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SATA e aeroportos açorianos entre os piores em pontualidade

Aeroporto PDLA companhia açoriana Azores Airlines (anteriormente SATA Internacional) teve o segundo pior índice de pontualidade entre 161 companhias incluídas no ranking da OAG relativo a Dezembro, enquanto a SATA Air Açores teve o 7º pior e a TAP, o 17º.

De acordo com a informação divulgada pela OAG, apenas 37,8% dos voos da Azores Airlines chegaram em Dezembro até 15 minutos da hora prevista.

A SATA Air Açores esteve melhor, mas também sem atingir metade das chegadas a horas, registando 45,7% segundo a OAG, pelo que a TAP foi a única das três companhias portuguesas incluídas no ranking a ter mais de metade dos voos a chegarem até 15 minutos da hora prevista, com 57,5%.

Assim, indica a OAG, a TAP foi 145ª em pontualidade entre 161 companhias, a Azores Airlines foi 160ª e a SATA Air Açores foi 155ª.

A informação da OAG indica que no caso da TAP se baseou em 11.236 voos, para a SATA Air Açores em 987 e para a Azores Airlines, em 467.

A consultora indica também que em número de voos a TAP foi em Dezembro a 59ª maior entre 333 companhias globais, a SATA Air Açores foi 221ª e a Azores Airlines foi 257ª.

 

Aeroportos também com as piores pontuações

 

Três aeroportos portugueses figuram entre os dez piores no ranking de pontualidade do mês de Dezembro publicado pela consultora OAG, designadamente o aeroporto da Terceira, com o 4º pior, Ponta Delgada com o 5º e Lisboa com o 9º.

Segundo a OAG, tanto na Terceira como em Ponta Delgada mais de metade dos voos partiram atrasados, e Lisboa teve pouco mais de metade.

A OAG indicou que os seus dados relativos ao Aeroporto da Terceira incluem 425 voos e que apenas 45,1% partiram até 15 minutos da hora indicada.

Em Ponta Delgada, com 621 voos, apenas 48,7% dos voos partiram até 15 minutos da hora prevista.

Em Lisboa, maior aeroporto português, a OAG indica ter verificado 8.544 voos, dos quais apenas 50,6% partiram até 15 minutos da hora prevista.

Assim, entre 733 aeroportos de todo o mundo, Lisboa classificou-se em 725º em pontualidade, Ponta Delgada foi 729º e a Terceira, 730º.

Outros aeroportos portugueses ficaram igualmente mal cotados em Dezembro, como é o caso do Porto, em 717º, com 55,1% das partidas até 15 minutos da hora indicada, Funchal em 706º, com 58,4%, Faro, em 694º, com 60%.

Pesca rendeu menos 4 milhões de euros no ano passado

pesca descarregada em 2019

A pesca descarregada nos portos dos Açores rendeu no ano de 2019 menos 4 milhões de euros do que no ano anterior, correspondendo a cerca de menos 3 milhões de quilos de peixe descarregado. De acordo com os dados do SREA divulgados ontem, a pesca rendeu no ano passado 33,9 milhões de euros, quando no ano anterior tinham sido 37,9 milhões.

S. Miguel teve uma quebra de cerca de 3 milhões de euros.

Terceira, Graciosa, Faial, Flores e Corvo foram as ilhas que cresceram no rendimento.

Na pesca descarregada, os Açores registaram em 2019 o valor de 8.174.976 quilos, quando no ano de 2018 tinham sido 11.806.316 quilos.

Grupo Sata diz que houve uma “imprecisão” no seu relatório

Azores Airlines - passageiros

A transportadora aérea açoriana SATA esclareceu ontem ter havido uma “imprecisão” no Relatório e Contas de 2018 sobre um empréstimo obrigacionista feito então e a respectiva comissão de abertura da operação.

Ontem foi noticiado que a SATA Air Açores, que opera dentro do arquipélago, pagou cinco milhões de euros em “comissões iniciais” num empréstimo obrigacionista de 65 milhões de euros contraído em dezembro de 2018, de acordo com informações do Tribunal de Contas (TdC).

No relatório sobre a apreciação à Conta da Região de 2018, publicado recentemente, o TdC refere que, de acordo com a informação divulgada no anexo às demonstrações financeiras da companhia aérea, o empréstimo obrigacionista, no montante de 65 milhões de euros e efectuado através do Deutsche Bank, resultou no dispêndio de “cerca de cinco milhões de euros só em comissões iniciais”.

A SATA, em esclarecimento, diz que se “confirma” que a “informação publicada na Resolução do Governo n.º 137/2018, que indicava o valor de 450 mil euros referentes à comissão de montagem, foi fiel ao que foi transmitido, à data”.

Contudo, prossegue a empresa açoriana, “foram inexactos os termos posteriormente utilizados no texto do Relatório & Contas de 2018, e que referiam, incorrectamente, um valor de cinco milhões de euros para comissões de abertura de novos financiamentos”.

O referido valor, “incorrectamente designado de comissão, reportava à diferença entre o preço de subscrição estabelecido e o valor nominal das obrigações, dando origem ao prémio de emissão das obrigações”, no montante de cinco milhões de euros, “não existindo qualquer alteração da comissão de montagem da operação, no valor de 450 mil euros, nem da taxa de juro acordada de 2,7%”.

O empréstimo dos 65 milhões de euros, contraído pelo período de 10 anos, com aval do executivo regional, apresentava uma taxa de juro de 2,7%, sendo o pagamento dos juros feito anualmente, de acordo com a ficha técnica publicada em anexo à referida resolução.

O antigo administrador da TAP Luís Rodrigues foi indicado recentemente pelo Governo dos Açores como o novo presidente da transportadora SATA, tendo o novo conselho de administração da transportadora aérea tomado posse no começo do ano.

Luís Rodrigues propôs dois novos administradores para o grupo, passando a administração da transportadora a integrar também Teresa Gonçalves e Mário Chaves.

Teresa Gonçalves exercia as funções de directora de Promoção e Defesa da Concorrência na AMT - Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, enquanto Mário Chaves desempenhava funções no grupo Icelandair na área da consultadoria operacional e de gestão.

Licenciado em Economia, Luís Rodrigues foi, entre junho de 2009 e dezembro de 2014, administrador executivo na ‘holding’ TAP SGPS e da TAP S.A (negócio da aviação) e foi também presidente do conselho de administração da TAP Manutenção e Engenharia Brasil e administrador executivo na empresa SPdH -- Serviços Portugueses de Handling, S.A.

No ano passado, a SATA registou um prejuízo de 53,3 milhões de euros, um agravamento de 12,3 milhões face ao ano de 2017.

A empresa prepara actualmente um novo concurso para privatizar 49% da Azores Airlines -- ramo da SATA que opera de e para fora do arquipélago -, após o primeiro ter sido cancelado devido à divulgação de informação tida por sensível.

Navio “Malena” chegou às Flores com 86 contentores a bordo

navio Malena nas Lajes das flores

O ‘Malena’ atracou no final da manhã de ontem no Porto das Lajes das Flores. O navio, com cerca de 87 metros de comprimento e quatro metros de calado, chegou quinta-feira a Ponta Delgada, onde recebeu a carga com destino às Flores, tendo saído às 18 horas de domingo.

De acordo com uma nota emitida pelo executivo, “nesta primeira viagem, o ‘Malena’ transporta 60 contentores de 20 pés e 15 de 40 pés, cheios, além de oito viaturas e outra carga transportada em ‘flats’, bem como 11 contentores vazios, para transporte de gado”.

Depois de  atracado, o ‘Malena’ começou “imediatamente a operação de descarga”.

O navio foi fretado pelo Governo para colmatar as dificuldades de abastecimento nas Flores, após o furacão Lorenzo ter destruído, no início de Outubro do ano passado, o porto comercial das Lajes das Flores, o que impediu os navios porta-contentores que operam na região de fazerem escala no grupo ocidental. A situação obrigou o executivo açoriano a recorrer a operadores de tráfego local, com recurso a embarcações mais pequenas.

Mas as condições climatéricas adversas  registadas nas últimas semanas impediram que esses operadores marítimos abastecessem as ilhas das Flores e do Corvo, privando a população da ilha de alguns bens essenciais. .

 

Comerciantes serão ressarcidos

 

 No dia em que atracou nas Flores o navio ‘Malena’, o Governo fez aos deputados regionais um comunicado sobre o abastecimento ao grupo ocidental, com a Secretária Regional dos Transportes de Obras Públicas, Ana Cunha, a revelar que os comerciantes florentinos e corvinos prejudicados pela situação serão ressarcidos.

“Consciente da responsabilidade que é atribuída aos comerciantes e de que estes, diariamente, se confrontaram com reduzidos movimentos comerciais e com as dificuldades de transporte, o Governo dos Açores comprometeu-se já a ressarcir os prejuízos comprovadamente sofridos na sua atividade económica, em termos de impacto nos seus resultados líquidos”, afirmou Ana Cunha na assembleia regional, na Horta.

A titular da pasta dos transportes salientou ainda que “os comerciantes do grupo ocidental têm sido os principais interlocutores, com quem o Governo dos Açores tem falado na busca de soluções que facilitem os percursos logísticos das mercadorias essenciais à vida quotidiana dos florentinos e dos corvinos e à dinamização da actividade económica destas ilhas”.

A governante avançou ainda a criação de regime de incentivo financeiro à renovação e ou aquisição das embarcações por parte dos armadores de tráfego local.

“Realçamos a importância que os armadores do tráfego local assumem no abastecimento a estas ilhas, evidenciada quando o Porto das Lajes das Flores ficou impossibilitado de receber embarcações de maior dimensão, e em tantas outras situações devido a condições meteorológicas adversas. Assim, o Governo dos Açores decidiu criar um regime de incentivo financeiro à renovação e ou aquisição das embarcações por parte dos armadores de tráfego local que prestam serviço na Região”, revelou.

Ana Cunha afirmou ainda que o abastecimento feito às ilhas das Flores e do Corvo desde Outubro “foi o possível”.

Segundo referiu, a ilha das Flores “foi sendo abastecida, com limitações, é certo, através do tráfego local, que escalou o Porto das Lajes a 11 e a 16 de outubro, a 2, 7, 13 e 26 de novembro e 8 e 12 de dezembro”.

Já para o Corvo foram realizadas viagens a 18 de outubro, a 4 e a 14 de novembro e ainda a 5 de dezembro, acrescentou.

Aa Cunha apontou ainda o trabalho complementar da SATA no abastecimento do grupo ocidental, recordando o recurso ao navio-patrulha oceânico ‘Figueira da Foz’ e à Força Aérea para o transporte de mercadorias para as Flores.

“Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance, dentro dos constrangimentos por todos conhecidos, para que tudo corresse da melhor forma possível”, disse ainda.

 

Voto de protesto do Bloco de Esquerda

 

O Bloco de Esquerda, por sua vez,  apresentou ontem no parlamento um voto de protesto pela “incapacidade do Governo Regional em garantir o abastecimento à ilha das Flores nas últimas semanas de 2019 e nas primeiras de 2020, deixando a ilha com falta de produtos alimentares e bens de primeira necessidade”. 

O voto de protesto mereceu o apoio de todos os partidos da oposição, mas foi rejeitado pelos votos dos deputados do PS. Para o bloquista Paulo Mendes, “embora a senhora secretária regional das Obras Públicas e Transportes tenha afirmado que o abastecimento de mercadorias ao Grupo Ocidental ‘é uma preocupação do Governo todos os dias’, a verdade é que o Governo não tomou as medidas necessárias para evitar a situação de escassez de produtos nos estabelecimentos comerciais que se veio a verificar”.

 

CDS-PP aponta “falha grave” do Governo

 

Já o líder do CDS-PP/Açores, Artur Lima, afirmou que, apesar da urgência na resposta, “passados três meses, ainda não foi reposta a regularidade no abastecimento às Flores e Corvo”. “É uma falha grave do Governo Regional e das várias instituições envolvidas, manifestando uma falta de solidariedade regional e nacional para com o povo das Flores e do Corvo”.

 

PSD: Governo “andou a reboque” dos acontecimentos

 

O líder parlamentar do PSD/Açores afirmou ontem que o Governo Regional “andou a reboque” dos acontecimentos na forma como lidou com os problemas de abastecimento das ilhas das Flores e Corvo, tendo só recorrido às Forças Armadas em “situação extrema”.

“O Governo foi actuando sempre a reboque da posição dos empresários locais e dos partidos da oposição. Só em situação extrema é que reconheceu que era necessário apelar à Marinha e à Força Aérea para reabastecer as ilhas das Flores e Corvo”, disse Luís Maurício, no parlamento.

O social-democrata salientou que a decisão do Governo Regional de solicitar a colaboração das Forças Armadas foi “tardia”, tendo considerado que “faltou eficácia” ao executivo para “atender de forma célere as necessidades das populações” das ilhas do Grupo Ocidental.

 

PS: Malena vai repor “alguma normalidade”

 

Por seu turno, o deputado do PS/Açores Manuel Pereira reconheceu que “nem tudo correu como planeado” no abastecimento do grupo ocidental após a passagem do Lorenzo, mas considerou que com o navio “Malena” “vai ser possível repor alguma normalidade”.

 

Vasco Cordeiro: Tudo o que é possível e necessário “foi, está e será feito”

 

O Presidente do Governo Regional interveio também ontem no parlamento, e garantiu que “foi, está e continuará a ser feito” tudo o que for possível e necessário para assegurar o abastecimento às ilhas das Flores e do Corvo, apesar das perturbações provocadas pela destruição total do Porto das Lajes das Flores.

“Tudo o que pode e necessita de ser feito para minorar os prejuízos e os efeitos provocados pela passagem do furacão Lorenzo foi, está e continuará a ser feito”, afirmou Vasco Cordeiro, ao referir que, face à destruição total do molhe e do cais das Lajes das Flores, é normal que se verifiquem incómodos e perturbações nesta matéria.

Desde 13 dezembro, a ilha das Flores recebeu cerca de 30 toneladas de carga de vária ordem por via aérea e marítima, também com o apoio das Forças Armadas, enquanto o Corvo foi abastecido, desde 05 de dezembro, com cerca de sete toneladas de bens, por via aérea.

Na sua intervenção, Vasco Cordeiro adiantou ainda que, agora que está testada a capacidade de atracagem do navio ‘Malena’ nas Flores, o Corvo poderá voltar a ser abastecido a partir desta ilha, retomando-se, assim, o circuito logístico que funcionava antes da passagem do Lorenzo.

A passagem deste furacão pelos Açores provocou prejuízos estimados em cerca de 330 milhões de euros, destacando-se a destruição do Porto das Lajes das Flores, cuja recuperação está orçada em cerca de 190 milhões de euros, incluindo as medidas provisórias de protecção para a operação portuária, já objecto de procedimento de contratação por parte da empresa Portos dos Açores.

Red Bull Cliff Diving World Series regressa aos Açores a 6 de Setembro

Gary HuntRed Bull Cliff Diving Azores

A décima segunda temporada do Red Bull Cliff Diving World Series arranca em Maio e promete uma das viagens mais completas e emocionantes à volta do mundo. Ao todo são oito etapas para cumprir até Novembro, num figurino que traz consigo muitas novidades – com destaque para três novas localizações. Outro ponto diferenciador da época de 2020 é resumido na palavra “igualdade”, uma vez que esta será a primeira vez que homens e mulheres disputam lado a lado todo o calendário com igual número de atletas (8) no quadro permanente. 

Os Açores continuam em destaque, assumindo uma vez mais o papel do maior clássico da competição. A etapa que propõe o inigualável regresso às origens nas paisagens únicas do ilhéu de Vila Franca do Campo, ao largo da ilha de São Miguel, decorre no dia 6 de Setembro naquela que será a nona visita consecutiva à região. 

A volta do mundo do Red Bull Cliff Diving World Series que fará escala em quatro continentes arranca com uma estreia absoluta – Bali, na Indonésia, a 16 de Maio. Segue-se o regresso a La Rochelle (França) a 6 de Junho, Texas (Estados Unidos da América) a 27 de Junho e Polignano a Mare (Itália) a 19 de Julho. Para abrir a segunda metade da época, mais uma estreia – Oslo, na Noruega marcada para 15 de Agosto. A natureza dos Açores e a alucinante visita à velha ponte de Mostar (Bósnia e Herzegovina), a 26 de Setembro, antecedem o desfecho da competição, que terá o palco inédito de Sidney, na Austrália no dia 7 de Novembro. 

Um plantel de 24 atletas de 18 nacionalidades irá lutar pelos títulos defendidos pelas lendas Gary Hunt (Reino Unido) e Rhiannan Iffland (Austrália), mostrando os seus melhores saltos de alturas de 27 e 21 metros, respectivamente.

 

(Foto: Direitos Reservados)