A321 NEO da SATA baptizado ontem com o nome de “Sete Cidades”

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A Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas afirmou ontem, em Ponta Delgada, que os aviões da Azores Airlines passarão a servir como cartão-de-visita da Região, contribuindo assim para a divulgação e promoção das ilhas.

“O grande objectivo passa por suscitar a curiosidade, em terra e no ar, em descobrir o local que dá nome ao avião e visitá-lo”, salientou Ana Cunha, que falava na cerimónia de baptismo do segundo Airbus A321neo da Azores Airlines, até agora conhecido como ‘Wonder’ e que agora assume o nome ‘Sete Cidades’.

“Dando nomes de lagoas, montes, praias, grutas, cascatas, miradouros, lugares, promovemos os tesouros das nossas ilhas”, disse a Secretária Regional.

“Começamos por Sete Cidades, o nome de um dos locais mais simbólicos dos Açores e cuja lagoa foi eleita como uma das Sete Maravilhas de Portugal”, acrescentou.

Na sua intervenção nesta cerimónia, que incluiu o último voo de um Airbus A310 pela Azores Airlines, após 19 anos ao serviço, a titular da pasta dos Transportes enfatizou ainda a necessidade da companhia aérea regional ter capacidade de adaptação e de evolução para o futuro.

Para Ana Cunha, a entrada ao serviço dos Airbus A321neo vem dotar a transportadora aérea açoriana de maior eficiência operacional, pois estas aeronaves permitem, entre outras mais-valias, baixos consumos de combustível, redução de emissões de carbono e maior flexibilidade de gestão de frota.

“Convém também lembrar que, quando comparados com outros semelhantes, estes equipamentos garantem diminuições substanciais de custo por lugar, que oscilam entre os 8 e os 21%”, frisou, acrescentando que as novas aeronaves asseguram também menor gasto de combustível por voo e uma redução da pegada de carbono de cada passageiro em cerca de 50%, por comparação com outros modelos de avião.

“A título de exemplo, refira-se que no primeiro semestre de 2018 o consumo (em quilos de combustível gastos) do A321neo foi inferior ao A320 em 6%, ao A310 em 49% e ao A330 em 54%”, afirmou.

Com a entrada ao serviço do segundo A321neo, que teve lugar em Abril, a Azores Airlines continua a renovação programada da sua frota de médio e longo curso a operar em rotas como os EUA e Canadá, numa modernização de equipamentos que, para Ana Cunha, se reveste de vital importância, quer para a SATA, quer para a Região Autónoma dos Açores.

“Além da eficiência energética, a constituição de uma frota única (com aviões da família A320), permite economias de escala ao nível da utilização das tripulações e manutenção das aeronaves”, frisou a Secretária Regional, considerando que a utilização destes aviões constitui “um factor determinante para a estratégia de fortalecimento da companhia, que passa também por voltar a colocar os Açores como última fronteira da Europa a caminho da América”.

Ana Cunha relevou que este contributo preponderante para a estratégia da SATA “passa, não só, mas também, pela canalização do tráfego para o ‘hub’ dos Açores, o aumento da oferta de rotações e capacidade e o reforço da sua competitividade”.

Neste contexto, a Secretária Regional sublinhou ainda a importância do desenvolvimento de uma estratégia comercial concertada, com vista ao incremento da procura, ao reforço de parcerias em regime de ‘code-share’ e de interline e do marketing, assim como a reformulação da rede e o aproveitamento dos mercados naturais (Portugal e América do Norte), tal como de novos mercados que acrescentem valor à estratégia de rede.

Executivo realiza visitas de trabalho às ilhas do Faial, Terceira e S. Miguel

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O Governo dos Açores vai realizar, este mês e no próximo, visitas de trabalho ao Faial, à Terceira e a São Miguel, onde, entre outros pontos do programa, reunirá com os respectivos Conselhos de Ilha e todos os membros do Executivo estarão disponíveis para receber a população destas ilhas.

Na sequência desta decisão do Presidente do Governo, Vasco Cordeiro, o executivo visitará, assim, a ilha do Faial a 30 e 31 deste mês, seguindo-se a visita à Terceira, agendada para os dias 5 e 6 de Novembro, decorrendo a visita a São Miguel nos dias 14 e 15 de Novembro.

Para além das visitas anuais às ilhas do Corvo, Flores, São Jorge, Pico, Graciosa e Santa Maria, o Governo realiza estas visitas de trabalho ao Faial, Terceira e São Miguel com um programa que prevê reuniões com diversas entidades representativas, visitas a investimentos em curso nessa ilha e, ainda, momentos específicos em que a população poderá colocar as suas questões directamente aos vários membros do Executivo.

Enguia pelicano observada pela primeira vez a caçar presa nos Açores

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A tripulação do submarino científico tripulado LULA1000 conseguiu, pela primeira vez, registar um vídeo de uma enguia pelicano a caçar uma presa em grande profundidade 

A observação foi feita a 1000 metros de profundidade a sul da ilha de São Jorge pelos operadores do submersível tripulado LULA1000, Kirsten e Joachim Jakobsen. Esta é a primeira vez que este peixe bizarro foi observado directamente por homens no seu habitat. 

O vídeo, muito recentemente publicado pela revista Science Magazine, nos Estados Unidos, mostra uma enguia pelicano a caçar uma presa activamente: https://www.youtube.com/watch?v=ph6R0yY2WzI

Muito pouco se sabe sobre esta espécie de peixes que vivem em profundidades extremas. O seu nome enguia pelicano (Eurypharynx pelecanoides) deve-se à sua capacidade de ampliar a sua cabeça para captar a presa, semelhante aos pelicanos.  

Até à data, os cientistas pensaram que estes animais se alimentariam de forma mais passiva, pendurados verticalmente na água, à espera que os alimentos lhes caíssem de cima na boca. Este vídeo é a primeira evidência de que esta espécie de peixe de facto persegue activamente e caça a sua presa, em vez de apenas esperar que a presa “caia” na sua boca. 

Além disso, os cientistas ficaram surpreendidos ao ver o quanto a boca pode ser ampliada para sugar a presa, e que esses peixes realmente nadam como enguias, o que não se esperava visto o seu corpo magro e aparentemente frágil.

O vídeo é também uma surpresa em relação ao habitat desta espécie de peixe: em estudos anteriores, todas as espécimes tinham sido capturadas de forma pelágica ou batipelágica, no Atlântico, entre os 500 e os 3000 metros de profundidade - muito acima do fundo do mar. Este vídeo, ao contrário do que foi assumido até agora, mostra uma enguia pelicano a caçar a sua presa - muito perto do fundo do mar. 

Tais conhecimentos sobre o comportamento da fauna do mar profundo só podem ser obtidas por observação directa nas profundezas, em sítio. Estas observações fornecem informações valiosas sobre a biologia e adaptações de organismos do mar profundo.  

O submersível LULA1000 está a ser operado pela Fundação Rebikoff-Niggeler, instituição de Utilidade Pública com sede na ilha do Faial (www.rebikoff.org).

Sete ilhas dos Açores em alerta de aviso amarelo para vento e agitação marítima

mau tempoO Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alertou ontem para um agravamento do estado do tempo no arquipélago dos Açores.

“A passagem a norte do arquipélago  da depressão Callum, com um sistema frontal associado, deverá agravar o estado do tempo em todas as ilhas, com um aumento da intensidade do vento e da agitação marítima, em especial nas ilhas dos grupos Ocidental e Central”, refere o IPMA.

 Às seis horas da manhã de hoje a depressão “estará a cerca de 560 quilómetros a norte da ilha Graciosa, altura que se encontrará mais próxima do arquipélago dos Açores”, lê-se em comunicado.  

Nestas condições, o IPMA emitiu o alerta de aviso amarelo para o grupo ocidental - Flores e Corvo - para vento e agitação marítima. 

Entre as 00h00 e as 18h de hoje  estão previstas “rajadas até 100 quilómetros/hora de sudoeste, rodando para oeste” e “ondas de oeste, de seis a sete metros”, entre as 3h e as 21h.

Para as ilhas do grupo central, foi também emitido o alerta de aviso amarelo para vento e agitação marítima, prevendo-se, entre as 3h de hoje e as 00h00 de amanhã “rajadas até 95 quilómetros/hora de sudoeste, rodando para oeste” e, entre as 9h de hoje e as 00h00 de amanhã, “ondas de oeste, de seis metros”.

O Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores recomendou, entretanto, em comunicado, que sejam tomadas medidas de autoprotecção, como a consolidação de telhados, portas e janelas; o corte ou poda as árvores próximas em risco de queda, procure informação na sua autarquia; guardar objectos soltos do jardim.

“Um objecto, mesmo que o considere leve, projectado pelo vento forte pode causar grandes prejuízos materiais e até acidentes pessoais graves”, alerta a protecção civil açoriana, que apela a população para que “feche bem as janelas e persianas” e esteja “atento às indicações da Protecção Civil e das Forças de Segurança”.

 

Mais de 700 quilos de sementes de espécies endémicas recolhidos anualmente na Região

Anabela Isidoro - sementes endémicasTodos os anos, são recolhidos mais de 700 quilos de sementes de espécies endémicas em toda a Região, mais de metade na área do Serviço Florestal do Nordeste, em São Miguel, segundo informação divulgada pelo Executivo regional.

A Directora Regional dos Recursos Florestais destacou ontem, em São Miguel, a importância da recolha destas sementes dos Açores e a sua reprodução nos viveiros florestais, como forma de proteger os recursos naturais e, ao mesmo tempo, garantir a sua perpetuação no tempo.

“Desde que os Serviços Florestais produzem plantas endémicas nos seus viveiros tem existido o cuidado de fazer a reprodução destas espécies quase exclusivamente por via seminal, ou seja, através de semente”, afirmou Anabela Isidoro, que acompanhou no terreno o trabalho de uma equipa de recolha de sementes.

A Directora Regional disse que, para as espécies endémicas, é fundamental esta prática de recolha de sementes, pois aumenta a variabilidade genética das plantas produzidas nos viveiros e que, mais tarde, serão devolvidas aos espaços florestais “para cumprir com a sua missão de proteger os recursos naturais e criar corredores ecológicos”.

“Os Serviços Florestais na Região desde a sua constituição que se preocuparam em manter a vegetação primitiva existente e há cerca de 10 anos dotaram os viveiros florestais regionais de condições para a reprodução de plantas de espécies lenhosas endémicas”, frisou Anabela Isidoro, acrescentando que “na selecção de espécies endémicas a utilizar na arborização dos Perímetros Florestais são privilegiadas aquelas que garantem uma mais rápida cobertura e protecção do solo”.

Segundo adiantou, actualmente cerca de 93% da área de produção de plantas dos viveiros dos Serviços Florestais corresponde a espaços de produção de plantas de raiz-nua, onde predomina largamente a produção de criptoméria japónica, produção que está orientada para satisfazer as necessidades das arborizações e rearborizações das áreas florestais do sector privado com esta espécie florestal. As espécies endémicas são produzidas em estufa e são transplantadas para contentores próprios para o efeito. Até estarem aptas a ir para o meio natural ainda passam por algumas fases de aclimatação a condições mais adversas.