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Aumento do cancro colorrectal na Horta foi de 12% entre 2006 e 2011

hospital-da-hortaO rastreio de cancro colorrectal nos Açores, um dos que tem maior incidência no arquipélago, arranca até final do mês no hospital da Horta como “experiência piloto”, e será posteriormente alargado a toda a região, disse fonte do Governo Regional.
“Será feita uma experiência piloto na Horta e depois o rastreio arrancará para toda a região com uma população alvo de 58.000 pessoas entre os 50 e os 69 anos, homens e mulheres”, acrescentou hoje à Lusa uma fonte da Secretaria Regional da Saúde.
Um despacho publicado em jornal oficial (Despacho N.º 25/2014 de 13 de Janeiro) aprova o programa de rastreio do cancro colorrectal, proposto pelo Centro de Oncologia dos Açores que, juntamente com os centros de saúde e hospitais da região, está em condições de avançar para este rastreio, que será feito “freguesia a freguesia”.
“O exame será feito de dois em dois anos e espera-se que numa primeira volta se consiga pelo menos 50% de adesão”, avançou a mesma fonte, explicando que “a primeira parte do processo é desenvolvida pelos centros de saúde, que enviam uma carta onde se pergunta ao utente se aceita a realização do exame”.
Em caso de “resposta afirmativa, é-lhes enviado um ‘kit’ para que procedam na sua residência à colheita, sendo que este ‘kit’ é depois enviado em carta já pré-paga para os hospitais a fim de ser feita a análise”, acrescentou.
Em caso de resultado negativo, o exame só voltará a ser feito passados dois anos, mas “se houver alguma suspeita o sistema informático dá indicação ao Centro de Oncologia que, juntamente com os hospitais, desenvolve as diligências para um exame endoscópico”.
Actualmente, a incidência nos Açores é de 100 novos casos por ano, sendo 58% homens e 42% mulheres, referem dados da Secretaria Regional da Saúde, indicando que se trata de um dos cancros com maior incidência no arquipélago.
Já decorre na região o rastreio do cancro do colo do útero, tendo até ao momento sido realizadas 25.000 citologias.
Está igualmente em curso o rastreio do cancro da mama, que já vai na terceira volta e ultrapassou os 65% de adesão.


A situação da Horta nesta problemática não é a pior. De acordo com o Registo Oncológico, a Horta revela uma incidência de 5,3 casos deste tipo de cancro por mil habitantes, o que está na média regional, que é de 5,2 por mil. S. Roque do Pico, Santa Cruz da Graciosa e o Corvo têm médias superiores a 9 casos por mil. No entanto, a Horta revela um aumento de 121% entre os quinquénios de 2002-2007 e 2007-2011, o que está muito acima da média regional, que foi de 20,27%. Esta variação está apenas abaixo dos 137% verificados nas Velas, mas o aumento nestes dois concelhos é flagrante (e são os únicos acima dos 50% de aumento).
Há ainda o caso da freguesia da Praia do Norte, que tem uma taxa de 24 casos por mil habitantes, que é a maior da Região (embora se trate apenas de 6 casos).

Governo da República “tem a responsabilidade de se manifestar sobre a redução de trabalhadores das Lajes”

BASE das LAJESSegundo a agência Lusa, o secretário-geral da CGTP instou quarta-feira o Governo a manifestar-se sobre a intenção dos Estados Unidos de reduzir o número de trabalhadores da Base das Lajes, alertando que estão em causa pelo menos mil postos de trabalho.
“O Governo português tem a responsabilidade e o dever de dizer aquilo que pensa fazer em relação a este processo. Estamos perante uma catástrofe social. Estamos a falar de mil postos de trabalho, directos e indirectos, que podem desaparecer da Terceira”, afirmou Arménio Carlos.
“Os trabalhadores e as trabalhadoras não encontrarão alternativas de emprego, portanto este é um problema nacional e terá de haver uma estratégia de articulação do Governo português com o Governo Regional dos Açores no sentido de se encontrarem respostas para esta situação”, defendeu.
Em causa está uma intenção do Governo norte-americano de reduzir o seu contingente das Lajes em mais de 400 militares e 500 familiares.
No entanto, ainda que em Dezembro do ano passado a Câmara dos Representantes e o Senado dos Estados Unidos tenham anunciado um acordo orçamental que adia a decisão até à divulgação de um relatório, os trabalhadores continuam preocupados com o futuro.
À semelhança de Arménio Carlos, João Ormonde. presidente da Comissão Representativa dos Trabalhadores Portugueses da Base, alertou para os prejuízos económicos e sociais da medida na ilha Terceira, classificando a situação como “muito grave”.
“O que está em causa aqui é um desinvestimento na ilha Terceira que ultrapassará os 60 milhões de euros anuais, ou seja, 25% do Produto Interno Bruto numa ilha fechada. Não se pode arranjar emprego noutra ilha”, atestou.

Luísa César com assessoria técnica “não abonada”

palacio conceiçãoO Presidente do Governo Regional decidiu ontem “autorizar a Dr.ª Luísa  César, na situação de aposentada, a exercer funções públicas” e em simultâneo nomeou-a para “prestar assessoria técnica à Secretaria-Geral da Presidência do Governo, e serviços que a integram, no âmbito das ações que se prendam com a manutenção, utilização e gestão das instalações dos Palácios de Sant’Ana, da Conceição e dos Capitães-Generais, bem como dos bens de interesse patrimonial que neles se encontrem”.
O Despacho n.º 42/2014 de 16 de Janeiro de 2014 refere que “o desempenho das funções previstas não é abonado do processamento de qualquer remuneração”.
O despacho ressalva que “à data, a Dr.ª Luísa César desempenhava funções de Coordenadora dos Palácios da Presidência do Governo, possuindo por isso uma relevante experiência na área da manutenção, utilização e gestão das instalações dos Palácios de Sant’Ana, da Conceição e dos Capitães-Generais” e que “mantém-se a necessidade de apoio especializado aos serviços da Presidência do Governo no âmbito das temáticas que se prendem com a manutenção, utilização e gestão das instalações dos Palácios de Sant’Ana, da Conceição e dos Capitães-Generais e tendo em atenção o interesse público subjacente ao desempenho dessas funções”.
As despesas decorrentes “de deslocações que a nomeada tenha de efetuar por motivo do mandato que lhe é conferido serão suportadas pelo orçamento da Presidência do Governo Regional”.

Governo aprovou no ano passado cerca de 100 M€ para projectos do SIDER

sergio avila1O vice-presidente do Governo Regional manifestou-se satisfeito com o registo de candidaturas a projectos apoiados no âmbito do Sistema de Incentivos para o Desenvolvimento Regional (SIDER) em 2013.
De acordo com nota de imprensa emitida pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GaCS), Sérgio Ávila revelou que, “só no mês de Dezembro, foram apresentados 39 novos projectos de investimento, no valor de 33 milhões de euros e com a possibilidade de criação de 129 postos de trabalho”.
De entre os projectos que foram candidatados, destacam-se o da sociedade Enerteceira, Lda., para cogeração de energia térmica e eléctrica a partir de biomassa florestal, no valor de 11,1 milhões de euros; o da empresa Charming Pico, para a construção de uma unidade hoteleira, no montante de 7,4 milhões de euros; e o da empresa Algicel, SA, para instalação de uma unidade de produção de astaxantina e de construção de uma unidade de remoção de microalgas, no valor de 4,8 milhões de euros.
“Trata-se de projectos importantes, fechando da melhor maneira o ano de 2013, durante o qual o total de projectos apresentados foi de 121, representando 99 milhões de euros de potencial investimento e a criação futura de 338 postos de trabalho”, afirmou Sérgio Ávila.
Empreendedores de todas as ilhas candidataram em 2013 os seus projectos, sendo S. Miguel (45), a Terceira (29) e o Pico (15) as que registaram maior número de candidaturas.

Frio nos Açores aumentou idas à urgência do HDES

Hospital PdlA vaga de frio que se registou nos Açores na última semana levou a uma maior afluência de pessoas às urgências do Hospital de Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada.
Uma fonte do hospital disse à agência Lusa que “nos últimos dias tem sido registado um maior fluxo de doentes na Urgência”, acrescentando que “nos dias de maior afluência” foram “mais 30 a 50 doentes/dia”.
No caso dos outros dois hospitais dos Açores, nas ilhas Terceira e Faial, a descida acentuada da temperatura não originou um aumento da ida de doentes às urgências.
“Não houve afluência anómala devido à vaga de frio”, disse à agência Lusa fonte do Hospital do Santo Espírito, na Terceira, enquanto que no caso da Horta a afluência “mantém-se normal nas urgências para a época do ano”, apenas com “algumas infeções respiratórias em idosos”.
Nos dias “sete e 11 de Janeiro, ocorreram dois episódios de queda de neve acima da cota dos 800 metros em diversas ilhas do arquipélago dos Açores”, segundo a Delegação Regional dos Açores do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que acrescenta, na sua página na rede social Facebook, que “o estado do tempo foi condicionado por uma corrente de norte, associada a uma depressão muito cavada localizada no Atlântico norte, que na sua circulação transportava uma massa de ar polar que afetou o arquipélago”.
No caso do dia 7 de Janeiro, segundo o IPMA, foi registada “precipitação sob a forma de granizo em todas as ilhas e queda de neve acima da cota dos 800/900 metros nas ilhas Faial, Pico, São Jorge, Terceira e São Miguel” e “a temperatura mínima registada” foi de “6ºC no aeroporto de São Jorge”.
Já no sábado passado, 11 de Janeiro, “uma outra depressão, também localizada no Atlântico norte, provocou uma situação semelhante com uma descida acentuada da temperatura com aguaceiros pouco frequentes, que foram por vezes de granizo em algumas ilhas e de neve acima da cota dos 800 metros nas ilhas Flores, Faial, Pico e Terceira”.