Homem a tourear com criança ao colo provoca repúdio a nível internacional

tourada criançaA plataforma anti-touradas ‘Basta’ denunciou às autoridades uma situação considerada “extremamente grave” ocorrida quinta-feira, durante uma tourada à corda, numa localidade da freguesia de Santa Cruz, na ilha Terceira.

Num vídeo, publicado no Facebook da “Comissão das touradas e Bodo de Leite - Festas da Casa da Ribeira 2018” e entretanto eliminado, observa-se um homem com um capote, e uma criança pequena ao colo, a enfrentar um touro, “colocando em risco a sua vida e a vida da criança?“, denunciou a associação em comunicado enviado às redacções.

A plataforma descreve o episódio como uma “situação de total irresponsabilidade e uma clara violação da legislação que protege as crianças em Portugal”, além de constituir um “grave atropelo à Convenção dos Direitos da Criança” da ONU.

A ‘Basta’, que já denunciou o caso às autoridades, apela à identificação e punição devida do homem que aparece no vídeo, esperando que o caso “sirva de exemplo para situações futuras em touradas à corda, largadas ou demonstrações de toureio”.

“Apelamos ainda à intervenção da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens para que sensibilize as comissões locais a agir nestes casos, em defesa do superior interesse das crianças”, acrescenta a nota.

A situação em causa já foi denunciada à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Angra do Heroísmo e à Comissão Nacional.

As imagens do momento foram entretanto divulgadas pela Associação Portuguesa para a Ética Animal e já chegaram também a algumas publicações internacionais, que condenaram a atitude do homem com a criança ao colo.

 

Greve na SATA já está a prejudicar vários voos nas ilhas

sata air açoresOs técnicos de manutenção de aeronaves da SATA Air Açores vão estar em greve até 30 de Setembro, entre 00:00 e as 08:00, estando já a prejudicar várias operações em várias ilhas.

A paralisação foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Aviação Civil (SINTAC) e pelo Sindicato dos Técnicos de Manutenção da Aviação Civil (SITEMA).

Segundo uma nota de imprensa do grupo SATA, estão a ser “desenvolvidos todos os esforços para minimizar os transtornos decorrentes desta situação”.

Já em Abril os técnicos de manutenção de aeronaves cumpriram uma greve entre as 05:30 e 08:30, pelo período de três meses, tendo na origem da paralisação estado a luta pelo descongelamento das carreiras suspensas há oito anos.

Os técnicos de manutenção são essenciais para garantir a segurança dos aviões antes da partida.

Por exemplo, com a actual greve dos trabalhadores de manutenção da SATA, toda a operação da Air Açores prevista para ontem foi afectada, com os 4 voos entre Ponta Delgada e o Pico e os 2 voos entre a Terceira e o Pico a serem reagendados para o período da tarde. 

Quem eventualmente tivesse confirmação num dos voos da manhã para ligação a outros voos na Terceira e Ponta Delgada, certamente perdeu essa ligação.

 Julho ainda agora começou e o Pico (aliás todo o Triângulo) enfrenta não só estas penalizações mas também as greves da Atlanticoline às Festas do Triângulo (com excepção das festas da Calheta, mais 2 viagens do Gilberto Mariano a Angra).

 

SATA reforça voos para a Semana do Mar

 

A SATA Air Açores reforçou a oferta para a ilha do Faial, com a adição de 360 lugares em quatro voos suplementares operados em Bombardier Q400 NextGen, em resposta a um aumento da procura registada, por altura das Festividades da Semana do Mar.

Em concreto, foram adicionados voos na rota Ponta Delgada – Horta – Ponta Delgada a 3 de Agosto e na rota Terceira – Horta – Terceira a 13 de Agosto.

“Este aumento de capacidade acresce a incrementos anteriormente programados e insere-se na permanente monitorização da procura e respectiva gestão dinâmica da oferta, na responsabilidade social de contribuir para o crescimento da economia e dinamização das festividades regionais, bem como atesta a preocupação que a companhia aérea demonstra para com as necessidades específicas de cada ilha”, afirma a SATA numa nota enviada ao nosso jornal.

 

SATA deixa passageiros sem bagagem de Lisboa para o Pico 

O voo Lisboa-Pico de ontem, em Airbus A320, com capacidade para 163 passageiros (S4 141 LIS-PIX - 2018/07/09), chegou ao Pico praticamente cheio e não trouxe uma única peça de bagagem, disse ao nosso jornal fonte picoense que assistiu à operação.

Prova disso o fato do tapete da bagagem na sala de desembarque não ter operado. 

Parte da fila para reclamação de bagagem no Aeroporto do Pico é a que se vê nas fotos.

A bagagem ficou atrás por razões operacionais, ou seja, havendo previsão de chuva havia limitações de peso da aeronave para a aterragem.

“A chuva não se verificou, mas admite-se a prudência nestas situações, não valendo a pena argumentar contra as mesmas (o que infelizmente tem acontecido noutras ocasiões e noutros aeroportos)”, disse-nos a mesma fonte.

De acordo com o mesmo informador, “para além disso tendo em conta as condições de vento fraco de quadrante ESTE, a aeronave aterrou hoje (ontem)na pista 09 (1580 metros declarados para aterragem) do Aeroporto do Pico, a mais curta portanto. Com vento favorável ou de outros quadrantes, a pista normalmente utilizada é a 27 (1655 metros declarados para aterragem), com uma distância declarada ligeiramente superior,  que mesmo assim não permite a operação de aeronaves A320 no máximo do seu payload (longe disso)”.

É frequente esta situação de ficar carga e/ou bagagem no aeroporto de origem, sobretudo em dias de chuva (algo que a obra de “grooving” em curso poderá ajudar a atenuar) ou em dias de grande taxa de ocupação do avião. 

Já poucos comerciantes do negócio do peixe se arriscam a enviar (ou tentar enviar) peixe com esta precariedade de serviço de carga. 

“Mais uma prova de que o grooving não vai resolver estas situações, como aliás alertou a Petição para o Aumento da Operacionalidade do Aeroporto do Pico. Apenas uma ampliação da pista permitirá a operação de aeronaves A320 e B737 sem limitações de payload ou performance (2300 metros para deslocagens e 2000 metros para aterragens) no Aeroporto do Pico, seja de Inverno, seja no Verão. O parecer da SATA à petição é claro (http://base.alra.pt:82/peticao_abaixo/pe130.pdf) na necessidade de ampliar a pista em 600 metros para se chegar a essas distâncias declaradas, algo com que o governo não se compromete na actual legislatura”, explica a nossa fonte.

 

CDS questiona acordo interlines com DELTA

 

O Grupo Parlamentar do CDS, por iniciativa da deputada Graça Silveira, apresentou, na Assembleia Legislativa dos Açores, um requerimento acerca das negociações sobre o ‘acordo interlines’ com a Delta Air Lines. 

Para o CDS, era fundamental que tivesse sido assegurada a possibilidade das ligações dos voos Delta Air Lines a todas as ilhas dos Açores em voo corrido, permitindo-se que, no mesmo bilhete aéreo, todos pudessem beneficiar de condições e tarifas idênticas, independentemente da ilha de destino.

Segundo nota do CDS enviada ao nosso jornal, “neste sentido e atendendo que a Secretária Regional do Turismo dos Açores, Marta Guerreiro, revelou na sessão plenária de 18 de Outubro de 2017 que essa possibilidade estava a ser acautelada, afirmando que “(poderia) dar nota de que (havia) negociações em curso e que as mesmas (estavam) a ser ultimadas, sendo objetivo da nossa empresa aérea regional, definir com a Delta acordos ‘interlines’ que assegurem que possam ser adquiridos bilhetes directos para a ilha pretendida pelo passageiro”, e considerando que, durante o período em que decorreram as referidas negociações entre a Delta Air Lines e a SATA sobre o ‘acordo interlines’, nunca o membro do governo que tutela os transportes se pronunciou, o Grupo Parlamentar do CDS solicitou, com caráter de urgência, as declarações proferidas pela Delta Air Lines em que aquela companhia assume a impossibilidade de executar este ‘acordo interlines’ e a respectiva fundamentação técnica que justificou a decisão”.

 

Dois irmãos lançam Fundação nos EUA para cura da doença Machado-Joseph

alexia foudation(PROVINCETOWN, EUA, POR FRANCISCO RESENDES) - A Silva Ataxia Foundation, ligada ao Brigham and Women’s Hospital, em Boston, é uma fundação criada pelos irmãos lusodescendentes Paul e David Silva, de Provincetown, Cape Cod e que se destina a sensibilizar a comunidade científica na busca de um possível cura para uma doença originária na ilha de São Miguel, há largas dezenas de anos e que tem vitimado famílias oriundas de certas áreas da ilha maior açoriana: a chamada Doença do Machado (“Machado-Joseph disease”).

“Começámos a fazer esta campanha de alerta em memória da nossa mãe e do nosso irmão Mark, ambos já falecidos, vítimas desta doença do Machado e actualmente há muito trabalho de laboratório em busca de cura para esta doença”, começou por nos dizer David Silva, que evoca a memória de sua mãe, falecida em 2014 e que doou o seu cérebro e em Outubro de 2017 o seu irmão Mark fez o mesmo. 

 

Mãe e irmão doaram cérebros

 

“O estado de saúde da nossa mãe agravou-se de tal maneira que era impossível ela viajar a um hospital em Boston e então o doutor Vikram Khurana, do Brigham and Women’s Hospital deslocava-se frequentemente a Provincetown no intuito de retirar amostras de células da pele não apenas da nossa mãe como também de outros membros da nossa família”, esclarece por sua vez David Silva, que se mostra muito satisfeito com a resposta a esta campanha.

“Desde que o nosso irmão Mark faleceu em Outubro do ano passado, fomos abordados pelo doutor Vikram Khurana, médico do Brigham and Women’s Hospital, no sentido de darmos início a uma campanha com possíveis apoios monetários do governo federal e assim comprometemo-nos e já conseguimos verbas importantes ao longo destes últimos seis meses para trabalho de pesquisa e investigação sobre a origem desta doença e consequentemente eventual cura”, salientou David Silva.

Descendentes de bisavô natural da ilha de S. Miguel, Paul Silva guarda memórias inesquecíveis de seu irmão, Mark Silva, o principal mentor do Festival Português de Provincetown.

 

Irmão era fundador do Festival Português de Provincetown

 

“O nosso irmão Mark teve a ideia de iniciar este festival, como prolongamento da bênção da frota pesqueira de Provincetown, já existente há mais de 70 anos e assim dar outra visibilidade e dimensão a esta festa portuguesa que atrai muita gente vinda de várias localidades dos EUA aqui a esta estância turística do Cape Cod... Esta festa é um orgulho para os portugueses e lusodescendentes e vem crescendo de ano para ano”, refere Paul Silva, acompanhado de seu irmão David Silva, onde os fomos encontrar ali na Praça Portuguesa junto a um dos palcos de entretenimento.

Acrescente-se que os interessados em dar o seu contributo a esta campanha devem escrever para:

Silva Ataxia Foundation, c/o Brigham and Women’s Hospital, 116 Huntington Avenue, Third Floor, Boston, MA 02116 ou ainda aceder ao portal silvaataxiafoundation.org

 

A Doença do Machado

 

A Doença do Machado, também conhecida por ataxia de Machado-Joseph, é uma doença neurológica hereditária dominante, com pelo menos três gerações de uma mesma família afectadas. 

As chances de ser transmitida do pai para o filho é de 50%. 

Pertence ao grupo das neurodegenerativas que provocam a perda de coordenação motora. 

Um gene no cromossoma 14 produz a proteína que causa a doença - ataxina-3 mutante (ATXN3). Foi descoberta por investigadores do Departamento de Farmacologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Kyoto, Japão.

Os doentes não têm deterioração nas funções mentais. 

Não existe defeito no cérebro e no cerebelo. 

Os sintomas são devidos às faltas de ligações eléctricas entre a medula espinhal e o cerebelo. 

Podem ser confundidos com a esclerose múltipla, doença de Parkinson e doença de Huntington.

Para esta Doença de Machado-Joseph não há ainda tratamento, mas pode-se melhorar a qualidade de vida dos doentes tratando algumas das várias complicações. 

Manifesta-se tardiamente, em média, aos 40,5 anos. 

A longevidade média da pessoa com DMJ é de 15,5 anos. No entanto, pode aparecer desde tenra idade até aos 70 anos (casos mais raros). 

A doença é considerada como um problema de saúde pública.

No entanto é possível identificar a doença por meio de um exame de sangue, que mostrará a expansão anormal do nucleotídeo. 

Também é possível perceber a ataxia fazendo uma ressonância, que mostrará a atrofia cerebral — após a percepção dessa atrofia, é feito o exame de sangue para comprovar a doença.

 

S. Miguel e Flores com mais predominância

 

Na distribuição geográfica dos doentes nos Açores sobressai duas ilhas - São Miguel (40 casos) e Flores (70 casos). 

Em São Miguel, há um grande foco na região da Bretanha onde, entre outras, era natural a família Macha­do. 

Outros focos são a Povoação e Água de Pau. 

Os doen­tes residentes em Ponta Delgada são oriundos de famílias originárias de outros pontos da ilha ou de outras ilhas.

Durante muitos anos, o povo e até os médicos, pensavam que esta doença tinha origem no alcoolismo ou originada por doenças sexualmente transmissíveis trazidas pelos tripulantes de New Bedford, Mass., que andavam à caça da baleia. 

As vítimas desta doença foram, durante muitos anos, ridicularizadas injustamente e socialmente margi­nalizadas.

 

Primeiro caso em Fall River

 

A primeira descrição oficial da doença data de 1972 na área de Fall River. 

Tratava-se de uma família lusoame­ricana descendente de Guilherme Machado, daqui o nome Machado, que terá nascido na Bretanha, S. Miguel, tendo imigrado com os filhos para o estado de Massachusetts.

Em 1976, na Califórnia, foi descrita outra família açoriana - a família Joseph - com uma outra doença neu­rológica. 

Era a família de António Jacinto Bastiana, nascido na ilha das Flores em 1815, imigrado para San Francisco, Cal., em 1845, e falecido em 1870. 

Deixou sete filhos, quatro dos quais viriam a ser afectados como ele pela doença. 

Hoje são conhecidos mais de 600 descen­dentes seus na Califórnia, muitos dos quais afectados pela doença. 

Muitas outras famílias açorianas afetadas imigra­ram para os EUA. De São Miguel, sobretudo para a Nova Inglaterra, e das Flores, principalmente para a Califórnia.

 

Exclusivo Portuguese Times/Diário dos Açores

 

Detido suspeito de abusos sexuais de menor que aliciou através da rede social Facebook

PJA Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Ponta Delgada, identificou e deteve um homem pela presumível prática do crime de abuso sexual de criança, de que foi vítima uma menina de 13 anos de idade.

Segundo foi avançado ontem pela PJ, em comunicado, os abusos foram cometidos no concelho da Ribeira Grande, no início do corrente mês, tendo o suspeito abordado e aliciado a vítima através de mensagens trocadas na rede social Facebook.

O detido, de 26 anos de idade, sem ocupação laboral, era já referenciado policialmente e foi presente a  primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação tidas por adequadas.

No mesmo comunicado, a PJ “alerta para os perigos do uso indevido das redes sociais,  por parte de crianças e jovens, e para a necessidade de adequada monitorização por parte de pais e educadores, devendo encaminhar rapidamente para as autoridades qualquer situação suspeita”.

 

Angra com muitas insolvências em Junho

Angra do HeroísmoRegistaram-se em Portugal 600 acções de insolvência em Junho, mais 15,2% que em igual período do ano passado. 

Este é o segundo mês do ano com maior número de insolvências - Maio bate o recorde com 723 -, o que se deve ao aumento no número de processos concluídos. 

As subidas mais notórias no total de insolvências no primeiro semestre deste ano registam-se nos distritos de Beja (130%), Angra do Heroísmo (100%), Castelo Branco (59,5%), Guarda (51,7%), Vila Real (47,2%), Bragança (37,5%) e Faro (34,1%). 

Apenas sete distritos do total nacional apresentaram uma diminuição nas insolvências: Horta (-40%), Viseu (-21,4%), Madeira (-17,3%), Évora (-13,6%), Viana do Castelo (-11,7%), Leiria (-11,6%) e, por último, Setúbal (-11,2%).

Em termos sectoriais, no primeiro semestre de 2018, apenas dois sectores apresentam um decréscimo de insolvências: Telecomunicações (-33,3%) e Transportes (-11,6%). 

Os maiores aumentos surgem na Indústria Extractiva (+160%), Eletricidade, Gás, Água (+25%), Agricultura, Caça e Pesca (+13,6%), Comércio de Veículos (+14,8%), Comércio a Retalho (+9,4%) e por Grosso (+10,2%). Por outro lado, foram constituídas 3.345 novas empresas em Junho, menos sete que em 2017, o que traduz uma diminuição de 2%. Os maiores decréscimos verificam-se nos distritos da Horta (-31,4%), Portalegre (-26,8%) e Beja (-17,1%).