Candidaturas para apoio à aquisição gratuita de medicamentos abertas a partir de amanhã

Ribeira Grande

A Câmara da Ribeira Grande abre amanhã, 21 de Outubro, as candidaturas ao programa Abem, que visa a comparticipação a 100% dos medicamentos prescritos e não comparticipados na sua totalidade aos agregados familiares carenciados.

“É muito frequente recebermos pedidos de apoio de munícipes que não conseguem fazer face às despesas mensais relativas à sua medicação, muitos deles doentes crónicos”, explicou a vice-presidente da autarquia.

Para Tânia Fonseca, “não é justo que haja pessoas a terem que escolher entre pagar alimentação, água, luz e gás ou medicação. E, muitas vezes, acabam por abdicar de comprar os seus medicamentos. As consequências desta escolha são, obviamente, gravíssimas”, alertou.

A implementação do programa Abem no concelho da Ribeira Grande resulta de um protocolo celebrado com a Associação Dignitude (que tem como parceiros promotores a Associação Nacional de Farmácias, a APIFARMA, a Plataforma Saúde em Diálogo e a Cáritas Portuguesa).

Segundo informou o executivo camarário, as candidaturas devem ser formalizadas na divisão de Acção Social da Câmara da Ribeira Grande. Aos beneficiários do programa Abem será facultado um cartão de beneficiário que lhes permitirá aceder aos medicamentos prescritos em qualquer farmácia aderente, “sem burocracia e com dignidade”.

A câmara ribeiragrandense é a primeira nos Açores a aderir ao programa Abem que integra cinco farmácias aderentes no concelho, nomeadamente farmácia da Ribeirinha, farmácia da Misericórdia, farmácia Crispim Ribeiro, farmácia Central e farmácia Borges da Ponte. Para além destas, também a farmácia Garcia (Ponta Delgada) e farmácia de Santa Cruz (Lagoa) integram a lista de aderentes na ilha de São Miguel.

 

Greve à vista? Governo Regional volta atrás na contagem do tempo de de serviço dos enfermeiros

enfermeiro

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses nos Açores acusou ontem o Governo Regional de pretender “contar 1,5 pontos só a partir de 2014, prejudicando os enfermeiros em 4,5 pontos. Não sustenta a decisão com fundamentos jurídicos, a única fundamentação apresentada é que a medida visa corrigir um acordo entre o sindicato e o titular da pasta de 2013, que considera ilegal, e celebrado à revelia do Conselho de Governo da altura”.

Em nota enviada ao nosso jornal, o Sindicato diz que “em nome dos seus associados, não aceita tamanha discriminação, vai promover plenários em todas as ilhas e organizar os enfermeiros para a contestação que se avizinha necessária”.

O Sindicato explica que a Lei do Orçamento de Estado de 2018 descongelou a progressão nas carreiras da Administração Pública a partir de 1 de Janeiro de 2018, e impôs regras para contar o tempo retroactivo. 

“Houve dúvidas jurídicas sobre essas regras aplicadas à carreira de enfermagem, actualmente clarificadas e aplicadas no território Continental e Madeira. A Secretária Regional da Saúde não aplica as regras consensualizadas e prejudica os enfermeiros açorianos em 4,5 pontos”, acusam os enfermeiros.

Explicam, ainda, que, pelas Regras da Lei do Orçamento de Estado de 2018, é contabilizado 1,5 pontos por cada ano retroactivo até à data da última mudança de posição remuneratória.

Dois terços dos enfermeiros açorianos mudaram de posição remuneratória pela última vez em 2011, logo devem contabilizar 1,5 pontos desde essa data até 31 de Dezembro de 2017, concluem os enfermeiros.

Secretária Regional 

confirma que é a partir de 2014

 

A Secretária Regional da Saúde afirmou, em Angra do Heroísmo, que o Governo dos Açores irá proceder à contagem de todo o tempo de serviço prestado pelos enfermeiros do Serviço Regional de Saúde.

Teresa Machado Luciano salientou que “as leis de Orçamento de Estado de 2011 a 2017 não permitiam revalorizações remuneratórias a qualquer carreira da função pública”, acrescentando que “aconteceu uma situação excecional na Região em 2014 e a carreira de enfermagem teve uma revalorização remuneratória”. “Os enfermeiros que beneficiaram desta revalorização verão a sua contagem de tempo ser feita a partir de 2014”, referiu.

“Para todos os outros enfermeiros que não beneficiaram da aplicação da relevância de tempo de serviço nessa altura, a contagem de tempo será igual a qualquer funcionário da função pública e estes enfermeiros terão todo o tempo de serviço contado”, frisou a Secretária Regional, em declarações aos jornalistas.

Esta regra de determinação do período da contagem do tempo visa evitar uma contagem dupla do tempo de serviço, sendo a sua aplicação aos enfermeiros do Serviço Regional de Saúde realizada tendo em consideração as especificidades regionais existentes ao nível da carreira.

Para a titular da pasta da Saúde, a solução encontrada garante “uma justa restituição do equilíbrio entre os enfermeiros que beneficiaram e aqueles que, não tendo beneficiado à época, agora terão contado de forma integral todo o tempo de serviço”.

“Nós estamos dispostos sempre a conversar e a negociar”, assegurou a Secretária Regional.

Mulheres dos Açores aderem menos ao rastreio do cancro do colo do útero

cancro1Um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) concluiu que o número de mulheres portuguesas que se submeteram ao rastreio do cancro do colo do útero aumentou 10% face a 2005, sendo que os Açores figuram entre as regiões onde houve menos adesões.

Em comunicado, o ISPUP explica que a investigação, publicada no Journal of Obstetrics and Gynaecology Research, visava “descrever o uso do exame de rastreio do cancro do colo do útero” em Portugal, assim como “identificar os fatores” que levam as mulheres portuguesas a não recorrerem ao teste.

Os investigadores analisaram por isso dados de 5.884 mulheres, com idades entre os 25 e 64, que responderam ao Inquérito Nacional de Saúde de 2014 e concluíram que 87% das mulheres portuguesas se submeteram ao exame de rastreio.

“O uso do teste aumentou em cerca de 10% em comparação com os dados obtidos no Inquérito Nacional de Saúde 2005/2006, frisa o ISPUP, adiantando, contudo, que 12% das mulheres continuam a não seguir “as recomendações europeias relativas à periodicidade de realização do exame”.

De acordo com o instituto, foram ainda observadas “assimetrias” de acordo com as diferentes regiões do país, sendo que a região Norte foi a zona onde se registaram as “percentagens mais altas” de adesão ao exame, contrariamente ao que se sucedeu no Alentejo, Algarve e Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, em que se verificaram os maiores níveis de “não adesão” ao teste.

Citada no comunicado, Bárbara Peleteiro, investigadora do ISPUP, afirma que apesar do programa de rastreio do cancro do colo do útero abranger várias regiões do país, as mulheres que vivem em “regiões mais pobres e que têm estilos de vida menos saudáveis, aderem menos ao rastreio”.

“Nestes últimos anos, conseguimos aumentar o número de pessoas que fazem o rastreio, o que é positivo. Contudo, quando analisamos as características sociodemográficas que explicam a não adesão das mulheres, vemos que estas continuam a ser as mesmas de há 10 anos. Isto significa que chegamos a mais pessoas, mas não às mulheres que já não utilizavam antes o exame“, sublinha.

Para a investigadora, apesar dos números serem “positivos”, é necessário pensar-se em “estratégias que ajudem a motivar esta população a utilizar o programa de rastreio organizado”.

O cancro do colo do útero é o quarto tipo de cancro mais comum nas mulheres, representando 7,5% das mortes femininas por cancro em todo o mundo.

 

Secção Regional da Ordem dos Enfermeiros vincula 82 novos profissionais

enfermeiroA Secção Regional da Região Autónoma dos Açores (SRRAA) da Ordem dos Enfermeiros acolhe este ano, na já habitual Cerimónia de Vinculação à Profissão, 82 novos profissionais.

Conforme se pode ler na nota enviada às redacções, “este é um momento simbólico e que se reveste de grande importância para todos aqueles que concluíram o seu percurso formativo nos Pólos de Angra do Heroísmo e Ponta Delgada da Escola Superior de Saúde dos Açores e que, com o final do Curso de Enfermagem, recebem da sua Ordem profissional a autorização que lhes permitirá começar a exercer a profissão”.

A cerimónia contará com as presenças da Secretária Regional da Saúde, Maria Teresa Luciano, da Bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Enfermeira Ana Rita Cavaco e do Presidente do Conselho Directivo Regional da SRRAA, Luís Furtado.

O evento terá lugar amanhã, pelas 14h30, no Auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada.

Márcio Tavares apresenta-se como candidato independente à Ordem dos Enfermeiros

Márcio Tavares candidato ordem enfermeiros

Márcio Tavares apresentou, em Ponta Delgada, a sua candidatura aos órgãos estatutários regionais da Ordem dos Enfermeiros nos Açores. Numa sessão pública, aberta a profissionais e cidadãos, Márcio Tavares apresentou as linhas gerais do projecto, os objectivos a que se propõe e os motivos que estiveram na origem da decisão de concorrer a eleições.

Trata-se de uma candidatura independente, como de resto já foi a candidatura vencedora nas eleições de 2015, então liderada por Luís Furtado, actual Presidente do Conselho Directivo Regional, precisamente pela necessidade de reconhecer as especificidades do exercício profissional dos enfermeiros nos Açores. Exercer num contexto de descontinuidade territorial é diferente e, por si só, exige uma abordagem ajustada que reflicta esta particularidade. Para Márcio Tavares “faz-nos todo o sentido apresentarmo-nos a eleições desta forma, com propostas para a Região Autónoma dos Açores e não um decalque de programas de âmbito nacional, num trajecto responsável de construção de uma identidade e de um plano de intervenção de âmbito regional que se iniciou e que tem dado frutos, com iniciativas únicas e que colocaram a Secção Regional dos Açores da Ordem dos Enfermeiros numa posição cimeira, apesar de haver tentativas de reduzir a importância do que foi conseguido, ainda que saibamos que os enfermeiros açorianos o sabem bem”.

A candidatura “Juntos Pela Enfermagem Açoriana” tem uma equipa representativa dos enfermeiros que exercem nos Açores naquilo que respeita à distribuição etária, género, sector de actividade, distribuição geográfica e título profissional, equipa esta que, à semelhança do que tem acontecido um pouco por toda a Região na sequência do anúncio da candidatura, se reviu nos pressupostos e valores que lhe estão subjacentes.

“Os enfermeiros açorianos, como de resto todos os açorianos, há muito aprenderam a discernir o plano regional do plano nacional, a fazer opções que salvaguardem os seus interesses e os valores que defendem no plano nacional e no plano regional, sabem escolher em prol do que melhor os representa”, explicou Márcio Tavares, acrescentando ainda que “esta não é uma candidatura de divisão, não é uma candidatura de ruptura, é simplesmente uma candidatura pela Enfermagem Açoriana, e, pelo facto de não estar associada a qualquer outra candidatura nacional terá toda a abertura para trabalhar de forma construtiva, leal e aberta com qualquer estrutura que venha a ser eleita a nível nacional e nas demais Secções Regionais”.

Sobre a campanha eleitoral e a forma como esta deverá decorrer, o candidato deixa claro que “não haverá, da nossa parte, lugar a discursos demagógicos, fugas à verdade e ataques pessoais. Estes não são os meus valores e não são os valores dos enfermeiros que constituem a minha equipa, falaremos verdade aos enfermeiros, discutiremos ideias e não iremos recorrer ao ataque pessoal para fazer prevalecer as nossas ideias. Cabe aos enfermeiros açorianos, e apenas aos enfermeiros açorianos, decidir de forma esclarecida e verdadeira que projecto querem para a enfermagem açoriana”.

Márcio Tavares é o actual Presidente do Conselho Directivo Regional da Secção Regional da Região Autónoma dos Açores da Ordem dos Enfermeiros. É Doutorado em Ciências de Enfermagem e conta com um percurso profissional vasto, ao nível da prestação directa de cuidados de Enfermagem (gerais e especializados), em contexto hospitalar e em cuidados de saúde primários, mas também no ensino superior, sendo actualmente professor adjunto na Escola Superior de Saúde da Universidade dos Açores.

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