Secção Regional da Ordem dos Enfermeiros vincula 82 novos profissionais

enfermeiroA Secção Regional da Região Autónoma dos Açores (SRRAA) da Ordem dos Enfermeiros acolhe este ano, na já habitual Cerimónia de Vinculação à Profissão, 82 novos profissionais.

Conforme se pode ler na nota enviada às redacções, “este é um momento simbólico e que se reveste de grande importância para todos aqueles que concluíram o seu percurso formativo nos Pólos de Angra do Heroísmo e Ponta Delgada da Escola Superior de Saúde dos Açores e que, com o final do Curso de Enfermagem, recebem da sua Ordem profissional a autorização que lhes permitirá começar a exercer a profissão”.

A cerimónia contará com as presenças da Secretária Regional da Saúde, Maria Teresa Luciano, da Bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Enfermeira Ana Rita Cavaco e do Presidente do Conselho Directivo Regional da SRRAA, Luís Furtado.

O evento terá lugar amanhã, pelas 14h30, no Auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada.

Mulheres dos Açores aderem menos ao rastreio do cancro do colo do útero

cancro1Um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) concluiu que o número de mulheres portuguesas que se submeteram ao rastreio do cancro do colo do útero aumentou 10% face a 2005, sendo que os Açores figuram entre as regiões onde houve menos adesões.

Em comunicado, o ISPUP explica que a investigação, publicada no Journal of Obstetrics and Gynaecology Research, visava “descrever o uso do exame de rastreio do cancro do colo do útero” em Portugal, assim como “identificar os fatores” que levam as mulheres portuguesas a não recorrerem ao teste.

Os investigadores analisaram por isso dados de 5.884 mulheres, com idades entre os 25 e 64, que responderam ao Inquérito Nacional de Saúde de 2014 e concluíram que 87% das mulheres portuguesas se submeteram ao exame de rastreio.

“O uso do teste aumentou em cerca de 10% em comparação com os dados obtidos no Inquérito Nacional de Saúde 2005/2006, frisa o ISPUP, adiantando, contudo, que 12% das mulheres continuam a não seguir “as recomendações europeias relativas à periodicidade de realização do exame”.

De acordo com o instituto, foram ainda observadas “assimetrias” de acordo com as diferentes regiões do país, sendo que a região Norte foi a zona onde se registaram as “percentagens mais altas” de adesão ao exame, contrariamente ao que se sucedeu no Alentejo, Algarve e Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, em que se verificaram os maiores níveis de “não adesão” ao teste.

Citada no comunicado, Bárbara Peleteiro, investigadora do ISPUP, afirma que apesar do programa de rastreio do cancro do colo do útero abranger várias regiões do país, as mulheres que vivem em “regiões mais pobres e que têm estilos de vida menos saudáveis, aderem menos ao rastreio”.

“Nestes últimos anos, conseguimos aumentar o número de pessoas que fazem o rastreio, o que é positivo. Contudo, quando analisamos as características sociodemográficas que explicam a não adesão das mulheres, vemos que estas continuam a ser as mesmas de há 10 anos. Isto significa que chegamos a mais pessoas, mas não às mulheres que já não utilizavam antes o exame“, sublinha.

Para a investigadora, apesar dos números serem “positivos”, é necessário pensar-se em “estratégias que ajudem a motivar esta população a utilizar o programa de rastreio organizado”.

O cancro do colo do útero é o quarto tipo de cancro mais comum nas mulheres, representando 7,5% das mortes femininas por cancro em todo o mundo.

 

Maria Teresa Luciano substitui Rui Luís na Secretaria Regional da Saúde

Maria Teresa LucianoO Secretário Regional da Saúde, Rui Luís, vai deixar o cargo “por motivos pessoais”, anunciou este domingo o executivo. Para o substituir, o Presidente do Governo indicou o nome de Maria Teresa Luciano para nova Secretária Regional da Saúde do XII Governo dos Açores.

Maria Teresa Luciano exercia actualmente funções de presidente do Conselho de Administração da Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel, tendo sido antes vogal do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Algarve, estrutura constituída pelos hospitais de Faro, Portimão e Lagos.

Com “larga experiência profissional na área da Saúde”, foi ainda Presidente do Conselho de Administração da Saudaçor e Directora Executiva dos Agrupamentos de Centros de Saúde do Oeste Norte e da Amadora, destaca o governo, numa nota emitida através do gabinete de apoio à comunicação social. Licenciada em Ciências Farmacêuticas pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, Maria Teresa Luciano é doutoranda em Saúde Internacional e possui pós-graduações em Saúde e Desenvolvimento e Marketing e Negócios Internacionais.

Segundo a mesma fonte, “Maria Teresa Luciano é também detentora de vasta formação complementar, nomeadamente do Programa Avançado para Dirigentes de Instituições de Saúde e do Programa Avançado para Directores Executivos”.

A tomada de posse da nova Secretária Regional da Saúde do XII Governo Regional dos Açores decorrerá, nos termos legais, perante a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

 

Paulo Fontes também de saída

 

Também de saída do Governo está o Director Regional da Solidariedade Social, Paulo Fontes, que deixa o cargo “a seu pedido”. Vasco Cordeiro, na mesma nota, dá conta da decisão de nomear Marco Euclides Lemos Martins para o cargo deixado livre por Paulo Fontes.

Marco Lemos Martins actualmente funções de coordenador da Equipa de Apoio a Grupos de Risco, da Rede de Apoio Integrado ao Cidadão em Exclusão Social e da Rede Regional de Centros de Desenvolvimento e Inclusão Juvenil. Licenciado em Política Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, Marco Euclides Lemos Martins é detentor de um mestrado em Política Social e possui formação complementar em áreas como a violência doméstica e educação parental.

Na nota emitida, o Presidente do Governo, Vasco Cordeiro, manifestou “o seu público reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pelas personalidades que agora cessam funções”.

 

Márcio Tavares apresenta-se como candidato independente à Ordem dos Enfermeiros

Márcio Tavares candidato ordem enfermeiros

Márcio Tavares apresentou, em Ponta Delgada, a sua candidatura aos órgãos estatutários regionais da Ordem dos Enfermeiros nos Açores. Numa sessão pública, aberta a profissionais e cidadãos, Márcio Tavares apresentou as linhas gerais do projecto, os objectivos a que se propõe e os motivos que estiveram na origem da decisão de concorrer a eleições.

Trata-se de uma candidatura independente, como de resto já foi a candidatura vencedora nas eleições de 2015, então liderada por Luís Furtado, actual Presidente do Conselho Directivo Regional, precisamente pela necessidade de reconhecer as especificidades do exercício profissional dos enfermeiros nos Açores. Exercer num contexto de descontinuidade territorial é diferente e, por si só, exige uma abordagem ajustada que reflicta esta particularidade. Para Márcio Tavares “faz-nos todo o sentido apresentarmo-nos a eleições desta forma, com propostas para a Região Autónoma dos Açores e não um decalque de programas de âmbito nacional, num trajecto responsável de construção de uma identidade e de um plano de intervenção de âmbito regional que se iniciou e que tem dado frutos, com iniciativas únicas e que colocaram a Secção Regional dos Açores da Ordem dos Enfermeiros numa posição cimeira, apesar de haver tentativas de reduzir a importância do que foi conseguido, ainda que saibamos que os enfermeiros açorianos o sabem bem”.

A candidatura “Juntos Pela Enfermagem Açoriana” tem uma equipa representativa dos enfermeiros que exercem nos Açores naquilo que respeita à distribuição etária, género, sector de actividade, distribuição geográfica e título profissional, equipa esta que, à semelhança do que tem acontecido um pouco por toda a Região na sequência do anúncio da candidatura, se reviu nos pressupostos e valores que lhe estão subjacentes.

“Os enfermeiros açorianos, como de resto todos os açorianos, há muito aprenderam a discernir o plano regional do plano nacional, a fazer opções que salvaguardem os seus interesses e os valores que defendem no plano nacional e no plano regional, sabem escolher em prol do que melhor os representa”, explicou Márcio Tavares, acrescentando ainda que “esta não é uma candidatura de divisão, não é uma candidatura de ruptura, é simplesmente uma candidatura pela Enfermagem Açoriana, e, pelo facto de não estar associada a qualquer outra candidatura nacional terá toda a abertura para trabalhar de forma construtiva, leal e aberta com qualquer estrutura que venha a ser eleita a nível nacional e nas demais Secções Regionais”.

Sobre a campanha eleitoral e a forma como esta deverá decorrer, o candidato deixa claro que “não haverá, da nossa parte, lugar a discursos demagógicos, fugas à verdade e ataques pessoais. Estes não são os meus valores e não são os valores dos enfermeiros que constituem a minha equipa, falaremos verdade aos enfermeiros, discutiremos ideias e não iremos recorrer ao ataque pessoal para fazer prevalecer as nossas ideias. Cabe aos enfermeiros açorianos, e apenas aos enfermeiros açorianos, decidir de forma esclarecida e verdadeira que projecto querem para a enfermagem açoriana”.

Márcio Tavares é o actual Presidente do Conselho Directivo Regional da Secção Regional da Região Autónoma dos Açores da Ordem dos Enfermeiros. É Doutorado em Ciências de Enfermagem e conta com um percurso profissional vasto, ao nível da prestação directa de cuidados de Enfermagem (gerais e especializados), em contexto hospitalar e em cuidados de saúde primários, mas também no ensino superior, sendo actualmente professor adjunto na Escola Superior de Saúde da Universidade dos Açores.

Fórum dedicado ao Serviço Regional de Saúde

nonagon1O Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel, na Lagoa, acolhe amanhã o Fórum “Serviço Regional de Saúde: Uma conquista e um direito dos açorianos”.

O evento, organizado pela Secção Regional dos Açores da Ordem dos Enfermeiros, é uma iniciativa inédita na Região, por se dedicar à “exclusiva discussão das matérias que orbitam o Serviço Regional de Saúde dos Açores”.

“O encontro está aberto à participação de toda a comunidade civil, profissional e académica, e, através desta alargada base de participação, pretende, por via da discussão, do contributo e do compromisso individual de cada cidadão, relevar para a visão de futuro de um Serviço Regional de Saúde resiliente e capaz de continuar a assegurar as respostas em cuidados de saúde dos açorianos, num contexto geográfico, político e administrativo ímpar”, avança a organização.

Do programa fazem parte personalidades que, no plano nacional e regional, marcaram de forma determinante a realidade da saúde em Portugal e nos Açores, mas também aquilo que foi a afirmação e a consolidação da autonomia dos Açores e, com ela, a criação do próprio Serviço Regional de Saúde.

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