António Cordeiro revela “toda a verdade” das contas da Câmara Municipal de Vila Franca do Campo

vila-franca10Da autarquia de Vila Franca recebemos um documento onde a edilidade uma vez mais vem a público “esclarecer e clarificar as contas que assombram o mandato do socialista António Cordeiro”.
O documento refere que “a gestão do anterior executivo camarário é que foi, efectivamente, negligente e danosa”. E diz que “a Câmara a que tenho a honra de presidir é uma pessoa de bem e por isso está a pagar todas as dívidas que a irresponsabilidade anterior deixou”.
“Quando a gestão de uma autarquia é orientada exclusivamente para conseguir o voto, fazem-se as obras mesmo que não haja o dinheiro para as fazer e depois acontecem factos como estes de que aqui vos deixamos três casos, só a título de exemplo, porque infelizmente a situação é tal que a lista é demasiado extensa para ser publicada toda de uma vez”.
Em relação ao Aquaparque, diz que  em 2000 custou 500.000 euros. “Quando tomámos posse da Câmara ainda faltava pagar 384.000 euros; as condições de degradação em que o aquaparque estava forçaram-nos a investir mais 200.000 euros em obras de reparação para não ter que o fechar. Actualmente falta pagar 336.943 euros”.
Em relação ao Passeio Marginal  até à Vinha d’Areia, “em 2000 custou 748.196 euros. Quando tomámos posse ainda se deviam 598.000 euros. Actualmente falta pagar 500.000 euros”.
Sobre a Rotunda dos Frades, refere que “em 2001 custou 1.246.994 euros. Quando tomámos posse ainda se deviam 914.000 euros. Actualmente  falta pagar 773.262 euros”.
O comunicado refere que “só nestes três exemplos esta Câmara pagou, em dois anos, cerca de meio milhão de euros. Foram menos meio milhão de euros de investimentos que muito gostaríamos de ter feito para bem da população. Esta é que é a verdade.”
O comunicado conclui que “felizmente, em democracia existem os tribunais, e existe também a opinião pública, e qualquer dia há novamente eleições. Queremos ser sempre dignos e honestos.”

Governo apoia “surgimento de mais trabalhos de jovens criadores”

bruno-pacheco1O Director Regional da Juventude esteve presente, ontem num workshop de iniciação ao cinema documental, dirigido à turma do 12.º ano do curso de multimédia da Escola Secundária Domingos Rebelo, promovido pela Associação de Imigrantes nos Açores, no âmbito do Panazorean Film Festival.
Este festival internacional de cinema sobre migrações e interculturalidade, apoiado pelo Governo dos Açores, tem como objectivo possibilitar aos jovens o contacto com formação de qualidade e abrir os horizontes, criando oportunidades a esses mesmos jovens.
“O Governo dos Açores acredita que este trabalho dará frutos e é alicerçado numa estratégia definida de incentivo à criatividade. Esta estratégia, que começou com o Labjovem e que vem sendo materializada em diversos programas e projectos, começa a apresentar resultados. Hoje, mais do que nunca, temos vários jovens açorianos que singram em vários palcos”, disse Bruno Pacheco.
Ao dirigir-se aos jovens, o Director Regional da Juventude referiu ainda que “entendemos que estamos ainda numa fase inicial de desenvolvimento e que precisamos de melhorar a eficácia da intervenção pública. Com base nesta avaliação, lançamos o programa “Põe-te em Cena” que será um instrumento que pretende contribuir para o surgimento de mais trabalhos de jovens criadores açorianos”.
O workshop foi dinamizado pelo formador Arnau Segarra, catalão, realizador, licenciado em jornalismo e pós-graduado em argumento cinematográfico e que está nos Açores no âmbito do programa Eurodisseia.

Ofertório das missas vai ajudar a tapar “buraco financeiro” na diocese de Angra garante D. António Sousa Braga

bispo_191_180O ofertório das eucaristias que se celebrarem nas nove ilhas da Região Autonoma do Açores a 12 e 13 de Novembro destina-se aos Serviços Centrais da Diocese, que se encontra num “buraco financeiro”, afirmou ontem à Lusa o bispo de Angra, António Sousa Braga.
A diocese “entrou em colapso financeiro, fruto de uma má administração, e nós estamos, já há vários anos, numa caminhada de contenção de despesas para sanear esse buraco financeiro”, frisou o bispo açoriano.
Para o bispo, “a primeira resposta [à crise] deve vir das comunidades, da proximidade e vizinhança”, considerando que “a ajuda que se tem por tentação reivindicar junto da Ouvidoria, da Cáritas, da Diocese ou do Governo está errada, porque a ajuda deve começar primeiramente nas paróquias, junto dos que não têm nada”.
António Sousa Braga, que falava em Angra do Heroísmo, salientou que a Igreja pretende “ajudar as pessoas a ultrapassar a ideia de que em tudo deve intervir o Estado”.
António Sousa Braga salientou que a Igreja “não quer desviar as atenções da crise que vivem as pessoas” e está ciente “do apoio que deve dar, estando presente e organizada no terreno, junto das pessoas em dificuldades numa região com um certo nível de pobreza”.
“A Igreja procura aplicar correctamente o princípio da subsidiariedade, isto é, a instância superior só intervém na inferior na medida em que ela precisa, dando margem à iniciativa comunitária”, frisou.
António Sousa Braga defendeu que “deve ser reavivado o poder e capacidade de intervenção da sociedade civil, cabendo à Igreja um papel importante nesse sentido porque está no terreno, por ser a instituição mais espalhada no terreno”.
“Temos paróquias, comunidade e curatos, mesmo nos recantos mais escondidos de todas as ilhas, e, por isso, a obrigação de ajudar as pessoas”, afirmou, acrescentando, no entanto, que essa ajuda “não é apenas dar de comer ou em bens materiais”.
Para o bispo da diocese de Angra, essa ajuda é também “na mentalidade, na formação, para que as pessoas não encarem a vida só pelo bem-estar material, que é necessário, mas igualmente como promoção das pessoas no relacionamento”.
A 12 de 13 de Novembro, para além do Dia da Diocese, decorre também a nível nacional a Semana dos Seminários [Episcopais] que, no caso dos Açores, vai comemorar 150 anos em 2012.
A instituição, com 26 alunos, é a única do país com aulas internas, estando a aguardar o reconhecimento académico dos estudos que ministra para o que vai reatar as negociações com o novo diretor da Faculdade de Teologia de Lisboa, da Universidade Católica Portuguesa.
Antes do final do ano vai reunir o Conselho Pastoral Diocesano, órgão em que participam também leigos, que representam os vários serviços e movimentos eclesiais.
O tema da próxima reunião segue a linha das Orientações Diocesanas de Pastoral, que têm por tema ‘Evangelizar a família, em situação de emergência social’.

Ordem dos Engenheiros Técnicos vai levar a cabo tomada de posse dos órgãos regionais na próxima quarta-feira

Na passada sexta-feira, em Lisboa, tomou posse o Bastonário da Ordem dos Engenheiros Técnicos, OET, Augusto Ferreira Guedes, bem como os Presidentes e Vice-Presidentes das Secções Regionais, nos quais se incluem a Secção dos Açores.
No próximo dia 2 de Novembro, quarta-feira, tomará posse os restantes órgão da Secção Regional dos Açores numa cerimónia que terá lugar no Hotel Avenida, em Ponta Delgada.
Na tomada de posse de Augusto Guedes, realizada na Capital portuguesa, o Bastonário afirmou querer ser a “face visível de uma classe profissional competente, que desenvolve a sua actividade profissional em Portugal há quase 160 anos, e ao qual cabe ser porta-voz das preocupações quando está em causa o interesse público, assegurando que o consumidor final está protegido”.
Augusto Guedes traçou os principais desafios para a OET apostando claramente na mobilização de “escolas (Universidades e Politécnicos, públicos ou privados) para ministrarem uma melhor formação, inicial e ao longo da vida, com o intuito de que os Engenheiros Técnicos possam ser cada vez mais capazes de praticar uma engenharia de excelência”.
De acordo com o Bastonário da OET, o novo programa que a equipa que lidera irá executar terá que “lançar o desafio às outras Ordens para se empenharem numa melhor defesa do interesse público, dado representarem ‘profissionais de confiança pública’”, referiu, acrescentando que “isso obriga a uma atitude menos corporativa e mais preocupada com o bom desempenho nacional e internacional da arquitectura e engenharia portuguesa, protegendo os cidadãos”.
Para Augusto Guedes “os Engenheiros Técnicos e os Engenheiros não têm divergência nenhuma e trabalham diariamente, lado a lado, para o progresso de Portugal. As relações com as outras Ordens Profissionais serão sempre de exigência de cumprimento dos valores da ética e do princípio de respeito pelas competências delegadas pelo Estado”, sublinhou, deixando claro a ideia de que o único conflito a existir nos últimos tempos prende-se com as atitudes de alguns dirigentes.
Confrontando “aqueles que diziam e escreviam em diferentes textos publicados, em entrevistas no passado recente que os diplomados de 1º ciclo não possuíam as competências para poder desempenhar a actividade de engenharia com total autonomia, devendo apenas desempenhar actos subalternos”, Augusto Guedes disse que “hoje vêm dizer publicamente que estavam enganados, vêm renegar tudo o que disseram, demonstrando que os argumentos dirimidos na altura eram injustos e infundados, sendo, ao mesmo tempo uma forma corporativa de denegrir a imagem daqueles que com eles competem no mercado profissional”.
Porque a confiança e competência parecem ser palavras de ordem para a OET, Augusto Guedes deu conta, ainda, de alguns dos números referentes à inscrição de novos membros na OET. A título de exemplo, só no passado mês de Setembro foram inscritos 53 novos membros, sendo 43 Licenciados e 10 Bacharéis, além de 15 estudantes.
Para a cerimónia a realizar em São Miguel, na próxima quarta-feira, e que levará a cabo a tomada de posse dos restantes membros da Secção Regional da OET, estão convidados para o evento os Presidentes das autarquias regionais, o reitor da Universidade dos Açores e ainda o Secretário Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos.

Queixa contra membro do CA do Hospital de PD por “fazer sexo” em Enfermaria...

hospital-pdl_194_180A Administração do Hospital do Divino Espírito Santo está a ser alvo de uma queixa no mínimo original. Uma das senhoras que estiveram ali internadas na semana passada queixa-se que um membro do conselho de administração terá tido relações sexuais com a sua namorada no quarto onde se encontravam outras pacientes. Pelo menos é o que indicia os barulhos que tiveram de ouvir...
Alegadamente, um membro do Conselho de Administração foi visitar a sua namorada que estava numa enfermaria de 6 camas, onde estava a queixosa e outras 4 senhoras. A certa altura, o homem terá fechado a cortina que separa a cama da namorada, e foi então que perceberam que algo se passava – e não era uma consulta médica.
O gabinete de Relações Públicas do Hospital apenas confirmou que a queixa “está a ser analizada pelo Conselho de Administração, e terá resposta pela via normal”.