Autoridade de Saúde prepara respostas, caso tribunal determine quarentenas obrigatórias como ilegais

1 AAA Tiago lopes

A Autoridade de Saúde Regional está a testar pessoas que ainda não terminaram o período de 14 dias de quarentena em unidades hoteleiras de São Miguel e Terceira, a que estão neste momento obrigadas quando chegam à Região. Um medida tomada pela “salvaguarda da saúde pública”, explicou Tiago Lopes, face à possibilidade de o tribunal determinar as quarentenas impostas como ilegais.

“Na salvaguarda da saúde pública, decidimos testar preventivamente antes do fim da quarentena, no sentido de precaver uma situação que possa propiciar o fim destas quarentenas antes do previsto. Antecipadamente, fizemos estas colheitas de amostras biológicas para prevenir alguma situação que possa acontecer”, referiu o responsável máximo pela Autoridade de Saúde, em conferência de imprensa.

“Pese embora todas as tentativas que possam estar a tentar fazer para levar a cabo outros intentos, o nosso interesse maior é de facto conter a propagação e a disseminação do novo coronavírus aqui na Região, dando continuidade ao trabalho feito até ao momento”,  acrescentou.

Tiago Lopes falava em mais um dia em que não foram registados novos casos de covid-19 nos Açores, mas nove recuperações. Neste momento, há 104 recuperados e 25 os casos activos no arquipélago, o mesmo número de casos activos a 27 de Março passado (12º dia do surto na Região). 

“Estamos a trabalhar em todas as frentes e a precaver todas as situações e mais algumas que possam causar danos à saúde pública dos açorianos e das açorianas”, referiu, garantindo que estão a ser preparadas respostas caso a região seja obrigada a terminar com as quarentenas obrigatórias em unidade hoteleira.

“Não bastava já o coronavírus, temos também as frentes da própria sociedade e as dificuldades que nos surgem por via dos entendimentos e desentendimentos e da colaboração e da falta de colaboração de diversos intervenientes da sociedade”, afirmou o responsável. 

Tiago Lopes, que é também director regional da Saúde, salientou que “todos os cenários possíveis” já foram “acautelados”, mas não quis adiantar que medidas estão a ser pensadas caso as quarentenas sejam consideradas ilegais. “Qualquer que seja o cenário, já temos respostas preparadas para o efeito”, assegurou.

Segundo considerou, a implementação das quarentenas obrigatórias foi uma medida que “coadjuvou de forma bastante significativa a contenção do surto aqui na região”.

 

1796 testes já realizados

na comunidade escolar

 

Tiago Lopes adiantou ainda que já foram realizados 1796 rastreios na comunidade escolar da região, “entre docentes, não docentes e estudantes”. Destes, 1141 aguardam ainda por colheita ou análise laboratorial e 655 tiveram resultado negativo.  

Estes rastreios estão a ser desenvolvidos nas ilhas Terceira, Graciosa, Faial, Pico e São Jorge e “terá continuidade ao longo dos próximos dias”. Em Santa Maria, Flores e Corvo não foram realizados testes para despiste de covid-19, pois não registaram qualquer caso positivo para infecção pelo novo coronavírus desde o início do surto nos Açores.  

 

Cercas sanitárias no Nordeste

 

Sobre as cercas sanitárias que estão ainda implementadas no concelho do Nordeste até às 00h00 do dia 18 de Maio, Tiago Lopes não quis adiantar “o seu possível levantamento ou não”. 

A decisão terá de ser tomada, “conforme tem vindo a ser feito, articuladamente, quer com o município, quer com a mesa da Santa casa da Misericórdia do Nordeste, quer com as entidades governamentais, protecção civil e forças de segurança”, referiu, admitindo, contudo, que “a evolução da situação em termos epidemiológicos, neste momento, deixa antever um cenário bastante favorável para o Nordeste”. 

 

Nove recuperações 

 

Na conferência de imprensa, Tiago Lopes confirmou a informação que havia sido avançada durante a manhã de ontem, sobre a recuperação de nove novos casos de Covid-19 nos Açores, elevando para 104 o número de recuperados na Região. São eles oito mulheres, com idades compreendidas entre os 27 e os 91 anos, e um homem de 42 anos, todos residentes na ilha de São Miguel. Seis das recuperações dizem respeito a utentes da Estrutura Residencial para Idosos da Santa Casa da Misericórdia de Nordeste, com idades entre os 74 e 91 anos, bem como de um funcionário e de um contacto próximo de um caso positivo diagnosticado na mesma estrutura. 

Até ao dia de ontem já foram detectados na Região um total de 145 casos de infecção, verificando-se 104 recuperados, 16 óbitos e 25 casos positivos activos para infecção pelo novo coronavírus, destes, 17 em São Miguel, dois na Graciosa, um em São Jorge, três no Pico e dois no Faial.

Entre os casos activos, cinco estão internados no Hospital de Ponta Delgada, um no da Terceira e os restantes 19 encontram-se no domicílio.

Quanto aos profissionais de saúde, Tiago Lopes avançou que existem neste momento apenas seis casos positivos activos (dois do hospital de Ponta Delgada e quatro do lar de idosos do Nordeste). 

Entre as pessoas que aguardam resultados ou colheitas de amostras biológicas, há 1918 pessoas provenientes de rastreios e nove casos suspeitos. Até ao momentos, já foram testadas 12637 pessoas desde o início do surto na Região.

 

Por Alexandra Narciso

 

“Temos que viver este ano uma peregrinação no coração”, afirma a zeladora da imagem

irmã Zilda MeloTambém para a zeladora da imagem do Senhor Santo Cristo dos Milagres, irmã Zilda Melo, esta seria a semana das semanas. As horas do dia seriam poucas para atender a todos os pedidos e solicitações que advêm da missão que lhe está conferida. Este ano, a azáfama é outra e em nada é comparada à de todos os outros anos. Contudo, apesar de se viverem momentos diferentes, a irmã confessa que, por estes dias, “num primeiro momento a sensação pode ser de tristeza, de sentir a falta daquilo que seria a nossa rotina nesta semana, porque o que estava previsto era que esta semana fosse totalmente diferente do que o que está a ser. Mas nós não podemos fazer desta situação um drama, temos que manter o nosso espírito aberto, manter a nossa esperança e temos que viver este ano uma peregrinação no coração”. Entende Zilda Melo que é chegada a altura de “sermos peregrinos no coração” considerando que “pode ser uma experiência tão bonita e tão enriquecedora como aquela que fazemos todos os anos pelas ruas da nossa cidade. Sede peregrinos no espírito, é o convite que acho que o Senhor Santo Cristo nos faz este ano”.

Apesar do confinamento a que todos estão obrigados a irmã Zilda Melo revela que o santuário não deixou de ter comunicação com o exterior. Até porque são muitas as pessoas que ligam diariamente para o convento. Como diz, são “emigrantes, pessoas das outras ilhas que perguntam como estão as irmãs no Santuário e também muitos devotos a nos pedirem orações e intenções para as Eucaristias porque sabem que todos os dias temos a nossa Eucaristia no interior do convento. Apesar do distanciamento social, continuamos unidos ao Senhor”, comenta.

Sem o barulho que vem do exterior e, principalmente, sem os milhares de devotos que iriam, certamente, dirigir-se ao Santuário, à roda ou à igreja da Esperança e que fariam da rotina habitual da zeladora da imagem não ter mãos a medir para poder chegar a todos, a irmã confessa que, mesmo assim, este ano não fará nada diferente. Como diz, “eu vou fazer o que faço sempre que é viver estes dias como vivo todos os dias, com a mesma proximidade, com a mesma emoção e com o mesmo carinho perante a imagem do Senhor Santo Cristo. Colocar uma flor, ou colocar 100 para mim é sempre com o mesmo sentimento”, conclui.

 

Por Olivéria Santos

“É uma dor de alma passar no Campo de São Francisco”

00cónego adrianoÉ com tristeza que o Cónego Adriano Borges revela estar a viver estes dias que, numa altura normal, seria de grande azáfama e felicidade. No entanto, o reitor do Santuário do Senhor Santo Cristo dos Milagres adverte que apesar das portas do Santuário estarem fechadas, o que importa é que o Senhor “está fechado no Santuário que é o coração de cada pessoa, de cada fiel e de cada devoto”.

 

Diário dos Açores - É um ano atípico, como está a viver, por esta altura, esta época que deveria ser das grandes festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres?

Cónego Adriano Borges – Com uma grande tristeza. É uma dor de alma passar no Campo de São Francisco, olhar para a fachada do Santuário e ver tudo “despido”. Despido de pessoas, de luzes, despido de tudo… Como quando vimos ao mundo, que vimos despidos, assim também sentimos esta nudez, este quase desamparo. O Senhor está fechado no seu Santuário, mas gostaria que todos tivéssemos em conta que o Senhor está fechado no seu Santuário, mas sobretudo está fechado no Santuário que é o coração de cada pessoa, de cada fiel e de cada devoto. Que cada um, nas suas casas, em família, sinta esta presença do Senhor Jesus, do Senhor Santo Cristo dos Milagres nas suas vidas.

 

Apesar do Santuário estar fechado e de ser do conhecimento geral que não haverá festa, ainda assim há quem se dirija ao Santuário, por exemplo, para ofertar flores, como sempre foi hábito em todos estes anos?

CAB – O Santuário está fechado, a roda está fechada e o acesso ao convento é muito limitado também para a protecção daqueles que cá estão. Temos recebidos muitos telefonemas e muitos e-mails de pessoas a fazerem muitas perguntas neste sentido. Tivemos que explicar que não seria possível. Ofereceram-nos algumas flores, porque não são necessárias as quantidades que costumávamos ter, que serão usadas para decorar o coro baixo para a celebração da Eucaristia do próximo Domingo, dia 17 de Maio, que será transmitida às 09h30 pela RTP Açores e RTP Internacional para todos os nossos emigrantes.

 

Quando planeia voltar a abrir as portas do Santuário?

CAB – Dentro de 15 dias as nossas igrejas irão reabrir ao culto com todas as limitações e regras de segurança que são do conhecimento geral. O nosso Santuário é pequeno, com uma igreja pequena e não sabemos ainda bem quantas pessoas poderá levar, mas nunca será um grande número. Contudo, como ainda estamos em obras e no restauro dos azulejos da igreja de Nossa Senhora da Esperança que só terminará a meados de Junho, creio que depois de 20 de Junho já poderemos reabrir o nosso Santuário com as limitações de pessoas e com todas as condições que são impostas pela Autoridade de Saúde Regional.

 

E as visitas à Imagem do Senhor Santo Cristo?

CAB – Também estão limitadas neste momento e continuarão até à reabertura da igreja. No futuro, o acesso ao coro baixo será feito da mesma forma que se fará na igreja. Só entrarão pequenos grupos, eventualmente os agregados familiares podem vir juntos, mas as outras pessoas terão que manter as distâncias necessárias. Possivelmente, também só a partir de 20 de Junho é que as visitas serão permitidas.

 

Por Olivéria Santos

“É uma honra poder ter participado na execução da nova corda”

Ana Paula Ferreira

Foi a Ana Paula Ferreira e à irmã, Ivone Custódio, que coube a missão de criar as novas cordas que irão estar colocadas sobre os braços da imagem do Senhor Santo Cristo dos Milagres. Um trabalho executado a quatro mãos, mas que Ana Paula Ferreira faz questão de frisar que, maioritariamente, foi desenvolvido pela irmã que também é voluntária no Santuário e que, pontualmente, faz trabalhos que sejam necessários.

Como explicou ao Diário dos Açores, “toda a corda em si, foi feita pela minha irmã. A minha intervenção foi mais ao nível das joias e da sua aplicação. Tive que seleccionar e escolher as mais adequadas à nova peça. Foi preciso também limpar alguns cordões de prata e ainda escolher alguns brincos e anéis para utilizar as pedras preciosas para colocar na nova corda”.

A corda das mãos, que pesa cerca de três quilos, levou exactamente três meses e 11 dias a ser criada. A corda tem no seu interior um algodão branco e é toda forrada com uma fita dourada. Uma opção que as irmãs tomaram “porque podia acontecer que quando colocássemos os cordões poderiam ficar aberturas e poder-se-ia ver o miolo, depois da forra foram então colocados os cordões de ouro”. De acordo com Ana Paula Ferreira, “a ideia inicial era que a corda tivesse apenas cordões de ouro, mas como ia ficar muito dourada, decidimos colocar cordões de prata e de pérolas para fazer um bonito contraste”, refere, adiantando que “a nova corda, nos terminais, que foi a etapa mais difícil, é exactamente igual aos terminais da corda anterior. Tivemos que mandar fazer fora da ilha mas é precisamente igual à anterior. Tudo o que imita as linhas da borda da corda são tudo cordões em ouro, cortados à mesma altura e colocados nos terminais”, assevera. 

Também o relicário, que está ao peito da imagem, sofreu uma alteração, tendo em conta que a corda das mãos forma um conjunto com o relicário. Assim, as duas irmãs optaram por fazer também a corda que está à volta do relicário. “Estamos a falar de uma corda mais fina, tendo sido um trabalho que durou cerca de um mês e 13 dias a estar concluído”, comenta.

Mais do que querer ser reconhecida, Ana Paula Ferreira considera ter sido “um orgulho” executar aquela pela, mas, adverte, “não por o meu nome ou o da minha irmã que vão ficar para sempre ligados à criação daquela peça”. De facto, avança, “é um grande orgulho e uma grande alegria para nós podermos ter feito aquele trabalho, porque nunca na vida pensamos em fazer algo do género. Era um trabalho impensável”, frisa, esclarecendo que “foi algo que ao criarmos, sentimos sempre a presença do Senhor. Em algumas etapas que se mostravam mais difíceis, Ele ajudou-nos muito e o trabalho está feito. É uma grande honra e uma grande alegria. Sempre que a imagem do Senhor Santo Cristo sair na procissão, saber que leva um trabalho realizado por mim pela minha irmã enche-me de alegria”, conclui.

 

Por Oliveira Santos

Expedição de resíduos não recicláveis de S. Miguel custará 137 milhões, conclui estudo

ecoparque - musamiO valor do custo da operação de valorização energética dos resíduos de São Miguel para expedição para a Teramb e para o mercado externo ascende a cerca de 137 milhões de euros. 

A conclusão é de um estudo realizado pela Faculdade da Economia da Universidade dos Açores para a MUSAMI – Operações Municipais do Ambiente EIM SA.

O estudo dos custos da valorização energética dos resíduos de São Miguel na Terceira foi entregue na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, a 8 de Maio.

De acordo com o estudo elaborado, a ilha Terceira terá capacidade para receber apenas 17% dos resíduos sólidos urbanos, enquanto os remanescentes 83% teriam de ser expedidos para o mercado europeu, onde o custo médio de depósito estimado é de 115€ a tonelada. Isto excluindo o valor de cada fardo, sua expedição e depósito por tonelada. 

Os custos estimados para um período compreendido de 2020 a 2031, têm como base um volume de resíduos de 85,7 mil toneladas em 2019 para um montante de 96,1 mil toneladas em 2031, correspondente a um crescimento anual médio implícito e sustentável na ordem de 1%, refere o documento.

Foram desenhados quatro cenários possíveis para esse espaço temporal, tendo por base um cenário natural de produção de resíduos, por outro lado, uma eventual redução de produção de resíduos a 10%, e outro ainda, equacionando os potenciais efeitos do Covid-19 reflectindo uma quebra de 20%. Por fim, caso a TERAMB venha a aumentar a sua capacidade produtiva de valorização de resíduos. Neste último caso, o custo total da operação “decresce brutalmente” para 60 milhões de euros.

O estudo teve como objectivo a quantificação dos custos de uma operação de exportação de resíduos não recicláveis produzidos na ilha de São Miguel. Do lado dos custos da operação foram apuradas as parcelas de matérias consumidas, mão de obra directa e gastos gerais de fabrico, apurando-se os custos totais de exploração, por sua vez divididos por custo de enfardamento, custo de expedição e custo de depósito, conforme se pode ler nas considerações finais do estudo da Universidade dos Açores.

“Do estudo realizado, apurou-se que cada fardo processado em 2020 possa custar 8,23€. A esse valor, é necessário acrescer o custo de expedição dos fardos, que ascende a 86,51€/fardo e o custo de depósito que resulta de uma média ponderada entre o custo da TERAMB e o do mercado externo, de 90,66€/fardo. No total, cada fardo expedido do centro de valorização de resíduos de S. Miguel poderá ascender a 185,40€, o que equivale a um preço por tonelada de cerca de 206€, pressupondo a capacidade máxima disponível na TERAMB (capacidade disponível de 11.275 ton reportada a 2018)”, refere o documento.

Ainda segundo as considerações finais do estudo, se for considerado “o encaminhamento para a TERAMB dos REU’s de S. Miguel de 8.500 toneladas, estimados para 2024, a capacidade remanescente é insignificante face ao refugo enfardável com origem nas 82.000 toneladas de resíduos sólidos urbanos (RSU’s) de recolha selectiva e indiferenciada produzidos em S. Miguel. Mesmo que a taxa de aproveitamento de recicláveis (RSU) fosse hipoteticamente de 90%, os 10% remanescentes a somar aos REU’s seriam sempre superiores à capacidade máxima disponível da TERAMB”.

“No cenário base e com os respectivos pressupostos, o custo de processamento de fardos representa cerca de 4,4% do custo total; o custo de transporte representa 46,6% e o custo de depósito 49%. Foi definido ainda um conjunto de 4 cenários alternativos que simulam outros pressupostos e dão uma perspectiva da sensibilidade dos resultados a algumas das variáveis consideradas”, lê-se ainda.

6,4 milhões para construção 

do Centro de Tratamento 

Biológico de Resíduos

 

Entretanto, na Terça-feira, a Musami anunciou a adjudicação por 6,4 milhões de euros da construção do Centro de Tratamento Biológico de Resíduos de São Miguel (CTBRISM), com instalações “sustentáveis e ambientalmente adequadas” de gestão integrada de resíduos.

Em comunicado enviado às redacções, a Musami - Operações Municipais do Ambiente informou que a empreitada do CTBRISM “foi adjudicada ao consórcio de empresas EFACEC - Engenharia e Sistemas S.A. e Marques, S.A, através de concurso público internacional, pelo montante de 6.485.000,00 euros”. 

O prazo previsto de duração desta obra na ilha de São Miguel é de 16 meses, segundo definido pelo caderno de encargos, e a Musami adianta que o arranque da empreitada está “pendente do visto do Tribunal de Contas”.

A empresa sublinha que, com estas instalações industriais de “carácter sustentável e ambientalmente adequadas no domínio da gestão integrada de resíduos”, a Musami “fica dotada das condições para o cumprimento das exigentes metas europeias em matéria de valorização de resíduos”. Segundo explica a empresa, o tratamento biológico pressupõe “a recolha de resíduos orgânicos porta a porta de habitações unifamiliares e a produtores específicos”, como por exemplo restaurantes. Será também “extraída matéria orgânica dos resíduos sólidos urbanos no Centro de Pré-Tratamento Mecânico”, especifica ainda a Musami, acrescentando que esta matéria orgânica “é colocada em túneis” para ser “transformada em composto e energia eléctrica através do grupo moto gerador que já existe no Ecoparque de São Miguel” e assim “será injectada na rede de serviço público”.