12 mil açorianos à espera de uma cirurgia

rui luis parlamentoO Secretário Regional da Saúde, Rui Luís, anunciou ontem no Parlamento regional que existem 10.745 açorianos em lista de espera nos hospitais e 11.958 propostas de cirurgias.

O titular da Saúde, que foi fortemente criticado pelas bancadas da oposição, afirmou que as cirurgias “nunca serão diminuídas”, defendendo antes a redução das listas de espera. 

Já exactamente um ano, Rui Luís admitiu que os hospitais da Região estavam a sentir dificuldades em controlar as listas de espera cirúrgicas, mas garantiu que o problema será resolvido “quando for possível”. 

“Há uma lista de espera, há sim senhor. É de vários anos, é sim senhor. Nós queremos resolver, queremos”, insistiu então o governante, recordando que o Executivo socialista já apresentou “várias medidas” no sentido de tentar resolver o problema, algumas das quais validadas pela Ordem dos Médicos.

Rui Luís reconheceu que os tempos máximos de espera por uma cirurgia estavam a ser ultrapassados em alguns hospitais, mas ressalvou que o Governo não pode estar sempre a recorrer ao Vale Saúde (um vale que permite aos utentes escolher o sector privado, caso o público não dê resposta em tempo adequado).

“É verdade, está-se a ultrapassar os tempos, mas obviamente que a gente não pode estar a disparar vales de saúde, sem os tempos estarem regularizados nos hospitais, sem os médicos fazerem a optimização dos tempos de resposta”, esclareceu o governante, garantindo que a portaria que regula esta matéria “vai ser cumprida, quando for possível”.

Estamos a consumir mais frangos e ovos

ovos

O ano de 2018 foi pródigo no abate de frangos e produção de ovos nos Açores, com um crescimento relativamente ao ano anterior.

De acordo com os dados a que tivemos acesso, através do SREA, no ano passado foram abatidos 4.619.582 quilos de frangos, quando no ano anterior tinham sido 4.555.185 quilos, um aumento de 1,4%, que poderá ser explicado pelo aumento do consumo que também se verifica na região, sobretudo com o crescimento do turismo.

Aliás, é nos meses de Verão que se regista o maior crescimento de abates, com Julho e Agosto a atingirem crescimentos de 14 e 10% respectivamente, verificando-se em Setembro uma queda de -10%.

Facto importante é que o maior crescimento de abates de frango regista-se na ilha Terceira, mais de 12%, enquanto que em S. Miguel o crescimento foi praticamente nulo, registando-se a mesma quantidade de abate, 3,5 milhões de quilos.

Quanto aos ovos, o crescimento é maior, mais de 15%, passando de 25.998.571 ovos em 2017 para 30.090.364 ovos.

Os meses de Maio (28,7%), Setembro (21,9%), Outubro (27,6%) e Novembro (21,1%) são os mais produtivos, enquanto que em Fevereiro se regista o menor crescimento, apenas 2,5%.

 

Governo reconhece importância da presença açoriana na Bolsa de Turismo de Lisboa

Marta Guerreiro BTL 2019A Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo sublinhou que a presença dos Açores na BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa “valoriza a importância da consolidação do mercado nacional”, por ser a maior feira de turismo do país, potenciando, desta forma, o destino junto de um dos principais mercados emissores dos Açores.

Marta Guerreiro salientou que, no ano passado, “as dormidas do mercado nacional em todas as tipologias de alojamento cresceram 6,5%, ultrapassando, pela primeira vez na história do turismo dos Açores, um milhão de dormidas”.

“O peso das dormidas do mercado nacional no total de dormidas nos Açores é muito significativo, correspondendo a 41% neste último ano, continuando, de longe, a ser o maior mercado nos Açores”, frisou.

“Com estas evidências, a Região não poderia deixar de marcar presença, uma vez mais, nesta feira, num pavilhão que tem como mote a ‘Sustentabilidade’, fazendo jus ao caminho que o Governo dos Açores tem vindo a percorrer com empenho nos últimos anos, agora ainda com mais incidência no âmbito do processo em curso de certificação sustentável do destino, garantindo a preservação do nosso património e, simultaneamente, a capacidade de o potenciar a favor do desenvolvimento da nossa Região”, afirmou Marta Guerreiro.

A titular da pasta do Turismo referiu que, na edição deste ano da BTL, “estão presentes 27 agentes do sector, com os seus módulos de negócio, promovendo a sua actividade e, claro, os Açores como um todo”, fazendo ainda uma menção especial ao facto de ter sido possível reunir este ano “todos os municípios num único espaço, o que fortalece a imagem da Região, concentrando no ‘stand’ dos Açores todas as ilhas, com representação de todos os municípios”.

“Esta foi uma posição e intenção demonstrada no ano passado pelo Executivo, pelo que é com enorme agrado que hoje vemos que conseguimos estar todos reunidos com um objectivo em comum: o de promover os Açores”, frisou a Secretária Regional.

1,5 ME para reforçar abastecimento de água à agricultura na zona central de São Miguel

vacas111A Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, através da IROA, lançou o concurso público para a empreitada de construção do sistema de abastecimento de água da Ribeira de Água d’Alto, um investimento de 1,5 milhões de euros para reforçar o abastecimento de água no Perímetro de Ordenamento Agrário da Zona Central da ilha de S. Miguel.

Esta empreitada, que se desenvolve no concelho de Vila Franca do Campo, consiste na captação de parte do caudal excedente da Ribeira de Água d’Alto até ao Reservatório da Roça Velha.

Para esse efeito, será construída uma adutora gravítica de 7,8 quilómetros, uma estação elevatória e uma adutora elevatória de 1,3 quilómetros.

Com esta obra, a IROA pretende reforçar com 375 metros cúbicos de água diários o abastecimento no Perímetro de Ordenamento Agrário da Zona Central de S. Miguel, apoiando 253 explorações e uma extensão de 1.000 hectares.

Em causa está a primeira fase de um projecto que tem por objectivo a ligação da Ribeira de Água d´Alto ao complexo de abastecimento de água à pecuária das Lagoas das Contendas.

O caudal permanente desta ribeira permitirá garantir a entrada de um caudal constante naquelas lagoas, principalmente nos meses mais secos em que as necessidades de água são mais significativas.

Aeroporto de Ponta Delgada com melhor crescimento de passageiros

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O Aeroporto de Faro voltou a ser em Fevereiro o aeroporto português com o aumento mais forte do número de passageiros, à semelhança do que já tinha acontecido em Dezembro de 2018 e Janeiro deste ano, sempre com aumentos a dois dígitos, revelam dados do PressTUR.

Lisboa é a causa do crescimento médio dos aeroportos portugueses não chegar em Fevereiro a 6%, pois é o único dos maiores aeroportos portugueses a ter crescimento abaixo do aumento médio em 5,6%, já que além do Porto, com +9,5%, e Faro, com +16,6%, também tiveram aumentos superiores o Funchal, com +6,3%, e Ponta Delgada, com +7,6%. 

Dessa forma, com 1,89 milhões de passageiros, Lisboa teve este Fevereiro 56,6% do total de passageiros em aeroportos geridos pela ANA/Vinci, quando há um ano tinha 58,4%, enquanto o Porto subiu de 23,2% para 24%, com 803,8 mil, Faro subiu de 8,3% para 9,2%, com 306,6 mil, e o Funchal subiu de 6,4% para 6,5%, com 217 mil passageiros, e Ponta Delgada subiu de 2,9% para 3%, com 99,2 mil.

 

Ponta Delgada cresce nos primeiros dois meses

 

No conjunto dos primeiros dois meses deste ano o panorama é idêntico, com Lisboa, que no período homólogo de 2018 liderava o crescimento, com um aumento de passageiros em 15,1%, enquanto o Porto tinha +10,2%, Faro estava com -3,4%, o Funchal estava com 1,6% e Ponta Delgada estava com +3,1%, este ano o aumento mais forte regista-se em Faro, com +19%, seguido pelo Porto, com +9,6%, Ponta Delgada, com +8,9%, o Funchal, com +4,2%, e só depois Lisboa, com +2,7%.

Assim, Lisboa, que concentrava 58,8% dos passageiros dos aeroportos portugueses no primeiro bimestre de 2018, este ano cai para 57,1%, com 3,87 milhões, enquanto o Porto sobe de 23,3% para 24,1%, com 1,637 milhões, Faro sobe de 7,5% para 8,4%, com 571,1 mil, o Funchal baixa de 6,6% para 65%, com 443,5 mil, e Ponta Delgada sobe de 3% para 3,1%, com 208,4 mil. 

Os dados a que o PressTUR teve acesso indicam que os aeroportos portugueses geridos pela ANA/Vinci somaram 6,786 milhões de passageiros nos primeiros dois meses deste ano, +5,9% ou mais 373,6 mil que no período homólogo de 2017. Esse aumento resultou de aumentos de 141,4 mil no Porto (+9,6%), de 103,3 mil em Lisboa (+2,7%), de 91 mil em Faro (+19%), de 17,8 mil no Funchal (+4,2%) e 17 mil em Ponta Delgada (+8,9%).

Ainda assim, nos 12 meses terminados em Fevereiro deste ano o aumento médio de passageiros nos aeroportos portugueses está em 6,2%, ‘puxado’ pelos aumentos em 10,6% no Porto e em 7,3% em Lisboa, enquanto Faro tem um aumento médio em 0,8%, Funchal ainda está ‘no vermelho’, com -0,3%, e P. Delgada tem +3,6%.