Rodrigo Rodrigues vai liderar Câmara do Comércio de Angra

Angra do HeroísmoO empresário micaelense Rodrigo Rodrigues, a residir há vários anos na Terceira, vai ser o novo Presidente da Câmara do Comércio e Indústria de Angra do Heroísmo, encabeçando a lista única que se apresenta às eleições do próximo dia 17 de Abril, confirmou o próprio ao nosso jornal.

Sandro Paim, até agora a liderar o organismo, será o Presidente da Assembleia Geral e Arlindo Teles, que também transita da anterior Direcção, será o Presidente do Conselho Fiscal.

Rodrigo Rodrigues disse ontem ao nosso jornal que a nova Direcção “não pretende ser oposição ao Governo, nem gabinete de comunicação do mesmo, mas apenas estar na frente da defesa dos interesses dos empresários e da economia da ilha Terceira”.

“Temos muitos desafios estratégicos pela frente e um deles, por exemplo, é o tão falado hub do porto da Praia da Vitória, em que o Governo vai ter de decidir se é ou não importante para a ilha”, declarou-nos o empresário, acrescentando que “haverá, a seu tempo, outras propostas que apresentaremos em defesa da economia da ilha, para além de dar continuidade a muitos outros projectos que já existiam da anterior Direcção”.

As eleições terão lugar a 17 de Abril e os novos dirigentes tomarão posse dez dias depois.

Recorde-se que Rodrigo Rodrigues é empresário na área do turismo, possuindo empresas hoteleiras em Angra e em São Miguel.

‘AIDAdiva’ hoje em Ponta Delgada

aidadivaChega hoje ao Terminal de Cruzeiros das Portas do Mar o ‘AIDAdiva’, da operadora alemã Aida Cruises.

Esta sua passagem por Ponta Delgada faz parte de um itinerário de 13 noites, iniciado em La Romana, na República Dominicana, onde o navio passou a temporada de inverno e tem como destino final a ilha de Gran Canária.

Construido em 2007 nos famosos estaleiros alemães de Meyer Werft, em Papenburg, o AIDAdiva possui 69.303 toneladas de arqueação bruta, apresentando como dimensões 249 metros de comprimento e 32,2 metros de boca. Tem capacidade para alojar 2.030 passageiros em ocupação normal, sendo a sua tripulação constituída por  634 elementos

Tal como os restantes navios da classe Sphinx, desta jovem operadora alemã, todos os seus interiores foram pensados para o mercado germânico, onde impera uma decoração muito moderna e apelativa, com tons muito agradáveis e onde houve o cuidado de oferecer aos passageiros espaços convidativos, mas muito distintos uns dos outros, acabando assim por serem capazes de agradar a todos. Como curiosidade, refira-se que, tal como na maioria dos navios da AIDA, existe uma verdadeira fábrica de cervejas que disponibiliza 3 cervejas distintas, tendo a particularidade da água usada ser água do mar que depois é devidamente tratadas.

 

Deputados do PSD e CDS querem explicações no parlamento sobre cancelamentos de voos da TAP

TAPO grupo parlamentar do PSD na Assembleia da República solicitou ontem a ida da administração da TAP e do Ministro do Planeamento e das Infraestruturas à Comissão de Economia, para uma audição que esclareça os contornos do serviço que a companhia aérea está a prestar aos açorianos, mormente dados os vários constrangimentos que se têm verificado.

Segundo os deputados Berta Cabral e António Ventura, “há um vasto conjunto de questões a tratar, e que passam pelo cancelamento de voos da TAP para os Açores, pelo incumprimento dos horários, pelas limitações no transporte de carga aérea e a até pela permanência, ou não, dos balcões da TAP na Região”, explicam.

António Ventura acrescenta que “será também debatida a possibilidade de uma cooperação da TAP com a SATA, que poderia acontecer em novas rotas, ou mesmo para assegurar ligações que foram esquecidas como o voo Terceira Porto”, refere.

Para os deputados do PSD/Açores na Assembleia da República, “é urgente esclarecer todos estes assuntos com a TAP, e também com o Governo. Afinal, precisamos de melhorar as ligações aéreas com a Região, e só com factos concretos e explicações sobre o que se tem passado é que tal será possível”, concluem.

Por sua vez, o CDS-PP também quer levar a questão à Assembleia da República e, como o PSD, quer uma audição na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas, mas do ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques.

O partido diz que pode estar em causa o cumprimento das obrigações de serviço público, em especial para as regiões dos Açores e da Madeira, nomeadamente os regulamentos da União Europeia.

“O CDS-PP entende que a empresa não está a cumprir a obrigação do serviço público ‘entre um aeroporto da Comunidade e um aeroporto que sirva uma região periférica ou em desenvolvimento do seu território ou numa rota de fraca densidade de tráfego para qualquer aeroporto do seu território, se a rota em causa for considerada vital para o desenvolvimento económico da região que o aeroporto serve’”, lê-se no texto apresentado pelos centristas.

EUA querem recuperar as Lajes para vigiar russos no Atlântico

devin nunesOs EUA estão decididos a apostar na Base das Lajes como centro de vigilância da actividade submarina dos russos no Atlântico.

Foi o que o congressista de origem açoriana Devin Nunes deixou transparecer em declarações ao “Expresso”, dizendo mesmo que a Base das Lajes “é um ponto central” para a detecção de submarinos russos.

“Com esta ameaça de novo a crescer, a geografia não muda, por isso as Lajes são um ponto crítico e representam ‘um grande activo’ para os EUA”, enfatiza o congressista, explicando que, com o Centro Atlântico de segurança a desenvolver-se nos Açores, com a participação da NATO, todas as forças podem juntar-se.

“Nós continuamos com a nossa presença ali porque precisamos para reabastecer e detectar submarinos, e ao mesmo tempo desenvolve-se este centro de segurança com os nossos parceiros da NATO”, diz Devin Nunes ao “Expresso”.

É neste sentido, segundo revela o jornal, que os EUA acabam de propor a Portugal um acordo em que os americanos estão dispostos a entregar ao nosso país um lote de fragatas que possui em excesso e que já não usam, para reforçar a segurança no Atlântico, conjuntamente com os navios de patrulha oceânica, conhecidos como os “patrulhões”, que Portugal está a construir.

Segundo Devin Nunes, com esta capacidade Portugal poderia patrulhar toda a sua Zona Económica Exclusiva e para lá dela, desde a costa atlântica até ao Mediterrâneo e mesmo ao Golfo da Guiné.

O congressista de origem açoriana diz que “a ideia está a fazer caminho” e esteve no passado fim de semana em Lisboa para discutir este tema com as autoridades portuguesas.

“Os submarinos russos estão outra vez no Atlântico”, avisa Devin Nunes, adiantando que a Base das Lajes e o mar português voltaram a ter uma centralidade que parecia perdida.

“As duas partes que têm mais a perder ou a ganhar no Atlântico Norte são os EUA e Portugal, por isso precisamos desta relação bilateral” conclui Devin Nunes.

 

Santos Silva destaca “clara melhoria” quanto à Base das Lajes

 

Os Açores aceitaram receber dois edifícios pertencentes à Base das Lajes, anteriormente ocupados pelos militares norte-americanos, que vão ser aproveitados em “novos projectos tecnológicos” na ilha Terceira, disse o Ministro dos Negócios Estrangeiros.

Falando perante legisladores luso-americanos, em Lisboa, Augusto Santos Silva destacou uma “clara melhoria” quanto à Base das Lajes, comentando que o novo embaixador norte-americano em Lisboa, George E. Glass, tem sido “excelente na tentativa de dar um novo impulso no trabalho para resolver todas as dificuldades que ainda existem”.

Em declarações aos jornalistas após o encontro com os eleitos luso-americanos, promovido pela Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), o ministro adiantou que Portugal anunciou às autoridades dos EUA que está “em condições de receber dois complexos, um escolar e outro habitacional, que serviam a Base das Lajes e que se tornaram entretanto redundantes, porque há interesse do Governo Regional dos Açores em aproveitar essas instalações para novos projectos tecnológicos na ilha Terceira”.

Quanto à descontaminação ambiental da Base, o ministro destacou também que estão a decorrer trabalhos em um dos sítios que necessitavam de intervenção e que as autoridades norte-americanas se mostraram disponíveis para voltar a analisar a situação de nove outros locais em relação aos quais Portugal defende que também é preciso descontaminar.

Os dois países estão a preparar a próxima reunião da comissão bilateral permanente, prevista para 23 de Maio nos EUA.

Presente no almoço estava o Secretário Regional Adjunto do governo açoriano para as Relações Externas, Rui Bettencourt, que destacou que as infraestruturas previstas para a ilha Terceira, nomeadamente o Air Center e o Centro de Defesa do Atlântico, podem aumentar o “grande potencial dos Açores: o mar, o espaço, a investigação científica e a sua posição estratégica e logística”.

“Um dos nossos maiores desafios é incutir nos jovens hábitos de estudo”

Centro educa a menteÉ na Rua dos Foros, em Ponta Delgada, que encontramos o centro de estudos Educa a Mente. Um centro de explicações que, a partir de Maio, promoverá também formações em áreas como Informática para Séniores ou Inglês para Turismo. Em entrevista ao Diário dos Açores, a sócia-gerente e directora, Andrea Resendes, explica como surgiu a ideia para a criação deste espaço. Segundo conta, é na Matemática que os jovens micaelenses têm mais dificuldades e refere que falta aos jovens açorianos hábitos de estudo para alcançarem o sucesso escolar. “Pensam que a explicação basta, mas não. Eles têm de se esforçar, de estudar e de estar mais concentrados nas aulas, porque a profissão deles é o estudo”, frisa a responsável. 

 

Diário dos Açores – O Centro Educa a Mente existe, em Ponta Delgada, desde 2014. Como surgiu a ideia para a sua criação?

Andrea Resendes (AR) – Eu já fui empresária em outros sectores de actividade, mas a área do ensino esteve sempre presente na minha vida. Há 23 anos que dou explicações e conciliava a vertente do ensino com a de empresária. Fui chefe de sector de armazém de produtos farmacêuticos e de operações, fui também chefe de secções numa empresa retalhista, fiz muitas coisas. A dada altura vendi a empresa que tinha e fui trabalhar para diferentes centros de ensino já existentes aqui na ilha. No entanto, tinha vontade de ter algo próprio e abrir um espaço que fosse diferente. E assim fiz, em 2014. Abri um centro de estudos onde, além das explicações, pudessem mais tarde ser promovidas formações e workshops. Devagarinho caminhámos para isso, pois não se pode fazer tudo de uma vez. A minha experiência na aérea do ensino permitiu que o projecto avançasse. Sou da área dos números e das finanças e era nesse âmbito que dava as explicações, mas, actualmente, estou mais ligada à parte da gestão do centro.

 

Que serviços promovem?

AR – Além das explicações, promovemos estudo acompanhado, porque há muitos jovens que não sabem estudar. A falta de êxito dos alunos nas escolas, muitas vezes, tem origem no não saber estudar. Há aqui jovens que não têm explicações de matérias em específico, mas aprendem a estudar, a organizar o estudo e a fazer os seus trabalhos de casa. Na parte das explicações, abrangemos áreas como matemática, português, matemática, biologia, economia e finanças. Temos ainda serviços de psicologia, orientação vocacional, terapia da fala e também somos um centro de ATL certificado, pelo que desenvolvemos actividades para os jovens no verão.

 

Têm previsto dar início, em breve, a parte das formações…

AR – Sim. Somos uma entidade formadora certificada e pretendemos, a partir do próximo mês de Maio, arrancar com formações, como Inglês para Turismo e vários níveis de línguas, porque hoje em dia é essencial para qualquer emprego ter conhecimento noutras línguas. Vamos dar formações também na área de Informática para Seniores, pois, hoje em dia, cada vez mais, as pessoas mais velhas interessam-se pelos meios informáticos. Posso falar por experiência própria, pelo que vejo na minha família: a minha mãe, aos 76 anos de idade, domina o Facebook e sabe publicar imagens e até vídeos… Esses meios são uma companhia para muitas pessoas com mais idade que estão sozinhas ou que precisam de comunicar com família que está fora dos Açores. As redes sociais vêm substituir as cartas de antigamente. É perante esta realidade que vamos promover estas formações para seniores. Além destas formações, também damos workshops de Tarot, que é uma área completamente diferente e sou eu que os promovo.

 

Quem procura estes cursos de Tarot?

AR – Principalmente, mulheres, apesar de também já termos tido alguns homens. São pessoas com diferentes profissões que, na maioria dos casos, querem respostas para os seus problemas. Dou consultas, mas, nos workshops, ensino a própria pessoa a fazer o que chamamos de lançamentos e a fazer questões para si mesma.

 

O Tarot é uma área, como disse, completamente diferente… Como surge o seu gosto por esta vertente?

AR – Foi por brincadeira. Tenho na família uma pessoa que é astróloga e vive disso. E eu, como sou uma pessoa que gosta de estudar, pus-me a aprender e tirei um curso nesta área. Quanto aos workshops, não foi algo pensado de antemão. Quando tirei o curso, não tinha a intenção de dar estes cursos, mas surgiu a oportunidade, pois havia pessoas com interesse em aprender sobre o Tarot. E então pensei, porque não? Estamos ainda a dar os primeiros passos. Não é algo fácil o aprender a fazer lançamentos para si próprio, mas o ‘feedback’, até agora, tem sido positivo.

 

As formações, que vão arrancar em Maio, serão em horário pós-laboral?

AR Irá depender da procura. Por exemplo, o curso de Informática para Seniores, poderá não ser em regime pós-laboral, pois as pessoas à partida estão reformadas e podem vir durante o dia. Já nos restantes cursos, serão em regime pós-laboral, pois têm um público-alvo diferente.

 

Quanto à actividade principal da empresa, que são as explicações, quais as áreas mais procuradas?

AR – As disciplinas mais procuradas são a Matemática e o Português, seguindo-se a Físico-Química e o Inglês. Mas é especialmente na Matemática que os estudantes têm mais dificuldades. Falta-lhes muitas bases e, à maneira que vão avançando na escola, têm cada vez mais dificuldade em acompanhar a matéria.

 

Isso vai ao encontro do que é a actual taxa de insucesso escolar nos Açores…

AR – Sim. As dificuldades começam muito cedo e depois não conseguem avançar e ter sucesso porque faltam-lhes as bases.

 

Qual é a taxa de sucesso escolar dos alunos que por aqui passam?

AR Fazemos estatísticas sobre estes dados e temos uma taxa de sucesso elevada. É uma taxa de mais de 60%. Os alunos que não conseguem passar de ano e não conseguem alcançar sucesso escolar é porque não estudam.

 

Os preços das explicações variam entre que valores?

AR – Os preços variam consoante o nível escolar. Como damos explicações do 1.º ciclo ao ensino universitário, os preços podem ir dos 50 aos 100 ou 200 euros por mês. Fazemos vários pacotes mensais, que saem mais baratos, mas também é possível pagar os serviços à hora. Os preços são fixos, mas promovemos muitas campanhas promocionais e descontos. Temos de beneficiar os clientes que nos depositam a sua confiança.

 

Quantos colaboradores tem o centro?

AR Além dos trabalhadores fixos, temos entre 7 a 9 professores a colaborar connosco. Eu também dou explicações, nas áreas de Matemática e Físico-Químicas, mas tenho outra professora a dar explicações na mesma área, pois não consigo ter tempo como tinha no início do negócio. Agora estou mais focada em dar explicações no ensino secundário e universitário.

 

Na sua opinião, qual o maior desafio que encontra na gestão deste centro?

AR – Um dos nossos maiores desafios é incutir nos jovens hábitos de estudo. Eles pensam que a explicação basta, mas não. Eles têm de se esforçar, de estudar e de estar mais concentrados nas aulas, porque a profissão deles é o estudo. Os pais, nos dias que correm, não têm a disponibilidade para acompanhar o estudo dos filhos como antes, pelo que nós estamos aqui para apoiar neste aspecto. Outro desafio é lidar com a concorrência. Temos alguma concorrência e o desafio passa por marcar a diferença. Fazemos isso apostando no melhor capital humano possível. Ter bons professores na nossa casa é a nossa maior preocupação. Outro grande desafio é gerir a parte financeira do negócio. Temos que fazer face aos compromissos e, por vezes, é complicado.

 

Já lá vão quase quatro anos de actividade. Que balanço faz deste período?

ARO balanço é positivo. Estamos a crescer devagar e ainda não chegamos onde pretendo. Quero que a empresa cresça mais, mas está a correr bem. É muito difícil manter um negócio, hoje em dia, e o nosso maior inimigo é o Estado… Sabemos que temos que pagar impostos, mas é um desafio.

 

E expectativas para o futuro do negócio?

AR – Espero que o centro continue a crescer de forma sustentável e que se torne uma boa referência no mercado dos Açores, que é um mercado difícil. É uma terra pequena e é difícil chegar às pessoas. Fazemos a promoção dos nossos serviços através das redes sociais e passando a palavra e até agora tem corrido bem. Espero que continuemos a crescer.