Governo quer mais apanha de Carpas – mas elas não devem ser comidas...

carpasAs Secretarias Regionais da Agricultura e Florestas e do Ambiente e do Mar publicaram esta semana uma portaria conjunta em que é regulada a pesca lúdica na Lagoa das Furnas e na Lagoa das Sete Cidades no sentido de isentar de licença a pesca à linha naqueles locais.
Mas apesar deste aparente incentivo à pesca, o diploma omite um pormenor de grande importância: esse peixe que vier a ser capturado, não deve ser consumido.
Não é difícil concluir que é altamente desaconselhado comer peixe da Lagoa das Furnas, que se encontra num estado eutrófico avançado. As diversas análises que foram realizadas falam de níveis elevados de fósforo, potássio e até alumínio. Nos últimos anos foram realizados estudos que contemplavam a introdução de novos químicos para reduzir os níveis dessas substâncias, não se sabendo ao certo se foram ou não experimentados (aliás, informação científica disponível sobre o que foi realmente feito nas Furnas é extremamente escassa). E por mais que uma vez apareceram peixes mortos à superfície, o que sugere que aquele “caldo” não é propriamente salutar.
Aliás, os próprios Planos de Ordenamento das Bacias Hidrográficas das Furnas e Sete Cidades, criados pelo Governo Regional, são claros em estabelecer uma diferença entre ambas as lagoas. Na das Furnas “em toda a área do plano de água são proibidas as seguintes utilizações: a) Consumo humano; b) Uso balnear; c) Aquicultura ou piscicultura”. Já na das Sete Cidades, é permitido “banho e natação” e “pesca”, enquanto que na das Furnas é permitido “Pesca à linha” – sem que se refira expressamente qualquer aviso em relação ao seu consumo.
Os diplomas, apesar de terem sido publicados com um dia de intervalo (Decreto Regulamentar Regional n.º 2/2005/A de 15 de Fevereiro  e Decreto Regulamentar Regional n.º 3/2005/A, de 16 de Fevereiro) parece conterem alguma diferenciação metodológica. Certamente que estabelecem uma diferença fundamental em relação à qualidade das águas das duas lagoas, embora sejam ambos omissos em relação à segurança do consumo.  
O facto, no entanto, é que os limites ao “consumo” de água daquelas lagoas está directamente ligado aos elevados teores de determinadas substâncias. Um estudo da década de 1990 refere que “as cargas nutritivas que afluem à Lagoa das Furnas através das linhas de água podem ser estimadas em 16 g N/m2 por ano e 0,8 g P/m2 por ano, sendo 11 e 8 vezes superiores às cargas máximas admissíveis de azoto e fósforo para esta lagoa e 5 e 4 vezes superiores às cargas de perigo dos mesmos nutrientes. Por outro lado, estimativas efectuadas com base em dados de lixiviação de nutrientes recolhidos na bibliografia da especialidade, podendo por isso não ser directamente extrapoláveis para as condições de solo, relevo e clima da Ilha de S. Miguel, conduziram a valores que indicam que as escorrências difusas podem atingir valores muito importantes nesta bacia hidrográfica, o que torna ainda mais preocupante a situação desta lagoa”.
A portaria agora publicada (n.º 89/2011 de 7 de Novembro de 2011) reconhece “uma marcada quebra no número de pescadores desportivos que frequentam as margens das referidas lagoas”, apesar de ser permitido pescar em ambas. Talvez o bom senso dos pescadores...
Mas a portaria está sobretudo preocupada com “o aumento da população piscícola, com destaque para a carpa (Cyprinus carpio), contribuindo para a ressuspensão de sedimentos”. O diploma explica que “a fauna ictiológica com interesse para a pesca lúdica das Lagoas das Furnas e das Sete Cidades é inteiramente constituída por espécies introduzidas, nomeadamente a carpa (Cyprinus carpio), o ruivo (Rutilus rutilus), o lúcio (Esox lucius), a perca (Perca fluviatilis) e o sandre (Sander lucioperca), esta última existente apenas na Lagoa das Furnas. Neste conjunto de espécies, o lúcio, a perca e o sandre são predadores vorazes, que se alimentam também de outros peixes, sendo que a carpa e o ruivo constituem espécies omnívoras, alimentando-se de insectos, crustáceos, moluscos e matéria vegetal, o que no caso da carpa induz a referida ressuspensão de sedimentos. Nesse contexto, a liberalização da pesca a todas as espécies piscícolas poderia contribuir para a redução dos predadores mais diretos para a carpa, fomentando ainda mais o aumento da sua população, pelo que interessa manter, para as espécies predadoras de peixes, o atual regime de licenciamento”. E conclui que “interessa derrogar parcialmente, exclusivamente no que respeita às Lagoas das Furnas e das Sete Cidades e às espécies omnívoras”, ler “carpa”.
E manda que “não carece de licença a pesca lúdica das espécies carpa (Cyprinus carpio) e ruivo (Rutilus rutilus), exercida nas desde que sejam cumpridos cumulativamente os seguintes requisitos: a) Sejam exclusivamente utilizadas técnicas de pesca à linha, nas modalidades com ou sem carreto, a partir das margens públicas das lagoas; b) Não sejam utilizados quaisquer engodos ou outras técnicas que incluam a introdução na massa de água de quaisquer substâncias orgânicas ou inorgânicas, com exceção do aparelho e dos respectivos iscos; c) Não sejam deixados nas margens quaisquer peixes ou suas partes, restos de isco ou outros resíduos. d) Os exemplares de outras espécies devem ser restituídos de imediato à água sempre que a natureza dos ferimentos possa prever a sua sobrevivência”.
O efeito real destas medidas só será comprovado no futuro. Mas induzir à pesca sem alertar que o seu produto não deve ser consumido, parece ser algo temerário...

Ass. Juventude Aprender a Viver promove recolha de bens para ajudar quem mais precisa

A associação de Juventude “Aprender A Viver” (AJAV) desenvolve pelo terceiro ano consecutivo uma de solidariedade de forma a ajudar os que mais necessitam. Trata-se da iniciativa “Natal Solidário” que visa a recolha de géneros alimentares, roupas e brinquedos para distribuir pelas pessoas mais carenciadas da freguesia de São Pedro bem como freguesias limitrofes.
Entre o dia 10 de Novembro e 15 de Dezembro a AJAV está assim a mobilizar toda a população pelas boas causas e para a qual apelam à solidariedade de todos para que seja possível proporcionar um Natal diferente às famílias carenciadas da freguesia. Caso pretenda associar-se a esta onda de solidariedade basta dirigir-se à sede da Junta de Freguesia de São Pedro, sita ao Bairro das Laranjeiras, de forma a que possa entregar o seu contributo em roupas, brinquedos, livros diversos e bens alimentares.
O responsável pela AJAV, Márcio Silva, apela para que todos contribuem para esta causa de forma a proporcionar um Natal melhor aqueles que mais precisam. Caso não seja possível deixar o seu donativo na Junta de Freguesia de S. Pedro poderá sempre ligar para um dos seguintes números de forma a que seja possível fazer a respectiva recolha do donativo, Márcio Silva: 910022405 e/ou 96 412 7720 .
O grande objectivo passa por fazer a entrega de cabazes a pelo menos 35 famílias tal como aconteceu o ano passado. Este ano a entrega dos cabazes será efectuada no dia 17  de Dezembro, pelas 16h , sendo o local  de concentração a sede Junta de Freguesia de S. Pedro que desempenha também funções de parceira no projecto “Natal Solidário”.
Márcio Silva assume que nesta campanha de solidariedade toda a ajuda é fundamental para que seja possível abranger o maior número de famílias possível. Por outro lado a Associação de Juventude Aprender a Viver irá pelo segundo ano consecutivo distribuir, em Dezembro uma refeição quente aos sem abrigo espalhados pelas artérias da cidade de Ponta Delgada,
Ao contrário do que aconteceu o ano passado este ano a Associação de Juventude Aprender a Viver não irá realizar o almoço destinado às famílias carenciadas da freguesia de S. Pedro.

AJAV Pré Veteranos

Uma das novidades recentes na AJAv prende-se com o surgimento de uma equipa de futebol de “pré-veteranos” esta é uma actividade que  para a AJAV sempre teve em mente mas por falta de apoios não foi possível concretizar este sonho.
Presentemente através da boa vontade dos atletas irão assegurar o pagamento de parte da sua inscrição permitindo assim que seja possível abrir este ano os pré-veteranos. Trata-se de uma mais valia para a freguesia de São Pedro e para a AJAV, que assim promove o desporto combatendo assim três problemas o álcool a obesidade e as dependências. O campeonato tem inicio na última semana de Novembro e conta com a participação de 9 equipas com idades compreendidas entre os 21 e 34 anos.
A equipa de “pré veteranos” da AJAV é composta por  jovens que por um motivo ou por outro tiveram que abdicar do desporto. Por esse motivo e depois da insistência de alguns amigos  a AJAV, decidiu abrir a equipa de futebol. A juntar a este factor junta-se a vontade expressas dos jovens em praticar desporto, uma nova aposta que conta com um apoio da DRJ bem como de alguns privados como é o caso da PROCONFAR .
No passado a AJAV teve  uma equipa sénior e uma de infantis de futsal na época  2009/2010 que por pouco não subiu de divisão existindo mesmo a possibilidade de competir nos nacionais, no entanto,  não houve continuidade ao projecto por falta de apoios.

PS/Açores compromete-se a manter luta pelas quotas leiteiras garante Berto Messias...

berto-messiasO líder do Grupo Parlamentar do PS/Açores reafirmou, esta segunda-feira, a defesa das quotas leiteiras e comprometeu-se a desenvolver todos os esforços políticos para que se mantenha este regime que protege a produção de leite açoriana.
Após uma reunião com a Associação Agrícola da Ilha Terceira, Berto Messias defendeu que o fim das quotas de produção de leite não deve ser, ainda, encarado como uma inevitabilidade, apesar do anúncio do desmantelamento deste regime em 2015.
“Acreditamos que é possível o seu adiamento”, afirmou Berto Messias aos jornalistas, ao adiantar que, no pior cenário, os produtores de leite dos Açores devem ter acesso a medidas transitórias e de compensação que tenham em conta as especificidades e o peso da produção de leite no arquipélago.
“Sabemos que, nesta área, estamos sujeitos a grandes indefinições devido à iminência do fim do regime de quotas, mas reitero que o sistema de quotas é o que melhor defende uma Região com limitação natural da sua área. Na possível extinção, cada vez mais provável, do regime de quotas, defendemos o adiamento do desmantelamento por um período de 5 a 10 anos, a criação de medidas de regulação do mercado que visem equilibrar a oferta e a procura, o reforço de incentivos à diversificação dos produtos lácteos para a conquista de novos mercados, apoiados em estratégias de marketing e valorização dos produtos, e o reforço do envelope financeiro do Posei/Açores, designadamente nas medidas especificas de apoio às explorações de leite, nomeadamente o prémio aos produtos lácteos e vacas leiteiras”, afirmou Berto Messias, na reunião com os dirigentes associativos agrícolas da Terceira.
Messias disse ainda que, “apesar de defendermos sempre o regime de quotas, temos, porém, a obrigação e a responsabilidade de ter a lucidez de perspectivar o dia seguinte, na possibilidade da União Europeia terminar com este regime”.
Anunciou também que, a curto prazo, vai decorrer uma reunião de trabalho com os deputados europeus Capoulas Santos e Luís Paulo Alves, tendo em conta as responsabilidades que estes têm na reforma da Politica Agricola Comum e nas perspectivas futuras deste sector na Europa.
Berto Messias recordou, também, que o Grupo Parlamentar do PS/Açores já criou um Grupo de Trabalho que ouviu todos os intervenientes no sector agrícola regional e que culminou com a apresentação, no Parlamento, de um relatório sobre matéria de interesse regional.
Este documento foi, ainda, entregue ao Ministério da Agricultura e a vários deputados no Parlamento Europeu.

Crise sísmica em São Miguel pode continuar nas próximas semanas

LagoaCongro2A Terra voltou a tremer três vezes nos Açores, desta feita entre as 05h00 e as 06h00 de ontem, perto da localidade de S. Brás, na ilha de São Miguel.
A actividade sísmica que se registou de baixa intensidade (2.8 na escala de Richter), não foi sentida pela população.
No entanto, desde o passado mês de Setembro que se tem assistido a vários sismos no Grupo Oriental. Um fenómeno que tem preocupado tanto os sismólogos como a população em geral.
João Luís Gaspar, especialista em Vulcanologia na Universidade dos Açores, afirma que esta é uma crise sísmica que se iniciou no dia 15 de Setembro na parte central da ilha de São Miguel, numa faixa conhecida como Fogo-Congro.
“Os epicentros estendem-se numa área relativamente vasta que abrange a costa norte desde a Ribeira Grande até à freguesia da Maia, enquanto na costa sul, tem-se vindo a registar actividade sísmica na Lagoa, Vila Franca do Campo e Ponta Garça”, refere.
Contudo, apesar de terem sido registados até à data vários sismos e micro-sismos de baixa magnitude (inferiores a 2 - Richter), “alguns sismos [foram] registados no penúltimo fim-de-semana”, afirma.
João Luís Gaspar entende que esse novo “ciclo de libertação de energia” se irá desenrolar nas próximas semanas, de tal modo que, junto com o Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores, estão a ser emitidas recomendações, em particular nas zonas em alerta, para que sejam tomadas as precauções.
A estrutura do Fogo-Congro é uma das mais importantes áreas sísmicas do arquipélago, já que ali se acumulam pressões entre as placas litosféricas Euroasiática, Africana e Americana, prolongando-se desde o leste de Santa Maria, de uma zona conhecida como Falha de Glória que atravessa todo o arquipélago nos grupos oriental central até à Crista Médio-Atlântica, que passa a oeste da Graciosa e do Faial.
Estas crises sísmicas são, portanto, uma situação recorrente, pois esse sistema regista actividade mesmo em períodos considerados calmos. Como, aparentemente, é o presente.

Vendas de automóveis novos baixaram 25% até Setembro

acidente-mortalO sector automóvel açoriano regista este ano mais uma série de quebras que poderão colocar este ano ao nível de 2009, que foi o pior ano da década, com um total de vendas na casa das 3.500 unidades.
Até Setembro, os concessionários terão vendido 2.462 veículos novos, o que representa menos 22,5% que em igual período do ano passado e sensivelmente o mesmo que em 2009. Mas este ano pode ser ainda pior.
Tudo vai depender das vendas no último trimestre. Desde 1993, os últimos 3 meses do ano têm registado vendas que vão de 24,4% a 30,75% do total vendido até Setembro. Em 2009, o último trimestre representou vendas de 28,95%, um valor próximo dos máximos. Em 2011, no entanto, com a crise em pleno, é de questionar até que ponto esse impulso final ainda poderá ocorrer. Caso não ocorra, o ano pode terminiar como o pior dos últimos 20 anos.
Em termos de montantes, trata-se de reduções significativas. Estimando uma média de 15 mil euros por viatura, o sector terá gerado no ano passado até Setembro cerca de 47,6 milhões de euros, enquanto que em 2011 o total é de cerca de 37 milhões de euros. Ou seja, menos 10,7 milhões de euros – uma quebra de mais de um milhão de euros por mês. Significativo.
Até ao momento, as maiores quebras percentuais registaram-se nos pesados, com menos 31%, nos ligeiros de passageiros, com menos 24%, e nos comerciais ligeiros, com menos 22%.
O SREA ainda não tem dados de 2011 sobre as cilindradas. Em 2010, a classe que mais vendeu foi a dos 1001 a 1250 cc.