Exposição “noterreno.açores” patente até 22 de Julho no Pavilhão do Conhecimento em Lisboa

pavilhaoA exposição fotográfica “noterreno.açores” foi inaugurada ontem no átrio do Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, no âmbito do seminário “Educação para o Risco”, promovido pelo Centro Nacional de Educação (CNE).
Patente até 22 de Julho, este trabalho resulta do projecto “Cidadania e sustentabilidades para o século XXI. Caminhos para uma comunidade sustentável nos Açores”, uma iniciativa desencadeada e co-financiada pela FLAD, que tem como principal objectivo desenvolver competências de intervenção e proporcionar um maior conhecimento da biodiversidade da região. O projecto foi planificado, em diálogo com as entidades regionais, pelos professores Ana Maria Bettencourt e Manuel Gomes, do CNE.
O projecto, criado em 2010, surgiu da necessidade de educar para a compreensão dos riscos de degradação da natureza e do património, e para a intervenção cívica nesta área, conta actualmente com cerca de 30 entidades parceiras, entre o CNE, a FLAD, o Governo Regional dos Açores (através de diversas secretarias regionais), municípios e escolas secundárias das ilhas de São Miguel, Terceira, Faial e Pico.
Segundo Ana Maria Bettencourt, coordenadora do projecto e presidente do CNE, este é “um projecto de educação para a cidadania e para a intervenção, que ajuda a construir novos olhares sobre a região, e a promover um maior conhecimento sobre locais mais longínquos e de difícil acesso, que através da fotografia se tornam mais próximas de todos nós”.
Composta por mais de 60 fotografias, na sua maioria da autoria de professores e alunos, a exposição “noterreno.açores” é uma demonstração dos resultados obtidos através do projecto, que por sua vez proporcionou um trabalho de campo e a formação em fotografia, considerados elementos fundamentais através dos quais os alunos aprendem a conhecer e a valorizar a biodiversidade. Para além disso, permitiu-lhes desenvolver ainda a capacidade de intervir nas Assembleias Municipais ou nos organismos de gestão do ambiente, onde propõem soluções para os problemas identificados em campo.

Sobre o projecto

O projecto promovido pelo CNE é co-financiado pela FLAD e apoiado pela Agência Ciência Viva, envolve 110 professores, cerca de 450 alunos de 9 escolas do ensino básico e secundário, 15 formadores – do CNE, da Universidade dos Açores, da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, de ONG e professores acreditados como formadores–, 3 consultores e 30 parceiros, que incluem instituições governamentais e não-governamentais de âmbito nacional e regional–Administração Central e Regional, Câmaras Municipais, Universidade dos Açores, Geoparque Açores, Centros de Formação de professores e ONG.

Colecta de impostos baixa 24 milhões de Janeiro a Maio

sinteseOs impostos directos registaram de janeiro a Maio uma diminuição de 6,3% nos Açores. O total ficou-se pelos 62,9 milhões de euros, quando em 2011 tinha sido de 67,1 milhões.
O IRC revelou a maior queda, atingindo -26,2%, ficando-se pelos 12,7 milhões de euros, contra os 17,2 do ano passado.
Ao nível dos impostos indirectos, a queda foi de 16,6%, ficando-se pelos 100,9 milhões de euros, quando no ano passado tinha atingido os 121 milhões. O IVA revelou uma quebra de 12,5%, ficando-se pelos 66,7 milhões de euros, contra 76,2 do ano passado.
De notar igualmente uma descida acentuada nas Contribuições para a SegurançaSocial, Caixa Geral de Aposentações e ADSE, que atingiu os -16,7% - embora seja um valor de apenas 1,5 milhões de euros.
Entre impostos directos e indirectos, a quebra foi de 24,3 milhões de euros até Maio.
Os dados constam da Síntese da Execução Orçamental.

Açores receberam este ano 81 navios de cruzeiro

Ocruzeiross Açores receberam durante o primeiro semestre deste ano 81 navios de cruzeiro, mais 18 do que em igual período de 2011, que transportaram 58 mil turistas, anunciou ontem Filipe Macedo, da empresa Portos dos Açores.
“Temos registado um número cada vez maior de escalas nos portos dos Açores, tornando a região num destino turístico e não apenas num local de passagem”, afirmou, acrescentando que “todas as ilhas têm registado um crescimento genérico de escalas de navios”.
Segundo a agência Lusa, Filipe Macedo, que falava numa conferência de imprensa em Ponta Delgada, especificou que esta cidade recebeu 39 escalas nos primeiros seis meses deste ano, seguindo-se a Horta com 13 escalas.
A ilha Terceira, com oito, e o Pico e a Graciosa, cada uma com cinco escalas, também foram referidas no balanço do primeiro semestre, que indica que os navios de cruzeiro trouxeram aos Açores 23.755 turistas do Reino Unido e 23.548 dos EUA.
A predominância destes turistas justifica-se porque “as escalas nos portos dos Açores resultam de itinerários entre os EUA e a Europa e entre as ilhas britânicas e as Caraíbas”.
Filipe Macedo revelou ainda que o impacto económico destes turistas na região durante o primeiro semestre deste ano representou 1,7 milhões de euros, frisando que, “em média, cada turista de cruzeiro gasta 30 euros por escala”.
“Em 2010 o impacto económico no primeiro semestre foi de 1,1 milhões de euros, em 2011 subiu para 1,6 milhões e este ano estimamos em 1,7 milhões de euros”, frisou, apontando a tendência crescente que se verifica.
Para o segundo trimestre do ano estão agendadas 49 escalas de navios de cruzeiros nos Açores, com cerca de 52.500 passageiros, o que, caso se concretize, significa um “recorde absoluto”, já que permitirá terminar o ano com 130 escalas e cerca de 110 mil turistas.
“Será a primeira vez que ultrapassamos a barreira das 100 escalas, o que nos permite perspectivar a manutenção destes excelentes números em 2013”, afirmou Filipe Macedo, acrescentando que o segundo semestre de 2012 ficará também marcado pela inauguração do novo Terminal Marítimo da Horta.
Por seu lado, Miguel Cymbron, Director Regional do Turismo, considerou que os resultados do primeiro semestre deste ano resultam da estratégia que tem sido desenvolvida para captar mais turistas e da “capacidade de fidelizar os mercados”.
Nesse sentido, recordou que a aposta nos cruzeiros temáticos, destinados a um segmento médio/alto, tem vindo “a crescer e a solidificar-se”, destacando o grande impacto destes programas já que são realizados em navios com capacidade para escalar as ilhas mais pequenas.
“Os turistas dos cruzeiros temáticos gastam, em média, 120 euros por dia, ou seja, quatro vezes mais do que os turistas de cruzeiros normais”, frisou Miguel Cymbron.

“Quem deve ao Serviço Regional de Saúde é o Ministério Público”, denuncia Carlos César

cesar-jornalistas1O presidente do Governo Regional, Carlos César, reafirmou domingo à noite que o Serviço Regional de Saúde não tem dívidas ao Serviço Nacional de Saúde, desafiando os partidos políticos na região a tomar posição sobre este assunto.
“É importante perceber se os partidos acham que um doente açoriano que necessita de fazer um tratamento em Lisboa por ter cancro, quando chega a Lisboa deixa de ser português e fica lá como se fosse estrangeiro e, por isso, temos que pagar”, afirmou Carlos César, em declarações aos jornalistas na Ribeira Grande.
Segundo a agência Lusa, para Carlos César, também é necessário que se esclareça se “os açorianos que residem em Lisboa, só por terem nascido nos Açores, viram estrangeiros” e o Governo Regional tem que pagar sempre que eles recorrem ao Serviço Nacional de Saúde.
O presidente do Governo Regional frisou que “um açoriano quando chega a Lisboa não vira estrangeiro”, defendendo que o Serviço Regional de Saúde não tem dívida com o Serviço Nacional de Saúde relativamente aos tratamentos feitos a naturais da região nas unidades de saúde do continente.
“Dívida por dívida, em boa verdade, quem deve ao Serviço Regional de Saúde é o Ministério Público, os tribunais, as forças de segurança, a ADSE, as Forças Armadas”, salientou.
Segundo o presidente do executivo regional, a dívida global aos hospitais dos Açores ascende a cerca de 40 milhões de euros.
“Nunca reclamamos isso porque entendemos que o país está em dificuldades e vamos gerindo como podemos o nosso Serviço Regional de Saúde. Essa é dívida, agora a nossa dívida ao Serviço Nacional de Saúde não é, a não ser que o Serviço Nacional de Saúde seja de um país estrangeiro e não é isso que acontece”, afirmou Carlos César.

Serviço Regional de Saúde emitiu 18 vales de saúde em 2011

hospitalO Serviço Regional de Saúde (SRS) dos Açores emitiu 18 vales de saúde em 2011 para a realização de cirurgias em unidades privadas, dos quais sete não foram aceites pelos utentes, com argumentos diversos.
Os dados constam de um relatório do Governo Regional sobre o primeiro ano de execução do vale de saúde, uma medida aprovada pela Assembleia Legislativa dos Açores com o objectivo de “contribuir para a redução das listas de espera em cirurgia de forma especialmente rápida e focada”.
Neste documento, entregue pelo executivo ao parlamento regional, são referidas várias causas para a rejeição do vale de saúde, entre as quais a “indisponibilidade [do utente] para efectuar” a intervenção na data proposta.
O facto de o médico que iria realizar a cirurgia não ser o mesmo que acompanharia o doente foi outra das razões alegadas.
Em 2011, o SRS emitiu nove vales de saúde para cirurgias em Ortopedia, quatro em Oftalmologia e cinco em Urologia.
As 11 intervenções realizadas ao abrigo desta medida representaram um investimento de cerca de 50 mil euros, atingindo um valor médio mais elevado (6.247 euros) na especialidade de Ortopedia.
Para o primeiro ano de aplicação do vale de saúde, o Governo Regional tinha prevista a possibilidade de financiar 54 cirurgias em Ortopedia, 19 em Oftalmologia e 13 em Urologia.
A criação do vale de saúde foi aprovada pela Assembleia Legislativa dos Açores em novembro de 2009, por proposta do CDS-PP, tendo a regulamentamentação necessária à sua aplicação sido publicada em agosto de 2010.
A implementação desta medida visa dar uma resposta “mais célere e eficaz àqueles casos que estão há demasiado tempo em lista de espera para cirurgia nos hospitais regionais”, refere o relatório sobre o primeiro ano de execução do vale de saúde.