Todas as ilhas com reservas de sangue até o próximo ano

dar sangueO Secretário Regional da Saúde anunciou ontem, na Horta, um plano de criação de reservas de sangue em todos os centros de saúde das ilhas do arquipélago dos Açores que não têm hospital.

“Queremos ter nos centros de saúde, em ilhas onde não há hospitais, uma reserva mínima de sangue para casos de emergência”, frisou Rui Luís, adiantando que, em Santa Maria, “o processo fica concluído até ao final do ano” e durante o ano de 2019 será iniciada a implementação de reservas na Graciosa e no Corvo. 

Rui Luís, em declarações aos jornalistas à margem da cerimónia de entrega de medalhas a dadores de sangue do Hospital da Horta, salientou que o equipamento necessário a este processo, que conta com o apoio do Hospital de Ponta Delgada, já está instalado no Centro de Saúde de Vila do Porto, estando prevista formação até ao final do ano.

“A criação de reservas na ilha do Corvo será feita com o apoio do Hospital da Horta e, na Graciosa, com o apoio do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira, após a validação do Instituto Português do Sangue e Transplantação, ficando todas as ilhas cobertas”, afirmou o titular da pasta da Saúde.

Na cerimónia de reconhecimento pela dádiva de sangue realizada ontem foram homenageados dois dadores inscritos no Banco de Sangue do Hospital da Horta, com medalhas, de ouro e bronze, e com um distintivo, pela acção de um dos voluntários na angariação de novos dadores.

“Este é um acto simbólico, na perspetiva de que estamos a homenagear uma pessoa que tem mais de 60 dádivas ao longo da sua vida e, por isso, recebe uma medalha de ouro, e, por outro lado, um jovem que, para além de já ter iniciado a sua etapa de dádivas, também é um dos promotores de angariação de outros jovens”, salientou Rui Luís.

Este ano, a Direcção Regional de Saúde já homenageou 18 dadores registados nos hospitais da Horta, da ilha Terceira e do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada.

HDES acolhe II Jornadas da especialidade destinadas à Medicina Geral de Familiar

Hospital interiorO Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES) organiza as II Jornadas da especialidade destinadas à Medicina Geral de Familiar (MGF) que decorrerão nos dias 18 e 19 de Outubro, no auditório do hospital.

“Nas jornadas de ORL na MGF serão apresentados vários temas de interesse para os cuidados de saúde primários por forma a uma melhor articulação entre especialidades, a promoção de um espaço para o esclarecimento de melhores formas de actuação e o enaltecer de uma relação de proximidade, tendo em conta o melhor tratamento dos doentes na região”, avança uma nota da organização do evento, que contará com a participação de médicos açorianos e de Portugal Continental.

No dia primeiro dia, 18 de Outubro, às 09h00, terá início a apresentação das comunicações livres e à tarde começa a apresentação das várias temáticas: “ORL e a Terapia da Fala - Indicações” a cargo de Claudia Romeiro e Madalena Saraiva; “Otoscopia” apresentada por Sandra Agostinho; “Refluxo Faringo Laríngeo e Gastro Esofágico: duas realidades” por Ana Catarina Rego e Joaquim Amaral e, a finalizar o primeiro dia, “Fronteira Oftalmológica/ORL” proferidas por João Pedro Cardoso e Sofia Decq Mota.

No segundo dia, 19 de Outubro, também a partir das 09h00, realiza-se a primeira apresentação “Surdez infantil, passo a passo” proferida por Miguel Coutinho; seguidas de: “Abordagem Multidisciplinar do Nódulo da Tiróide”, a cargo de Eduardo Ferreira, Armando Medeiros e Bernardo Dias Pereira; “A pele na ORL” por Sandra Medeiros; “Radiologia e ORL: o que pedir e quando?” por David Silva e Sara Serpa e no final a apresentação de “Envelhecimento e ORL: desafios” pelos especialistas Joaquim Amaral, Sandra Agostinho, Sofia Decq Mota e Eduardo Ferreira.

 

Governo dos Açores avança com proposta para formação de enfermeiros nas ilhas sem hospital

rui luis enfermeiros1O Secretário Regional da Saúde analisou ontem, com a Presidente da Escola Superior de Saúde da Universidade dos Açores, em Angra do Heroísmo, a proposta para o alargamento dos ensinos clínicos de enfermagem às ilhas sem hospital, com o objectivo de potenciar a fixação futura destes profissionais.

“Esta necessidade decorreu do facto de alguns concursos nessas ilhas ficarem desertos porque não há interessados e nós queremos criar aqui uma dinâmica dos alunos, já na fase de ensino clínico, irem a essas ilhas e criar a vontade de, no futuro, se fixarem“, salientou Rui Luís no final da reunião.

O titular da pasta da Saúde adiantou que se pretende implementar esta medida no próximo ano lectivo, tendo existido uma boa abertura por parte da Escola Superior de Saúde nos seus dois departamentos, em Angra do Heroísmo e em Ponta Delgada.

“A Secretaria Regional da Saúde está disposta a colaborar na parte de incentivos ao nível da deslocação, do alojamento e das refeições, eventualmente em colaboração com as câmaras municipais, incentivando a fixação destes profissionais nas ilhas sem hospital“, afirmou.

Rui Luís referiu que, no imediato, será feito um levantamento das condições de formação existentes em cada um desses centros de saúde e verificada a possibilidade da realização de um curso de supervisão clínica em cada um desses locais.

“Queremos criar as condições para possibilitar essa experiência enriquecedora num centro de saúde, onde há, simultaneamente, urgência, internamento, cuidados continuados“, sublinhou.

Neste encontro foi também analisada a oferta formativa da Escola Superior de Saúde, de acordo com as necessidades da população e do Sistema Regional de Saúde.

“Lançamos o desafio de criar formação complementar, nomeadamente a três níveis: cuidados continuados, cuidados paliativos e na vertente da saúde mental”, adiantou o Secretário Regional, acrescentando que “esta formação pode passar pela pós-graduação, por cursos breves de reciclagem ou até por cursos de formação complementar de alunos do secundário ou ensino profissional”.  

Protecção Civil dos Açores com serviço de vídeo-intérprete

Rui Luís - serviço vídeo-intérpreteO Secretário Regional da Saúde afirmou ontem, em Angra do Heroísmo, que o novo serviço de vídeo-intérprete Serviin, destinado à comunidade surda, é um passo importante ao nível da emergência. 

“Vamos ter disponível um intérprete permanentemente, ou seja, através deste serviço, qualquer indivíduo que seja surdo e que saiba língua gestual portuguesa pode aceder ao serviço e comunicar, quer com a central da Protecção Civil, quer com os bombeiros“, anunciou Rui Luís, em declarações à margem da apresentação do novo serviço de emergência.

 Rui Luís salientou que todas as viaturas de socorro dos bombeiros estão equipadas com ‘tablets’, sendo que estas chamadas, ao chegarem à central de comunicações do Serviin, terão prioridade no atendimento.

O Serviin é um serviço de vídeo-interpretação em língua gestual portuguesa que permite colocar surdos e ouvintes em comunicação.

Esta comunicação é intermediada por um intérprete licenciado em língua gestual, que comunica gestualmente com o surdo e oralmente com o ouvinte, servindo de intermediário entre os dois.

Estima-se que existam nos Açores cerca de 1.050 pessoas com deficiência ou perda auditiva, das quais cerca de 560 com surdez profunda.

 O Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores disponibiliza, a partir de agora, este serviço para a comunidade surda dos Açores, através do número 12472 ou via Skype – Serviin-Intérprete LGP.

 Os interessados podem obter mais informações no endereço electrónico www.prociv.azores.gov.pt/srpcba.

O Secretário Regional destacou a aposta contínua do Governo dos Açores nesta área, sublinhando o Sistema de Emergência para Deficientes Auditivos e da Fala, um serviço de emergência para o cidadão surdo para comunicação por SMS, lançado há um ano.

“Foi uma primeira solução que disponibilizámos e que levou 34 pessoas a inscreverem-se no sistema. Dessas, houve duas chamadas, o que para nós é relevante, já que se trata de situações de emergência e que justificam, por si só, o projecto”, afirmou Rui Luís.

O principal objectivo do novo serviço de emergência suportado no vídeo-intérprete é permitir anular a barreira na acessibilidade da comunidade surda a serviços de emergência, como a Proteção Civil.

No âmbito deste novo serviço de apoio, o Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores, vai implementar o módulo ‘Técnicas de comunicação com a pessoa surda em situações de emergência, no âmbito do Curso de Tripulante de Ambulância, já a partir de Setembro.

Proposta de regulamento geral de deslocações do SRS remetida aos parceiros do sector

Hospital interiorA Secretaria Regional da Saúde remeteu aos parceiros do sector, onde se incluem ordens profissionais, associações de apoio ao utente e unidades de saúde, uma proposta de regulamento das deslocações do Serviço Regional de Saúde (SRS).

A iniciativa propõe integrar num único diploma os regimes da deslocação de doentes e especialistas, assim como, de modo inovador, o reforço das consultas em telemedicina ao nível das consultas de acompanhamento, com o objectivo de garantir melhores respostas aos Açorianos nesta área.

A proposta de regulamento remetida para apreciação dos parceiros do sector visa o melhoramento do regime da deslocação de utentes através da desburocratização dos procedimentos administrativos.

Uma alteração acompanhada pela regulamentação da figura do Gestor do Utente Deslocado, que consiste numa entidade hospitalar que tem por função agilizar as deslocações dos utentes do Serviço Regional de Saúde, sendo o interlocutor entre o hospital e as unidades de saúde de origem, assegurando uma eficiente e eficaz programação das deslocações.

Pretende-se, desta forma, garantir um melhor apoio aos utentes que necessitam de se deslocar da sua ilha, permitindo uma maior poupança de tempo e mais comodidade para esses utentes.

No âmbito do apoio social e logístico é ainda proposto incluir nesta reforma os utentes que sofram uma alteração imprevisível do seu estado de saúde, ocorrida fora da sua ilha de residência, bem como abranger o complemento especial para os doentes oncológicos e prever que, na eventualidade de ocorrer o óbito no decorrer da deslocação, o acompanhante beneficie, até ao regresso, de uma comparticipação diária igual à que o utente receberia.

No que se refere à deslocação de profissionais de saúde, principalmente às ilhas sem hospital, o documento propõe o alargamento deste regime aos médicos dentistas, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos e técnicos de diagnóstico e terapêutica, o que possibilitará uma melhor cobertura assistencial dos utentes do Serviço Regional de Saúde.

No âmbito desta reforma, é instituída a programação anual das deslocações dos profissionais de saúde.

São contemplados períodos para formação e discussão de casos clínicos com os profissionais de saúde das unidades de saúde de destino, prevista a atribuição de um subsídio diário e, no que respeita à remuneração dos profissionais, quando a deslocação ocorra fora de horário de trabalho, é proposto que esta seja fixada por acordo entre a unidade de saúde de destino e o profissional de saúde. É também previsto que a cobertura assistencial por médico especialista, no âmbito de consultas subsequentes, possa ser assegurada, sempre que adequado, através de consultas em telemedicina.

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