Filme produzido no Centro de Saúde de Ponta Delgada seleccionado para festival internacional de cinema

filme viveO filme “VIVE”, da autoria de Sara Ponte e Filipe Tavares, foi seleccionado para o “International Short Films & Arts Festival” - FISFA, que integra a “15th World Rural Health Conference”, promovida pela Organizac?a?o Mundial dos Me?dicos de Fami?lia (WONCA). O evento, ira? decorrer nos dias 26 e 27 de Abril em Nova Deli, I?ndia.

Sob o tema “Leaving no one behind”, o festival aborda diversos to?picos na a?rea da sau?de assentes nos objectivos de desenvolvimento sustenta?vel das Nac?o?es Unidas.

Entre Setembro de 2016 e Abril de 2017, 86 utentes do Centro de Sau?de de Ponta Delgada, participaram num estudo de investigac?a?o, com o objectivo de avaliar a exequibilidade da introduc?a?o do yoga nos cuidados de sau?de prima?rios e determinar o seu efeito na qualidade de vida e no stress psicolo?gico dos utentes.

O filme, realizado por Filipe Tavares e produzido pela Ventoencanado, testemunha a experie?ncia humana vivenciada pelos participantes, naquele que tera? sido, provavelmente, o primeiro estudo realizado em Portugal, sobre o potencial do yoga enquanto terapia complementar nos cuidados de Sau?de Prima?rios.

O estudo, desenvolvido por Sara Ponte, interna de Medicina Geral e Familiar, com a orientação científica da Professora Luísa Mota Vieira, teve o apoio logi?stico da Unidade de Sau?de da Ilha de Sa?o Miguel e da ARTAC - Associac?a?o Regional para a Promoc?a?o e Desenvolvimento Sustenta?vel do Turismo, Ambiente, Cultura e Sau?de.

Actriz Ana Lopes grava nova série em Hollywood

Ana Lopes - actrizA actriz Ana Lopes, nascida em Coimbra mas que cresceu na ilha de São Miguel, está a gravar uma nova série em Hollywood.

A jovem actriz está a filmar os primeiros episódios da nova série, uma comédia  da autoria de escritores da Sony e da Paramount, que aborda, de forma satírica, a actual situação política e as mais variadas questões sociais, fazendo lembrar programas como o “Late Night”, “Meet the Press” e “Bill Nye Saves the World”.

Recorde-se que Ana Lopes vive e trabalha como actriz em Hollywood, onde estudou Representação há mais de uma década, ainda antes do surto de actores portugueses que se verifica hoje na capital do Cinema.

Já participou em mais de uma centena de produções e, embora encontremos, entre as mesmas, novelas e telefilmes nacionais, foram os filmes independentes que gravou aqui, em Londres e em Los Angeles, que a tornaram a actriz portuguesa mais jovem com o currículo de Cinema mais extenso.

Ana Lopes tem ainda mais quatro longas metragens independentes para gravar entre este ano e o próximo, bem como dois pilotos e outros três filmes em pós-produção.

Santa Maria no European Blues Challenge - EBC

Santa Maria BluesA Associação mariense Escravos da Cadeinha, marcou presença uma vez mais no European Blues Challenge - EBC, que este ano decorreu em Hell/Trondheim na Noruega entre os passados dias 15 e 17 de Março.

A ocasião serviu para a promoção do Santa Maria Blues e para a divulgação do projecto da Associação para o European Blues Challenge de 2019, que será realizado em Portugal pela primeira vez, na ilha de São Miguel, e tendo como organizadora a associação mariense.

?????? ??Nos dias 4, 5 e 6 de Abril do próximo ano, a associação organizará nos Açores, em parceria com a produtora Trovas Soltas, a edição do concurso internacional de Blues, que anualmente elege a melhor banda do género na Europa, de entre os mais de vinte países que concorrem. 

?????? ??Durante estes dias do EBC, que concentrou uma vastíssima comunidade musical da área do Blues, decorreu a Assembleia Geral da European Blues Union, tendo também assento nesta assembleia a Associação Escravos da Cadainha.

Foi ainda realizada a Blues Market, feira com presença de Festivais, produtores, editores, promotores, jornalistas, federações internacionais e inclusive a Blues Foundation dos Estados Unidos, que organiza os prêmios internacionais IBC. 

Refira-se que este ano na Noruega, Portugal obteve o 3º lugar na competição musical.

Câmara Municipal de Ponta Delgada lança livro com inéditos de “José Enes - Obra Poética”

josé enesA Câmara Municipal de Ponta Delgada, em parceria com a editora “Letras Lavadas”, vai promover amanhã o livro “José Enes - Obra Poética”, incluindo “Montanha do Meu Destino” (poemas inéditos) e “Água do Céu e do Mar” (reedição), às 21h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

A sessão encerra as comemorações do Dia Mundial da Poesia, que se assinala hoje e visa homenagear o antigo e primeiro Reitor da Universidade dos Açores, José Enes.

José Enes Pereira Cardoso (1924-2013) notabilizou-se, sobretudo, na área da filosofia e do ensino, tendo publicado, em meio século de vida literária, sete títulos. Todavia, o mais importante deles, na opinião do escritor Miguel Real, autor da sua biografia, é “À Porta do Ser”, publicado em 1969. 

Na cerimónia, intervirão o actual reitor da academia açoriana, João Luís Gaspar, Maria Fernanda Enes (viúva de José Enes) e Miguel Real, que apresentará a obra, uma edição da “Letras Lavadas”.

José Enes nasceu nas Lajes do Pico, em 1924. Teve uma formação escolástica na Universidade Gregoriana de Roma, que frequentou em dois períodos distintos (1945-50 e 1964-66).

O primeiro reitor da Universidade dos Açores iniciou a actividade docente, ainda nos anos 1950, no Seminário Episcopal de Angra do Heroísmo. Nos anos de 1960 decidiu trocar os Açores por Lisboa.

Depois de largos anos dedicados ao doutoramento, entre Roma, o Canadá e os Estados Unidos da América, período que levou à publicação de “À Porta do Ser”, José Enes regressou ao ensino, desta feita na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa (1968-73).

Entretanto, em 1976, regressou à sua terra natal, acabando por se tornar num dos fundadores do Instituto Universitário dos Açores e, seguidamente, no primeiro reitor da Universidade dos Açores.

De acordo com a biografia escrita por Miguel Real (autor do livro “José Enes, Poesia, Açores e Filosofia”, editado em 2009), o professor e filósofo ensinou também na Universidade Aberta em Lisboa, onde se jubilou em 1994.

Além da actividade docente, José Enes, homem de fé, dedicou-se à poesia (“Água do Céu e do Mar”, 1960) e ao ensaio e crítica literária “A Autonomia da Arte”, de 1965).

Contudo, os títulos mais relevantes da sua produção literária tiveram sempre por base o universo da filosofia, com destaque para “Linguagem e Ser” (1983) e “Noeticidade e Ontologia” (1999).

Por seu lado, Miguel Real, pseudónimo literário de Luís Martins, é um nome maior da cultura portuguesa, destacando-se, em particular, no ensaio e na ficção. 

De formação académica filosófica e literária tem-se debruçado sobre autores de grande relevo no nosso universo literário e filosófico, apreendendo o que de mais nuclear caracteriza a cultura portuguesa e a sua inserção no mundo.

Numa integração inteligente e amadurecida dos seus traços, envoltos numa visão específica, transfere-os para a ficção em cujo domínio as obras atingem um amplo público.

Com um pensamento próprio e historicamente fundamentado, Miguel Real tem sido um dos mais notáveis cultores e divulgadores de Portugal e da sua Cultura. Trata-se de um autor premiado entre 1979 e 2013.

Arranca hoje em Ponta Delgada quinta edição do Festival Tremor

tremor no teatroArranca hoje a quinta edição do Tremor, o festival que se assume como o palco primordial para a experiência musical no centro do Atlântico. Tendo como ponto central a cidade de Ponta Delgada, mas estendendo-se a toda a ilha, o evento contará com 41 concertos, 9 residências artísticas e uma mão-cheia de experiências secretas e especiais que redescobrem a natureza da ilha e a colocam em diálogo com a cultura. A assinalar a edição 2018, uma Tremor na Estufa especial, que envolverá o público ao longo de catorze horas.

Nomes internacionais como Sheer Mag, Aïsha Devi (a apresentar um espectáculo audiovisual especial), Mal Devisa (que tocará num dos espaços mais mágicos desta edição, a Igreja do Colégio), Miss Red, Snapped Ankles ou Lone Taxidermist passarão pelas 19 salas que, entre Ponta Delgada e Ribeira Grande, servirão de palco para as propostas musicais do cartaz.

A aproximação do festival à comunidade será feito também na forma de residências artísticas que envolverão mais de 200 açorianos na construção e apresentação de espectáculos inéditos. Os mais novos e a família são também foco de atenção no dia 24 de Março, com duas propostas colaborativas: Acalanto, que aposta na criação de um espaço de redescoberta das memórias colectivas, e Impromptu, uma performance improvisada que transforma a audiência numa orquestra. Sábado, dia maior do festival, fará tremer a cidade com uma rede de concertos que se espalham pelas ruas, cafés e salas da cidade.

O mapa das propostas poderá ser acompanhado através da aplicação do festival, que ajudará o público a desenhar o seu percurso e a sua experiência por São Miguel. Por lá será também possível saber mais detalhes sobre o Menu Tremor, que permite o acesso dos participantes a preços especiais em restaurantes e cafés da cidade, assim como outras parcerias de alojamento e transportes.

Os bilhetes estão à venda por €35, na bilheteira online, FNAC, Worten e nos locais habituais. Nos Açores será possível adquirir ingressos na La Bamba Bazar Store.