“Empresas devem assumir o papel principal no desenvolvimento da região”...

 

arnaldoO Director Regional de Apoio ao Investimento e à Competitividade advogou ontem, em Ponta Delgada, que a aposta na qualidade constitui uma verdadeira exigência para o sucesso e a sobrevivência das empresas nos mercados.
Segundo nota de imprensa emitida pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GaCS), Arnaldo Machado presidia à sessão de abertura do seminário sobre “A Produtividade e os Sistemas de Gestão”, promovido pela Associação Portuguesa para a Qualidade (APCER). Na ocasião defendeu que a qualidade constitui uma sólida alavanca da competitividade das organizações, tendo advertido, por isso, as empresas para a importância de conferirem uma particular atenção aos factores dinâmicos da competitividade, no sentido de “facilitar a adaptação a níveis acrescidos de concorrência interna e externa, ajustando-se a novos perfis de especialização.”
O Director Regional de Apoio ao Investimento e à Competitividade considera, também, que “a aposta na qualificação dos recursos humanos, na qualidade dos bens e serviços produzidos, em sistemas de gestão eficazes e na inovação, é determinante para aumentar a competitividade das empresas e tornar os Açores numa região mais desenvolvida.” Nesse sentido, frizou que “o Governo Regional tem vindo a delinear um vasto conjunto de medidas, coerentes e articuladas para impulsionar uma cultura de qualidade no arquipélago.” Sobre esta matéria, referiu que “a Estratégia Regional para a Qualidade, em curso nas ilhas, através da qual foi concebido um plano integrado de acções que surgiu como corolário da necessidade de sistematizar práticas da qualidade, expressa em diversos instrumentos de planeamento e na operacionalização de políticas regionais.” Arnaldo Machado disse também que ficou salvaguardada a atribuição de uma majoração na componente não reembolsável dos incentivos a qualquer projecto que envolva investimentos na área da certificação da qualidade. A propósito, frisou que o Sistema de Incentivos para o Desenvolvimento Regional dos Açores (SIDER), envolve um subsistema de incentivos específicos para apoiar projectos de investimento nas áreas da qualidade e da inovação.  Especificou que, “com a reforma do SIDER, o Subsistema de Apoio à Qualidade e Inovação foi substancialmente alterado, tendo o Governo Regional alargado o seu âmbito de aplicação a todas as actividades económicas com enquadramento no FEDER, aumentando de 200 mil para 500 mil euros, o limite máximo de investimentos.” Face aos investimentos com acesso àquele programa, adiantou que o executivo decidiu incrementar em 15% a taxa de comparticipação dos projectos sob a forma de subsídio não reembolsável. Segundo declarou, “o Governo tem igualmente considerado prioritária a área da qualidade alimentar, visando reforçar a protecção da saúde, bem como a confiança dos consumidores quanto à produção e comercialização de géneros alimentares.” Recordou que, ainda, há duas semanas, o executivo lançou um novo programa direccionado para o sector alimentar, designado por “Qualidade Segura”, “possibilitando às pequenas empresas manterem os seus programas de segurança alimentar a custos muitos baixos ou quase nulos.” Salientou, por outro lado, que foi criado, no arquipélago, um sistema de apoio, de forma a garantir a prestação de assistência técnica às empresas e anunciou que para meados deste ano, o Governo Regional fará a apresentação pública do Barómetro Regional da Qualidade. Relevando o trabalho desenvolvido pelas organizações de certificação, o Director Regional de Apoio ao Investimento e à Competitividade asseverou que são as empresas que devem assumir o papel principal no desenvolvimento da Região Autónoma.  No encontro, que classificou de inegável interesse, podendo contribuir para melhorar os níveis de produtividade nas organizações, Arnaldo Machado garantiu que o Governo Regional tem procurado criar um ambiente estimulante da eficiência empresarial, atenuando os impactos negativos de uma actual conjuntura económica adversa e fomentando a competitividade das empresas regionais.

Número de desempregados registados ultrapassa os 11 mil

 

trabaO número de desempregados registados nos Açores aumentou apenas 1,8% de Fevereiro para Março, mas ultrapassou pela primeira vez a barreira dos 11 mil, o que é mais um marco histórico. Em Março, estavam inscritos 11.035 açorianos nos Centros de emprego, o que representa um aumento de 52% em relação a igual mÊs do ano passado.
O número de ofertas aumentou 48% em relação ao mês anterior, mas ficou-se apenas pelos 43. Este é um valor extremamente baixo, representando apenas 0,46% do total de ofertas nacionais, mas parece uma característica dos centros de emprego regionais. Refira-se que no mês de Março os Centros de Emprego apenas conseguiram colocar 17 açorianos a trabalhar, o que representa uma quebra de -41% em relação ao mês anterior.
No mês de Março inscreveram-se 1.411 desempregados nos centros de emprego.

Segunda

2_2012-01-19

Depósitos de emigrantes com forte quebra em 2011

 

dinheiroOs bancos com presença nos Açores já tinham um baixíssimo volume de depósitos de emigrantes, que representava apenas 3,25% do total nacional, apesar do enorme peso de açorianos que residem no estrangeiro. Mas no último trimestre, cerca de 126 milhões de euros foram retirados, baixando os depósitos de emigrantes para apenas 1,63%.
Esse dinheiro foi retirado integralmente das contas de offshore, que tinham 129 milhões e que agora, segundo o Banco de Portugal, nada têm.
Aconteceu um fenómeno semelhante na Madeira, com uma diminuição de 675 milhões de euros, passando os depósitos dos emigrantes madeirenses de 31,9% para 24,3% do total nacional.
Neste momento, os emigrantes açorianos têm apenas 116 milhões de euros nos bancos com presença nos Açores.
Esse montante representa cerca de 4% do total de 218 mil milhões de euros de depósitos que a Região tem neste momento. O total de depósitos existente nos Açores representa neste momento 1,33%, e apesar de ter aumentado cerca de 2,7% em relação ao ano passado (valores de fim de Dezembro), na realidade baixou o seu peso relativo. É que a nível nacional o aumento foi de 5%.
O facto é que a Região tem uma cobertura dos empréstimos pelos depósitos muito inferior à nacional. Nos Açores, onde o montante de empréstimos a empresas e famílias é de 4.729 milhões de euros, os depósitos representam 61,3%, enquanto que no país o seu peso é de 85,9%.
É uma diferença significativa que sugere mesmo um certo desequilíbrio.