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Árvore dos Desejos e abraços “grátis” na Matriz

Hoje acontece na matriz de Ponta Delgada, um conjunto de actividades que promovem e celebram a união, a cooperação, animação, cultura e partilha consciente. Vários povos de todo o mundo irão juntar-se por diferentes razões. Uns por indignação ao sistema, e à crise internacional, e outros em celebração da união, de uma “nova” consciência colectiva e um novo rumo à humanidade.
Uma sociedade consciente, culta, animada, activa, responsável, e defensora dos seus direitos, será naturalmente funcional, segura e sustentável.
O lema desta acção é “A Mudança que quero ver no mundo”. Do programa constam as seguintes actividades:
14H00 - Apresentação da Árvore dos Desejos “A Mudança que quero ver no mundo”. (Matriz)
15h00 - Workshop de Reciclagem (Matriz)
16H30 - Danças Circulares (Matriz)
17H00 - Yoga (Parque Urbano, entrada da parte debaixo. Trazer tapete ou toalha)
18H00 - Assembleia Popular (Matriz)
Ao longo do dia  haverá Animação de Rua, Música de Rua e Abraços Grátis.
11 p.m. - MEDITAÇÃO - Local a definir. Ponto de encontro nas portas da cidade ás 21H30 (trazer agasalho).

Madeira, Açores e Canárias trocam experiências sobre prevenção de riscos

bombeiros_120_109_120_109_50_46Municípios da Madeira, Açores e Canárias participam hoje e na sexta-feira num fórum de troca de experiências sobre prevenção de riscos, iniciativa integrada num projeto que visa preparar as autarquias para situações de catástrofe.
Na conferência de imprensa de apresentação do II Fórum Intermunicipal de Intercâmbio de Experiências em Prevenção de Riscos, que decorreu no Funchal, o presidente em exercício da Associação de Municípios da Região Autónoma da Madeira (AMRAM) sublinhou a importância da iniciativa.
“Não estávamos habituados a estas situações”, afirmou Manuel Baeta, referindo-se ao temporal de 20 de fevereiro de 2010, que provocou 43 mortos, seis desaparecidos e 1.080 milhões de euros de prejuízos na Madeira.
O responsável, que é também presidente da Câmara Municipal da Calheta, admitiu que as consequências do temporal despertaram os responsáveis da Protecção Civil para a necessidade de prevenir riscos.
“Todos nós acordámos para estas realidades”, reconheceu Manuel Baeta, considerando positivo o “intercâmbio” com os Açores e as Canárias, regiões que “estavam mais familiarizadas com as situações de catástrofe”.
O fórum, que decorre em Santana, vai abordar, no primeiro dia de trabalhos, a gestão de emergências e crises e os mecanismos de resposta às emergências, incluindo a apresentação de experiências das regiões ultraperiféricas.
No último dia do fórum, os participantes vão debater os instrumentos de prevenção em desastres naturais e o papel dos cidadãos perante os riscos.
O PREMUMAC – Preparação dos Municípios da Macaronésia para Situações de Catástrofes, projeto financiado a 85% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, pretende minimizar o défice das organizações locais da Macaronésia em matéria de prevenção e resolução de situações de crise.
Envolvendo quatro autarquias da Madeira, seis dos Açores e 14 das Canárias, a iniciativa, orçada em 712 mil euros, inclui a elaboração de planos de emergência municipais de protecção civil e cartas de risco, a formação de técnicos, a realização de fóruns e a edição de dois guias, um para os cidadãos, com recomendações sobre como agir em situações de crise mais prováveis, e outro para as autarquias, que consiste num manual de prevenção de riscos.
O guia de autoprotecção para os cidadãos, hoje apresentado e que será distribuído à população, apresenta recomendações gerais e indica comportamentos de autoprotecção, explicando ainda como devem agir as pessoas perante sismos, tsunamis, cheias e inundações, deslizamentos e fluxos de terra, queda de rochas, tempestades e ventos fortes, incêndios florestais, ondas de calor e acidentes com matérias perigosas.
Manuel Baeta acrescentou que o projeto PREMUMAC, de que são parceiros as associações de municípios da Madeira e Açores e a Federação Canária de Municípios, permitiu tornar políticos, técnicos e funcionários mais sensíveis a catástrofes, de forma a acautelar riscos.

Produtos regionais presentes na Feira Internacional de Cabo Verde à procura de novos negócios

abacaxiLacticínios, licores, compotas, conservas e águas são alguns dos produtos dos Açores que estarão em exposição na Feira Internacional de Cabo Verde, numa montra de produtos regionais que pretende “consolidar a posição açoriana” neste mercado lusófono.
“O mercado de Cabo Verde tem interesse para os Açores e, tal como outros mercados externos, figura na lista das prioridades para a expansão dos negócios dos Açores”, afirmou Mário Fortuna, presidente da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD), em declarações à Lusa.
Os Açores vão estar presentes na Feira Internacional de Cabo Verde, que decorre entre 16 e 20 de Novembro no Mindelo, na ilha de S. Vicente, integrados na representação nacional organizada pela Associação Industrial Portuguesa (AIP), dispondo de um ‘stand’.
Mário Fortuna salientou que o mercado cabo-verdiano, “embora de reduzida dimensão, é atractivo para os produtos regionais e configura algumas possibilidades”, destacando que já existem produtos açorianos à venda naquele arquipélago africano de língua portuguesa, como “lacticínios, licores e produtos de tabaco”.
“Esperamos expandir para outros produtos alimentares, que podem com alguma facilidade ser introduzidos no mercado de Cabo Verde”, salientou, acrescentando que o arquipélago pode “funcionar como plataforma para outros mercados do Norte de África”, ainda que isso “dependa da iniciativa de cabo-verdianos ou de empresas”. Na Feira Internacional de Cabo Verde, além dos contactos de negócios, haverá espaço para a degustação de produtos açorianos num espaço onde a região estará também representada com chá, pimentas e vinhos. O presidente da CCIPD revelou ainda que, paralelamente a esta mostra, um grupo de empresários e empresas dos Açores desloca-se a Cabo Verde, numa organização da Agência para Promoção do Investimento dos Açores (APIA), para “promover os produtos açorianos no exterior, estabelecer contactos de negócios e participar na feira”. Mário Fortuna destacou os acordos e projectos conjuntos que existem entre as câmaras de comércio dos Açores e de Cabo Verde, materializados “em acções de formação ou através da presença açoriana nas feiras”, como é o caso deste certame, onde os Açores estão desde 2000.

Exercício testa contenção de derrame de combustível na Terceira

Um exercício conjunto simulado, envolvendo forças militares e da Protecção Civil portuguesa e norte-americana, testou a contenção de um derrame de combustível de aeronaves na Praia da Vitória, na Terceira, Açores.
“Devido a um sismo, que provocou danos estruturais num dos tanques de armazenamento de combustível para aeronaves das Forças Armadas norte-americanas, a acção visou ensaiar, em conjunto, a contenção do derrame, protegendo a população, outros seres vivos e o meio ambiente”, descreveu o engenheiro do ambiente Vítor Berbereia, em declarações aos jornalistas no final do exercício, em que estiveram envolvidos mais de 150 efectivos.
A iniciativa serviu para treinar a activação do Centro de Coordenação Combinada, a evacuação das áreas afectadas, a contenção do combustível derramado, a protecção da orla costeira e a recuperação dos hidrocarbonetos.
Vítor Berbereia sublinhou que o exercício está inserido no plano português ‘Mar Limpo’, salientando que o cenário treinado “é muito improvável”, mas que a preparação “exige que seja realizada para as piores consequências possíveis”.
O responsável referiu que o exercício demonstrou que “há uma boa capacidade de resposta imediata”, mas admitiu que, “numa situação de grande catástrofe, são necessários auxílios do exterior”.
Os meios locais, que contam com mais de quatro quilómetros de barreiras, teriam de ser auxiliados por barcos-tanques vindos do exterior, em caso de derrame por toda a baía da Praia da Vitória.
O exercício permitiu apurar que, a partir do momento em que foi dado o alarme, os meios locais ficaram posicionados em menos de uma hora, enquanto os recursos de outras ilhas levariam 24 horas a chegar e os do exterior do arquipélago cerca de 48 horas.
Um derrame desta natureza, segundo Vítor Berbereia, afectaria as actividades económicas locais, os portos comercial e de pescas, provocando ainda um impacto menos acentuado nas zonas naturais.
O especialista assegurou que todo o trabalho de transporte, armazenamento e manuseamento de combustível é realizado de acordo com a legislação portuguesa e norte-americana.
Neste exercício, foram usados meios da Câmara Municipal da Praia da Vitória, PSP, Bombeiros, Protecção Civil, Capitania da Praia da Vitória e do Destacamento Militar dos EUA na Base das Lajes.

Em 2012 executivo promete aposta em ambulâncias SIV com reforço na formação e qualificação das tripulações

No próximo ano, a Proposta de Plano e Orçamento prevê a atribuição de 70 milhões de euros à Secretaria Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, repartidos pelas direcções regionais e Serviço Regional de Protecção Civil.
Ao nível da Protecção Civil, o Governo Regional dos Açores vai apostar nas chamadas ambulâncias SIV – Suporte Imediato de Vida, que dispõem de uma tripulação constituída por um enfermeiro e um técnico de ambulância de emergência. A ambulância SIV, ao nível dos recursos técnicos, dispõe de equipamento de suporte básico de vida - material de avaliação e estabilização, nas vertentes de trauma e doença súbita, desfibrilhador automático externo e ainda de um monitor-desfibrilhador e diversos fármacos.
O Secretário Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos sublinhou ontem que “vamos avançar já para a experiência piloto”, coordenada por um médico do Serviço Regional de Saúde, que irá dirigir a colocação de enfermeiros nas ambulâncias de Angra do Heroísmo e Ponta Delgada. “O objectivo é estender as ambulâncias SIV às restantes cidades do arquipélago em 2012 e este projecto que vai qualificar e melhorar o socorro a quem precisa”, sublinhou o governante.
José Contente, que falava após as audições das Comissões de Assuntos Sociais e Política Geral sobre a proposta de Plano e Orçamento para 2012, acrescentou que ao nível da Ciência e Tecnologia, “vamos continuar a apostar na investigação e desenvolvimento em contexto empresarial”.
O governante realçou o grande enfoque dado aos projectos de investigação ligados às empresas. “Neste momento há um novo regulamento que até permite que haja investigadores dentro de empresas para analisarem e encontrarem soluções científicas que visem a melhoria da capacidade empresarial”, disse José Contente.
Ao nível das infra-estruturas rodoviárias, o Secretário Regional confirmou que a reabilitação das estradas regionais vai continuar em cada uma das nove ilhas. No caso das Flores, este departamento governamental irá concluir uma grande empreitada, a reabilitação de 17 quilómetros de estradas regionais, e nas restantes ilhas irão ser executadas novas empreitadas “para aumentarmos a percentagem, que já é muito elevada, de intervenções na rede viária regional, que já ultrapassou os 80 por cento, o que demonstra que temos já boas acessibilidades terrestres”, referiu.
No quadro dos transportes terrestres, o objectivo é manter a aposta na melhoria do serviço público de transporte colectivo de passageiros em todas as ilhas. Além da renovação da frota, dos contratos especiais de prestação de serviços contratualizadas nas ilhas das Flores e Santa Maria, da introdução do passe social em S. Miguel e Terceira e que será extensível a outras ilhas. José Contente reafirma a aposta num sistema mais moderno e eficaz de informação aos passageiros, com a colocação de painéis interactivos, como acontece já na ilha Terceira.
Referindo-se a outros projectos da tutela, o Secretário Regional destacou o projecto de Fibra Óptica e Redes de Nova Geração, garantindo que irá interpelar a PT e o Governo da República para conhecer o cronograma da execução deste projecto.