Têm como tema “Encontros Saudáveis” o conjunto de actividades desportivas dirigidas aos jovens, que vão decorrer por todo o concelho, de 11 de Fevereiro a 22 de Setembro.
Actividades como o ciclismo, o skate, voleibol, basquete, badminton, futebol, as caminhadas, a canoagem e os patins são atractivo para a prática do desporto dirigido, especialmente, aos jovens dos 12 aos 25 anos de idade mas todas as faixas etárias interessadas podem participar.
Os “Encontros Saudáveis” inserem-se no projecto de Ponta Delgada na Rede Nacional de Cidades Saudáveis que, em 2012, dá continuidade um objectivo muito especifico de chamar a juventude a abraçar hábitos de vida activa, que a afaste de comportamentos desviantes. Uma aposta na prevenção que teve início com a abertura do “Gabinete Saudável de Apoio ao Jovem”, em Março de 2010, na Divisão de Acção Social em parceria com entidades de Acção Social, em parceria com entidades ligadas à saúde, alimentação e combate às toxicodependências.
O primeiro dos “Encontros Saudáveis” está já agendado para 11 de Fevereiro, em São Roque, e está aberto aos jovens daquela freguesia, bem como do Livramento e da Fajã de Baixo. Tendo como ponto de referência o Forno da Cal, na Avenida do Mar, os jogos e as actividades decorrem das 10h00 às 13h00.
O mesmo horário é seguido no segundo encontro, que está marcado para 24 de Março no polidesportivo da freguesia de Santo António. Este segundo encontro é aberto aos jovens de Santo António, Santa Bárbara e Capelas.
Mais “Encontros Saudáveis” vão decorrer todos os meses, até Setembro, inclusive, na Fajã de Cima, São Pedro, Pilar, Sete Cidades, Relva e Arrifes abertos aos jovens das freguesias de São Vicente Ferreira, Fenais de Luz, Fajã de Cima, São Pedro, São Sebastião e São José, Pilar, Ajuda e Remédios, Mosteiros, Sete Cidades, Ginetes e Candelária, e Santa Clara, Relva e Arrifes.
Nas 24 Juntas de Freguesia de Ponta Delgada serão disponibilizadas fichas de inscrição a todos os interessados que, no final de cada encontro, terão direito a um certificado de participação, o que fica sempre bem, pois o desporto também é forma de envolvimento e de cidadania.
Apoiam a Câmara Municipal nos “Encontros Saudáveis” parceiros como as Juntas de Freguesia de Ponta Delgada, a Associação de Promoção do Actividade Física e Desporto dos Açores, a Associação Arrisca, a Associação dos Amigos dos Açores e forças vivas da comunidade.
Amanhã volta-se a assinalar a noite do “Cantar às Estrelas”, uma tradição muito antiga e que se perde no tempo, mesmo nos Açores, sendo apenas conhecida na ilha de São Miguel, embora, no Continente, na Região Autónoma da Madeira e mesmo noutras ilhas se cante “Às Estrelas “ sendo mesmo uma das tradições com mais relevância na ilha e que por si encerra oficialmente o tempo de festejos de natal.
No século XIX, foram introduzidos nesses cantares instrumentos de sopro das filarmónicas e as mulheres não saíam à rua para essa manifestação religiosa.
No dia 2 de Fevereiro celebra-se o dia de Nossa Senhora das Candeias. Nossa Senhora da Luz (também invocada sob os nomes de Nossa Senhora da Candelária, Nossa Senhora das Candeias ou ainda Nossa Senhora da Purificação).
No concelho de Ponta Delgada, na freguesia de Candelária, estão a decorrer os tradicionais festejos em honra da padroeira - Nossa Senhora das Candeias.
No domingo teve início o tríduo preparatório, ontem teve lugar à noite uma eucaristia que foi animadada Rancho de Romeiros de Nossa Senhora das Candeias. Hoje, 31 Janeiro, decorrerá mais uma eucaristia que será animada pelos jovens da catequese. Amanhã, 1 de Fevereiro, pelas 20 horas, decorrerá a eucaristia que será cantada pelo Grupo Coral da paróquia a que se seguirá uma actuação do Grupo de Cantares dos Ginetes que irá desenvolver o tradicional “Cantar às Estrelas” a que se seguirá a mudança da imagem de Nossa Senhora da Candeira em procissão entre a igreja e a sede da Banda Lira Nossa Senhora da Estrela.
Na quarta-feira, 2 de Fevereiro, decorre a tradicional festa em Honra de Nossa Senhora das Candeias, na freguesia da Candelária, onde pelas 20h, há uma procissão de velas, bem como, a bênção das candeias que são feitas de forma artesanal há já vários anos. A imagem de Nossa Senhora das Candeias regressa à igreja em procissão sendo acompanhada pela Banda Lira Nossa Senhora da Estrela. Após o regresso da imagem à igreja proceder-se-á realização da eucaristia que será celebrada pelo Bispo de Angra e ilhas, D. António Sousa Braga.
Candelária acolhe
visita Pastoral
No decorrer do mês de Fevereiro D. António Sousa Braga regressa à paróquia de Candelária, nomeadamente, no dia 11 Fevereiro, altura que dará início à Visita Pastoral à Candelária. Assim sendo, pelas 9 horas, será recebido pelas forças vivas da freguesia e população em geral junto à igreja, seguir-se-á uma visita aos efémeros. Pelas 12h30, realizar-se-á um almoço convívio entre as forças vivas da freguesia e o Bispo de Angra e ilhas, na sede da banda Lira Nossa Senhora da Estrela. Por último, às 18 horas, realizar-se a missa de Festa com celebração dos Crismas.
O Presidente da Portos dos Açores, S.A., Fernando Nascimento, negou ontem a existência de "qualquer discriminação" entre os trabalhadores desta empresa regional, rejeitando a denúncia feita pelo Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Açores feita na passada terça-feira.
Fernando Nascimento, que falava numa conferência de imprensa realizada na cidade da Horta, afirmou que a diferença salarial que existe entre trabalhadores dos vários portos da Região se deve apenas à diferença entre o "volume de trabalho", acrescentando que "não é possível comparar" o caudal de trabalho nos portos de São Miguel ou da Terceira com os das Flores ou das Velas.
A diferença salarial entre os trabalhadores da Portos dos Açores foi denunciada pelo sindicato, que acusou a administração da empresa de "discriminação" e desvalorização pela marina da Horta.
João Decq Mota, dirigente sindical, admitiu que os funcionários "prejudicados" podem optar pela greve como "forma de luta".
Por sua vez, Fernando Nascimento considerou que "os trabalhadores são livres de fazer greve", mas recordou que os temas relacionados com a classificação profissional e remuneração salarial foram "devidamente negociados" com o sindicato, não o da Função Pública, mas o dos Trabalhadores Portuários.
Para já, a Direcção Regional dos Açores do STFPSA pediu a intervenção de Vasco Cordeiro, Secretário Regional da Economia, que tutela a PA, S.A., de modo a abrir um processo de revisão das condições laborais nos portos de todo o arquipélago.
Recorde-se que o sindicato classifica a situação laboral nos portos açorianos como "distorcida e anormal" e exige o pagamento, de acordo com a lei em vigor, do trabalho extraordinário realizado aos sábados.
A administração da Portos dos Açores admitiu, no entanto, não ser possível satisfazer aos pedidos, já que a Lei de Orçamento de Estado de 2012 dita a proibição de quaisquer actos "que consbustanciem valorizações dos trabalhadores das empresas públicas de capital exclusivamente ou maioritariamente público."
“A construção de diversas infraestruturas em todas as ilhas da Região não tem como propósito a satisfação intelectual do Governo, mas sim servir cada uma das nossas ilhas dos instrumentos necessários para a sua afirmação no contexto económico regional” salientou, ontem à tarde, em Santa Cruz da Graciosa, o Secretário Regional da Economia.
Vasco Cordeiro, que falava na cerimónia de inauguração do novo edifício do aquartelamento de bombeiros do aeródromo da Graciosa, recordou que o Governo dos Açores “tem vindo paulatinamente a desenvolver uma estratégia de reforço das acessibilidades que tem por objectivo criar as condições que permitam reforçar as trocas comerciais entre as ilhas e a dinamização do mercado interno”.
Tendo em conta a actual conjuntura, reforçou Vasco Cordeiro, “a caminhada que o Governo dos Açores tem vindo a fazer com os graciosenses e com os açorianos demonstra que temos uma estratégia que está a ser implementada, que temos dado passos concretos para a concretização dessa caminhada, e que apesar das dificuldades e dos desafios que se colocam a todos, temos as condições, fruto de um dos nossos principais patrimónios, a rigorosa gestão das nossas finanças públicas, para continuar a afectar recursos a esse processo de desenvolvimento”.
Assim, segundo o governante, “a infraestrutura ontem inaugurada melhorará as condições de segurança do aeródromo da Graciosa, mas que não deve ser vista como um investimento isolado. Ele integra-se numa estratégia mais global e regional de valorização das nossas infraestruturas aéreas e no ciclo de investimentos que estamos a desenvolver em todas as ilhas”.
No caso da Graciosa, a este reforço da operacionalidade do aeródromo local, acresce também os investimentos concretizados no porto comercial, com equipamentos e infraestruturas, como são os casos da aquisição de uma lancha de pilotos, que com a sua polivalência veio reforçar as condições de assistência às embarcações ou de uma rampa roll on roll off que irá proporcionar a criação de um verdadeiro mercado interno”.
Segundo Vasco Cordeiro, “é neste ponto que se coloca o fator desbloqueador desse objetivo que os governos do PS cedo demonstraram e que continuam apostados em prosseguir”. De facto, realçou, “o Governo dos Açores assumiu o compromisso nesta legislatura de dotar as ilhas com operação sazonal de transporte de passageiros e viaturas com esse tipo de rampas e esse compromisso será cumprido”.
Para Vasco Cordeiro, “a relevância deste facto deriva do que poderá ser uma alteração profunda na tipologia da operação logística que está subjacente ao transporte de passageiros e viaturas, nomeadamente ao permitir que os navios possam para além do transporte de passageiros, também transportar viaturas e mercadorias, em especial entre as diferentes ilhas do grupo central”.
Desta forma, explicou o Secretário Regional da Economia, “este projeto de reforço das trocas comerciais entre as ilhas não se esgota nas infraestruturas. Por isso é que decorre o concurso de dois navios que vão servir estas ilhas, mas também no processo da operação sazonal de transporte marítimo de passageiros, que terminado o contrato em 2012 terá na sua nova configuração que estar especialmente vocacionado para assegurar o pleno aproveitamento dessas infraestruturas”.
Berta Cabral, Presidente do PSD/Açores, afirmou na passada terça-feira que a meta do partido nas eleições regionais de Outubro deste ano é a criação do terceiro ciclo de desenvolvimento da Região, apostando no desenvolvimento económico.
Numa nota de imprensa emitida pela Câmara Municipal de Ponta Delgada, Berta Cabral afirmou que, em termos económicos, "as ilhas açorianas ainda estão voltadas de costas umas para as outras, além de que falta construir o terceiro pilar do desenvolvimento, ou seja, a criação da região económica."
A líder social-democrata considera que ainda não se criou nas nove ilhas "um verdadeiro mercado interno e é precisamente esse o terceiro pilar que o PSD/Açores se propõe construir a partir de Outubro."
De acordo com Berta Cabral, "não há complementaridade das diferentes economias das nove ilhas", sendo esta a tarefa que o PSD/Açores se propõe fazer ao avançar com o terceiro ciclo de desenvolvimento dos Açores, pois só assim será possível "criar emprego, criar riqueza, distribuir esta riqueza com justiça social e poder apoiar aqueles que mais necessitam", frizou.
Relativamente à preocupação manifestada pelo Presidente do Tribunal de Contas sobre as contas dos Açores, Berta Cabral referiu que esta questão também gerou inquietude no partido.
No entanto, alertou para a necessidade de não compararem a realidade açoriana e a da Madeira ou do país.
"Temos que ter em conta que o nosso Produto Interno Bruto é de 3,7 mil milhões e temos compromissos de dívida na ordem dos 3,3 mil milhões de euros. Ou seja, estamos a aproximar-nos perigosamente da riqueza que criamos nos Açores", acentuou. Berta Cabral considerou a situação "muito preocupante, porque a Madeira está na mesma situação, o país está na mesma situação e nós estamos a entrar precisamente pelo mesmo caminho."
Na sua opinião, "é necessário, sem alarmismos, tomarmos consciência da grave situação em que nos encontramos para tomar as medidas necessárias para promover a contenção e viver de acordo com as nossas possibilidades."
Berta Cabral disse, ainda, que a contenção e as medidas de austeridade "estão a trazer graves consequências, sobretudo, para os nossos empresários que passam por muitas dificuldades", afirmando que "o pouco crédito que existe é absorvido pelo Governo Regional. Se há pouco crédito e é absorvido pelo sector público, fica prejudicado o sector privado. Estamos numa altura em que é preciso que o sector público recue para dar mais espaço ao sector privado, por forma a que este possa criar emprego e, assim, haver a necessária reanimação económica", frizou.