Festas de Nossa Senhora de Fátima nos Fenais da Luz

Igreja Fenais da LuzA Comissão de Festas de Nossa Senhora de Fátima, da Paróquia de Nossa Senhora da Luz, dos Fenais da Luz, organiza entre amanhã e Domingo uma série de eventos religiosos e culturais no Bairro da Luz.

O objectivo passa por celebrar os 100 anos das aparições da Mãe de Jesus em Fátima aos três pastorinhos e “dinamizar o lugar do Bairro, ocupando os mais jovens, os principais destinatários da mensagem de Fátima, com actividades variadas: religiosas, desportivas, lúdicas e musicais”, avança a organização em comunicado.

Inédito naquela paróquia, as festas iniciam-se amanhã à tarde, com a abertura do bazar e da barraca e com música de fundo. 

A imagem de Nossa Senhora de Fátima será levada, de automóvel, da Igreja Paroquial d?e Nossa Senhora ad? Luz, chegando ao Bairro pelas 19 horas. Seguir-se-á a procissão das velas, pelas 21 horas, antecedida pela venda, no local, de velas com copos. A imagem ficará exposta no local, em vigília, toda a noite, para ?a oração em silêncio ou com o terço.

No Sábado à tarde, haverá lugar para eventos destinados a crianças e jovens, promovidos pelo Agrupamento de Escuteiros Católicos dos Fenais da Luz. Já às 19 horas será celebrada a Eucaristia Campal, presidida pelo pároco, padre Ricardo Tavares?, e animada pelas romeiras e pelos romeiros?. À noite será oferecido um Caldo Verde aos presentes, seguindo-se a actuação do Grupo de Teatro “O Ponto” e dos artistas Emanuel e Andreia Sousa. ?A imagem ficará exposta no local, em vigília, toda a noite, para ?a oração em silêncio ou com o terço.?

No Domingo à tarde, serão realizadas actividades desportivas promovidas pelo Grupo Desportivo dos Fenais da Luz. O final da festa?, pelas 18:30 horas,? contará com a despedida e o regresso, em procissão, da Imagem de Nossa Senhora de Fátima à Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Luz, acompanhada pelas romeiras e pelos romeiros da paróquia.

Segundo a organização, o lucro das festas será revertido a favor do restauro da Igreja Paroquial, que começará no próximo ano civil.

Cerca de meia centena de açorianos participam na V Ultreia Mundial dos Cursilhos de Cristandade

Cursilho cristandadeO Movimento dos Cursilhos de Cristandade (MCC), cujo Comité Executivo do Organismo Mundial está sediado em Portugal desde 2014 até ao final deste ano, encontra-se a promover o seu encontro mundial com o tema ‘É hora dos cursilhos’, entre 4 e 6 de Maio, em Fátima.
Num comunicado enviado ao Igreja Açores, o MCC informa que do programa para os três dias de encontro destaca-se a quinta Ultreia mundial no dia 6 de Maio, na Basílica da Santíssima Trindade.
Cerca de 8 mil cursistas, de 38 países dos cinco continentes, entre eles 50 cursistas oriundos da diocese de Angra, vão ainda participar em diversas iniciativas como a celebração da Eucaristia, Orações, conferências, tertúlias, procissões.
Os Cursilhos de Cristandade destacam que a Ultreia mundial realiza-se “num ano histórico” com os 100 anos das Aparições de Fátima, a peregrinação do Papa Francisco ao Santuário de Fátima e o centenário do nascimento do fundador dos MCC, Eduardo Bonnín, sem esquecer a canonização dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto. Recorde-se que o fundador do Movimento,  Eduardo Bonnín, nasceu em 1917, no ano em que os pastorinhos de Fátima fizeram a grande experiência da revelação da Cova da Iria.
O MCC tem reconhecimento canónico pela Santa Sé como “Estrutura de coordenação, promoção e difusão da experiência dos cursilhos de Cristandade, tendo personalidade jurídica privada”, sublinha ainda a nota.
Desde que nasceu em Palma de Maiorca (Espanha) em 1949, o Movimento tem-se configurado como um movimento de evangelização que procura levar a Boa Nova do Amor de Deus a cada pessoa, especialmente aos mais afastados.
Desde 2014 que Portugal é, pela primeira vez, o principal ponto de encontro para membros do movimento quando foi escolhido como sede da organização mundial durante o último encontro europeu realizado entre 23 e 26 de Maio de 2013, na Áustria.
O MCC chegou ao nosso país em 1960 e o primeiro cursilho realizou-se em Fátima, de 29 de Novembro a 2 de Dezembro desse ano. Sediado em Fátima,  o MCC tem em Portugal  120 mil cursilhistas, e para os dirigentes “será um grande desafio responder à expectativa mundial de celebrar o centenário [do nascimento] do fundador”.
Na diocese de Angra, o Movimento dos Cursilhos de Cristandade é  um dos mais mobilizadores da igreja católica e já realizou quase 400 cursilhos nos Açores, envolvendo mais de 11 mil  açorianos, desde 1963, data em que chegou aos Açores.
A direcção do Secretariado do Movimento nos Açores é assegurada por uma equipa sediada na Terceira e liderada por Telmo Sequeira, havendo um sub-secretariado em São Miguel, orientado por Micá Matos.
O MCC já teve actividade em praticamente todas as ilhas, à excepção do Corvo onde nunca se realizaram cursilhos, mas actualmente está vivo na ilha Terceira, em São Miguel e em Santa Maria.
Refira-se que há um elemento da equipa dirigente diocesana - Fausto Dâmaso - que integra o Comité Executivo do Organismo Mundial dos Cursilhos de Cristandade,  estrutura rotativa que percorre os cinco continentes de quatro em quatro anos: actualmente está em Portugal e já esteve, por exemplo, em Toronto (Canadá), Caracas (Venezuela) e Seul (Coreia do Sul).
Este organismo mundial é reconhecido pelo Conselho Pontifício para os Leigos e conta com quatro grupos de coordenação e reflexão – europeu, latino-americano, língua inglesa e da Ásia-Pacifico – que trabalham com os secretariados nacionais e diocesanos e compete ao bispo diocesano que o receba na sua diocese dar-lhe “lugar e plenitude canónica”.

Sagrada Família é um exemplo da nova humanidade, afirma Bispo de Angra

Bispo de AngraApesar das condições de vida serem hoje diferentes do passado, criando dificuldades ao modelo tradicional da família “há valores que são perenes e que todos os cristãos devem defender e promover”, disse este domingo o Bispo de Angra durante a Eucaristia na Sé, que assinalou a Festa da Sagrada Família de Nazaré, “um exemplo da nova humanidade”.
De acordo com o Portal da Diocese, D. António de Sousa Braga falou do respeito, da atenção, do diálogo e da compreensão como pilares fundamentais da vida familiar, quer no relacionamento entre pais e filhos quer nos deveres de uns e de outros.
“As dificuldades que os pais têm hoje em relação aos filhos não dependem só dos problemas da sociedade hodierna. Dependem também da atitude dos pais para com os filhos. Entre a atitude cómoda de inibição e de demissão em relação à intervenção educativa dos filhos e a atitude impositiva e autoritária, há o meio termo de equilíbrio, representado pela atitude de Maria e de José, respeitadora da individualidade do filho”, disse o Prelado Diocesano.
Para D. António de Sousa Braga o grande alicerce da família é o amor e é nessa perspectiva que se devem equacionar os problemas e as dificuldades.
“O melhor método na educação é amar, o que não significa mimar, mas deixar e ajudar que o filho assuma a sua vocação e o seu lugar na sociedade e na Igreja”, disse o Bispo de Angra.
D. António de Sousa Braga lembrou que “Deus tem para cada um de nós um desígnio” que embora “não dependa dos pais deve ser realizado pelos pais”. E acrescenta que “a família só se salva e cumpre a sua missão, na medida em que for uma comunidade de amor. O que não significa anular-se, mas responsabilizar-se pelo outro, dar a vida pelo outro. Amar é procurar o bem do outro”.
Ainda segundo o Portal da Diocese, o responsável máximo pela Igreja nos Açores deixou, ainda um apelo, aos filhos para que respeitem os pais deixando uma “advertência” para situações de grande vulnerabilidade que se prendem com o abandono a que são votados os mais velhos. “Apesar de toda a sensibilidade das comunidades e da organização dos serviços oficiais e das instituições particulares, há idosos, abandonados pelos filhos, tanto nas casas de família, como em lares. Isso é inaceitável, do ponto de vista humano e cristão”.
Finalmente, deixou um apelo para que as famílias não sigam apenas “os critérios da mera eficiência humana” e se deixem contagiar “por outros parâmetros”, como a fé.
As famílias “devem seguir a lógica do amor, sempre imprevisível e comprometedor. É esse dom do verdadeiro amor, que queremos pedir ao Senhor para as nossas famílias, ao iniciarmos o novo ano, para que se tornem fonte de fraternidade, fundamento primário da paz, como preconiza o Papa Francisco, na Sua 1ª Mensagem para o Dia Mundial da Paz”.
D. António de Sousa Braga pediu, ainda, às famílias que “participem” na preparação do Sínodo dos Bispos sobre a Pastoral familiar, que se realiza em outubro do próximo ano, em Roma, respondendo ao inquérito enviado pelo Papa Francisco a todas as dioceses do mundo.

Romeiros com 54 grupos a partir de sábado

Romeiros CandeláriaOs romeiros de S. Miguel começam a sair a partir do próximo sábado. Estão inscritos este ano 54 grupos. A partir da edição de sábado, o Diário dos Açores volta a publicar diariamente, como já é tradicional, o mapa das pernoitas relativo.
Irão participar este ano os seguintes ranchos: Água d´Alto,  Água de Pau,  Ajuda da Bretanha,  Algarvia,  Arquidiocese de Toronto,  Atalhada,  Cabouco,  Calhetas,  Candelária,  Capelas ,  Conceição Rib. Grande,  Covoada,  Fajã de Baixo,  Fajã de Cima,  Fenais da Ajuda,  Fenais da Luz,  Feteira Pequena,  Feteiras P..Delgada,  Livramento,  Lomba de Loução,  Lombinha da.Maia,  Maia,  Matriz da Rib. Grande,  Matriz de P..Delgada,  Milagres Arrifes,  Pico da Pedra,  Pilar da Bretanha,  Ponta Garça,  Porto Formoso,  Rabo de Peixe,  Relva,  Remédios Bretanha,  Remédios Lagoa,  Rib. Quente / Furnas,  Ribeira das Tainhas,  Ribeira Funda,  Ribeira Seca R. Grande,  Ribeirinha,  Rosário Lagoa,  S.Pedro/St.Ant. Nordestinho,  Santa Clara,  Santa Cruz Lagoa,  São Brás,  São José P..Delgada,  São Roque,  Saúde Arrifes,  Sete Cidades,  St. António A. Capelas,  St. Bárbara P. Delgada,  St. Bárbara R. Grande,  V. Nordeste / Pedreira,  Várzea,  Vila da Povoação,  Vila Franca do Campo
De acordo com a decisão do Bispo dos Açores, as intenções deste ano serão as seguintes:
Pelo Papa Francisco, para que o Senhor O ilumine e fortaleça, para que possa continuar a confirmar os irmãos na fé.
Pelos Bispos e Sacerdotes, para que sejam verdadeiros Pastores, que conduzem o rebanho, que lhes está confiado.
Pelos nossos jovens e seminaristas, para que tenham a força de seguir o chamamento do Senhor
Pelo Papa Francisco, para que tenha a saúde necessária para cumprir a sua missão de Bispo de Roma e Pastor da Igreja Universal.
 Pelas nossas famílias, para que o Senhor as ajude a vencerem as dificuldades do momento presente.
Pelos doentes e idosos, pelos que sentem sós e desamparados, para que, no Senhor, encontrem conforto e, em nós, apoio e ajuda.
Pelo Papa Francisco, para que o Senhor O ajude a renovar a Igreja.
Pelos Irmãos Romeiros, para que testemunhem, na vida, a fé cristã.
Pelos nossos defuntos, nomeadamente os Romeiros falecidos, para que o Senhor lhes conceda a bem-aventurança eterna.
O Grupo Coordenador recomenda que “na caminhada dever-se-á evitar com caridade e abnegação tudo o que seja excesso (bebidas, refeições, visitas de familiares e outras), privilegiar apenas o dia da família e aproveitar, desde aí, para dar testemunho cristão de verdadeiros peregrinos. Procurar sempre os percursos tradicionais, observando o maior cuidado nas zonas mais perigosas, visitando o maior número possível de igrejas e ermidas”.

Bispo quer preservar o “Pão por Deus”

Bispo de AngraO bispo de Angra, nos Açores, escreveu uma nota pastoral a respeito da celebração do dia de Todos os Santos, que deixou de ser feriado civil, apelando à cooperação das escolas para manter tradição do ‘Pão por Deus’.
“Como é um dia normal de trabalho isso vai dificultar a manutenção da linda tradição que é o Pão por Deus”, refere D. António de Sousa Braga, numa mensagem divulgada pela página da diocese na internet.
O prelado açoriano convida todas as paróquias para, “em diálogo com as escolas”, não deixarem morrer esta tradição.
“Nada impede que essa tradição, muito sentida e vivida nos Açores, passe para o domingo seguinte. É só experimentar”, acrescenta.
A Igreja celebra anualmente a solenidade litúrgica de Todos os Santos, na qual lembra conjuntamente “os eleitos que se encontram na glória de Deus”, tenham ou não sido canonizados oficialmente, como refere a Enciclopédia Católica Popular.
As Igrejas do Oriente foram as primeiras (século IV) a promover uma celebração conjunta de todos os santos quer no contexto feliz do tempo pascal, quer na semana a seguir.
No Ocidente, foi o Papa Bonifácio IV a introduzir uma celebração semelhante em 13 de maio de 610, quando dedicou à Santíssima Virgem e a todos os mártires o Panteão de Roma, dedicação que passou a ser comemorada todos os anos.
A data de 1 de novembro foi adoptada em primeiro lugar na Inglaterra do século VIII acabando por se generalizar progressivamente no império de Carlos Magno, tornando-se obrigatória no reino dos Francos no tempo de Luís, o Pio (835), provavelmente a pedido do Papa Gregório IV (790-844).
Segundo a tradição, em Portugal, no dia de Todos os Santos, as crianças saíam à rua e juntavam-se em pequenos grupos para pedir o ‘Pão por Deus’ de porta em porta: recitavam versos e recebiam como oferenda pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, amêndoas ou castanhas, que colocavam dentro dos seus sacos de pano; nalgumas aldeias chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’.
O feriado de Todos os Santos é um dos quatro que foi eliminado em Portugal, como resultado do “entendimento excepcional” entre a Santa Sé e o Governo português.
A eliminação dos feriados de Corpo de Deus, de 5 de outubro, de 1 de novembro e de 1 de dezembro, resultante da alteração efectuada ao Código do Trabalho, produz efeitos desde 1 de janeiro e será obrigatoriamente objecto de reavaliação “num período não superior a cinco anos”, segundo o mesmo código.