Vendas de automóveis novos baixaram 25% até Setembro

acidente-mortalO sector automóvel açoriano regista este ano mais uma série de quebras que poderão colocar este ano ao nível de 2009, que foi o pior ano da década, com um total de vendas na casa das 3.500 unidades.
Até Setembro, os concessionários terão vendido 2.462 veículos novos, o que representa menos 22,5% que em igual período do ano passado e sensivelmente o mesmo que em 2009. Mas este ano pode ser ainda pior.
Tudo vai depender das vendas no último trimestre. Desde 1993, os últimos 3 meses do ano têm registado vendas que vão de 24,4% a 30,75% do total vendido até Setembro. Em 2009, o último trimestre representou vendas de 28,95%, um valor próximo dos máximos. Em 2011, no entanto, com a crise em pleno, é de questionar até que ponto esse impulso final ainda poderá ocorrer. Caso não ocorra, o ano pode terminiar como o pior dos últimos 20 anos.
Em termos de montantes, trata-se de reduções significativas. Estimando uma média de 15 mil euros por viatura, o sector terá gerado no ano passado até Setembro cerca de 47,6 milhões de euros, enquanto que em 2011 o total é de cerca de 37 milhões de euros. Ou seja, menos 10,7 milhões de euros – uma quebra de mais de um milhão de euros por mês. Significativo.
Até ao momento, as maiores quebras percentuais registaram-se nos pesados, com menos 31%, nos ligeiros de passageiros, com menos 24%, e nos comerciais ligeiros, com menos 22%.
O SREA ainda não tem dados de 2011 sobre as cilindradas. Em 2010, a classe que mais vendeu foi a dos 1001 a 1250 cc.

Quatro estaleiros navais estrangeiros concorrem ao segundo concurso para a construção de navios para as ilhas

navio-atlantidaQuatro estaleiros navais, todos eles estrangeiros, concorreram ao segundo concurso lançado pela “Atlânticoline”, para a construção de dois navios para operar no Grupo Central do arquipélago, revelou hoje a empresa.
Segundo Carlos Reis, presidente do Conselho de Administração da “Atlânticoline”, a empresa pública açoriana que gere o transporte marítimo de passageiros, a abertura de propostas ocorreu na quarta-feira, tendo apenas concorrido quatro empresas estrangeiras.
São elas, a “Astilleros Armon”, de Espanha, a “Daimon”, da Holanda, a “Piriou”, de França e a “State Marine”, da Austrália, sendo que as duas primeiras já tinham concorrido por altura do primeiro concurso, que acabou por ficar, entretanto, deserto.
“Também no primeiro concurso tivemos quatro concorrentes, se bem que apenas um acabou por ser convidado a formalizar uma proposta”, recordou Carlos Reis, que espera agora, que haja mais candidatos que estejam em condições de serem convidados pelo júri a apresentar formalmente a sua proposta.
O júri do concurso tem um prazo de 60 dias para tomar uma decisão, embora o presidente da “Atlânticoline” tenha realçado que os membros do júri estão “sensibilizados” para a necessidade de tomarem uma decisão o mais breve possível, para que não se verifiquem grandes atrasos nos prazos de entrega dos navios.
“Nós não sabemos ainda quais os prazos propostos pelas empresas concorrentes, mas na pior das hipóteses, os novos barcos deverão estar a operar em agosto ou setembro de 2013”, garantiu Carlos Reis.
No anterior concurso, encerrado em agosto deste ano, depois da desistência do único estaleiro convidado a apresentar proposta, algumas das condições exigidas suscitaram fortes críticas da Associação das Indústrias Navais, que entendiam essas exigências inviabilizavam a participação dos estaleiros nacionais.
Apesar das alterações entretanto introduzidas pela “Atlânticoline” neste segundo concurso, nenhum estaleiro nacional concorreu à construção dos dois barcos, que vão operar nas ilhas do Grupo Central do arquipélago.
Os navios, que inicialmente deviam ter 37 metros de comprimento, passam a ter 40 metros, o que permite também aumentar em quatro toneladas a carga que podem transportar, ainda que o seu peso global tenha descido 13 toneladas.
Um dos navios aumenta a capacidade de 300 para 333 passageiros e de seis para oito viaturas, enquanto o outro mantém a capacidade para 12 viaturas, mas aumenta a lotação de 228 para 246 passageiros.
O tempo de construção também foi alterado, passando de 450 para 540 dias no primeiro caso e de 540 para 600 dias no segundo.

Açores é onde mais se sente fenómeno da criminalidade aliada à toxicodependência

O especialista em Medicina Legal José Pinto da Costa criticou ontem, no Porto, o atual sistema de reinserção social dos toxicodependentes que se submetem a tratamento, defendendo que o que deveria ser feito era “desinseri-los” do seu meio.
“Nós temos um toxicodependente, fazemos-lhe uma cura de cinco anos e quando ele está curado, o que temos por missão? Reinseri-lo socialmente. Então vamos pô-lo no mesmo bairro, na mesma casa, na mesma família, rodeado de drogados e traficantes. E, portanto, ele fica reinserido socialmente, volta ao ciclo e nunca mais sai, o que é bom para quem se dedica a tratamentos deste género”, disse Pinto da Costa.
O especialista e ex-diretor do Instituto de Medicina Legal do Porto defende, por isso, que “devia haver programas de desinserção social”.
“Mora em Paranhos, vai para Loulé, é de Loulé, vai para Braga, e assim sucessivamente. Com apoio, obviamente”.
Pinto da Costa, que falava no VI Simpósio Nacional de Educação e Proteção face às Toxicodependências, organizado pela junta de freguesia de Paranhos, afirmou ainda que “a toxicodependência está muito associada ao aumento da criminalidade”, referindo que é no Norte e nos Açores que as pessoas “mais sentem” este fenómeno.
“Há maior número de casos, relativamente, e a maneira de interiorizar estas situações é mais dificultosa no Norte do País e nos Açores”, frisou.
A idade, de acordo com o mesmo especialista, é “um fator importante” na toxicodependência.
“Há mais casos no grupo entre os 20 e os 35 anos, mas a idade está a descer bastante. Hoje em dia, o ecstasy começa a ser tomado com 13 anos de idade. Já é significativo, do ponto de vista epidemiológico, o número de crianças com 13 anos que tomam ecstasy”, afirmou.
Contudo, salientou, “o maior número de dependências no mundo já não tem a ver com a cocaína ou heroína. São as benzodiazepinas (grupo de fármacos ansiolíticos)”.
“Criminalidade e toxicodependências”, “A Dimensão Temporal Neurobiologia da adição”, “Qualidade do diagnóstico em dependências” e “Toxicodependência e perturbações da personalidade” são alguns dos temas em análise no encontro.

Laboratório Regional de Enologia entra em funcionamento para certificar vinhos regionais

Com a entrada em funcionamento do novo Laboratório Regional de Enologia (LRE), o Governo dos Açores pretende proporcionar progresso e mais-valia ao sector vitivinícola regional, apresentando-se como um equipamento do mais moderno que existe no país para a qualificação e valorização desta produção.
Esta infra-estrutura pretende ser um instrumento decisivo para a certificação dos produtos vitivinícolas, de apoio à consolidação e fidelização das marcas regionais e à garantia da sua imagem e qualidade junto da exportação.
Para dar a conhecer o LRE, a Secretaria Regional da Agricultura e Florestas promoveu uma visita ao espaço com a presença de viticultores regionais que participaram numa formação/apresentação de prova de vinhos na nova sala de provas e uma visita guiada pela área laboratorial em pleno funcionamento.
No final da visita foi assinado um protocolo de cooperação entre o Governo dos Açores e a Comissão Vitivinícola Regional Açores que, segundo o Secretário Regional da Agricultura e florestas “permitirá desenvolver todo o processo de levantamento geográfico e de identificação das castas existentes nas ilhas dos Açores para posteriormente disponibilizar à CVR uma base de dados para que possa certificar o vinho sabendo a sua história desde o local onde foi produzido até ao local de venda final”.
Noé Rodrigues considerou a assinatura deste protocolo como “fundamental para que os consumidores conheçam os produtos que estão a adquirir, a segurança que lhe é garantida e a sua genuinidade”.
Com a construção do LRE, o Governo dos Açores reforça a aposta no sector vitivinícola, dedicando uma parte significativa do seu esforço à promoção da diversificação da produção agrícola, nomeadamente em termos financeiros e de recursos humanos, pondo também ao serviço a experimentação e a assistência técnica junto do sector vitivinícola, conferindo-lhe maior valor acrescentado.

Governo admite que renda anual a pagar pelas SCUT pode ultrapassar os 20 milhões de euros:

O Governo Regional dos Açores vai pagar uma renda anual que pode ultrapassar 20 milhões de euros pela concessão rodoviária em regime de SCUT (estradas sem custo para o utilizador) na ilha de S. Miguel.
A verba inscrita para esse efeito na proposta de Plano e Orçamento da Região para 2012 ascende a 22,8 milhões de euros, tendo José Contente, secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, afirmado ontem à LUSA que corresponde aproximadamente ao valor da renda que a região vai pagar anualmente por esta parceria público-privada. Declarações que parecem contrariar as que foram anteontem prestadas, que essa verba estaria “empolada”.
O total de 22,8 milhões de euros é muito superior aos cerca de 12 milhões de euros que tinham sido anteriormente anunciados pelo executivo como valor da renda anual a pagar.
Segundo a LUSA, em Outubro de 2010, José Contente anunciou que a renda anual das SCUT rondaria cerca de 12 milhões de euros e que a primeira prestação, a pagar em 2012, seria de “cerca de sete milhões de euros”.
Nas declarações que só ontem prestou, o secretário regional salientou que este aumento resulta de uma “atualização do preço” que foi feita entretanto, envolvendo os 25 anos de prazo de pagamento.
scuts“Vai chegar o momento, mais para o fim dos 25 anos, em que as rendas podem chegar a valores muito mais baixos, na ordem dos 15 ou 10 milhões de euros”, afirmou José Contente, recordando que o mesmo se passa “quando se compra uma casa”, ou seja, “há um preço variável ao longo do empréstimo”.
Relativamente ao montante inscrito no Plano e Orçamento para 2012, o secretário regional frisou que é “o valor previsto face ao tráfego que está também previsto” para aquelas vias rodoviárias, acrescentando que a verba inscrita permite ao executivo pagar o que prevê o contrato e “ter uma margem, para cima e para baixo, em termos do tráfego que vai passar por lá”.
A proposta de Plano e Orçamento da Região para 2012, que será entregue na segunda-feira na Assembleia Legislativa dos Açores, reserva uma verba de 22,8 milhões de euros para a primeira renda da concessão rodoviária em regime de SCUT, que inclui as ligações rodoviárias em via rápida a Vila Franca do Campo, na costa sul, e ao Nordeste, na costa norte de S. Miguel.
José Contente salientou que o governo açoriano dimensionou o projeto “financeira e economicamente bem”, dispondo da “verba suficiente” para pagar as rendas.
O facto é que se o valor anual a pagar for superior aos 20 milhões euros, isso significa que o seu custo é superior ao que custa o serviço públicio que é pago à SATA pelas ligações aéreas entre as ilhas. E muito mais do que o Plano destina para as viagens marítimas de passageiros (cerca de 7 milhões de euros).
A ter em conta as palavras do secretário José Contente, esses valores significam que a SCUT poderá custar à Região cerca de 500 milhões de euros, o que corresponde a uma derrapagem de  70% sobre os 300 milhões que foram inicialmente anunciados.
Segundo o contrato inicial, a obra da SCUT inclui a construção de cerca de 52 quilómetros de estrada. O seu preço fica assim por 10 milhões de euros por quilómetro.

Troço do Nordeste no aniversário do
Presidente?

Embora sem ser oficial, tudo indica que o Governo pretende inaugurar o troço para o Nordeste no próximo dia 30 de Outubro, Domingo.
A confirmar-se essa data, trata-se de uma coincidência dificil de evitar: é o aniversário de Carlos César. Uma “festa” que parece estar a provar-se extremamente cara, e destinada a ser paga durante os próximos 25 anos...

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