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BES dos Açores apresentou resultado positivio de 876 mil euros em 2011

Num comunicado divulgado pelo BES dos Açores, a instituição bancária avançou que, no ano transacto, teve um Resultado Líquido positivo, depois de Provisões e Impostos, de 876 mil euros.

As Provisões para Crédito e para Imóveis totalizaram cerca de 4,2 milhões de euros, conforme pode ler-se no documento.

No entanto, a transferência de valores do Fundo de Pensões para o Estado "originou um impacto negativo no resultado deste exercício de cerca de 500 milhares de euros", informa o Banco. Já, relativamente aos impostos correntes a liquidar, perfizeram um total de cerca de 1,1 milhões de euros.

Durante o ano de 2011, assistiu-se a um agravamento do crédito vencido, tendo o banco reagido com um reforço de provisões na ordem dos 3 milhões de euros que, respeitaram, segundo a instituição bancária, "escrupulosamente todas as exigências legais e orientações do Banco de Portugal."

Com esta política de reforço de Provisões, a instituição garante que no futuro estas possam retornar ao Balanço como Resultado, já que foram constituídas para créditos, na sua maioria, com garantias reais. Paralelamente, o Banco está, presentemente, a constituir Provisões para fazer face à desvalorização que nesta conjuntura se assiste relativamente ao património dado como garantia real ao crédito concedido.

Os Depósitos foram muito influenciados pelos Depósitos a Prazo (+10,3%), ao passo que o crédito concedido decresceu 0,9%.

Em 2011, o BES reduziu ainda os Custos Operativos em 3,6%, "variável estratégica para, apesar de tudo, apresentarmos um Resultado Líquido positivo."

O Activo Liquido do Banco passou de 555,4 milhões de euros em 2009 para 569,7 milhões euros em 2011.

Este resultado líquido de 876 mil euros corresponde a cerca de 5% do Capital Social do Banco.

Actual conjuntura económica

Devido à actual situação em que se encontra o País, o BES dos Açores realizou em 2011 várias iniciativas comerciais junto dos clientes, em parceria com as entidades públicas, em especial com o Governo Regional, Câmaras Municipais e Empresas Públicas. Foram assinados vários protocolos com empresas e instituições, tendo sido possível apoiar diversas iniciativas de carácter social e cultural, de modo a promover o desenvolvimento económico da Região.

Novo mapa autárquico “não pode, nem deve ir contra os autarcas”, diz PSD/Açores

Pedro Gomes, deputado do PSD/Açores, frisou sexta-feira que "compete à Assembleia Legislativa decidir sobre a criação, extinção ou fusão de autarquias e de freguesias na Região, cabendo-lhe qualquer decisão política, naquele que será um processo legislativo levado a cabo pelos partidos com assento parlamentar."

De acordo com nota divulgada pelo PSD/Açores, Pedro Gomes falava à margem dos trabalhos da comissão de política geral do parlamento, que está a elaborar uma proposta de reforma da Administração Local na Região.

Para o deputado, "o memorando da ‘Troika’ não efectuou qualquer revisão constitucional, havendo sim objectivos nacionais de reforma autárquica, que devem ser seguidos, mas que têm a ver também com modelos de organização, de financiamento, e mesmo das competências que o Poder Local deve ter, face às novas exigências enquadradas nesses objectivos", esclareceu o social-democrata, reforçando que "não devemos esquecer que qualquer alteração no desenho das freguesias dos Açores, só pode ser decidida pelos órgãos de governo próprio e, neste caso, pelo parlamento açoriano."

Para Pedro Gomes, "a alteração do mapa autárquico não se pode, nem se deve fazer contra os autarcas", lembrando que, "a realizar-se uma reforma que passe pela extinção ou fusão de freguesias, ela deverá acontecer em primeiro lugar nas freguesias urbanas, mesmo porque tem de ser avaliada a sua importância e utilidade ao nível das freguesias rurais, pois os Açores têm uma natureza diferente do resto do território nacional", referiu.

O deputado do PSD/Açores disse ainda que "os autarcas de freguesia açorianos têm desempenhado um trabalho extraordinário ao serviço das suas populações, muitas vezes em condições difíceis, com orçamentos muito reduzidos, mas com uma enorme dose de boa vontade e de sentido de serviço público, que o PSD não se cansa de enaltecer", concluiu.

Diário comemora aniversário com reforço pioneiro da sua presença na internet

O Diário dos Açores marca esta entrada no seu 143º ano de publicação com uma nova iniciativa que consideramos de alto valor. Decidimos iniciar a disponibilização das nossas edições também na internet.

Não se trata do nosso site, em que fomos um dos pioneiros nos Açores, mas que recebe apenas uma versão simplificada do nosso conteúdo noticioso. Trata-se de disponibilizar a versão de papel, na integra, em formato electrónico.

Este aumento da nossa oferta informativa num novo formato, é claramente um acto pioneiro no âmbito da comunicação social açoriana. Nesta fase, disponibilizamos todas as edições a partir de 1 de Janeiro de 2011 e, dependendo da aceitação por parte dos utilizadores, disponibilizaremos anos anteriores.

Uma das vantagens é que os leitores terão acesso online às edições integrais do jornal, num formato que é pesquisável por ano de edição. Trata-se de um formato que mais nenhum outro jornal disponibiliza neste momento. As edições são pesquisáveis integralmente, no corpo do próprio texto.

Este serviço destina-se principalmente a permitir aos mais jovens, que têm hábitos de leitura diferentes das gerações mais idosas, poderem também aceder aos conteúdos do Diário dos Açores através das plataformas a que estão mais habituados. Mas para os nossos leitores tradicionais que também utilizam as novas tecnologias, as vantagens são evidentes.

Trata-se de um novo serviço, que no entanto mantém uma ligação directa com a edição em papel. Existem duas modalidades. A básica, que é gratuita para todos os assinantes da versão em papel, consiste na disponibilização da Edição do Dia num site próprio, num sistema flash que simula a própria edição em papel (nomeadamente com o virar das páginas). Juntamente com a edição do dia, são disponibilizadas neste formato, em permanência, as últimas 6 edições.

Para que os assinantes da versão em papel acedam gratuitamente a este serviço deverão comunicar a sua vontade ao jornal, quer através do formulário próprio contido no site, quer por via telefónica.

Existe também uma versão de "Assinatura electrónica Premium", que para além do acesso à edição electrónica do dia, tem a vantagem de prestar um importante serviço adicional de consulta e pesquisa em mais de um ano de edições do Diário dos Açores em formato PDF. Com um sistema de visualização de capas, pode abrir cada uma das edições em PDF que correspondem à versão publicada em papel. Pode fazer também pesquisa por palavra ou frase, o que é feito por ano.

Para os nossos assinantes particulares (pessoas em nome individual) que sejam detentores de assinatura em versão em papel, o acesso a este serviço representa apenas um acréscimo de 20% sobre o valor normal de assinatura.

Para pessoas colectivas, empresas e entidades públicas que já detenham assinatura em versão papel, o custo será também de 20% sobre a assinatura versão papel. No caso destes clientes serem titulares de mais do que uma assinatura, deverão contactar os nossos serviços porque terão direito a desconto no acesso, que será calculado em função do número de assinaturas, podendo o acesso ser gratuito no caso de clientes com mais de cinco assinaturas em versão papel. A cada assinatura corresponde um acesso online.

Este tipo de acesso reveste-se de significativo interesse para instituições públicas, Universidades e para investigadores ou particulares que queiram ter acesso pesquisável a mais de 300 edições do diário dos Açores correspondentes a 2011 e 2012.

A atribuição destes acessos têm algumas limitações, nomeadamente o facto de serem pessoais. Quando o jornal detecta que o mesmo acesso está a ser utilizado em simultâneo por mais que uma pessoa, a assinatura digital poderá ser suspensa.

Do ponto de vista do Diário dos Açores, trata-se de um passo importantíssimo na sua ligação com o maior número possível de utilizadores, o que poderá potenciar ainda mais a presença do jornal junto da população, local, mas também nacional e internacional.

Esperamos que a nossa proposta tenha um grande sucesso.

O acesso a este serviço é feito através do seguinte endereço:

http://jornal.diariodosacores.pt.

A aplicação foi inteiramente desenvolvida nos Açores, com o apoio da Azores-Hosting.com.

Vasco Cordeiro defende que os apoios que a Região recebe devem ser “direccionados para a empregabilidade”...

O próximo Quadro Comunitário de Apoio (2013-2020) assume uma "importância fundamental" para o futuro dos Açores, mas a Região "não pode entrar na discussão como ‘parente pobre’, afirmou Vasco Cordeiro, Secretário Regional da Economia.

De acordo com a agência Lusa, Vasco Cordeiro falava na abertura de um seminário sobre o próximo Quadro Comunitário de Apoio (QCA), promovido pela Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD).

Vasco Cordeiro começou por destacar a importância que o actual quadro de apoio representou para os Açores, nomeadamente ao nível das infra-estruturas, como portos, estradas e escolas, mas também em áreas como a requalificação dos recursos humanos.

"Os Açores não podem entrar nesta discussão como ‘parente pobre’. Têm que assumir que existem áreas sectoriais da União Europeia nas quais são contribuintes líquidos para o cumprimento dos objectivos definidos." O Secretário Regional apontou o mar e as energias renováveis como duas áreas em que os Açores "devem reivindicar o estatuto de região europeia de pleno direito, que já cumpre por excesso os objectivos que a União Europeia definiu para si", disse.

"Os Açores são apontados como um exemplo na utilização dos fundos comunitários", frisou, acrescentando que, no espaço de uma década, a Região "cresceu 13% em termos de PIB ‘per capita’ relativamente à média europeia", afirmou.

Nas negociações para o próximo QCA, Vasco Cordeiro considerou essencial que a Região "cerre fileiras" para garantir as verbas adequadas para a política de coesão, mas também destacou a importância de garantir a manutenção de uma verba específica para as Regiões Ultraperiféricas.

"A intervenção ao nível da infra-estruturação física está praticamente concluída, agora devemos procurar um novo patamar de apoios", defendeu, salientando que esses apoios devem ser centrados em áreas como a competitividade das empresas, a empregabilidade dos açorianos e o crescimento económico.

Os problemas que afectam as empresas foram o tema central da intervenção de Mário Fortuna, presidente da CCIPD, que revelou que o Gabinete de Crise criado pela instituição recebeu cerca de 50 casos em menos de meio ano.

A maior parte dos problemas estão relacionados com dívidas de clientes, redução de vendas e dificuldades de acesso ao crédito.

"Está a faltar economia e financiamento para manter o que resta de uma base empresarial já de si frágil e sustentada em pilares precários", frisou, reafirmando a proposta de criação de um programa de apoio à reestruturação das empresas, nomeadamente através de uma reorientação dos fundos que ainda restam do actual QCA.

Para Mário Fortuna, "em tempos difíceis como aqueles em que vivemos, é preciso reequacionar muitas opções em prol de uma estratégia que só pode ser de sustentabilidade de longo prazo baseada num sector privado competitivo e sustentável."

Subempreiteiro assegura encargos com operários com salários em atraso no Corvo

O proprietário da empresa de construção civil ‘Distância Viva’, Honório Biágue, garantiu, sexta-feira, que vai continuar a "suportar os encargos" com os 11 operários guineenses que estão retidos na ilha do Corvo.

O empresário da Guiné-Bissau, que está naquela ilha em regime de subempreitada de uma outra empresa de construção civil, a ‘Castanheira e Soares’, afirmou que se recusa a "abandonar" os seus homens, apesar de ainda não ter recebido o dinheiro em atraso que lhe permita pagar os salários em atraso.

"Eu vou continuar a suportar os encargos com a alimentação, a dormida e com os seguros de trabalho", assegurou Honório Biágue, recusando a ideia de abandonar os trabalhadores, que estão com vencimentos em atraso relativos a novembro e dezembro.

Honório Biágue revelou que a administração da ‘Castanheira e Soares’ prometeu saldar as dívidas para com a ‘Distância Viva’ até quarta-feira, altura em que espera poder pagar também aos seus operários.

Quatro dos 11 trabalhadores da ‘Distância Viva’ que estão retidos no Corvo aceitaram na quinta-feira uma oferta de dinheiro dos serviços de acção social dos Açores para poderem regressar a Lisboa ou aos seus países de origem.

A viagem só deve, no entanto, realizar-se dentro de uma semana, depois dos operários receberem os vencimentos em atraso.

A ‘Castanheira e Soares’ está com graves problemas financeiros e avançou com um "pedido de insolvência" no Tribunal de Santa Cruz das Flores, por falta de liquidez.

A administração da empresa alegou, em comunicado, que a situação decorre da falta de pagamento por parte de entidades adjudicatárias, da contração do mercado e de cortes na concessão de crédito por parte da banca.