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Açores são os piores do país no Índice Digital Regional

indice digital 19

Os Açores figuram em último lugar do Índice Digital Regional entre as sete regiões do país.

O Índice Digital Regional (IDR) é um instrumento concebido pela Universidade do Minho no âmbito do Gávea – Observatório da Sociedade da Informação que permite, com base em informação estatística secundária, uma caracterização mais aprofundada das diferentes realidades nacionais no desenvolvimento da Sociedade da Informação. 

Com este instrumento torna-se possível a identificação e medição do nível das assimetrias regionais existentes no processo de construção da Sociedade da Informação em Portugal.

Os dados constam da tabela de 2018 que confirma que a Região da Área Metropolitana de Lisboa (AM Lisboa) continua o seu afastamento face à média das regiões NUTs II portuguesas no desempenho na Sociedade da Informação, reforçando a larga distância que mantém em relação à segunda região melhor classificada, novamente a região Norte. 

O posicionamento das sete regiões no ranking do IDR mantém-se inalterado em relação à edição anterior. 

Para além da manutenção da Região de Lisboa na primeira posição (o que já se verificou na totalidade das edições anteriores do índice), há a referir ainda a manutenção, pelo segundo ano consecutivo, da região Norte no 2.º lugar, bem como na 3.ª posição do Centro. 

Na 4.ª posição surge a região do Algarve e em 5.º lugar o Alentejo. Antes dos Açores que ocupam a 7ª e última posição, aparece a Madeira em 6º lugar.

Todas as regiões, excepto a região do Alentejo (cujo score desceu 3,4%), acompanham a subida da média nacional no score final em relação à edição anterior (ainda que residual, cifrou-se numa subida de 0,2%). 

As maiores subidas registaram-se nos. Açores (8,2%) e na Madeira (3,4%).

Por outro lado, à excepção da região do Alentejo que se afastou da média apurada para Portugal, todas as regiões viram, entre 2017 e 2018, o seu score no IDR aproximar-se da média nacional. Por sua vez, a média nacional ficou ainda mais distante do score registado na região da AM Lisboa. 

Para Luís Miguel Ferreira, autor do estudo, “na edição deste ano do IDR continua a verificar-se uma tendência de afastamento do desempenho da região de Lisboa em relação à média nacional, o que vem acentuar as assimetrias regionais na construção da Sociedade da Informação em Portugal”. 

“Depois de tantos anos de muitos milhões de euros em Fundos Estruturais aplicados na coesão e na convergência territoriais, depois de tantos alertas colectivos para a necessidade de maior equilíbrio no desenvolvimento regional, a verdade é que em aspectos tão relevantes que caracterizam a Sociedade da Informação, as assimetrias persistem e, em alguns casos, continuam a agravar-se”, sustenta o investigador do Gávea – Observatório da Sociedade da Informação da Universidade do Minho.

 

Apenas 8,93% dos eleitores açorianos votaram nos partidos

andré bradford eleito PE

Apenas 8,93% dos eleitores açorianos votaram nos partidos, considerando os 81,29% da abstenção, mais os 7,54%% de votos em branco e os 2,24% de votos nulos.

Tudo somado são 91,07% de eleitores que não votaram em nenhum partido.

Trata-se da maior abstenção de sempre em eleições nos Açores, que até estão em contraciclo com o que se passou em várias regiões da Europa e do nosso país. 

Com efeito, e segundo em estudo da revista Visão, se olharmos unicamente para as mesas de voto instaladas no território nacional, a abstenção diminuiu face às europeias de 2014: o número de votantes chegou aos 35,32% (correspondente a 3 300 409 votos), ligeiramente superior aos 34,66% (3 278 481 votantes) registados no escrutínio de Maio de há cinco anos. 

A percentagem de votantes de apenas 31,40% que aparece nos números finais - correspondente a uma abstenção de 68,60% - tem grande parte da sua explicação no voto no estrangeiro, onde, entretanto, o número de inscritos aumentou em quase um milhão, mas a taxa de participação continuou em valores muito baixos, com a abstenção a rondar os 99%. 

Embora o número de votantes no estrangeiro até tenha triplicado, em valores absolutos, face aos resultados de 2014 (passou de 4485 para 12 146), a verdade é que esse aumento foi uma pequena gota de água num universo que, nestas eleições, “explodiu” de 217 990 para 1 205 117 inscritos, explica a Visão.

Consequência: a taxa de participação no estrangeiro até baixou de 2,06% para 1,01 por cento. 

Em França, por exemplo, apenas votaram 1200 dos 386 916 eleitores inscritos - uma taxa de participação de 0,31 por cento. 

Nas mesas instaladas em território nacional, a participação eleitoral aumentou - tanto a nível de votos como de percentagem - na maioria das grandes cidades, como se observa nos concelhos de Lisboa (taxa de participação de 45,33%), Porto (44,53%), Braga (39,03%), Coimbra (38,35%) e Aveiro (36,58%). 

No campo oposto, o número de votantes diminuiu nos distritos de Faro (participação de 26,92%), Bragança (28,47%), Vila Real (28,79%), Viseu (30,53%) e Açores (18,71%), entre outros. 

 

Bradford deseja consensos 

com todos os partidos

 

O eurodeputado eleito do PS/Açores assumiu o seu “compromisso transversal, para com todos, e em nome da Autonomia e da Democracia”, acrescentando ser tempo “de concretizar aquilo que dissemos, durante a campanha, que íamos fazer”.

André Bradford falava na sede regional do PS/Açores, em Ponta Delgada, após ter vencido as eleições Europeias na Região Autónoma dos Açores com 40,83% dos votos.

O eurodeputado agradeceu a todos os açorianos que participaram neste “acto de fortalecimento da Autonomia”, referindo ser agora o “tempo de pensar no futuro, enquanto representante e a voz dos Açores no Parlamento Europeu”.

“Tudo farei com muito orgulho e muita honra, os mesmos que depositei na campanha eleitoral, dedicando ao esclarecimento, ao debate, ao envolvimento das pessoas, ao contrário daqueles que preferiram virar as costas a estas eleições, avançando esta noite eleitoral com teses e teorias do que se terá passado”.

André Bradford considerou que “teria sido muito mais útil se estes responsáveis partidários tivessem participado neste movimento que nós criámos com as pessoas”, frisou.

Tal como anunciou no comício de encerramento da campanha, André Bradford reiterou o seu compromisso de “contactar as estruturas regionais dos partidos que têm presença no Parlamento Europeu”, de forma a “promover consensos”.

“Acho fundamental que, havendo apenas um eleito, que seja um elemento de agregação entre os açorianos, independentemente dos partidos de cada um”, afirmou o socialista.

“Sou deputado a partir de agora. Serei o deputado no Parlamento Europeu que fala em nome dos Açores e dos açorianos, dos que votaram no PS, dos que votaram em outros partidos e dos que não votaram”, referiu André Bradford, o único açoriano eleito ao Parlamento Europeu.

 

PSD-Açores reúne em Conselho dia 1 de Junho

 

O líder do PSD/Açores, Alexandre Gaudêncio, considerou que o “grande vencedor” das eleições europeias no arquipélago foi “a abstenção”, que voltou a bater recordes, aumentando de 80,2% em 2014, para 81,2% em 2019.

“O grande vencedor destas eleições é a abstenção. E isso merece uma reflexão profunda sobre o que deve ser a nossa ação como partido político e que deve preocupar todos os partidos”, realçou o dirigente social-democrata, procurando desvalorizar a vitória do PS/Açores, que venceu este ato eleitoral com 40,83% dos votos, cerca do dobro do que conseguiu o PSD/Açores (20,26%).

Alexandre Gaudêncio, que falava aos jornalistas, em reação aos resultados eleitorais, admitiu que o PSD poderá ter contribuído para o aumento da abstenção, por não ter indicado um candidato dos Açores na lista nacional do partido para o Parlamento Europeu, mas preferiu culpar os socialistas.

“O Partido Socialista passou os últimos três meses a fazer campanha e, apesar disso, teve menos votos, ao passo que a abstenção aumentou. Fica assim evidente que este PS já não consegue mobilizar os açorianos”, realçou o líder regional social-democrata, para quem estes resultados revelam “mais um sinal de que os açorianos estão descontentes com a governação regional”.

Para Alexandre Gaudêncio, o PSD/Açores foi “coerente” em relação a estas eleições europeias, já que o partido disse sempre que iria colocar os interesses dos Açores acima dos interesses do partido, procurando justificar, assim, a recusa do oitavo lugar atribuído por Rui Rio ao candidato indicado pela estrutura regional do partido (Mota Amaral).

O líder do PSD/Açores anunciou, entretanto, que irá realizar-se em 1 de Junho um Conselho Regional do partido para analisar os resultados destas eleições e para começar a preparar os próximos combates eleitorais: as eleições legislativas nacionais deste ano e as legislativas regionais de 2020.

 

Produção de electricidade sobe a pique

electricidade 3A produção de electricidade continua a subir a pique nos Açores nos primeiros meses deste ano, depois do aumento já registado no ano passado.

Segundo dados do SREA, citando a EDA, nos primeiros quatro meses deste ano foram produzidos 260.127.263 KWh, quando no mesmo período do ano passado tinham sido 256.224.757 KWh.

Apenas no mês de Março se registou uma diminuição, voltando a aumentar em Abril passado.

Das fontes utilizadas, o fuel aumentou de 124.557.601 KWh para 131.955.830 KWh nos primeiros quatro meses deste ano, enquanto que as renováveis, como a eólica e a geotermia registaram uma queda de produção.

 

Portugueses são os que mais pagam

 

Os portugueses, no segundo semestre de 2018, foram quem mais pagou pela electricidade na União Europeia, em paridade de poder de compra (PPC). Se atendermos apenas ao valor em euros, Portugal aparece em terceiro.

Segundo o Eurostat, os portugueses pagaram 28,2 PPC por 100 kWh de electricidade, o valor mais alto da UE, seguido pela Alemanha (28,0 PPC por 100 kWh), a Espanha (27,4), a Bélgica (26,6), a Roménia (26,3) e Chipre (24,5 PPC por 100 kWh). O indicador PPC é a referência que elimina as diferenças de níveis de preços entre os países. Em termos de preço médio da electricidade, Portugal surge no sexto lugar do ranking com 22,9 euros por cada 100 kWh.

Previsão aponta para novo crescimento do turismo em Abril

estimativa abril

Segundo o Indicador de Turismo-Açores, publicado pelo SREA, as dormidas na Hotelaria Tradicional, no Turismo no Espaço Rural e no Alojamento Local durante o mês de Abril de 2019 terão sido aproximadamente 239 mil.  Os gráficos que publicamos apresentam o número de dormidas registadas (em milhares) nos meses de Fevereiro, Março e Abril de 2019, e respectivos meses homólogos, nos diversos tipos de alojamento turístico. O IT de Abril de 2019 estima uma manutenção da tendência de crescimento do número de dormidas verificada em meses anteriores.

Quatro mil crianças e jovens comemoram hoje o Dia da Agricultura em Santana

Vasco Cordeiro Jorge Rita e João PonteSerão cerca de quatro mil as crianças e jovens, do 1.º ao 6.º ano de escolaridade, de escolas de todos os concelhos da ilha de São Miguel, que vão estar hoje em Santana para comemorar o Dia Nacional da Agricultura.

O objectivo passa por sensibilizar os mais novos para um sector de actividade que é “uma das marcas da identidade” açoriana a vários níveis, salientou ontem o presidente do executivo açoriano.

“Promover o contacto de crianças e jovens com eventos como este é importante também na perspectiva da nossa Região, porque estamos a falar de uma das marcas da nossa identidade, não apenas naquilo que tem a ver com o nosso passado, mas, sobretudo, com o nosso futuro”, afirmou Vasco Cordeiro.

O Presidente do Governo falava após ter visitado, acompanhado pelo presidente da Associação Agrícola de São Miguel (AASM), Jorge Rita, o local onde vão decorrer, quarta-feira, as actividades do Dia Nacional da Agricultura, numa iniciativa promovida pela AASM, com o apoio do Executivo açoriano e da Confederação de Agricultores de Portugal (CAP).

Após a visita, Vasco Cordeiro enalteceu a importância deste evento para dar a conhecer as várias vertentes da agricultura açoriana, não só enquanto actividade económica de grande relevância, mas também no que tem a ver com o turismo, através do “trabalho dos agricultores na manutenção e preservação da paisagem rural” da Região.

Segundo o governante, a edição deste ano do Dia Nacional da Agricultura, dedicada ao leite, apresenta uma temática que é particularmente importante para os Açores, constituindo, também por esta via, uma forma de “dar a conhecer a importância que esta actividade assume na Região e como ela nos posiciona no país”.

Depois de recordar que a Região é responsável por mais de 30 por cento do leite e cerca de 50 por cento do queijo produzidos em Portugal, Vasco Cordeiro considerou que esta área apresenta desafios ligados ao preço pago aos produtores e ao próximo quadro comunitário.

“Há, certamente, desafios, mas com iniciativas com esta estaremos muito mais sensibilizados para a importância desse sector para a economia e para a vida da Região”, sublinhou Vasco Cordeiro, ao destacar ainda o facto de os Açores serem a região do país com a média de idade dos agricultores mais baixa.