Operadores de mergulho preocupados com “estado delapidado” dos recursos marinhos

mergulhadorOs operadores de mergulho dos Açores manifestaram “profunda preocupação” com o estado “delapidado” dos recursos marinhos da Região, defendendo a necessidade “urgente” de implementação de áreas marinhas protegidas e recifes artificiais.

As preocupações foram divulgadas em comunicado, depois de a Associação de Operadores de Mergulho dos Açores (AOMA) ter reunido no passado fim-de-semana, em Vila Franca do Campo.

A AOMA critica também as “acessibilidades deficitárias, marítimas e aéreas actuais”, que, segundo refere, “dificultam e prejudicam a movimentação dos turistas entre ilhas” e “impossibilitam a criação de pacotes de férias a preços competitivos”, restringindo o crescimento económico das restantes ilhas.

Os mergulhadores açorianos manifestaram-se ainda preocupados com o “estado de abandono” dos Parques Arqueológicos Subaquáticos dos Açores, “que não permitem aos operadores oferecerem uma experiência e visitação de qualidade” e defendem a necessidade “urgente” de revisão do Regulamento da Actividade Marítimo-Turística dos Açores (RAMTA).

No mesmo comunicado, a associação recorda que os Açores foram reconhecidos recentemente com o galardão internacional de 3º Melhor Destino de Mergulho do Mundo e que o Governo Regional decidiu iniciar o processo de certificação dos Açores como Destino Turístico Sustentável, 

A AOMA pretende, neste sentido, tornar-se “parceiro activo, de primeira linha, no processo de acreditação do destino Açores como destino sustentável, não esquecendo os recursos marinhos”.

A reunião serviu também para a formalização de dois novos departamentos, além do já criado departamento de mergulho profissional, nomeadamente de observação turística de cetáceos, vulgo ‘whale watching’, e o iatismo, “a fim de encontrarem soluções que permitam o desenvolvimento, a consolidação e valorização destas actividades”, refere o mesmo comunicado.

Não é a primeira vez que a AOMA manifesta-se preocupada com os recursos marinhos da Região. Já no ano passado o presidente da associação, Paulo Reis, denunciava que as reservas marinhas do Banco João de Castro, do Ilhéu das Formigas e Dolabarat, do Naufrágio do Dori e do Ilhéu de Vila Franca do Campo, por exemplo, estavam “praticamente sem peixe nenhum”.

“A realidade hoje das reservas marinhas, seja elas quais forem, é que andam a saque pelos pescadores”, apontava na altura o responsável, denunciando não existir “qualquer respeito” por essas reservas. O Governo Regional, na altura, refutou as denuncias feitas, referindo que o executivo tinha a fiscalização como prioridade.

Governo apela à colaboração dos caçadores para recolha de amostras de coelho-bravo

Coelho BravoA Directora Regional dos Recursos Florestais apelou à colaboração dos caçadores para a recolha de amostras de coelho-bravo que terá lugar Domingo, 3 de Dezembro, na ilha de S. Miguel, dando continuidade ao estudo sobre a evolução da Doença Hemorrágica Viral (DHV2) nos Açores.

“Agradecemos, desde já, a todos aqueles que, no interesse comum em preservar as espécies que se podem caçar nos Açores, se disponibilizem a colaborar em mais esta acção, que se considera essencial para uma gestão cinegética que se pretende cuidada e ajustada à realidade regional”, afirmou Anabela Isidoro.

Esta acção, implementada pela Direcção Regional dos Recursos Florestais, conta com a colaboração do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto (CIBIO-UP) e já decorreu nos últimos dias nas ilhas Graciosa e Terceira.

No âmbito desta iniciativa, está prevista a recolha de amostras em animais recém-abatidos, para que, através de análises específicas, se possa continuar a avaliar a existência de uma resposta imunitária adaptativa do coelho-bravo à DHV2.

Nesse sentido, Anabela Isidoro salientou que, desde 2015, que se procede à recolha de amostras de coelho-bravo abatidos durante a caça, para que seja possível dar continuidade ao estudo sobre a forma como aquela doença está a afectar as populações de coelho-bravo no arquipélago.

A Directora Regional adiantou que, de acordo com os resultados das amostras recolhidas há um ano, cerca de 70% das populações de coelho-bravo na Terceira e 40% em São Miguel e na Graciosa já adquiriram imunidade contra a nova variante do vírus da Doença Hemorrágica Viral, frisando, no entanto, que é necessário dar continuidade ao estudo e acompanhar a sua evolução.

A colaboração dos caçadores é determinante para o sucesso desta acção, pelo que se apela à sua comparência nos locais estabelecidos para a recolha de amostras de coelho-bravo, cuja localização pode ser consultada na página da Direcção Regional dos Recursos Florestais, no endereço electrónico http://drrf.azores.gov.pt.

A nova variante do vírus da Doença Hemorrágica Viral, identificada em França em 2010 e que em 2012/13 desencadeou um surto no continente português, com uma elevada taxa de mortalidade, chegou aos Açores em Novembro de 2014, tendo sido a Graciosa a primeira ilha a ser afectada.

Queen Victoria visita hoje Ponta Delgada

queen victoria 2O paquete britânico Queen Victoria, da companhia Cunard Line, atraca hoje no Terminal de Cruzeiros das Portas do Mar. 

Com 1984 passageiros e cerca de mil tripulantes a bordo, prevê-se que a chegada à capital micaelense ocorra pelas 07h00 de hoje, estimando-se que permaneça até às 17 horas, altura em que retomará a viagem com destino a Basseterre, capital de Saint Kitts & Nevis.

O Queen Victoria integrou a frota da Cunard Line em 2007, após ter sido construído nos conhecidos estaleiros italianos Fincantieri, em Monfalcone. Destaca-se pelos 294 metros de comprimento, 32,3 metros de boca e 8 metros de calado, possuindo 90 mil toneladas de arqueação bruta e capacidade para transportar 2080 passageiros e 1050 tripulantes. Disponibiliza 12 decks para passageiros, por onde se distribuem as 1035 cabines.

 Ainda este ano, o Queen Victoria tem mais uma escala programada nos Açores, prevista para 8 de Dezembro, na ilha Terceira.

Polícia Judiciária detém traficante de estupefacientes

PJ1A Polícia Judiciária (PJ), através do Departamento de Investigação Criminal de Ponta Delgada, com a colaboração da Unidade Nacional de Combate de Estupefacientes, no  âmbito de uma investigação em curso, localizou  e deteve um homem, de 52 anos de idade, por suspeitas de prática do crime de tráfico de estupefacientes.

De acordo com a nota emitida pela  Polícia Judiciária, “a detenção ocorreu na região de Lisboa e o suspeito tinha ligações a outros dois indivíduos que foram detidos em finais de Agosto último, na ilha de S. Miguel, tendo sido apreendidos cerca de nove quilogramas de pólen de haxixe”. 

O detido, com antecedentes criminais, foi presente a primeiro interrogatório judicial, para aplicação das medidas coactivas tidas por adequadas.

Primeiro projecto de aquacultura offshore instalado na Ribeira Quente

Aquacultura - ribeira quenteO Presidente do Governo assistiu ontem, na freguesia da Ribeira Quente, concelho da Povoação, à instalação do primeiro projecto de aquacultura offshore, tendo salientado que esta nova área de actividade representa a “abertura de novos horizontes para a rentabilidade que o mar tem para dar” aos Açores.

“Aquilo que nós estamos a assistir é à abertura de novos horizontes para a rentabilidade que o mar tem para dar à nossa Região”, afirmou Vasco Cordeiro, depois de ter assistido à apresentação dos quatro projectos de aquacultura em mar alto da empresa Aquazor, já aprovados, que serão instalados nas áreas definidas da Ribeira Quente, na ilha de São Miguel, no Porto Martins, na ilha Terceira, e na Feteira, na ilha do Faial.

Em declarações aos jornalistas, o Presidente do Governo adiantou que estes projectos traduzem bem os objectivos que presidem à aposta que o Executivo Regional tem feito nesta área, ao nível da sustentabilidade, mas também do envolvimento das comunidades locais.

Nesse sentido, Vasco Cordeiro salientou que a integração das comunidades no desenvolvimento destes projectos constitui, assim, uma garantia acrescida do seu impacto positivo nas respectivas economias.

“No que tem a ver com a aquacultura de algas e de peixe, este é um projecto inovador e que, no fundo, dá execução prática à aposta que o Governo dos Açores faz na abertura deste novo sector”, destacou o Presidente do Governo.

Vasco Cordeiro, que visitou também os trabalhos para a marcação e colocação das boias oceânicas, realçou que o envolvimento do Governo neste processo incluiu, ainda, o mapeamento das áreas para a instalação offshore de aquacultura, assim como a disponibilização de fundos comunitários, no âmbito do Mar 2020. 

O Governo dos Açores tem vindo a apostar no sector da aquacultura através de várias medidas, entre as quais a criação de áreas pré-definidas para a produção aquícola nas ilhas do Faial, Terceira e São Miguel.

A criação destas áreas, em 2016, resultou do mapeamento de zonas de ambiente costeiro e offshore com potencial para a aquacultura no arquipélago, realizado em 2015 e financiado pelo Governo dos Açores, que é disponibilizado gratuitamente aos empresários interessados.

A aprovação destas áreas permite aos investidores instalar e explorar a produção aquícola, através de um procedimento simplificado e mais célere, uma vez que os projectos não serão submetidos ao processo de pré-instalação necessário em qualquer área que não esteja previamente instituída.