MUSAMI apoia acção de limpeza da orla costeira na Lagoa

lagoaA Musami – Operações Municipais do Ambiente irá colaborar com o Centro de Educação e Formação Ambiental da Lagoa na operação de limpeza da orla costeira e subaquática que se realiza a 9 de Junho no Porto dos Carneiros, Portinho de São Pedro e Baía de Santa Cruz, na cidade da Lagoa.
Segundo nota da entidade, a acção que contará com a participação de diversas instituições locais, decorrerá durante a manhã, contando igualmente com o apoio da Musami no que toca à deposição de resíduos em aterro sanitário no Ecoparque da Ilha de São Miguel.
“Com a iniciativa pretende-se sensibilizar e despertar para a importância de uma consciência ecológica, adoptando uma postura pró-activa em matéria da preservação ambiental”, lê-se na mesma nota.
A organização revela que tem vindo a alertar as organizações para a importância da separação dos resíduos em actividades desta natureza, reforçando a mensagem que tem vindo a propagar junto dos estabelecimentos de ensino e das crianças e adultos que visitam o Ecoparque da Ilha de São Miguel.

Inaugurado Centro de Promoção Ambiental

inauguração centro ambiental RGO Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Ricardo Silva, presidiu ontem à inauguração do Centro de Promoção Ambiental da Ribeira Grande (CPA), localizado no Jardim do Paraíso, no espaço da ex-Ecoteca.
Na cerimónia, Ricardo Silva reafirmou a importância de trabalhar a área ambiental, no que concerne a “informação e a formação, a sensibilização e o compromisso pessoal, enquanto pilar de sustentabilidade futura”.
O espaço agora inaugurado, dotado de recursos humanos, será, nas palavras do autarca, “um motor a partir do qual se trabalhará com a comunidade escolar, mas também com a população em geral”, considerando que “esta é uma valência essencial para os nossos munícipes, da qual não devem abdicar”.
Uma sala cheia de alunos, professores e profissionais da área do ambiente testemunhou a preocupação do Presidente da Câmara na continuação do trabalho de excelência que o concelho da Ribeira Grande tem vindo a realizar, em parceria com alunos e professores, nesta área. Um esforço que afirma “ter de ser diário e voluntário, sobretudo pela população mais jovem”, uma vez que ainda há um grande trabalho a fazer ao nível da sensibilização, formação e informação ambiental.

107 inscrições no programa “Eco-Freguesia, Freguesia Limpa 2013”

eco-freguesiasO Concurso “Eco-Freguesia, Freguesia Limpa 2013”, promovido pelo Governo dos Açores, através da Secretaria Regional dos Recursos Naturais, recebeu a inscrição de 107 autarquias locais.
Na quarta edição, o concurso pretende promover a limpeza e manutenção das linhas de água, a remoção de resíduos abandonados nas freguesias, incluindo a orla costeira, e o seu encaminhamento para destino final adequado, bem como a sensibilização das populações para a importância da preservação ambiental e da adequada gestão dos resíduos e para a participação em ações de limpeza.
O Eco-Freguesia constitui-se como uma peça chave na preservação do ambiente e na melhoria da qualidade de vida, enquanto iniciativa de promoção da cidadania activa e do voluntariado.
Concluído o período de candidaturas, os júris locais realizarão, até ao final do mês de Maio, a primeira visita às freguesias inscritas, de forma a avaliarem a situação no local e procederem à definição dos programas de limpeza e sensibilização.
As acções de limpeza que vierem a ser contratualizadas devem estar concluídas até 30 de Setembro.
O Governo Regional apoiará o desenvolvimento desses programas até ao montante global de 200 mil euros.

Estudo revela que 80% das massas de água nos Açores têm boa qualidade, mas há problemas a resolver

lagoa do fogoCerca de 80% das massas de água existentes no arquipélago dos Açores são de “boa ou excelente qualidade”, mas há problemas, como a eutrofização das lagoas ou a intrusão salina, que é preciso resolver.
Segundo a agência Lusa, os dados resultam de um estudo efectuado no âmbito do Plano de Gestão da Região Hidrográfica dos Açores, que está a ser revisto pelo Governo Regional, e que prevê que até 2027 se possa reduzir substancialmente a percentagem de águas de má qualidade.
“Das 121 massas de água que constam do plano, 80% delas são de boa ou excelente qualidade”, disse o Director Regional do Ambiente, Hernâni Jorge, em declarações aos jornalistas, na Horta, acrescentando que esta percentagem é superior à registada no resto do país.
Segundo explicou, os maiores problemas verificados actualmente nos Açores devem-se ao fenómeno de eutrofização das lagoas (especialmente em São Miguel e nas Flores) e à “intrusão salina” em lençóis de água subterrâneos, nas ilhas do Pico e da Graciosa.
A eutrofização traduz-se na presença excessiva de nutrientes na água, originando um desenvolvimento também excessivo de matéria orgânica.
“Relativamente ao combate à eutrofização, iremos concluir a aprovação dos planos de ordenamento das bacias hidrográficas das lagoas, e em relação à intrusão salina nas massas subterrâneas, iremos desenvolver um estudo que vise colmatar ou minorar esse problema”, adiantou Hernâni Jorge.
Para já, está a decorrer um período de consulta pública sobre o Plano de Gestão da Região Hidrográfica dos Açores, que permite que qualquer pessoa possa denunciar problemas ou deixar sugestões sobre a qualidade da água nas ilhas.
“Pretende-se que os cidadãos possam participar na definição das principais questões que devem ser consideradas nesta revisão do plano, identificando os principais riscos para os recursos hídricos e fazendo sugestões que visem uma melhor valorização da água na Região”, sublinhou.
Para facilitar essa participação pública, o executivo açoriano, através da Secretaria Regional dos Recursos Naturais, criou uma plataforma electrónica no endereço: http//serviços.srrn.azores.gov.pt/form/PGRHA.

Incineradora: “Contas da AMISM erradas”

AMISM logoSegundo comunicado da Quercis, “na reunião que teve lugar no passado dia 30 de Abril com a Secretaria Regional dos Recursos Naturais dos Açores (SRRNA) a Quercus foi informada que os serviços do Governo Regional consideram que o incinerador proposto pela Associação de Municípios de Ilha de São Miguel (AMISM) estava sobredimensionado e que tem de ser substancialmente reduzido, confirmando assim o alerta feito pela Quercus sobre o exagero das contas da AMISM”.
Face a esta constatação, a Secretaria Regional “pretende que a AMISM reduza a capacidade do incinerador em 50 mil toneladas/ano, passando de 138 mil para 88 mil toneladas. Esta alteração deve-se a graves erros na conceção do projeto que contabilizavam resíduos industriais que efetivamente não existem”.
A Secretaria Regional informou igualmente que “a AMISM também vai ter de reduzir o incinerador porque tem de cumprir a meta comunitária de 50% de reciclagem dos resíduos urbanos que foi imposta pelo Governo Regional na sequência do processo de Avaliação de Impacte Ambiental deste projeto, ficando assim demonstrado que a Quercus também tinha razão quando alertou o Governo Regional para este assunto”.
A Secretaria Regional considera ainda que “a AMISM vai ter de recorrer a sistemas de triagem de materiais recicláveis e de reciclagem de resíduos orgânicos de forma a poder atingir pelo menos os 50% de reciclagem, admitindo a possibilidade de se recorrer à instalação de um sistema de Tratamento Mecânico e Biológico (TMB) a montante do incinerador, sistema que a Quercus vem defendendo há vários anos”.
É referido que “a Quercus aproveitou para informar a SRRNA de que em termos económicos e ambientais a  unidade de TMB a instalar deve tratar a totalidade dos resíduos indiferenciados, porque só dessa forma se pode maximizar o aproveitamento económico dos materiais recicláveis e atingir elevadas taxas de reciclagem. A Quercus informou ainda que de acordo com os dados dos TMB mais eficientes existentes em Portugal (caso da Valnor no Distrito de Portalegre) é possível reciclar cerca de 65% dos resíduos urbanos, obtendo-se receitas significativas da venda dos materiais recicláveis e da produção de energia renovável (biogás) a partir de resíduos orgânicos. Com este processo, só iriam para incineração cerca de 35% dos resíduos urbanos, reduzindo-se assim substancialmente os custos para as autarquias, uma vez que o custo de investimento no TMB é substancialmente inferior à poupança gerada com a redução da dimensão do incinerador”.

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