Governo anuncia plano para a valorização do atum

AtumO Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia anunciou ontem, na Horta, que o Governo dos Açores vai implementar um Plano para a Valorização do Atum, impulsionando novas formas de tratar este pescado “selvagem e de elevada qualidade”, através da formação de armadores e pescadores, para que o atum seja vendido “em mercados de valor acrescentado, contribuindo, deste modo, para o aumento do rendimento do sector”.

Gui Menezes, que falava no parlamento regional, no âmbito da discussão das propostas de Plano e Orçamento para 2019, garantiu que a fileira do atum “ainda tem uma grande margem para crescer”, adiantando ainda que está previsto para o próximo ano um apoio adicional da Região às conserveiras açorianas, de modo a compensar esta indústria dos custos decorrentes da sua localização ultraperiférica. 

“A capacidade de criação de novos produtos, aliada ao saber tradicional, tem-se revelado determinante para a afirmação desta indústria nos mercados internacionais”, frisou.

O Secretário Regional afirmou ainda que 2018 se constitui como “um dos melhores anos de sempre” de vendas de pescado em lota, adiantando que este ano já foram atingidos 35 milhões de euros na primeira venda na Região, o que corresponde a “um aumento de 30%, comparativamente com 2017”.

Gui Menezes, vincou o “aumento assinalável” dos rendimentos no sector das pescas nos Açores, acrescentando que, contabilizando os 3,3 milhões de euros em atum descarregado pelas embarcações dos Açores na Madeira, o sector das pescas obteve este ano na primeira venda cerca de 39 milhões de euros.

O Secretário Regional sublinhou que a acção do Governo dos Açores no sector das pescas será centrada “no aumento e na diversificação do rendimento de toda a fileira”, contando, para isso, com “o importante contributo dos parceiros do sector e da Ciência para a defesa das políticas de promoção da gestão dos recursos marinhos de forma precaucionária e sustentável”.

O titular da pasta das Pescas apontou a monitorização contínua e o estudo dos recursos marinhos dos Açores, bem como a recolha de dados, como “apostas firmes” do Governo, acrescentando que continuarão a ser implementadas “medidas técnicas de gestão que consolidam a sustentabilidade ecológica das pescas”.

No que respeita a infraestruturas da rede de frio e de apoio à pesca, Gui Menezes destacou o arranque, no terceiro trimestre de 2019, da obra de requalificação do Entreposto Frigorífico da Horta, bem como a obra, “já consignada”, de requalificação do Porto do Topo, em São Jorge, orçada em mais de seis milhões de euros, e ainda o arranque da obra de requalificação do Núcleo de Pescas do Porto da Madalena, no Pico.

Gui Menezes, fazendo referência a “políticas activas de gestão mais racional das quotas de pesca”, lembrou que a Região, desde o final de 2017, passou a gerir internamente a quota de alfonsins e imperadores, que representa 85% da quota total nacional.

“Tal como fizemos para o goraz, com as medidas de gestão que implementámos registámos um aumento de 46% no valor da primeira venda e 47% no preço médio destas espécies”, afirmou o Secretário Regional.

O Plano para 2019 para as Pescas e Aquacultura prevê um investimento de 31 milhões de euros, o que representa um aumento de 13% face a este ano.

 

Falhanço da SATA no centro das atenções das privatizações

SATA - Azores Airlines

O caso falhado da SATA foi o centro das atenções do debate sobre as privatizações, realizado anteontem em Ponta Delgada, por iniciativa da Câmara do Comércio. Publicamos a seguir as principais conclusões dos oradores: Monteiro da Silva, Juiz Conselheiro do Tribunal de Contas jubilado, Bastos e Silva, gestor, Gualter Furtado, Presidente do Conselho de Administração do Novo Banco dos Açores, e Mário Fortuna, Presidente da Câmara do Comércio de Ponta Delgada.

 

Gualter Furtado1Gualter Furtado: privatização da Azores Airlines a 51%

“Era importante que o Governo dos Açores informasse a Sociedade Açoriana com regularidade sobre o andamento deste processo de reestruturação e redução da sua participação nas empresas regionais e nas mais diferentes implicações nas contas Regionais e no Emprego. 

Aquando da apresentação do trabalho sobre este tema a 25/11/2018, considerava que a Sata Internacional era uma empresa a privatizar mas não referia  em que percentagem, hoje não tenho dúvida que esta percentagem nunca deveria ser inferior a 51%, tendo em atenção a necessidade de encontrar um novo ciclo nesta empresa em termos de gestão e modelo de negócio.

Embora reconheça que a atual situação da EDA, S.A. seja positiva, não é de excluir que o setor privado possa deter a maioria no capital social, a par de um compromisso firme por parte dos privados em salvaguardar o interesse regional que uma empresa com as características da EDA, S.A. tem.

Empresas como a Sinaga, S.A. deveriam regressar ao Setor Privado ou Cooperativo.

O mesmo se deveria passar com a companhia de transporte marítimo inter-ilhas, a Atlanticoline. 

O Governo dos Açores e o Setor Público Regional deveriam concentrar o seu perímetro de atuação e intervenção prioritariamente nas funções de ordenamento do território, sociais e culturais, nas infraestruturas e na imprescindível função de Regulador do mercado e das Instituições”.

“(...) De acordo com a teoria económica, empresas ou setores que atuam em regime de monopólio ou mesmo em duopólio são, do ponto de vista da economia, ineficientes.

Produzem serviços e bens acima do custo marginal ótimo e os consumidores adquirem estes serviços e bens a um custo superior ao que seria em perfeita concorrência.

Neste sentido, de imediato se identificam dois setores de atividade dos Açores, Energia e Transportes Aéreos, e duas empresas que se enquadram neste pressupostos - EDA e Sata Air Açores. (Não consideremos a Sata Internacional uma vez que esta hoje atua num mercado liberalizado).

Aqui não iríamos considerar se existiriam privados com capacidade ou não para o fazer. Partiremos do pressuposto que sim.

A gestão privada, embora viesse sempre a receber subsídios do GRA para garantir um défice de exploração e uma remuneração de capital, é sempre melhor que a gestão pública que acaba sempre por engordar a empresa e torna-la insustentável com maior prejuízo para o erário público e consequentemente para o utilizador final, os açorianos e as açorianas.

Os restantes setores (transportes marítimos, passageiros) embora se encontrem privatizados, na prática funcionam em oligopólio. Acresce que a Gestão dos Portos também merece reflexão, incluindo mesmo a sua privatização”.

 

Mario Fortuna - novaMário Fortuna: privados escrutinam empresas como na EDA

“Porque questionar a situação em 2015?

Porque se tem revelado ineficiente, geradora de desequilíbrios económicos, propensa a ingerências públicas, imposição de mandatos não financiados, apropriação pouco transparente de recursos do erário público, atrofia gradual do sector privado por via de ocupação de espaços e por via de encargos adicionais que vão recaindo sobre os privados. 

E o que nos diz a situação verificada em 2018?

Muito!!!!

i) O governo anunciou a reestruturação do SPER que está em curso;

ii) A primeira tentativa de privatização da SATA falhou;

iii) A SATA continua a ser motivo de preocupação séria dada a dimensão do problema que vem gerando e que se caracteriza com os seguintes indicadores. 

iv) O mercado onde atua a SATA Internacional mudou e já descobriu os Açores – RYANAIR, TAP, DELTA, WESTJET, ICELANDIC, etc.;

v) A SATA Internacional não é competitiva e não se vislumbra que, sem ser em parceria, o venha a ser;

vi) O risco da ingerência política continuará a ser imenso e determinante (negativo);

vii) A mobilidade interna está estrangulada com oferta restritiva e preços desajustados da realidade externa;

viii) A SATA AIR Açores está descapitalizada.

Como reagir?  Sugestão!

i) Recapitalizar as duas empresas para repor o capital social em valor minimamente positivo.

ii) Alienar pelo menos 51% do capital da SATA Internacional (Expl. 49% em bloco + 5% disperso)

iii) Alienar 49% da Air Açores (Expl. 45% em bloco + 5% disperso por trabalhadores e público em geral).

Consequência!

i) As decisões nas empresas deixam de ser do exclusivo escrutínio e preferências dos governos passando a ser escrutinadas por privados também (como na EDA)

ii) Estanca-se a hemorragia orçamental e patrimonial que recai sobre a Região.

iii) Profissionaliza-se as empresas em toda a linha de comando.

iv) Assegura-se uma função mais firme e sustentável das empresas no mercado”.

 

Bastos e SilvaBastos e Silva: “SATA precisa de ajudas do Estado autorizadas por Bruxelas”

“Há 3 anos, por iniciativa da Câmara do Comércio, debatemos aqui as Privatizações e a SATA (em 12 de Novembro, no III Fórum do Turismo e, em 25 de Novembro, na conferência sobre Privatizações nos Açores).

O que foi dito então:

1) Que “Falar com seriedade de privatizações nos Açores, em Novembro de 2015, é falar da preparação da SATA para a privatização, reestruturando-a adequadamente face ao novo quadro competitivo resultante da liberalização do transporte aéreo”.

2) Que “Não o fazer traz riscos, como o do encerramento e liquidação, em vez da falência, (…)” e dei o exemplo da Estonian Air que deixou de voar em 8 de

Novembro de 2015, depois de ter sido notificada por Bruxelas para a devolução de ajudas de Estado ilegais (85 milhões de euros) recebidas nos últimos 5 anos.

Também citei o caso da Malev da Hungria, que deixou de voar em 2012 pelas mesmas razões e de outras duas, a LOT da Polónia e a Air Malta, em processos de aumento de capital e reestruturação autorizadas pela Comissão Europeia.

3) Entretanto, o turismo teve um crescimento assinalável nos Açores desde a liberalização do transporte aéreo, em Abril de 2015, após ter estado estagnado durante dez anos, desde 2005 (1.136.000 dormidas na hotelaria tradicional), até 2014 (1.064.000 dormidas). 

De facto, o número de dormidas na hotelaria tradicional cresceu 70% de 2014 a 2017 (estagnou este ano) e septuplicou no alojamento local tendo voltado a crescer mais 30% de Janeiro a Setembro deste ano.

As receitas da hotelaria tradicional duplicaram entre 2014 e 2017.

4) A tentativa de privatização da SATA Air Açores, que decorreu este ano, foi a demonstração cabal da incompetência governamental nesta matéria.

Não foi elaborado um dossier de interessamento contendo o plano estratégico e as avaliações. Em sua substituição foi incluído um documento elaborado por uma empresa de contabilistas e auditores, sem prestígio neste sector do transporte aéreo, e cuja informação era insuficiente para fundamentar uma proposta.

Limitava-se a dar cumprimento ao disposto no Art.º 46.º do DLR 7/2011/A de 22 de Março (estudo demonstrativo do interessa e viabilidade da operação pretendida).

Entretanto a SATA Internacional continuou a endividar-se a um ritmo alucinante: os prejuízos operacionais de 37,6 milhões de euros entre 2009/2013 cresceram para:

2014 – (34,784 milhões de euros)

2015 – (22,175 milhões de euros)

2016 – (14,184 milhões de euros)

2017 – (42,000 milhões de euros)

2018 – (50,000? milhões de euros)

O que representa a perda de valor de 163 milhões de euros, neste período de 5 anos, cerca de metade do valor gerado pelas receitas da Hotelaria Tradicional neste período.

A única empresa que se apresentou ao concurso, a Loftleidir Icelandic, não apresentou proposta firme e, face à situação acima descrita, solicitou informações que nunca obteve. 

A sua “proposta” era a de colocar elementos da sua equipa para estudar a SATA Internacional elaborando, no prazo de 6 meses, o projeto estratégico, o estudo de mercado e o Plano de Capitalização da empresa, tudo elementos em falta no processo de privatização.

A privatização acabou com a encenação de uma peça teatral “A fuga de documentos” e a anulação do concurso, com este pretexto, que deveria ter ocorrido logo após a apresentação da “sui generis” “proposta”.

Já esta semana soubemos que a Iceland Air está, de novo, a concretizar a compra de 51% da companhia aérea de Cabo Verde, desconhecendo-se contudo os pormenores do negócio. 

5) Resta perguntar como Lenin: “ Que fazer?”:

5.1. Na situação actual, capitais próprios, acumulados a 2017, de – EUR 133.000.000 e uma dívida gigantesca, não é provável encontrar um parceiro credível para a privatização da companhia face à dimensão do endividamento, à necessidade do reforço urgente dos capitais próprios, às despesas com pessoal que cresceram 50% entre 2007 e 2017 apesar de se manterem as vendas e os serviços prestados e, principalmente, à desorientação da gestão anterior e actual;

5.2. Torna-se, por isso, necessário para salvar a companhia, iniciar um processo de reestruturação com ajudas de Estado autorizadas por Bruxelas segunda as regras da Comissão de 2014:

http://ec.europa.eu/competition/publications/cpb/2014/010_en.pdf;

5.3. O aumento de capital necessário tem de ser acompanhado por uma reestruturação profunda e uma administração credível;

5.4. Só depois de estar em curso este processo é possível, de forma profissional, realizar um “road show” para apresentar o plano estratégico e sinalizar possíveis interessados, sendo certo que a privatização a 51% só pode ser realizada na União Europeia uma vez parceiros fora de União Europeia só podem deter até 49% de companhia aérea europeia”.

 

Monteiro da SilvaMonteiro da Silva: “O Estado é sempre mau empresário”

“Concluindo, a legislação e a prática nacional e comunitária permitem a privatização ou a atribuição em regime de concessão de uma parte significativa do SEP regional. A falta de stock de capital na posse dos empresários regionais, pode também ser ultrapassada, com base na legislação já existente e possibilitar uma participação significativa desses empresários nesses processos de privatização, mantendo naturalmente o respeito pelo princípio da igualdade e da transparência em todos esses processos. O Estado é sempre mau empresário, pelo que urge encontrar formas através da via privada de implementar os projetos que podem criar postos de trabalho e aumento da produção regional. Mas temos de ser sóbrios e rigorosos porque os nossos recursos materiais e humanos, são muito escassos e não os podemos desaproveitar.

Um dos maiores problemas que se põem a um adequado funcionamento do SEE em geral tem a ver com uma regulação insuficiente, uma monitorização e controle deficiente sobretudo por critérios políticos do que aqueles que são resultantes da racionalidade e da competitividade imposta pelo funcionamento do mercado. Mas não deixa de ser um problema que pode ser gradualmente ultrapassado.

Espero que consigamos encontrar uma resposta que nos seja adequada aos desafios que temos pela frente. Aqui fica o meu modesto contributo.”

Delta Air Lines com mais 400 lugares entre Nova Iorque e Ponta Delgada

delta avião

A Delta Air Lines vai aumentar as frequências entre Ponta Delgada e Nova Iorque-JFK quando o serviço directo sazonal retomar no Verão de 2019, anunciou ontem a companhia oficialmente. 

A partir de 24 de Maio de 2019, este seu voo sazonal passa das cinco frequências semanais este ano para uma operação diária, adicionando assim quase 400 lugares semanais entre os Açores e os Estados Unidos. 

Ao todo, a Delta vai operar 21 voos semanais entre Portugal – incluindo os Açores – e os EUA no auge dos meses de Verão. 

 

Nova rota directa entre Boston e Lisboa

 

Além do serviço diário em Ponta Delgada, a companhia vai operar 2 voos diários a partir de Lisboa, através da nova rota sazonal directa para Boston, efectiva a 24 de Maio de 2019, que vem complementar a existente rota anual directa para Nova Iorque-JFK. 

Todos os voos são operados em conjunto com os parceiros joint-venture Air France-KLM e Alitalia, usando aviões Boeing 757-200 de 199 lugares.

Os voos da Delta estão disponíveis para reserva em www.delta.com, via telefone +351 213 180 062 ou através dos agentes de viagem.

 

Mais de 50 destinos a partir de Nova Iorque

 

Via Nova Iorque-JFK, os clientes da Delta podem escolher entre mais de 50 destinos. 

Para manter as viagens ainda mais tranquilas, o Fly Delta App oferece mapas Wayfinding para ajudar os clientes a percorrer facilmente os principais hubs da Delta.

Todos os voos da Delta oferecem ligação Wi-Fi e mais de 1.000 horas de entretenimento no Delta Studio, disponíveis em todos os lugares ou que podem descarregados para o seu laptop, tablet ou telemóvel. 

Os clientes podem manter-se conectados a mais de 9.000 metros de altura (30.000 pés), graças ao sistema gratuito de mensagens móveis via WhatsApp, iMessenger e Facebook Messenger.

Os clientes da cabine premium da Delta podem desfrutar de roupa de cama In-Flight Westin Heavenly, kits TUMI personalizáveis, auscultadores com eliminação de ruído LSTN e refeições com a curadoria de chefs, servidas num serviço de mesa Alessi. 

Os clientes da Main Cabin desfrutam de cervejas e vinhos de cortesia complementares - incluindo Prosecco - e bebidas espirituosas, além de opções de menu aprimoradas que proporcionam uma experiência ao estilo de um restaurante nos céus.

 

180 milhões de passageiros 

por ano

 

A Delta Air Lines serve mais de 180 milhões de passageiros por ano. 

Em 2018, a Delta foi incluída no top 50 da lista de “Empresas Mais Admiradas no Mundo” da revista Fortune e nomeada a companhia aérea mais admirada pela sétima vez em oito anos. 

Adicionalmente, a Delta foi eleita como a empresa aérea nº1 por uns inéditos sete anos consecutivos no inquérito Business Travel News. 

Com uma rede global líder na indústria, a Delta e as companhias Delta Connection oferecem serviços para 321 destinos, em 57 países e 6 continentes. 

Com sede em Atlanta, a Delta emprega mais de 80.000 pessoas no mundo e opera uma frota de mais de 800 aeronaves. 

A companhia é membro fundador da aliança global SkyTeam, uma joint venture transatlântica com a Air France-KLM e a Alitalia, bem como uma joint venture com a Virgin Atlantic. 

Em conjunto com os seus parceiros mundiais, a Delta oferece aos seus clientes mais de 15.000 voos diários, com importantes hubs e mercados incluindo Amsterdam, Atlanta, Boston, Detroit, Los Angeles, Cidade do México, Minneapolis-St. Paul, Nova York-JFK, Nova York-LaGuardia, Londres-Heathrow, Paris-Charles de Gaulle, Salt Lake City, São Paulo, Seattle e Tóquio-Narita. 

A Delta tem investido milhares de milhões de dólares em aeroportos e produtos, serviços e tecnologia para melhorar a experiência de viagem dos seus clientes no céu e no solo.

Turismo sobe 3% em Outubro

turismo rural 3Segundo o Indicador Avançado de Turismo do SREA, as dormidas na Hotelaria Tradicional durante o mês de Outubro, numa segunda estimativa, terão sido aproximadamente 156 mil (+3%). 

Por sua vez, o Turismo em Espaço Rural registou em Setembro 9.464 dormidas (+27%). 

 Nesta tipologia, no trimestre que acabou em Setembro de 2018 registaram-se 37.114 dormidas, correspondendo a 10.426 hóspedes, o que compara com 31.533 dormidas e 8.951 hóspedes em período homólogo (crescimentos de 17,7% e 16,5%, respectivamente).  

  Durante o mês de Setembro a taxa líquida de ocupação-cama (TLOC) foi de 36,6%, acima do valor registado no mesmo período de 2017 (30,8%). A estada média (EM) foi de 3,8, o que compara com 3,6 em período homólogo. 

Mais de 1600 famílias da ilha de São Miguel receberam este ano apoio do Banco Alimentar

banco alimentarO Banco Alimentar Contra a Fome de S. Miguel já apoiou, ao longo do ano 2018, mais de 1600 famílias. 

Um número que se traduz em cerca de 500 cabazes entregues por mês, segundo revelou a instituição, que irá promover uma campanha de recolha de bens alimentares no próximo fim-de-semana.

“Ao longo do ano de 2018, em parceria com inúmeras associações/instituições, socorremos 5.806 pessoas – 1.638 famílias. Em média, mensalmente, foram distribuídos 500 cabazes a famílias carenciadas”, informou ontem a responsável pelo Banco Alimentar Contra a Fome de São Miguel, Luísa César, num comunicado enviado às redacções.

Segundo avançou a responsável, os cabazes são entregues, na maioria, a “desempregados, pessoas com baixos rendimentos, doentes crónicos, famílias monoparentais, entre outros”. E “cerca de 40%” da distribuição mensal feita pela instituição “destina-se a suprir necessidades de crianças, para que não só na escola, mas também em casa tenham uma refeição”.

 

44 postos de recolha de alimentos 

 

Quanto à campanha de recolha de bens alimentares, irá decorrer de 30 de Novembro a 2 de Dezembro. “Numa época festiva marcada pelo espírito de solidariedade, este é um apelo e desafio ao exercício de uma cidadania activa e à partilha, ajudando aqueles que, por diversos motivos, passam por dificuldades”, salienta a responsável, na mesma nota.

“Neste Natal, colabore através da oferta de um quilo de arroz ou massa, enlatados, um litro de leite ou de azeite. Os seus ‘presentes’ farão toda a diferença na vida de inúmeras famílias”, salienta Luísa César.

A campanha contará com 44 postos de recolha espalhados pela ilha de São Miguel, para além da sede do Banco Alimentar que, ao longo destes dias, estará também de “portas abertas para receber quem se queira juntar a esta causa, que é de todos, com as suas doações”.

Nestes postos de recolha, estarão colaboradores e voluntários “devidamente identificados”, convidando o público a colaborar, através da entrega de um saco do Banco Alimentar Contra a Fome.

“Para quem não tiver a possibilidade de ajudar esta causa durante este fim-de-semana, o Banco Alimentar disponibiliza ainda, entre os dias 29 de Novembro e 9 de Dezembro, o portal de doação online em www.alimentestaideia.pt, no qual com um simples clique é possível doar alimentos para quem mais precisa”, alerta ainda a instituição.

 

120 mil cabazes distribuídos em 20 anos

 

O Banco Alimentar Contra a Fome de São Miguel apoia famílias carenciadas na ilha há 20 anos e neste período já terá entregue “mais 120 mil cabazes”.

No mesmo comunicado, Luísa César garante que, “contrariamente ao, muitas vezes, veiculado nas redes sociais com interesses dúbios, as listas de famílias abrangidas pelo apoio baseiam-se em exigentes critérios, analisados por assistentes sociais desta rede”.

“Este é um trabalho que resulta de uma colaboração em rede entre o Banco Alimentar Contra a Fome de São Miguel e o Centro de Apoio à Emergência Social, conjuntamente com cerca de 50 associações/instituições de solidariedade social, para dar resposta às situações de carência alimentar”, aponta, acrescentando que a instituição “está convicta de que o seu trabalho diário faz toda a diferença no dia-a-dia de milhares de famílias”.