Venda de viaturas novas caiu em Novembro

Carro - chaveA venda de viaturas novas nos Açores desceu em Novembro, mas no global do ano mantém-se acima do que foi vendido no ano passado.

Em Novembro foram vendidas 257 viaturas, menos 30 do que no mesmo mês do ano passado.

De janeiro a Novembro o total de viaturas novas vendidas na região atinge as 4.380, quando em período homólogo se registaram 3.914.

Para além de Novembro, apenas nos meses de Maio e Setembro se registaram quedas nas vendas.

A maioria das viaturas vendidas são ligeiros de passageiros, seguindo-se os ligeiros de mercadorias, conforme quadro do SREA, que ontem publicou os dados. 

 

Menos gasóleo, mais eléctricos

 

De acordo com a Associação Automóvel de Portugal (ACAP), as vendas dos automóveis a gasóleo caíram, até Novembro, 10,8%, em comparação com igual período do ano passado.

Dos veículos vendidos em Portugal, o aumento mais expressivo aconteceu nos carros eléctricos: 3778 unidades vendidas. A ameaça de restrições à circulação de carros a gasóleo em muitas das grandes cidades da Europa já se estava a reflectir nas vendas dos veículos a diesel em Portugal. Ao contrário do que acontecia em anos anteriores, em 2018 a comercialização deste tipo de veículos tem vindo a perder peso.

SATA volta ao parlamento em Janeiro

SATA - Azores AirlinesA Comissão Permanente de Economia, do parlamento regional, vai realizar na delegação da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, em Ponta Delgada, no dia 9 de Janeiro de 2019, com recurso a videoconferência, uma reunião com a seguinte agenda: 

11H00 - Audição do Presidente da Câmara Municipal do Corvo sobre: • Projecto de Resolução n.º 109/XI – “Garantir a realização das obras, e a instalação de equipamentos, que permitam aproveitar plenamente as obras do molhe-cais e alargamento da plataforma do Porto da Casa, na ilha do Corvo”, apresentado pela Representação Parlamentar do PPM; 

Projecto de Resolução n.º 118/XI – “Serviço de transporte marítimo regular de mercadorias, com obrigações de serviço público, entre as ilhas das Flores e do Corvo”, apresentado pela Representação Parlamentar do PPM; 

15H00 - Audição da Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas, sobre: Requerimento do PSD a solicitar audição, em comissão, da Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas para prestar esclarecimentos sobre o serviço prestado pela SATA/Azores Airlines ao Faial no verão IATA de 2018 e planeamento futuro; 

 Audição da Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas, acompanhada pelo Presidente da SATA sobre: Projecto de Resolução n.º 115/XI – “Aumentar o número de ligações aéreas da ilha do Corvo com o exterior”, apresentado pela Representação Parlamentar do PPM.

Ofertas de emprego caíram nos Açores cerca de 63%

desemprego2As ofertas de emprego caíram nos Açores, em Novembro, 62,7% face ao período homólogo e 48,1% relativamente ao mês anterior, segundo revela o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

 Na Madeira, a queda foi de 4%.

Em Novembro existiram 364 ofertas de emprego, na Madeira, face às 379 do mês anterior. Se comparamos com o período homólogo a descida chega aos 10,3%.

Se verificarmos a colocações efectuadas nota-se que existiu também uma descida na Madeira de 4,4%, face ao mês anterior, e de 6,7% no período homólogo.

Em Novembro verificaram-se 153 colocações na Madeira.

Nos Açores a tendência é também de quebra com uma descida de 27,7% relativamente ao mês anterior. 

Face ao período homólogo verificou-se uma subida de 33,3%.

Em Novembro existiram 136 colocações.

Air Center dos Açores vai ser dirigido por cientista das Canárias

manuel heitor 2Um dos responsáveis da Plataforma Oceânica das Canárias, José Joaquín Brito, vai dirigir o AIR Center, Centro Internacional de Investigação do Atlântico dos Açores, disse o ministro da Ciência, Manuel Heitor.

José Joaquín Brito, que lidera o Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação da Plataforma Oceânica das Ilhas Canárias, em Espanha, foi seleccionado por concurso e assumirá as novas funções até ao fim de Fevereiro, adiantou o ministro.

O AIR Center, que tem a sua sede na ilha Terceira, pretende reunir a investigação sobre o Atlântico, em áreas como espaço, oceanos, alterações climáticas e processamento de dados, ao agregar uma rede de instituições científicas de vários países.

Na fundação do AIR Center estiveram envolvidos, além de Portugal, do qual partiu a iniciativa, Brasil, Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Espanha, Nigéria e Uruguai.

Reino Unido, África do Sul, Argentina e Índia também se associaram, como observadores, tal como universidades, empresas e organizações de investigação e tecnologia, incluindo a Plataforma Oceânica das Canárias.

A Plataforma Oceânica das Ilhas Canárias é um laboratório flutuante direccionado para a investigação e o desenvolvimento de tecnologias marinhas avançadas.

Reino Unido, África do Sul, Argentina e Índia também se associaram, como observadores, tal como universidades, empresas e organizações de investigação e tecnologia, incluindo a Plataforma Oceânica das Canárias.

A Plataforma Oceânica das Ilhas Canárias é um laboratório flutuante direccionado para a investigação e o desenvolvimento de tecnologias marinhas avançadas.

Número de empresas e trabalhadores aumentou nos Açores

ponta delgada - avenidaNo ano de 2017 o número de empresas da Região ascendeu a 4 793. Relativamente ao ano anterior registou-se um acréscimo na ordem dos 2,4%, revelou ontem o Observatório do Emprego e Formação Profissional dos Açores.

Quanto ao número de pessoas ao serviço nas mesmas verificou-se um aumento mais expressivo de cerca de 7,6%, adianta o estudo.

Quando consideramos a unidade estabelecimento, verificamos que estes sofreram uma variação positiva de 2016 para 2017, na ordem dos 1,8% e o número de pessoas ao serviço cerca de 6,6%, em idêntico período.

Em relação ao número de pessoas ao serviço, as percentagens correspondentes a São Miguel são superiores ao seu peso na distribuição da população, sendo bastante mais expressivo no caso das pessoas ao serviço das empresas, em que aquelas representam 64,1% em 2017 (assistindo-se a um aumento de um ponto percentual deste indicador, no contexto regional, de 2016 para 2017). 

O peso relativo das pessoas ao serviço nos estabelecimentos era em 2017, de 59%, tendo ocorrido um ligeiro acréscimo de 0,8 pontos percentuais.

 

Aumentos em S. Miguel 

e Terceira

 

Em relação ao número de empresas, e considerando a evolução de 2016 para 2017, assiste-se a uma subida em termos percentuais nas ilhas de São Miguel e Terceira, em termos relativos, a diminuição registou-se nas ilhas Graciosa, São Jorge e Pico. Quanto às restantes ilhas, nomeadamente Santa Maria, Faial, Flores e Corvo, não ocorreu qualquer alteração.

Nos estabelecimentos, de 2016 para 2017, a situação, em termos relativos, aponta para acréscimos pouco significativos, nas ilhas de São Miguel, Terceira e Faial. O inverso acontece nas ilhas Graciosa e São Jorge. Por sua vez as ilhas de Santa Maria, Pico, Flores e Corvo não sofrem qualquer oscilação.

Quanto às pessoas ao serviço das empresas, verifica-se uma diminuição relativa ligeira, de 2016 para 2017, nas ilhas Terceira, Graciosa, São Jorge, Faial e Flores. As ilhas, Santa Maria, Pico e Corvo não sofreram qualquer alteração. 

 

S. Miguel com único 

aumento de trabalhadores

 

É de salientar que a ilha de São Miguel foi a única ilha em que se verificou um aumento relativo de pessoas ao serviço nas empresas (um ponto percentual). 

Para o mesmo período, o peso relativo do pessoal ao serviço nos estabelecimentos, decresce nas ilhas Terceira, São Jorge, Pico, Faial e Flores, mantém-se nas ilhas de Santa Maria, Graciosa e Corvo e aumenta apenas na ilha de São Miguel (mais 0,8 pontos percentuais).

Em relação ao peso dos diversos concelhos no conjunto da Região, Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta representam 53,4% do total das empresas e 52,1% do total dos estabelecimentos.

Relativamente às pessoas ao serviço em 2017, os valores são ainda mais significativos, possuindo Ponta Delgada 42,1% das pessoas ao serviço em todas as empresas da Região, percentagem que se eleva para 61,1% se acrescentarmos os concelhos de Angra do Heroísmo e Horta.

Na análise das pessoas ao serviço nos estabelecimentos em 2017, embora com percentagens inferiores, a situação é similar: Ponta Delgada representa 37,5% isoladamente e 58,5%, quando em conjunto com Angra do Heroísmo e Horta.

Passemos agora a uma caracterização sucinta da estrutura empresarial de cada ilha.

 

Santa Maria

 

Na ilha de Santa Maria, 113 das 133 empresas existentes naquela ilha têm menos de 10 pessoas ao serviço, existindo 10 empresas no escalão dos 10 a 19 pessoas. Nos 197 estabelecimentos existentes, 196 têm menos de 10 pessoas, e apenas 1 no escalão «100-199», no sector dos Transportes e armazenagem. 

A globalidade das empresas emprega 841 pessoas, merecendo destaque as actividades inseridas no Comércio, reparação de veículos automóveis, Alojamento, restauração e similares, e Construção, com 65,5% do total de pessoas ao serviço.

A ilha de São Miguel, aliás como se passa em todas as ilhas da Região, possui também uma estrutura assente em empresas de pequena dimensão (1 945 das 2 485 empresas da ilha têm menos de 10 pessoas ao serviço), havendo, no entanto, 94 empresas que têm 50 ou mais pessoas ao serviço, entre as quais se encontram 6 que têm 500 ou mais pessoas ao serviço. 

A totalidade das empresas emprega 29 964 pessoas com uma distribuição relativamente equilibrada nos diversos escalões de dimensão convencionados. 

As actividades inseridas no Comércio e reparação de veículos automóveis, nas Indústrias transformadoras, no Alojamento, restauração e similares, e nas Actividades de saúde humana e apoio social, ocupam 59,2% das pessoas ao serviço. 

Refira-se finalmente que 26% das empresas desta ilha são recentes (até 4 anos de antiguidade). 

 

Terceira

 

Na ilha Terceira, 861 das 1 044 empresas têm menos de 10 pessoas ao serviço, e só 20 têm 50 a 99 pessoas.

Empregando um total de 8 609 pessoas, 68,8% destas encontram-se ao serviço do Comércio e reparação de veículos automóveis (2 387), Actividades de saúde humana e apoio social (1 601), Indústrias transformadoras (983) e Alojamento, restauração e similares (983). 

Se analisarmos as pessoas ao serviço nos estabelecimentos (10 569), verifica-se que os sectores do Comércio e reparação de veículos automóveis, Actividades de saúde humana e apoio social, Alojamento, restauração e similares, e Construção empregam 62%. 

Na ilha Terceira encontra-se um tecido empresarial relativamente recente (neste caso, 431 das 1 044 empresas da ilha têm menos de 10 anos de antiguidade).

 

Graciosa

 

Na ilha Graciosa, 95 empresas (num total de 109) têm menos de 10 pessoas ao serviço, correspondendo as pessoas por elas empregadas a 42,8% das que estão ao serviço de todas as empresas da ilha. 

Relativamente ao emprego do total de trabalhadores os sectores de maior significado são os do Comércio e reparação de veículos automóveis (145) e das Actividades de saúde humana e apoio social (110). Em termos de antiguidade, cerca 39,4% do total das empresas da ilha, situam-se no escalão de 20 a 49 anos.

 

S. Jorge

 

Na ilha de São Jorge, 170 têm menos de 10 trabalhadores, num total de 198 empresas. 

Quanto ao número de trabalhadores nas empresas sediadas na ilha (1 418), constata-se que os sectores que empregam mais pessoas são os do Comércio e reparação de veículos automóveis (411) e Indústrias Transformadoras (407), representando 57,7% do total. 

Nesta ilha, 49 das 198 empresas têm até 4 anos de antiguidade.

 

Pico

 

A ilha do Pico tem 406 empresas, 350 das quais têm menos de 10 pessoas ao serviço. 

Os sectores mais importantes são os do Comércio e reparação de veículos automóveis (572), Construção (387), Actividades de saúde humana e apoio social (265), Alojamento, restauração e similares (258) e Indústrias transformadoras (230), empregando um total de pessoas (76,7%). 

A reduzida antiguidade das empresas está igualmente patente na ilha, tendo 128 das suas empresas menos de 5 anos, refira-se que as empresas que têm entre 10 a 19 anos de antiguidade, assumem particular relevo, com 101 empresas.

 

Faial

 

Na ilha do Faial, 279 das suas 331 empresas têm menos de 10 trabalhadores. 

As actividades mais importantes em termos de empregabilidade são as Actividades de saúde humana e apoio social (526), Comércio e reparação de veículos automóveis (462) e Alojamento, restauração e similares (291), representando 49,3% do total de trabalhadores. 

Refira-se ainda o peso relativo na ordem dos 21,8% das empresas com menos de 5 anos de antiguidade, sendo de destacar que 97 das 331 empresas que a ilha possui, encontram-se no escalão entre 20 a 49 anos de antiguidade.

 

Flores

 

Na ilha das Flores, onde existem 71 empresas, 58 têm menos de 10 pessoas ao serviço e empregam 160 pessoas num total de 442. 

São os sectores das Actividades do Comércio e reparação de veículos automóveis (152), Actividades de saúde humana e apoio social (79), de Alojamento, restauração e similares (70) e da Construção (57) os que maior relevância apresentam nesta ilha porque têm ao seu serviço 81% das pessoas. No que concerne à antiguidade, cerca de 18,3% das empresas têm menos de 5 anos. As empresas com antiguidade dos 20 a 49 anos absorvem 29,5% do total.

 

Corvo

 

A ilha do Corvo tem 16 empresas e 65 pessoas ao serviço, sendo que os sectores das Actividades de saúde humana

e social (20), Alojamento, restauração e similares (13), Transportes e armazenagem (11) e Construção (9) abarcam 64% do total das pessoas ao serviço. Segundo a dimensão da empresa, cerca de 69,2% encontram-se inseridas no escalão com menos de 10 pessoas e o remanescente (30,8%), integram o escalão de 20 a 49. Quanto à antiguidade da empresa, 31,3% das empresas, encontram-se no escalão dos 10 a 19 anos.