Paúl da Pedreira, na Praia da Vitória, apontado como “local privilegiado para observação de aves”

O Paúl da Pedreira, na Praia da Vitória, considerado um local privilegiado para a observação de aves, vai sofrer obras de requalificação para promover o aproveitamento turístico desta actividade, que movimenta milhares de pessoas em todo o mundo.

"O turismo de observação de aves (birdwatching) está a ter grande desenvolvimento a nível mundial, por isso queremos que os turistas desta área nos procurem com mais frequência", afirmou Paulo Messias, vereador da Câmara da Praia da Vitória.

O concelho da Praia da Vitória, na ilha Terceira, possui três zonas húmidas com potencialidades para a prática do ‘birdwatching’, tendo o Paúl da Pedreira sido já referenciado em revistas da especialidade.

Apesar de não existirem estatísticas oficiais sobre o número de visitantes, é frequente encontrar estrangeiros a observar aves naquele local, onde é possível encontrar várias espécies provenientes dos continentes americano e europeu.

O Paúl da Pedreira nasceu da intervenção humana para extração de pedra no âmbito da construção do Porto Comercial da Praia da Vitória, iniciada em 1983.

Esta zona húmida está localizada junto ao Parque de Combustíveis da Praia da Vitória, na zona industrial da cidade, frisando o vereador Paulo Messias que "tem de haver coexistência entre os dois espaços".

Para atrair mais turistas, a autarquia vai aproveitar as antigas infra-estruturas de apoio à construção do parque de combustíveis para criar um Centro de Educação Ambiental e dois observatórios de aves, estando ainda prevista a construção de um terceiro observatório noutra zona.

A Câmara da Praia da Vitória vai ainda limitar o acesso de viaturas ao local e limpá-lo, uma vez que durante muito tempo os habitantes depositaram lixo no paúl.

A 2 de Fevereiro, a autarquia vai realizar um seminário sobre zonas húmidas, onde estarão em destaque as potencialidades do ‘birdwatching’ no concelho e será apresentada a candidatura do Paul da Pedreira a zona protegida pela Convenção de RAMSAR.

Governo avança com estabilização de taludes nas estradas afectadas pelo mau tempo em São Jorge

Miguel-costaO Director Regional dos Equipamentos e Transportes Terrestres visitou ontem vários troços das estradas regionais da ilha de São Jorge, sobretudo nos locais onde foram detectadas algumas patologias provocadas pelas intempéries das últimas semanas.
Miguel Costa confirmou que as chuvas abundantes provocaram alguma instabilidade e anunciou a construção de mures de suporte da plataforma nas estradas regionais n.º 2-2ª, Caminho Largo, no Topo, e na n.º 3-2ª, na Transversal.
“Vamos avançar com estes trabalhos urgentes para garantirmos a segurança dos condutores. A Delegação de São Jorge da Secretaria Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos tem estado a monitorizar os sinais de erosão normal dos taludes e confirmou que estes sofreram um agravamento, daí a necessidade urgente desta intervenção”, referiu o Director Regional.
Na designada estrada Transversal vão ser construídos dois muros de suporte da plataforma de estrada, evitando assim riscos de deslizamentos futuros. No Caminho Largo, no Topo, local cujos taludes também foram afectados por condições climatéricas adversas, vai igualmente ser construído um muro de suporte.
A par destas intervenções, “que garantirão as condições de segurança a quem transita nas estradas regionais”, sublinhou Miguel Costa, a Secretaria Regional dos Equipamentos irá proceder à limpeza e desobstrução de grande parte dos principais órgãos de drenagem existentes, sobretudo nos locais onde se têm verificado situações de risco, e à construção de três poços sumidouros para garantir o melhor escoamento das águas pluviais.
Estas empreitadas totalizam um investimento público de cerca de cem mil euros e são executadas em prol da segurança dos cidadãos.
O Director Regional visitou também o decurso das obras da empreitada de reabilitação da estrada regional de acesso à vila das Velas e comprovou o bom ritmo dos trabalhos.
“Quis conhecer o ponto de situação da obra, reuni com o empreiteiro e estou satisfeito com o bom andamento dos trabalhos”, disse Miguel Costa. Os muros já foram construídos, parte do troço já tem o pavimento definitivo e estão a ser concentrados esforços na conclusão da pavimentação para evitar mais transtornos aos condutores.

Infra-estruturas agrícolas em São Miguel serão reforçadas com um custo de 600 mil euros

A Secretaria Regional da Agricultura e Florestas adjudicou, a realização da primeira fase da empreitada de “Beneficiação do caminho agrícola CP5 – Arrastadouros”, no Perímetro de Ordenamento Agrário da Povoação, ilha de São Miguel.
O caminho dos Arrastadouros, com uma extensão global de 4,2 quilómetros, localiza-se nas freguesias de Nossa Senhora dos Remédios e Povoação, ligando a estrada regional (Povoação/Nordeste) às Lombas do Alcaide, Loução e Pomar.
O troço a beneficiar, com a realização desta empreitada, possui uma extensão de 2,1 quilómetros e localiza-se na freguesia de Nossa Senhora dos Remédios, beneficiando cerca de 100 hectares de pastagem e servir directamente cerca de 35 explorações agrícolas.
A empreitada, com um custo global de cerca de 600 mil euros, contempla a execução de trabalhos de construção do piso em betão de cimento numa extensão de 2,1 quilómetros e melhoria da rede de drenagem transversal e longitudinal.
O reforço do investimento ao nível dos caminhos agrícolas, abastecimento de água e energia eléctrica às explorações agro-pecuárias continua a ser uma das prioridades do Governo dos Açores, contribuindo para a redução dos custos de produção e, consequentemente, melhorar as condições de trabalho e os rendimentos dos profissionais do sector.

Governo cria 2 reservas de caça para estudar perdiz cinzenta

Anabela--IsidoroDecorre em S. Miguel o repovoamento de perdiz-cinzenta, perdix perdix, a partir de aves criadas em cativeiro: Pretende-se promover a diversidade e valorização dos recursos cinegéticos disponíveis na ilha

Por despacho da Presidência do Governo Regional a resolução do Conselho do Governo n.º 122/2011 de 17 de Outubro de 2011publicada em Jornal Oficial reporta que “havendo a necessidade de ser assegurado um repovoamento de perdiz-cinzenta, perdix perdix, a partir de aves criadas em cativeiro, que promova a diversidade e valorização dos recursos cinegéticos disponíveis na ilha de São Miguel.”. Assim sendo para que seja possível levar a cabo a resolução e se atinja o  objetivo a que se propõe a medida passa pelo estabelecimento temporário de áreas de proteção, nas quais a caça não seja exercida, por forma a possibilitar uma adequada avaliação da adaptação das aves ao novo Habitat.
Com a entrada em vigor da resolução são criadas duas reservas integrais de caça na ilha de São Miguel, nas quais fica proibida a caça de qualquer espécie, bem como a prática de atividades que, de alguma forma, prejudiquem ou perturbem as espécies cinegéticas ali existentes. São áreas e limites os espaços onde as reservas de caça criadas delimitadas nas seguintes aereas: a) Reserva n.º 1 — localiza-se na freguesia de Pico da Pedra, concelho de Ribeira Grande, correspondendo a uma área de cerca de 120 ha, delimitada a norte pela Canada da Arrenegada, a este pela Canada das Borrachas, Caminho do Arco e Canada Velha, a sul pela Reserva Florestal do Pinhal da Paz, linha de limite de freguesia (Fajã de Cima – Pico da Pedra) e a oeste pelo Caminho da Pelangana e Canada das Fainhas. Por seu turno a reserva n.º 2 — localiza-se nas freguesias de Cabouco e Santa Cruz, concelho de Lagoa, e freguesia de Santa Barbara, concelho de Ribeira Grande, correspondendo a uma área de cerca de 212 ha, delimitada a norte e a oeste pela Estrada do Rego de Água, a este pelo Caminho da Bernarda e a sul pela Avenida da Juventude, Rua da Fonte Velha e Rua dosForaisada em vigor
A resolução entrou em vigor no dia 18 de Outubro.
O Diário dos Açores chegou à conversa com Anabela Isidoro, Directora Regional dos Recursos Florestas, que explicou os principais objectivos da iniciativa.
D.A. - Quais são os objectivos da criação de uma zona delimitada onde se vai proceder à criação da perdiz cinzenta?
A.I. - A criação de duas reservas integrais de caça em São Miguel que servem para nós proseguirmos estudos relativos à perdiz cinzenta.
A perdiz cinzenta é uma espécie que começou a ser introduzida à cerca de dez anos no âmbito dos nossos recursos cinegéticos. Isto acontece porque queriamos aumentar o leque de  espécies para aqueles caçadores que caçam aves, caçadores de pena, esta introdução da espécie da perdiz cinzenta acontece como forma de diminuir a pressão de caça sobre as outras espécies de caça, tais como a cordoniz, assim como os habitats das espécies de pena.
Foi construido um posto cinegético onde nós fazemos a reprodução da espécie, perdiz cinzenta, e utilizamos as aves que são criadas para aplicar nos povoamentos.
D.A. - o posto cinegético funciona onde?
A.I. - Este posto cinegético funciona na Reserva Florestal da Macela.
D.A. - A criação destas 2 reservas serão as  primeiras de muitas na ilha de São Miguel ou não?
A.I. - Não. Aqui a nossa intenção são estas duas reservas integrais de caça, locais onde os caçadores não podem caçar, o que nós queremos é continuar o estudo. Presentemente estamos a fazer repovoamentos e começamos a verificar que em alguns locais algumas das espécies das aves que não eram caçadas continuavam a reproduzir-se e verificamos que a reprodução acontecia em locais onde existia menos caça.
Presentemente interessa-nos saber quais são as taxas de sucesso da colocação da espécie em campo. Queremos saber quantas sobrevivem, o tipo de terreno que procuram , como se reproduzem apesar de que nós já temos uma noção disso queremos verificar e fazer estudos para isto.
D.A. - Estas duas reservas estarão vigiadas e controladas pelas autoridades da natureza?
A.I. - Correcto! Os Guardas Florestais, um corpo de Policia Florestal, são eles que normalmente fazem a fiscalização à caça embora todas as entidades policiais que estão serviço da nossa Região costumam a ter atenção sobre estas situações.
Nestas áreas fica interdito a caça, nos vamos ver como é que a espécie se vai desenvolver para nós depois podermos realizar estudos. A perdiz cinzenta é uma espécie que os caçadores têm interesse e assim nós poderemos verificar  como é que a espécie funciona e até mais tarde os locais poderão deixar de ser reservas de caça.
D.A. - Por quanto tempo vai durar esta resolução?
A.I. - A duração das reservas de caças delimitadas pela áreas de reserva vai depender muito do que vai ocorrer só depois é que podemos chegar a uma conclusão e notificar os caçadores a explicar que as zonas em causa deixam de ser áreas de reserva.
D.A. - O repovoamento da perdiz cinzenta poderá ser o inicio para aplicar-se a mesma medida a outras espécies?
A. I. - Nós temos outras espécies em que fazemos o repovoamento como é o caso da codorniz, também já fizemos alguns estudos com perdiz vermelha.

Concelho da Ribeira Grande arborizado com mais seis mil árvores

ribeira-grandeO Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Ricardo Silva, arrancou ontem de manhã, com a campanha de arborização em todo o concelho.
O arranque da campanha que envolve seis mil árvores de pequeno e médio porte e arbustos, teve lugar no Passeio atlântico, numa acção que envolveu várias dezenas de crianças, com idades entre os 4 e os 5 anos, vindas da C.A.S.A. – Centro de Apoio Social e Acolhimento; da Santa Casa da Misericórdia da Ribeira Grande e do Centro de Bem-Estar Jacinto Ferreira Cabido.
A campanha, realiza-se numa parceria com a Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, através da Direcção Regional das Florestas.
Com esta iniciativa,    que contou com a presença in loco dos vários responsáveis pelas entidades presentes, o acto foi integrado no Ano Internacional das Florestas, sendo     que a Câmara Municipal da Ribeira Grande dá, desta forma, “mais um passo na defesa e promoção de um desenvolvimento sustentável, melhorando a qualidade de vida dos seus munícipes, esperando, em contrapartida, que cada um saiba cuidar e preservar as árvores”, refere a autarquia em comunicado.
A acção de arborização vai percorrer as 14 freguesias da Ribeira Grande, incluindo urbanizações, espaços verdes, largos, avenidas e áreas envolventes dos reservatórios de água.
O conjunto de árvores, a plantar oriundas dos viveiros florestais camarários e da Secretaria Regional das Florestas engloba uma variedade de espécies, entre elas, a Faia, Folhado branco, Plátano, Quiris, Acer negundo; Bétula, Casuarina, Medronheiro, Metrosídero, Olaia, Sanguinho e Tuia.

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