Ponta Delgada é o município dos Açores mais sustentável e Vila Franca o pior

ponta delgada - avenidaDos 30 municípios mais sustentáveis do país, apenas um é dos Açores, o de Ponta Delgada, cinco são da Região de Lisboa e dois são da região do Algarve. 

A Região Centro e Norte são dominantes (oito em 30 municípios mais sustentáveis). 

Dos menos sustentáveis, seis são da Região da Madeira, dois dos Açores (Vila Franca do Campo e Madalena do Pico), quatro do Alentejo e nenhum é da Região de Lisboa. 

Lisboa é o concelho mais bem classificado do país no “Rating Municipal Português”, isto apesar da capital estar na posição 132 da tabela da Governação e na posição 110 no “ranking” da Sustentabilidade Financeira. 

Lisboa só consegue o primeiro lugar porque obteve 202,44 pontos na tabela do Desenvolvimento Económico e Social. 

A pontuação total de cidade foi de 291,46 pontos, mais 48 pontos do que o segundo classificado que é o município do Porto. 

 

É o primeiro rating feito em Portugal

 

Esta é a primeira vez que é feito um “Rating Municipal Português” (RMP): uma avaliação com notas a vários critérios que não têm apenas a ver com a atividade autárquica.

O RMP define quatro dimensões: Governação, Desenvolvimento Económico e Social, Eficácia nos Serviços à População e Sustentabilidade Financeira, que por sua vez estão segmentados em 25 indicadores.

O estudo, coordenado por Paulo Caldas para a Ordem dos Economistas, pretende dar todos os anos uma visão integrada de avaliação dos municípios.

Paulo Caldas sublinha que “mesmo Lisboa, que tem uma posição de liderança, seguido pelo Porto e por Oeiras, pode melhorar uma das suas dimensões de sustentabilidade, nomeadamente Sustentabilidade Financeira, assim como a Governação”.

Este RMP também coloca em evidência que os 10 municípios com pior classificação são todos de pequena dimensão. 

Para o economista Paulo Caldas, “isto significa que existe uma dimensão mínima para os municípios fazerem serviços à população e para terem capacidade de fazer investimentos estruturantes”.

Para contrariar esta realidade, defende que se avance para a cooperação estratégica intermunicipal e não com a fusão de autarquias.

“Os municípios com continuidade geográfica, integrados na mesma comunidade intermunicipal não só devem cooperar estrategicamente para reduzir custos, mas também para servir com qualidade a população”, conclui.

O economista alerta ainda para a cautela que se deve ter quando se retiram aos municípios os apoios à baixa densidade.

 

Um radar de informação

 

 “Por exemplo, Alcácer do Sal, Vouzela e Vila Verde foram dados recentemente como municípios que iriam ter investimentos acima de 100 milhões de euros em termos empresariais, e isso era condição bastante para poderem sair da lista dos municípios de baixa densidade. Deve haver alguma cautela nisso porque são municípios pouco sustentáveis”.

Paulo Caldas defende que o “Rating” funciona como um “radar de informação” para melhorar as políticas de médio prazo que vão além do mandato autárquico.

De resto, “dos 30 municípios mais sustentáveis apenas um é dos Açores (Ponta Delgada), cinco são da Região de Lisboa e dois são da região do Algarve. 

A Região Centro e Norte são dominantes (oito em 30 municípios mais sustentáveis).

 Dos menos sustentáveis, seis são da Região da Madeira, dois dos Açores, quatro do Alentejo e nenhum é da Região de Lisboa, podemos ler no RMP, que se baseou em dados estatísticos de 2018.

Carne de bovino para exportação cresce 20%

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A expedição de carne de bovino cresceu 20% nos Açores no primeiro trimestre deste ano, comparativamente a igual período de 2018, ultrapassando a dezena de milhar de carcaças, o que representa o valor mais alto dos últimos cinco anos para o período de referência.

A informação  ontem avançada pela Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, em comunicado, aponta que, no período em análise, foi registado ainda um crescimento de 3% no número de cabeças destinadas às salas de desmancha, um indicador que o Secretário Regional da Agricultura considerou “muito positivo”.

Para João Ponte, “a expedição cada vez maior de carne embalada e em formato final de consumo permitirá uma maior valorização da produção, criar riqueza e postos de trabalho na Região”.

O executivo acrescenta que “a situação favorável que se verifica no mercado da carne de bovino é resultado da aposta estratégica do Governo dos Açores nesta fileira, onde os investimentos na rede regional de abate são aqueles que têm maior visibilidade, e do trabalho que os agricultores têm feito ao nível da melhoria constante das suas produções”.

Para além da dinamização das salas de desmancha, o governo açoriano  pretende ainda concluir o processo de certificação de todos os matadouros dos Açores até ao final da presente legislatura. 

Este ano foram já certificados dois matadouros pela norma ISO 22.000 relativa à qualidade e à segurança alimentar. “Este é mais um contributo considerado relevante para a competitividade do sector”, frisou o Secretário Regional.

No mesmo comunicado, o executivo aponta que o crescimento registado no sector “foi um factor decisivo para o Governo dos Açores apoiar com verbas regionais os produtores de carne bovina, de modo a compensá-los face às elevadas taxas de rateio inicialmente previstas nas ajudas do POSEI em 2018 e que foram pagas no final de Abril, sendo que, em alguns casos, os rateios seriam superiores a 30%”.

“O apoio atribuído permitirá que nenhum produtor de carne tenha rateios superiores a 10%. Por outro lado, a decisão de isentar de rateio os produtores mais pequenos, com abates até 10 animais por semestre, permitiu que mais de 4.000 produtores (84%) não sofressem qualquer corte na ajuda atribuída”, lê-se.

A Secretaria Regional refere que, do total de abates aprovados para consumo nos matadouros da Região no ano passado, “que representam 73 mil animais, apenas 31% se destinou ao consumo local em carcaça, o restante teve como destino a exportação e salas de desmancha”. Resultados que, segundo o executivo, são “indicadores da dinâmica de crescimento e da afirmação sustentável da fileira da carne no contexto do sector agrícola dos Açores”.

Mordomias de Ponta Delgada vão pagar menos 20% em direitos de autor

Espirito Santo - coroa iluminadaA Câmara Municipal de Ponta Delgada assinou um protocolo com a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), através do qual todas as mordomias do concelho passam a beneficiar de um desconto de 20% no que respeita ao pagamento dos direitos sobre a utilização de obras musicais ou literário-musicais constantes no reportório da SPA.

Através desse protocolo, o Município de Ponta Delgada fica autorizado a promover a execução, ao vivo ou através de gravações, de obras musicais ou literárias ou literário-musicais geridas pela SPA.

A excepção vai para a música erudita, que carecerá sempre de autorização prévia específica, mediante o pagamento dos respectivos direitos de autor. Os 20% de desconto, que também excluem a execução pública de obras criadas por autores estrangeiros, serão aplicados a todas as manifestações culturais típicas dos Açores (como é o caso dos Impérios do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada), cujo processo de licenciamento seja desenvolvido junto da SPA pelo Município, na qualidade de entidade promotora.

 

Paróquia de Nossa Senhora de Fátima celebra 10 anos da construção da Igreja

igreja n sra fátima lagedo

Nos pro?ximos dias 12 e 13 de Maio, a mais jovem paro?quia da diocese de Angra - Paro?quia de Nossa Senhora de Fa?tima – Lajedo, em Ponta Delgada- celebra a Festa da sua Padroeira, Nossa Senhora de Fa?tima e, ao mesmo tempo, o 10º Aniversa?rio da Inaugurac?a?o e Dedicac?a?o da sua Igreja.

Numa nota enviada ao Igreja Açores o pároco, Pe. Norberto Brum, sublinha que passados seis anos da criação da paróquia “urge continuar a desenvolver o sentido de Comunidade e de pertenc?a a? Igreja”.

“Mais que o sentido e vive?ncia de Paro?quia, enquanto territo?rio geogra?fico, sentimos o desafio de sermos uma Comunidade Crista?, uma Comunidade aberta, que acolhe e abrac?a, que serve e faz caminho, em Igreja, uma Comunidade atenta aos sinais dos tempos e a?s necessidades de todos e de cada um, uma Comunidade fraterna e soli?cita, de verdadeiros disci?pulos de Jesus, uma Comunidade evangelizada para evangelizar, em comunha?o missiona?ria”, refere o sacerdote que está à frente da paróquia há dois anos.

“A Comunidade Crista? de Nossa Senhora de Fa?tima tem vindo a crescer progressivamente ao longo dos 10 anos da sua Igreja, dotando-se das estruturas pastorais que se julgam necessa?rias de forma a dar resposta aos desafios do nosso tempo e a corresponder a?s exige?ncias da missa?o da Igreja” refere ainda o Pe. Norberto Brum.

“O caminho faz-se caminhando e queremos continuar a caminhar, lado a lado com todos os que constituem esta Comunidade, atentos a?s realidades humanas e sociais desta porc?a?o do Povo de Deus, procurando dar respostas adequadas e concretas aos diversos anseios e necessidades do todo da Comunidade”, prossegue o sacerdote.

Foi a 12 de Maio de 2009, que a Comunidade Crista? do Lajedo viu concretizado um sonho acalentado ao longo de va?rias de?cadas: a inaugurac?a?o da sua Igreja, cuja dedicação foi feita simbolicamente a 13 de Maio por D. António de Sousa Braga, então bispo de Angra.

Para assinalar esta efeméride, a Comunidade Crista? de Nossa Senhora de Fa?tima tem vindo a desenvolver, ao longo deste ano, diversas iniciativas, tendo como tema celebrativo “10 anos: Do Templo a? Comunidade”, procurando, desta forma desenvolver e fazer crescer um verdadeiro espi?rito de Comunidade – Povo de Deus, em Igreja.

“Integrados numa Diocese, Ouvidoria e Zona Pastoral, sentimo-nos como “Comunidade de acolhimento”, dado que muitos dos que procuram esta Comunidade na?o sa?o “residentes”, e esta realidade e? verdadeiramente desafiante, contudo, de forma alguma, podemos esquecer aqueles que sa?o, a “territorialidade” da Paro?quia: acolhemos todos, na?o esquecendo os “nossos” e e? para estes, em primeiro lugar, o desafio de sermos mais Comunidade, mais Igreja”, conclui a nota do Pe. Norberto Brum.

No próximo dia 10, às 21h00, terá lugar o concerto comemorativo do aniversário da Igreja com o Coral de São José. No dia 11, às 15h00, haverá a Caminhada da família e às 19h00 a Missa Vespertina com a bênção das famílias. No dia 12, dezenas de crianças celebrarão a Primeira Comunhão e às 17h00 serão descerradas duas placas toponímicas de homenagem ao sacerdote que liderou a construção da Igreja quando ainda pertencia a São José- o Cónego José Garcia - e ao primeiro pároco desta paróquia, o Pe. João Luciano Rodrigues. Às 20h00 será celebrada uma missa seguida de Procissão das Velas. Na Segunda-feira, dia 13 de Maio, a Eucaristia será às 14h00 e contará com a participação das IPPSS´s de São Miguel e às 20h00 terá lugar a Missa da festa com a Consagração de toda a comunidade a Nossa Senhora de Fátima.

“Mais Comunidade para uma melhor Igreja” foi o desafio proposto e que, todos, em comunha?o missiona?ria, temos vindo a viver, particularmente nas diversas insta?ncias e organismos pastorais da pro?pria Comunidade.

Produção de leite estabilizou no primeiro trimestre de 2019

leite 5A produção global de leite nos Açores praticamente estabilizou nos 157 milhões de litros, comparando a produção do primeiro trimestre deste ano com igual período de 2018, anunciou a Secretaria Regional da Agricultura e Florestas.

De destacar que, no primeiro trimestre de 2018, se tinha registado um aumento da produção de 4,7 milhões de litros de leite, ou seja, 3,1%, face ao período homólogo de 2017.

Flores (-21,5%), Pico (-11,6%) e Terceira (-3,4%) foram as ilhas onde ocorreram as maiores reduções da produção no primeiro trimestre de 2019, comparando com o mesmo período de 2018, em contraponto com São Jorge (+5,8%) e São Miguel (+1,9%), onde se registaram crescimentos na produção.

Conforme se pode ler na nota enviada pelo Gacs, “a produção de leite na Região está bem estrutura e tem evoluído sem paralelo, quer em quantidade, quer em qualidade, daí que, nos últimos quatro anos, apesar dos limites impostos à produção por algumas indústrias, houve um crescimento na produção de 9,3%, enquanto a produtividade média, no mesmo período, aumentou 18%”.

A mesma nota dá conta que “estes indicadores são o resultado do esforço e da experiência acumulada dos produtores de leite, da aposta na melhoria genética, das boas condições naturais e dos investimentos que têm sido feitos na modernização das explorações”, indicando que “na actual legislatura, que se iniciou em Novembro de 2016, já foram aprovados mais de três centenas de projectos de modernização de explorações de produção de leite, num investimento de 35 milhões de euros, e cerca de sete dezenas de projectos de primeira instalação de bovinicultura de leite”.