SATA rejeita responsabilidade no adiamento da operação do avião cargueiro nos Açores

aeroporto PDLlA SATA Air Açores, empresa prestadora de handling no aeroporto de Ponta Delgada, rejeitou ter responsabilidade no adiamento por, pelo menos, mais 30 dias da entrada em funções do avião cargueiro do Consórcio Madeira Air Integrated Solutions (MAIS) na Região.

Num comunicado, ontem veiculado, a empresa esclarece que “as condições comerciais que foram apresentadas ao Consórcio MAIS para a prestação dos serviços de handling à operação do avião cargueiro são semelhantes àquelas que são oferecidas à generalidade dos clientes da SATA Air Açores que operam no aeroporto de Ponta Delgada”.

O problema reside no horário em que o consórcio pretende operar na Região, para o qual a SATA Air Açores diz não ter os meios necessários disponíveis.

“Nas faixas horárias pretendidas pelo Consórcio MAIS para a sua operação no aeroporto de Ponta Delgada, a SATA Air Açores já tem compromissos contratuais assumidos com outras companhias aéreas, que não poderá preterir ou prejudicar”, explica a empresa pública açoriana, acrescentando que para assegurar as faixas horárias pretendidas “ter-se-ia de proceder a investimentos em equipamentos e meios humanos adicionais não comportáveis em termos económicos”. 

“Assim, a SATA ofereceu outras faixas horárias de operação nas quais possui os meios necessários para assegurar o serviço solicitado, com efeitos imediatos”, explica no mesmo comunicado.

A empresa responsável pelo handling no aeroporto de Ponta Delgada salientou ainda “que o Consórcio MAIS solicitou cotação à SATA Air Açores no início do passado mês de Junho, portanto numa altura em que os serviços de handling, em determinadas faixas horárias, estão já contratados por outros operadores aéreos”, acrescentando que “a empresa não tem uma disponibilidade infinita de recursos”.

Recorde-se que, na segunda-feira, o consórcio anunciou o adiamento da operação do avião cargueiro entre São Miguel e Lisboa - que iria arrancar ontem - por pelo menos mais 30 dias. 

O Consórcio MAIS alegou estarem em causa “constrangimentos operacionais e económicos” levantados pelo agente de ‘handling’ do aeroporto de Ponta Delgada. 

A SATA diz, no entanto, que o Consórcio MAIS tem como alternativa “recorrer a outras empresas de handling ou mesmo autoassistência, se assim o entender conveniente, para operar nas faixas horárias pretendidas e nas condições económicas que considere mais adequadas aos seus interesses”.

“A SATA repudia assim quaisquer responsabilidades sobre o adiamento da operação do avião cargueiro do Consórcio MAIS, no aeroporto de Ponta Delgada, e regista que não tenha sido esclarecido por este se já dispõe de ‘slots’ no Aeroporto de Lisboa que lhe permita operar para os Açores nas faixas horárias que pretende”, conclui a empresa no mesmo comunicado.

 

Empresário do júri ‘Shark Tank’ quer construir um hotel nos Açores

tim vieiraO empresário Tim Vieira, que ficou conhecido no mercado português pela sua prestação como júri no programa de televisão ‘Shark Tank’, pretende construir um hotel nos Açores.

Em entrevista à “Publituris Hotelaria”, o empresário sul-africano, a viver em Portugal há oito anos, indicou que o primeiro hotel a abrir vai ser o da Ericeira, no início de 2019, e que este terá uma forte ligação ao surf, dada a sua localização. 

Seguir-se-á o projecto no Alentejo, cuja construção vai ter início ainda este ano. 

Esta unidade será um resort sustentável e com alguma inspiração em África.

As unidades hoteleiras para os Açores e Lisboa estão nos planos do empresário, mas, ainda, sem data de previsão para o início da construção.

 A localização do hotel na capital portuguesa está em processo final de negociação, adiantou Tim Vieira, revelando a vontade de ter unidades a Norte do País, nomeadamente no Douro. 

 

Três grandes hotéis projectados para S. Miguel

 

Recorde-se que, só na ilha de S. Miguel, estão projectados três grandes hotéis, um dos quais já em construção, na Ribeira Grande, na zona do Monteverde.

Os outros dois são o da Calheta de Ponta Delgada, nos terrenos das polémicas galerias, e o outro é a reconstrução do Monte Palace, na Vista do Rei. 

O Hotel Monte Palace está encerrado há 27 anos, mas deverá abrir em 2021 como unidade hoteleira de cinco estrelas, mantendo a actual traça arquitectónica, segundo o grupo chinês Level Constellation, que o adquiriu.

A promotora imobiliária Level Constellation informa ainda que a nova unidade hoteleira terá cinco estrelas e será “totalmente orientada para o meio natural em que se insere”, devendo “incorporar um centro de ciência, que se encontra a ser negociado com duas entidades de primeira linha no sector, bem como um SPA, um ‘rooftop’ e áreas de apoio a catividades na natureza, como ‘hiking’ e ‘birdwatching’”.

 

Há 100 novos hotéis em construção no país

 

Há 100 novos hotéis em construção por todo o país. 

Recorde-se que, só no ano passado, foram registados 80 novos projectos para hotéis.

O ministro Manuel Caldeira Cabral já tinha dito na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas, no âmbito de uma audição regimental, que “no turismo lançámos uma série de linhas especialmente destinadas a apoio a empreendimentos turísticos e de investimentos na área do turismo”.

“Já disponibilizámos 593 milhões para este sector que está a crescer bem, não apenas na procura, mas também na oferta, com grande número de novos investimentos e de investimentos de requalificação, o programa Valorizar tem 262 projectos aprovados“, num total de 62 milhões de euros em investimento candidato, adiantou.

O programa Revive, de incentivo à recuperação do património do Estado por privados para a exploração em regime de concessão para projectos turísticos, tem “uma linha no valor de 150 milhões para apoiar projectos, especialmente projectos de recuperações de imóveis históricos”, para 33 edifícios sinalizados, e linhas de qualificação da oferta que “têm já 163 projectos de mais de 200 milhões de investimento em curso, o que significa muitos hotéis a serem renovados, alguns a serem criados e também alguns hotéis novos que estão a abrir”, disse o governante.

A linha de qualificação da oferta tem, concretamente, um investimento de 205,8 milhões de euros.

“Neste momento, há mais de 100 novos hotéis que estão em construção, muitos deles fora dos locais de intensidade turística”, acrescentou o governante.

 

Pacote turístico para as Flores

 

O operador turístico Solférias está a divulgar programas para férias na ilha das Flores, nos Açores, com voos da Azores Airlines e duas noites de alojamento, a partir de 337 euros por pessoa em quarto duplo.

Os pacotes incluem voos de ida e volta à partida de Lisboa, via Ponta Delgada, taxas, transferes, seguro de viagem e duas noites de alojamento e pequeno-almoço (APA).

O ‘preço de chamada’ é para um pacote com alojamento no 3-estrelas Ocidental, entre 1 e 30 de Setembro. 

O programa sobe para 356 euros entre 1 de Julho e 31 de Agosto.

Outra opção é o Inatel Flores, desde 346 euros por pessoa em quarto duplo, de 1 de Julho a 30 de Setembro.

Jovens açorianos querem ser os protagonistas da Igreja Diocesana

congresso diocesano jovens 2018Terminou Domingo, na ilha de São Miguel, o I Congresso Diocesano de Juventude, que decorreu de 28 de Junho a 1 de Julho. No final dos trabalhos, os jovens apresentaram propostas concretas à Diocese, com o objectivo de, juntos, serem uma Igreja +. 

 

Aproximar, acolher, ouvir  e compreender são quatro verbos que a juventude cristã açoriana quer que a igreja desenvolva de forma a levar por diante a integração dos jovens e o seu comprometimento com as questões diocesanas.

No comunicado final do I Congresso Diocesano da Juventude, que terminou  Domingo em Ponta Delgada com uma Eucaristia presidida pelo bispo de Angra, D. João Lavrador, os jovens deixam apelos dirigidos à família e à igreja.

Os jovens reclamam maior protagonismo na hora da decisão e sobretudo querem que a igreja e a família os levem a sério.

“A nossa reflexão destacou como prioridades e focos de especial atenção: a Família, a Espiritualidade, Grupo de Jovens, Redes Sociais e a Escola” refere o comunicado que sugere caminhos a percorrer quer pela igreja quer por eles próprios: abertura, acolhimento, cativação, inclusão, auscultação, proximidade e disponibilidade.

No comunicado final deste primeiro congresso, em que estiveram presentes  cerca de duas centenas de jovens de seis ilhas dos Açores, há referências concretas a todos os destinatários, a começar pela família.

“À família pedimos: maior acompanhamento no nosso percurso humano e espiritual; momentos de reflexão em família, com a família e para a família e participação na Eucaristia”.

Já à igreja, ?os jovens falam numa abertura de mentalidade; em “Liberdade e criatividade de participação”, “compreensão das realidades juvenis”, maior investimento nos grupos de jovens, apoio ao desenvolvimento da espiritualidade e proximidade e “Aplicação das siglas “PPP” – Participação – Protagonismo – Paciência e “PDA” – ?Proximidade – Diálogo – Acção”.

No comunicado final os jovens dirigem-se também aos padres a quem pedem “Maior envolvimento, proximidade e presença;? Maior disponibilidade, abertura e acolhimento sem julgamento”.

De acordo com o comunicado, os jovens propõem à diocese uma  “maior representatividade e responsabilização dos jovens nas diversas instâncias, encontros diocesanos regulares, festivais de música/artes, formação de lideres e animadores de Pastoral Juvenil; às ouvidorias pedem a criação do “Dia C”, para “levar Jesus à Rua”, retiros e eventos de espiritualidade, intercâmbios entre Grupos de jovens, peregrinações e maior participação nas instâncias decisórias da ouvidoria.

Também nas paróquias querem mais protagonismo, promoção de voluntariado e celebrações mais dinâmicas, com a promoção de encontros inter-geracionais.

Os jovens garantem que estas “exigências” decorrem das propostas que  fizeram depois das auscultações desenvolvidas num inquérito diocesano para uma Igreja +.

“Juntos, vivemos este I Congresso Diocesano de Juventude como um encontro feliz de jovens de toda a Diocese onde pudemos partilhar ideias, alegria, sonhos e projectos e fazer a experiência da unidade da nossa Igreja” afirma o comunicado.

“Saudamos com alegria toda a nossa Igreja Diocesana, à qual confiamos estes nossos desafios e sonhos: juntos queremos ser +” refere ainda o comunicado final, que deixa ainda uma palavra para os jovens que se encontram numa situação de exclusão.

“Abraçamos com ternura todos os jovens açorianos, em particular os jovens que buscam o sentido da vida, aqueles que vivem qualquer tipo de exclusão e sofrimento ou que por qualquer motivo se ausentaram da Comunidade, a quem dirigimos uma mensagem de confiança e esperança, contando com todos para, juntos, fazermos desta nossa Igreja uma Igreja mais activa, mais alegre, mais jovem e aberta à missão: uma Igreja + é aquela onde todos são importantes e necessários, e onde os carismas se convertem em serviço” refere o comunicado.

 

A comunidade cristã “precisa de vós”, afirma D. João Lavrador que pede aos jovens “generosidade e coragem”

A igreja precisa da generosidade e da coragem dos jovens para denunciar os “males, as injustiças, os ódios, as ganâncias, as opressões, as violências e as exclusões do nosso tempo”, afirmou o bispo de Angra na homilia da missa que encerrou o I Congresso Diocesano de juventude.

“Urge, hoje, caros jovens, a ousadia dos profetas capazes de denunciarem os males do nosso tempo, as injustiças, os ódios, as ganâncias, as opressões, as violências, as exclusões, as escravidões… e de anunciarem a vinda constante de Deus que teima em não desistir de nós porque nos ama e nos quer conduzir para o bem e para a felicidade”, disse D. João Lavrador.

“Há uma humanidade, hoje, que necessita de quem se ofereça a Jesus de Nazaré para que uma vez aprendendo d’Ele possa oferecer os mesmos gestos de libertação que os homens e mulheres do mundo actual esperam” afirmou D. João Lavrador na missa concelebrada por parte do clero de São Miguel e das diferentes ilhas que acompanhou os trabalhos no Congresso.

“Caros jovens, a Igreja, isto é, a vossa comunidade cristã necessita de vós” afirmou assertivamente D. João Lavrador lembrando que a renovação das comunidades cristãs “só será efectiva quando os jovens ocuparem o seu lugar nos diversos grupos e sectores da pastoral paroquial e se deixarem cativar pelo olhar amoroso de Jesus Cristo que os convida à missão”.

O prelado diocesano, que abriu e encerrou o I Congresso Diocesano de juventude, que integrou um momento de ordenação presbiteral de um novo sacerdote, desafiou os jovens  a não se deixarem aprisionar “pela sensualidade, pelo desejo de poder, pela facilidade ou pelo desejo de posse. Aceitai o convite de Jesus Cristo a partilhar, a segui-Lo e a construir uma nova civilização que será norteada pelo amor”.

Lembrando que há muitas pessoas a necessitarem de “ajuda, de alivio e de sentido para a sua existência”, D. João Lavrador destacou que é com a coragem e a generosidade dos jovens que “temos confiança que o futuro da nossa Região, da nossa Diocese e das nossas comunidades paroquiais se abre cheio de esperança”.

Por outro lado, o prelado diocesano deixou também um apelo às próprias comunidades que, nem sempre, estão despertas para esta necessidade.

“Lanço o apelo às comunidades paroquiais, em todos os seus organismos, para que se abram à presença e participação dos jovens que exigem desinstalação e oferecem uma frescura tão necessárias para o anuncio e testemunho do Evangelho nos tempos em que vivemos, disse ainda,

Depois, interpelando directamente os mais novos que participaram no Congresso Diocesano, lembrou-lhes que devem ser “o rosto de Deus” na nossa cultura e na nossa sociedade, marcadas por um abandono de Deus.

 

Director nacional da pastoral juvenil pede aos jovens para falarem sobre a igreja

O Director Nacional do Secretariado da Pastoral Juvenil, Pe. Filipe Diniz, deslocou-se aos Açores para participar no I Congresso Diocesano da Juventude tendo pedido aos jovens dos Açores para falarem mais de Jesus.

“Este tema não é assunto só para velhos” referiu o sacerdote que pediu aos jovens para falarem mais “da igreja e da vida de Jesus”, testemunhando o que significa o “Deus Amor”. “Falamos com muita gente mas falamos pouco da igreja e de Jesus” disse o Pe. Filipe Diniz, lembrando que as novas tecnologias são uma ferramenta importante, que deve ser utilizada pela igreja, mas exige conhecimentos técnicos e, sobretudo “vontade para estar lá” e “partilhar”.

 

“É preciso professarmos a nossa fé, sem medo e nas redes sociais” até para mostrar “que somos mais” acrescentou o sacerdote, lembrando que ser igreja é ser família e por isso os jovens “deveriam dar o exemplo” apontou. “Ser igreja é sermos família” destacou o sacerdote, porque a fé tem de ser “partilhada e vivida em comunidade e não individualmente”, referiu.

 

“É na juventude que está o futuro da nossa igreja por isso temos de perceber o que eles necessitam e querem de nós”

O Congresso Diocesano de Juventude foi promovido pelo Serviço Diocesano da Pastoral Juvenil, cujo director é o padre Norberto Brum, tendo considerado, a propósito, que “os jovens merecem, a igreja merece e a nossa diocese precisa”, sublinhado a necessidade de haver um maior compromisso entre os jovens e a igreja.

“Os jovens têm necessidade de se entregarem, de darem um contributo” seja em que espaço for, mas naturalmente com uma maior incidência na comunicação social, “de forma clara e acessível”, e depois na família.

Para o padre Norberto Brum, este congresso não foi uma meta “mas sim um ponto de partida para uma maneira de ser e de estar diferentes na igreja açoriana”.

A ideia da elaboração de um guião de debate para a juventude saiu de D. João Lavrador porque a “igreja diocesana precisa de questionar os jovens de forma a que os jovens digam o que querem e o que precisam”, disse.

“Para nós é muito importante sabermos de que forma os podemos acolher porque eles têm uma linguagem muito especifica e nós temos de os ouvir e dar-lhes espaço” acrescentou o prelado.

“Foi muito interessante de ver a forma livre e directa com que abordaram os seus problemas, as suas necessidades e sobretudo as alternativas que têm para poderem participar mais” referiu ainda.

“É na juventude que está o futuro da nossa igreja por isso temos de perceber o que eles necessitam e querem de nós para podermos acolhê-los e eles se sentirem integrados e participantes”, acrescentou.

O Congresso da Juventude decorreu em vários palcos da ilha de São Miguel, com diversas actividades, distribuídos entre as ouvidorias de Ponta Delgada, Povoação e Vila Franca do Campo.

Na Quinta e Sexta-feira os jovens participaram nos trabalhos do Congresso no auditório Camões, em Ponta Delgada. Já na Sexta-feira, decorreu uma Vigília de oração pelo diácono Nuno Fidalgo que Sábado foi ordenado sacerdote. No Sábado, os trabalhos do congresso centraram-se justamente na ordenação, que teve lugar na Povoação, às 11h00.

A noite terminou com um concerto oração com Claudine Pinheiro, no auditório do Convento da Esperança, em Ponta Delgada.

O Congresso terminou no Domingo, com uma Eucaristia no claustro do Convento da Esperança.

 

Por: Olivéria Santos (com Igreja Açores)

 

Pesca descarregada já vai no dobro do ano passado

pescaA pesca descarregada nos portos dos Açores, em Maio, triplicou a do ano passado.

Em termos globais, de Janeiro a Maio, quase que duplica.

Nos primeiros cinco meses deste ano foram descarregados 2.195.683 quilos de pescado, quando no ano passado, em período homólogo, tinham sido 1.423.310.

O mês de Maio bateu um recorde nestes últimos anos, com um registo de 1.040.259 quilos, nada comparado com os395.440 do mesmo mês do ano passado.

Faial e Flores são as únicas ilhas que registam um decréscimo na pesca descarregada de Janeiro a Maio deste ano (ver quadro do SREA).

 

PSD acusa governo de esquecer pescadores

 

Jaime Vieira acusa o Governo Regional de esconder-se atrás da boa safra do atum e de deixar sem resposta os pescadores que estão fora das estatísticas, isto é, que não estão a conseguir tirar proveito da abundância de atum nos nossos mares, como denunciaram recentemente os pescadores de Santa Maria. 

“O PSD/Açores congratula-se com a boa safra de atum este ano nos Açores, porque inverte a tendência dos últimos anos em que a safra foi muito reduzida. Mas há um número muito significativo de pescadores que não está a conseguir tirar proveito desta abundância de atum e, para esses, o secretário regional das Pescas, lamentavelmente, não tem respostas ou soluções”, afirmou. 

O deputado do PSD/Açores explica que a maior quantidade de atum nos mares dos Açores “era há muito desejada, mas o que constatamos é que nem todos os pescadores estão a conseguir acompanhar a boa safra por falta de condições para competir com as grandes embarcações de atuneiros”.

Isto mesmo denunciaram recentemente os pescadores de Santa Maria, que alertaram para a impossibilidade de pescar atum porque, alegam, as grandes embarcações de atuneiros estão a pescar dentro das 15 milhas, uma situação de concorrência em que as pequenas embarcações não conseguem competir. 

“Os pescadores dos Açores, e neste caso em concreto os de Santa Maria, que fizeram a denúncia, não esperam ouvir de um secretário regional das Pescas um desmentido, como fez Gui Menezes, que garantiu que as embarcações são monitorizadas e que nenhuma tinha entrado nas 15 milhas. Os pescadores precisam é de respostas e de soluções para um problema com que se depararam diariamente no mar da nossa Região”, argumentou o social-democrata açoriano. 

Jaime Vieira considera que “mais uma vez, o Governo, na pessoa do secretário das Pescas, revelou falta de preocupação com a agonia dos pescadores das pequenas embarcações, defendendo apenas as grandes embarcações, e confirmou que só está preocupado com a estatísticas e com a descarga de peixe em lota, números esses que não refletem as dificuldades dos pescadores”. 

O deputado do PSD/Açores assegurou que o maior partido da oposição à maioria absoluta do Partido Socialista no parlamento açoriano vai continuar a defender a “indispensável reestruturação da frota”, uma operação que deve ser feita por via do Orçamento da Região ou até mesmo do Orçamento do Estado. 

“Entendemos que é necessária uma reestruturação da frota para dotar a maior parte dos nossos pescadores dos Açores de ferramentas para que estes possam ter as mesmas oportunidades e condições para pescar situações como aquela que foi denunciada pelos pescadores de Santa Maria, por exemplo”, defendeu. 

Para Jaime Vieira, “é inadmissível um poder público, como é o Governo regional, dividir os pescadores entre pescadores de primeira e pescadores de segunda”.

A corajosa luta de um menino filho de emigrante micaelense contra o cancro

childrens hospital boston 1(NEW BEDFORD, EUA) - Depois de ter passado por seis sessões de quimio­terapia e um transplante de medula óssea durante quase um mês de permanência no Children’s Hospital, de Boston, Grant Medeiros, de três anos, estava pronto a voltar para casa no dia 21 de Junho e ainda por cima foi escoltado por um com­boio de carros de polícia, ambulâncias, e - uma de suas coisas favoritas - camiões de bombeiros, que serviram como uma escolta de BJ em Taunton para sua casa Marion Avenue, em Dighton.

“Olá, Grant!”, gritou sua prima Ellie de 2 anos, acenando dos braços de sua mãe enquanto a família Medeiros parou ao lado deles.

Enquanto Grant - que sofre de leucemia - passava as suas primeiras horas de volta ao seu quintal em seu Mustang eléctrico em mi­niatura, os pais agrade­ceram às dezenas de pessoas que vieram para mostrar o seu apoio.

“Eu realmente fui apa­nhado de surpresa ao constatar quantas pessoas realmente se importam. Havia até mesmo pessoas completamente estranhas segurando cartazes ao longo do caminho”, disse Phillip Medeiros, pai de Grant, natural da ilha de S. Miguel.

No início desta semana, a mãe de Grant, Lori, disse que procurou o Dighton Firefighter / EMT-I Tom Medeiros com a esperança de que ele pudesse provi­denciar um camião de bombeiros para escoltar o seu filho para casa. 

Como enfermeira registada do Hospital Morton por quase 13 anos, Lori disse que conheceu muitos dos que responderam de vários departamentos da região que entram no prédio regu­larmente, incluindo Me­deiros.

“É incrível pensar que isso aconteceria”, disse Lori depois que eles chegaram.

“Uma vez (Tom) postou algo on-line sobre isso na terça-feira, todos queriam participar. Estou chocado com quantas pessoas apa­receram em tão pouco tempo.”

Medeiros disse que o seu filho foi diagnosticado com leucemia pela primeira vez em 15 de Abril de 2017 - dois dias antes do seu se­gundo aniversário - e, no Outono daquele ano, entrara em remissão.

Em Março, Grant e seus pais foram informados de que o cancro havia voltado e exigiria mais tratamentos e tempo em Boston.

Antes de chegar em casa na quinta-feira, Grant esta­va no hospital desde 22 de Maio.

“Recebemos essa mão antes do segundo e terceiro aniversários”, disse Me­deiros.

Hoje, Phillip e Lori disse­ram que o seu filho está se saindo muito melhor, gra­ças a um transplante de medula óssea no qual o doador de Grant era um “10/10”, o que resultou num processo inicial de enxerto e recuperação.

“Ele recuperou mais rapi­damente do que pensamos inicialmente e está ótimo agora”, disse Phillip Medeiros.

Ainda assim, ambos os pais disseram que teriam que tomar precauções ex­tensas para acompanhar a saúde de Grant, por en­quanto.

Segundo a mãe, Grant terá que viver até um ano em isolamento doméstico devido ao potencial de infecção.

“Haverá muita ligação entre nós”, disse Medeiros.

“Ele ainda tem um longo caminho pela frente.”

Grant - quem ela disse primeiro começou a andar meses antes de seu primeiro aniversário - aprendeu rápido, especialmente em relação ao seu diagnóstico, de acordo com sua mãe.

“Desta vez ele estava mais ciente do que estava acontecendo, e é por isso que ele decidiu que queria ir para casa”, disse Me­deiros.

“Ele sabe que tem ‘tubies’ e tem que expulsá-los. Ele até disse a uma enfermeira que se esqueceu de colocar roupas (médicas) num único lugar”.

Medeiros disse que ape­sar do stress de passar por tratamentos extensos em uma idade tão jovem, Grant nunca deixou a situação interferir em sua felicidade - ou seu entusiasmo por carros, camiões e qualquer coisa mecânica, por sinal.

“Qualquer coisa que ele enfrenta ele é feliz inde­pendentemente”, disse ela.

“Grant ama carros - o Mustang, especificamente. Ele até sabe que eu dirijo um Honda. Ele também gosta de juntar coisas e quer saber como os seus novos brinquedos funcionam antes de brincar com eles.”

Como seu irmão mais novo, Lincoln, Grant re­cebeu o nome de um pre­sidente americano, de acordo com o seu pai, que é professor de História.

Quanto às dezenas de atendentes, familiares e amigos que esperaram por quase duas horas no esta­cionamento da BJ para Grant e seus pais virem de Boston - a experiência valeu a pena.

Além dos bombeiros e policiais de Dighton e Taunton, mais de seis outros departamentos de Dart­mouth apareceram com uma variedade de diferentes motores e camiões-escada - todos tendo ouvido falar sobre o plano apenas na terça-feira.

“É uma honra fazer parte disso”, disse Mike Eaton, bombeiro e paramédico do Easton Fire Department.

Coincidentemente, a filha mais nova de Eaton está actualmente recebendo tra­tamento no Hospital Infan­til por doença cardíaca congénita.

“Ela deveria estar em casa no dia seguinte ou dois”, disse ele. “Isso faz-me realmente querer envolver-me com coisas assim.”

De acordo com o tio de Grant, Marc Faria, de Taun­ton, a presença de tantos socorristas em apoio ao sobrinho foi emocional para ele ver depois de um ano particularmente difícil.

“É difícil quando não há nada que você possa fazer para ajudar, basta colocar tudo nas mãos dos médicos e de Deus”, disse Faria, a quem Grant e outros jovens chamam de “Tio Moo”.

 

Exclusivo Portuguese Times/Diário dos Açores