Navio de cruzeiro “Queen Elizabeth” está hoje de regresso a Ponta Delgada

cruzeiros---foto-marco-sous_120_119_120_119O último dia deste mês de Novembro marca o regresso, pelas 12h, do novíssimo navio Queen Elizabeth, a mais recente "jóia" da lendária companhia Cunard Line. Depois da estreia a 2 de Janeiro deste ano, esta segunda escala em Ponta Delgada integra-se num cruzeiro de 23 dias às Caraíbas, com início e terminus em Southampton. A bordo deste requintado paquete viajam cerca de 2000 passageiros, na sua maioria britânicos, e 1000 tripulantes. Depois de largar amarras do terminal das Portas do Mar (18h), o elegante navio irá rumar a Barbados, primeira paragem contemplada no périplo pelas mais referenciadas ilhas da zona este das Caraíbas.

Construído nos famosos estaleiros italianos Fincantieri, em Monfalcone, foi inaugurado a 11 de Outubro de 2010, no famoso porto de Southampton, em Inglaterra, numa cerimónia que contou com a presença da rainha Isabel II, madrinha do navio.

Tem como principais características 294 metros de comprimento, 32,3 metros de largura, 8 metros de calado, desloca 92 mil toneladas de arqueação bruta, com capacidade máxima para transportar 2092 passageiros e 1046 tripulantes.

As três escalas com que a Cunard Line nos brindou este ano são sinónimo da relevância que os Açores têm vindo a conseguir nos últimos anos. A visita do ilustre cunarder certamente não passará despercebida, uma vez que estaremos na presença de um dos mais mediáticos navios da actualidade, operado pela famosa Cunard Line, uma das maiores referências da história marítima do século XX.

Biólogo açoriano participa na primeira missão "Global Reef Expedition"

 

"Portugal não possui nenhuma zona de corais tropicais mas as metodologias e os resultados das investigações nessa área também servem a ciência do país, nomeadamente do Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) dos Açores" disse à Lusa o biólogo João Monteiro.

O biólogo, que faz parte do Centro do Instituto do Mar (IMAR) da universidade açoriana, estuda as microalgas do género "Synbiodinium" que residem no interior dos corais.

"Se os corais perderem as microalgas, o que acontece através de um fenómeno de lixiviamento [bleaching] e do aquecimento da temperatura da água que provoca stress os recifes de corais podem estar em causa", salientou o investigador.

Vencedor de um concurso internacional, João Monteiro, de 32 anos, procura "apurar os mecanismos daqueles fenómenos para encontrar soluções que diminuam o problema" e estas investigações podem também servir outros investigadores do DOP que fazem estudos sobre os corais de profundidade no mar dos Açores.

Além disso, adiantou, a universidade açoriana e o país vão beneficiar "do desenvolvimento de novas valências na investigação além da exposição internacional que reforça e demonstra à sociedade nacional e internacional que o que se faz tem significado".

João Monteiro admitiu que "o aquecimento global tem consequência no eventual desaparecimento das zonas de corais" que são importantes fontes económicas que só no caso do Havai se estima "rondem os 24,5 biliões de euros".

"São os corais que alimentam peixes, protegem a orla costeira, são um produto turístico na área do mergulho, produzem a areia branca de muitas praias e suportam um quarto de todas as espécies marinhas conhecidas no planeta", sustentou João Monteiro.

Ainda que só ocupem menos de 0,1 por cento da superfície dos oceanos cerca de 60 por cento dos recifes de corais estão ameaçados podendo as investigações de João Monteiro contribuir para saber como as algas poderão lidar com o aquecimento global.

A missão, com 24 cientistas, vai usar o navio Golden que está equipado com laboratórios, câmara hiperbárica e um hidroavião Cessna 208. A missão é apoiada pela Living Oceans Foundation, fundada na Califórnia em 2000 pelo príncipe Khaled Bin Sultan da Arábia Saudita.

Um biólogo da Universidade dos Açores (UAç), que investiga o "lixiviamento" das microalgas dos corais, vai integrar a primeira missão "Global Reef Expedition" que decorre em março do próximo ano nas Caraíbas, Pacífico e Índico.

Árvores de Natal começam a ser vendidas no parque da Madruga amanhã...

A Feira da Árvore de Natal vai abrir já amanhã, quinta-feira, no parque de estacionamento da Madruga, em Ponta Delgada, permanecendo naquele espaço até 24 de Dezembro.

No sorteio realizado ontem, na Câmara de Ponta Delgada foram emitidas 27 licenças para venda de árvores de Natal no parque de estacionamento da Madruga, na Avenida Antero de Quental.

No espaço poderão ser adquiridos, além das árvores, que variam entre o pinheiro, a criptoméria e o cedro, outros ornamentos natalícios naturais.

Como habitualmente, a Câmara Municipal de Ponta Delgada, com a realização desta feira, pretende incrementar o comércio de árvores de Natal na cidade.

Desta forma, a autarquia cria mais oportunidades a quem, nesta altura do ano, se dedica à venda de árvores de Natal.

Governo diz que “é possível” reduzir tarifas aéreas entre o arquipélago e o continente

vasco-cordeiro2O Governo dos Açores defende que "é possível" reduzir as tarifas aéreas entre o arquipélago e o continente, salientando aguardar desde meados de Agosto que o Ministério da Economia indique um interlocutor para iniciar o processo de negociações.

"É possível reduzir o tarifário sem aumentar as despesas do Governo da República com as compensações das obrigações de serviço público", afirmou o secretário regional da Economia, Vasco Cordeiro, numa intervenção no plenário da Assembleia Legislativa dos Açores durante a discussão do Plano e Orçamento para 2012.

Vasco Cordeiro recordou que o executivo açoriano manifestou a intenção de rever as obrigações de serviço público de transporte aéreo em meados de agosto, numa reunião com o ministro da Economia, aguardando desde essa altura que seja indicado um interlocutor do Governo para tratar desta questão.

O secretário regional da Economia, que reafirmou que o apoio às famílias e empresas é a prioridade do executivo açoriano para 2012, criticou as "desastrosas opções" do Governo nacional por demonstrarem uma "olímpica indiferença pelas políticas de fomento económico".

Vasco Cordeiro criticou depois o PSD/Açores e, especialmente, a sua líder, recordando que os Açores "estavam falidos em 1996", quando Berta Cabral era responsável pelas finanças regionais.

Por outro lado, questionou "onde estariam hoje os Açores se em 2004 tivessem sido aceites as propostas do PSD para criar uma dezena de sociedades de desenvolvimento regional".

"Os Açores atingiram um patamar de respeitabilidade porque souberam gerir bem os recursos", afirmou, acrescentando que o executivo regional realizou as obras que eram necessárias "sem comprometer o futuro dos açorianos". Na resposta, o líder parlamentar do PSD/Açores, Duarte Freitas, denunciou a "preocupação" de Vasco Cordeiro em falar de Berta Cabral, frisando que, ao fim de 15 anos de governo da região, os socialistas fazem um "discurso de desresponsabilização completa". Para o vice-presidente da bancada socialista, Francisco César, a reação do PSD/Açores demonstra "incomodidade quando se fala do passado". "Parece que têm vergonha do passado da vossa líder, mas o passado não se apaga", frisou.

Especialistas reúnem-se para debater estratégia global de gestão dos Oceanos

mergulhadorA concertação global no que diz respeito às estratégias de governação e sustentabilidade dos oceanos é uma das principais metas estabelecidas no contexto internacional na área do ambiente e da protecção dos oceanos. De 1 a 3 de Dezembro, investigadores e especialistas nacionais, da União Europeia e dos EUA vão estar reunidos, na Horta, Açores, numa iniciativa promovida pela Fundação Luso-Americana (FLAD), em colaboração com a Direcção Regional dos Assuntos do Mar e com o ISPA-Instituto Universitário.

Esta iniciativa – coordenada pelo Steering Committee composto por Charles Buchanan (FLAD), Emanuel Gonçalves (ISPA), Thomas Malone (University of Maryland) e Margaret Davidson (NOAA), entre outros – tem como objectivo abordar duas questões estruturais na gestão dos oceanos. Por um lado, quais os próximos passos a tomar pelas nações transatlânticas e pelos stakeholders numa perspectiva Portugal-EUA, de forma a reforçar o posicionamento geoestratégico de Portugal e, em particular dos Açores. Por outro lado, identificar as prioridades ao nível do desenvolvimento sustentável que devem constituir a contribuição portuguesa para os instrumentos de gestão europeia associados à política comum de pescas e à directiva quadro estratégia marítima.

Ao longo de três dias, será definido um plano de acção global e integrado que permita abrir caminho para uma intervenção concertada entre Portugal e os EUA, focado na sustentabilidade das actividades marítimas. Para além disso será dada uma oportunidade para a apresentação das principais recomendações internacionais com vista ao reforço da cooperação transatlântica, incentivando o diálogo entre diversos stakeholders globais. As principais conclusões serão publicadas num livro, e pela FLAD será elaborado um relatório da reunião para disponibilizar aos decisores políticos, e será ainda publicado um artigo pelos organizadores numa revista científica.

O encontro junta universidades portuguesas e norte-americanas, nomeadamente a Universidade dos Açores, Lisboa e Coimbra, o ISPA – Instituto Universitário, a Universidade de Califórnia, em Santa Bárbara, a Universidade de Maryland, a Universidade de Duke e a agência norte-americana EPA (Environmental Protection Agency). O evento decorre na cidade da Horta onde está sediado o Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, de reconhecido prestígio internacional pelo trabalho desenvolvido nesta matéria.

Esta iniciativa surge no seguimento de duas conferências realizadas na FLAD, em Outubro de 2010 e Abril de 2011, dado que os Oceanos são uma área estratégica no plano de acção da Fundação, que tem dinamizado esta área através de inúmeras colaborações a nível internacional.