14 consórcios internacionais têm interesse no projecto do porto espacial em Santa Maria

estação esa santa mariaO Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia adiantou que 14 consórcios internacionais submeteram propostas de interesse para conceber, instalar e operar um porto espacial na ilha de Santa Maria, no seguimento do processo de consulta internacional que terminou a 31 de Outubro.

Esta consulta, que decorreu no âmbito da primeira fase do Programa Internacional do Atlântico para o Lançamento de Satélites (ATLANTIC ISLP), foi levada a cabo pelo Governo da República, através da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), e pelo Governo dos Açores, através da Estrutura de Missão dos Açores para o Espaço (EMA - Espaço), com o apoio técnico da Agência Espacial Europeia (ESA).

Os proponentes, segundo Gui Menezes, manifestaram interesse em colaborar com empresas portuguesas e centros de investigação e engenharia nacionais, sendo que sete das 14 propostas apresentadas são para soluções inovadoras de acesso ao Espaço com microssatélites e as restantes para produtos e serviços de engenharia de sistemas e software e ainda para inovações relativas às infra-estruturas terrestres.

As manifestações de interesse incluem consórcios de Espanha, Alemanha, Itália, Portugal, França, Holanda, Rússia e EUA, que pretendem actuar em toda a cadeia de valor associada à nova geração de serviços de lançamento de pequenos satélites para o Espaço.

O Secretário Regional frisou que esta iniciativa, que terá várias fases, pretende estimular a criação de emprego qualificado e a alavancagem de novos projectos de índole espacial de grande valor acrescentado que, a longo prazo, poderão garantir um novo impulso aos projectos já existentes na ilha de Santa Maria.

Após todas as fases de avaliação e análise das condições de exequibilidade e dos processos contratuais, prevê-se que os primeiros serviços de lançamento comecem a operar nos Açores na Primavera/Verão de 2021.

As 14 manifestações de interesse vão ser agora analisadas por uma Comissão Internacional de Alto Nível, composta por nove peritos nacionais e estrangeiros, coordenada pelo antigo Director-Geral da Agência Espacial Europeia, Jean Jacques Dordain.

A primeira reunião desta comissão terá lugar este mês com o objectivo de recomendar uma lista de candidatos a convidar para participar na segunda fase do Programa Internacional do Atlântico para o Lançamento de Satélites (ATLANTIC ISLP).

Neste sentido, durante o primeiro trimestre de 2019 será feita a apresentação de propostas, em resposta à consulta internacional de manifestação de interesses e, posteriormente, irá decorrer um novo processo de avaliação, que inclui uma apresentação pública das propostas.

 

Interesse de consórcios internacionais prova acerto da estratégia do Governo, afirma Vasco Cordeiro

 

O Presidente do Governo considerou ontem um “excelente indicador” do mérito da estratégia regional o facto de 14 consórcios internacionais terem submetido propostas de interesse para conceber, instalar e operar um porto espacial na ilha de Santa Maria.

 “É uma notícia positiva e um excelente indicador quanto ao mérito da estratégia que o Governo dos Açores tem seguido, com o apoio empenhado e comprometido do Governo da República, em relação a este assunto”, afirmou Vasco Cordeiro, na ilha Terceira.

Em declarações aos jornalistas, o Presidente do Governo salientou que o número de intenções agora conhecido e a sua diversidade é, assim, um “aspecto particularmente relevante que confirma o acerto da estratégia do Governo dos Açores de, a partir de um conjunto de infra-estruturas que estão instaladas em Santa Maria, dar o passo seguinte nesta área de relevância para o nosso desenvolvimento”.

“Convém, contudo, que não nos iludamos, uma vez que há outros interesses que têm de ser tidos em conta neste processo, o que, para o Governo, é particularmente relevante”, garantiu Vasco Cordeiro.

“Como dissemos desde a primeira hora, nós temos o interesse de desenvolvimento desta área, por aquilo que isso significa em termos de criação de riqueza e de criação de emprego qualificado na Região. Mas temos outras componentes para analisar, como a segurança e a questão ambiental. Tudo isso será devidamente ponderado e acreditamos que é possível ter um bom equilíbrio entre todos estes interesses em presença”, assegurou.

Icelandair compra Cabo Verde Airlines e a concorrente islandesa Wow

wowA Icelandair, que continua há mais de dois meses a aguardar uma resposta da SATA e do Governo dos Açores, à sua proposta para adquirir 49% da Azores Airlines, acaba de comprar a sua concorrente islandesa Wow, uma companhia de low cost, e vai também adquirir 51% da Cabo Verde Airlines.

De acordo com as agências internacionais, a Wow será adquirida por 15,7 milhões de euros, permitindo “criar um competidor ainda mais forte no mercado da aviação civil internacional”.

Skuli Mogenson, fundador da Wow, que vai receber um total de 272 milhões de acções da Icelandair , declarou que “este negócio vai reforçar a competitividade internacional” da companhia aérea islandesa.

A Wow e a Icelandair usam ambas o aeroporto de Keflavik como principal hub de ligação entre os mercados europeu e norte-americano. 

Apesar de, a partir de agora, pertencerem ao mesmo grupo a Icelandair e a Wow vão continuar a voar com nomes diferentes e juntas representam 3,8% do total do mercado aeronáutico transatlântico.

A Wow  com um total de 20 aeronaves: 14 Airbus A321, 3 Airbus A320 3 Airbus A330. 

“A nossa frota deverá aumentar para 24 aeronaves até ao final de 2018”, acrescenta a companhia, que voa para um total de 37 destinos espalhados por Europa, América do Norte e Ásia. 

 

Ryanair pressionada a aplicar legislação portuguesa

 

A Assembleia da República recomenda ao governo que “desenvolva diligências” junto da companhia aérea Ryanair e respectivas agências de recrutamento para que aplique a legislação portuguesa nas relações laborais, segundo uma resolução publicada em Diário da República. 

Ao mesmo tempo, diz que o Executivo deve criar “mecanismos de promoção da negociação colectiva e publique portarias de extensão que garantam a definição de um valor de remuneração base para cada categoria profissional neste âmbito, nomeadamente para o pessoal tripulante”.

Também defendido foi a criação de instâncias competentes para a fiscalização das condições laborais, designadamente a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) e a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), “para em caso de incumprimento da legislação nacional instaurarem os processos contraordenacionais necessários e aplicarem as sanções adequadas”.

Ainda na semana passada, a Ryanair revelou que estava a negociar com os sindicatos para aplicar legislação local em contratos de funcionários. 

“A Ryanair cumpre plenamente com toda a legislação laboral da União Europeia e continua a negociar com os seus colaboradores e os respectivos sindicatos por toda a Europa, sendo que já confirmámos que aplicaríamos a legislação local em contratos locais”, revelou. 

Em causa estava uma carta dirigida ao presidente executivo da companhia aérea de baixo custo, onde os ministros do Trabalho da Bélgica, Alemanha, Itália, Luxemburgo e Holanda consideram haver uma “janela de oportunidade” para a empresa concluir acordos que se tornem “bases para uma paz social sustentável”.

E deixou ainda um recado: “Lamentamos que a Ryanair enfrente um persistente conflito social com uma parte considerável do seu pessoal em diferentes Estados-Membros. Uma solução tem de ser encontrada com urgência”, lê-se na carta, na qual se recorda que a comissária europeia para o Emprego, Marianne Thyssen, instou à aplicação da legislação laboral local o mais depressa possível.

Recorde-se que a última greve europeia de trabalhadores aconteceu no final de Setembro.

Sintap quer abertura “imediata” de negociações para o aumento da remuneração complementar

pessoas em Ponta Delgada1O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública dos Açores (Sintap-Açores) solicitou, na Sexta-feira, ao Presidente do Governo Regional a abertura “imediata” do processo negocial para discutir o valor do aumento da remuneração complementar regional.

Na apresentação da proposta de Orçamento da Região Autónoma dos Açores (ORAA) para 2019 na Assembleia Legislativa Regional (ALR), o Governo Regional tornou pública a intenção de se proceder a um aumento da remuneração complementar dos trabalhadores públicos na Região no próximo ano. Uma medida que o Sintap considera uma “vitória”.

“Após seis anos de reivindicações contínuas nesse sentido, de um abaixo-assinado subscrito por mais de 5.000 trabalhadores pedindo à ALR a aprovação de tal aumento, de audiências e reuniões solicitadas e realizadas com todos os partidos políticos com assento parlamentar, de que resultou um unânime e manifesto apoio à luta dos trabalhadores na defesa da actualização e aumento da Remuneração Complementar/Subsídio de Insularidade, o anúncio da proposta do Governo Regional em proceder a tal aumento já em 2019 constitui uma vitória destes trabalhadores e do Sintap”, refere o Sindicato, em comunicado.

“Neste contexto, e porque se trata de um anúncio duma medida de há muito esperada e valorizada por nós, o SINTAP faz saber que solicitou hoje [Sexta-feira] mesmo ao Presidente do Governo Regional a abertura imediata do processo negocial tendente a discutir o valor concreto daquele anunciado aumento.

O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública dos Açores tem defendido “há muito” a necessidade de se proceder à revisão e aumento dos valores da Remuneração Complementar em mais de 10% em virtude dos mesmos não serem actualizados desde 2012, “procurando-se assim compensar a perda acumulada do poder de compra dos trabalhadores públicos com mais baixos salários resultante da inflação”.

O Sintap considera “excessiva e estranha a afirmação de que, com a actualização da remuneração complementar, estaríamos perante um ‘triplo aumento’ da função pública na medida em que tal afirmação não é séria e não corresponde minimamente à verdade”.

“Não é séria”, explica a estrutura sindical, “em primeiro lugar, porque a actualização do salário mínimo nacional e as valorizações remuneratórias resultantes das progressões/promoções são decisões relativamente aos quais o Governo Regional é incompetente e alheio, não ficando bem tomar como seu aquilo que não o é”.

“Não é verdade, em segundo lugar, porque a actualização do salário mínimo nacional e progressões, para além de não serem aumentos propriamente ditos, são medidas que abrangem apenas parte dos trabalhadores públicos, nomeadamente os que recebem o salário mínimo e os que detêm 10 pontos ou têm 10 ou mais anos parados na respectiva carreira necessários para a sua progressão, o que deixa de fora deste descongelamento na carreira mais de metade dos actuais funcionários públicos regionais”, acrescenta.

É neste sentido que o Sindicato refere que vai continuar “ a exigir aumentos salariais para todos os trabalhadores, “cujos vencimentos se mantem inalterados desde 2009”, lê-se no mesmo comunicado.

 

“Mais de 50% da nossa carteira de clientes está connosco desde o início”

equipa da Neca1É com o lema “uma pequena empresa, mas uma grande ajuda” que a Neca - Nova Empresa de Contabilidade e Administração, Lda. tem desenvolvido a sua actividade desde 1985, em Ponta Delgada. O sócio-gerente, Hermano Varão, conta como evoluiu a empresa ao longo dos anos e garante que o grau de exigência na área da contabilidade e fiscalidade continua a ser o mesmo do que há três décadas. Ao Diário dos Açores, o responsável aponta ainda como maiores preocupações na gestão da empresa a concorrência desleal, a fidelização e angariação de clientes, a par da necessidade constante de actualização de conhecimentos.

 

Diário dos Açores - Como surgiu a Neca-Nova Empresa de Contabilidade Administração?

Hermano Varão (HV) - A Neca-Nova Empresa de Contabilidade e Administração, Lda. é uma pequena empresa de prestação de serviços de contabilidade, constituída em 11 de Dezembro de 1985, e que iniciou a sua actividade para efeitos fiscais em 1 de Janeiro de 1987 e tem a sua sede social nos Açores, mais concretamente no Largo 2 de Março, em Ponta Delgada. Actualmente com 33 anos de existência a promover a melhor cultura contabilística e fiscal, a Neca continua a querer ser para os seus clientes uma “pequena empresa, mas uma grande ajuda”. Esta é a nossa visão, com a missão de prestar serviços de contabilidade, fiscalidade e gestão de recursos humanos de elevada qualidade na óptica do cliente.

 

Hermano VarãoComo era a realidade do mercado na área da contabilidade e fiscalidade há 33 anos, quando surgiu a empresa?

HV - A execução da contabilidade e o cumprimento das obrigações fiscais dos empresários e das empresas sempre foi considerado como uma área indispensável e de importância relevante para qualquer actividade económica. O grau de exigência e a enorme responsabilidade no rigoroso cumprimento das normas de contabilidade e da fiscalidade, associada ao cumprimento de prazos apertados, continua a ser o mesmo. É, no entanto, inegável que hoje existem novas ferramentas de trabalho e novas fontes de ensinamento que outrora não existiam ou eram muito escassas. 

Se é certo que as novas tecnologias trouxeram mais empresas e mais profissionais para o sector da contabilidade e da fiscalidade, não é menos certo que as competências e as exigências para o exercício responsável da actividade, são muito maiores e, por tal circunstância, acreditamos que a qualidade dos serviços prestados também aumentou consideravelmente.

 

Como foi evoluindo a empresa ao longo dos anos?

HV - Para ser, como já referi, uma “grande ajuda”, a Neca teve de amadurecer - já tem 33 anos -, adquirir experiência e conhecimentos sólidos em todas as áreas relacionadas com a sua actividade de prestação de serviços de contabilidade, fiscalidade e gestão de recursos humanos. Na realidade, a Neca e todo o seu grupo de trabalho foram evoluindo por exigência das necessidades dos seus clientes, e através de uma aprendizagem constante e permanente, com a formação profissional interna e externa. A empresa teve de adquirir conhecimentos de vários ramos de Direito (comercial, trabalho, tributário, civil, penal, processual, administrativo e financeiro), Registos e Notariado, Segurança Social, Psicologia Empresarial, Ética e Deontologia, Gestão e Organização de Empresas, Informática, Análise Financeira, Comunicação, Relações humanas, Auditoria Financeira, entre outras áreas.

 

Que serviços prestam actualmente?

HV - Do objecto social da Neca, constam várias actividades, desde a prestação de serviços de contabilidade, fiscalidade e auditoria, gestão de recursos humanos de empresas e empresários e consultadoria estratégica empresarial. Também actuamos na área da formação profissional, diagnóstico das necessidades de formação, selecção, colocação e admissão de pessoal. A empresa faz também estudos de viabilidade económica e financeira, planos de marketing e estudos de mercado e dá ainda apoio na criação, formação e dinamização de empresas e empresários. Também fazemos consultadoria contabilística, fiscal e jurídica. E para que todas estas actividades possam ser asseguradas, e para além da experiência e aprendizagem adquiridas com a sua própria longevidade, a Neca-Nova Empresa de Contabilidade e Administração tem nos seus quadros de pessoal formadores e consultores certificados pela Direcção Regional de Emprego e Formação Profissional, licenciados em Direito, Psicologia e Gestão Turística e Hoteleira com pós-graduações em Fiscalidade, Direito Processual Tributário e Consultadoria Empresarial.

 

A empresa conta já com mais de três décadas de existência… Que balanço faz da actividade até aos dias de hoje?

HV - Tendo em consideração que o verdadeiro “amadurecimento” das empresas se verifica aos 40 anos, cremos que o balanço deverá considerar-se positivo e com perspectivas para crescer e inovar por mais alguns anos.

 

Sentiu, de alguma forma, os efeitos da crise?

HV - Todos nós sentimos e a Neca, não foi excepção. A crise económica e financeira esteve patente no encerramento de empresas e empresários, nas dificuldades de tesouraria de vária ordem e num incumprimento de obrigações legais e pecuniárias. Ao medir a nossa e a tensão arterial do nosso cliente, verificamos que a mesma afectou, inquestionavelmente, toda a actividade económica. Acreditamos, no entanto, que a retoma económica, impulsionada pelo Turismo e todas actividades envolventes está, tenuemente, a acontecer.

 

Hoje em dia, são muitas as empresas que actuam na mesma área… De que forma a Neca consegue marcar a diferença?

HV – A Neca tem colaborado com várias Escolas Profissionais da Ilha de São Miguel, ministrando estágios aos seus formandos nas áreas da contabilidade e fiscalidade. Tem ainda colaborado com a OCC -Ordem dos Contabilistas Certificados, com sede em Lisboa, ao ministrar, localmente, formação profissional aos estagiários que se pretendem inscrever como Contabilistas Certificados na respectiva OCC. 

É também associada fundadora n.º 147 da APECA - Associação das Empresas de Contabilidade e Administração, com sede no Porto e que acabou de comemorar 30 anos, e na qual já participou do seu conselho Geral.

Como forma de contribuir para uma actualização permanente de conhecimentos, a empresa tem também os elementos que compõem o seu grupo de trabalho inscritos como associados em várias entidades, como a Ordem dos Contabilistas Certificados, a APOTEC e a Associação Fiscal Portuguesa.

 É nossa constante preocupação actualizarmos e renovarmos permanentemente a nossa utilidade e indispensabilidade para o nosso cliente. É desta forma, sempre com o apoio de quem nos pode transmitir novos conhecimentos e dar valor acrescentado às competências dos nossos recursos humanos, que temos procurado marcar a diferença.

 

Têm clientes muito antigos? Que são acompanhados pela empresa desde que abriram portas?

HV - Sem veleidades, poderemos afirmar que praticamente mais de 50% de todos os clientes que compõem a nossa carteira de clientes, e naturalmente com a nossa longevidade, estão connosco desde o início da nossa existência. 

 

Como olha para a actual situação económica do país e dos Açores? 

HV - Com preocupação, devido a alterações contínuas e imprevisíveis de factores conjunturais, ambientais e outros. Acredito, no entanto, que os nossos governantes dão o melhor de si e defendem como podem e sabem, os interesses da causa pública. Ingenuidade minha? Talvez…

 

Quais as maiores preocupações e dificuldades que encontra na gestão da empresa?

HV - A nossa empresa de contabilidade, com 33 anos de existência, no seu percurso, teve de ultrapassar os problemas inerentes à sua própria constituição, instalação, expansão, divulgação, afirmação e sobrevivência, inerentes à sua longevidade. Naturalmente que os problemas de agora não são os mesmos de outrora, mas não deixam de existir e terão de continuar a existir para que sejam resolvidos, ultrapassados e superados. 

Mas, respondendo à questão, são três os principais problemas que elegemos. Em primeiro lugar, as dificuldades na fidelização e angariação de clientes, justificadas pelo facto desses clientes ou potenciais clientes de hoje, serem mais exigentes - em termos de qualidade e preço - e muito mais informados do que eram há vinte anos, devido às novas tecnologias, muito propensos a consultar várias propostas da concorrência, antes de se decidirem. 

Na realidade, até que seja possível criar e manter o indispensável clima de confiança e respeito mútuos, na relação profissional criada ou a criar, por exigência do cliente, a empresa tem de ter uma maior disponibilidade e fazer um acompanhamento, quase permanente, o qual, o cliente, nem sempre reconhece, nem recompensa. A empresa de contabilidade e os seus colaboradores – que são profissionais motivados e empenhados -, têm de amar a profissão e estarem preparados para serem continuadamente avaliados e testados e o seu desempenho só interessa se for muito bom, a “roçar” o excelente. 

Em segundo lugar, outra preocupação que temos é a necessidade permanente e contínua de actualização de conhecimentos e de programas informáticos (devido às oscilações periódicas e sistemáticas da legislação), o que exige da empresa grandes investimentos na renovação de equipamentos técnicos e na formação e valorização dos recursos humanos, onde nem sempre, os recursos para tal fim estão disponíveis.

Em terceiro lugar, preocupamo-nos também com a concorrência desleal e impune, principalmente por parte das empresas recém-constituídas que praticam preços muito abaixo dos condizentes com a responsabilidade e dignidade quer da profissão quer do profissional de contabilidade. Tarda o reconhecimento por parte das empresas e dos empresários de que a contabilidade é um precioso instrumento de gestão que, desde há muito, deixou de ser utilizada, exclusivamente para cumprir com as obrigações fiscais e pagar impostos.

 

Quantos trabalhadores trabalham na Neca?

HV - Temos um ‘staff’ de 11 trabalhadores, dois dos quais a tempo parcial, incluindo quatro contabilistas certificados e três formadores certificados, liderado pelos seus sócios gerentes e fundadores, eu e a minha mulher, Maria de Fátima de Melo da Silva Varão. 

 

Na sua opinião, qual a chave para o sucesso e longevidade de uma empresa?

HV - Ainda estamos à procura da chave certa. No entanto, as competências profissionais, aliadas a um árduo trabalho, espírito de bem servir e de sacrifício, perseverança (ou teimosia) e ambição de melhorar, são certamente caminhos e condições indispensáveis para nos aproximarmos da referida chave para o dito sucesso. A propósito, sabe o que é o sucesso?  Confesso que não sei e duvido que algum dia o venha a saber…

 

Vê o futuro da Neca com bons olhos? Quais as expectativas que tem?

HV - Somos uma “pequena empresa, mas uma grande ajuda” e a perspectiva é continuar a sê-lo. Somos aquilo que os nossos recursos humanos, e naturalmente os nossos clientes, querem que a empresa seja. As nossas expectativas são atingir alguns pequenos objectivos que continuamos a perseguir, desde logo o prestarmos inegáveis serviços de qualidade na óptica do cliente, aumentar o gosto pela actividade exercida, deliciando-nos com as constantes e permanente alterações legislativas. Queremos obter um certificado de qualidade e ser uma escola de formação prática e deontológica de contabilidade e fiscalidade. 

 

Quatro primeiros lugares e seis menções honrosas para queijos açorianos

queijosOs queijos dos Açores conquistaram quatro primeiros lugares e seis menções honrosas no Concurso Nacional 2018.

Os primeiros lugares conquistados foram na categoria “Vaca”, com o queijo Milhafre, da Pronicol, na categoria “Ilha” com o queijo “São Miguel (9 meses cura)”, da Unileite, na categoria “Para Barrar” ficou em primeiro lugar o “VALFORMOSO Ervas e Alho”, da Insulac, e na categoria “Novos Sabores” o queijo “Nova Açores – Queijo Alho e Salsa”, da Unileite.

Os produtores açorianos foram ainda distinguidos com seis menções honrosas em 22 categorias que estiveram a concurso neste evento promovido pela ANIL - Associação Nacional dos Industriais de Lacticínios, em Lisboa.

Na categoria “Flamengo”, o queijo VALFORMOSO, da Insulac, recebeu uma menção honrosa, na categoria “Vaca” foram distinguidos os queijos Capelinhos, da CALF - Cooperativa Agrícola da Ilha do Faial, e o Queijo Morião, da Quinta dos Açores.

Já na categoria “Ilha” receberam menções honrosas os queijos “Lourais”, da Cooperativa Agrícola de Lacticínios dos Lourais, e o “Topo”, da Cooperativa Lacticínios do Topo, sendo que na categoria “Para Barrar” foi distinguido o queijo VALFORMOSO Natural, da Insulac.

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas congratulou-se com os bons resultados alcançados pelos queijos dos Açores no concurso, considerando que devem ser vistos como um incentivo para que toda a indústria continue a apostar na qualidade e na inovação.

Para João Ponte, os bons resultados obtidos resultam do esforço e da experiência acumulada dos produtores de leite açorianos, dos investimentos que têm vindo a ser feitos na modernização das explorações, nas agroindústrias e na aposta no bem-estar animal, na melhoria genética e não descurando as excepcionais condições naturais da Região.

“Mas estes resultados devem ser encarados também como um incentivo à indústria dos lacticínios para prosseguir um caminho de investimento na modernização, na qualidade e na inovação, por ir cada vez mais ao encontro das preferências dos consumidores, para encontrar novos mercados, que paguem mais e melhor para que o rendimento seja melhor distribuído por toda a cadeia de valor”, disse João Ponte.

O governante destacou que o Governo dos Açores tudo tem feito para garantir o sucesso da produção de queijo e a sustentabilidade da agropecuária no arquipélago, que dispõe de grande vocação natural e condições ímpares para a produção de leite.