
O navio patrulha oceânico Setúbal iniciou no passado dia 18 de Setembro, a sua missão nos Açores, para guarnecer o dispositivo naval até ao dia 29 de Dezembro.
O NRP Setúbal tem por objectivo guarnecer o dispositivo naval nos Açores, desenvolvendo tarefas específicas no âmbito da busca e salvamento marítimo, da monitorização e controlo da pesca e da navegação, da prevenção e combate à poluição marinha e na prevenção e combate a actividades ilegais, como o narcotráfico.
Para além das tarefas acima referidas, o navio poderá ser empregue também em operações militares e está capacitado para dar apoio humanitário na sequência de desastre naturais, tendo um importante papel no apoio à estrutura da Protecção Civil dos Açores.
O NRP Setúbal é o quarto navio da classe Viana do Castelo e o mais recente navio da Marinha, sendo a primeira vez que guarnece o dispositivo naval dos Açores.
?O NRP Setúbal é comandado pelo Capitão-tenente Rui Manuel Zambujo Madeira e tem uma guarnição de 47 elementos.
Alista-te por um dia
Ontem, no âmbito de uma acção de divulgação das Forças Armadas intitulada ‘Alista-te por um dia’, o navio Setúbal foi visitado por alunos do quarto ano de escolaridade. Uma actividade que contou com a presença do Director Regional da Educação que destacou o papel que, ao longo do tempo, nas suas múltiplas vertentes, as Forças Armadas desempenham na promoção da cidadania, salientando a importância da envolvência e da colaboração das escolas, neste projecto de âmbito nacional.
O programa ‘Alista-te por um dia’, que ontem foi dirigido aos alunos do 4.º ano da Escola Básica Integrada Canto da Maia, visa promover a imagem de umas Forças Armadas credíveis, mais próximas dos cidadãos e mais abertas à sociedade.
Procura-se, desta forma, promover o exercício de uma cidadania activa e responsável, através da divulgação da missão e dos valores das Forças Armadas junto dos jovens, aumentar a base de recrutamento de jovens para as fileiras dos vários Ramos das Forças Armadas, melhorar a imagem das Forças Armadas enquanto instituição, e dos seus militares, junto da sociedade.
Potenciando parcerias e relações institucionais com entidades públicas e privadas que contribuam para a eficiência do cumprimento das Forças Armadas, foi estabelecido, em Julho de 2019, um protocolo entre a Secretaria Regional da Educação e Cultura e o Comando Operacional dos Açores do Estado-Maior General das Forças Armadas, que definiu um plano de visitas de diversas unidades orgânicas do sistema educativo regional às unidades militares dos três ramos das Forças Armadas sedeadas no arquipélago.
A iniciativa é dirigida aos alunos do 4.º ano, de forma a que tomem o devido conhecimento dos valores da instituição militar e da cidadania, conhecendo, de forma dinâmica e apelativa, as actividades mais representativas das Forças Armadas Portuguesas, inserindo-se na Linha de Acção da Directiva Estratégica do Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA) para os anos 2018/2021.
Posteriormente, será estabelecido um plano de palestras a ministrar pelo Comando Operacional dos Açores do Estado-Maior General das Forças Armadas nas escolas com ensino secundário, visando promover nos jovens o exercício de uma cidadania activa e responsável.
O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (SINTAP) dos Açores denunciou o “clima de insatisfação” dos trabalhadores das IPSS do Faial e do Pico devido aos atrasos nos processos de avaliação de desempenho.
O sindicato, que reuniu nos locais de trabalho das IPSS/Misericóridas das duas ilhas entre 16 e 20 de Setembro, diz ter detectado “o clima de insatisfação, impaciência e contestação que grassa no seio dos trabalhadores da administração pública regional pelos atrasos anormais e incompreensíveis registados nos respectivos processos de avaliação do desempenho e, consequentemente, pelo adiamento que daqui resulta no que toca ao pagamento das respectivas progressões obrigatórias vencidas este ano”.
Segundo refere o sindicato em comunicado, “por força do descongelamento das progressões operado pela Lei que aprovou o Orçamento de Estado para 2019, este ano há lugar a alteração obrigatória para a posição remuneratória imediatamente seguinte àquela em que o trabalhador se encontra, caso este tenha acumulado 10 pontos nas avaliações do desempenho referido às funções exercidas durante o posicionamento remuneratório em que se encontra, sendo os efeitos desta alteração do posicionamento remuneratório reportados a 1 de Janeiro de 2019”.
No entanto, continua o SINTAP, “em virtude dos atrasos anormais registados na atribuição das avaliações de desempenho referentes ao ciclo avaliativo de 2017/18 os trabalhadores estão pura e simplesmente impedidos de progredir nas respetivas carreiras, precisamente por não saberem das avaliações deste seu último desempenho, e assim de receberem os aumentos daqui resultantes”.
A estrutura sindical já informou o Governo Regional sobre a situação, questionando sobre “o porquê de, chegado a esta altura do ano, não se encontrarem concluídos os processos de avaliação do desempenho de milhares de funcionários públicos regionais e processadas e pagas as progressões a que têm direito”, afirmando aguardar “pela resposta e consequente acção correctiva”.
Ainda no âmbtio das reuniões realizadas, o SINTAP afirma haver insatisfação por parte dos trabalhadores face ao “impasse em que se encontra o processo negocial com a URMA e URIPSSA tendente à actualização anual dos seus salários e à revisão do respectivo acordo colectivo de trabalho”. Os trabalhadores terão manifestado interesse em “avançar para a greve como forma de protesto e pressão”, revelou o sindicato, na nota enviada.

A GNR apreendeu na passada Quinta-feira, dia 12 de Setembro, 18 quilos de peixão e seis quilos de lapas no concelho de Angra do Heroísmo, ilha Terceira.
Segundo explica o Comando Territorial dos Açores em comunicado, no decorrer de uma acção de fiscalização das actividades da pesca naquele concelho, os militares da GNR detectaram numa peixaria local a existência de peixão subdimensionado e, num estabelecimento de restauração da freguesia da Serreta, detectaram os seis quilos de lapa “sem existência de documentos de rastreabilidade”.
Desta acção resultou a identificação dos proprietários dos estabelecimentos e a apreensão do referido pescado, sendo elaborado os respectivos autos de contraordenação, “por comercialização de pescado subdimensionado, a que corresponde uma coima até 37 500 euros, e por falta de documentos de rastreabilidade, com coima punível até 2 493 euros”, frisa a GNR.
O pescado apreendido foi doado a uma instituição de solidariedade social local, após inspecção higiossanitária.
O Sistema Integrado de Observação dos Oceanos - Integrated Ocean Observing Systems (IOOS) – dos Estados Unidos informou, no passado Sábado, a Marinha Portuguesa de que uma bóia oceanográfica, pertencente àquele instituto, se encontrava à deriva, a cerca de 10 milhas náuticas (aproximadamente 15 km) a oeste da Ponta da Ferraria, na ilha de São Miguel.
De acordo com o IOOS, a bóia soltou-se da sua amarração, no Golfo de Maine, tendo derivado para as águas açorianas, sendo muito importante a sua recuperação face ao valor dos equipamentos que contém. Com cerca de uma tonelada de peso e 250m de cabo com equipamentos, a boia corria o risco de derivar para terra, destruindo todos os equipamentos.
Para a operação, foi empenhado o NRP Setúbal, que se encontra em missão na Zona Marítima dos Açores, para proceder à detecção e recuperação do equipamento, missão considerada de cariz urgente face à previsão de agravamento das condições meteorológicas. O navio largou de Ponta Delgada pelas 14h20, tendo detectado a boia cerca das 15h55.
Foi efectuada uma filmagem subaquática pelos mergulhadores do NRP Setúbal que permitiu aferir o estado do equipamento e garantir o adequado aconselhamento técnico por parte do Instituto Hidrográfico que se encontrava em contacto directo com o IOOS a acompanhar a operação.
A boia e respectivos equipamentos foram então recuperados para bordo, de acordo com as indicações do IOOS, e cujos exigentes procedimentos permitiram salvaguardar a integridade dos mesmos. Concluída a recuperação, o NRP Setúbal regressou ao porto de Ponta Delgada, onde a bóia foi descarregada para ser devolvida ao IOOS com o apoio do Comando da Zona Marítima dos Açores.

Da Secretaria Regional dos Transportes e Obras Públicas recebemos a seguinte nota, a propósito da nossa manchete de ontem:
“Na sequência da notícia da edição de hoje, 13 de setembro de 2019, do jornal “Diário dos Açores”, a bem do rigor da informação devida aos leitores, a Secretaria Regional dos Transportes e Obras Públicas entende esclarecer o seguinte:
-Como sempre foi do conhecimento público, o Governo dos Açores apresentou uma proposta de revisão das obrigações de serviço público, em 2012.
-A notícia em questão centra-se nesta fase muito inicial do processo de revisão das obrigações de serviço público, relativa a 2012, e ignora que, posteriormente, foi desenvolvido um aturado processo negocial entre o Governo dos Açores e o Governo da República.
-A notícia ignora que, também como é do conhecimento público, após o processo ter sido bloqueado pelo Ministro Álvaro Santos Pereira, posteriormente, foi desenvolvido um aturado processo negocial entre o Governo dos Açores e o Governo da República.
Essa negociação culminou com a apresentação, em julho de 2014, mais uma vez exclusivamente pelo Governo dos Açores, de uma proposta, a qual, entre outros pontos, previa:
(i) a liberalização do acesso ao mercado de serviços aéreos regulares entre o Continente português e as gateways de Ponta Delgada e da Terceira, no que se refere ao transporte de passageiros, e a
(ii) adaptação das OSP relativas aos serviços aéreos regulares Lisboa/Horta/Lisboa,Lisboa/Santa Maria/Lisboa, Lisboa/Pico/Lisboa e Funchal/Ponta Delgada/Funchal.
-Em todo este processo, e como é do conhecimento público, a posição do Governo dos Açores foi, invariavelmente, a de defender, e de forma intransigente, os interesses dos Açorianos, através da melhoraria das condições da acessibilidade aéreas de e para a Região.
-Embora a mobilidade aérea entre o Continente, a Região Autónoma dos Açores e entre esta a Região Autónoma da Madeira seja uma responsabilidade do Estado, o modelo de transporte aéreo vigente teve no Governo dos Açores o seu principal agente catalisador.
-Perante isso, a notícia em causa, ao omitir as fases subsequentes deste processo, induz em erro os leitores, nomeadamente ao omitir que foi o Governo dos Açores que avançou, por sua iniciativa, para um processo de revisão das Obrigações de Serviço Público; que esse processo, por ser da responsabilidade do Estado, implicaria negociações com o Governo da República; que o processo esteve, por cerca de dois anos, sem conhecer qualquer desenvolvimento por parte do Governo da República; e que, após a mudança de Ministro da Economia, foi possível retomar estas negociações, que resultaram na adoção do modelo de acessibilidades aéreas que está em vigor”.
NOTA DA REDACÇÃO - De acordo com as nossas fontes, ligadas a este processo, foi o Governo da República, e não o Governo Regional, que propôs a liberalização e quem redigiu o projecto, que depois apresentou ao representante da Região. Só depois disso é que o Governo Regional aceitou rever toda a sua proposta. Se o Governo dos Açores quisesse a liberalização tinha-a proposto na sua proposta inicial e não o fez. Teve que aceitar o projecto do Governo da República, caso contrário este não aprovaria a revisão das OSP.
“A proposta do Governo da República foi redigida na Secretaria de Estado dos Transportes, sob a responsabilidade do titular de então, Sérgio Monteiro, que a discutiu com Vítor Fraga, tendo depois o Governo Regional aceitado”, disse-nos a mesma fonte que nos forneceu os documentos com a proposta do Governo Regional.