Professores dos Açores em greve

alunosOs professores afectos ao Sindicato Democrático dos Professores dos Açores (SDPA) estão hoje em greve, que decorrerá até depois de amanhã.

Professores e educadores de infância do ensino público, mas também do ensino particular, cooperativo e solidário dos Açores estão convocados para esta paralisação hoje, amanhã e depois, “face à total indisponibilidade do Governo Regional dos Açores em abrir um espaço de diálogo e de concertação com este Sindicato, tendo em vista a resolução dos problemas da classe docente da Região, que motivaram a convocação da mesma – e dos quais foi feita ampla divulgação, tanto por via do aviso prévio da greve como pelos documentos de divulgação da mesma”, adianta o SDPA.

A greve é justificada pelo Sindicato com o facto de o mês de Janeiro de 2018 marcar o início do período em que os professores e educadores de infância “vão começar a sofrer os prejuízos decorrentes da implementação de uma carreira que passa a ter a duração de 44 anos, e que se traduzirá na perda, a cada mês que passar, de elevados montantes remuneratórios que, por direito, lhes pertencem”.

Relativamente à questão da data do agendamento da greve, o Sindicato Democrático dos Professores dos Açores expressa “um veemente repúdio” relativamente às declarações do Secretário Regional da Educação e Cultura, proferidas no dia de 28 de Dezembro de 2017 – em apreciação à greve convocada por este Sindicato para os primeiros dias do mês de Janeiro de 2018, por serem, no entender do sindicato, “afirmações ofensivas para a classe docente da Região, que não tiveram outro desiderato senão o de denegrir a imagem dos professores e educadores de infância que servem o sistema educativo regional dos Açores”. 

Quanto à questão da oportunidade do agendamento e da realização de reuniões com o Governo Regional dos Açores, entende o Sindicato Democrático dos Professores dos Açores que o que está em causa “é a premência em abrir um processo de negociação colectiva – que terá necessariamente, mais cedo ou mais tarde, que ocorrer –, tendo por propósito a resolução dos problemas dos professores e educadores de infância que servem o sistema educativo regional dos Açores, e que no devido tempo foram já expostos por este Sindicato, em diversas reuniões ocorridas”.

“Aliás, a inevitabilidade em termos enveredado pela forma de contestação mais gravosa de todas para os trabalhadores docentes – a greve – é da inteira responsabilidade do Governo Regional dos Açores”, conclui o SDPA.

 

Avelino Meneses diz que greve é “prolongamento das férias”

 

O Secretário Regional da Educação e Cultura considerou que o Sindicato Democrático dos Professores dos Açores confundiu uma greve com um “prolongamento de férias”. 

“A greve não tem discussão, é um direito inalienável de todos os trabalhadores. Agora, de 3 a 5 de Janeiro, confundir uma greve quase como um prolongamento de férias creio que não dignifica muito o sindicalismo dito democrático que se reclama da concertação, da ética e da inovação”, declarou Avelino Meneses.

O titular da pasta da Educação adiantou que está disponível para o diálogo “com todos” e sempre respondeu da mesma forma aos pedidos de audiência dos sindicatos.

Avelino Meneses reuniu, entretanto, com o outro sindicato dos professores, o SPRA, tendo afirmado que já em 1 de Janeiro de 2018, com o descongelamento, existem cerca de dois mil docentes na Região que “vão progredir nas suas carreiras”.

O governante recordou, por outro lado, que a 21 de Novembro, o Presidente do Governo dos Açores garantiu que “assume totalmente e sem reservas a solução que for consagrada a nível nacional” em relação ao descongelamento da carreira.

“Também assume totalmente e sem reservas o compromisso de aplicar na região a contagem de tempo de serviço que for definida a nível nacional”, assegurou Vasco Cordeiro, explicando que no continente há nove anos para recuperar, enquanto a nível da Região são sete anos.

António Lucas, do SPRA, também em declarações prestadas após a reunião de com Avelino Meneses, disse que, na sequência de uma proposta do SDPA, aceite pelo Secretário Regional, em termos de progressão de carreira, “todos os docentes que progredirem ao longo de 2018 vão beneficiar de uma avaliação administrativa, ou seja, a prorrogação dos efeitos da avaliação feita até 2016”.

Faleceu a jovem surfista açoriana Tânia Oliveira

tania oliveira

A surfista açoriana, Tânia Oliveira, faleceu anteontem, aos vinte anos, em Ponta Delgada, fruto de uma circunstância que envolveu a inalação de monóxido de carbono.

Conforme se pode ler no site surftotal.com, “Tânia Oliveira era uma miúda alegre, de bem com a vida e muito talentosa no surf”.

Treinada por Sérgio Marcos Aparício, era também uma competidora regular que terminou em 20.º lugar na Liga MEO Surf 2017. 

Além disso, foi atleta de alta competição de ginástica aeróbica durante muitos anos e vice-campeã nacional de surf sub-18 em 2015. A nível regional, nos Açores, venceu tudo o que havia para vencer e foi campeã invicta em todas as categorias que disputou. 

Em 2016, recebeu ainda um “wildcard” para participar no Azores Airlines Pro, evento de graduação 1500 da Qualifying Series que se realizou na Ribeira Grande, tendo assim a oportunidade de representar o surf feminino açoriano ao mais alto nível. 

“Este é um momento muito triste, verdadeiramente inesperado, de uma perda inestimável, mas connosco ficam as memórias da sua passagem por este mundo que, embora fugaz, não serão seguramente esquecidas”, escreve o site surftotal.com.

 

(Foto: Miguel Rezendes)

Avaliação bancária: Açores registaram a maior subida

ponta delgada1O valor médio de avaliação bancária no país subiu para 1 144 euros por metro quadrado (euros/m2) em Novembro, 3 euros superior ao observado em Outubro. 

Este valor representa um aumento de 0,3% em relação ao registado no mês precedente e de 4,9% face ao mesmo mês do ano anterior.

Em Novembro, o valor médio de avaliação bancária, realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação, subiu para 1 144 euros/m2, aproximando-se do valor máximo da actual série observado em Abril de 2011 (1 156 euros/m2).

Em relação a Outubro, o valor médio de avaliação aumentou dois euros em Novembro, tanto para apartamentos como para moradias, atingindo, respectivamente, 1 194 euros/m2 e 1 064 euros/m2. 

 

Subida de 1,9% nos Açores

 

A nível regional, as maiores subidas para o conjunto da habitação registaram-se na Região Autónoma dos Açores (1,9%) e no Centro (0,9%). 

As únicas descidas verificaram-se no Alentejo (-0,7%) e no Algarve (-0,2%).

Em comparação com o período homólogo, as avaliações bancárias de apartamentos e de moradias aumentaram 5,0% e 4,9%, respectivamente.

A maior taxa de variação homóloga para o conjunto das avaliações verificou-se no Algarve (7,7%). 

A Região Autónoma dos Açores apresentou a menor taxa de crescimento do valor da avaliação por metro quadrado (2,4%).

 No mês em análise, o valor médio de avaliação bancária de apartamentos foi 1 194 euros/m2. 

O valor mais elevado foi observado no Algarve (1 445 euros/m2) e o mais baixo no Alentejo (964 euros/m2). 

Em relação a Outubro, a Região Autónoma dos Açores apresentou a taxa de variação mais elevada (4,0%). 

O Norte e o Alentejo foram as únicas que registaram descida do valor (-0,3% e -0,1% respectivamente) face ao mês precedente.

Em termos homólogos, a Região Autónoma dos Açores registou o crescimento mais expressivo (12,3%) e o Alentejo a taxa de variação mais reduzida (1,3%).

 O valor médio da avaliação para apartamentos T2 situou-se em 1 197 euros/m2, menos dois euros que no mês anterior. 

Para os apartamentos T3, outra das tipologias mais avaliadas, observou-se uma subida de oito euros, tendo o valor médio subido para os 1 128 euros/m2. 

Em Outubro, o valor médio de avaliação bancária das moradias foi 1 064 euros/m2. 

O valor mais elevado observou-se no Algarve (1 453 euros/m2) e o mais baixo no Centro (927 euros/m2). 

 

Maior subida nos Açores nos apartamentos

 

Em relação a Outubro, a Região Autónoma dos Açores apresentou a maior taxa de variação no valor por metro quadrado (1,0%) e o Algarve a menor (-2,3%). 

Com a excepção dos Açores (0,0%), todas as outras regiões observaram aumentos homólogos no valor médio das avaliações de moradias.

Quando comparado com outubro, o valor da tipologia T3 aumentou sete euros para 1 049 euros/m2. 

A moradia tipo T4 apresentou uma descida de sete euros para 1 065 euros/m2.

De acordo com o Índice do valor médio de avaliação bancária, em Outubro, o Algarve, a Área Metropolitana de Lisboa, a Região Autónoma da Madeira e o Alentejo Litoral apresentaram valores de avaliação superiores à média nacional. 

Os valores no Algarve e na Área Metropolitana de Lisboa foram, respectivamente, 26% e 21% superiores ao registado para o País. A região das Beiras e Serra da Estrela foi aquela que apresentou o valor mais baixo em relação à média nacional (-29%).

Entrada de mercadorias por via marítima é cinco vezes mais do que a exportada

porto4A entrada de mercadorias (em toneladas) na Região Autónoma dos Açores, em 2016, correspondeu aproximadamente a cinco vezes o volume exportado, sendo o Coque e produtos petrolíferos refinados, os Produtos alimentares, bebidas e tabaco e Produtos da agricultura, da produção animal, da caça e da silvicultura; peixe e outros produtos da pesca responsáveis por 67,9% das entradas de mercadoria em 2016, anunciou ontem o SREA, que pela primeira vez publica estatísticas sobre o transporte de mercadorias por via marítima entre os Açores e o exterior.

Relativamente às saídas de mercadoria, os Produtos alimentares, bebidas e tabaco e Matérias-primas secundárias; resíduos municipais e outros resíduos são responsáveis por 80,3% da saída de mercadorias da Região Autónoma dos Açores em 2016.

 

Análise dos Primeiros Nove Meses de 2017

 

Nos primeiros nove meses de 2017, a entrada de mercadorias na R.A.A foi superior em 4,8 % ao período homólogo de 2016, subida justificada principalmente pelas mercadorias da categoria 19 (NST) onde está incluído todo o tipo de mercadorias. 

Relativamente à saída de mercadorias por via marítima da região, nesse período, o volume transportado diminuiu em 2,1 % face ao período homólogo de 2016. 

Nos dados da entrada de mercadorias da Região Autónoma dos Açores existe uma fracção muito significativa de mercadoria não identificável, 16,7 %, situação a melhorar no futuro, tendo em conta um melhor preenchimento das declarações de transporte.

Novo surto de DHV atinge coelho-bravo em São Miguel e leva à proibição de caça

Coelho Bravo

A partir de hoje, 29 de Dezembro, é proibido caçar em toda a ilha de São Miguel, anunciou ontem em comunicado a Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, através da Direcção Regional dos Recursos Florestais.

Em causa está um novo surto da nova variante da Doença Hemorrágica Viral (DHV) que está a afectar a população de coelho-bravo.

 A partir de hoje, fica igualmente proibido libertar cães de caça em qualquer tipo de terreno onde exista ou ocorra fauna cinegética, informou ainda o executivo.

A decisão de interditar a caça e a circulação de cães de caça visa “minimizar a disseminação da doença, até que seja determinado o fim do surto e os seus efeitos na população do coelho bravo local (Oryctolagus cuniculus L.) sejam devidamente avaliados”.

O vírus transmite-se por contacto directo entre coelhos doentes, contacto com material orgânico proveniente de coelhos doentes ou através de vectores vivos e de objectos contaminados, podendo os caçadores e os cães de caça funcionar como um meio de disseminação da doença.

Na mesma nota, a Secretaria Regional da Agricultura e Florestas acrescenta que a salvaguarda das culturas agrícolas, em situações pontuais e localizadas, será sempre possível com o recurso à correcção da densidade populacional do coelho-bravo.

No final de Novembro decorreu na ilha de São Miguel uma nova recolha de amostras de coelho-bravo para dar continuidade ao estudo sobre a evolução da Doença Hemorrágica Viral (DHV2) nos Açores, implementada pela Direcção Regional dos Recursos Florestais, com a colaboração do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto (CIBIO-UP), que ocorre desde 2015.

A nova variante do vírus da Doença Hemorrágica Viral, identificada em França em 2010 e que em 2012/13 desencadeou um surto no continente português, com uma elevada taxa de mortalidade, chegou aos Açores em Novembro de 2014, tendo sido a Graciosa a primeira ilha a ser afectada.