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Morreu Álvaro de Lemos

Alvaro de lemosNasceu em Lisboa em 1929 e aos quatro anos de idade dizia versos aos microfones da Rádio Graça. Esse palmarés diz muito da ligação que manteria com a rádio até ao fim. E o fim foi ontem, quando faleceu em Ponta Delgada, com a idade de 84 anos, vítima de um ataque de coração.
No Natal de 1937, com apenas 8 anos de idade, estreou-se como ator numa revista-fantasia, interpretada por crianças, que esteve em cena no Éden Teatro, em Lisboa, durante três meses, sob orientação do ator Eugénio Salvador.
Com apenas 14 anos, Álvaro de Lemos foi convidado para trabalhar no Clube Radiofónico de Portugal e, dois anos mais tarde, começou a apresentar os programas de variedades daquela emissora, sendo na altura o mais novo locutor português.
Em 1957 foi repórter no sensacional e polémico programa “A Invasão dos Marcianos”.
Em 1960, Álvaro de Lemos recebeu duas propostas de trabalho, sendo a primeira da parte do Rádio Clube Português, e a outra do Rádio Clube de Moçambique. Na altura, o locutor optou por ir para a estação de Moçambique, onde ocupou o cargo de chefe de locutores.
Em 1974, após o 25 de Abril, regressou a Lisboa e, depois de uma breve passagem pela Rádio Graça, ingressou nos quadros da Radiodifusão Portuguesa, quando a rádio foi nacionalizada.
Dois anos depois de ter regressado a Portugal, Álvaro de Lemos recebeu uma proposta de trabalho para integrar os quadros da RDP/Açores, que aceitou. Começou aí uma relação de amizade com as ilhas que perdurou até aos dias de hoje.
Exerceu a função de realizador até ao dia 16 de dezembro de 2000, data em que se reformou, continuando no entanto ligado à rádio, nomeadamente através da participação em programas de grande audiência como Manhãs de Sábado.
Colaborou com a RTP Açores no programa infantil semanal Finalmente Sábado, onde era tratado como “avô Fajeca”. Colaborou ainda na série televisiva O Barco e o Sonho (1989), realizada por José Medeiros.
Embora aposentado, continuou a colaborar com a Antena 1, através da crónica semanal de sábado “Uma no Cravo, outra na Ferradura”, publicada igualmente no jornal Correio dos Açores.

Número de feridos e mortos nas estradas até Outubro inverte tendência da última década

acidente de carroO número de acidentes nas estradas regionais no período de Janeiro a Outubro é o mais baixo da última década, mas o número de vítimas voltou a aumentar.
Com apenas 2.246 acidentes neste período, há um registo de menos 120 casos, o que corresponde a uma redução de 5% em relação a 2012. Mas nos restantes indicadores, parece haver uma inversão.
Com 524 feridos ligeiros, há um aumento de 34 casos, o que corresponde um aumento de quase 7% em relação a 2012, embora mantendo-se abaixo dos 600.
Em relação ao número de mortos, há uma clara inversão: um total de 13 vítimas, o que representa um aumento de 44% em relação ao ano anterior. Na realidade, trata-se de um regresso aos dados de 2008, quando se começou a verificar uma redução na mortandade.
O número de feridos graves, com um total de 84 casos, também registou um aumento de 7,7% em relação ao ano de 2012. É também um regresso aos dados de 2008.
Verdade seja dita que já não estamos nos níveis anteriores a 2008. Em relação a 2003, há uma redução de 36% no número de acidentes (menos 1.272), e em praticamente todos os indicadores sentiu-se uma tendência clara de redução, que só é contrariada em 2013. A redução do número de mortos é de 35% (menos 7 casos), a redução de feridos graves é de 25% e a de feridos leves de 34%.

Berta Cabral revela iniciativas para o caso da “via diplomática falhar” na questão das Lajes

Berta CabralDe acordo com a agência Lusa, a secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional revelou sexta-feira  que, se a via diplomática falhar, “está em marcha um conjunto de iniciativas” que visam salvaguardar o impacto da redução da presença dos EUA na Base das Lajes.
“Até ao fim há esperança. Se as nossas esperanças forem inviabilizadas já está em marcha um conjunto de iniciativas de mitigação dos impactos negativos da redução militar que o Governo dos EUA pretende promover na Base das Lajes”, revelou Berta Cabral aos jornalistas, em Ponta Delgada, no âmbito das comemorações do dia da Zona Militar dos Açores.
O presidente da Câmara da Praia da Vitória, Roberto Monteiro, exigiu na quinta-feira ao Governo da República que avance, de imediato e com as autoridades regionais, com um plano de revitalização para atenuar o impacto da saída dos militares americanos da Base das Lajes.
Berta Cabral referiu que esta questão “preocupa o Governo da República, de forma particular o Ministério dos Negócios Estrangeiros, mas também o Ministério da Defesa”.
”Tudo tem sido feito para tentar ultrapassar esta situação, para que esta se resolva ao nível de Washington. Temos que ter consciência que estas questões se tratam ao nível diplomático e através das decisões que se tomam neste momento no Senado [norte-americano]”, frisou Berta Cabral.
A secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional deixou ainda claro que se pretende ”no mínimo, adiar a situação”, ou seja, a decisão da administração norte-americana de avançar com a redução do seu efectivo militar a partir de 2014.

Prova de avaliação dos professores vai realizar-se em todas as ilhas dos Açores

professoraA prova de avaliação dos professores vai realizar-se em todas as nove ilhas dos Açores, depois de inicialmente só estar prevista para três cidades (Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta).
Segundo a agência Lusa, o Ministério da Educação e Ciência publicou uma alteração do aviso de inscrição para a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidade dos professores, alargando o prazo de inscrição e o número de localidades em que poderá ser realizada.
A realização da prova em apenas três ilhas dos Açores tinha desencadeado protestos de sindicatos e docentes, que alertaram para os gastos que os professores teriam de fazer dadas as características específicas do arquipélago.
Também o Governo Regional dos Açores tinha manifestado estas preocupações e, numa nota sexta-feira divulgada, “congratula-se com a decisão” do executivo da República.
“Esta decisão, que vem ao encontro das preocupações manifestadas oportunamente pela Secretaria Regional da Educação, Ciência e Cultura junto do Ministério de Educação, permite o acesso adequado, dada a realidade arquipelágica açoriana, de todos os professores interessados em realizar a prova para acesso aos concursos de pessoal docente nacionais”, lê-se no comunicado.
O Governo Regional lembra ainda que a prova não é exigida para os concursos de colocação da região autónoma, só para os nacionais.

Câmara de Vila Franca poderá “transferir património para outra entidade”

camara vfcO endividamento líquido da Câmara Municipal de Vila Franca do Campo ronda os 47 milhões de euros, segundo afirmou ontem o autarca Ricardo Rodrigues, em entrevista ao progama Portugal em Directo da Antena 1.
Aos 27 milhões de euros de divída directa da câmara, acresce o valor do endividamento das empresas municipais do concelho que estão em processo de extinção, “por força da lei”. Só a empresa municipal Gesquelha - Gestão de Equipamentos  Desportivos de Vila Franca do Campo, acarreta um passivo de 14 milhões de euros.
“A lei obriga a que as empresas, que não tenham gerado resultados positivos nos últimos três anos,  sejam extintas. Por outro lado, há outra lei que diz que quando os municípios ultrapassam o seu limite de endividamento, as transferências dos fundos nacionais para as câmaras são retidos pelo Governo da República”, explica o socialista.
Segundo o presidente, no cumprimento da lei a autarquia irá “eventualmente ultrapassar a sua capacidade de endividamento líquido e ficar com as receitas retidas em Lisboa”.
Ricardo Rodrigues admitiu que a Câmara Municipal poderá vir a passar por uma situação de “asfixia financeira”, mas afirmou que a autarquia “tem capacidade para pagar a dívida”.
Uma das alternativas poderá passar pela renegociação da dívida, ou por outra que considera “mais eficaz: o património pode ser transferido para outra entidade que não a câmara municipal e a autarquia obrigar-se a pagar o serviço da dívida deste património”, sustentou Ricardo Rodrigues.
O autarca frisou estar em causa a sustentabilidade da câmara, bem como o aproveitamento dos fundos comunitários. “Os municípios têm acesso a fundos comunitários que fazem multiplicar o investimento. Por exemplo, um milhão de euros de investimento de fundos comunitários necessita de 150 mil euros de investimento da câmara”, referiu.
O antigo deputado do PS espera não vir a gerir uma autarquia “estagnada”, afirmando que a câmara tem capacidade para pagar a dívida em causa.
Ricardo Rodrigues foi recentemente eleito para presidente de Vila Franca do Campo. As eleições ocorridas a 29 de Setembro foram anuladas e tiveram que ser repetidas naquele concelho, tendo o socialista ganho, à segunda, com maioria absoluta.