O Plano Regional de Sensibilização e Educação Ambiental dos Açores (PRESAA), apresentado sexta-feira na Horta, Faial, estabelece “uma estratégia de médio prazo” para o envolvimento conjunto das áreas educativa e ambiental, afirmou o secretário regional do Ambiente.
Álamo Meneses disse à Agência Lusa que o PRESAA, que será desenvolvido até 2024, “inclui linhas destinadas a públicos alvos”, como é o caso da população escolar, os jovens e os mais idosos, contendo ainda programas “específicos para determinadas temáticas”, nomeadamente a conservação da natureza e a relação entre os resíduos e a população”.
“É um programa que tenta envolver todas as áreas, tendo como nucleares a educação e o ambiente”, frisou o secretário regional do Ambiente, que destacou estes vectores prioritários para a implementação de “um modelo de desenvolvimento sustentável”.
Este objectivo, segundo Álamo Meneses, será concretizado através de “uma interacção e parceria” envolvendo a rede regional de ecotecas, escolas, organizações não governamentais para o ambiente, associações e freguesias, dinamizando actividades de sensibilização e acção ambiental.
“O plano foi pensado para 12 anos, precisamente um ciclo de educação escolar, e o objectivo é ir aperfeiçoando a sua execução”, afirmou.
O PRESAA “pretende ter um papel de concertação, coordenação de esforços e orientador”, constituindo-se como “uma ferramenta de trabalho para alunos, professores, organizações não governamentais, associações, empresas e sociedade civil nas temáticas ambientais”.
O vento forte que se fez sentir ontem nos Fenais da Luz e em São Vicente Ferreira destruiu parcialmente os telhados de cerca de 20 moradias nestas duas freguesias do concelho de Ponta Delgada, em São Miguel.
“O mini tornado ocorreu cerca das 12:40 com ventos fortes e localizados que levantaram algumas telhas em cerca de 20 moradias”, afirmou Emanuel Sousa, comandante dos Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada, em declarações à Lusa, acrescentando que o mau tempo não provocou danos pessoais.
Patrícia Navarro, do Instituto de Meteorologia, admitiu à Lusa que pode ter ocorrido naquela zona da ilha de São Miguel um tornado, mas frisou que a situação ainda está a ser analisada.
“Há uma depressão que está a afectar os grupos Central e Oriental e, nestas linhas de instabilidade, formam-se nuvens de grande desenvolvimento vertical, que dão origem a fenómenos que podem ser tornados ou outros”, afirmou a meteorologista.
Emanuel Sousa referiu que os bombeiros desobstruíram as vias de circulação, tendo-se deslocado também para as duas freguesias elementos do Serviço Municipal de Protecção Civil e da Direcção Regional da Habitação para avaliar os estragos e decidir se há necessidade de realojar alguma família.
O Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores alertou ontem para um agravamento do estado do tempo nas nove ilhas dos Açores até ao meio dia de hoje, com previsão de ocorrência de trovoadas, ventos fortes e chuva.
No Grupo Oriental (São Miguel e Santa Maria), as previsões apontam para chuva forte, trovoadas e vento com rajadas que podem atingir 85 quilómetros por hora.
Nas ilhas do Grupo Central (Terceira, Graciosa, Pico, São Jorge e Faial) e do Grupo Ocidental (Flores e Corvo), as previsões apontam também para precipitação forte e trovoadas.
Executivo
acompanha danos em habitações na orla marítima dos Fenais da Luz
No início da tarde, diversas equipas dos serviços da Secretaria Regional do Trabalho e Solidariedade Social a acompanhar a situação, bem como a prestar os primeiros auxílios às vítimas.
Durante a tarde foi efectuado um levantamento dos estragos e a avaliação da segurança das moradias afectadas. Segundo o Director Regional da Habitação, duas famílias serão realojadas.
O Governo Regional dos Açores referiu em comunicado, através do GACS (Gabinete de Apoio à Comunicação Social) que continuará a acompanhar a situação, colocando no terreno os meios necessários para o efeito.
A Igreja Católica nos Açores vai dar prioridade à família, ao apoio aos carenciados e à reorganização interna, revelam as orientações para 2011-12 aprovadas pelo bispo diocesano, D. António Braga, revelou esta semana a “Agência Eclesia”.
“Evangelizar a família em situação de Emergência Social” constitui o “pano de fundo” do documento publicado no site da diocese de Angra, que sublinha a necessidade de envolver os católicos no apoio aos mais carenciados e difundir a Doutrina Social da Igreja, que critica tanto o “colectivismo marxista” como o “capitalismo neo-liberal”.
O texto, reproduzido pela ‘Eclesia’ salienta que “nos próximos anos” os objectivos da diocese “devem forçosamente incidir no empenhamento social das comunidades cristãs”, pelo que cada “unidade pastoral” deve dispor “de um grupo minimamente organizado de acção sócio-caritatíva, que promova a solidariedade de proximidade”.
Entre as linhas de acção inclui-se a cooperação com entidades “eclesiais ou não” na procura de soluções para os problemas, ao mesmo tempo que a nível interno se suscita “a dimensão social como exigência da vida da própria comunidade cristã”.
Os católicos açorianos são chamados a “atender prioritariamente a situações de risco, como por exemplo, a pobreza infantil, a falta de sentido de vida dos jovens, o desespero da ruptura familiar ou do desemprego” e a “solidão dos idosos”, criando centros de acolhimento “para pessoas em situação de fragilidade ou exclusão social”.
Por outro lado, assinala o documento introduzido por uma Nota Pastoral do bispo, “urge recolocar a família no centro” das preocupações através de um “atendimento personalizado” em “situações de emergência, tanto familiar, como social”, ajudando os agregados que vivem com “dificuldades materiais ou outras”.
As acções a concretizar prevêem a realização de um encontro com todos os movimentos ligados à pastoral familiar, a constituição de equipas ligadas ao sector em todas as regiões pastorais e a valorização de ocasiões como os dias do pai, mãe e criança, bem como do idoso, doente, trabalhador, criança, juventude e família.
A diocese quer também promover a Semana da Vida, que a Igreja Católica assinala em Maio, e dar atenção especial à “preparação e celebração dos sacramentos do Baptismo e do Matrimónio”, à “catequese de adultos” e à “catequese de estilo familiar”.
O calendário de 2011-12 prevê que D. António Braga inicie no primeiro dia de Janeiro a visita pastoral à região (ouvidoria) de Ponta Delgada, em São Miguel, a principal ilha dos Açores, para a qual o prelado quer nomear um vigário episcopal, a quem compete parte do poder executivo que pertence ao bispo diocesano.
As “questões a trabalhar” na reorganização interna incluem a retoma do estudo do estatuto económico do clero, a entrega às paróquias do “programa de informatização em sistema de rede” e o apoio à construção da residência sacerdotal, para padres idosos e doentes, em São Miguel.
O documento a que a Agência de Notícias da Igreja Católica em Portugal alude menciona, também, que a diocese sediada na ilha Terceira tenciona acompanhar o processo de construção das igrejas do Faial e de requalificação dos seus centros pastorais, além de “repensar o lugar e funcionamento do Seminário Episcopal, nos 150 anos da sua fundação”.