SATA pode reduzir em mais de 50% no preço das passagens para os Estados Unidos e Canadá

sata-internacional1A transportadora aérea SATA vai reforçar os voos para a América do Norte, onde vivem grandes comunidades de emigrantes dos Açores, e adoptar um novo sistema de tarifas que poderá reduzir os preços até 57%.
De acordo com a agência Lusa, o anúncio foi feito pelo presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, num discurso em Fall River, (Massachsetts, EUA), no encerramento das Grandes Festas do Espírito Santo da Nova Inglaterra, considerada uma das maiores manifestações culturais da diáspora açoriana.
Segundo Vasco Cordeiro, a SATA vai, a partir do próximo inverno IATA (International Air Transport Association, uma organização que congrega 240 companhias aéreas), “reforçar durante todos os meses as ligações à América do Norte, aumentando em todos os meses os voos”.
Assim, acrescentou, nos meses de Julho e Agosto, passará a haver voos todos os dias de e para Boston.
Além disso, a SATA vai adoptar um novo sistema de preço de passagens “baseado na oferta ou não de serviços (bagagem e serviço de bordo), que possibilitará uma redução no preço das passagens que pode variar entre os 16% e os 57% em relação aos preços que actualmente são praticados”.
“O Governo dos Açores tem presente a aspiração de há muito de todos os açorianos aqui residentes de terem condições mais acessíveis para visitarem os Açores”, afirmou Vasco Cordeiro, para quem “a distância não deve ser impedimento para um menor envolvimento das comunidades açorianas no planeamento e na participação no desenvolvimento dos Açores”.
Na mesma intervenção, Vasco Cordeiro, citado num comunicado do Governo Regional, repetiu o apelo à mobilização dos emigrantes nos EUA em relação à questão da base das Lajes, na ilha Terceira, de onde os EUA querem retirar parte significativa dos militares que actualmente têm ali destacados.
Insistindo em que estão em causa “centenas de empregos, directos e indirectos” e um grande impacto no PIB da Terceira e da região se “esta decisão for por diante como está planeada”, Vasco Cordeiro voltou a pedir aos açorianos nos EUA para sensibilizarem os senadores eleitos pelos estados em que vivem para a “importância de apoiarem a base das Lajes, de apoiarem a ilha Terceira e os Açores neste assunto”.

Pagamento do FundoPesca limitado a um máximo de 60 dias por ano

pescadoresO Governo Regional disponibiliza cerca de 800 mil euros anuais para o FundoPesca, um mencanismo de apoio aos pescadores quando não podem sair para o mar, revelou ontem o Secretário Regional dos Recursos Naturais.
“O FundoPesca foi accionado nos últimos tempos por duas vezes, uma das quais em finais de Dezembro de 2012 e outra em Março do corrente ano, o que representou uma ajuda total de 600 mil euros”, acrescentou Luís Neto Viveiros, em declarações aos jornalistas, depois de ter sido ouvido na comissão de Economia do Parlamento dos Açores, a propósito da proposta de decreto legislativo regional que revê os critérios do FundoPesca.
Segundo a agência Lusa, com esta nova proposta, o pagamento da compensação salarial do FundoPesca fica limitado a um máximo de 60 dias por ano e às disponibilidades orçamentais.
Além disso, a compensação salarial do FundoPesca passa a ser acumulável com outros apoios financeiros ao agregado familiar, que não tenham a mesma finalidade, mas “será ajustada de modo a que o somatório da mesma com os restantes apoios não ultrapasse um montante máximo igual a 1,5 vezes o valor da retribuição mínima mensal garantida em vigor na região”.
Luis Neto Viveiros destacou esta como uma das inovações de “muito relevo” contempladas no novo diploma, acentuando que haverá agora também “maior abrangência” em relação aos pescadores que poderão ser apoiados, relacionando-os de uma “forma mais directa” com as embarcações onde operam.
“Esta proposta cria também algumas alterações ao nível do conselho administrativo [do fundo], salvaguardando algum equilíbrio entre os representantes dos pescadores e dos armadores e os representantes da administração pública regional”, apontou.
O Secretário Regional dos Recursos Naturais destacou que o diploma permite igualmente que o conselho consultivo do FundoPesca, para além da competência de “criar o seu regulamento de funcionamento”, possa definir os “critérios de aplicação” em relação ao tipo de embarcação, número de descargas em lota e ao valor assumido pelos pescadores, entre outras questões que “são necessárias” para proceder ao cálculo das ajudas a disponibilizar.
O deputado Jorge Macedo, do PSD (na oposição), considerou que a proposta de diploma constituiu uma “evolução positiva” em termos de abrangência porque atinge um maior número de profissionais de pesca, destacando também a possibilidade dos beneficiários do FundoPesca poderem usufruir igualmente de outros tipos de apoios financeiros, como o Rendimento Social de Inserção (RSI).
“O Governo dos Açores, contudo, continua a não resistir governamentalizar o conselho administrativo do FundoPesca, o que acresce o facto de haver alguma discricionariedade na atribuição dos apoios, o que se transforma numa mistura explosiva, uma vez que pode haver uma tentativa de cobrar favores no accionamento do apoio”, acrescentou, porém, o deputado.

Vasco Cordeiro diz que “presença norte-americana na Base das Lajes não é assunto encerrado”

BASE das LAJESO presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, entende que a presença militar norte-americana na Base das Lajes “não é um assunto encerrado”, e que é necessário continuar a “trabalhar” nesta matéria.
O chefe do executivo açoriano, que falava domingo num encontro com membros do “Portuguese-American Leadership Council of the United States”, em Fall River, durante uma deslocação aos Estados Unidos, admitiu porém, estar satisfeito com a recente decisão dos norte-americanos de não reduzirem a sua presença militar nos Açores.
“A questão da redução da presença militar norte-americana na Base das Lajes não é um assunto encerrado”, disse, na ocasião, Vasco Cordeiro, para quem “há alguns aspectos que devem ser trazidos à consideração dos decisores sobre esta matéria para serem reavaliados”.
Segundo a agência Lusa, o presidente do Governo Regional referia-se ao facto de Portugal ser “um dos mais antigos aliados dos Estados Unidos”, e também ao impacto negativo que uma eventual redução militar norte-americana iria provocar “numa economia frágil” como a da ilha Terceira.
De acordo com uma nota informativa divulgada pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GaCS), Vasco Cordeiro recordou o trabalho de sensibilização que tem sido realizado nos últimos meses junto de várias entidades e personalidades norte-americanas, como congressistas e senadores estaduais, e o Embaixador de Portugal em Washington, Nuno Brito.
“A continuação deste trabalho pode fazer valer pontos de vista que consideramos que devem ser tidos em conta nesta matéria”, adiantou o chefe do executivo, que entende que, nesta matéria, “ainda há desafios a vencer”.

Arrancam obras para os centros culturais dos Fenais da Luz e Santo António

Bolieiro em Santo AntónioArrancaram ontem as obras para os centros culturais dos Fenais da Luz e de Santo António, com as assinaturas dos respectivos Autos de Consignação.
Segundo nota de imprensa emitida pela Câmara Municipal de Ponta Delgada, as obras, da responsabilidade da autarquia, consignadas a uma empresa regional – a Micol – cujo valor conjunto é superior a meio milhão de euros seguem objectivos estratégicos da governação do Município e do desenvolvimento de Ponta Delgada, uma vez que alargam a regeneração urbana às freguesias, garantem trabalho às empresas e emprego a quem dele precisa, além de serem mais um canal de descentralização cultural que serve de atractivo às populações e, sobretudo, à juventude das freguesias rurais.
Assim, segundo o presidente da Câmara Municipal, José Manuel Bolieiro, o arranque destas obras é uma aposta na “regeneração urbana e nos núcleos históricos das nossas freguesias, e não apenas o centro histórico da cidade de Ponta Delgada. É, também, um elemento de empregabilidade, que garante trabalho às nossas empresas, com aproveitamento óptimo dos fundos comunitários colocados à nossa disposição”.
O novo centro cultural de Santo António terá duas salas de formação, um núcleo museológico, uma galeria de exposições, uma biblioteca e um espaço multiusos, o que, na opinião do autarca, irá permitir uma “reabilitação e requalificação das actividades culturais e recreativas que expressam também a riqueza da vida cultural e recreativa da freguesia”. A tem um prazo de execução de 245 dias, tal como o centro cultural dos Fenais da Luz.
A infra-estrutura dos Fenais da Luz terá capacidade de receber, para além de salas destinadas a exposições, outras valências que melhorem a qualidade de vida na localidade e que, de alguma forma potenciem o seu desenvolvimento, são os casos de ateliers, de uma sala de formação e uma biblioteca.
José Manuel Bolieiro destacou a importância da reabilitação que será feita nas duas empreitadas, uma vez que a Câmara de Ponta Delgada está “a regenerar as existências arquitectónicas e não a construir de novo.
“Estamos a disponibilizar novos equipamentos, à actividade cultural e recreativa destas freguesias”, sublinhou.
O autarca lembrou a respeito que a Câmara de Ponta Delgada avança para estas obras como uma opção estratégica que resulta na “optimização, até ao final do ano de 2013, dos fundos do actual Quadro Comunitário de Apoio. Estou muito motivado por termos aqui uma situação concretizadora dessa estratégia”.
Para além do papel de relevo que estas infra-estruturas terão na dinâmica sócio-cultural das freguesias dos Fenais da Luz e de Santo António, os novos centros culturais serão mais uma base para consolidar a política concertada de descentralização cultural que tem vindo a ser seguida pelo Executivo de Ponta Delgada.

Empresários querem “manutenção de fundos comunitários em 2014-2020”

Sandro PaimAs câmaras de comércio e indústria dos Açores defendem que os fundos do orçamento europeu para 2014-2020 destinados à região não devem ser inferiores aos do Quadro Comunitário de Apoio em vigor.
“Como ponto de partida, tendo em conta o histórico e a execução dos Açores nos anteriores quadros comunitários de apoio, acredito que deveria haver a perspectiva de pelo menos não reduzirmos o montante disponível para 2014-2020”, defende Sandro Paim, da Câmara do Comércio e Indústria de Angra do Heroísmo, em declarações à agência Lusa.
Sandro Paim exerce também neste momento a presidência da Câmara de Comércio e Indústria dos Açores, que integra as três câmaras de comércio da região (Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta).
Os governos da República e dos Açores estão a negociar o envelope financeiro de verbas europeias para 2014-2020 que caberá aos Açores ao abrigo dos valores atribuídos a Portugal pela UE. O vice-presidente do Governo Regional dos Açores, Sérgio Ávila, já declarou que a região quer, no mínimo, “manter o mesmo peso” de afectação de fundos comunitários.
Sandro Paim sublinha que já tem conhecimento de que “vão haver cortes” de verbas de 10 a 15%, mas acredita que a região deveria ter a capacidade de negociar uma “não redução” de fundos entre 2014-2020.
O presidente da Câmara do Comércio e Indústria de Angra do Heroísmo defende, em termos de prioridades, a concessão de incentivos aos privados ao abrigo do próximo quadro comunitário.
“Nós devemos ter como perspectiva que o sistema de incentivos é preponderante naqueles que são os investimentos que os privados desenvolvem na região, devendo ser majorados e incentivados naquilo que são projectos estratégicos”, defende Sandro Paim.
O empresário identifica como investimentos estratégicos para os Açores aqueles que “contribuam para reduzir importações ou aumentar exportações”, a par da “regeneração urbana” que visa a dinamização do comércio local, que deve ser trabalhada como um novo sistema de incentivos.
O presidente da Câmara do Comércio e Indústria de Angra do Heroísmo defende que se deve dar prioridade também às energias renováveis a par do turismo.
“Há várias vertentes que as câmaras de comércio estão a trabalhar, ouvindo os seus associados e numa ligação próxima com o Governo dos Açores, no sentido de haver o máximo cuidado na elaboração do próximo sistema de incentivos, que vai ter impactos importantes na economia da região”, aponta Sandro Paim.
Humberto Goulart, presidente da Câmara de Comércio e Indústria da Horta, na sequência dos encontros que têm sido mantidos, considera que o valor para 2014-2020 será “acentuado” e “muito direccionado para as empresas”.
“Queremos as mesmas verbas do actual Quadro Comunitário de Apoio ou mesmo algum aumento. Pelo menos, a perspectiva é essa. Sabemos que o novo quadro vai ser mais curto, uma vez que o Governo dos Açores vai ter aqui algum corte, mas para as empresas e dada a situação que se vive nesta altura este vai ser muito direccionado”, defende Humberto Goulart.
De acordo com a agência Lusa, não foi possível ouvir o presidente da Câmara de Comércio de Indústria de Ponta Delgada, por estar ausente da região.