Vasco Cordeiro destaca património natural como activo do desenvolvimento da Região

Vasco Cordeiro - 1ª pedra Azores Wine Company

O Presidente do Governo destacou ontem o potencial que o património natural dos Açores apesenta como activo para o desenvolvimento da Região em várias áreas, apontando como exemplo o impulso renovado que se tem verificado no sector vitivinícola na ilha do Pico.

“Eu sou daqueles que acredita que nós podemos rentabilizar muito do património que temos aos mais variados níveis, transformando-o em activos actuais de desenvolvimento da nossa Região”, afirmou Vasco Cordeiro, que falava no lançamento da primeira pedra da construção da adega da empresa Azores Wine Company.

Nesse sentido, Vasco Cordeiro salientou que o executivo açoriano tem implementado medidas para rentabilizar, cada vez mais, este potencial da vinha e do vinho na Região, dando resposta ao “impulso privado” que se verifica neste sector, não apenas ao nível da manutenção da paisagem, mas também como atividade económica geradora de riqueza e de emprego.

“Naquilo que tem a ver com a área da Paisagem Protegida da Vinha da Ilha do Pico, tínhamos, há cerca de 10 anos, cerca de 100 hectares que estavam em produção. Actualmente, se contabilizarmos o que está em produção, os contratos de manutenção e os projetos já execução de recuperação da vinha, estamos a falar de mais de 800 hectares de vinha”, destacou Vasco Cordeiro.

“Esta evolução é bem demonstrativa do trajecto que temos vindo a fazer e da resposta que estes sistemas de incentivos têm tido por parte das entidades privadas”, assegurou o Presidente do Governo, ao salientar a necessidade de garantir sempre a sustentabilidade destes projectos, quer para os seus promotores, quer para as comunidades onde se inserem.

No lançamento da obra desta nova adega, Vasco Cordeiro salientou, por outro lado, que todos os valores associados ao património natural da ilha do Pico e a este sector de actividade estão, no âmbito destes projectos de investimento, colocados à guarda dos respectivos promotores.

“São os produtores os primeiros interessados em zelar pelo reforço e pela manutenção de tudo aquilo que são factores de valorização deste património, a genuinidade, a confiança e a autenticidade”, referiu o Presidente do Governo.

Na sua intervenção, Vasco Cordeiro sublinhou ainda que estas parcerias entre o Governo e as entidades privadas demonstram o potencial que é necessário, cada vez mais, desenvolver e reforçar nas mais variadas áreas de actividade.

“Não nos podemos dar por satisfeitos e temos de manter essa postura de proactividade, de dinamismo e de exigência para connosco próprios”, concluiu o Presidente do Governo.

A nova adega da Azores Wine Company, que representa um investimento de cerca de três milhões de euros apoiado por fundos comunitários, engloba também vários apartamentos turísticos, espaços para prova e venda de vinhos, entre uma série de outras funcionalidades.

Workshop sobre o Nordeste para operadores turísticos

nordesteA Câmara Municipal do Nordeste vai promover um workshop sobre património cultural e natural do Nordeste direccionado a operadores turísticos da ilha de São Miguel, a realizar no dia 4 de Fevereiro, no Centro Municipal de Actividades Culturais, na Vila de Nordeste.

Segundo avança a autarquia, o workshop destina-se aos operadores turísticos da ilha de São Miguel e pretende dar a conhecer as especificidades do Nordeste, “fornecendo um conjunto diversificado de informações pertinentes sobre este concelho. Contará com um painel diversificado de entidades que irão partilhar os seus conhecimentos em áreas de interesse para o turismo, contribuindo deste modo para a melhoria e o aperfeiçoamento das informações que são transmitidas a quem visita o Nordeste”.

A participação no workshop é gratuita, mas está sujeita a inscrição até ao dia 15 de Janeiro, mediante o preenchimento do formulário de inscrição que se encontra disponível através dos meios electrónicos do município do Nordeste, informa a inda a autarquia. 

 

Açores receberam em 2018 um novo máximo de visitantes em navios de cruzeiro

navio portas do mar

O ano de 2018 registou um novo máximo de visitantes provenientes do segmento do turismo de cruzeiros no arquipélago dos Açores, tendo o movimento nos diversos portos da Região, somente no que se refere a passageiros, ultrapassado as 164.000 pessoas, o que equivale a um crescimento da procura de 21,5% face a 2017.

De acordo com os dados aferidos pela Portos dos Açores, S.A., foi, assim, ultrapassado o valor de referência verificado em 2015, então com perto de 142.000 visitantes, numa tendência estável de escalas de navios pelos diferentes portos da Região, que no ano passado se fixou em 138 escalas, número que a par de 2015 é a segunda melhor marca de sempre no arquipélago, atrás da estabelecida em 2017, na altura com 152 visitas.

Importa destacar, ainda, o facto de em 2018 se ter registado o maior número de tripulantes, tendo o arquipélago recebido 74.000 membros de tripulações, ou seja, mais 17,5% do que em 2017 e mais 10% do que em 2015, ano que apresentava a maior afluência de tripulantes verificada até à data (67.263).

Conforme se pode ler na nota de imprensa enviada às redacções pela Portos dos Açores, “estes números reiteram a relevância que o destino Açores tem vindo a assumir no panorama internacional, fruto de um trabalho conjunto do Governo dos Açores e da administração portuária, a par dos agentes de navegação e DMC (Destination Management Companies) da Região”.

A ilha de São Miguel, com 75 escalas e mais de 123.000 passageiros (mais 24% do que 2017) foi a parcela do arquipélago com maior movimento de turistas de cruzeiros, seguida da ilha Terceira, com 24 escalas e cerca de 24.000 passageiros (mais 26% do que 2017), sendo esta a que mais cresceu proporcionalmente. A ilha do Faial contou com 25 escalas e perto de 16.000 passageiros (mais 19,7% do que 2017), tendo sido a terceira ilha mais procurada pelo turismo de cruzeiros.

Como já vem sendo habitual, Abril foi o mês em que os portos açorianos registaram maior número de visitas, num total de 40, ou seja, 34,5% do total anual, tendo merecido naquele mês particular destaque os dias 23 e 24 de Abril, respectivamente com cinco e quatro navios de cruzeiro, em simultâneo, em Ponta Delgada. Nos referidos dias, entre passageiros e tripulantes, passaram por São Miguel cerca de 26.000 visitantes.

O mercado britânico continua a liderar, pelo sétimo ano consecutivo, o ‘top’ das nacionalidades que mais visitam os Açores. Em 2018, aquele mercado representou 41% do total de passageiros, seguido pelos Estados Unidos da América (22%) e Alemanha (19,6%). De acordo com a mesma nota, “a operação regular que a cruise line alemã AIDA Cruises tem vindo a efectuar no arquipélago, contribuiu significativamente para este evidente incremento de excursionistas germânicos que nos visitam por via marítima”.

De salientar, também, a escala de vários navios que realizaram cruzeiros temáticos pelas ilhas do arquipélago, alguns deles de importantes operadores/armadores como a norueguesa Hurtigruten ou a alemã Hapag-Lloyd Cruises.

A Portos dos Açores, S.A., encontra-se a ultimar a planificação da operação do turismo de cruzeiros para o ano de 2019 no arquipélago, a qual será apresentada publicamente em breve.

 

Adjudicado projecto da obra de prolongamento da Avenida D. João III

Avenida D. Joao IIIA Câmara Municipal de Ponta Delgada acaba de adjudicar o projecto da obra do prolongamento da Avenida D. João III para a Avenida João Bosco Mota Amaral.

O projecto, no montante de 73.500 euros, foi adjudicado, por ajuste directo, à firma “Multiconsult – Estudos e Projetos de Construção Civil, Lda.” e visa a ligação entre duas das principais avenidas da maior cidade açoriana.

Trata-se do primeiro passo para a concretização de uma via considerada de elevado interesse estratégico no domínio viário e estruturante no que respeita ao desenvolvimento da zona da Calheta, freguesia de São Pedro.

O projecto irá contemplar um perfil transversal de 25 metros de largura, cumprindo o que dispõe o PDM (Plano Diretor Municipal).

Com mais esta obra, a Câmara presidida por José Manuel Bolieiro pretende, prossegue com a reperfilação das estradas do domínio público municipal, com o objectivo estratégico de conseguir uma melhor integração entre rede viária, as áreas pedonais e as zonas de estacionamento e de estadia.

Governo Regional vai apresentar Plano Estratégico para a Apicultura nos Açores

apiculturaA Secretaria Regional da Agricultura e Florestas apresenta na próxima semana, em São Miguel, o Plano Estratégico para a Apicultura nos Açores, um documento orientador e definidor de medidas com vista ao desenvolvimento a médio e longo prazo de um sector agrícola com potencial no arquipélago.

A apresentação do documento será feita, em primeiro lugar, aos apicultores para que estes se possam pronunciar, dando contributos para que o Plano Estratégico para a Apicultura nos Açores possa corresponder efectivamente às necessidades e desafios do sector.

Por outro lado, pretende-se que todos os agentes ligados à apicultura na Região também se sintam envolvidos neste processo, que se quer inclusivo e participado, pelo que este Plano será também apresentado em outras ilhas dos Açores e estará disponível para consulta pública no Portal do Governo Regional.

A apicultura, para além de ser uma fonte de rendimento, desempenha um papel muito importante para todo o sector agrícola, seja pelo contributo das abelhas enquanto polinizadoras naturais das culturais agrícolas, seja através da polinização do ecossistema e da manutenção da biodiversidade.

Nas nove ilhas dos Açores existem 891 apiários e 449 apicultores, sendo que 88% estão concentrados nas ilhas de São Miguel, Terceira, Pico, Faial e Santa Maria.  

Em 2019 ficarão ainda concluídos outros importantes documentos orientadores e definidores de políticas agrícolas, em áreas como a horticultura e fruticultura.

De destacar também que este ano será posto em execução o Plano Estratégico da Agricultura Biológica, com o objectivo de expandir as áreas de produção e oferta de produtos agrícolas e agro-alimentares, com benefícios ambientais, de saúde, mas, igualmente, ao nível de uma maior valorização das produções.