“Marca Priolo” já tem 15 empresas aderentes

priolo1O Fórum Permanente da Carta Europeia de Turismo Sustentável (CETS) nas Terras do Priolo realizou o seu encontro anual no Centro Municipal de Actividades Culturais da Vila do Nordeste, durante o qual 15 empresas desta ilha formalizaram a adesão à “Marca Priolo”.
Segundo nota de imprensa emitida pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GaCS), estas primeiras empresas aderentes aos princípios da CETS e à “Marca Priolo” vão, em conjunto com as entidades que promovem a Carta, desenvolver um conjunto de actividades em prol da conservação da natureza e da prática de um turismo sustentável neste território. O primeiro grupo de empresas aderentes integra agências de viagens, empresas de alojamento turístico, de restauração, de animação turística e de artesanato, além de uma Instituição Particular de Solidariedade Social, estimando-se que, em breve, atinja as duas dezenas. A “Marca Priolo”, registada pelo Governo Regional, foi criada no âmbito do Projecto LIFE Laurissilva Sustentável e na sequência do Projecto LIFE Priolo, desenvolvido pela SPEA–Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, em parceria com a Secretaria Regional dos Recursos Naturais, através da Direcção Regional do Ambiente.

Arborização de pastagens na Graciosa vai aproveitar nevoeiros para abastecer aquíferos

graciosaAs pastagens degradadas da zona mais alta da Graciosa, nos Açores, estão a ser florestadas para, através das árvores, aproveitar o nevoeiro para o abastecimento dos aquíferos subterrâneos, colmatando assim alguns problemas de água que tem esta ilha.
O projecto de arborização das pastagens degradadas e baldias abrange o exterior da zona da Caldeira da Graciosa e está já instalado um “povoamento florestal” de um hectare, sendo o prazo previsto para a conclusão desta fase piloto dois anos, segundo as informações dadas à Lusa pela Secretaria Regional dos Recursos Naturais.
“Sendo a ilha Graciosa uma das que regista maiores problemas ao nível da disponibilidade de água, é importante que se promovam alterações no uso do solo que potenciem a captação e armazenamento de água”, disse o secretário regional dos Recursos Naturais, Luís Neto Viveiros, durante uma recente visita àquela zona.
O objectivo, a longo prazo, explicou, é transformar “áreas com elevadas capacidades de captação de nevoeiros, favorecendo assim o abastecimento dos aquíferos e o encaminhamento das escorrências, através do sistema de drenagem do Caminho Florestal da Caldeira, para charcos artificiais a construir”.
Segundo a Secretaria Regional dos Recursos Naturais, “existem estudos que comprovam que a existência da floresta contribui para a intercepção de nevoeiros nas zonas altas, fenómeno que pode mesmo fazer triplicar os valores da precipitação num determinado território”, sendo conhecido como “precipitação oculta”. Assim, mesmo durante longos períodos sem chuva, é possível haver uma constante recarga dos aquíferos, desde que haja nevoeiros e árvores e plantas que os consigam captar.
A arborização destas zonas será feita com espécies endémicas dos Açores, por serem “extremamente eficazes no cumprimento destas funções”, ainda segundo as informações sobre o projecto disponibilizadas à Lusa.
Além da arborização, estão em curso trabalhos para melhorar a rede de drenagem do Caminho Florestal da Caldeira e construir um charco para armazenamento das águas.
O Núcleo florestal da Caldeira, integrado no Perímetro Florestal da ilha Graciosa, tem 196 hectares, sendo cerca de 80 pastagens baldias cuja utilização é facultada pelas autoridades públicas aos produtores de gado.
O projecto em curso pretende arborizar as pastagens de pior qualidade e melhorar as áreas com “maior potencial produtivo”, através da instalação das chamadas “cortinas de abrigo” (sebes constituídas por plantas ou árvores, colocadas em faixa, para proteger terrenos).
A taxa de arborização na Graciosa é de apenas 16%, segundo dados oficiais, e daí a aposta nestes projectos de florestação que têm impactos positivos ao nível da “intercepção de nevoeiros e aumento da água disponível, protecção dos animais nas áreas de pastagem e aumento da produção forrageira”, segundo a Secretaria Regional dos Recursos Naturais.
Também na ilha do Corvo o governo açoriano está a desenvolver, em parceria com a câmara municipal de Vila Nova do Corvo, um projecto semelhante de beneficiação das pastagens baldias, que prevê a instalação de 23.270 metros de “cortinas de abrigo” e “corredores de protecção à rede hidrográfica”.

“Praia do Fogo da Ribeira Quente com acesso parcial a partir da próxima semana”, anuncia Benilde Oliveir

 

ribeira-quente1A deputada do Grupo Parlamentar do PS/Açores, Benilde Oliveira, anunciou que a partir da próxima semana será possível ter acesso parcial à Praia do Fogo da Ribeira Quente, que tem estado interdita às pessoas devido à obra de estabilização do talude adjacente à praia.
“Temos consciência do incómodo que a obra do talude do areal da Ribeira Quente está a causar às pessoas e estamos a fazer todos os esforços para minimizar os transtornos daí resultantes. O acesso à praia será delimitado pelo empreiteiro e acompanhado pelos serviços do ambiente, criando-se um sector seguro para todas as pessoas que vão até ao areal”, assegurou Benilde Oliveira.
A parlamentar socialista realçou que esta obra tem como principal objectivo garantir a segurança de todas as pessoas que ali vivem, bem como de todas as pessoas que frequentam a Praia, reduzir o curso das areias e criar melhores condições de acessibilidade à praia com a criação de um corredor de distribuição.
Benilde Oliveira clarificou ainda que “não estão ser colocados detritos no extremo da Praia do Fogo da Ribeira Quente, mas apenas os remanescentes da regularização do talude dessa praia, e tendo em conta que a Praia é alimentada com o resultado da erosão deste talude, não há a qualquer adição artificial ao local”.
“O local de depósito foi seleccionado por estar no contexto e na bacia da Praia do Fogo, por ser seguro e pelas correntes oceanográficas estimularem a progressiva distribuição destas areias naturalmente pela praia”, explicou.
A deputada Benilde Oliveira adiantou, ainda, que “o empreiteiro ficou responsável por retirar todos os detritos artificiais e vegetais reais que se encontrem nestas remanescentes do talude”.
Segundo a deputada eleita pelo círculo eleitoral de São Miguel, o eventual transporte por camião destes remanescentes do talude para fora da Ribeira Quente traria mais inconvenientes, pois acarretaria custos com combustíveis, provocaria a deterioração acentuada do pavimento e das habitações e o transtorno dos habitantes daquela localidade.
“A obra de estabilização do talude trará, também, benefícios do ponto de vista paisagístico, isto porque depois de ficar coberto pela vegetação dará outro embelezamento à Praia”, concluiu.

Ribeira Grande assinala Dia Mundial da Água

dia mundial da águaNo dia em que se comemora o Dia Mundial da Água, 22 de Março, a Câmara Municipal da Ribeira Grande, através do gabinete «Ribeira Grande Saudável», vai promover um passeio pedestre para descobrir os segredos da água, desde a nascente até nós. Este passeio contará com a presença de alunos da Escola Profissional da Ribeira Grande e de técnicos da autarquia ligados a esta área.
Com o intuito de alargar este conhecimento à população em geral, a Câmara Municipal da Ribeira Grande, segundo uma nota da autarquia, replicará a actividade no dia seguinte, convidando todos aqueles que queiram a se juntarem a esta caminhada, visando, ainda, o adoptar de um estilo de vida mais saudável, que permita o bem-estar de todos e de cada um, em particular.
O passeio pedestre para o público realizar-se-á sábado, dia 23 de março, pelas 9 horas, e o ponto de encontro será junto à ETA (Estação de Tratamento de Água), perto do bar Lagoa do Fogo.
De relembrar que a UNESCO declarou 2013 como o «Ano Internacional da Cooperação pela Água».

Carlos César “destaca valorização energética dos resíduos como forma de reduzir emissão de gases”

carlos-cesar-jornalista-corO presidente do Governo Regional, Carlos César, defendeu ontem a valorização energética dos resíduos, como forma de diminuir a dependência da região ao nível dos combustíveis fósseis e reduzir a emissão de gases para a atmosfera.
“Embora a valorização energética de resíduos possa parecer para alguns uma opção ambientalmente menos adequada, na realidade traduz-se na eliminação das emissões a partir dos aterros, onde esses resíduos necessariamente teriam de ser colocados, e numa economia de combustíveis fósseis que, além de fazer sentido do ponto de vista da nossa economia, é vantajosa do ponto de vista ambiental”, afirmou Carlos César.
Segundo a agência Lusa, o presidente do executivo regional, que falava na inauguração do Centro de Processamento de Resíduos da Graciosa, um investimento de cerca de cinco milhões de euros, recordou que “os gases com efeito de estufa libertados pela decomposição dos resíduos nos aterros, em particular o metano, têm um potencial para acelerar as mudanças climáticas que é muito superior ao do dióxido de carbono que será emitido pela queima desses materiais”.
Por esse motivo, considerou que “esta é uma forma legítima e ambientalmente adequada de valorizar os resíduos, através da qual ganha o ambiente, ganha a economia e ganha a eficiência energética”.
O Centro de Processamento de Resíduos da Graciosa é o segundo a entrar em funcionamento nos Açores, depois do que está instalado nas Flores, tendo Carlos César destacado o facto de o Governo ter iniciado este processo por duas ilhas que estão classificadas como Reserva da Biosfera.
No total, o Plano Estratégico de Gestão de Resíduos prevê a instalação de centros de processamento em sete das nove ilhas dos Açores, faltando apenas iniciar a construção do centro da ilha do Faial.
Estas unidades destinam-se a dar uma resposta local aos resíduos putrescíveis, através da sua estabilização por compostagem, e a separar, embalar e expedir os resíduos destinados a ser valorizados fora da ilha, seja por reciclagem ou reutilização, seja por valorização energética através da sua utilização como combustível.
Nestes centros de processamento, salientou o presidente do Governo Regional, “os resíduos orgânicos transformados passam a constituir um recurso interessante para a horticultura, fruticultura e jardinagem, reduzindo a necessidade de importação de composto e de fertilizantes”.
A estes sete centros juntam-se mais dois, em S. Miguel e na Terceira, com uma capacidade mais alargada, que recebem os resíduos não recicláveis e não reutilizáveis provenientes das restantes ilhas, aproveitados para “produzir energia”.
Carlos César salientou que os projectos dos centros a construir em S. Miguel e na Terceira “já estão elaborados” e referiu que também está “definido e garantido o seu modelo de financiamento e operação”.
“Estamos, assim, com o mais importante do percurso já decidido e empreendido com vista à plena execução do plano regional de gestão dos resíduos”, afirmou, salientando que se trata de “uma das mais importantes reformas estruturais que se impunham na área ambiental”.

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