Intervenção no acesso entre Furnas e Povoação deverá arrancar em Janeiro de 2020

 Ana Cunha - audiçãoA Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas anunciou, em Ponta Delgada, que a empreitada de melhoria do acesso entre as Furnas e a Povoação, em São Miguel, “terá o seu início, o mais tarde, em Janeiro de 2020”.

 Ana Cunha, que foi ouvida pela Comissão de Política Geral da Assembleia Legislativa, salientou que “o processo não está parado, está a ser desenvolvido”. “Temos já concluídos um estudo prévio e um projecto base, temos a declaração de impacte ambiental publicada em março, que já define e recomenda diversos aspetos relevantes para a execução do projeto”, afirmou. A titular da pasta das Obras Públicas especificou ainda que, neste momento, se aguarda “uma análise que está a ser desenvolvida, da parte financeira e também da parte jurídica, que nos permita optar por um de três cenários: uma nova concessão, um alargamento da concessão existente ou a execução do projeto directamente pela Região”.

“Essa análise tem que estar concluída necessariamente antes da elaboração do Plano e Orçamento para 2019 para sabermos o que é que teremos que contemplar neste Plano”, frisou Ana Cunha, adiantando que, em termos de prazos, “as conclusões desses estudos terão que ocorrer necessariamente até Setembro deste ano, o projeto de execução terá que ser lançado a seguir, portanto, durante o ano de 2019”. “Com o lançamento do procedimento concursal, no caso de ser a Região a executar diretamente, prevemos que a obra terá o seu início, o mais tarde, em janeiro de 2020”, disse, acrescentando que “a estimativa de todo este projecto é de 20 milhões de euros”. Neste projecto está também incluída a variante às Furnas, tendo Ana Cunha salientado que “a declaração de impacte ambiental estuda essa parte da variante às Furnas e afasta a possibilidade de uma variante a ser efectuada pelo lado sul, mas sim concebe-a no lado norte”.

  

 

Fundação Oceano Azul lidera expedição científica aos Açores com parceiros internacionais

Expedição Oceano Azul Blue Azores Emanuel Gonçalves 1A Fundação Oceano Azul lidera uma expedição científica aos Açores que decorre entre os dias 3 e 24 de Junho, em parceria com a Waitt Foundation e a National Geographic | Pristine Seas e em colaboração com o Governo Regional dos Açores.

Esta viagem científica surge no âmbito do programa Blue Azores e reforça a intervenção da Fundação na promoção do conhecimento para a conservação do oceano. 

O mar dos Açores é já hoje percepcionado, inclusive pela comunidade internacional, como uma área de extrema relevância a nível de biodiversidade marinha, bio recursos e da sustentabilidade do oceano. Porém, ainda há zonas pouco exploradas e um grande desconhecimento das suas comunidades biológicas e da natureza dos fundos marinhos. Esta expedição às áreas mais intactas do mar dos Açores pretende contribuir para um panorama científico mais revelador do valor destes ecossistemas.

A expedição decorre a bordo do histórico navio Santa Maria Manuela e conta com a participação do N.R.P. Almirante Gago Coutinho, pertencente à Marinha Portuguesa ao serviço do Instituo Hidrográfico, assim como do ROV “LUSO” da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental.

Realizada no âmbito do programa Blue Azores, a exploração destas zonas pouco conhecidas do mar dos Açores é levada a cabo por uma vasta equipa científica liderada por Emanuel Gonçalves, biólogo e membro da Comissão Executiva da Fundação Oceano Azul e Paul Rose, Líder de Expedições da National Geographic | Pristine Seas, e tem o apoio do Governo Regional dos Açores e da Marinha Portuguesa, assim como de parceiros científicos nacionais como a Universidade dos Açores.

Segundo Emanuel Gonçalves, “para se poder avaliar o real valor do mar dos Açores, seja biológico, económico ou social, é fundamental conhecermos melhor os seus ecossistemas. Uma expedição como esta, ou um programa de intervenção mais ampla como é o Blue Azores, podem contribuir para a protecção de vastas áreas do oceano, através da implementação de áreas marinhas protegidas, conservando assim a riqueza e o equilíbrio dos habitats e promovendo o seu uso sustentável por parte das comunidades que delas dependem. Só assim é possível garantir o futuro da Humanidade”.

Com uma duração estimada de três anos, o programa Blue Azores tem como objectivo a promoção e valorização do capital natural azul do Arquipélago dos Açores, em estreita colaboração com o Governo Regional dos Açores e outras entidades. O programa envolve muitas das áreas de actuação da Fundação Oceano Azul: ciência, conservação, avaliação do valor económico dos ecossistemas, literacia e co-gestão das pescas. 

Governo Regional dos Açores iniciou ontem visita estatutária a São Jorge

vasco cordeiro sao jorgeO Governo dos Açores iniciou ontem a visita estatutária à ilha de São Jorge, durante a qual o Presidente do Governo, Vasco Cordeiro, entre outros pontos da agenda, vai presidir à cerimónia de lançamento da primeira pedra das novas instalações do Museu Francisco Lacerda e à assinatura do protocolo para a electrificação da Fajã da Caldeira do Santo Cristo.

O programa desta visita estatutária inclui também um período em que os membros do Governo dos Açores estão disponíveis para receber os jorgenses, numa iniciativa que visa reforçar a política de proximidade do Executivo com os açorianos.

O Governo dos Açores chegou a São Jorge durante a manhã de ontem e, pouco depois, Vasco Cordeiro presidiu à cerimónia de assinatura do contrato da empreitada de reabilitação do troço da estrada regional entre o Aeroporto e a Ribeira do Almeida, com uma extensão de cerca de três quilómetros num investimento de cerca de 1,2 milhões de euros.

Na ocasião, o Presidente do Governo destacou que os 55 milhões de euros de investimento público que estão em curso e planeados, nas mais diversas áreas, na ilha de São Jorge integram-se no objectivo estratégico de criar as condições propícias para o fomento da coesão territorial, económica e social.

“Gostava que não nos ficássemos apenas pela questão do montante, porque tudo isso é feito com um objectivo estratégico muito claro e muito preciso: o objectivo deste investimento é o de criar as condições para o reforço da coesão entre todas as parcelas do nosso arquipélago”, afirmou Vasco Cordeiro, salientando, por outro lado, que “o investimento concreto nesta estrada deve ser visto numa perspectiva mais vasta do que é o investimento público feito na ilha de São Jorge”, apontando os exemplos de obras em curso ou planeadas, como a ampliação do porto comercial das Velas, a escola da Calheta, os centros de saúde da Calheta e das Velas, a reabilitação da rede viária, as novas instalações do Museu Francisco Lacerda e o melhoramento do porto de pescas do Topo.

Só especificamente ao nível da rede viária, o Presidente do Governo adiantou que, entre obras em curso e planeadas, o investimento em São Jorge, entre 2012 e 2018, ascende a cerca de seis milhões de euros.

Na sua intervenção, Vasco Cordeiro considerou ainda que não se pode, porém, assumir que, mesmo com este volume de investimento público, todos os desafios estão resolvidos na ilha de São Jorge, à semelhança do que acontece na restante Região.

“Da parte do Governo não há a menor dúvida: só em parceria, só com uma aliança de vontades, será possível vencer os desafios que temos à nossa frente e levar por diante os Açores”, assegurou o Presidente do Governo.

A obra da estrada entre o Aeroporto e a Ribeira do Almeida prevê, entre outras, intervenções ao nível dos elementos de drenagem, pavimento, sinalização e equipamento de segurança, permitindo, assim, um fluxo de trânsito mais seguro e fluente no troço que será intervencionado.

Este melhoramento assegura, assim, que o tráfego nesta via passe a circular com maior conforto, comodidade e segurança entre o Aeroporto e a Ribeira do Almeida, já que está previsto também um reforço da sinalização horizontal, bem como de equipamentos de segurança.

À tarde, Vasco Cordeiro presidiu à sessão de autorização de cerca de três dezenas de apoios à recuperação de habitação degradada, que abrangem todas as freguesias do concelho das Velas, tendo terminado o primeiro dia de visita com a realização da reunião do Executivo regional com o Conselho de Ilha de São Jorge.

Hoje de manhã, o Presidente do Governo vai presidir à cerimónia de lançamento da primeira pedra da empreitada de construção das novas instalações do Museu Francisco Lacerda, na antiga fábrica de conservas Marie d’ Anjou, na Calheta, deslocando-se à tarde ao Topo para uma visita ao novo Posto Médico desta vila, recentemente reaberto, que permitirá uma maior proximidade dos cuidados de saúde primários à população.

Este segundo dia da visita estatutária a São Jorge termina com a reunião do Conselho do Governo.

Amanhã de manhã, Vasco Cordeiro preside à cerimónia de assinatura de um protocolo entre o Governo Regional e a EDA S.A. para a electrificação da Fajã da Caldeira do Santo Cristo.

O programa desta visita estatutária inclui ainda, como habitualmente, visitas dos membros do Governo a diversos investimentos em curso, além de reuniões com várias entidades da ilha de São Jorge.

As inaugurações do sistema de abastecimento de água da Ribeira do Meio e do Reservatório dos Biscoitos, a apresentação do projecto de construção de uma ponte pedonal suspensa na Ribeira da Fajã dos Vimes e do novo Posto de Turismo de São Jorge, assim como a assinatura do contrato para as obras da segunda fase de beneficiação do Caminho Rural Longitudinal Norte, são algumas das iniciativas incluídas no programa da visita.

Nesta deslocação a São Jorge, entre outros eventos, os membros do Governo vão também participar numa sessão pública de esclarecimento sobre a actividade das Comissões de Protecção de Crianças e Jovens e das Equipas Técnicas de Intervenção Precoce, estando também prevista a entrega de diplomas do Curso de Pescador e de meios de limpeza e manutenção da rede hidrográfica, no âmbito do projecto ‘A Minha Ribeira’.

Arranca processo de electrificação da Fajã da Caldeira de Santo Cristo

fajã s. jorgeA Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo assegurou, em São Jorge, que o protocolo entre a Região e a EDA marca o início do processo de electrificação da Fajã da Caldeira de Santo Cristo, enquanto obra “ao serviço” dos Jorgenses e de todos os que visitam esta ilha, salientando que “estão criadas as condições para que se possa avançar com o projecto, sem que se comprometa o património ambiental”.

“Estamos perante a realização de uma ambição dos Jorgenses, que será agora implementada através da melhor solução técnica possível para um espaço ambientalmente sensível e que, como é sabido, é um dos principais pontos turísticos, não só desta ilha, mas dos Açores”, salientou Marta Guerreiro na assinatura do protocolo entre a Região e a EDA, que contou com a presença do Presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro.

A titular da pasta da Energia afirmou que o processo para a electrificação daquela fajã “mereceu um trabalho cuidado por parte do Governo, com base em critérios rigorosos de salvaguarda” do valioso património ambiental, minimizando os impactos em vários domínios.

“Com este protocolo para a electrificação da zona da Fajã da Caldeira de Santo Cristo, que representa um investimento de cerca de 1,3 milhões de euros, ficam criadas todas as condições para a concretização do concurso público para esta obra, com uma duração máxima prevista de 24 meses, prazo que resulta, naturalmente, das desafiantes condições das acessibilidades do local”, frisou.

Marta Guerreiro salientou que a solução mais viável do ponto de vista técnico e financeiro “prevê o estabelecimento da rede de distribuição em baixa tensão, totalmente subterrânea, através da concessionária regional, com uma extensão aproximada de 4,5 quilómetros ao longo do trilho que liga as fajãs dos Cubres e de Santo Cristo, permitindo a electrificação, tanto das moradias e de outros edifícios existentes, como daqueles que resultem da reabilitação do património”.

“Para além disso, fica também incluída a construção de infra-estruturas subterrâneas para a alimentação, em baixa tensão, da Fajã dos Tijolos, a partir do novo Posto de Transformação da Fajã da Caldeira de Santo Cristo”, acrescentou.

De acordo com a Secretária Regional, esta é uma solução que “acautela as especificidades do meio envolvente, onde foram tidas em conta as recomendações e orientações do parecer sobre a estabilidade de algumas zonas do trilho entre a Fajã dos Cubres e a Fajã da Caldeira de Santo Cristo, elaborado pelo Laboratório Regional de Engenharia Civil”.

Marta Guerreiro, que também tutela a pasta do Turismo, salientou que este investimento para a electrificação, assente na sustentabilidade do turismo e na preservação ambiental, “vem provar que é possível a uma Região, simultaneamente, crescer ao nível turístico e manter a sua identidade e as suas condições naturais e ambientais, que são o seu principal produto turístico”.

Relativamente a este sector, a governante frisou o crescimento recorde em todos os indicadores, reforçando que “este é o tempo certo para se reflectir” também sobre a componente laboral, apelando à “concertação e aos canais de diálogo” entre as entidades representativas do patronato e dos trabalhadores, acreditando que “ambas as partes saberão aproveitar o bom entendimento que já demonstraram ter” para que se ultrapassem “os desafios da precariedade e das remunerações praticadas no sector”.

Na sua intervenção, Marta Guerreiro adiantou ainda que, até ao final do primeiro semestre de 2019, serão implementados Planos de Gestão dos Parques Naturais de Ilha e que estão a ser elaborados Planos de Acção para cada uma das Reservas da Biosfera, que, no caso concreto da ilha de São Jorge, “vai integrar o Programa Integrado de Desenvolvimento das Fajãs, enquanto instrumento que favorece as condições sociais, económicas e culturais essenciais à viabilidade do seu desenvolvimento sustentável”.

Operação da Delta Air Lines para os Açores comprova atractividade da Região

delta aviãoA Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo salientou que a operação da Delta Air Lines que teve ontem início “prova, uma vez mais, que os Açores são um destino turístico com grande atractividade”.

“Não temos dúvidas da importância que esta iniciativa terá, com impactos directos em termos de crescimento económico na Região, correspondendo a um mercado prioritário no Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores”, frisou Marta Guerreiro, que falava, no Aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada, na cerimónia de boas vindas ao voo inaugural da Delta Air Lines.

Segundo a governante, “trata-se de uma aposta bastante expressiva, de cinco voos semanais entre Nova Iorque e Ponta Delgada, o que, claramente, constituirá grande factor de dinamização do setor”.

“Qualquer que seja a companhia aérea a operar para os Açores com ligações que potenciem o nosso destino turístico nos nossos mercados estratégicos será sempre encarada com elevada abertura por parte do Governo dos Açores”, assegurou a titular da pasta do Turismo, destacando a decisão da Delta Air Lines de voar para a Região.

Marta Guerreiro salientou que “este é mais um momento muito positivo para o turismo dos Açores, que actualmente se encontra com uma notoriedade cada vez mais fortalecida”.

A Secretária Regional apontou a existência de algumas dezenas de ligações directas aos Estados Unidos durante todo o ano, considerando que “esta nova operação vem reforçar a ligação a este mercado”

“Só para este verão IATA estão previstos mais de 400 voos entre os Açores e os EUA, nomeadamente de Boston, Providence e Nova Iorque para Ponta Delgada e de Boston e de Oakland para a Terceira, onde a Azores Airlines detém ter um peso indiscutível, com claro impacto nos actuais níveis de crescimento do mercado”, acrescentou.

Marta Guerreiro adiantou ainda que, no último ano, registou-se “um crescimento de cerca de 29% no número de dormidas do mercado americano”, acreditando que “terá um novo aumento em 2018”.

“Há ainda muito espaço para crescermos nos próximos anos em todo o arquipélago, com destaque para o mercado norte-americano, por ser um mercado muito importante ao nível da estratégia definida para a Região, e que nos desafia a ir mais além”, afirmou.

“Temos a consciência de que este é um dos países mais importantes para a dinamização e crescimento do turismo nos Açores, sabendo também que é um mercado exigente e que habitualmente procura destinos com altos padrões de qualidade, o que valoriza os Açores enquanto destino turístico, pela elevada procura, mas que também nos estimula, mais ainda, em termos de qualificação de oferta”, salientou Marta Guerreiro.