 a 19 de Julho através de uma plataforma online.

Segundo avançou ontem a organização, a nova edição do evento, designada “9.5”, vai reunir projectos artísticos que “estão a ser especialmente programados pela comunalidade de artistas, curadores e equipa envolvida na organização, para pensar a criação, fruição e sustentabilidade das práticas artísticas entre o local ou onsite – São Miguel nos Açores -, e a esfera global, com recurso a uma plataforma online que será a porta de entrada para o festival”.

Em 2020, o festival “vai intersetar contextos online e onsite, explorar plataformas emergentes e novos formatos de criação e apresentação artísticas, para programar uma edição 9.5 que acompanha o momento atual e incorpora os impactos incontornáveis da pandemia Covid-19 no bem-estar das populações, proximidade social e vivência dos espaços públicos”. 

A realização do evento pretende, paralelamente, “apoiar a reinvenção dos mecanismos de fruição das artes, projectar dinâmicas positivas de socialização e actuar para a expansão das experiências de contacto com as comunidades, desde o local ao global”, lê-se em comunicado.

“O Walk&&Talk vai transitar entre lugares, propondo novos mapeamentos e ensaiando circuitos alternativos de interacção e afectos. É um teste à forma como continuamos a mover ideias entre lugares e públicos, e o primeiro momento de uma conversa sobre comunalidade que vamos desenvolver até à 10ª edição do festival, no nosso programa de residências e em atividades do Circuito de Conhecimento”, descreve Sofia Carolina Botelho, codirectora artística do evento.

A edição 9.5 não substitui a 10ª edição do Festival de Artes, que se realizará em Julho de 2021, surgindo como um novo projecto baseado na “colaboração, partilha e solidariedade, práticas que a organização pretende ver fortalecidas nas sociedades e, muito em particular, no sector cultural”.

“O conceito de comunalidade vai acompanhar, de perto e à distância, os projectos artísticos em criação, propor novas comissões e expandir espaços de reflexão e partilha. Vai também traduzir-se no próprio exercício curatorial que tem sido desenvolvido numa lógica horizontal de articulação com artistas, curadores, parceiros e equipa, colaborações que priorizámos nesta edição, porque como agentes culturais é nossa responsabilidade agir para atenuar as situações de vulnerabilidade profissional que foram acentuadas com a pandemia”, acrescenta, por sua vez, Jesse James, codirector artístico.

 

Site do festival inaugra a 9 de Julho

 

A plataforma online www.walktalkazores.org, que será a porta de entrada para o festival, será inaugurada a 9 de Julho. Até 19 de Julho vai apresentar projectos, eventos e actividades artísticas, na sua maioria inéditas e que resultam de novas comissões e propostas do grupo de artistas, curadores, parceiros e equipa envolvido no evento.

Segundo a organização, o programa vai favorecer formatos desenvolvidos no âmbito dos vários circuitos do festival, tais como projextos de música, dança e performance no Circuito Performativo; o ciclo de conversas temáticas Talk About em podcast e a Summer School para jovens da região, ambas no Circuito Conhecimento. A edição 9.5 vai também prosseguir o Circuito Ilha que marca a génese do festival, com a apresentação de instalações, performances, screenings e distribuição de mail art em vários locais de São Miguel e, com o lançamento da “Rádio 9.5”, transmitida em FM e online, fará chegar a programação diária do Walk&Talk às nove ilhas do arquipélago e ao resto do mundo. 

 Além das participações já confirmadas, foram recentemente anunciados os resultados das quatro Open Call Walk&Talk, que anualmente abrem candidaturas para artistas, estudantes de artes, jornalistas e profissionais de arquitectura. Andrew Herzog, Diogo da Cruz, Ellie Ga, Estela Oliva + Ana Quiroga, Matthew C. Wilson e Tiago Patatas, constituem o grupo de artistas seleccionado para as Residências Artísticas, Catarina Gongalves e Luís Senra venceram o Jovens Criadores, Joana Jervell (Attitude Magazine) e Rebecca Greenwald (Metropolis Magazine) a chamada aberta a Jornalistas. Este grupo de artistas e jornalistas terá a oportunidade de participar na edição de 2020 e de desenvolver os seus trabalhos no âmbito das futuras edições do evento.

O concurso para a criação do Pavilhão W&T, promovido em parceria com a Trienal de Arquitectura de Lisboa, reconheceu com menções honrosas as propostas dos colectivos Sauermartins e ArkStudio + StudioMAS, e premiou o projecto do Ilhéu Atelier, que será construído em 2021 na cidade de Ponta Delgada para acolher a 10ª edição do festival.

 

Bilheteira do Teatro Micaelense reabre a 2 de Junho

teatro micaelense grandeA bilheteira do Teatro Micaelense retoma a actividade no próximo dia 2 de Junho, no horário habitual de 3ª a Sábado, das 14h00 às 19h00.

A partir desta data, os espectadores poderão solicitar o reembolso dos bilhetes para os espectáculos que tenham sido cancelados ou reagendados no âmbito das medidas de contenção da covid-19.

Em nota enviada às redacções o gabinete de comunicação do Teatro Micaelense recorda que, até ao momento, foram reagendados o espectáculo de Guilherme Duarte (5 Setembro 2020) e os concertos de Lloyd Cole (13 Novembro 2020) e Stacey Kent (5 Junho 2021), adiantando que se assim o desejarem, os espectadores poderão conservar os bilhetes já adquiridos, uma vez que se mantêm válidos para as novas datas.

No acesso à bilheteira, é necessário o uso de máscara e o respeito pelas regras de distanciamento físico.

IAC lança “Guia Prático da Fauna Terrestre dos Açores”

Fauna Terrestre finalPerante a falta, nos Açores, de um guia de campo sobre a sua biodiversidade,  o Instituto Açoriano de Cultura convidou os professores da Universidade dos Açores, Paulo Borges e Rosalina Gabriel, para um trabalho de coordenação sobre a matéria. O primeiro guia, dedicado à fauna terrestre da região, é lançado no próximo dia 17 de Março, pelas 18h30 na sede do IAC.  A edição, bilingue, em português e inglês, contempla 201 espécies de animais vertebrados e invertebrados e é o primeiro guia de campo de bolso sobre a fauna dos Açores, podendo ser utilizado por todos os que gostam da natureza.

Conforme se pode ler na nota enviada às redacções, o Guia Prático da Fauna Terrestre dos Açores/Field Guide of Terrestrial Azorean Fauna “é não só um livro amplamente ilustrado, didáctico e de elevado rigor científico, como uma excelente maneira de ficar a conhecer as principais espécies de animais dos Açores, permitindo uma fácil e rápida identificação das espécies endémicas, sejam as mais fáceis de observar, sejam as mais raras”.

Projecto Roteiros Sentimentais mostra os Açores através do olhar de nove imigrantes

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Foi ontem lançado, a propósito das comemorações do Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e Desenvolvimento, o projecto “Roteiros Sentimentais”, promovido pela Cooperativa Cultural Mala com o apoio da Direcção Regional das Comunidades. 

Realizado por André Filipe e uma equipa que conta, na sua maioria, com experiências migratórias, o projecto é constituído por nove mini-documentários que revelam a história de nove imigrantes, oriundos de nove países (Angola, Brasil, Cabo Verde, Espanha, E.U.A., França, Hungria, Itália e Rússia), todos residentes em São Miguel. Durante nove semanas, às quintas-feiras, será divulgado um novo episódio, que poderá ser visualizado nas redes sociais daquela Cooperativa Cultural e da Direcção Regional das Comunidades.

“Nestes roteiros dos afectos, as personagens guiam-nos pelos seus locais favoritos na ilha de São Miguel. O projecto procura cativar para além dos residentes na ilha de São Miguel e nos Açores, todos os que nos visitam e que procuram conhecer este território através do olhar dos novos açorianos”, refere a Cooperativa Cultural Mala, em comunicado. 

 

O primeiro documentário foi dado a conhecer ontem e a entrevistada foi Susan Trubey, radicada há cerca de 20 anos na ilha de São Miguel. De 71 anos, é natural dos Estados Unidos da América e reside na freguesia dos Ginetes há cerca de 20 anos. Já foi distinguida por duas vezes pela junta de freguesia daquela localidade. Participa activamente na vida cultural da ilha, tendo contribuindo para a investigação sobre a presença americana na ilha de São Miguel, por altura da Primeira Guerra Mundial.

Livro de Guilherme de Morais apresentado a 12 de Março

guilherme de morais

O livro Ilhas do Infante – Um Cruzeiro nos Açores, de Guilherme de Morais, uma edição Artes e Letras, será apresentado em Ponta Delgada, no próximo dia 12 de Março, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, pelas 18 horas. A apresentação estará a cargo de Urbano Bettencourt. 

Guilherme de Morais nasceu na cidade de Ponta Delgada, a 8 de Setembro de 1904. Faleceu ainda jovem, com apenas 33 anos de idade. Destacou-se como estudante distinto na sua ilha onde frequentou o Liceu Antero de Quental, quer em Lisboa, onde se formou em Direito. Distinguiu-se como homem das letras e do jornalismo. 

Em 1938, Ilhas do Infante surge enquanto obra – uma compilação de crónicas publicadas no Correio dos Açores, onde o autor exerceu funções de jornalista. Guilherme Morais foi pai de Ruy-Guilherme de Morais, também distinto jornalista e escritor a quem o município de cidade Ponta Delgada fará homenagem na mesma sessão. Esta reedição, que era urgente dar à estampa, conta com o apoio da Camara Municipal de Ponta Delgada, devido à sua importância para a cultura literária açoriana.

Restituir o valor merecido à prosa de Guilherme de Morais, uma das vozes há muito esquecidas da literatura açoriana, é a nova aposta editorial da Artes e Letras. 

Segundo o texto que faz parte desta nova edição, José Henriques santos Barros disse: «Guilherme de Morais é um autor pouco referenciado nos estudos literários açorianos, completamente ignorada pelas mais recentes gerações, até porque não houve reedições de “Ilhas do Infante”. Não pode continuar a sê-lo, sob pena de estarmos a desperdiçar o que de melhor temos no domínio da crónica de viagens.» Por sua vez, Urbano Bettencourt, no seu texto de introdução ao livro, escreveu: «Um livro como as “Ilhas do Infante” fazia parte das minhas referências bibliográficas, mas o meu primeiro acesso a ele ocorreu por interposta leitura do texto de J. H. Barros, incluído nesta edição em boa hora levado a cabo pela Artes e Letras.»