Campanha "Causa Maior" leva felicidade e conforto a quem mais precisa através da Cruz Vermelha

eduardo-reisAo longo dos últimos 4 anos a campanha “Causa Maior” promovida pela “Popota” tem enchido as televisões de nossa casa cheias de alegria com as suas coreografias bastante alegres na altura de Natal. É exactamente fruto desta campanha natalicia que a Cruz Vermelha Portuguesa recebe uma verba que permite ajudar quem mais necessita. Em São Miguel os donativos vão ser distribuídos nos concelhos de Ponta Delgada, Lagoa e Ribeiraa Grande, contudo, não está colocada de parte a hipoteses de ajudar pessoas e instituições de outros concelhos...

Na passada sexta-feira a Cruz Vermelha Portuguesa, delegação de Ponta Delgada, iniciou uma nova etapa de trabalho fruto da campanha de angariação de bens promovida pela empresa “Continente/ Modelo” no concelhos de Ponta Delgada, Lagoa e Ribeira Grande. A campanha teve como anfitriã a carismática “Popota” que durante o Natal do ano passado consegui arrecadar diversos donativos monetários e materiais doados pelos micaelense que decidiram apoiar a iniciativa solidária que beneficiou a Cruz Vermelha Portuguesa.
Eduardo Reis no arranque da entrega de donativos em roupa a diversas  famílias necessitadas, centros sociais, e IPSS demonstrava-se um homem feliz e satisfeito com os resultados obetidos. O responsável pela Cruz Vermelha em Ponta Delgada referiu que “ presentemente estamos a entregar roupa de uso doméstico, nomeadamente, agasalhos e roupas de cama destinadas a pessoas idosas uma vez que o programa não nos permite sequer que distribuamos roupas para outras faixas etárias.“
A campanha que agora está a decorrer é destinada a idosos e conta com o patrocínio do “Modelo/ Continente” . Segundo Eduardo Reis existem roupas de todos os tamanhos que irão permitir aos mais idosos passar um inverno em mais conformo e agasalhados.
A Cruz Vermelha de POnta Delgada antes da distribuição de donativos contatou com diversas entidades, nomeadamente, Centro de Saúde de Ponta Delgada e com os Serviços de Acção Social da Câmara Municipal de Ponta Delgada.
A campanha que iniciou-se sexta-feira na cidade de Ponta Delgada irá estender-se muito em breve aos concelho de Lagoa e Vila Franca tendo em conta a presença da marca Continente e Modelo. No entanto, e em harmonia com Eduardo Reis não existe qualquer impedimento de ajudar familias de Vila Franca, Ribeira Grande, Povoação ou Nordeste basta para tal que as famílias/ instituições solicitem ajuda e ai será preparado uma ajuda em roupa e outros bens de necessidade.

“Causa  Maior” chega a todos na mesma
proporção

Segundo o responsável pela Cruz Vermelha em Ponta Delgada a campanha que decorre anualmente sob a organização do “Modelo/ Continente” funciona de uma forma eficaz, assim sendo, argumenta que durante o período da campanha “Causa Maior” são recolhidos todos os donativos a nível nacional e ilhas posteriormente os valores obtidos globalmente são repartidos na mesma proporção por todas as delegações da cruz vermelha a nível nacional e regional.
Confrontado com a questão se numa época essencialmente marcada pela grave crise financeira se há espaço ao espírito solidário Eduardo Reis assumiu que a verba disponibilizada este ano pela campanha Causa Maior foi menor, no entanto, em termos de dádivas garante que sempre existe um pedido de ajuda na comunicação social acaba por aparecer no dia seguinte uma resposta eficaz ao pedido através de gente anónima.

Gente Feliz por ter
conseguido ajuda

A nossa equipa de reportagem, na passada sexta-feira, consegui constatar que entre muitas pessoas que deixavam donativos em roupa existiam também pessoas em dificuldades de vida que solicitavam ajuda e roupa para os seus familias alguns deles doentes e aleijados. Após serem satisfeitas no pedido de ajuda as pessoas saiam da Cruz Vermelha com um brilho no olhar e uma satisfação total por terem conseguido roupa e conforto para os seus entes queridos.
Foi também possível constatar que o sorriso ficou estampado no rosto de quem ajudou, nomeadamente, no rosto da equipa da Cruz Vermelha que associa a ajuda efectuada como um “pagamento “ ao trabalho desenvolvido.

Apoios tardam a chegar

Eduardo Reis em conversa com o Diário dos Açores revelou que as verbas das entidades chegam cada vez  mais tarde, no entanto, especificou que a verba da Câmara Municipal de Ponta Delgada ainda não chegou contudo ainda se encontra dentro do prazo de pagamento, contudo, expressou o desejo que a crise não faça com que a verba seja reduzida.
No que se refere a verbas o responsável pela Cruz Vermelha referiu que muito em breve irão iniciar um peditório junto das empresas de forma a obter donativos para ajudar quem  mais precisa e apela que sejam solidários pois com base em experiências no passado somente 3/4% respondem afirmativamente ao pedido de ajuda.
Caso não saiba a Cruz Vermelha Portuguesa por cada donativo recebido passa um recebido que poderá entrar nas despesas da empresa ou até mesmo no IRS como donativo.
Neste Ano Europeu da Solidariedade o grande apelo da Cruz Vermelha é que “para além dos sócios da Cruz Vermelha é necessários amigos para ajudar na missão da Cruz Vermelha.”
Caso queira ser sócio da Cruz Vermelha terá que desembolsar 12,5 € e têm assim direito descontos em tratamentos e outros serviços de saúde. A doação de medicamentos é outros dos apelos de Eduardo Reis na despedida da nossa reportagem.

Mestre de embarcação de passageiros detido pela Polícia Marítima por tentativa de agressão

cruzeirodocanalUm dos mestres do navio ‘Cruzeiro das Ilhas’, que faz a ligação de passageiros entre as ilhas do Faial, Pico e São Jorge, foi detido pela Polícia Marítima, por alegada tentativa de agressão aos agentes da autoridade.
A detenção, ocorrida no domingo, foi revelada ontem por Jorge Chicharo, capitão do Porto da Horta, salientando que o mestre terá tentado “agredir os agentes” da Polícia Marítima no Porto da Madalena do Pico, quando estes o abordaram na sequência de queixas dos passageiros, relativamente ao tipo de navegação utilizada na viagem entre Velas, em São Jorge, e Horta, no Faial.
Os passageiros queixaram-se do andamento “brusco” da embarcação, questionando se o mestre estaria sob o efeito de bebidas alcoólicas, suspeitas que os agentes da autoridade procuraram indagar à chegada à Madalena do Pico, mas sem sucesso.
A Polícia Marítima decidiu instaurar um “processo sumário”, detendo o mestre do ‘Cruzeiro das Ilhas’ que tinha previsto a sua presença ontem à tarde ao tribunal.
Contactado pela Lusa, Luís Paulo Morais, presidente da Transmaçor, empresa proprietária da embarcação, escusou-se a comentar o caso, alegando estar a aguardar o resultado do inquérito judicial.

‘Viva Mais Fitness’ é o mais Ocidental ginásio da Europa e o único nas Flores e Corvo

ginasio-pedro-tosteOrçado em setecentos mil euros, dos quais trezentos mil comparticipados pelo SIDER, a família Toste Mendes inaugurou há sensivelmente dois meses na ilha das Flores o único ginásio existente no Grupo Ocidental.
Dotado de várias máquinas e equipamentos que fazem inveja a muitos ginásios espalhados pelo país e com um espaço amplo com vista, a norte, sobre a vizinha ilha do Corvo, o ginásio “Viva Mais Fitness”, cujo director técnico é Pedro Mendes, vem acrescentar à ilha das Flores algo inexistente desde há muitos anos.
Construído de raiz junto ao Hotel Ocidental, propriedade da família Toste Mendes, este novo espaço vem colmatar uma lacuna numa área que nas Flores só havia sido desenvolvida através de clubes desportivos ou associações, mas que agora ressurge com muita luz, cor e… esforço.
Pedro Toste, Director Técnico do ‘Viva Mais Fitness’, licenciado em Educação Física, lidera uma equipa jovem e ambiciosa que dá, finalmente, aos florentinos um serviço há muito esperado.
Embora ainda não seja tempo de grandes balanços, Pedro Mendes refere que as expectativas estão a ser superadas e “nos primeiros dois meses foram superados os objectivos propostos para um ano”.
A ideia inicial para a construção de um ginásio surgiu devido ao interesse pela área. Pedro Mendes afirma que sempre teve “o bichinho” pelo desporto e actividade física, tendo estado sempre ligado ao desporto. A frequência universitária deste jovem florentino incutiu ainda mais desejo por esta área específica trabalhando, inclusivamente, num ginásio no continente.
Depois de muita investigação e de bem ponderadas as opções em aberto, Pedro Mendes elaborou o seu trabalho final de curso com base num questionário a 100 indivíduos da ilha das Flores sobre a receptividade à actividade física, concretamente num ginásio.
“Mais de 90% das pessoas via positivamente a hipótese de frequentar um ginásio das Flores”, refere, agora, Pedro Mendes, obtendo na altura uma resposta “óptima” para idealizar um projecto que se viu inaugurado em 2011.
Com uma equipa toda a ela licenciada em Educação Física, o ‘Viva Mais Fitness’ disponibiliza aparelhos e espaços desde o cárdio à musculação, passando pelas aulas de grupo.
A maquinaria de cárdio engloba 5 passadeiras, 3 bicicletas elípticas, entre outros equipamentos onde depois de traçado um plano de treinos os utentes podem procurar atingir os seus objectivos propostos.
A musculação engloba máquinas específicas para cada grupo muscular, desde as pernas, tronco e braços, zona de alongamentos, abdominais, entre outros. Cada grupo trabalha uma determinada área do corpo, num esforço acompanhado, sempre, de perto pelo staff do ginásio.
As aulas de grupo são também outro dos convites do ginásio mais Ocidental da Europa. Com várias modalidades, as sessões têm sido muito bem frequentadas neste período inicial e Pedro Mendes realça que a gestão do ginásio está sempre predisposta a ouvir novas sugestões.
E porque para o Verão acaba por ser uma das melhores sugestões, a piscina que se estende ao exterior do espaço ‘Viva Mais Fitness’ convidará todos os clientes a um mergulho ou às aulas de fitness ou de hidro-ginástica que na época balnear de 2012 se realizarão em Santa Cruz das Flores.
Os preços variam conforme os pacotes pretendidos e há, também, mais em conta, um preço especial para os estudantes.
Porque a fidelização dos clientes é algo muito importante para o ginásio os preços vão baixando conforme a duração e frequência pretendida dos clientes do novo ginásio das Flores.
Esta é uma etapa diferente para Pedro Toste, até porque embora sempre tenha estado ligado à actividade física, agora a gestão e administração é um esforço adicional e uma novidade.
Como sublinhou Pedro Mendes, “até agora os objectivos estão a superar as expectativas e a tendência é para aumentar”, salientou.

Instituto de Meteorologia “cobra” por dados para fins científicos, critica investigador

mau-tempo-povoacao-milton-mO investigador universitário Eduardo Brito acusou ontem o Instituto de Meteorologia (IM) de “cobrar” por dados meteorológicos e climatológicos para fins científicos, que “deviam estar ao serviço da população e das entidades científicas”.
“Solicitei os dados na região mas remeteram-me para Lisboa. Fiz o pedido por escrito e, meses depois, chegou a resposta com uma tabela de custos para a cedência dos dados”, afirmou Eduardo Brito, responsável pelo projecto Clima e Meteorologia dos Arquipélagos Atlânticos - Clima Marítimo e Costeiro (CLIMAAT), em declarações à Lusa.
O investigador frisou que o IM se “refugiou na sua condição de instituto que gera receitas para justificar a cobrança dos dados”, mas questionou se “são um serviço ou um negócio que cobra às pessoas que o sustenta?”
Eduardo Brito denunciou ainda que “até os alunos que estão a fazer teses científicas nesta área têm de pagar os dados”, acrescentando que o responsável do IM nos Açores respondeu às solicitações dizendo que o acesso aos dados estava “condicionado a projectos com interesse”.
“Era o que faltava, ser o IM, que é um serviço e não um centro de investigação científica, a decidir o que o são projectos com interesse científico”, afirmou, defendendo que “o acesso aos dados deve ter um critério técnico e não de livre arbítrio”, até porque a Universidade dos Açores “também tem estações, mas precisa dos dados mais antigos para fazer as comparações”.
Para Eduardo Brito, o IM “devia ter (nos Açores) uma delegação ou serviço com autonomia de decisão, incluindo nos investimentos que salvaguardem o interesse específico, e não comandada por Lisboa, que tem outras prioridades”.
“Os Açores possuem dos melhores espólios do país, recolhidos desde há mais de uma centena de anos por muitos funcionários que cobravam uma ninharia para ir aos postos e agora cobram a consulta dos dados”, lamentou.
Por seu lado, Diamantino Henriques, director regional dos Açores do Instituto de Meteorologia, assegurou à Lusa que “os dados estão disponíveis, nomeadamente os que são públicos e que dizem respeito à precipitação e temperatura”.
“O que se cobra é o trabalho de os ordenar porque o que pedem está no meio de múltiplas recolhas de variadíssimos dados, e para isso é preciso um funcionário”, sustentou, esclarecendo que “os dados estão arquivados em bruto e, quando solicitados, têm de ser sistematizados e fornecidos prontos a usar, o que justifica a cobrança que o IM faz”.

Governo promove acções de sensibilização sobre violência doméstica e maus-tratos infantis

violnciaA Direcção Regional da Solidariedade e Segurança Social, através de um protocolo de cooperação com o Núcleo de Iniciativas de Prevenção e Combate à Violência Doméstica da Santa Casa da Misericórdia da Praia da Vitória, vai promover, nos dias 21 e 24 deste mês, no Centro de Saúde de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, duas acções de sensibilização sobre as problemáticas da violência doméstica e maus-tratos infantis, destinadas a técnicos e profissionais da área da saúde.
A iniciativa insere-se no âmbito do Plano Regional de Prevenção e Combate à Violência Doméstica e visa sensibilizar os técnicos da área da saúde para a identificação e encaminhamento de situações de violência doméstica.
Ainda recentemente, o Governo dos Açores promoveu outras duas acções de sensibilização, no Centro de Saúde da Praia da Vitória, uma iniciativa que contou com a colaboração de profissionais e instituições de várias áreas de prevenção e intervenção da violência doméstica.