S. Miguel perdeu metade da produção de batata

batata

A seca que se fez sentir em todas as ilhas prejudicou muitas culturas, especialmente no mês de Agosto, que foi quente e com pouca precipitação. 

Estas condições meteorológicas exerceram uma influência negativa nas pastagens, culturas forrageiras e hortícolas, mas foram favoráveis para a vinha, segundo relatório do Serviço Regional de  Estatística dos Açores (SREA).

Face a este cenário, prevê-se uma produção de batata do tarde inferior ao normal, atingindo mesmo somente cerca de metade na ilha de S. Miguel. 

Apenas na ilha do Pico esta cultura apresenta um bom aspecto vegetativo, perspectivando-se uma produção dentro do normal.

 

Milho de forragem com mau aspecto

 

 Quanto ao milho forragem, de um modo geral encontra-se com mau aspecto vegetativo, sendo de esperar produções baixas, ou mesmo muito baixas, devido à falta de precipitação. 

O chá apresenta-se com bom aspecto vegetativo, sendo a sua produção ligeiramente inferior à do ano anterior e ligeiramente superior ao ano normal. 

O aspecto vegetativo do tabaco é fraco, prevendo-se uma produção inferior à do ano passado, e também inferior a um ano normal. 

 

Vinha foi favorecida

 

O tempo quente e seco favoreceu a cultura da vinha, perspectivando-se uma boa produção na generalidade.

 Na maioria das ilhas, as pastagens apresentam um desenvolvimento fraco, devido à falta de precipitação. 

Contudo, na ilha do Pico e nas pastagens das zonas mais altas da ilha de S. Jorge, o aspecto vegetativo das pastagens pode considerar-se bom.

 O estado sanitário do gado é normal.

 

Alguma falta de mão de obra agrícola

 

    Neste relatório dp SREA sobre  o estado das culturas e previsão das colheitas, de Janeiro a Agosto,  é referido que, relativamente ao mercado dos produtos agrícolas e pecuários, verificou-se a descida de preço de alguns produtos hortofrutícolas, já em fim de produção. 

Nas ilhas de S. Miguel, Graciosa, S. Jorge e Pico, verificou-se alguma falta de mão de obra agrícola.

 Nas restantes ilhas, a oferta foi suficiente para satisfazer a procura.

 Os salários permaneceram estáveis e os trabalhos agrícolas decorreram atempadamente, conclui o relatório do Serviço regional de estatística dos Açores (SREA).

 

Secretário da Saúde reconhece que “errou” ao não abrir inquérito

Rui Luís jornalistasO Secretário Regional da Saúde  disse que errou ao não ter mandado abrir um inquérito em 2017, perante as suspeitas de interferência da administradora do Hospital da Ilha Terceira no caso da evacuação médica.

“Reflectindo um ano e meio depois, foi um erro que foi tomado da minha parte. Com certeza que deveria ter ponderado melhor e aberto o inquérito, até nessa perspectiva da melhoria que o sistema necessita”, afirmou Rui Luís, em declarações aos jornalistas, em Angra do Heroísmo.

Rui Luis optou, nessa altura, por não abrir um inquérito, mas em Agosto deste ano, quando o caso foi relatado pelo Diário dos Açores, o Presidente do Executivo açoriano decidiu abrir um inquérito “urgente”.

Rui Luís admitiu  que a decisão não foi “bem ponderada”, mas disse que não avançou com o inquérito porque tinha informação de que “clinicamente tinham sido tomadas as melhores decisões e de que não houve qualquer consequência relativamente aos utentes”.

“Arquivámos o pedido de inquérito passados três meses. A Protecção Civil fez um conjunto de reuniões no sentido de melhorar todos esses relacionamentos. Achámos na altura que, efectivamente, a situação estaria ultrapassada”, salientou. 

Se fosse hoje, o Secretário Regional da Saúde assume que tomaria uma decisão diferente: “Se me perguntar se numa situação semelhante abriria um inquérito, claro que sim, tal como já abri outros neste ano e meio”.

Rui Luís destacou ainda as directivas do despacho do presidente do Governo Regional, alegando que as evacuações médicas são situações de “grande pressão” por parte da família e dos próprios profissionais de saúde, pelo que é necessário “criar mecanismos legais para definição do papel de cada um”. 

“Este relatório serviu para demonstrar que há um ano e meio atrás houve situações que não funcionaram e que nós estamos sempre a tempo de melhorar o funcionamento”, frisou.

Greve dos enfermeiros afectou blocos operatórios dos três hospitais

Hospital PdlA greve dos enfermeiros de ontem afectou os blocos operatórios dos três hospitais dos Açores, com uma adesão no turno da manhã de 100% no Hospital da Horta, de 70% no de Angra e de 50% no de Ponta Delgada, segundo dados fornecidos pelo Sindicato dos Enfermeiros dos Açores. 

A greve dos enfermeiros realizou-se ontem exclusivamente nos blocos operatórios e cirurgia de ambulatório dos hospitais, mas prossegue hoje, no segundo de seis dias de greve para exigir ao governo que apresente uma nova proposta negocial da carreira de enfermagem que vá ao encontro das expectativas dos profissionais e dos compromissos assumidos pela tutela.

Depois de hoje, a greve será retomada nos dias 16, 17, 18 e 19 deste mês.

Os enfermeiros dos Açores emitiram ontem um comunicado afirmando que “estão em sintonia com os colegas do resto do país”, porque o governo da República “assumiu compromissos com os sindicatos no final do ano de 2017 que teima em não cumprir: O processo de revisão da actual carreira terminaria no fim do 1º semestre de 2008; O valor do trabalho dos enfermeiros seria revisto (aumentado) no processo de revisão da carreira; As funções dos enfermeiros especialistas seriam dignificadas e valorizadas; Nada disto aconteceu”.

“Acresce ainda que relativamente ao descongelamento de carreiras previsto na Lei do Orçamento do Estado para este ano, no que diz respeito aos enfermeiros, estão a ser formuladas interpretações jurídicas restritivas que excluem a contagem de 15 ou mais anos de serviço a dois terços dos enfermeiros”, acrescenta a nota.

“Os enfermeiros não aceitam este comportamento, discriminatório e atentatório da dignidade pessoal e profissional, darão com a sua luta a resposta necessária e ajustada. Desde já responsabilizam o Governo pelas consequências para os utentes da radicalização da luta em curso ou das que possam vir a seguir”, conclui o sindicato dos Açores.

Secretaria da Saúde diz que não deve 137 milhões ao Hospital de Ponta Delgada

Hospital interiorDa Secretaria Regional da Saúde recebemos a seguinte nota:

“Na sequência do artigo de opinião do jornalista Osvaldo Cabral intitulado “Uma Grande Calamidade!”, publicado nos jornais Diário dos Açores e Diário Insular, no qual sob a forma de opinião e resguardando-se na lacunar expressão “(…) o mais certo é (…)”, é sugerido a existência de uma dívida de 137 milhões de euros por parte do Governo Regional aos Hospitais, E.P.E.R., a Secretaria Regional da Saúde, de modo a que um mero augúrio não se consolide como facto na opinião pública, considera necessário esclarecer o seguinte:

1.  Como reconhece o autor, em parte alguma é afirmado que a dívida de 137 milhões de euros é responsabilidade do Governo Regional, no entanto tal facto não coíbe o autor de afirmar que “(…) o mais certo é ser um cliente quase único: o governo (…).

2. Dos 137 milhões de euros que os Hospitais, E.P.E.R., têm a receber, inscritos na rúbrica “Clientes e Outras Contas”, 93 milhões de euros, ou seja 68%, são responsabilidade de seguros e subsistemas de saúde.

3. Os demais 44 milhões correspondem a montantes a haver de clientes diversos, designadamente particulares e empresas, relativamente aos quais os hospitais, E.P.E.R. têm desencadeado os mecanismos adequados ao seu ressarcimento.

Em suma a dívida de 137 milhões de euros inscrita na rubrica “Clientes e Outras Contas” não corresponde a dívida da responsabilidade do Governo Regional para com os Hospitais, E.P.E.R.

 

Nota de redacção - É bom saber que o Governo Regional não deve nada ao Hospital de Ponta Delgada. 

Só há que agradecer o esclarecimento e, já agora, perguntar o que andam a fazer as administrações dos Hospitais para não receberem estes valores tão significativos e que correspondem a mais do que o movimento anual do HDES?

Se as contas viessem acompanhadas de notas mínimas de explicação da construção dos valores o problema já não se colocaria. 

Já agora quanto deve efectivamente o Governo? 

A Nota 39 do Relatório e Contas do HDES explica, parcamente, uma dívida de 66,7 milhões de euros euros que envolve, em parte, os conflitos entre a Região e a ADSE. 

Paga o Hospital o custo do desentendimento entre governos? 

Como se regulariza?

E a dívida de mais de 67 milhões a fornecedores nas contas deste semestre, quem vai pagar?

O.C. 

 

TAP e SATA Internacional pioraram índices de pontualidade em Setembro

Aeroporto PDLA TAP e a SATA Azores Airlines  tiveram em Setembro, respectivamente, os 3º e 4º piores índices de pontualidade calculados pela consultora especializada em aviação OAG, que na lista das piores do mês inclui, entre outras, a Eurowings, a Lufthansa e a Swiss.

A informação da OAG indica que em Setembro apenas 50,9% dos voos da TAP chegaram até 15 minutos da hora anunciada e a Azores Airlines esteve pouco melhor com apenas 51,7%, noticia a PressTUR.

Piores em Setembro, de acordo com a mesma informação, só a Tassili Airlines (da Argélia), com 45,5% dos voos a chegarem a horas (até 15 minutos da hora anunciada), e a Air Inuit (Montreal, Canadá), com 49,6%.

A lista das piores do mês publicada pela OAG inclui neste ‘lote’ também, entre outras, a Croatia Airlines, com 63% dos voos a chegarem até 15 minutos da hora indicada, a El Al, com 63,1%, a Air Transat, com 63,2%, a Eurowings, com 64,5%,  e a Lufthansa German Airlines, com 65,7%.

A melhor foi a Bangkok Airways, com 93,1% das chegadas até 15 minutos da hora anunciada, seguida pela Binter Canárias, com 91,4%, Canarfly, com 91,3%, Air Baltic, com 91%, e Garuda Indonesia, com 90,5%.

Entre as melhores de Setembro contam-se também a russa Aeroflot, com 88,9% das chegadas a horas, as brasileiras GOL, com 87,5%, Avianca Brasil, com 87,3%, e Azul Airlines, com 87,3%.

A informação da OAG indica os índices de pontualidade de 378 companhias, embora o seu ranking apenas liste 164.

 

Air Açores bem classificada

 

Para as 378, embora indicando também os índices de pontualidade, a OAG faz ordenação por número de voos, o que coloca na liderança mundial as norte-americanas American Airlines, com 186,5 mil voos, Delta Air Lines, com 154,3 mil, United Airlines, com 143,7 mil, e Southwest Airlines, com 109,5 mil, seguidas pela Ryanair, com 68,7 mil.

O melhor índice de pontualidade deste grupo é da Delta, com 85,9% das chegadas até 15 minutos da hora anunciada, seguida pela Southwest, com 84,2%, United, com 81,4%, American, com 78,6%, e Ryanair, com 76,8%.

Neste ranking a TAP é 55ª, com 12,07 mil voos, a SATA Air Açores é 204ª, com 1,6 mil, a Azores Airlines é 267ª, com 684 voos, a Orbest é 366ª, com 33 voos, e a euroAtlantic é 377ª, com oito voos.

A informação da OAG indica que a líder das portuguesas em pontualidade é a Orbest, com 100% dos voos a chegarem até 15 minutos da hora prevista, seguida pela SATA Air Açores, com 71,5%, Azores Airlines, com 51,7%, TAP, com 50,9%, e euroAtlantic, com 33,3%.

 

Aeroporto da Terceira é o melhor em Portugal na pontualidade

 

Mais de metade dos voos saíram atrasados nos dois maiores aeroportos portugueses

Os aeroportos Humberto Delgado, em Lisboa, e Francisco Sá Carneiro, no Porto, não tiveram sequer metade dos voos do mês de Setembro a partirem até 15 minutos da hora marcada, segundo a consultora especializada em aviação OAG, que atribui a Lisboa o 6º pior índice de pontualidade do mundo e ao Porto o 15º.

Segundo a OAG, cujo ranking relativo ao mês de Setembro inclui 1.195 empresas, a pior as quais a Tunis, com apenas 20,7% das partidas até 15 minutos da hora indicada, Lisboa ficou no lugar 1.190, com 43,3% dos voos até 15 minutos da hora marcada, e o Porto ficou em 1.181, com 47,8% das partidas até 15 minutos do horário.

Ainda entre os piores índices de pontualidade o mês de Setembro segundo a OAG está Faro em 1.103º, mas já com 62,5% dos voos a partirem até 15 minutos da hora anunciada.

O Aeroporto da Terceira, Açores, foi o aeroportos português com o melhor índice de pontualidade no ranking da OAG de Setembro, com 70,8% das partidas até 15 minutos da hora marcada, seguido pelo Funchal com 69,2%, Ponta Delgada com 64,5% e Horta com 64%.