Azores Airlines teve o segundo pior índice de pontualidade em Dezembro

SATA - Azores Airlines

A SATA Internacional, actualmente Azores Airlines, teve o segundo pior índice de pontualidade do mês de Dezembro, com apenas 43,6% dos voos a chegarem até 15 minutos da hora prevista, indica o ranking da consultora OAG relativo ao último mês de 2018, divulgado pela PressTur.

A SATA Internacional teve, assim, o pior resultado das companhias portuguesas, mas também a SATA Air Açores e a TAP ficaram entre as 30 piores, o que também se reflecte e é consequência dos maus resultados dos aeroportos portugueses.

A SATA Air Açores teve o 16º pior índice de pontualidade do mês de Dezembro, com 60,8% dos voos a chegarem até 15 minutos da hora prevista.

A TAP, com 65,7% das chegadas até minutos da hora prevista, por sua vez, foi a melhor das maiores companhias regulares portuguesas, mas ainda assim com o 27º pior índice do mês.

O ranking mostra que no mês de Dezembro, a pior das grandes companhias com dados incluídos no ranking de pontualidade foi a Cebu Pacific Air, com apenas 48,1% dos voos a chegarem até 15 minutos da hora prevista, seguindo-se a Air India, com 55,5%, e a Finnair, com 62%.

A informação publicada pela OAG mostra que entre as dez maiores companhias do mundo em número de voos no mês de Dezembro, a norte-americana Delta (152,5 mil voos), que voa para Portugal, foi a melhor, com 86% dos voos a chegarem até 15 minutos da hora prevista, seguida pela China Airlines (65.518 voos), com 80%, American Airlines (190.246 voos), com 78,2%, e United Airlines (146.376 voos), também com 78,2%.

Depois esteve a Ryanair (55.847 voos), com 77,9%, Southwest Airlines (116.572 voos), com 77,6%, China Eastern (64.504 voos), com 76,7%, easyJet (44.852 voos), com 75,4%, Air China (41.442 voos), com 74,2%, e Air Canadá (47.044 voos), com 67,8%.

A OAG indicou ainda que as portuguesas euroAtlantic Airways e Orbest tiveram em Dezembro 25% e a Orbest teve 100%.

Em número de voos realizados em Dezembro, a TAP foi a 57ª maior com 11.039, a SATA Air Açores foi 240ª com 953, a SATA Interacional foi 279ª com 427, a euroAtlantic foi 352ª com oito e a Orbest foi 354ª com seis.

A OAG indica na informação que apenas inclui no ranking de pontualidade as companhias relativamente às quais verificou os resultados de pelo menos 80% dos voos programados.

Vinho Madeira pouco vendido nos Açores

vinho madeira

Os Açores pouco representam nas compras de vinho Madeira.

De acordo com estatísticas madeirenses, no segundo e no terceiro trimestres de 2018  os Açores não compraram vinho Madeira.  

As vendas de vinho Madeira para os diferentes mercados representaram, em 2018, 19,2 milhões de euros, um dos valores mais altos registados “em termos históricos”. 

Segundo os dados fornecidos pelo Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira, no ano passado “a comercialização de vinho generoso Madeira rondou os 3,4 milhões de litros, gerando 19,2 milhões de euros de receitas de primeira venda”.

Em comparação com 2017, há um crescimento de 4,6% e 0,5% na quantidade e em valor, respectivamente, ressalvando ainda a Direcção Regional de Estatística que “o montante de primeira venda de 2018 foi o mais elevado em termos históricos”.

Em termos de mercado, o continente português adquiriu mais vinho na região do que o ‘exportado’ para o todo nacional.

Os continentais compraram em solo madeirense 3,9 milhões de euros de vinho, mais 6,3% do que em 2017, enquanto as vendas enviadas para o continente “apresentaram decréscimos de 21,2% e de 5,9% em quantidade e valor, respectivamente”.

Nos mercados da União Europeia houve um incremento nas vendas em 4,5%, mas o valor decaiu 3,8%.

O tradicional mercado britânico registou reduções tanto nas quantidades (-30,2%), como em valor (-39,8%), acontecendo o mesmo no mercado alemão, com quebras no volume vendido (-28,7%) e na receita gerada (-34,1%).

 

Franceses são mercado 

preferencial

 

Os franceses continuam a ser o mercado preferencial para a compra do vinho Madeira, mas com uma média de preços mais baixos.

Os franceses compram o vinho a cerca de 3,35 euros por litro, enquanto os britânicos compram em média por 6,45 euros o litro.

O mercado extracomunitário “registou incrementos nas quantidades vendidas (+7,5%) e no valor das vendas (+4,2%)”, sendo os Estados Unidos da América o país com mais representatividade.

A China ocupa agora o terceiro lugar de vendas, registando-se um “crescimento de 32,7% nas quantidades e de 47,9% nas receitas de primeira venda”.

São Jorge: Promoção do queijo dos Açores tem sido feita em múltiplas dimensões

Queijo São Jorge1

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas afirmou ontem que a promoção do queijo de São Jorge, em particular, e dos produtos lácteos açorianos, em geral, tem vindo a ser feita em múltiplas dimensões, no país e no estrangeiro, contribuindo para a notabilização dos produtos e a abertura de novos mercados, que vão muito para além de uma campanha de marketing em contínuo.

“Quem trabalha com os mercados sabe muito bem que a notoriedade, a conquista de novos mercados e a valorização de uma marca não se consegue com campanhas de marketing em contínuo. As campanhas são importantes, mas primeiro é preciso estudar os mercados alvo, a eventual aceitação do produto, escolher os meios, o público alvo, garantir o financiamento e só depois vem a campanha”, referiu João Ponte.

O governante falava à margem de uma reunião com a Direcção da União de Cooperativas Agrícolas de Lacticínios de São Jorge (Uniqueijo), no primeiro dia da visita estatutária do Governo à ilha de São Jorge.

João Ponte frisou que foi esta a estratégia seguida pela Uniqueijo quando lançou uma campanha de marketing a nível nacional, que foi apoiada pelo Governo dos Açores.

Não menos importante é também o trabalho de parceria entre o Governo dos Açores e a Uniqueijo para a abertura de novos mercados, que sejam capazes de valorizar mais o queijo de São Jorge, bem como o trabalho desenvolvido pela SDEA, com a presença em múltiplos certames e no âmbito da Marca Açores.

Para João Ponte, o papel da Confraria do Queijo de São Jorge e a presença anual dos Açores no concurso nacional de queijos são outros bons exemplos das diferentes dimensões da promoção que tem sido feita do queijo de São Jorge.

O Secretário Regional destacou também a campanha de promoção do queijo dos Açores que será promovida pelo Centro Açoriano de Leite e Lacticínios (CALL) no Canadá, durante três anos, conjugada com o novo acordo CETA, que será “uma grande oportunidade para os queijos dos Açores reforçarem a sua presença no mercado do Canadá”.

“A campanha de marketing, por si só, não resolve nada. É preciso que as indústrias se preparem e trabalhem os mercados nas suas múltiplas oportunidades”, considerou o governante, alegando que é, deste modo, que se aumenta o rendimento, “através da valorização do queijo, que é fundamental para a sustentabilidade da agricultura e sector leiteiro na Região”.

João Ponte destacou também o projecto da Uniqueijo, aprovado no âmbito do PRORURAL+, que visa a valorização do leite de São Jorge, através da introdução de ajustamentos inovadores com implantação de linha de fabrico, cura/armazenamento e embalamento do queijo produzido.

“Os objectivos são o reforço da capacidade de armazenamento/cura e acabamento de queijo São Jorge e Ilha, a redução do impacto ambiental e a adequação à norma FSS22000, acompanhado de adequação da produção embalada em porções de menor peso e aposta em queijo DOP com maior tempo de cura, além do alargamento dos respectivos mercados”, disse João Ponte, acrescentando que o investimento aprovado foi de cerca de 916 mil euros.

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas procedeu ainda à entrega de 35 diplomas aos formandos dos cursos de Iniciação à Vitivinicultura e Aplicação de Produtos Fitofarmacêuticos”, um momento simbólico que marca o culminar de várias horas de formação.

Especificamente sobre a formação de aplicadores de produtos fitofarmacêuticos, João Ponte considerou ser muito importante, pois permite aos formandos ter maior consciência e conhecimento sobre os cuidados a ter no manuseamento dos produtos fitofármacos e a forma correcta de os aplicar, contribuindo para garantir a produção de produtos com qualidade, que respeitam a segurança alimentar e reforçam a confiança dos consumidores nos produtos dos Açores.

Em 2019, o Governo dos Açores vai investir 325 mil euros em acções de formação, envolvendo 2.100 formandos, sendo que para a ilha de São Jorge estão previstos 24 cursos, envolvendo 530 formandos.

São Jorge: Entreposto frigorífico das Velas pronto em sete meses

Governo em são jorge- entreposto frigorífico

O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia afirmou ontem, nas Velas, que a obra de melhoramento e ampliação do entreposto frigorífico desta vila é “a concretização de mais um compromisso do Governo” assumido para com os pescadores de São Jorge.

Gui Menezes, que acompanhou o Presidente do Governo, Vasco Cordeiro, numa visita aos trabalhos em curso, frisou que esta infraestrutura vai ter “novas valências e novas capacidades”, nomeadamente um túnel de congelação com capacidade para 10 toneladas por ciclo, uma câmara de congelados com capacidade de 40 toneladas e uma câmara de conservação de isca congelada com capacidade de 20 toneladas.

O Secretário Regional destacou a instalação de uma máquina de gelo com capacidade de produção de duas toneladas por dia e de armazenamento de quatro toneladas, “uma valência que não existia”, estando ainda prevista uma zona climatizada para preparação e transformação de pescado.

O titular da pasta das Pescas referiu ainda a criação de “uma zona de higienização de trabalhadores e de uma parte administrativa”, bem como a instalação da sede da associação de pescadores de São Jorge, “com gabinetes administrativos e uma sala de formação”.

“Com este empreendimento aumentamos a capacidade de congelação e de conservação de pescado [em São Jorge] e isso tem repercussões na valorização do pescado e, consequentemente, no rendimento dos pescadores”, afirmou Gui Menezes.

Questionado por jornalistas, o governante referiu que, “de acordo com o andamento da obra, mantém-se o prazo de conclusão” previsto para Agosto deste ano, sendo que, “até lá, os pescadores utilizam um contentor para congelar o pescado, que está a minimizar o impacto negativo” do decorrer dos trabalhos no entreposto frigorífico.

Para além da actividade industrial, prevê-se que esta infraestrutura tenha também uma peixaria, que será gerida pela associação de pescadores.

A obra do Entreposto Frigorífico das Velas, que representa um investimento de um milhão de euros, sofreu alguns atrasos no seu arranque devido à demora do visto prévio do Tribunal de Contas, que apenas foi dado no final do mês de Junho do ano passado.

Durante a visita à obra, o Secretário Regional destacou ainda o facto de 2018 ter sido “o segundo melhor ano de sempre” em termos de rendimento do sector, considerando a venda de pescado em lota na Região, que atingiu 38 milhões de euros.

Gui Menezes admitiu, no entanto, que “no sector das pescas, há sempre uma incerteza em relação a algumas espécies que ocorrem ou não nalguns anos”, defendendo, contudo, que, “em São Jorge, os pescadores têm bons rendimentos e não há grandes problemas [no sector]”.

O Secretário Regional sublinhou ainda que “o pescado nos Açores relativamente ao continente tem, em média, um valor muito mais elevado”, acrescentando que com as condições que o Governo Regional está a criar em todas ilhas “em termos de infraestruturas de apoio à pesca, o nosso pescado tem tido uma valorização muito boa, que queremos manter”.

Nova escola com vantagens pedagógicas e valências colocadas ao serviço da comunidade

boli escola sao pedro

O Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada afirmou Segunda-feira que a “nova” Escola de São Pedro trará vantagens pedagógicas importantes e vai, ao mesmo tempo, ao encontro de algumas das necessidades da comunidade.

José Manuel Bolieiro acredita que aquela que é provavelmente a maior escola do ensino básico dos Açores será também a melhor. 

O edil, que falava na cerimónia pública de assinatura oficial do Auto de Consignação da obra de remodelação e ampliação da escola conhecida como Escola da Mãe de Deus, expressou a sua enorme alegria por ver avançar uma obra que considera fundamental e que se coaduna com a matriz do pensamento do Município de Ponta Delgada, traçada em concordância com a comunidade, de valorização das pessoas através do processo educativo.

“O Município de Ponta Delgada tem sido o que mais edifícios escolares tem e o que mais concentração urbana atrai. Precisava de requalificar o edificado escolar tendo sido uma das nossas prioridades nos últimos anos, com recurso ao orçamento municipal e a fundos comunitários”,  sustentou. 

A empreitada de remodelação e ampliação da Escola de São Pedro, adjudicada à Marques SA, está orçada em 4,1 milhões de euros, sendo que 2,650 milhões de euros destinam-se à intervenção na parte escolar e terão comparticipação de 85% de fundos comunitários. O pavilhão desportivo da escola, que servirá a comunidade, está orçado em 1,470 milhões de euros, um valor que será suportado na íntegra pela autarquia.  

Um investimento que, no entender do autarca, “distingue-nos no contexto do que é o entendimento de fazer mais com menos e em cada investimento valorizar uma comunidade inteira e garantir o máximo de utilizadores”, apontou o autarca, defendendo que os fundos comunitários deveriam ser aplicados com base neste entendimento. 

O Presidente realçou alguns pormenores do projecto, como a forma como será organizado o tráfego, assegurando segurança e tranquilidade, e o facto da área de circulação ser coberta, garantindo conforto e protecção. 

A escola estará preparada para receber 432 alunos e estará pronta no arranque do ano lectivo 2020/2021.

Durante o prazo de execução das obras – 548 dias -  o Pré Escolar foi transferido para a Escola das Maricas, na freguesia de São Roque, e o 1.º Ciclo para a Escola do Carvão, na freguesia de Santa Clara.

O projecto de arquitectura da Escola da Mãe de Deus, que inclui a construção de um polidesportivo coberto e de zonas de estacionamento, é da autoria de Luís Almeida e Sousa. As obras vão incidir, maioritariamente, na manutenção do edifício existente (do “Plano dos Centenários”), na estruturação da área desportiva e na articulação dos vários edifícios, de modo a permitir a sua interligação em zona coberta.

Esta concepção arquitectónica segue as disposições previstas no Plano Director Municipal de Ponta Delgada, bem como as indicações dos pareceres de várias entidades, consultadas em fase de estudo prévio.

Está previsto manter o acesso existente ao recreio, pela Rua da Mãe de Deus, exclusivamente para situações de emergência e, ainda, o acesso pela Rua Nova do Visconde, introduzindo-se aí uma área de acesso e estacionamento, exclusiva para os professores, funcionários, serviço ao refeitório e recolha de resíduos.

A fiscalização da obra estará a cargo de António Tavares Vieira. 

A EB1/JI de São Pedro tem um total de 432 alunos (lotação estimada de 24 alunos por sala, num total de 18 salas de aula) e a ampliação do edifício será feita em função da lotação acrescida, prevista, do número de professores, educadores e auxiliares.