Mais uma forte quebra na pesca em Junho: capturas caíram para metade

pesca junho 19

A queda das capturas de peixe este ano assume números assustadores quando comparado com o ano passado. Até agora já se regista uma queda de 4.371.652 para 2.512.217 quilos de peixe descarregado, segundo revelou ontem o SREA. O mês de Junho volta a registar uma queda acentuada, quase três vezes menos do que no ano passado. 

É a maior quebra registado este ano.

 

Resultados para a substituição dos cabos submarinos apresentados até ao final do ano

ana cunha cabos submarinos

A Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas anunciou que o Grupo de Trabalho constituído para estudar e decidir a melhor solução para a substituição dos cabos submarinos de comunicações entre o continente, os Açores e a Madeira deverá apresentar as suas conclusões até ao final do ano.

Ana Cunha falava Terça-feira, em Lisboa, no final da primeira reunião deste grupo de trabalho, que integra representantes dos governos da República, dos Açores e da Madeira e da ANACOM.

A Secretária Regional adiantou que foi apresentado pela ANACOM “um cronograma de trabalhos, ainda preliminar e sujeito a alterações, uma calendarização do próprio investimento”, sendo que a solução técnica “terá que ser apresentada e aprovada em Dezembro”.

Nesse sentido, referiu que, “tendo em conta este calendário de decisão, a ANACOM já adiantou um cronograma para o investimento, que inclui a fase do concurso procedimental e depois todo o desenvolvimento do investimento”, incluindo a escolha do adjudicatário, “que terá inclusivamente que fabricar os cabos, averiguar os fundos, o local onde vão ser colocados os cabos, etc.”.

A titular da pasta das Comunicações salientou, assim, que “já há um cronograma inicial para o investimento e que aponta, ainda que de forma bastante optimista, para uma conclusão do investimento em 2023, o que dá alguma segurança ao nível de alguma contingência que, no decurso de todo o processo e da realização do investimento, possa ocorrer”.

Ana Cunha lembrou que o estudo, cuja execução foi promovida pelo Governo dos Açores e que foi apresentado em Fevereiro ao Secretário de Estado das Infra-estruturas, continua a servir de base “e suporta aquela que é a posição, as premissas que o Governo dos Açores defende para este investimento”.

“Pretende-se uma estrutura neutra, pretende-se uma estrutura com uma longevidade, com uma durabilidade, pelo menos, semelhante à actual, pretende-se que exista redundância no funcionamento desta infra-estrutura, para que dê segurança a todas as comunicações”, afirmou. A Secretária Regional acrescentou que se pretende que este investimento “seja potenciado noutras áreas, como, por exemplo, e conforme foi já salientado pelo presidente da ANACOM e também integrante do nosso estudo, as valências de previsão ou monitorização de alterações climáticas, mudanças de temperatura, sismos e outros eventos naturais, que estes cabos de fibra óptica poderão potenciar, através da instalação de outros sistemas”.

Para Ana Cunha, será também possível “potenciar a parte científica” através da sua componente de “potenciador de projectos científicos”.

Outra das formas para potenciar o uso dos cabos é a “constituição de uma espécie de ‘hub’ no meio do Atlântico para cabos transatlânticos e que atravessam o oceano, entre a América do Norte, a América do Sul e a Europa e até também chegando a África”, disse a Secretária Regional, acrescentando que “esta é uma ideia veiculada pelo Governo dos Açores e bem acolhida por todos os elementos do Grupo de Trabalho”.

Por outro lado, sublinhou que “terá que ser, ou é, no nosso entender, um investimento a cargo do Governo da República, porque os cabos de fibra óptica são um investimento estruturante, enquanto veículo de coesão territorial de todo o país”.

Para Ana Cunha, a realização desta primeira reunião do Grupo de Trabalho foi um passo importante, estando já agendada uma segunda reunião “ainda nesta primeira quinzena de Julho”, o que dá nota da “celeridade” imprimida.

A Secretária Regional destacou ainda a boa condução do grupo por parte do presidente da ANACOM, considerando que “dá indicação de que vai impor um bom ritmo de trabalho, por forma a que, em Dezembro, tenhamos o estudo concluído, conforme é proposto pelo Secretário Adjunto e das Comunicações”.

Chá dos Açores em nova emissão filatélica dos CTT

selos chá

Os CTT apresentam hoje, dia 27 de Junho, uma emissão filatélica dedicada ao Chá dos Açores, um produto resultante da planta Camellia sinensis, pertencente à família das Teáceas, nativa da China.

Os três selos desta emissão mostram uma apanhadeira em recriação da colheita tradicional do chá, na fábrica do Chá Porto Formoso; os enroladores de folha de chá, na fábrica do Chá Gorreana; um cesto com folhas de chá; a selecção e empacotamento manual; e um bule em barro cozido, de José Sousa Barata, de 1982. O bloco filatélico com um selo mostra a colheira de folhas de chá; uma pintura a óleo sobre tela, com o nome “A Juventude”, de Veloso Salgado, de 1923; e uma fotografia do “Início da Colheita”.

A cultura industrial do chá foi iniciada no último quartel do século XIX, na ilha de São Miguel. Foram os membros da Sociedade Promotora da Agricultura Micaelense que tomaram a iniciativa de expandir este produto.  O modo de produção e da preparação do chá são baseados na tradição chinesa, transmitidos pelos ensinamentos de dois chineses, o mestre manipulador Lau-a-pan e o seu intérprete e ajudante Lau-a-teng, chegados a São Miguel em 1878.

As plantações de chá açorianas estão actualmente centradas nas fábricas de Chá Gorreana e Chá Porto Formoso, as únicas unidades de produção industrial de chá na Europa. É considerado uma “pérola do oceano Atlântico”, um produto obtido de modo biológico, uma bebida plena de benefícios para a saúde, pelas suas propriedades anticancerígenas e preventivas de doenças cardiovasculares. É também razão de convívio social.

Os produtores de chá dos Açores perseguem o caminho dos processos produtivos geradores da economia verde, através da agroindústria sustentável e da valorização ecológica do chá, assentando na defesa da qualidade da produção, processamento e comercialização do chá de cunho regional e zelando pelo ambiente e da saúde humana.

Esta emissão filatélica é composta por três selos e um bloco filatélico com um selo; os três selos têm uma tiragem de 100 000 exemplares cada e o valor facial de 0,53€, 0,86€ e 0,91€; o bloco tem o valor de 2,00€ e uma tiragem de 35 000 exemplares. O design dos selos esteve a cargo de Fernando Pendão do Atelier Prior&Pendão e os selos têm um formato de 40X30,6mm.

Federação das Pescas exige explicações sobre o estado da quota do atum-voador

Gualberto rita 2A Federação das Pescas dos Açores (FPA) vai exigir explicações à Secretaria de Estado das Pescas sobre o estado da quota do atum-voador em 2019.

A Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) lançou, recentemente, um aviso no qual refere, que a quota nacional de 1994 toneladas destinadas à captura de atum-voador, já atingiu os 80%, um valor que, segundo a FPA, não corresponde aos valores das descargas nos Açores e na Madeira.

“No início desta semana, o estado das capturas desta espécie, entre a Região Autónoma dos Açores e a Região Autónoma da Madeira, era cerca de 1250 toneladas, correspondendo a uma percentagem de, aproximadamente, 63%”, frisa a FPA, em comunicado.

O Presidente da organização, Gualberto Rita, quer perceber “como é possível a quota já ter atingido este valor, quando não coincide com os dados estatísticos relativos às descargas deste atum”.

“Numa altura em que esta é a espécie de atum em maior abundância, a FPA não compreende, o que terá acontecido para a quota de atum-voador ter chegado a esta ponto”, lê-se na nota enviada ontem às redacções.

A FPA considera “necessário” o esclarecimento desta situação por parte da Secretaria de Estado das Pescas “para que seja clarificado este valor de quota já atingido”.

Governo cria ‘Solidariedade em Movimento’ para apoiar instituições sociais

Vasco Cordeiro faial

O Governo dos Açores iniciou ontem a visita à ilha do Faial com a inauguração do Centro de Dia dos Flamengos, onde Vasco Cordeiro anunciou a criação do novo programa ‘Solidariedade em Movimento’ para apoiar as instituições que trabalham na área social na renovação das suas frotas.

“Trata-se de um investimento de cerca de um milhão de euros, ao longo dos próximos três anos, que se destina a renovar a frota automóvel dessas instituições, porque isso é uma necessidade para permitir que a sua acção, desde logo, através dos cuidados domiciliários, chegue mais longe”, afirmou Vasco Cordeiro.

Segundo o Presidente do Governo, a implementação deste novo programa de apoio terá ainda um “cuidado especial com as novas exigências” que se colocam actualmente, no que tem a ver com veículos eléctricos e de menor consumo de combustível poluente.

Na inauguração do Centro de Dia dos Flamengos, que representou um investimento de cerca de 1,1 milhões de euros, Vasco Cordeiro assegurou que esta nova infra-estrutura “não é um acto isolado” na estratégia regional de apoio aos idosos dos Açores.

“No próximo ano, e desde 2013, nós concluiremos essa aposta que se vai traduzir em cerca de mais meio milhar de vagas no que tem a ver com cuidados para idosos” em todas as ilhas da Região, salientou o Presidente do Governo.

Mais importante do que os cerca 31 milhões de euros investidos desde 2013 nesta área “são os cerca de meio milhar de idosos de toda a Região, e as suas famílias, que passam a ter a tranquilidade e a qualidade de acolhimento” com estas novas respostas, sublinhou Vasco Cordeiro, ao destacar a “parceria e a aliança virtuosa de boas vontades” que se estabelece com as instituições desta área e que “produz resultados todos os dias”.

Segundo disse, este investimento nos Flamengos, à semelhança dos restantes efectuados em toda a Região, tem um significado de reforço da coesão social, uma vez que garante condições de conforto, de acolhimento e de dignidade a quem deles beneficia.

Mas tem também um significado de coesão territorial, assegurou Vasco Cordeiro, ao destacar que o Governo dos Açores tem a posição “clara e inequívoca” de implementar este tipo de resposta social, não apenas nos centros urbanos, mas também junto das comunidades onde se inserem os idosos.

É, na prática, um sentido de humanização que está ligado a “esta ideia de coesão territorial, uma vez que estes investimentos de proximidade permitem às pessoas continuar a viver e a ter como referência a sua comunidade e o seu meio”, destacou Vasco Cordeiro.