Apenas mais 75 desempregados inscritos em Abril

quadro desempregados inscritos

Os Açores registaram em Abril mais 75 desempregados inscritos em relação ao mês anterior.

Em Março estavam inscritos 815 desempregados e em Abril 890, segundo dados revelados ontem pelo Instituto do Emprego.

À semelhança do que acontece a nível nacional, o impacto da pandemia no desemprego está a ser travado pelo lay off.

A nível regional, no mês de Abril, o desemprego registado aumentou na generalidade das regiões, com excepção da Região Autónoma dos Açores. 

Dos aumentos homólogos o mais pronunciado deu-se na região do Algarve (+123,9%). 

No oposto encontra-se a região dos Açores com -6,2%.

A nível nacional, o aumento do desemprego atingiu valores mais acentuados com um crescimento de 14,1% a nível global, comparativamente aos valores de Março 2020, com a região do Algarve a apresentar o maior aumento (+21,9%) face ao mês anterior. 

A Madeira, com um crescimento de 5% face a Março, apresenta o segundo menor aumento mensal do desemprego registado, atrás apenas dos Açores. 

As regiões autónomas apresentam assim a melhor evolução face ao mês anterior, num patamar muito distante das regiões continentais (globalmente +14,9%).

Efectivamente, quanto às novas inscrições registadas ao longo do mês, a Madeira e os Açores são as únicas regiões a apresentar um valor inferior ao mês de Abril de 2019 (-1,8% e -5,0% respectivamente) enquanto que o continente regista um aumento de 78,3%, mais grave na região do Algarve, que triplica o número de inscrições face ao seu valor homólogo (+294,3%).

Região mantém mesmo número de infectados e recuperados

covid-19 - cama desinfectantePassou-se mais um dia em que não foram registados novos casos de infecção pelo novo coronavírus nos Açores.

Ontem, a Autoridade de Saúde Regional informou que as 513 análises realizadas nos dois laboratórios de referência da Região “não revelaram novos casos positivos de covid-19”.

Recorde-se que o último caso positivo revelado na região foi anunciado na segunda-feira e era um falso positivo. Tratava-se de uma funcionária de uma escola de São Miguel de 40 anos, cujo segundo teste laboratorial realizado teve resultado negativo. 

Já foram detectados nos Açores um total de 146 casos de infecção, verificando-se 110 recuperados, 16 óbitos e 20 casos positivos activos, destes, 16 em São Miguel, um na Graciosa e três no Pico.

Em comunicado, a Autoridade de Saúde alerta que “as medidas de prevenção e contenção da pandemia devem ser mantidas e reforçadas, sempre que possível, por cidadãos e organizações públicas, privadas e do sector social”.

Governo diz que fim das quarentenas obrigatórias “pode condicionar” o calendário do desconfinamento

Berto Messias parlamentoO Governo dos Açores reconheceu ontem que a decisão judicial de Sábado, que trava as quarentenas obrigatórias para quem chega à região, “pode condicionar” a “calendarização inicial” para um “desconfinar em segurança” da pandemia de covid-19.

“Já está a ser aplicado aquilo a que se pode chamar um plano B, não tão seguro e eficaz como o que existia antes da decisão do tribunal. Mas cá estaremos para avaliar em permanência e com grande proximidade todas as implicações desta alteração forçada de procedimentos”, declarou o Secretário Regional Adjunto da Presidência para os Assuntos Parlamentares, Berto Messias.

O governante falava no plenário do parlamento açoriano, que desde ontem e até Sexta-feira se reúne de forma ‘online’.

O executivo regional anunciou no Sábado que os passageiros que chegassem à região deixariam de ser obrigados a ficar 14 dias em confinamento numa unidade hoteleira - medida implementada desde o dia 26 de Março, no âmbito do combate à propagação do surto de covid-19 -, depois do Tribunal de Ponta Delgada ter deferido um pedido de libertação imediata (’habeas corpus’) feito por um queixoso, que se encontrava em confinamento num hotel na ilha de São Miguel.

Tal decisão, reconhece Berto Messias, “aumenta e muito os desafios” de conter a doença, e pode “condicionar a calendarização inicial para desconfinar em segurança”.

Mas garantiu: “Não descuraremos de forma alguma aquilo que para nós é o mais importante, a saúde pública dos açorianos”.

Os passageiros que não aceitem ficar de forma voluntária em confinamento num hotel definido pelo executivo açoriano terão, no entanto, de ser testados várias vezes à covid-19, à chegada (caso não o tenham feito 72 horas antes) e ao 5.º e 13.º dia após o primeiro teste, tendo de cumprir isolamento profilático no domicílio ou num hotel da sua escolha, até ser conhecido o resultado da última análise laboratorial.

 

 

 

Igrejas açorianas retomam celebrações com presença de fiéis

Igreja da RelvaAs missas na Diocese de Angra, com a presença de física de fiéis em sete das nove ilhas do arquipélago, foram retomadas na passada  Segunda feira, dia 18 de Maio, dois meses e dois dias depois de terem sido suspensas a 16 de Março.

A Diocese de Angra é a primeira do país a retomar as celebrações comunitárias, embora o regresso dos fiéis seja gradual e faseado.

“Após auscultação do Governo Regional decidimos que abrirão ao culto as igrejas sedeadas nas ilhas das Flores, Corvo, Santa Maria, Pico Faial, S. Jorge e Terceira; no próximo dia 31 de Maio (devendo celebrar-se as missas vespertinas ou vigília na véspera), abrirão ao culto as igrejas sedeadas nas ilhas de Graciosa e S. Miguel”, refere o bispo de Angra numa carta enviada a todo o clero açoriano.

“Pede-se a compreensão para esta diferenciação, já que as situações de saúde pública também são diferentes” sublinha D. João Lavrador lembrando desta forma que esta reabertura faseada tem em conta a situação particular de cada ilha.

“Agora que terminou o Estado de Emergência decretado por Sua Excelência o Senhor Presidente da República, após a abertura de algumas áreas económicas e sociais decretadas pelo Senhor Primeiro Ministro e pelo Senhor Presidente do Governo Regional dos Açores e acatando sempre as orientações dos Responsáveis da Saúde, seja a nível Nacional, seja a nível Regional, seguindo as orientações da Conferência Episcopal Portuguesa, cabe-nos abrir as Igrejas ao culto no âmbito da nossa Diocese de Angra” assinala D. João Lavrador.

O prelado alerta para a exigência de “responsabilidade pessoal e comunitária” neste tempo de desconfinamento progressivo e gradual “de modo a não se infectar a si mesmo e nem infectar os outros”.

Por isso, as celebrações litúrgicas devem obedecer aos seguintes requisitos: garantir o distanciamento das pessoas; ausência de água benta nas pias, à entrada das portas das igrejas; disponibilidade de todos os espaços possíveis (sacristias, coro alto, salas anexas…) para que os fiéis se distribuam de modo a manter o distanciamento, salvo se forem da mesma família já a coabitar em casa.

Na carta orientadora enviada a todos os sacerdotes o bispo de Angra lembra que os bancos da igreja deverão estar mais distanciados “de modo a que não haja contactos pessoais de um banco a outro. Recomenda-se a lotação máxima de 2/3 da capacidade do templo, espaçamento de 2 metros”. É igualmente obrigatório o uso da máscara, que só deve ser retirada no momento da comunhão; é suprimido o abraço da paz; a comunhão é na mão e os ministros que distribuirão a comunhão usarão máscara e desinfectarão as mãos no início e no fim da referida distribuição.

A entrada e a saída da igreja será feita individualmente sem qualquer contacto entre os participantes.

Na celebração do sacramento da reconciliação deve observar-se as regras de distanciamento e de protecção para evitar qualquer contágio e a celebração de exéquias nos funerais só poderão celebrar-se se forem acauteladas as normas destinadas às celebrações litúrgicas.

“Para já, as festas anuais de padroeiros, no que respeita às suas manifestações públicas, dada a aglomeração incontrolável de pessoas, ficam sujeitas às orientações do Governo Regional e dos Responsáveis de Saúde”, refere ainda D. João Lavrador.

O Bispo de Angra pede, ainda, aos sacerdotes e aos leigos que cumpram as regras emanadas pela Direcção Regional de Saúde.

“Este continua a ser um tempo de máxima exigência e de responsabilização de todos e cada um. Procuremos ajudar o Povo de Deus a retomar progressivamente a sua vida religiosa e social mas com as devidas precauções”, refere o prelado diocesano.

Na carta enviada a todo o clero, D. João Lavrador fala nas consequências que esta pandemia irá provocar, agora e no futuro, “no desemprego e na pobreza, senão mesmo fome”.

“Peço a cada pároco que junto da sua comunidade cristã promova ainda mais a partilha fraterna e ausculte as necessidades existentes e as encaminhe para as instituições que lhe podem responder”, refere.

A carta termina com um agradecimento a todos os sacerdotes: “Reconhecido pelo modo como vós tendes estado presentes junto do vosso povo fiel nestes tempos difíceis, imploro as bênçãos de Deus para vós e para as vossas comunidades”. 

Fim das quarentenas obrigatórias na Madeira a partir de 1 de Julho e reabertura ao turismo

miguel albuiquequerA quarentena obrigatória para os passageiros desembarcados na Madeira vai ser eliminada a partir de 1 de Julho, passando a vigorar a obrigatoriedade de apresentação ou realização de um teste à covid-19 à chegada, indicou ontem o Governo Regional madeirense.

“Para o mês de Julho, assume-se como condição necessária à entrada na Região Autónoma da Madeira a apresentação de um teste PCR negativo, realizado nas últimas 72 horas, prévias ao desembarque, ou, em alternativa, a realização de um teste PCR à chegada”, disse o presidente do executivo, Miguel Albuquerque.

 

O custo do teste será assumido pelo passageiro

 

O governante revelou também que a já partir do mês de Junho estão dispensados de “qualquer isolamento profilático” todos os passageiros que apresentarem à chegada um teste PCR nos mesmos moldes, ficando, no entanto, sujeitos a monitorização pelas autoridades de saúde através de uma aplicação de telemóvel ou por contactos regulares.

“O passageiro que tem o seu teste negativo, desembarca e depois disponibiliza o acompanhamento voluntário, através do seu telemóvel, à unidade de saúde, ou é acompanhado através dos métodos tradicionais”, explicou Miguel Albuquerque.

Por outro lado, todos os passageiros que se apresentarem nos aeroportos da Madeira sem teste PCR durante o mês de Junho continuam obrigados a cumprir quarentena em unidades hoteleiras.

Estas medidas fazem parte do plano de acção para a normalização das ligações aéreas para o arquipélago da Madeira, que será apresentado na próxima Quinta-feira pelo executivo regional, de coligação PSD/CDS-PP, no âmbito do processo de desconfinamento face à pandemia de covid-19.

Actualmente, a operação aeroportuária na região autónoma está limitada a dois voos semanais e ao desembarque de 100 passageiros no máximo.

O plano determina que até ao final do mês de Maio se mantenham as condições estabelecidas, com quarentena obrigatória em hotéis ou isolamento profilático na residência do passageiro, no caso deste apresentar um teste negativo realizados nas últimas 72 horas.

Para o mês de Junho, o executivo prevê o início da retoma do sector turístico, com a reabertura de alguns hotéis, pelo que dispensa “qualquer isolamento profilático”, mediante apresentação de um teste negativo e acompanhamento posterior pelas autoridades de saúde.

Em Julho, a quarentena será abolida para todos os passageiros, mas entra em vigor a obrigatoriedade de apresentar um teste à covid-19 negativo ou de realizá-lo à chegada, permanecendo também activo o acompanhamento pelas autoridades de saúde via aplicação de telemóvel ou contacto regular.

“O resultado do teste realizado à chegada determinará a situação do passageiro”, disse Miguel Albuquerque. 

E esclareceu: “Se o teste for negativo, poderá seguir o seu caminho. Sendo positivo, sujeitar-se-á ao respectivo tratamento.”

O presidente do Governo Regional explicou que o plano foi articulado com os hoteleiros e agentes de turismo da região e assenta em dois pressupostos: que a situação epidemiológica na região continuará controlada e residual e que não haverá alterações na evolução da pandemia no arquipélago, onde há registo de 90 casos positivos, número que se mantém inalterado há 12 dias consecutivos e já com 59 doentes curados.

“A ideia é fazermos uma reabertura gradual, até para termos mecanismos de controlo e monitorização da situação, para não termos nenhuma regressão”, afirmou Miguel Albuquerque.

 

Emigrantes regressam a Portugal sem quarentena

 

O Primeiro-Ministro escreveu, através da sua página na rede social Twitter, que o presidente francês, Emmanuel Macron, garantiu-lhe ontem que “nenhuma medida de quarentena será aplicada aos nossos concidadãos que se apresentem na fronteira terrestre com Espanha de regresso a casa”.

“À França: o nosso sentido agradecimento”, escreve António Costa e “à comunidade portuguesa em França: comme d’habitude, cá vos esperamos no Verão”.

A mensagem do Primeiro-Ministro surge depois da Ministra Mariana Vieira da Silva ter também garantido, ontem, que os emigrantes vão poder regressar a Portugal sem ficar em quarentena.