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Taxa de inflação continua em queda nos Açores

IPC TOTAL ABRIL 19

A taxa de inflação média nos Açores desceu para 0,22%. 

A nível nacional situou-se nos 1,02%.

A taxa de variação homóloga do mês de Abril, nos Açores, situou-se nos 0,16%, sendo a nacional de 0,77%.

A taxa de variação mensal foi de 1,10% nos Açores e 0,58% no país. 

A taxa de variação média dos últimos doze meses, terminados em Abril, do Índice de Preços no Consumidor, “Total”, desceu para 0,22%. 

As maiores variações médias verificaram-se nas classes “Bebidas alcoólicas e tabaco”, “Hotéis, cafés e restaurantes”, “Transportes”, “Acessórios, equipamentos doméstico e manutenção corrente da habitação”, “Educação” e “Bens e serviços diversos” com taxas positivas, respectivamente, de 2,83%, 2,16%, 1,89%, 1,77%, 1,21% e 0,97%.

A taxa de inflação nacional foi de 1,02%.

A taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor, “Total” de Abril, situou-se nos 0,16%, subindo 0,21 pontos percentuais em relação à taxa divulgada no mês anterior.

A taxa homóloga a nível nacional foi de 0,77%. A taxa mensal do índice de Abril “Total”, foi de 1,10%, descendo 0,30 pontos percentuais em relação ao mês de Março. 

A classe “Transportes” com 4,30%, foi a que mais se realçou no sentido da alta, enquanto no sentido da baixa tivemos a classe “Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas” com -0,70%. A taxa mensal a nível nacional foi de 0,58%.

Região com “regime simples de apoios estruturados” para cuidadores informais, afirma Andreia Cardoso S

Andreia Cardoso - comissão 2

A Secretária Regional da Solidariedade Social afirmou ontem no Parlamento que o regime jurídico de apoio ao cuidador informal cria “um regime simples de apoios estruturados” e “garante um conjunto de direitos” aos cuidadores.

“Este diploma, no fundo, congrega a sensibilidade que fomos conseguindo ter e a percepção que fomos tendo das necessidades dos cuidadores”, sublinhou Andreia Cardoso, em declarações aos jornalistas, à margem da audição na Comissão Permanente dos Assuntos Sociais, sobre a proposta de Decreto Legislativo Regional que estabelece Regime Jurídico de Apoio ao Cuidador Informal na Região Autónoma dos Açores.

Segundo disse a Secretária Regional, este diploma surge porque o conhecimento disponível aponta para o crescimento dos cuidadores informais nos últimos anos, “pelo que se torna necessário propiciar as condições necessárias para que tenham apoio nessa missão, capacitando-os para a prestação de cuidados e para a promoção e manutenção do seu bem-estar”.

“Perante o esforço que lhe é exigido, é normal que o cuidador por vezes sinta dificuldades para lidar com a situação. Estes apoios permitem, portanto, responder às necessidades do cuidador, fazendo com que este se sinta mais seguro e valorizado”, explicou.

Andreia Cardoso referiu as medidas previstas no documento que se assumem como os direitos do cuidador informal, designadamente, a informação e formação; o apoio psicossocial e psicológico e o apoio na prestação de cuidados; um sistema de folgas; um período de descanso anual; um apoio para intervenção habitacional; a integração em grupos de autoajuda; o acesso a cuidados de saúde e um apoio financeiro.

“Tendo em conta que o cuidador informal é a pessoa que presta cuidados a um doente com necessidades permanentes no domicílio, sem auferir qualquer retribuição financeira ou outra, é nossa obrigação apoiá-los, na medida em que a presença de um doente com estas características no domicílio altera significativamente as rotinas do cuidador e as suas prioridades”, acrescentou a Secretária Regional.

Este Regime Jurídico de Apoio ao Cuidador Informal compreende um conjunto de apoios destinados a todos aqueles que, nos Açores, têm a seu cargo pessoas com dependência, no sentido de assegurar um conjunto de direitos que permitam aliviar o impacto que esta situação tem nas suas vidas.

Horta lidera aumento de falências com 200% nos primeiros quatro meses

faial horta 2O mês de Abril apresentou um decréscimo no país de 12,9% nas insolvências, com um total de 433 empresas insolventes, menos 64 que no período homólogo de 2018. 

O acumulado totaliza 1.941 insolvências e é inferior aos valores registados nos últimos três anos.

A informação é da Iberinform, uma filial da Crédito y Caución, que oferece soluções de gestão de clientes para as áreas financeiras, de marketing e internacional

Nos primeiros quatro meses deste ano foram requeridas 393 declarações de insolvências (-22% que em 2018), enquanto as apresentações à insolvência pelas próprias empresas baixaram de 499 para 417 (-16,4%). 

Os encerramentos com plano de insolvência tiveram uma quebra de 41,4% (de 29 em 2018 para 17 em 2019). 

No período em análise foi declarada a insolvência de 1.114 empresas (esta ação corresponde ao encerramento de processos), o que traduz um incremento de 20,9% relativamente a 2018. 

Porto e Lisboa permanecem os distritos com o valor de insolvências mais elevado, 510 e 407 respectivamente. 

No entanto, enquanto a capital regista uma diminuição de 28,8% face aos primeiros quatro meses do ano passado, a cidade invicta sofre uma subida de 21,4%.

São dez os distritos com aumentos nas insolvências no primeiro quadrimestre de 2019. 

Este grupo (que representa 58,8% do total de insolvências) é liderado pelos distritos da Horta (200%), Braga (47,4%) e Faro (45,3%). 

Nove distritos (36,2% do total) apresentam uma diminuição em relação a 2018, com as baixas mais acentuadas em Vila Real (-64,7%), Évora (-47,8%) e Lisboa (de 572 em 2018 para 407 em 2019). Beja (11 insolvências), Leiria (77) e Angra do Heroísmo (8) têm uma variação nula.

Por sectores, os principais decréscimos verificam-se na Eletricidade, Gás, Água (-57,1%), Indústria Extrativa (-50%) e Comércio por Grosso (-17,9%). 

Os aumentos mais significativos pertencem às Telecomunicações (100%), Indústria Transformadora (31,4%) e Transportes (18,2%).

 

Constituições baixam 3,1% em Abril 

 

A constituição de empresas em Abril registou uma redução de 3,1%, com menos 119 empresas que em 2018. 

Contudo, o acumulado no final do primeiro quadrimestre do ano totaliza 19.719 novas empresas, mais 14,6% que em 2018, com uma média mensal de 4.930 constituições, valor que supera as médias dos dois anos anteriores.  

Todos os distritos apresentam aumentos nas constituições. 

Os valores mais significativos verificam-se em Lisboa (6.250 novas empresas), Porto (3.613) e Setúbal (1.522); no conjunto estes distritos representam 57,7% do total nacional. 

As maiores variações homólogas pertencem aos distritos da Horta (88,2%), Bragança (53,4%) e Castelo Branco (31,4%).  

Há excepção das Telecomunicações com uma redução de 2,4%, todos os sectores crescem face ao ano passado. 

Os maiores aumentos verificam-se nos Transportes (126,7%), Indústria Extrativa (42,9%) e Construção e Obras Públicas (42,4%). 

SATA anuncia que reservas crescem, com mais receita e taxa de ocupação

Azores Airlines 2Entre os meses de Janeiro a Outubro 2019, o índice de ocupação médio registado (viagens e vendas já realizadas e reservas futuras) no computo geral da operação aérea do Grupo SATA, representa uma subida de + 3 p.p. na taxa de ocupação nas ligações liberalizadas entre o Continente e os Açores; de + 3 p.p. nas rotas ao abrigo das Obrigações de Serviço Público; de + 8 p.p. nas rotas EUA - Portugal e de + 9 p.p. nas rotas Canadá - Portugal - anunciou ontem a administração da SATA. 

“De igual forma, os resultados obtidos ao nível da receita vendida global, denotam uma melhoria nos resultados na ordem dos 16% na operação da SATA Air Açores e da Azores Airlines”, lê-se numa nota enviada ao nosso jornal.

Esta evolução positiva, segundo a SATA, é em parte atribuída ao conjunto de medidas adoptadas no final do ano de 2018, designadamente à implementação de uma aplicação de base tecnológica, que veio permitir melhorar as estimativas da procura e, consequente, optimização da oferta. 

“A adopção deste sistema permite receber informação objectiva acerca da necessidade de efectuar cancelamentos ou a oportunidade de realização de voos extraordinários (mediante a disponibilidade de recursos) face à estimativa de procura e receita”, explica a empresa.

“Em suma, a adopção deste sistema permite receber informação objectiva acerca da necessidade de reforço da oferta de lugares permitindo fazer face, de forma mais ágil, ao aumento de procura. 

Por outro lado, permite um controle mais efectivo evitando o desperdício de recursos. O equilíbrio é alcançado considerando os meios técnicos e humanos disponíveis, ajustados à realidade da operação aérea e à dimensão das transportadoras”, lê-se ainda na nota da SATA.

“Considerando os resultados obtidos até ao momento, o cenário dos próximos meses apresenta-se animador no que respeita à taxa de ocupação média dos voos e consequente aumento da receita. Considerando a proximidade da chegada de mais uma unidade Airbus A321LR estima-se que esta conjugação de esforços venha a concorrer para uma melhoria dos resultados das transportadoras e melhoria da qualidade do serviço prestado”, conclui.

 

Passageiros desembarcados em Abril aumentaram 13,8%

Aeroporto PDLEm Abril de 2019, desembarcaram nos aeroportos dos Açores, 147.252 passageiros, um aumento de 13,8% face ao mesmo mês de 2018. 8. 

Os passageiros desembarcados com origem noutras regiões do território nacional atingiram 77.321, apresentando uma variação homóloga positiva de 19,8%, e os com origem no estrangeiro foram 12.274, originando um decréscimo homólogo de 14,6%.

Nos últimos três meses, desembarcaram nos aeroportos dos Açores, mais 7,4% de passageiros que em igual período de 2018, enquanto que nos últimos 6 meses, verificou-se, igualmente, uma variação homóloga positiva, de 6,5%. 

A ilha com maior número de passageiros desembarcados no mês de Abril foi a de São Miguel com 87.357, seguida da Terceira com 26.448 e do Faial 10.260. A ilha que apresentou maior crescimento homólogo mensal foi a do Faial com 19,5%, seguindo-se a Terceira com 18,9%, Graciosa (17,9%) e Flores com 16,3%. 

Em sentido inverso, a ilha do Corvo registou decréscimo mensal homólogo no desembarque de passageiros de 15,4%.

A ilha que apresentou maior variação homóloga positiva nos últimos 3 meses foi igualmente a do Faial (13,7%), seguida das Flores com 11,7%. 

Quanto ao acumulado dos últimos 6 meses, a ilha que verificou maior variação homóloga positiva foi igualmente a do Faial com 12,8%, seguida da Graciosa (7,6%), São Miguel (7,2%), Flores (6,2%) e Corvo com 6,1%.