Mau tempo vitima pescador na Ribeira Quente

mau-tempo-povoacao-milton-mUm pescador de 43 anos morreu ao início da tarde de ontem no Porto de Pesca da Ribeira Quente, em São Miguel, quando tentava retirar um barco da água para o proteger do mau tempo.

O presidente da Junta de Freguesia da Ribeira Quente, Gualberto Rita, disse à Lusa que o acidente ocorreu "quando os pescadores estavam a retirar as suas embarcações para as proteger do mar agitado".

"Na altura, uma onda mais forte encostou um dos barcos à parede, que acabou por esmagar um pescador", acrescentou o autarca, salientando que a vítima era natural da Ribeira Quente, no concelho da Povoação.

 

"Várias"

inundações e

quedas de árvores

 

As chuvas e o vento forte que se registam nos Açores provocaram "várias inundações em moradias e estradas e quedas de árvores e ramos nos concelhos da Ribeira Grande, Ponta Delgada e Lagoa (São Miguel)", revelou a Protecção Civil.

Segundo disse à Lusa fonte do Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros, "a maior parte daquelas situações está resolvida através da intervenção dos bombeiros, Serviços Municipais de Protecção Civil e direcção regional dos Equipamentos e Transportes e Terrestres".

Devido às condições meteorológicas, um voo da transportadora aérea SATA "aguardava [ontem] na Horta, ilha do Faial, melhoria do estado do tempo, para efectuar a ligação à ilha das Flores", segundo informou à Lusa o porta- voz da companhia José Gamboa, voo que acabou por se realizar na tarde ontem.

O Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores já havia alertado na segunda-feira para um agravamento do estado do tempo nas nove ilhas dos Açores até ao meio dia de ontem, com previsão de ocorrência de trovoadas, ventos fortes e chuva.

 

Governo Regional reunido para

acompanhar

situação em

permanência

 

O presidente do Governo dos Açores, Carlos César, esteve ontem à tarde reunido com os secretários regionais da Economia, Vasco Cordeiro, e da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, José Contente, para acompanhar a situação provocada pelo mau tempo no arquipélago. Carlos César e os outros dois membros do executivo regional estiveram a acompanhar em permanência a acção dos serviços operacionais no terreno, disse à Lusa fonte do Governo Regional.

 

Estrada cortada na ilha Terceira

 

O mau tempo que provocou a morte de um pescador na Ribeira Quente, em S. Miguel, quando tentava retirar o barco da água para o proteger da intempérie, enquanto na Terceira a forte agitação marítima obrigou ao corte da estrada regional 1-1ª, no troço entre o cruzamento do Bairro Summer Child e o cruzamento da Canada da Luz, em S. Mateus.

A Secretaria Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos revelou que "a estrada será encerrada temporariamente, sobretudo durante a maré cheia, porque a forte agitação marítima está a arrastar pedras e outros materiais para a faixa de rodagem".

Em alternativa, a circulação automóvel deverá ser feita pelo Caminho do Meio, em S. Carlos".

O mau tempo que se regista nos Açores, com chuvas e ventos fortes, já obrigou a outras intervenções em várias estradas, devido à queda de árvores e ramos, situações que, segundo a Protecção Civil, já foram resolvidas.

 

Carlos César

manifesta pesar pela morte de um pescador na Ribeira Quente

 

O Presidente do Governo Regional dos Açores manifestou ontem à tarde a sua consternação pelo falecimento de um pescador no porto da Ribeira Quente, num acidente ocorrido quando tentava retirar o seu barco da água e protegê-lo da ondulação que se fazia sentir.

Carlos César solicitou ao Presidente da Câmara da Povoação, Carlos Ávila, que transmitisse, em seu nome, "o mais profundo pesar pelo trágico acontecimento que enlutou a família de um dos nossos trabalhadores do mar e causou grande tristeza no meio piscatório do oneroso porto da Ribeira Quente e dos Açores em geral."

Carlos César que se reuniu com outros membros do executivo açoriano verificou que os principais estragos provocados pelo mau tempo que se tem feito sentir na Região se ficaram a dever à chuva, que provocou pequenas inundações nas ilhas Terceira e S. Miguel, e à forte ondulação nas costas voltadas a sul, designadamente no porto de Ponta Delgada, onde a altura média das ondas foi de nove metros, mas onde também foi medida uma onda de treze metros.

A situação nos portos será, aliás, objecto de uma verificação cuidada às suas infra-estruturas logo que o tempo a permita.

Três homens roubaram um sem-abrigo

Foram detidos, segunda-feira, em Ponta Delgada, três homens, maiores de idade, por roubo a indivíduo indigente, de 57 anos de idade (s/abrigo), que pernoitava na via pública, os quais através do uso da força física, roubaram-lhe diversos artigos e bens pessoais. Os detidos foram interceptados momentos depois, ainda na posse dos bens e artigos roubados.

A informação revelada em comunicado pela Polícia de Segurança Pública, PSP, dava conta que na Povoação, no mesmo dia, e no decurso de diligências de investigação, foi detido, um homem, maior de idade, por furto de um furto de telemóvel.

No Faial, no concelho da Horta, foi detido por violência doméstica, um homem, de 61 anos de idade, por ofensas à integridade física, a cônjuge, a qual necessitou de recebido tratamento hospitalar.

D. António assume que as transmissões de eventos de carácter religioso “não pode estar em risco”

unidos-rtp-bispoNo decorrer da manifestação da RTP Açores D. António Sousa Braga revelou que “a RTP Açores tem ajudado muito a Igreja nos Açores” inclusive defendeu que “a Igreja  tem que utilizar muito o instrumento que une os Açores”, nomeadamente, a RTP-Açores.
Sobre a causa Unidos pela RTP-Açores e a morte lenta da RTP-Açores presentemente a posição da Igreja assumida por D. António Sousa Braga é que “Nós queremos que que os Açores progridam e achámos que a situação da comunicação social é muito preocupante.” Neste sentido revelou que “A Igreja está a fazer pouco e nós devíamos fazer mais, há cerca de um mês nomeei o novo Director do “Jornal A União” para ver se nós colaborámos mais com os meios de comunicação social , nós sabemos que sem a comunicação social nós não chegamos, aliás nós com menos padres temos é que estimar.”
D. António Sousa Braga defendeu que a “RTP-Açores tal como todos os outros meios de comunicação social  são caros, custa muito, temos que arranjar maneira de a Igreja colaborar também neste meio de comunicação social que chega a todas as ilhas numa Diocese dispersa, eu diria mesmo a nossa salvação é a RTP, a rádio e os jornais em que vamos colaborar unidos .”  
Confrontado com o facto de a RTP-Açores ser reduzida a emissão entre as 19 e as 23 horas como seria a cobertura das do Senhor Santo Cristo e outras manifestações religiosas D. António “ assume as transmissões de eventos de carácter religioso não pode estar em risco, tem que existir cobertura dos acontecimentos senão que tipo de serviço é?” questiona o chefe máximo da igreja nos Açores .

Hoje debate de urgência sobre a RTP/Açores na Assembleia

unidos-rtp-2O parlamento açoriano reúne em plenário a partir de hoje na cidade da Horta pela primeira vez depois das férias de verão, numa sessão que deverá ficar marcada por um debate de urgência sobre o futuro da RTP/Açores avançou a agência Lusa.
O debate, proposto pelo deputado do PPM, Paulo Estevão, surge na sequência da anunciada redução da emissão do canal público no arquipélago por parte do ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, que pretende cortar nos custos da RTP/Açores e da RTP/Madeira.
Todos os partidos com assento parlamentar nos Açores (PS, PSD, CDS, BE, PCP e PPM) já tiveram oportunidade de contestar esta intenção do Governo da República, por entenderem que poderá por em causa o futuro do serviço público de televisão nas ilhas.
Paulo Estevão leva agora o caso ao parlamento, num debate intitulado “Em Defesa da RTP-Açores”, procurando travar os cortes anunciados por Miguel Relvas e salvaguardar os interesses da estação, dos trabalhadores e do público açoriano.

Cavaco Silva afirma que apoia a continuação do serviço público de televisão nos Açores

unidos-rtp1“Unidos pela RTP-Açores” este foi o mote de uma manifestação promovida por um conjunto de cidadãos como forma a contestar a medida anunciada pelo Governo Central. O recente anúncio do Ministro-adjunto, segundo o qual a RTP/A passará a ter um tempo diminuído de antena, situado entre as 19H00 e as 23H00, levantou um amplo debate, do qual sobressaem diversas questões centrais. A manifestação a favor da RTP--Açores marcou a recta final da visita do Presidente da República aos Açores, os manifestantes concentram-se na zona sul das Portas da Cidade onde através de cartazes e t-shirts com “Unidos pela RTP Açores” manifestaram-se em silêncio e de forma ordeira. Ao manifestantes juntaram politicos, associações, açorianos e muitos trabalhadores. Três grandes ausências comentadas nesta manifestação de apoio à nossa Televisão, PSD, CDS/ PP e o director da RTP/ RDP-Açores. A manifestação silenciosa contou com a participação de algumas dezenas de pessoas, entre funcionários da RTP--Açores, D. António Sousa Braga (Bispo de Angra e Açores), deputados e até o assessor de imprensa do presidente do Governo Regional dos Açores. A manifestação decorreu perante a exibição de um desfile da charanga dos Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada e de bandas Filarmónicas do concelho de Ponta Delgada. Em silêncio, com «t-shirts» negras com a inscrição “Unidos RTP--Açores”, os manifestantes estiveram durante todo o desfile em frente ao local onde Cavaco Silva estava sentado, em protesto contra a intenção do Governo de reduzir as emissões da televisão pública açoriana para quatro horas diárias. Após a retirada de Cavaco Silva sem qualquer comunicação aos presentes o grupo de manifestantes dirigiu-se de forma ordenada em direcção à unidade hoteleira onde o Presidente da República estava alojado, na Rua de Lisboa, pelo caminho todos os manifestantes foram por momentos barrados por agentes da PSP em que os mesmo queriam impedir o decurso da manifestação por razões de segurança presidencial. Após uma discussão acessa onde foram os principais intervenientes Berto Messias, Anibal Pires, Paulo Estevão e Ricardo Rodrigues a PSP concedeu a passagem dos manifestantes até à zona frontal da unidade hoteleira. Após um compasso de espera onde imperavam as incertezas se os manifestantes iriam entregar um documento e uma t-shir “Unidos pela RTP Açores” ao Presidente da Répulica houve “fumo branco” e debaixo de um grande aplauso Teresa Nóbrega, Lena Goulart, amabas da Comissão de trabalhadores da RTP/Aço, e Sá Couto, responsável pela manifestação foram recebida pelo chefe da Casa Civil que transmitiu a garantia que o Presidente da República apoia a continuação do serviço público de televisão nos Açores, mas sem garantir os moldes de transmissão da televisão regional A boa notícia chegou aos manifestantes através da voz de Teresa Nóbrega que foi brindada com um “Viva à RTP-Açores” e um cantarolar das Ilhas de Bruma.