Reitor da Universidade dos Açores pode ser chamado à Assembleia da República

Jorge MedeirosO Bloco de Esquerda (BE) anunciou ontem ter pedido a audição, na Assembleia da República, do reitor da Universidade dos Açores (UAç), tendo em conta a situação de “colapso” da academia açoriana.
“A Universidade dos Açores encontra-se em situação de colapso. Neste momento, não consegue garantir o pagamento de despesas correntes essenciais e assiste-se a falhas generalizadas: falta de material para aulas práticas e laboratórios e de consumíveis como toner para as impressoras ou papel higiénico, redução de vigilantes e falhas na manutenção de equipamentos, incluindo revisão de extintores e elevadores”, refere o requerimento assinado pelo deputado Luís Fazenda.
Segundo a agência Lusa, o BE alertou que “está em causa a capacidade de funcionamento da instituição, bem como a segurança de toda a comunidade escolar”.
Além do pedido de audição do reitor, o BE enviou também perguntas ao Governo da República relacionadas com “a grave situação por que passa a Universidade dos Açores”.
O BE refere que “os governos nacional e regional conhecem a situação mas nada têm feito” e que “a falência da instituição é iminente”, prevendo-se mesmo que, “ainda este verão, a universidade deixe de conseguir pagar as contribuições para a Caixa Geral de Aposentações. E no início do ano lectivo é provável que não consiga sequer pagar salários”.
O BE quer que Nuno Crato esclareça “se o Governo pretende reduzir a oferta de cursos da UAç, apesar de esta ser a única instituição que garante o acesso a estudos superiores no arquipélago; se pretende obrigar a academia a reduzir, mais uma vez, o número de professores e bolseiros; e quais são as perdas calculadas dos programas de investigação abandonados devido aos cortes nas transferências do orçamento de estado para a UAç, que garantiam receitas necessárias ao funcionamento da instituição”.
Recentemente a coordenadora nacional do Bloco de Esquerda Catarina Martins, que esteve de visita a São Miguel, alertou para a situação “limite” daquela universidade devido aos cortes do Orçamento de Estado.
“O que nós ficámos a saber nesta reunião é que durante os meses de verão a universidade já não será capaz de pagar as suas obrigações à Caixa Geral de Aposentações e, no início do próximo semestre, está mesmo em causa a capacidade da universidade pagar os salários. Isto significa que, se nada for feito, os Açores vão perder a sua Universidade. Isso é retroceder mais de um século, é retroceder mais do que ao tempo em que não havia universidade”, salientou, na altura, após um encontro com a reitoria da Universidade dos Açores, em Ponta Delgada.

Embaixador chinês destaca “potencial turístico” dos Açores e defende parcerias com a região

vasco com embaixador chinesO Embaixador da China em Portugal, Huang Songfu, destacou sábado o potencial dos Açores, em termos turísticos, defendendo parcerias com a região.
“Quero trabalhar junto com o presidente da Região Autónoma dos Açores para promover a nossa cooperação no turismo”, salientou, em declarações aos jornalistas, no final de uma reunião com o presidente do executivo açoriano, Vasco Cordeiro, em Ponta Delgada.
Segundo a agência Lusa, o embaixador realçou que ainda “poucos chineses” chegam aos Açores, quando só no ano passado viajaram para o exterior cerca de 72 milhões de chineses.
Nesse sentido, defendeu uma maior promoção do destino turístico, salientando a beleza natural do arquipélago, nomeadamente das Sete Cidades, que teve oportunidade de visitar.
“Esta beleza natural merece que mais chineses cheguem aqui”, frisou, acrescentando que o arquipélago “é um dos lugares mais lindos do mundo”.
Huang Songfu destacou também o potencial de cooperação entre a China e os Açores na investigação científica.
“As universidades e os institutos de pesquisa estão a manter contactos directos para promover a nossa cooperação na ciência e tecnologia”, frisou, assegurando que há “interesse dos dois lados”.
Por sua vez, o presidente do executivo açoriano considerou que o contacto com o embaixador foi “muito útil e muito importante para os Açores”.
Segundo Vasco Cordeiro foi abordado o interesse da China em parcerias com a Universidade dos Açores, por exemplo, no que diz respeito aos assuntos do mar, mas também a possibilidade de aproveitamento do potencial dos Açores na área das indústrias de lacticínios, através da exportação de produtos para a China.
O presidente do Governo Regional salientou o “interesse” da região em analisar uma parceria com a China para a promoção turística dos Açores, lembrando que o produto turístico que o arquipélago tem para oferecer “corresponde muito àquilo que o turista chinês procura”.
Vasco Cordeiro disse que não foi abordada a participação da China em empresas públicas açorianas, alegando que “não há nenhuma decisão nova sobre estas matérias”.

Governo pretende investir mais de 620M€ na construção civil

construção civilO Secretário Regional do Turismo e Transportes, Vítor Fraga, anunciou ontem que o Governo Regional pretende investir mais de 620 milhões de euros nos próximos anos na construção civil, designadamente na construção, reabilitação e manutenção.
“Pretende-se que, por esta via, as empresas do sector possam conhecer previamente este calendário e organizar a sua actividade a médio prazo, tendo em conta as obras que o Governo dos Açores planeia lançar no decorrer desta legislatura”, declarou Vítor Fraga, citado num comunicado do Governo Regional, ao apresentar a Carta das Obras Públicas, no Conselho Regional de Obras Públicas.
Segundo a agência Lusa, o governante dos Açores anunciou que o executivo decidiu antecipar para o segundo semestre de 2013 o lançamento de concursos públicos num montante superior a 84 milhões de euros para intervenções em todas as ilhas.
“Posso anunciar que a Carta Regional das Obras Públicas reserva mais de 135 milhões de euros para a reabilitação ou requalificação. Este montante deve ser analisado como uma base de partida para a área da reabilitação, visto que outros mecanismos financeiros surgirão, conforme está definido na Agenda Açoriana para o Emprego e Competitividade Empresarial”, declarou.
Vítor Fraga especificou que por esta via se “reforça as condições” para que os empresários possam consolidar três aspectos que considera essenciais para a sua actividade.
O Secretário Regional  aludia à “previsibilidade”, ao “correcto dimensionamento” das empresas e ao “incentivo à formação de parcerias” e associação entre empresas regionais para concorrerem a obras de maior dimensão.
“Esta Carta que apresentamos integra-se, pois, no desenvolvimento de uma estratégia de esperança e de confiança para agarrar de frente e ajudar a construção civil a ultrapassar os desafios do presente”, defendeu.
O titular das pastas do Turismo e dos Transportes reiterou que a região assistiu nas últimas décadas a um “nível bastante significativo” de obras públicas, aproveitando o financiamento disponibilizado pelos fundos comunitários.
“Foi assim um importante ciclo de infra-estruturação das nossas ilhas, que criou as condições necessárias para o progresso e desenvolvimento e, consequentemente, para o bem-estar dos açorianos. Agora é tempo de evoluirmos para uma nova fase, lançando mão de todas as capacidades que as nossas empresas de construção civil dispõem, para encetarmos novos processos nesta área”, preconizou Vítor Fraga.
O governante açoriano referiu que o desafio é “encontrar novos caminhos para a sustentabilidade” do sector da construção civil que devem, simultaneamente, ser “geradores de emprego e de riqueza” e responder às “necessidades reais” de infra-estruturas das ilhas.

Número de famílias insolventes aumenta nos Açores

ponta delgada1Nos Açores, as insolvências das famílias continuam a disparar, registando-se uma subida de 105% no primeiro semestre do ano, comparada com o período homólogo do ano anterior.
Segundo a Antena 1 Açores, a situação só foi ultrapassada pelo distrito de Bragança onde as insolvências das famílias atingiram 280%. Em todo o país, entre Janeiro e Junho deste ano, 6.820 pessoas foram declaradas falidas, o que significa um acréscimo de 9,7%. Ainda assim, esse crescimento foi muito menos acentuado do que em anos anteriores.
Os dados foram cedidos ao jornal Público pelo Instituto Informador Comercial – uma consultora de gestão de crédito, e mostram que, ao contrário das famílias, há menos empresas a declararem falência. Em todo o país, os tribunais declararam 3.112 negócios falidos entre Janeiro e Junho, o que representou uma redução de 8.6% face a 2012.
No entanto, o ritmo global das insolvências cresceu 3.2% fruto das dificuldades das famílias. Nos Açores, no mesmo período, os tribunais declararam um total de 147 insolvências, a maior parte das famílias, o que originou um crescimento global de 86%.

Investigadores temem que observação de cetáceos nos Açores possa afectar negativamente a sua população

walewatchingUma  equipa de investigadores da Universidade dos Açores e do CIIMAR –Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental, apoiados pelo internacionalmente premiado fotógrafo subaquático Nuno Sá, lançaram uma campanha de financiamento colectivo (crowdfunding) para avaliação do impacto das actividades de observação de cetáceos nas suas populações e optimização desta actividade na região.
Sendo uma actividade de crescente importância económica nos Açores, e podendo constituir um incentivo importante para a conservação dos cetáceos, desconhece-se em boa medida o efeito da observação de cetáceos enquanto actividade turística na distribuição e dinâmica das suas populações. Assim, é vital avaliar este efeito para retirar ilações de gestão e de conservação e para evitar que uma actividade que deve ter um balanço económica e ambientalmente favorável possa vir a afectar negativamente as populações de que depende.
Os promotores da campanha estabeleceram como valor-objectivo 12.500 dólares e oferecem uma variedade de recompensas às pessoas que apoiarem este projecto, incluindo fotografias digitais, calendários e impressões fotográficas de qualidade de autoria do fotógrafo Nuno Sá, entre outras ofertas.
A campanha está a decorrer até ao próximo dia 19 de Julho de 2013 e enquadra-se na iniciativa internacional de crowdfunding ambiental Naturfunding, que resulta de uma parceria estabelecida entre o portal Naturlink.pt e a plataforma internacional de crowdfunding Indiegogo.com.