Açores são a 2ª região do país em número de beneficiários de Baixas por doença

No mês de Janeiro, o número de baixas nos Açores abrangeu 2.620 trabalhadores, mantendo os Açores como uma das regiões do país com mais baixas em relação à população empregada. Não é propriamente uma novidade, pois há algum tempo que a situação se mantém: Lisboa é onde há mais baixas, e os Açores vêm logo a seguir.

A novidade é que em todas as restantes regiões houve uma variação negativa significativa entre os meses de Janeiro de 2011 e 2012, enquanto que os Açores baixaram, mas muito menos. A nível nacional, o número de baixas foi reduzido neste período em 17,3% e em todas as regiões as reduções foram significativas: 16% no Norte, 18,9% no Centro, 18% em Lisboa, 20,7% no Alentejo, 19,4% no Algarve e 14,9% na Madeira. Nos Açores a redução foi de 8,5% – um valor significativo, mas abaixo dos 2 dígitos.
A situação em Janeiro de 2012 é que os Açores têm 2,23% do total de empregados do país, enquanto que têm 2,79% do total de baixas. Só há 3 regiões nessa situação: Lisboa, com 25,1% do número de empregados e 33,35% das baixas (uma diferença de 32,8%); os Açores (uma diferença de 25%); e o Norte, com 34,9% dos trabalhadores e 35,5% das baixas (uma diferença de apenas 1,7%).
Ao longo do ano de 2011, as baixas nos Açores ultrapassaram totais de 3 mil em 3 meses. Em Fevereiro, com 3,25% do total de empregados; em Abril, com 2,9%; e em Novembro, com 2,8%.
O mês com menos baixas foi o de Outubro, com apenas 2,1% do número de trabalhadores empregados. Mas em nenhum mês esse valor ficou abaixo dos 2%, como aconteceu em quase todas as restantes regiões – com excepção de Lisboa!

Produção de leite aumentou 1,1% de Janeiro a Agosto nos Açores

vacas-leiteirasA produção de leite aumentou nos Açores cerca de 1,1 por cento nos primeiros oito meses deste ano, face ao período homólogo de 2010, recuperando de quebras registadas em Janeiro e Fevereiro, revelou este fim-de-semana o Serviço Regional de Estatística.
Entre Janeiro e Agosto, os lavradores açorianos entregaram nas fábricas de lacticínios da região cerca de 388 milhões de litros de leite, contra 383 milhões nos primeiros oito meses do ano passado. Esse acréscimo deveu-se ao incremento da produção na ilha de São Miguel, que aumentou, no período, de 240 milhões para 245 milhões de litros.
A produção açoriana de leite corresponde a mais de um quarto da nacional, garantindo matéria-prima à principal indústria transformadora e exportadora do arquipélago.

Governo defende um “contributo melhorado e reforçado da União Europeia para as RUP”

“Apesar dos imensos e graves desafios que existem neste momento, a União não pode descurar o rumo que traçou na Estratégia Europa 2020 nos domínios da inovação, do crescimento inteligente e da competitividade” defendeu, em Bruxelas, o Subsecretário Regional dos Assuntos Europeus e Cooperação Externa.

Rodrigo Oliveira, que falava no seminário  “Europa 2020 – Oportunidades e Desafios para as Regiões Ultraperiféricas”, defendeu que “se todos reconhecem que as RUP são laboratórios naturais para a ciência, a experimentação e a inovação europeias, é necessário que as instituições conheçam melhor aquilo que é feito nessas Regiões, com vista a um contributo melhorado e reforçado da UE para o cabal aproveitamento dessas mais-valias”.
Intervindo num painel sobre “Como as RUP contribuem para o crescimento inteligente e a iniciativa União da Inovação”, o governante açoriano explanou aquilo que “na minha Região Ultraperiférica, os Açores, dotada de órgãos autónomos de governo próprio, tem sido feito – com o contributo fundamental da União – para fomentar, apoiar e concretizar as potencialidades de desenvolvimento no âmbito da ciência e da inovação”.
O Subsecretário Regional dos Assuntos Europeus e Cooperação Externa transmitiu que “numa perspectiva essencial para qualquer estratégia, nos Açores, acautelamos os nossos recursos naturais, para que possam ser protegidos e aproveitados, em primeira linha, pela e na Região”, abordando, a esse propósito, a criação do regime jurídico que regula o acesso a recursos naturais para fins científicos.
Referindo que “a importância estratégica dos Açores não se limita ao território terreste” e as potencialidades da “exploração económica sustentável e duradoura das riquezas biológicas e geológicas” do mar, Rodrigo Oliveira abordou a criação do Parque Marinho dos Açores, sublinhando que integra quatro áreas marinhas situadas já para além do limite da ZEE, “que tem uma superfície que é 43 vezes maior que a das nove ilhas do arquipélago” e onde “pelo seu interesse para a investigação científica, torna-se também necessário a regulação do acesso aos seus recursos genéticos e à biosprospecção“.
Outro ponto considerando essencial e explanado na intervenção do governante açoriano foi a criação de polos de excelência, tendo sido referidos, entre outros, o Departamento de Oceanografia e Pescas e Centro do Mar, na ilha do Faial, e o Instituto de Biotecnologia e Biomedicina dos Açores, na ilha Terceira, em áreas “de grande potencial, para o desenvolvimento de produtos e serviços inovadores e competitivos e para a dinamização do sector privado empresarial”.
Rodrigo Oliveira salientou também a criação das infra-estruturas de Parques de Ciência e Tecnologia em São Miguel e na Terceira, “espaços dedicados à instalação de empresas tecnológicas, vocacionados para áreas, entre outras, como as energias renováveis e as tecnologias de informação”.
O Subsecretário Regional dos Assuntos Europeus e Cooperação Externa, numa intervenção abrangente, referiu depois o projecto Green Islands e vários aspectos ligados à aposta do Governo dos Açores no desenvolvimento das tecnologias espaciais, quer “através de um investimento directo nessas tecnologias, quer criando condições para a atracção de investimento externo”, como, por exemplo, no caso da estação de rastreio da Agência Espacial Europeia, na ilha de Santa Maria. “A aposta que a Região está a fazer não se esgota nestas iniciativas, mas assenta num compromisso de continuidade que visa identificar oportunidades em áreas prioritárias, para que os Açores se afirmem, cada vez mais, como uma referência internacional em áreas como as tecnologias espaciais, a oceanografia, a biotecnologia e biomedicina, as energias renováveis ou a vulcanologia”, afirmou.
Rodrigo Oliveira dedicou parte da sua intervenção também ao papel da Universidade dos Açores, “um pilar essencial para o desenvolvimento da ciência e da inovação e da sua ligação à economia e ao empreendedorismo”, referindo o apoio que tem sido atribuído pelo Governo dos Açores, com co-financiamento de fundos europeus, para infraestruturas e diversos projectos, em áreas como a oceanografia, as geociências, a biologia, as ciências agrárias e a economia.
Na terceira parte da sua intervenção, o Subsecretário Regional referiu “uma outra dimensão fundamental: - os recursos humanos, não apenas as pessoas que vivem na região, mas aquelas que, no seu exterior, podem também contribuir para o processo que aqui abordamos”, dando o exemplo da ‘Rede Prestige Azores’, um “projecto estratégico que visa criar um canal de aconselhamento internacional especializado”.
Como exemplo de investigação aplicada, Rodrigo Oliveira referiu ainda o trabalho do INOVA - Instituto de Inovação Tecnológica dos Açores, pela necessidade de atender às características específicas do tecido empresarial regional, e, em particular o projecto TERMAZ,  ligado ao desenvolvimento de produtos dermo-cosméticos com fins medicinais ao estudo das especificidade das características e propriedades terapêuticas das águas dos Açores, que “possam apresentar um potencial industrial e uma mais valia comercial”. Sobre o projecto SEPROQUAL, ligado ao sector alimentar nos Açores, cobrindo “actividades que ocupam uma elevada percentagem da população activa nos Açores”, salientou “a qualidade dos produtos dos Açores, que têm atributos únicos, tanto em termos nutricionais como em termos organolépticos e que podem ser melhor explicitados ao consumidor final, para criar valor acrescentado e melhorar a competitividade”.
Rodrigo Oliveira salientou, a terminar, que “não nos podemos esquecer que, também no campo da tecnologia, da inovação e da investigação, somos Regiões Ultraperiféricas, estamos afastados dos grandes polos de conhecimento, das grandes universidades e centros de investigação e temos sobrecustos consideráveis de funcionamento e exploração. Somos, também aqui, mercados fragmentados e isolados”. Defendeu, por isso, que a par da determinação e apoios atribuídos pelo Governo dos Açores “se queremos uma União se afirma globalmente, não podemos deixar de reclamar um apoio direccionado e específico para a inovação, muito em particular, na estruturação do futuro programa-quadro de investigação e desenvolvimento, com linhas específicas que promovam a integração das universidades e centros das RUP nas grandes redes europeias e mundiais”.
“As Regiões Ultraperiféricas são, indiscutivelmente, repositórios de soluções, laboratórios vivos e acervos de enorme diversidade e potencialidade para a investigação e inovação. Precisamos, por isso, de uma parceria reforçada entre as Regiões e a Europa, para continuarmos a construir, também nas RUP, uma União da Inovação”, afirmou, a terminar, Rodrigo Oliveira.

Leite crú e colhido de madrugada é mais amigo do sono diz investigação açoriana

leite-5Ordenhar vacas de madrugada pode ser penoso para os lavradores mas garante a produção de um leite mais rico em melatonina, uma neurohormona que regula o sono e que os idosos têm mais dificuldade em produzir.

A conclusão consta de um estudo desenvolvido por investigadores da Universidade dos Açores com base em leite recolhido em vários períodos do dia em explorações pecuárias localizadas em diversas zonas da ilha de S. Miguel.
José Batista, um dos investigadores envolvidos nas pesquisas, adiantou à Lusa que a investigação concluiu igualmente que os níveis de melatonina presentes no leite varia também em função da estação do ano, sendo mais elevados no inverno do que no verão.
O estudo, baseado em amostras colhidas nas zonas do Nordeste, Feteiras e Fenais da Luz, apurou ainda que a quantidade de melatonina presente no leite diminui com o seu tratamento.
Em cru, o leite apresenta níveis da neurohormona muito mais elevados, que baixam consideravelmente com o processo de pasteurização e ultrapasteurização, explicou o investigador.
Segundo José Batista, as conclusões deste estudo permitem perspetivar o lançamento no mercado de um produto natural capaz de ajudar as pessoas a adormecer.
Um leite especial, colhido de madrugada e não submetido a tratamento com altas temperaturas poderá substituir as pílulas usadas por idosos para “conciliar o sono”, referiu o investigador, adiantando que a sua equipa vai aprofundar o estudo, promovendo a recolha de um maior número de amostras em outros pontos de S. Miguel.
Independentemente da realização de novas pesquisas e da eventual introdução da ordenha das vacas de madrugada, José Batista considera
que uma medida pode já ser lançada para ajudar a adormecer é o regresso às prateleiras dos supermercados do denominado ‘leite do dia’, mais amigo dos idosos e dos trabalhadores por turnos do que o ultrapasteurizado.

Profrutos promove palestras sobre o Ananás dos Açores

ananasgrandeO Agrupamento de Produtores da DOP - Ananás dos Açores - PROFRUTOS, CRL, irá ministrar duas palestras de divulgação/sensibilização sobre a DOP - Ananás dos Açores.
Uma em Ponta Delgada - sede da Profrutos, CRL, hoje pelas 19 horas e outra em Vila Franca do Campo amanhã pelas 19 horas no Centro Cultural de Vila Franca.
No decorrer da palestra irão ser esclarecidas diversas questões, nomeadamente,  O que é uma DOP?; Quais as vantagens de uma DOP?; Quais as regras a cumprir?; Todos os ananases dos Açores poderão ser DOP?; Quais os critérios de diferenciação? O peso? O calibre? o modo de produção biológico ? As praticas tradicionais? Outros?; Como garantir que um ananás DOP seja uma mais valia para o consumidor?; Como garantir que o produtor seja compensado por produzir ananases DOP?.
Essas e outras perguntas serão o ponto de partida para a sessão -  DOP – Ananás dos Açores – Procedimentos Operativos e Conceitos Associados.
De acordo com informação avançada pela organização das sessões de esclareciemnto pretende-se que sejam sessões participativas e esclarecedoras, podendo vir a ser o ponto de partida para uma revisão do actual caderno de especificações da DOP – Ananás dos Açores.