Vitória de Setúbal diz que vai processar a SATA

sata a330 baleiaA Direcção do Vitória de Setúbal está a ponderar processar a empresa aérea SATA, pela forma como a equipa de andebol terá sido tratada na madrugada de Sábado, depois do seu voo para Ponta Delgada ter sido cancelado devido a um problema mecânico. 

“Vamos accionar o nosso departamento jurídico para sermos indemnizados pelo que se passou”, disse ao jornal Correio da Manhã Rui Mendes, coordenador da secção. 

Na véspera da equipa jogar com o Mariense, em jogo da 2ª divisão do campeonato, o Vitória de Setúbal viu-se forçado a ficar em terra, depois do avião em que devia seguir ter avariado - ainda chegou a levantar voo mas teve de fazer uma aterragem de emergência perto das 21h00. 

Depois, jogadores e responsáveis técnicos sadinos tiveram de passar a noite no aeroporto de Lisboa sem que a SATA arranjasse soluções para a dormida ou alimentação (apenas foram distribuídas senhas para almoço e lanche), informa o referido jornal. 

No Sábado, a SATA conseguiu lugar para a equipa para o voo das 13h00. 

“O jogo estava marcado para as 20h00, mas com a concordância da Federação e do nosso adversário, foi reagendado para as 12h00”, confirmou ao Rui Mendes. 

 

Carlos César no mesmo voo

 

Segundo ainda o Correio da Manhã, o Presidente do PS, Carlos César, seguia no mesmo voo que a equipa sadina rumo a Ponta Delgada e também teve de regressar a Lisboa. 

O antigo Presidente do Governo Regional dos Açores, contudo, conseguiu um lugar num voo às seis da manhã. 

“Não houve privilégio para qualquer passageiro. Todos foram alocados nos voos seguintes mediante a disponibilidade de lugares”, disse ao Correio da Manhã fonte da empresa área.

Emigrantes açorianos na corrida eleitoral às municipais de Ontário

bandeira canadá(TORONTO, CANADÁ, EXCLUSIVO PARA “DIÁRIO DOS AÇORES”) - Cinco luso-canadianos, alguns naturais dos Açores, estão a concorrer às eleições municipais de Ontário, no Canadá, cuja votação decorreu ontem.

Frank Monteiro concorre por Cambridge; Martin Medeiros e Joe Pimentel por Brampton e Ana Bailão e Michael Barcelos por Toronto. 

Frank Monteiro está a concorrer a um terceiro mandato em Cambridge, onde quase 1/3 da população é descendente de portugueses. 

Frank nasceu em Santa Maria, nos Açores e veio para Cambridge com apenas 14 anos. 

 Hoje tem 67 anos e foi agente da polícia durante mais de três décadas.  Monteiro é casado, tem dois filhos e dois netos e tem uma forte ligação à comunidade portuguesa. 

Monteiro está a concorrer a um terceiro mandato e orgulha-se de ter estado por trás da expansão da Universidade de Waterloo, da construção de um Live Theater, de uma biblioteca digital e de uma ponte pedestre. 

O candidato está preocupado com a segurança em vários aspectos. 

“Aqui em Cambridge temos proble-mas semelhantes a Toronto, mas numa escala mais pequena. Precisamos de mais polícias, o número de agentes per capita é igual ao que tínhamos em 2010 quando me reformei”, lamentou.

Ana Bailão tem 42 anos, é formada em Sociologia pela Universidade de Toronto e está a concorrer pela terceira vez ao bairro de Davenport, que este ano tem novas delimitações. 

Bailão nasceu em Vila Franca de Xira (Lisboa) e veio para o Canadá com 15 anos. 

O trabalho desta luso-canadiana fez com que chegasse à vice-presidência da Câmara Municipal de Toronto. 

Nos últimos anos tem lutado por habitação acessível e acredita “que todos têm direito a um tecto”. 

Michael Barcelos está a concorrer pela primeira vez ao bairro 10 de Spadina e Fort York. 

Michael nasceu em Toronto, mas os pais são açorianos. 

O candidato tem 45 anos, é casado e tem três filhos. 

Ao nosso jornal Barcelos garantiu que a sua experiência como funcionário da Câmara Municipal de Toronto pode fazer a diferença. 

“Trabalho no departamento dos transportes, mas também já trabalhei no estacionamento. Acredito que esta experiência é importante porque estou familiarizado com os problemas que a comunidade enfrenta todos os dias quando sai de casa para trabalhar”, assegurou. 

Joe Pimentel é filho de imigrantes e mora em Brampton há 53 anos. 

O luso-canadiano está a concorrer pela vez ao bairro 1 e 5 e diz que é preciso reduzir a taxa de desemprego jovem da cidade.

Em Brampton moram cerca de 650.000 pessoas e estima-se que na próxima década o número ultrapasse 1.000.000. 

Ao nosso jornal o candidato disse que é preciso reduzir impostos e índice de criminalidade para atrair mais indústria à cidade. 

Natural de Rabo de Peixe, São Miguel, Açores, o candidato é membro da Igreja da Nossa Senhora de Fátima, do Vasco da Gama Cultural Centre e do Carabram. 

Em declarações ao Milénio Stadium, Pimentel explicou que foram sobretudo duas razões que o motivaram a avançar com a candidatura – “continuar a dar voz à comunidade portuguesa e cana-lizar 30 anos de experiência em serviços autárquicos para servir melhor os cidadãos”. 

Martin Medeiros foi o primeiro político luso-canadiano a ser eleito em Brampton em 2014. 

A concorrer ao segundo manda-to, Medeiros quer melhorar a baixa da cidade e tornar Brampton num pólo de inovação tecnológica.

Martin fez parte da equipa que reestruturou a Câmara Municipal de Brampton, reduziu dívida e cortou 82 postos de trabalho na área da administração. 

Brampton é a segunda cidade do país que regista maior crescimento populacional, todos os dias entram mais 44 pessoas, e cerca de 60% dos habitantes trabalha fora da cidade.

 

Com Joana Leal, 

Milenio Stadium

“Hoje, a preocupação das pessoas com seus os animais é muito maior do que há seis anos”

Francisco Teves

Em plena época de crise abria, em 2012, a Clínica Veterinária de Vila Franca do Campo. Apesar do contexto inicial desfavorável, a actividade tomou um bom rumo e, nos últimos anos, só tem vindo a melhorar. É o que diz o médico veterinário e sócio-gerente do espaço, Francisco Teves, ao Diário dos Açores. Radiologia para equinos, serviço de recolha e entrega ao domicílio, ‘pet sitting’ e um hotel canino com transmissão à distância são alguns dos serviços através dos quais a clínica marca a diferença. O responsável conta como tem evoluído a mentalidade da população no que toca ao bem-estar animal, revelando ainda que o futuro do negócio passará pela expansão.

 

Diário dos Açores – Como surgiu a Clínica Veterinária de Vila Franca do Campo?

Francisco Teves (FT) – A clínica surge em 2012, fruto da ideia que tinha, desde que me formei, de ter uma actividade própria. Apesar de ter passado por outros dois locais de trabalho, sempre ambicionei ter a responsabilidade  e a mais-valia de ter a minha própria actividade. Porquê aqui em Vila Franca do Campo? Porque a dada a altura, quando já considerava abrir o meu espaço, vim morar para uma casa de família em Vila Franca e apercebi-me, depois de alguns meses, que a população solicitava-me imensos serviços, desde vacinações, a pequenas cirurgias, que muitas das vezes tinha de encaminhar para clínicas de colegas de profissão. Apercebi-me, portanto, que a realidade em Vila Franca era de alguma oportunidade. Além disso, a situação geográfica era também uma mais-valia. Apesar de ser uma zona mais rural, achei que faria sentido abrir aqui a clínica, em vez de estar em Ponta Delgada, numa concorrência mais próxima com os meus colegas.

 

Já lá vão, entretanto, seis anos de actividade. Que balanço faz desde então? Como tem evoluído a actividade?

FT – Devo dizer que, no início, foi difícil. Eu adquiri, em 2008, o lote com um edifício muito degradado, que teve de ser recuperado e todo o processo de constituição levou algum tempo a se desenvolver. Entretanto, já com o projecto montado e o lote comprado, “arrebenta” a crise – e o termo a utilizar é mesmo esse, pois foi uma espécie de bomba que nos ficou nas mãos. Cheguei a considerar vender o que já tinha adquirido, mas o que é facto é que, em termos de valor imobiliário e oportunidade de venda, não era uma boa altura e acabei por não optar pela venda. Estive mesmo muito tentado em abdicar do projecto – e ainda bem que não o fiz –, porque o contexto não era nada favorável. Todos nos lembramos de como foram aqueles anos de crise, que foi algo que a nossa geração ainda não tinha vivenciado. Era dramático ver as notícias diariamente. Portanto, abrir um negócio com zero histórico de clientes, em plena crise, altura em que os cuidados com os animais, infelizmente, não eram tidos como um bem de primeira necessidade, claro que deixou-me assustado. Fiquei muito reticente em relação ao sucesso que poderia vir a ter. 

No entanto, devo dizer que estou satisfeitíssimo com a instalação em si e com a evolução que tem tido. Começar a actividade em plena crise, acabou por resultar num balanço muito positivo. Posso dizer que estou radiante com a melhoria que temos verificado, principalmente nos últimos dois anos. A verdade é que, actualmente, não cingimos a nossa actividade apenas a Vila Franca do Campo, pois já temos clientes da ilha toda. Numa primeira fase, esse plano que tínhamos de actuar por toda a ilha não foi possível, mas nos últimos três anos já foi. Aliás, nos últimos tempos, temos andado quase sobrecarregados pelas distâncias que temos que percorrer. Em termos de viaturas, por exemplo, já adquirimos mais duas este ano para fazer face às deslocações.

 

Prestam, portanto, serviços ao domicílio?

FT – Sim. Quando os donos não conseguem se deslocar à clínica, temos o serviço de recolha e entrega no domicílio. As razões são várias: ora porque a pessoa tem uma limitação física ou clínica e não pode vir à clínica, ora porque, devido ao trabalho, não tem horários compatíveis com os nossos, ou por não terem forma de transportar o animal, se for de maior porte. Damos esta facilidade, face à dificuldade do cliente, e tem sido um serviço muito utilizado.

 

clínica3

De que equipamentos dispõe a clínica, que a diferencie de outras em São Miguel?

PT - Desde que abrimos que dispomos de um serviço exclusivo, que é a radiologia nos equinos. Somos a única clínica que faz radiologias a cavalos, pois é uma área muito específica e são poucos os veterinários que trabalham nesta realidade. Isto permitiu-nos ter alguma diferenciação, que sempre foi a nossa principal ideia. Fazemos também ecografias, electrocardiografias. Temos as máquinas de análises clínicas – hemogramas e bioquímicas. Ou seja, sempre tivemos uma série de equipamentos que nos permitiu diferenciar de outros serviços que já estavam há mais tempo instalados na ilha.

 

clínica VFCTêm também o serviço de hotel canino, com a especificidade de os donos poderem observar os seus animais à distância. Fale um pouco desta iniciativa…

PT – No início, no projecto que fizemos para a clínica, enquadrado num anterior quadro comunitário do Empreende Jovem, tínhamos que apresentar valências empreendedoras e diferenciadoras. Uma das valências que apresentamos foi então o hotel canino, em que cada canil dispõe de uma câmara ligada ao nosso site e, através da atribuição de um ‘username’ e ‘password’, os donos conseguem aceder ao canil e observar o seu animal à distância, seja dia ou noite, pois a câmara tem visão nocturna. Quem adere ao nosso hotel canino é um cliente específico, que valoriza esta visualização e esta inspecção do seu animal à distância. Desde que os donos consigam estar ligados à ‘net’, em qualquer ponto do mundo podem ver o seu cão. E vêem o melhor e o pior... Vêem se está mais angustiado ou mais activo, se está mais alegre ou mais triste. É engraçado perceber que este serviço conseguiu dar aos donos uma percepção da realidade que, por vezes, os assusta. Alguns donos já tinham deixado os seus animais em outras clínicas, mas não faziam ideia como reagia o seu animal na sua ausência. Alguns até passaram a optar pelo ‘pet sitting’, quando estão fora, por acharem mais vantajoso para o cão ficar na sua própria casa. Noutros casos, os cães reagem bem ao canil, sempre animados e a brincar, mesmo fora do seu contexto, o que deixa os donos descansados. Cada caso é um caso e as reacções dos cães são muito individuais.

 

Há muita procura pelo hotel canino?

FT – A procura é crescente. Temos clientes, inclusivamente, que fazem reservas com três a seis meses de antecedência, para as alturas do Verão, Natal, passagem de ano, Páscoa e também no Carnaval. Isto para garantir que conseguem ter o serviço da câmara à distância, que, pelo que sei, será exclusivo da nossa clínica. Entretanto, já expandimos e criamos um outro núcleo do hotel, localizado em Ponta Delgada.

 

Nota que as pessoas estão mais sensibilizadas para a necessidade de cuidar da saúde dos seus animais? Tem havido alguma evolução neste sentido?

FT – Sim, sem dúvida. Deixa-me muito agradado esta consciência e esta preocupação para com os animais, pois eles sozinhos não podem procurar ajuda. Acho que esta preocupação, pelo menos no último ano e meio, cresceu muito devido a alguns factores específicos. Por um lado, devido à recuperação económica que se vive na nossa Região e no nosso país e, por outro lado, pela influência estrangeira. Muitos turistas que nos visitam denunciam imensas situações que lhes ferem a sensibilidade. Situações que por vezes não têm nada de errado, mas que, por não estarem habituados ou por não terem qualquer contacto com a produção primária no seu país, chegam cá e ficam muito sensibilizados com, por exemplo, um vitelo amarrado. Também deparam-se com outras situações que, infelizmente, não são boas, como animais mantidos em condições que não são aceitáveis. Portanto, acho que a sensibilização por parte dos locais está a aumentar por esta influência dos turistas e também por influência das associações estrangeiras que actuam cá.

 

E o que fazem estas associações exactamente?

PT – Estas associações estrangeiras colaboram tanto no apoio a casos de animais mal tratados, como em projectos de carácter social, aos quais a nossa clínica tem-se associado desde a primeira hora. Estamos a falar de ajuda a famílias carenciadas e diversos projectos na área social, em que é feita a vacinação, desparasitação e, claro, a esterilização, que é a forma de controlo desta realidade de sobrepopulação e de animais errantes que, desde sempre, vemos em São Miguel. Aliás, em países que estão à nossa frente nesta área, já está mais do que provado que a estratégia para combater estes fenómenos passa pela esterilização. Os animais que não têm interesse reprodutivo, que são a grande maioria, devem estar esterilizados. Esta influência estrangeira – que já está muito presente na nossa ilha e nas nossas clínicas – fez evoluir a nossa mentalidade neste aspecto. 

 

clínica4De que forma a Clínica Veterinária de Vila Franca do Campo colabora com estas associações? 

PT – Desde o início que a clínica trabalha com associações protectoras dos animais. Pouco meses após entrarmos em actividade, procurou-nos uma presidente de uma associação alemã – que, entretanto, criou uma segunda associação para actuar especificamente na ilha de São Miguel, a Tierhilfe Angel da Relva -, a solicitar ajuda para recrutar um animal nas piores condições na Rocha da Relva. Outras clínicas não mostraram abertura para ajudar, mas nós tínhamos disponibilidade e alinhámos em lá ir. Reconheço que, na altura, fizemo-lo por termos ainda pouco trabalho, mas a verdade é que daí nasceu uma relação muito boa. Actualmente, já existem várias associações estrangeiras a recolher fundos e a encaminhá-los para São Miguel para apoiar, quer causas sociais, quer campanhas de esterilização, de sensibilização ou de adopção. Há muitos animais a serem recolhidos de centros de recolha oficial por estas associações, que são colocados nas clínicas veterinárias onde é dado seguimento a todo um processo de preparação até os animais serem encaminhados para uma família adoptiva no estrangeiro. Geralmente são enviados para a Alemanha, mas não só. De modo geral, tem sido muito interessante colaborar com estes projectos e sinto que demos um salto cultural muito importante na nossa comunidade. Hoje, a preocupação das pessoas com seus os animais nas nossas consultas é muito maior do que há seis anos.

 

Tem conhecimento do número de animais de cá que, anualmente, são adoptados no estrangeiro?

FT – Tive acesso a informação relativa ao ano passado, no concelho de Ponta Delgada, e tenho ideia que foram encaminhados para o estrangeiro cerca de 600 a 800 cães. Geralmente, são adoptados no estrangeiro mais cães do que gatos. Estamos a falar de cães que saíram do Centro de Recolha Oficial (CRO) de Ponta Delgada, que é o que mais movimento tem. Se juntarmos os outros CRO da ilha, é possível que o número chegue aos 1000 cães enviados para outros países.

 

Em 2022 vai entrar em vigor a lei do ‘abate zero’ nos Açores. Qual é a sua opinião sobre esta questão? A Região vai estar pronta para dar este passo?

FT – Ainda temos algum tempo, mas o meu receio é que, até lá, não tenhamos conseguido esterilizar o número de animais suficiente para que os animais errantes ou abandonados sejam comportáveis pelos CRO. Devo dizer que os três centros que conheço têm, hoje em dia, muito boas condições, nomeadamente os da Lagoa, Ribeira Grande e Ponta Delgada, mas é preciso que haja a devida estratégia associada à nova lei. Por um lado, a identificação e por outro a esterilização: a identificação para responsabilizar um detentor, por ter perdido ou abandonado o animal, e a esterilização para que não haja reprodução e, em consequência, sobrepopulação. Se não conseguirmos ter sucesso, na Região, nestas duas condições, chegaremos a 2022 com uma dificuldade enorme em comportar os animais nos CRO. Os canis não terão capacidade para acolher todos os animais. 

 

Como é que olha para o futuro da Clínica? Estão previstos novos investimentos?

FT – A clínica teve uma expansão muito fogaz e interessante, com a abertura de um consultório nos Arrifes. Esteve aberto durante cerca de um ano e meio, mas pela dificuldade de alocar mais um elemento para o espaço e, também, pelo facto de a colega que lá estava ter regressado ao continente, ficamos sem meios de manter o consultório aberto. Isso frustrou algumas expectativas de clientes nossos da zona de Ponta Delgada, pelo que a empresa tem considerado voltar a expandir. A clínica de Vila Franca, no meio em que está inserida, está estabilizada e não tem muito mais por onde crescer. Mas temos tido muito trabalho, fruto das várias parcerias que temos com associações e, dada a distância geográfica da clínica da zona onde essas parcerias nascem (Ribera Grande e Ponta Delgada), temos chegado à conclusão que a melhor estratégia é criar uma subunidade da clínica deslocada de Vila Franca. Ainda não há decisões, mas estamos a estudar esta hipótese. Já de modo geral, devo dizer, para concluir, que as nossas clínicas veterinárias em São Miguel, em termos médios, estão muito bem equipadas e a satisfação do cliente está acima da média nacional. Nós, médicos veterinários, estamos todos de parabéns. Os delegados de laboratórios e de fornecedores que nos visitam reconhecem que, em termos de equipamentos, estrutura e dimensão das clínicas, temos cá uma média muito superior à média nacional. Penso que a nossa população está muito bem servida.

 

Neto de açorianos doa 1 milhão de dólares a hospital nos EUA

AR-160339625(NEW BEDFORD, EUA) - O líder empresarial e filantropo James DeMello doou 1 milhão de dólares à Southcoast Health para tratamento cardíaco avan­çado no Charlton Memorial Hospital, onde o conjunto de cateterismo cardíaco foi baptizado em homenagem a seus pais.

A Suite de Cateterismo Cardíaco George F. e Erma Linda R. DeMello oferece a mais recente tecnologia para diagnosticar e tratar os bloqueios das artérias car­díacas, bem como avaliar o funcionamento do cora­ção, das válvulas cardíacas e dos principais vasos sanguíneos. 

James DeMello, luso-americano natural de North Dartmouth, filho de Er­melinda e de George F. DeMello, tem-se dedicado à preservação e divulgação da língua e cultura portuguesas, envolvendo-se ainda em causas sociais e humani­tárias, como esta agora.

Os seus avós paternos, Manuel e Jacinta DeMello, eram naturais da ilha do Pico e os avós maternos oriundos de Baracais, concelho de Bom­barral, em Portugal Conti­nental.

 

Exclusivo Portuguese Times/Diário dos Açores

Concelhos dos Açores candidatos a Municípios do Ano

Câmara Municipal da Ribeira GrandeOs municípios da Praia da Vitória, Horta, Madalena do Pico e Ribeira Grande estão entre os 35 concelhos portugueses finalistas a “Município do Ano”.

O evento nacional, promovido pela plataforma UM-Cidades da Universidade do Minho, vai distinguir os melhores Municípios do Ano, distribuídos por nove categorias, numa gala que se realizará em Guimarães, no próximo dia 16 de Novembro. 

A autarquia da Praia da Vitória  apresentou a sua candidatura com o projecto “Eco-restauro ecológico da Zona Húmida Costeira”, desenvolvido no âmbito da recuperação dos pauis daquele concelho. Já o município da Horta concorre com o projecto “Ecoquiosque da Semana do Mar” e a Madalena do Pico com “Madalena, Capital dos Açores da Vinha e do Vinho”. Por seu turno, a autarquia ribeiragrandense candidatou-se com o projecto  “Uma Biblioteca para Todos”.

A iniciatica tem por objectivo reconhecer e premiar as boas práticas dos municípios com impactos assinaláveis nas vilas, cidades e no território, na economia e na sociedade, que promovam o crescimento, a inclusão e/ou a sustentabilidade dos municípios portugueses. Visa ainda distinguir os municípios que colocam na agenda a temática do desenvolvimento integrado dos territórios, dando visibilidade a realidades diversas que incluam as cidades, mas também os territórios de baixa densidade nas diferentes regiões do país.