SINTAP exige reposição das 35 horas para trabalhadores dos hospitais da Região

Hospital interiorO Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (SINTAP) dos Açores quer a reposição, a partir do dia 1 de Setembro, das 35 horas semanais para trabalhadores do Serviço Regional de Saúde, com contrato individual. 

Segundo recorda o SINTAP em nota, numa reunião com o secretário regional da Saúde, no passado dia 9 de Agosto, o sindicato exigiu que os trabalhadores do Serviço Regional de Saúde com contrato individual de trabalho, e com funções correspondentes às desempenhadas por trabalhadores das carreiras gerais, possam usufruir de 35 horas de trabalho semanal e do direito à carreira, à semelhança dos contratados do continente e da Madeira.

A força sindical pede que a reposição das 35 horas semanais de trabalho seja feita já a partir de 1 de setembro e não em Janeiro de 2019, como foi sugerido pelo executivo açoriano, uma proposta que dizem ser “uma incompreensível injustiça”, tendo em conta que o sindicato tinha apresentado uma proposta de acordo “há cerca de um ano, de modo a que fosse aplicada também em 1 de Julho de 2018.”

“O SINTAP e os trabalhadores dos hospitais públicos de Angra, Horta e Ponta Delgada não aceitam discriminação de que poderiam ser objecto já que os trabalhadores quer no continente quer na Madeira já usufruem das 35 horas de trabalho semanal, por isso consideram urgente, a consagração prática do princípio da igualdade de tratamento entre trabalhadores que, exercendo as mesmas funções, vivem uma situação de discriminação objectiva no que diz respeito a uma série de direitos, que devem ser iguais em todo o território nacional independentemente da natureza dos respetivos vínculos laborais”, refere o SINTAP num comunicado ontem veiculado.

O SINTAP afirma ainda estar disponível para a assinatura imediata do Acordo Colectivo de Trabalho e reclama, junto da secretaria regional da Saúde, que a assinatura do acordo seja feita “no mais curto espaço de tempo”. “O SINTAP insta assim a Secretaria Regional da Saúde a envidar todos os esforços no sentido de que a assinatura do acordo mencionado tenha lugar no mais curto espaço de tempo, permitindo desta forma que os seus efeitos possam produzir-se já a partir do dia 1 de setembro, evitando injustiças que, inevitavelmente, conduzirão a que os trabalhadores considerem a adoção de formas de luta que seriam desnecessárias”, lê-se.

Passageiros desembarcados nos aeroportos dos Açores aumentaram 3,4% em Julho

aeroporto PDLlO número de passageiros desembarcados nos aeroportos dos Açores foi de 210.872 no passado mês de Julho. Um número que representa um aumento de 3,4% face ao mesmo mês do ano passado.

Os dados foram publicados pelo Serviço Regional de estatística (SREA), que aponta que, “em termos acumulados, nos primeiros sete meses de 2018, verifica-se uma variação homóloga positiva de 2,9%”.

“Os passageiros desembarcados com origem no estrangeiro foram 33.559, originando um acréscimo homólogo de 6,1%, e os com origem noutras regiões do território nacional atingiram 86.571, apresentando, neste caso, uma variação homóloga negativa de 0,8%”, avançou o SREA.

Em termos acumulados, nos primeiros sete meses de 2018, verificou-se uma variação homóloga positiva de 2,9% no desembarque de passageiros e nos últimos três meses, uma variação homóloga igualmente positiva de 3,3%.

Quanto aos passageiros aéreos desembarcados por ilha, aquela com maior número de passageiros desembarcados no último mês de Julho foi a de São Miguel com 118.989, seguida da Terceira com 42.402 e Faial com 18.144. 

No entanto, segundo os mesmos dados, a ilha que apresentou maior crescimento homólogo foi a do Faial com 6,1%, seguindo-se o Pico com 5,8%, Flores (5,0%) e São Miguel com 4,7%. 

A única ilha que apresentou variação mensal homóloga negativa no desembarque de passageiros foi a Terceira, com -1,2%.

Por outro lado, a ilha que apresentou maior variação homóloga positiva no último trimestre foi a do Corvo com 15,5% seguida do Pico com 10,1%. 

Quanto ao acumulado dos primeiros sete meses, a ilha que verificou maior variação homóloga positiva foi igualmente a do Corvo com 17,8%, seguida novamente pela do Pico (10,2%), Santa Maria (6,0%) e Flores com 5,2%.    

 

Açores têm o salário médio mais baixo do país

notasO salário médio em Portugal, já depois de impostos, aumentou 36 euros no intervalo de um ano. 

Se no 2º trimestre de 2017 estava fixado nos 851 euros, no final de Junho ascendia já a 887 euros. 

Os dados foram esta quarta-feira disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e dizem respeito aos trabalhadores por conta de outrem, um universo de 4,1 milhões e que corresponde a 83% da população empregada em Portugal. 

A Grande Lisboa é onde se ganha mais em Portugal: 1025 euros, um valor que é ainda maior no sector dos serviços (1030 euros). 

Já os Açores surgem como a região com o salário médio mais baixo, 792 euros, em queda face ao ano passado. 

O Norte e o Centro viram os salários médios aumentar para 835 euros, subidas de 41 e 31 euros, respectivamente. 

Já os algarvios estão a ganhar mais 42 euros, com um salário de 847 euros. 

No Alentejo, a subida é de 14 euros, para os 825 euros. 

A evolução nos salários é conhecida no dia em que o INE revelou que a taxa de desemprego desceu, no 2º trimestre de 2018, para os 6,7%. 

Embora o desemprego esteja a cair em todo o País, só o Centro e o Algarve registaram taxas abaixo da média nacional, ambas de 5,3%. 

Portugal tem quase 352 mil pessoas registadas nos centros de emprego, menos 110 mil do que no mesmo período de 2017. 

Esta condição afecta sobretudo quem tem 45 ou mais anos, com formação até ao 3º ciclo do ensino básico e que está à procura de novo emprego. 

Contudo, são 719 mil aqueles que não têm emprego em Portugal: aqui se contabilizam 175 mil desempregados que apenas fazem algumas horas a tempo parcial, 169 mil inactivos que não estão registados no IEFP mas que estariam disponíveis para trabalhar se surgisse uma oportunidade e 23 mil inactivos que estão à procura de emprego mas, se o encontrarem, estão impossibilitados de trabalhar. 

197 mil jovens não estão a trabalhar nem a estudar. Embora tenha descido para 19,4%, a taxa de desemprego jovem continua acima da média nacional no segundo trimestre: o mesmo é dizer que um em cada cinco jovens activos até aos 24 anos não encontra trabalho. 

Segundo o INE, há ainda a registar mais de 197 mil jovens entre os 15 e os 34 anos que não estão nem a trabalhar nem a estudar. 

Os chamados ‘nem-nem’ pesam 8,9% da sua faixa etária. 

Dois voos da SATA atrasados afectam 460 passageiros

sata 321 neoDois voos da SATA Azores Airlines, que ligavam Terceira a Oakland e Boston a Ponta Delgada, sofreram atrasos, segundo avançou ontem a transportadora aérea, em comunicado. “A SATA Internacional – Azores Airlines lamenta informar que o seu voo previsto para hoje [ontem] Terceira – Oakland está atrasado 48 horas por razões que se prendem com falta de tripulação técnica”, lê-se, na nota emitida. O Grupo SATA informou ainda que o voo S4220 do dia 13 de Agosto de Boston para Ponta Delgada estava, ontem, “atrasado por razões técnicas”, estando prevista a sua reposição ainda no dia de ontem.

Segundo a Antena 1 Açores, que falou com o porta-voz da SATA, António Portugal, os atrasos afectaram um total de 460 passageiros, 264 na Terceira e 196 em Oakland (Califórnia).

“A todos os passageiros afectados, a SATA Azores Airlines está a prestar todo o apoio normal e regulamentar para situações de irregularidade operacional. Em nome da SATA, o Conselho de Administração pede desculpa a todos os passageiros afectados pelos inconvenientes provocados”, conclui a empresa, no mesmo comunicado.

Região bate recorde de cruzeiros no primeiro semestre

cruzeiros - 23 abril 2018Os portos açorianos registaram, nos primeiros seis meses do corrente ano, novos máximos resultantes do movimento de navios de turismo, anunciou a Portos dos Açores

Quando comparado a período homólogo de 2017, esta situação representou aumentos na ordem dos 41% para o número de passageiros - 80 mil para 112 mil - e de 37,5% relativamente a tripulações, 36 mil para 50 mil. 

Também ao nível das escalas verificou-se um aumento de 95 para 97, ou seja, de 2%. 

A atractividade do destino, o posicionamento nas rotas transatlânticas e a cada vez maior afirmação no Corredor Atlântico têm sido factores determinantes e que justificam o crescendo, acrescenta uma nota daquele organismo.

São Miguel, com 51 escalas, foi a ilha mais visitada e também com mais passageiros, 86 mil. 

Com 14 mil passageiros e 14 escalas, a ilha Terceira foi a segunda com mais movimento, quedando-se a ilha do Faial no terceiro posto, embora com mais escalas, no caso 18, registou menos passageiros, 10,5 mil. 

Apesar do habitual realce que estas três ilhas assumem, todas as ilhas açorianas, com especial saliência para São Jorge, receberam navios de turismo durante o período em análise.

Como já vem sendo habitual, Abril foi o mês em que os portos açorianos registaram maior número de visitas, num total de 40, ou seja 41% do total semestral. 

O mercado britânico continuou a liderar o top das nacionalidades que mais nos visitaram durante aquele período, com mais de 50% dos passageiros. 

Estados Unidos da América e Alemanha foram também mercados emissores de referência para o contexto açoriano.

Inevitável destaque para o Porto de Ponta Delgada, que recebeu a 23 de abril cinco de navios de cruzeiros no mesmo dia, e quatro no dia seguinte, situação que resultou num novo máximo de visitantes, nos Açores, em apenas 24 horas. 

Estas dinâmicas possibilitaram que a Região, em menos de quatro meses, tenha dado as boas vindas a mais de 100 mil passageiros, quando noutras épocas esta situação só se tinha verificado nos últimos meses dos respetivos anos.

Na primeira metade de 2018, oito navios de cruzeiro efectuaram escalas inaugurais nos Açores. 

Neste particular, destacaram-se o MSC Preziosa, Norwegian Breakaway e Norwegian Bliss, os dois últimos em exclusivo nacional.

A Portos dos Açores S.A. estima que até ao final do ano se concretizem mais 47 escalas, escalas essas que devem movimentar mais de 90 mil visitantes, entre passageiros e tripulações.