A lógica arrasadora…

“Entrar a sério nos mercados de elevado valor acrescentado…”. Foi sob esta lógica simplista e arrasadora que o Secretário do Mar, Ciência e Tecnologia dos Açores apresentou em fim de março o plano de reestruturação para o setor das pescas. Ficou assim aberto o caminho para explicar todas as medidas que entretanto foram anunciadas por arrasto de tal objetivo. E quem delas discordar será talvez por pretender continuar a “brincar”, como até aqui se tem feito(?), com os mercados e com o setor das pescas nos Açores…

Ora, que se saiba, é também sob esta lógica arrasadora que atuam as grandes frotas de pesca atualmente existentes no mundo, exercendo por essa via uma pressão depredatória cada vez mais insustentável sobre os recursos marinhos do planeta, inclusive, como é bem conhecido, ao largo das 200 milhas dos Açores. Que se saiba também, um dos males identificados da política de pescas nos Açores, além da via aberta pela União Europeia à sanha depredatória das frotas de outros países nas nossas águas, foi precisamente a concessão pouco criteriosa de licenças e a construção desregrada de embarcações que também contribuiram de forma conjuntural para a depredação dos nossos recursos. Mas este problema foi entretanto minorado, ainda que de forma perversa, pela concorrência exterior autorizada e desregulada “dos mercados de elevado valor acrescentado” já que eles se encarregaram, desde a adesão de Portugal à UE, de reduzir a frota pesqueira artesanal açoriana de 1300 embarcações para cerca de 600.

Se, para já, fica então pouco clara a bondade dos objetivos desta reestruturação, menos clara fica a bondade das medidas que a compõem, já que uma delas, a mais polémica, é a que se apresenta com maior relevância e de aplicação mais imperativa. Falamos do resgate da frota. Sob o pretexto da racionalização desta, prevê-se pagar até 30.000 € para abater de 100 a 150 embarcações entre as “menos produtivas”, isto é, entre as mais pequenas (menos de 9 metros). Note-se que estamos a referir-nos a muitas das que se encontram estacionadas nos portos e ilhas de menor dimensão. Entretanto, de acordo com o Sindicato Livre dos Pescadores, em paralelo poderá ascender a cerca de 1000 o número de profissionais que terão de deixar o setor.

Importa ainda referir que não estamos a falar de um resgate semelhante ao que se tem feito no setor do leite, onde aqueles que abandonam a atividade transmitem a outrem a titularidade da sua exploração e os seus efetivos, os quais em geral se mantêm. Neste caso estamos a falar duma desativação definitiva, em termos absolutos, de meios de produção – as embarcações, bem como dos pescadores a elas afetos. Quanto às primeiras, são precisamente as menos delapidadoras dos recursos piscícolas e as que mais contribuem para o abastecimento sustentável dos mercados locais dispersos por todo o arquipélago, e quanto aos segundos, para além da referência vaga no plano de reestruturação à promoção da criação de emprego, resta-lhes ficar sem trabalho e entregues à sua (pouca) sorte… 

Às embarcações restantes, as maiores, além de sediadas em duas ou três ilhas que possuam as condições portuárias exigidas e poderem mover-se por toda a Região, parece ficar reservada a missão de adequar a capacidade técnica industrial e para-industrial, para concorrer, com as frotas externas, em preços e capturas, visando abastecer sobretudo o mercado exterior.

Estaremos então a falar da redução drástica, senão mesmo dos dias contados, da pesca artesanal nos Açores? E do recurso predominante aos “aviários do mar” - a aquacultura para o abastecimento do mercado interno, exportado que seja o grosso do peixe selvagem das nossas águas? 

Seria tudo menos a reestruturação de que o setor efetivamente carece…

 

O Inferno na Terra…

“A Guerra é uma matança institucionalizada. Ocultando as razões que levam a ela, abre-se caminho à escabrosa distinção entre matanças boas e matanças más, garantindo a perenidade da lucrativa indústria da morte.” (José Goulão, jornalista – 12/03/2018)

Reproduzindo a afirmação de um suposto médico entrevistado pelos Capacetes Brancos, organização aliada aos terroristas do ramo sírio da Al-Qaida, perdão rebeldes anti-Assad, acantonados em Ghouta Oriental, o Secretário Geral da ONU, António Guterres, afirmou que a situação naquela zona de guerra, próxima de Damasco, capital da Síria, era o “inferno na terra”! Uma afirmação, quanto a mim manifestamente desproporcionada e parcial, pois, fiquei sem saber então que expressão se deveria usar para classificar, por exemplo, os mais de 50 milhões de mortos em seis anos (menos um que o da guerra na Síria), provocados pela 2ª guerra mundial, ou os mais de 215 mil mortos provocados em poucas horas pelas bombas atómicas norte-americanas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki… 

Na verdade, a “matança má” de Ghouta Oriental que já teria supostamente provocado mais de um milhar de mortos civis e que nos foi sendo relatada unilateralmente por apenas um dos lados do conflito, o dos terroristas, perdão rebeldes, por via dos seus aliados, os Capacetes Brancos e o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (com sede em Londres), pareceu atribuída exclusivamente ao Exército Árabe Sírio, perdão ao regime de Assad. Ora em qualquer guerra existem pelo menos dois contendores e ambos são agentes da matança, matança essa que da parte dos terroristas de Ghouta, perdão rebeldes de Ghouta, não se limitava aos civis arregimentados à força como escudos humanos ou às execuções públicas dos hereges e dos que se recusavam a combater ao seu lado, pois estendia-se também aos seus bombardeamentos sobre a população civil de Damasco, desde 2012, cuja continuidade foi aliás uma das causas da ofensiva do exército sírio desencadeada a partir de 12 de fevereiro passado sobre aquela zona.

Uma ofensiva em tudo semelhante à que foi desencadeada contra os terroristas de Mossul pelo exército iraquiano e os seus aliados dos EUA, França e Reino Unido, no Iraque, e que provocou cerca de 10.000 mortos civis, ou contra os terroristas de Raqqa, também na Síria, pela coligação árabe-curda, apoiada igualmente pelos EUA, França e Reino Unido, e que provocou mais de 1.200 mortos civis. Mas estas foram certamente classificadas como “matanças boas” pelos grandes meios de comunicação social, já que na altura ninguém ouviu qualificar de forma alarmante qualquer das duas ofensivas militares como sendo “o inferno na terra” e antes como sendo a “libertação” de Mossul ou de Raqqa. 

Na sequência das ofensivas sobre estas duas cidades, milhares e milhares de civis conseguiram escapar ao jugo dos terroristas para se refugiarem nos braços dos exércitos libertadores. À data em que escrevo este artigo, o mesmo já sucedeu também com mais de uma centena de milhar de civis de Ghuta oriental que, por incrível que pareça face à “maldade” da matança que no caso em apreço sobre eles supostamente se abateu, foram procurar refúgio e proteção precisamente nos braços dos seus pretensos executores, os militares do Exército Árabe Sírio...

Ghuta Oriental é (foi) pois mais uma página negra da desinformação na sua versão mais repugnante, agindo contra a paz, a cooperação entre os povos e o respeito mútuo entre Estados soberanos, ao serviço do prolongamento, alastramento e agravamento indeterminados, no tempo e no espaço, do “inferno na terra”: a Guerra!

 

Do “pai s’a bençã!” ao “tás bom, pá?”

Tenho a felicidade de poder ainda desfrutar da presença de meu pai, cuja memória, lucidez,  inteligência, sabedoria, bondade e Fé, atestam que a vida, mesmo aos 102 anos, merece ser vivida e partilhada.

Não pretendo aqui prestar-lhe uma homenagem e reconhecimento públicos. Apenas, ao aproximar-se o DIA do PAI que também sou, refletir sobre as mudanças que, em meu entender, alteraram profundamente os comportamentos dos filhos em relação aos progenitores.

Não foi há muitas décadas que as antigas saudações do “Pai, s’a bençã!” e o beijar a mão ao deitar e ao levantar, cairam em desuso. Esses gestos eram rotinas diárias que ninguém se atrevia a desrespeitar, sob pena de se ouvir reprimenda do Chefe de Família.

Nesses tempos, mesmo os filhos casados em casa obedeciam sem contestar a autoridade do Pai.

Na família patriarcal todo o património ia para um cofre comum e de lá se retirava para as necessidades básicas, para a atividade agrícola e para adquirir propriedades.

Estes velhos costumes, porém, já lá vão.

Primeiro a emigração, depois o serviço militar, a guerra nas colónias,  mais tarde a mecanização e o abandono dos campos, a democratização do ensino básico, a facilitação do acesso às universidades, a emancipação da mulher, as novas conceções sobre a sexualidade e o casamento, tudo isto, alterou profundamente os comportamentos familiares, a educação dos filhos e as regras de convivência na sociedade tradicional.

De tal forma que hoje, valores que se julgava quase absolutos, foram substituídos por outros mais permissivos e liberais. A sociedade do consumo dita as suas leis.

Os jovens trabalhadores, mesmo vivendo em casa dos pais até muito mais tarde, autonomizaram-se, acabando por gerir os seus salários sem darem explicações a ninguém. E os pais, que viveram vidas difíceis, de grandes privações, são os primeiros a disponibilizar-lhes as magras poupanças, para que não passem as dificuldades que tiveram.

Cria-se assim nos jovens falsas espetativas de abundância que nenhuma economia, nenhuma empresa, nenhum serviço público consegue retribuir em salário, sobretudo a quem não adquiriu competências profissionais para um melhor desempenho das suas tarefas.

À antiga sociedade regida pelo cumprimento da palavra dada, pela honradez, pelo orgulho do bom nome pessoal e da família, seguiu-se-lhe a sociedade do “vale tudo para subir na vida e a qualquer preço”.

Este contraste entre velhos e novos valores humanos e sociais reflete-se também no processo familar e no tratamento indiferenciado entre pais e filhos.

O trato respeitoso e delicado do “Senhor(a)” entre filho e pais, deu lugar ao “tu” e ao “pá” e sem qualquer distinção. Se este tratamento não reflete, em muitos casos, menor delicadeza ou dedicação aos progenitores, noutros traduz-se numa sobranceria e distanciamento reveladores da falta de respeito para quem, na maioria dos casos, deu o melhor de si para que o futuro dos filhos primasse pelos valores mais sagrados.

Na sociedade em que vivemos a situação dos pais idosos, doentes e abandonados, é um reflexo do que atrás afirmei e por isso carece de uma profunda reflexão e mudança.

“Honrar pai e mãe” é um ditame que vem do princípio dos tempos e constitui o reconhecimento do seu contributo fundamental na construção da pessoa humana.

Cabe, pois, à sociedade e à família darem qualidade a todos os que se encontram na última etapa da vida, relevando e aproveitando as suas virtudes e experiêncas, atribuindo-lhes justas e dignas pensões e proporcionando-lhes meios para, com cuidados de saúde adequados, suportarem doenças e um digno final de vida.

Neste sentido, defendo que os lares e outras instituições do género devem ser sempre e só o último recurso, pois constituem um corte traumático no relacionamento e convívio familiares. E se muitos a eles recorrem porque  os empregos impedem de cuidar convenientemente dos idosos, altere-se essa prática, dando aos cuidadores condições para poderem velar pelos seus.

Quantos mais lares existirem, pior é a imagem que dão as famílias e a sociedade, no modo como cuidam e integram os seus progenitores.

Pelo rumo que a sociedade neoliberal está a tomar, negando emprego e formação a trabalhadores mais velhos, forçando-os aos despedimentos para substitui-los por jovens mais mal remunerados, com tudo isto, os direitos humanos serão afetados e agravar-se-ão os conflitos sociais.

É por isso que os dias da Mulher, da Mãe e do Pai, devem contribuir para uma séria reflexão sobre questões tão prementes que afetam a família e os seus idosos e que mais se agravarão com o vertiginoso envelhecimento da população insular, portuguesa e europeia.

 

* jornalista c.p. 536

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Viagens no Tempo: O professor Quental

 Um dos episódios que demonstra essa lealdade à causa monárquica, aconteceu com a vista de estado aos Açores do então presidente da república, general António Óscar Fragoso Carmona, em que as escolas e seus mestres, todos envergando batas brancas, alvas de neve, subiram o Caminho Novo, até à estrada nacional e o dedicado professor beijou a mão de Sua Excelência.

Em chegando à freguesia, o abnegado mestre dizia a quem encontrava, “beija a minha mão, porque beijei a do nosso presidente Carmona”.

Era uma pessoa que primava pelo asseio, quer no seu vestuário, ou nos papéis que recebia, como jornais, cartas e os assentos de casamento, já que ele representava o Registo Civil.

Por outro lado, os seus dois prédios de estufas, sempre muito bem cuidados, e com milhares de plantas, conferiam-lhe o estatuto de maior ananaseiro da freguesia.

Excetuando o primeiro período da primária, com o dinâmico Eduíno da Terra Vargas, oriundo da freguesia de Pedro Miguel, ilha do Faial, foi ele o meu professor até final, mantendo a disciplina com os padrões da época. E se batia, era com a régua atrás das costas, permitindo-nos chegar à frente e lá a dita apanhava em cheio a carteira…

Se, porventura, desejava falar com meu pai, gritava à porta da rua, “Sampaio, Sampaio”, e não aparecendo, logo, alguém, punha pés ao caminho.

Irmão, entre outros, do padre Quental, costumava comentar que ele poderia vir a ser um bom bispo para a diocese de Angra e ilhas dos Açores, mas debalde…

O seu jeito de ser meticuloso com os assentos de batismo e casamento que vinham da igreja, pela mão do sacristão, Caros da Costa Feiteira, resultou em atritos com o padre Manuel Gonçalves Rei, natural da Maia. Porém, era ele quem empunhava a umbrela nas procissões.

E era assim o saudoso professor Quental, que a Câmara Municipal de Vila Franca do Campo, por sugestão da Junta de Freguesia de Ponta Garça, decidiu atribuir ao largo, abaixo do Polivalente, o nome de João de Medeiros Quental, aliás naquilo que fora o seu prédio de estufas, a menina dos seus olhos, descerrando uma lápide, em que a sua filha, professora D. Maria Luísa Pacheco Quental, proferiu uma alocução em sua memória.

 

 

A propósito da publicação da antiga secção “3/4 de Século”

A História faz parte integral da cultura dum povo; e os nossos jornais, por serem um dos meios mais acessíveis a esse conhecimento, que perdura por anos e anos, são um repositório onde ainda é sempre possível reconstituir, com alguma facilidade e ordenação, factos que fizeram parte da nossa matriz patrimonial, social e até familiar… e acrescentarmos valor ao nosso conhecimento pessoal.

Creio que por via das novas metodologias do Ensino – de que me honro de ter iniciado nos Açores as primeiras experiências - e pelos consequentes trabalhos de investigação que os alunos são solicitados a apresentar (hoje muito para além do que se notava há anos), é com grande satisfação, sempre que tenho de fazer buscas no Arquivo Regional, apreciar o interesse com que muitos deles ali vão realizar as mais diversificadas consultas não só aos livros e revistas, mas sobretudo aos jornais, sem esquecer o que se refere à genealogia.

Quanto aos jornais - e tomando-me como sujeito desta causa - estou certo de que, para além do tema da consulta, também não deixarão ainda de poder anotar outros factos, agora visto de relance, mas que mais tarde poderão constituir motivo para novos desenvolvimentos e, consequente, a consolidação e a transmissão de saberes.

É, afinal, o que algumas vezes denomino, noutros escritos que produzo, de “poeiras do passado”…

Conciliando estas considerações, aproveito a oportunidade que se me oferece para referir que ainda no mês de Dezembro o conhecido e muito creditado professor de História e Ciência Sociais, Dr. Joaquim Machado, publicou um valioso livro intitulado “Ponta Delgada, 1967 – Memórias da Cidade”, o qual tendo por base uma investigação feita em jornais e revistas locais daquele ano sobre a cidade e o seu concelho nos dá uma perspectiva histórico/política e até social do que aconteceu e foi mais evidente naquele ano, por entender o seu autor que abrange um período de tempo em que “a evocação de acontecimentos e de recordações mesmo através duma simples leitura é riquíssimo em acontecimento ocorridos localmente”.

 Aliás, creio tratar - se de uma iniciativa que se pudesse ser seguida por outros professores e investigadores, decerto que perspectivavam a Memória dum “espaço” que desperta e ajuda ao estudo da nossa cidade, do país e até dos Açores e ajuda os alunos a conhecer a sua História.

Sobrelevo ainda este facto porque muita dessa investigação ter sido feita através de jornais locais, sobretudo no “Correio dos Açores”, o que até certo ponto poderá justificar algumas das considerações que me serviram para a análise do tema que escolhi para elaborar esta “nota”.

Por se tratar de um passado que hoje posso considerar saudosamente já um tanto ou quanto longínquo, não me recordo a data em que o “Diário dos Açores” iniciou a publicação da Secção “¾ de século”, mas creio que deve ter sido no tempo em que o antigo director e seu editor, Dr. Carlos Carreiro, iniciou as funções de chefe de Redacção, após ter regressado a S. Miguel por ter terminado o curso de Ciências Económicas e Financeiras, função que nunca oficialmente exerceu para se dedicar de alma e coração ao “seu” Jornal e dispensar uma colaboração de muita proximidade a seu Pai, o jornalista e então director, Manuel de Resende Carreiro.

Daí sempre me lembrar, de ler, com muito entusiasmo, na edição da 2ª feira – logo a abrir a 2ª página - haver a secção “¾ de SÉCULO”, que ia aumentando de tamanho cada edição e cujos temas eram escolhidos pelo próprio, com todo o rigor, sempre “pela calada da noite”, na Redacção do Jornal que ficava por cima das oficinas, na Rua Dr. Gil Mont ‘Álverne de Sequeira…

Depois – como estávamos na era da impressão a “tipo”, cada assunto era depois manuscrito para dois ser composto e impressa, uma das trabalhosas  dificuldades que se verificavam naquele tempo!

Os leitores do “DIÁRIO”, fossem quais fossem as suas habilitações, apreciavam muito esta secção; e, quando ela começou a falhar, houve muitos que sentiram falta daquela leitura semanal que muito lhes agradava; e, por vezes, muitos dos factos relatados, coincidiam com o conhecimento recuado que ainda tinham desses acontecimentos relatados.

Colaborei em alguma dessas “procuras”, bem como o Manuel Jorge, a Eduarda e a Isilda, mas a minha vida oficial não permitia que mantivesse uma normal continuidade…

Daí que, quando agora se anunciou que esta secção ia ser reeditada a partir do passado domingo com o novo título 

 

MEMÓRIAS DO DIÁRIO DOS AÇORES

 

entendi que devia felicitar a Direcção e a Redacção do Jornal e acrescentar ao meu aplauso – e decerto de muitos leitores – aos acontecimentos que, no futuro, vai começar a registar.

Recordo que, após a minha aposentação, cheguei a pensar reunir todos estes acontecimentos de relevo que o “Diário dos Açores” publicou, até aos nossos dias, mas apenas, é claro, como uma espécie de antologia histórica resumida.

 Mas porque me dediquei a outros assuntos que queria deixar para memória futura, em relação à “História da Educação”, os meus planos alteraram-se.

Ainda penso neste projecto que acalentei… mas a idade já não é capaz de querer vencer essa incapacidade natural, de tal modo possa ainda conseguir este intento, que tanto me agradava!

Enfim … contradições da vida!...

E, parabéns ao “Diário” por mais esta renovação editorial.

Sempre em frente!…

 

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