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1,2 milhões de euros para apoiar iniciativas de promoção dos Açores

Marta guerreiro1O Governo Regional dos Açores vai disponibilizar uma verba de 1,2 milhões de euros para apoiar iniciativas com interesse para a promoção do destino turístico Açores, revelou ontem a Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo dos Açores, Marta Guerreiro.

“Estes apoios financeiros mostram, uma vez mais, que o Governo dos Açores reconhece que o desenvolvimento deste sector deve continuar a ser prosseguido através de um trabalho em conjunto com entidades privadas que têm sabido tirar proveito desta actividade, para além de contribuírem para o aumento da notoriedade nacional e internacional do destino”, sublinhou a governante regional, em Lisboa, onde participou no Conselho Estratégico para a Promoção Turística.

De acordo com um comunicado enviado à imprensa pelo Governo Regional dos Açores, a verba de 1,2 milhões de euros, que está disponível ao abrigo do regime de financiamento público de iniciativas com interesse para a promoção do destino, é, segundo Marta Guerreiro, “muito importante” para apoiar as “várias acções que os privados vão desenvolvendo ao longo do ano, em todas as ilhas”.

Marta Guerreiro referiu também que a captação de eventos nas épocas baixa e média tem sido uma prioridade para o executivo regional pelos fluxos que geram, uma vez que permitem atenuar os efeitos da sazonalidade e contribuir para a sustentabilidade do sector.

O regime de financiamento público de iniciativas com interesse para a promoção do destino turístico Açores foi aprovado pelo decreto legislativo regional nº18/2005/A, de 20 de Julho. 

 

S. Miguel na rota do Turismo 

de Lua de Mel

 

O operador turístico Solférias está a promover ofertas para Luas-de-Mel em vários destinos, incluindo Portugal, Marrocos, Cabo Verde, Grécia, Tânzania, Seicheles e Cuba.

Para luas-de-mel em Portugal Continental, o operador destaca uma oferta para o Sesimbra Hotel & Spa desde 58 euros por pessoa em quarto duplo, incluindo uma noite de alojamento, pequeno-almoço, acesso ao Spa, late check-out até às 15h e cortesia VIP no quarto, com espumante, fruta, bombons e sais de banho.

Em Portugal Continental, a Solférias também tem propostas para os hotéis Montebelo Viseu Congress Hotel, desde 69 euros, e Montebelo Vista Alegre Ílhavo, desde 140 euros, ambos com uma noite de alojamento, pequeno-almoço e tratamento VIP no quarto.

Para luas-de-mel na Madeira, o operador destaca um pacote de duas noites no Vidamar Madeira, desde 344 euros por pessoa em quarto duplo, com voos, taxas, transferes, seguro de viagem e alojamento em regime de meia pensão (MP), além de fruta, espumante, velas e pétalas no quarto, acesso ao centro de talassoterapia e uma sessão de hidroterapia a dois.

Para os Açores, a Solférias está a promover pacotes de três noites em São Miguel, desde 423 euros no Pedras do Mar Resort & Spa, a partir de 467 euros no Hotel Verde Mar & Spa e desde 711 euros no Grand Hotel Açores Atlântico.

Em Marrocos, o operador está a promover pacotes com voos TAP e sete noites de alojamento em regime de tudo incluído (TI) em Saïdia, desde 600 euros por pessoa em quarto duplo nos hotéis Oásis Blue Pearl ou Oásis Saïdia Palace.

A Solférias também está a promover pacotes de sete noites para luas-de-mel na Ilha do Sal, desde 779 euros, em Zanzibar, a partir de 993 euros, e nas Seicheles, desde 1.425 euros.

Para Cuba, o operador destaca um pacote de oito noites em Havana e Cayo Santa Maria, desde 1.519 euros.

Para luas-de-mel na Grécia, a Solférias está a promover pacotes com quatro noites de alojamento em Atenas e Santorini desde 818 euros.

XI Congresso do PCP-Açores marcado para 4 e 5 de Abril

CDU - conferência de imprensaA cidade da Horta, no Faial, vai acolher o XI Congresso Regional do PCP Açores, nos dias 4 e 5 de Abril, segundo foi ontem anunciado em conferência de imprensa. Com as eleições legislativas regionais à vista, o PCP tem como objectivo “ultrapassar barreiras” e “intensificar a acção” junto dos açorianos.

Segundo o coordenador regional do partido, a “influência social e política do PCP nos Açores e a importância da eleição de deputados para a ALRAA” é considerada “fundamental para a democracia e para a autonomia regional”, mas admitiu que este reconhecimento não se tem reflectido nos actos eleitorais.

“Esse reconhecimento por parte da sociedade açoriana não tem tido a correspondente expressão eleitoral, por isso cabe-nos, desde logo, ultrapassar essas barreiras e intensificarmos a nossa acção junto do povo açoriano, demonstrando assim que o PCP e a CDU têm um papel fundamental e eficaz nos Açores”, disse Marco Varela.

Para o partido, o actual quadro parlamentar plural na Região “é marcado negativamente pela existência de uma maioria absoluta que condiciona o diálogo democrático, menorizando o papel da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores”.

A direcção regional do PCP esteve reunida no passado sábado, em Ponta Delgada, onde  definiu como prioridades intervir “política e institucionalmente sobre as questões do trabalho com direitos, do combate à precariedade laboral, do combate à pobreza e à exclusão social, da valorização salarial, dos rendimentos das famílias, dos complementos regionais da coesão, da justiça e do desagravamento fiscal, de dinamização do mercado interno, da fiscalidade e dos serviços públicos de qualidade e da tutela do ambiente”.

Marco Varela destacou que, “relativamente a qualquer um destes assuntos os açorianos poderão contar com uma intervenção [do PCP] firme e orientada para um crescimento real e equitativmente distribuído”.

Para o partido, o crescimento económico da Região “passa forçosamente por aumentar o rendimento disponível das famílias, por aliviar os sacrifícios sobre os trabalhadores, por aumentar o poder de compra dos açorianos”.

A reunião serviu ainda para analisar a situação política e social nacional e regional. 

“A situação económica e social da Região é preocupante. Os Açores têm 80 mil pessoas a viver em situação de pobreza. Isso significa que 3 em cada 10 açorianos vivem com menos de 501 euros mensais, e mais de 16 mil pessoas sobrevivem com o Rendimento Social de Inserção, perfazendo um total de 6 mil famílias”, apontou o partido, alertando ainda que “o número de precários ronda os 23400, o que corresponde a 23% dos trabalhadores da Região”. Números que, para o PCP, demonstram “o fracasso das políticas seguidas pelos sucessivos governos regionais e da República”.

Os comunistas açorianos manifestaram ainda preocupação com “a profunda retracção” dos salários mínimos, a “enorme desigualdade salarial entre homens e mulheres” e com o alargamento do “fosso entre os salários médios dos trabalhadores do continente português e os dos Açores”. 

“Aumentaram as dificuldades das famílias e o custo de bens e serviços essenciais. Aumentam as dificuldades no acesso à saúde e restringe-se o acesso à educação e ao conhecimento, nomeadamente ao Ensino Superior”, lamenta.

Segundo denuncia o PCP Açores, “o resultado de todos estes factores é o alastrar de situações de carência económica grave e de pobreza, mesmo entre trabalhadores empregados, que têm de ser compensados por apoios do RSI, deixando uma fatia cada vez maior da população sem possibilidades de assegurar uma existência digna e sem perspetivas de futuro”.

O PCP defende ainda “a defesa dos postos de trabalho dos trabalhadores portugueses na Base das Lajes” como a “contrapartida mais efectiva, senão única, face à utilização daquela infraestrutura pelos norte-americanos”, repudiando “a situação de 13 trabalhadores precários da Base das Lajes, alguns destes em funções desde 2001”, e reitera que as soluções encontradas para o abastecimento das Flores e do Corvo “nunca foram suficientes e sempre estiveram condicionadas”. 

Mais de 1,1 milhões de euros em compras por multibanco no ano passado

MultibancoAs compras realizadas em terminais TPA atingiram em Dezembro 108 milhões de euros, um acréscimo homólogo de 7,5%. 

Os levantamentos em caixas ATM atingiram um montante total de 54 milhões de euros, um aumento homólogo de 2,2%. 

No total (TPA+ATM) verificou-se uma variação homóloga mensal de 5,7%.

Com efeito, segundo dados do SREA, as compras realizadas por intermédio de terminais TPA atingiram em Dezembro de 2019, nos Açores, um montante de 108 milhões de euros, um acréscimo homólogo de 7,5%. 

Destes, cerca de 102,9 milhões de euros são de compras efectuadas com cartões de bancos nacionais (um acréscimo homólogo de 7,1%) e cerca de 5,1 milhões de euros dizem respeito a compras efectuadas com cartões de bancos internacionais, o que representa uma variação homóloga positiva de 17,7%.

 A nível nacional, as compras totalizaram 4.687,9 milhões de euros, verificando-se um acréscimo homólogo de 6,5%.

Nos últimos 3 meses, as compras efectuadas por intermédio de terminais TPA totalizaram 293,4 milhões de euros, crescendo 8,5% em comparação com igual período do ano anterior (270,5 milhões de euros).

 

Compras através de TPA aumentaram

 

Em termos acumulados, no período de Jan-Dez de 2019, verifica-se uma variação homóloga positiva de 9,9% nas compras realizadas com recurso a terminais TPA. 

Os pagamentos de serviços realizados neste mês através de TPA, nos Açores, ascenderam a cerca de 1,1 milhões de euros, representando um acréscimo homólogo de 19,5%. 

Os levantamentos em caixas ATM atingiram em dezembro de 2019 um montante total de 54,3 milhões de euros, um acréscimo homólogo de 2,2%. 

Destes, cerca de 52,4 milhões de euros são de levantamentos nacionais, o que representa uma variação homóloga positiva de 2,3% e cerca de 1,9 milhões de euros dizem respeito a levantamentos internacionais, o que representa uma manutenção face ao valor homólogo. 

A nível nacional, os levantamentos totalizaram 2.888,2 milhões de euros, verificando-se um acréscimo homólogo de 1,5%.

Nos últimos 3 meses, os levantamentos em caixas ATM totalizaram 155,0 milhões de euros, crescendo 3,6% em comparação com igual período do ano anterior (149,5 milhões de euros).

Quanto ao acumulado Jan-Dez de 2019, verifica-se uma variação homóloga positiva de 2,7% no levantamento em caixas ATM. 

Os pagamentos de serviços realizados neste mês em caixas ATM, nos Açores, ascenderam a cerca de 8,5 milhões de euros, representando um acréscimo homólogo de 5,7%.

No total (TPA+ATM, + Compras +Levantamentos), verificou-se uma variação homóloga mensal positiva de 5,7%. 

“Um monte de frescura junto ao Monte Santo de Água de Pau”

Marina - frutaria piques

Nunca pensou vir a gerir uma frutaria, mas era sua ambição, ter um dia o seu próprio negócio. Por um infortúnio da vida, Marina Froias Medeiros viu a possibilidade de prosseguir com o negócio do pai que faleceu em 2018. Uma decisão que a jovem empresária confessa que não foi difícil de tomar, pois, para ela, é um orgulho poder continuar com o que o pai começou há 12 anos. Projectos para o futuro não faltam, sendo certo que a aposta será sempre na produção da sua própria mercadoria e nos produtos regionais.

 

 

Diário dos Açores – Há quantos anos existe a Frutaria Marina Piques?

Marina Madeiros – Com esse nome a frutaria completa este ano dois anos, mas a empresa já tem 12 anos. Tudo começou com o meu pai, Jorge Piques, que instalou uma banca de fruta, à beira da estrada, em Água de Pau, na altura junto à bomba de gasolina. Como ele não estava a ter os resultados pretendidos, e como o meu pai sempre foi muito sonhador, decidiu construir um quiosque e deslocalizá-lo para onde hoje nos encontramos, também à beira da estrada, mas junto à igreja de Água de Pau, na rua da Vila Nova. Na altura não existia em Água de Pau um negócio similar e o meu pai entendeu que seria uma boa aposta.

 

E porquê frutas e legumes?

MM – O meu pai sempre cultivou frutas e legumes. Aliás, os figos de figueira que o meu pai produzia eram os melhores da ilha. Sempre foi uma fruta muito apreciada e o meu pai tinha cerca de 50 árvores deste fruto. Para além disso, no Verão o meu pai também tinha, por produção própria, melancias, melões, bananas ou abóboras que colocava à venda na sua frutaria. Como o negócio começou a resultar, o meu pai decidiu ter a frutaria aberta todo o ano, não só com aquilo que produzia, mas também com uma maior variedade de frutas, legumes e vegetais.

 

Há cerca de dois anos a Marina decide continuar o negócio do seu pai. Como se deu esta transição?

MM – Isto aconteceu porque, infelizmente, o meu pai faleceu. Eu sempre tive vontade de ter um negócio meu e, com aquele infortúnio, entendi que deveria continuar o que o meu pai tinha começado, até porque eu era muito próxima dele.

Como a frutaria era um negócio que ele adorava, comecei a pensar na possibilidade de continuar o trabalho dele.

 

E estava familiarizada com o negócio?

MM – Nem um pouco! Decidi tornar-me empresária com os olhos totalmente fechados a este nível. Antes disso, só tinha ajudado o meu pai durante 15 dias, o que não me preparou para o que é gerir um negócio.

 

Há quanto tempo está com este negócio?

MM – Estou à frente da frutaria vai fazer este ano dois anos. O meu pai faleceu a 5 de Junho de 2018 e, ou a frutaria fechava, ou alguém avançava. Foi uma decisão rápida. Depois de todo um processo burocrático, que envolveu mudar o negócio de nome, abrir actividade nas finanças, entre outros aspectos, a 21 de Junho eu já estava a trabalhar na frutaria e, desde vez, sendo eu a responsável.

 

E como tem sido desde então?

MM – Vamos tendo os nossos dias. Como em qualquer empresa, temos alturas melhores que outras. Mas estou na frutaria essencialmente por amor. Gosto muito do que faço e de poder continuar o legado que o meu pai deixou. Agora a opção só passa por ir em frente.

 

Alguma vez imaginou que iria estar a desenvolver este negócio?

MM – Nunca!

 

Até ao momento quais foram ou têm sido as suas maiores dificuldades?

MM – Quando comecei, o mais difícil foi mesmo colocar-me a par do universo empresarial. Aprender a gerir um negócio e tudo o que isso envolve. Actualmente, uma das dificuldades prende-se com alguma concorrência e com a quotação dos produtos para tentar ter os melhores preços, o que nem sempre acontece porque é preciso que haja um relação entre preço e qualidade do produto. Prezo por ter sempre produtos frescos e de qualidade e ao melhor preço possível. 

 

Continua a ter, à semelhança do seu pai, mercadoria de produção própria?

MM – Sim! O meu marido abriu actividade como agricultor, temos alguns terrenos e isso leva-nos a ter alguma produção própria. É o caso, por exemplo, da batata-doce, batata regional, agrião, alfaces, couves, figos, limão galego ou limão branco… Recentemente investimos numa quinta de tangerinas e mandarinas e já estamos a fazer o nosso plantio de melancia e melão para os podermos ter à venda no Verão.

Temos muitos produtos nossos, mas também que vêm de fornecedores. O meu objectivo é que nada falte aos meus clientes. Vou sempre tentar diversificar e aumentar a minha oferta o mais que possa.

 

Tem novos projectos para levar a cabo? Quais são os seus planos para o futuro?

MM – Gostava de poder crescer e aumentar a oferta da empresa. Também tenho a ambição de ter mais produção própria. Dou muito valor ao produto regional; àquilo que é nosso, por isso entendo que uma das apostas passa por investir na produção local. Contudo, não é uma tarefa fácil, pois os apoios são escassos e há falta de ajudas para quem tem esse desejo.

 

E crescer ao nível das infra-estruturas é também um objectivo?

MM – É um sonho, é algo que está nos meus planos, mas ainda não sei. Se me deixarem…. É possível… O importante é continuar o negócio, agradar a todos os nossos clientes e manter a qualidade que temos vindo a apresentar desde que a frutaria existe.

 

Será um projecto para se manter em Água de Pau?

MM – Não pretendo sair da localidade. Gostava de poder fazer crescer esta empresa sem ter que sair de Água de Pau ou do local onde estamos implementados actualmente. Até porque, como costumo dizer, na frutaria Marina Piques encontramos um monte de frescura, junto ao Monte Santo de Água de Pau. 

 

Já falou na concorrência, que é algo porque se tem que debater, mas o facto de estar mais longe dos centros urbanos tem sido um entrave?

MM – Não! Entendo que há espaço para todos e é muito bom poder trabalhar na nossa localidade. Tem sido muito interessante esta experiência.

 

Quem são os seus clientes?

MM – Tenho muitos clientes da localidade, mas também tenho muitas pessoas que vêm de fora de Água de Pau à procura dos nossos produtos. Isso é algo que já acontecia na altura do meu pai. Ele já tinha muitos clientes fixos que vinham, de propósito, ter com ele à procura de alguns produtos específicos, como é o caso dos figos de figueira que, na boca dos nossos clientes, são os melhores figos da ilha. A frutaria Piques já era conhecida e reconhecida por causa do meu pai.

O meu trabalho agora é manter o que ele construiu e angariar novos clientes, o que tenho conseguido nestes quase dois anos de actividade.

Também estamos presentes na rede social facebook, onde vou colocando fotografias com as novidades, o que tem ajudado também a angariar mais clientes.

 

Onde está a sua maior aposta?

MM – A minha maior aposta é mesmo no produto regional, como a laranja de umbigo, a tangerina, ou a nossa batata que é produzida com muito poucos químicos, entre tantos outros produtos. Esta será uma aposta para manter, até porque já tenho clientes que me procuram por saberem que tenho muitos produtos locais.

 

Foi um desafio continuar este negócio?

MM – Um grande desafio. Mas sinto-me muito feliz e realizada por poder continuar este negócio e por, até ao momento, estar a corresponder às minhas expectativas. Se voltasse atrás, garantidamente que voltaria a fazer o mesmo. Não me arrependo, em momento algum, da decisão que tomei em 2018.

 

Quem é a sua equipa?

MM – Para já, trabalho sozinha. Tenho o apoio do meu marido que também, quando é preciso, é ele quem fica na banca. Sempre que eu ou o meu marido precisamos nos ausentar, temos uma moça que nos substitui temporariamente. 

 

Um facto curioso foi que optou por manter o nome Piques na frutaria...

MM - É verdade. Eu não tenho Piques no meu nome, este era o nome do meu pai que fiz questão de manter. Na altura de dar um nome à empresa, considerei que o que melhor se adequava seria mesmo juntar o meu nome e o do meu pai, afinal foi ele o mentor e o responsável por este projecto que espero que dure ainda muitos e longos anos.

Professores marcam greve para 31 de Janeiro

professor sala de aula

A Fenprof convocou uma greve nacional de educadores e professores para 31 de Janeiro, em reacção à proposta de Orçamento do Estado para 2020 (OE2020), que a federação diz passar ao lado da educação.

Em comunicado, a Federação Nacional de Professores (Fenprof) lamenta que o OE2020 não reflicta um maior investimento no sector da educação, que vai continuar a ter muitos problemas por resolver em 2020.

“Esta área mantém-se financeiramente estagnada, após uma década em que o financiamento público foi reduzido em 12%”, lê-se no comunicado.

Além da falta de reforço dos orçamentos das escolas, a Fenprof aponta a forma como o orçamento continua a ignorar os professores, nomeadamente no que respeita à contabilização do tempo de serviço e outros problemas de carreira, o sistema de aposentações, os “abusos e ilegalidades” nos horários de trabalho e a questão dos salários.

“No que respeita aos salários, os professores, tal como os restantes trabalhadores da Administração Pública, repudiam a provocação dos 0,3%, pois esta `atualização`, depois de 10 anos em que o poder de compra se desvalorizou mais de 16%, provocará uma nova desvalorização”, afirma.

A par da greve nacional, a Fenprof convocou para o mesmo dia uma manifestação, juntando-se ao protesto da Administração Pública em Lisboa.

Ainda antes, a federação vai realizar um cordão humano em frente da Assembleia da República, em 17 de Janeiro, ao mesmo tempo que o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, é ouvido no parlamento, no âmbito da discussão na especialidade do Orçamento do Estado.

O OE2020 foi aprovado ontem na generalidade e segue para apreciação na especialidade até ao dia 6 de Fevereiro.