Tripulantes de cabine da Ryanair marcam greve

ryanair-aircraft-9Os tripulantes de cabine da companhia aérea Ryanair deliberaram, na quinta-feira, convocar “até três dias de greve a realizar na última quinzena do mês de Março e até três dias a realizar na primeira quinzena do mês de Abril”.

Em causa, segundo um comunicado do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), estão as “práticas empresariais que prejudicam gravemente os direitos dos tripulantes de cabine”.

“As condições de trabalho na Ryanair têm se deteriorado nos últimos anos, nomeadamente o aumento do bullying, processos disciplinares abusivos, condicionamento psicológico dos Tripulantes, ameaças de transferência de base em caso de não cumprimento dos objectivos de vendas e o total desrespeito pelas leis da parentalidade portuguesa, tornando a situação laboral na Empresa insustentável para os tripulantes de cabine”, refere o mesmo comunicado.

O sindicato denuncia ainda os “contratos precários” mantidos “há mais de 10 anos” na empresa que, segundo refere, “não cumpre a Legislação Laboral Portuguesa, mesmo após os diversos avisos feitos pelo SNPVAC”.

 A estrutura sindical refere também que a Ryanair “tem adiado reiteradamente o diálogo com os representantes sindicais dos tripulantes de cabine” e que o SNPVAC “desenvolveu todos os esforços possíveis para resolver o conflito com a empresa de forma pacífica”.

Açores e Madeira com o maior crescimento da taxa de ocupação nos voos da TAP

tap3As ligações à Madeira e aos Açores registaram o maior crescimento percentual da TAP em Janeiro deste ano (35%), mês em que a companhia aérea portuguesa contabilizou um aumento de 16% no número de passageiros transportados comparativamente ao mês homólogo.

Segundo adianta o Jornal Económico, ao atingir um total de um milhão e 115 mil passageiros transportados, a TAP superou pela primeira vez na sua história a marca de um milhão de passageiros num mês de Janeiro. Também as ligações para o Atlântico Norte – Estados Unidos da América e Canadá – cresceram 22% e as rotas do Brasil 17%.

De acordo com a TAP, a taxa de ocupação mais elevada verificou-se nas rotas do Brasil, onde este indicador atingiu os 90,2 por cento, mas o maior crescimento de load factor, de 11,4 pontos percentuais, registou-se nos voos para Madeira e Açores.

Pela primeira vez num mês de Janeiro, a TAP transportou mais de 50 mil passageiros nos voos Lisboa – Funchal, mais 13 mil que em janeiro do ano passado e mais de 10 mil nas ligações entre Lisboa e Ponta Delgada, mais 4 mil e 600 que em 2017. 

Janeiro de 2018 foi também, refere a companhia aérea portuguesa em comunicado, o melhor mês de sempre, em termos absolutos, no volume de passageiros transportados entre Lisboa e São Paulo, 32 mil.

Recorde-se que o brasileiro David Neeleman, um dos accionistas de referência da companhia aérea portuguesa, avançou que a TAP poderá ter mais voos nos Açores e na Madeira.

Esses voos podem significar a abertura de rotas das ilhas dos Açores para aeroportos da América do Norte, nomeadamente para os Estados Unidos da América. 

As declarações de David Neeleman foram feitas na semana passada, após a assembleia-geral na qual foi aprovado o novo presidente executivo da companhia, Antonoaldo Neves.

“Estamos a pensar ter mais voos para os Açores, talvez colocando voos dos Açores para os Estados Unidos, estamos a pensar nisso no Verão que vem. Estamos a colocar mais aeronaves no Porto, podemos fazer outras coisas na Madeira”, afirmou o empresário brasileiro, argumentando que “Lisboa tem que ter uma capacidade maior que 38 operações por hora”.

Em relação à Madeira poderão surgir novas rotas da TAP à partida da ilha, nomeadamente para aeroportos europeus, o que desde há muito tempo tem sido sugerido pelas autoridades regionais, e principalmente pelos hoteleiros. Presentemente a TAP só tem voos da Madeira para Londres, se considerarmos as ligações diretas para fora do território nacional.

Nas prioridades do Governo e da ANA Aeroportos de Portugal, empresa que gere os aeroportos portugueses, deve estar a forma de aumentar a capacidade do aeroporto “para trazer mais pessoas”, que “gastam dinheiro aqui”, e garantir o crescimento das companhias, sublinhou Neeleman.

Sintap pede actualização da remuneração complementar

pessoas em Ponta Delgada1O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (Sintap) nos Açores apresentou, Segunda-feira, ao Governo Regional uma proposta de revisão e actualização em 10% da remuneração complementar/subsídio de insularidade. 

O sindicato pediu ainda a abertura imediata do processo negocial, com vista a “compensar e repor parte do poder de compra das remunerações dos trabalhadores das administrações regional e local perdido nos últimos anos pelos custos de vida e taxas de inflação anuais mais elevados registados na Região”.

“A justeza e oportunidade da nossa proposta fundamenta-se, entre outras razões, no facto desta remuneração complementar/insularidade não ser alvo de qualquer actualização desde de 2012 e dos vencimentos base dos seus trabalhadores se encontrarem totalmente congelados desde 1 de Janeiro de 2010, inclusive, corroendo assim parte importante do poder de compra dos seus salários”, considera a estrutura sindical, em comunicado.

Com a fixação do salário mínimo em 580€ em 2018, “da actual tabela legal da Remuneração Complementar resultam situações anacrónicas de injustiça relativa como a de se ver um assistente operacional recém-chegado ao serviço colocado nas 1.ª e 2.ª posições remuneratórias, por vencer um vencimento de 580€, a auferir 100% do valor base da remuneração complementar, +57,83€, enquanto que a um seu colega, muito mais antigo, colocado na 3.ª posição, se dá apenas de 90% do valor daquela remuneração complementar, isto é, +52,05€, pelo facto do seu vencimento de base ser de apenas 583,58€, colocando-se assim um trabalhador mais antiga a ganhar menos que um muito mais novo”, explica o Sintap/Açores.

O sindicato recorda que esta reivindicação não é de agora, tendo já dado azo, no passado, a um abaixo-assinado que, sob a forma de petição, “obrigou” a Assembleia Legislativa Regional a agendar e discutir o assunto em plenário.

“O facto de esta remuneração complementar abranger trabalhadores com mais baixos vencimentos na Administração Pública e se ter assistido a uma diminuição do leque dos seus beneficiários por força do aumento do salário mínimo, leva ainda o Sintap a propor o seu alargamento até aos 1.510,43€”, refere ainda a estrutura sindical.

“Pela justeza, alcance social, importância e oportunidade desta reivindicação, o Sintap torna pública a sua disponibilidade para o diálogo com todas as organizações sindicais de boa vontade que a nós se queiram associar com vista à sua realização bem-sucedida a favor dos trabalhadores”.

 

Bolieiro defende medidas de protecção do comércio tradicional

Bolieiro2O Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada anunciou que vai preparar a implementação de um regulamento próprio de reconhecimento e protecção do comércio tradicional do centro histórico da cidade.

O anúncio de José Manuel Bolieiro foi feito no âmbito do workshop sobre “Lojas Históricas”, realizado segunda-feira no grande auditório da Santa Casa da Misericórdia do Porto.

A iniciativa insere-se no âmbito da legislação nacional aprovada em 2017 que estabelece o regime de reconhecimento e protecção de estabelecimentos e entidades de interesse histórico e cultural ou social local. O novo diploma prevê que os municípios possam aprovar regulamentos municipais através dos quais densifiquem os critérios gerais para o reconhecimento destes estabelecimentos e definam critérios especiais que tenham em conta as especificidades locais. 

Bolieiro propõe-se estudar a implementação de políticas dirigidas à revitalização sustentável das actividades económicas que, pelo seu relevante papel no plano cultural, de valorização do património histórico e das vivências tradicionais da cidade, mereçam um reconhecimento especial por parte do Município. Para a definição das medidas, o autarca pretende envolver a participação de entidades como a Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada.

Dia Mundial das Zonas Húmidas assinalado em todas as ilhas do arquipélago

lagoa sete cidadesA Secretaria Regional da Energia, Ambiente e Turismo, através da Direcção Regional do Ambiente, promove, entre hoje e amanhã, em todo o arquipélago, a realização de um conjunto alargado de actividades de sensibilização e educação ambiental integradas nas comemorações do Dia Mundial das Zonas Húmidas.

A Junta Regional dos Açores do Corpo Nacional de Escutas associou-se a estas comemorações, promovendo a realização de uma actividade internacional denominada “Trees for the World — Árvores para o Mundo”, que visa a plantação de árvores e incentivar a realização de acções ligadas à protecção da floresta autóctone.

Por seu lado, os Parques Naturais dinamizam, entre amanhã e 4 de Fevereiro, diversas acções sob o tema internacional “Zonas Húmidas para um Futuro Urbano Sustentável”,  nomeadamente passeios e actividades desportivas nestas áreas, mas também sessões informativas, de modo a transmitir aos participantes a importância das zonas húmidas classificadas para o equilíbrio dos ecossistemas.

As zonas húmidas são os ecossistemas mais ricos e produtivos do mundo em termos de diversidade biológica, onde a água é o elemento estruturante, sendo fundamental a sua protecção e gestão adequada, por serem locais muito sensíveis e que se encontram gravemente ameaçados a nível mundial pela poluição, urbanização, industrialização, intensificação da agricultura, pesca, piscicultura, caça ilegal e turismo insustentável, entre outras.

Nos Açores, as zonas húmidas, para além de serem a essência de parte significativa dos ‘ex-líbris’ paisagísticos do arquipélago e, portanto, fundamentais no panorama turístico regional, estão também associadas a relevantes processos naturais relacionados com a retenção de recursos hídricos e a prevenção de cheias e derrocadas, pelo que se considera de grande relevância o envolvimento das populações locais na conservação destes habitats.

Entre as zonas húmidas existentes nos Açores, foram oficialmente designadas 13 zonas classificadas como Zonas Húmidas de Importância Internacional pela Convenção Ramsar, nomeadamente o Caldeirão do Corvo, Planalto Central das Flores (Morro Alto), Caldeira do Faial, Planalto Central do Pico (Achada), Planalto Central de São Jorge (Pico da Esperança), Fajãs das Lagoas de Santo Cristo e dos Cubres de São Jorge, Caldeira da Graciosa (Furna do Enxofre), Planalto Central da Terceira (Furnas do Enxofre e Algar do Carvão), Paul da Praia da Vitória, Complexo Vulcânico das Furnas, Complexo Vulcânico das Sete Cidades, Complexo Vulcânico do Fogo e Ilhéus das Formigas e Recife Dollabarat com uma área total de aproximadamente 13 mil hectares.

Com a excepção do Paul da Praia da Vitória, estes sítios encontram-se inseridos na Rede de Áreas Protegidas dos Açores e são geridos pela Direcção Regional do Ambiente, através dos Parques Naturais de Ilha.