AMRAA assina protocolo com a PT para “serviços com condições específicas”

joao-ponteOs 19 municípios da AMRAA vão passar a ter acesso a serviços de comunicações fixos e móveis em condições específicas.
O protocolo assinado entre a Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores e a Portugal Telecom foi assinado tendo contado com a presença de João Ponte, Presidente da AMRAA, de César Malheiro, Diretor Operacional de Negócios da PT para os Açores e de António Caria, Assessor do Presidente Executivo da PT Portugal SA.
Trata-se de um protocolo de consumo que visa disponibilizar um conjunto de vantagens para os colaboradores dos municípios que desejem aderir a este novo serviço e que engloba um leque variado de serviços fixo e móvel.
Esta é uma iniciativa que vem reforçar o interesse da associação em proporcionar benefícios às autarquias, e seus trabalhadores, com evidente impacto no bem-estar familiar.
Aliás, este foi um dos grandes propósitos deste protocolo e que segundo João Ponte, Presidente da Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores, vem ao encontro daquilo que tem sido a apologia da AMRAA, a de defender os seus associados, especialmente num período de crise económica e que muitos impactos negativos têm tido ao nível do Poder Local.
Numa altura em que a redução de custos é imperativa tanto dos municípios, como nas famílias portuguesas, estas condições, entretanto já protocoladas entre a AMRAA e a PT, vão ao encontro dessa necessidade, oferecendo a todos os colaboradores dos municípios açorianos vantagens na adesão aos serviços de telecomunicações do grupo Portugal Telecom.

SINTAP considera “incompreensível” que Governo use subsídios de férias e Natal no apoio às empresas

O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP) considerou ontem “incompreensível” que o Governo dos Açores aplique no apoio às empresas a verba resultante da retenção dos subsídios de férias e Natal, “quando existem situações aflitivas de trabalhadores”.
Francisco Pimentel, do SINTAP/Açores, revelou à Lusa que “o sindicato recebeu imensas queixas de trabalhadores da função pública, indignados com as declarações do presidente do Governo Regional, Carlos César”, que anunciou a intenção do executivo de aplicar a receita líquida resultante do não pagamento daquele subsídios no equilíbrio das contas públicas e do sector empresarial e no reforço do apoio às famílias e às empresas.
“Muitos funcionários públicos registaram com indignação essas afirmações”, frisou o dirigente sindical, acrescentando que não tem nada contra o apoio às empresas, mas considera “não ser muito compreensível aplicar dinheiros dos trabalhadores da administração pública quando há situações aflitivas daqueles funcionários”.
“Estamos a lutar para manter os subsídios e o Governo Regional já está a dar destino a esse dinheiro”, afirmou.
Num comunicado divulgado, o SINTAP/Açores considera as declarações do presidente do executivo açoriano “despropositadas, infelizes e mesmo ofensivas para com os trabalhadores da administração pública com mais baixos rendimentos, principalmente quando se constata que a promessa feita pelo executivo de aumento de 3,5% da remuneração complementar dos funcionários que têm ordenado mínimo se traduz num aumento de 1,76 euros”.
O sindicato exige conhecer “a verdade quanto ao montante real de verbas a arrecadar pela região com a cativação eventual dos subsídios de férias e de Natal”, defendendo a sua aplicação em medidas de “apoio aos mais necessitados”.
Nesse sentido, propõe “a revisão da tabela da remuneração completar/subsídio de insularidade destinada a ajudar os funcionários com mais baixos rendimentos, alargando-a aos trabalhadores com rendimentos inferiores a 1.499 euros”, recordando que a região já assegura uma remuneração compensatória aos que têm rendimentos entre 1.500 e 2.000 euros.
O reforço dos serviços sociais, nomeadamente com a criação de “uma rede de assistência social efectiva aos trabalhadores e famílias mais carenciadas”, e o lançamento de um “fundo social de socorro regional, participado pelos sindicatos e organizações não governamentais, para acorrer a situações pontuais de emergência social” são outras medidas defendidas pelo SINTAP/Açores.
O sindicato pretende ainda “a abertura imediata de um processo negocial para discussão do destino social a dar aos subsídios de férias e Natal”.

Açores com a maior subida do Poder de Compra concelhio

A região dos Açores regista a maior subida do Indicador per Capita (IpC) do Poder de Compra do Instituto Nacional de Estatística (INE) entre 2007 e 2009, enquanto o Algarve tem a maior queda.
O INE divulgou ontem a edição do Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio da Lusa, com dados relativos a 2009, sendo que os últimos disponíveis diziam respeito a 2007.
A nível regional (NUTS II), os Açores registaram a maior subida com mais 2,52 pontos (para 86,14), o Norte cresceu 1,4 (para 87,64), o Alentejo somou 1,06 (para 88,39) e o Centro ganhou 0,65 pontos de poder de compra per capita (para 84,41).
As outras duas regiões do Continente cujo IpC desceu são as duas únicas que têm poder de compra acima da média nacional: Lisboa desceu 2,70 para 134,15 pontos e o Algarve teve a maior queda, de 3,25 por cento, ficando nos 100,4 pontos.
Nas regiões NUTS III, a maior variação foi a do Alentejo Litoral, com o poder de compra por habitante a crescer 4,77 pontos (para 95,30 pontos).
Fazendo as contas por NUTS III, de acordo com os dados do INE, o IpC só baixou, entre 2007 e 2009, em dez regiões: Baixo Vouga, Flores, Lezíria do Tejo, Alentejo Central, Entre Douro e Vouga, Médio Tejo, Pinhal Litoral, Corvo, Península de Setúbal e Grande Lisboa.
O Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio visa caracterizar os municípios “relativamente ao poder de compra numa interpretação ampla de bem-estar material”, refere o INE.

Em Dia de São Martinho haja castanhas e vinho, música e uma mesa para festejar com os amigos

castanhasHoje 11 de Novembro é dia de São Martinho reza a tradição e o costume português que haja “lume, castanhas e vinho”. As comemorações em honra deste generoso santo, um dos mais populares do Ocidente, aquecem o coração e fazem esquecer o frio que já se faz sentir nesta época do ano e que pelas nove ilhas deste bonito arquipélago há quem diga mesmo que já paira no ar o “Verão de São Martinho”.
Neste dia por tradição juntem-se amigos e famílias onde se prova o vinho novo, petisca-se umas sardinhas com pão de milho e cebola curtida e como sobremesa serve-se castanhas que poderão ser cozidas ou assadas. Em dia de São Martinho dizem os mais antigos que é caso para dizer “beba com moderação”, até porque em dia de São Martinho é para assar castanhas e “apenas” provar o vinho.
Nos Açores, as comemorações alusivas ao Santo, conhecido por humilde e generoso, têm sido feitas um pouco por todas as ilhas.
Este ano o dia festivo coincide com o fim de semana e muitos fazem por manter viva a tradição e mantenha a tradição celebrando a festa de São Martinho hoje mesmo.
Existem propostas para todos os gostos e bolsos, há quem se organize em Irmandades ou até mesmo em grupos de amigos e famílias em casas particulares ou até mesmo em estabelecimentos comerciais que neste dia preparam uma ementa especial recheada de pratos regionais e típicos de um assinalável Dia de São Martinho.
No decorrer dos festejos surgem sempre uns “artistas” que partilham  a sua sabedoria e arte com os convivas, tal como, se transcreve nas próximas linhas uma cantoria a São Martinho.

“Em dia de São Martinho
Canta a castanha e o vinho
Em qualquer lar que se preze
E na Adega vai provar
O que andaste a trabalhar
Mesmo que alguém te despreze.

O vinho dá à garganta
A toada p’ra quem canta
Depois duma grande dose;
Prefiro sempre o licor
Dos Bagos do tal Senhor
Que guardo em grande pose.

Vinho doce, vinho fino,
Cantas tu e canta alguém;
És o líquido divino
Que bebe o Padre também.

São Martinho, São Martinho,
Que pelos pobres repartes
O que faz ficar quentinho
E cobre todas as partes.”
Rosa Silva (“Azoriana”)

Quem foi
S. Martinho?

Num dia tempestuoso ia S. Martinho, montado no seu cavalo, quando viu um mendigo quase nu, tremendo de frio, que lhe estendia a mão suplicante e gelada. S. Martinho não hesitou: parou o cavalo, poisou a sua mão carinhosamente na do pobre e, em seguida, com a espada, cortou ao meio a sua capa de militar, dando metade ao mendigo. E, apesar de mal agasalhado e de chover torrencialmente, preparava-se para continuar o seu caminho, cheio de felicidade.
Mas, subitamente, a tempestade desfez-se, o céu ficou límpido e um sol de estio inundou a terra de luz. Diz-se que Deus, para que não se apagasse da memória dos homens este acto de bondade praticado pelo santo, todos os anos, nessa mesma época, cessa por alguns dias o tempo frio e o céu e a terra sorriem com a bênção de um sol quente e miraculoso.

Câmara da Horta deve quase 3 M€ a fornecedores

A Câmara da Horta, tem uma dívida a fornecedores de quase três milhões de euros e poderá ter de encerrar alguns serviços no próximo ano devido a dificuldades de tesouraria, admitiu hoje o presidente da autarquia.
“É uma situação que pode acontecer”, afirmou João Fernando Castro, eleito pelo PS, acrescentando que, apesar da difícil situação financeira do município, “estão reunidas as condições para salvaguardar a questão dos salários”.
A principal preocupação do autarca está centrada nas dívidas aos fornecedores, que estão a causar graves dificuldades de tesouraria ao município
“Hoje, a dívida aos fornecedores está na ordem dos três milhões de euros, mas é uma situação que está estancada desde o segundo semestre deste ano”, afirmou João Fernando Castro, acrescentando que o problema se traduz num “aumento dos prazos de pagamento e da dívida a terceiros e às empresas locais”.
O situação financeira da Câmara da Horta resulta, segundo o autarca, não apenas da actual crise financeira que o país atravessa, mas, sobretudo, do facto de ainda não terem sido transferidas para a autarquia as verbas relativas ao IRS.
“Continuam sem ser transferidas as verbas de 2009, de 2010 e de todo o ano de 2011 até esta data”, denunciou o presidente da autarquia.
João Fernando Castro frisou ainda que o OE2012 passa para o Governo Regional o “ónus dessa transferência, mas não diz quem é que vai pagar o atrasado”, que, no caso da Câmara da Horta, representa uma receita não recebida superior a um milhão de euros.
Para tentar inverter o actual quadro financeiro do município, João Castro admitiu estar a analisar a possibilidade de encerrar alguns serviços municipais, como o teatro e as piscinas, ou reduzir outros, como os serviços de atendimento do cemitério e a recolha de resíduos domésticos. A Câmara da Horta já cortou substancialmente os apoios aos clubes e associações culturais da ilha, tendo também reduzido o volume de transferências para as juntas de freguesia.