Base das Lajes: Processo para dispensa de portugueses sem “nenhuma decisão formal” garante executivo

BASE das LAJESO Governo Regional dos Açores assegurou  ontem que não existe “nenhuma decisão formal” para concretizar a anunciada intenção das autoridades norte-americanas de reduzir os trabalhadores portugueses no destacamento militar instalado da Base das Lajes, na ilha Terceira.
“Nós temos participado de forma efetiva ao longo de todos os contactos que têm sido desenvolvidos [no âmbito desse processo], mas não se chegou ainda a nenhuma decisão formal”, garantiu André Bradford, secretário regional da Presidência, em declarações aos jornalistas em Ponta Delgada, no final de um encontro com o novo comandante norte-americano naquela unidade militar, Chris Bargery.
O destacamento militar norte-americano instalado na Base das Lajes conta com 683 trabalhadores portugueses efetivos e 86 contratados a termo, sendo o principal empregador da ilha Terceira, excluindo a administração pública.
André Bradford recordou que o processo para a eventual redução de ativos ao serviço das forças norte-americanas nas Lajes “resultou de uma manifestação de vontade unilateral dos EUA, que deu origem a um processo informal de conversações entre os governos de ambos os países”.
Solicitado a comentar uma proposta do presidente do CDS-PP nos Açores, Artur Lima, para a criação de um instituto para estudar a geoestratégia e a geopolítica do arquipélago, em especial a questão da Base das Lajes, André Bradford afirmou que esta “não é a altura de fazer grupos de reflexão”.
“Esta é altura de participar ativamente nas decisões, para garantir que os Açores saem defendidos neste processo”, defendeu o secretário regional da Presidência.
“Grupos de reflexão na fase em que nos encontramos e depois da manifestação de intenção por parte da administração norte-americana não resolvem nada. São formas de fazer política durante a campanha, mas não são soluções para os problemas dos Açores”, acrescentou.

Tempestade tropical “Nadine” nos Açores

mau tempoO Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores informa que, segundo o Instituto de Meteorologia, prevê-se que a tempestade tropical NADINE se encontre a 280 km a sul da ilha das Flores, aproximadamente às 00h00UTC de hoje em deslocamento para leste.
Nestas condições prevê-se:
Para o Grupo Ocidental:
Trovoadas frequentes e dispersas, no período entre as 06h00UTC de 19/SET/2012 e as 15h00UTC de 20/SET/2012;
Precipitação FORTE, no período entre as 06h00UTC de 19/SET/2012 e as 15h00UTC de 20/SET/2012;
Vento muito forte LESTE rodando para NORDESTE, no período entre as 06h00UTC de 19/SET/2012 e as 15h00UTC de 20/SET/2012;
Mar tempestuoso de quadrante LESTE, no período entre as 06h00UTC de 19/SET/2012 e as 15h00UTC de 20/SET/2012.
Para o Grupo Central:
Trovoadas frequentes e dispersas, no período entre as 15h00UTC de 19/SET/2012 e as 00h00UTC de 21/SET/2012;
Precipitação FORTE, no período entre as 15h00UTC de 19/SET/2012 e as 00h00UTC de 21/SET/2012;
Vento SUESTE rodando para NORDESTE, no período entre as 15h00UTC de 19/SET/2012 e as 00h00UTC de 21/SET/2012;
Mar tempestuoso de quadrante LESTE, no período entre as 15h00UTC de 19/SET/2012 e as 00h00UTC de 21/SET/2012
O Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores  recomenda que sejam tomadas as precauções habituais em situações desta natureza.
Recomenda-se particularmente aos pescadores e aos automobilistas, que redobrem os cuidados na actividade diária.

Câmara de Ponta Delgada cede casa na rua dos Manaias para os sem abrigo tomarem refeições

casa sem abrigoA Câmara Municipal de Ponta Delgada já resolveu o problema para os sem abrigo tomarem as refeições, designadamente, os jantares, que lhes são entregues por diferentes grupos de voluntários da cidade e do concelho.
Segundo nota de imprensa divulgada pela autarquia, trata-se de uma casa do Município, com os números 8/10, na rua dos Manaias, que, ao ser disponibilizada pela Câmara de Ponta Delgada vem mudar a vida das pessoas que vivem na rua, por pobreza ou indigência.
A casa foi alvo de obras de beneficiação por parte da autarquia que criou, assim, as condições para que os sem abrigo tomem a sua refeição com maior dignidade.
Recorde-se que até agora os sem abrigo e indigentes juntavam-se no Jardim Sena Freitas, mais conhecido por Jardim da Zenite, entre as 18h00 e as 20h00 para jantarem ao ar livre, sujeitando-se ao vento, à chuva, sem higiene, apenas à mercê da vontade de grupos voluntários.
A partir de hoje, por acção da Câmara Municipal de Ponta Delgada, os sem abrigo passam a fazê-lo debaixo de um tecto, das 19h00 às 20h00, numa casa onde podem comer o seu jantar sentados à mesa entre 40 a 60 pessoas, acedendo a instalações sanitárias e lava mãos para respectiva higienização antes das refeições.
Refira-se que o presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, José Manuel Bolieiro, tomou a iniciativa de coordenar com os grupos de voluntários, que promovem a entrega das refeições, no sentido destes passarem a deslocar a sua intervenção do Jardim Sena Freitas e, mesmo, do Campo de São Francisco, para a rua dos Manaias. Entre os coordenadores dos grupos voluntários foram contactados o Monsenhor Weber Machado (antigo coordenador da Cáritas de São Miguel) e Filipe Cordeiro, entre outros.
A distribuição de refeições na rua dos Manaias é a primeira acção de intervenção imediata da autarquia junto dos indigentes e sem abrigo de Ponta Delgada que serão, ainda integrados, no trabalho a desenvolver pela comissão para a inclusão social, que está a ser criada pela Câmara Municipal para acompanhar e encontrar soluções para situações de indigência no centro histórico.

Artur Lima quer “regionalizar” serviço de finanças nos Açores

artur-lima-O CDS-PP defendeu ontem a regionalização dos serviços de finanças nos Açores, numa reacção à recomendação do Conselho de Finanças Públicas para a substituição parcial das transferências do Estado para a região por impostos próprios.
“Está na altura de afirmar a autonomia e regionalizar o serviço de finanças nos Açores, para decidirmos o que é melhor para nós, quantas repartições de finanças existem e onde, organizarmos o nosso próprio serviço, como, de resto, já organizamos a educação e a saúde”, afirmou Artur Lima, presidente do CDS-PP nos Açores, em declarações aos jornalistas à margem de uma visita a uma exploração apícola na ilha Terceira.
Segundo a agência Lusa, Artur Lima considerou que a revisão da Lei das Finanças Regionais é uma oportunidade para fazer esta regionalização, apesar de defender que “o Estado terá que ter alguma comparticipação, porque os Açores ainda são Portugal”.
“Nesta revisão da Lei das Finanças Regionais é preciso acautelar eventuais receitas exteriores, é preciso dizer ao Estado quanto é que gastamos com saúde e educação e é preciso colocar seriamente a hipótese de regionalizar as finanças nos Açores”, frisou.
Artur Lima reafirmou que a Lei das Finanças Regionais “foi a lei do rendimento mínimo de Lisboa, negociada pelo PS dos Açores com o PS da República”, considerando que a região “abdicou de potenciais receitas” provenientes dos seus activos geoestratégicos.
Nesta visita a uma exploração apícola no concelho da Praia da Vitória, Artur Lima, que é também o candidato do CDS-PP à presidência do executivo regional nas eleições de 14 de Outubro, defendeu a aposta na “diversificação agrícola”.
Nesse sentido, considerou ser necessário “organizar a produção e a comercialização” do mel dos Açores, que “tem excelentes qualidades”, defendendo a construção de uma melaria na ilha Terceira.
Questionado sobre a existência de dois projectos de duas entidades diferentes com o mesmo objectivo, frisou que não devem ser construídas melarias “a cada esquina”, devendo ser apoiado quem “tiver melhores condições para tratar o mel”.
“Esses subsídiozecos que se dão para apenas fidelizar votos, com o CDS vão acabar. Eu não prometo tudo a todos, o que prometo é objectividade e racionalização na análise dos projectos”, afirmou.

Universidade dos Açores quer disponibilizar conhecimento às empresas para promover desenvolvimento

univerirsidade aoresA Universidade dos Açores possui um património de conhecimentos que podem ser úteis para promover a competitividade do tecido empresarial regional, mas a sua utilização exige uma maior aproximação com as empresas, defendeu ontem o vice-reitor, Cabral Vieira.
“A Universidade dos Açores possui actualmente um conjunto de conhecimentos que podem ser úteis para potenciar o tecido produtivo regional. É importante que as empresas e a universidade se aproximem e se conheçam melhor”, afirmou Cabral Vieira, na abertura do I Fórum ‘Empresas e Universidade: uma parceria com futuro’.
A reunião, que decorreu ontem de manhã em Ponta Delgada, pretendeu promover uma maior aproximação entre a universidade e as empresas, contando com intervenções de responsáveis de diversos departamentos universitários e de empresários.
“As empresas podem captar conhecimento na relação com a universidade que lhes permitirá obter vantagens competitivas”, frisou o vice-reitor, acrescentando que “não há desenvolvimento económico sem ciência, nem sem empresas”.
Por seu lado, José Contente, secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, salientou que o executivo açoriano deposita “grande confiança” no papel que os parques tecnológicos para que a universidade aposte na investigação em contexto empresarial e as empresas “sintam que vale a pena” utilizar esses conhecimentos.
“É importante exigir a todos esta nova postura para que os desafios tenham uma resposta nos Açores que permita um emprego mais qualificado e mais retorno para as empresas”, afirmou.
Para José Contente, esta é uma “aposta fundamental”, frisando que “a abertura da universidade à investigação em contexto empresarial deve ser seguida pelas empresas, integrando esse conhecimento científico”
O secretário regional reafirmou a importância que o executivo atribui à Universidade dos Açores, que se traduziu num investimento superior a 53 milhões de euros entre 2006 e 2011.
“É uma aposta do governo na universidade enquanto alavanca fundamental para o desenvolvimento”, frisou José Contente.