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Estabelecido calendário para retoma de actividades de prestação de cuidados de saúde

hospital corredorFoi estabelecido o calendário para a retoma das actividades de prestação de cuidados realizadas ao abrigo de convenções com o Serviço Regional de Saúde e de medicina dentária, estomatologia e odontologia, bem como da actividade clínica privada das especialidades médicas de estomatologia, oftalmologia e otorrinolaringologia, revelou ontem o Executivo açoriano.

Estas actividades serão retomadas gradualmente nas nove ilhas dos Açores de acordo com a seguinte calendarização: a partir das 00h00 de 6 de Maio em Santa Maria, Flores, Corvo, Terceira, Faial, Pico e São Jorge; a partir das 00h00 de 17 de Maio na Graciosa; e a partir das 00h00 de 22 de Maio em São Miguel.

Recorde-se que as actividades em causa estão suspensas desde meados de Março com o objectivo de prevenir e limitar a propagação da infecção pelo novo coronavírus nos Açores, sendo excepcionadas as situações clínicas comprovadamente urgentes e inadiáveis.

O despacho, já remetido para publicação em Jornal Oficial, insere-se no âmbito da flexibilização das medidas restritivas adoptadas no sector da saúde, que visaram, de forma responsável e proporcional, prevenir e limitar a propagação da infecção pelo novo coronavírus SARS-CoV-2 na Região Autónoma dos Açores.

“Chegam ao hospital já em situação mais grave e a nossa intervenção torna-se mais difícil”

Hospital PDL2Numa altura em que já se fala num regresso à normalidade da actividade assistencial nos hospitais e unidades de saúde dos Açores, preparando-se uma eventual retoma de consultas, exames e cirurgias, os açorianos estão a evitar dirigir-se aos serviços de saúde com receio de contrair o novo coronavírus. Uma situação que pode contribuir para o agravamento de outras patologias. 

É o caso dos doentes com problemas do foro respiratório, que pertencem a um grupo de elevado risco. “As outras doenças não acabaram e temos que ter isto sempre presente”, alertou o director do Serviço de Pneumologia do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), Carlos Pavão, considerando que, na área da pneumologia, “a preocupação é maior por haver maior risco de contágio”. 

“As pessoas ficaram com receio de vir ao hospital. A procura tem diminuído muito significativamente e isso preocupa-nos. Os doentes que vêm ao hospital, chegam já em situação mais grave e a nossa intervenção torna-se mais difícil”, relata o médico, em declarações ao Diário dos Açores, que considerou que a maior preocupação se prende com os doentes oncológicos e insuficientes respiratórios crónicos.

Lembrando que “o serviço de Urgência continuou aberto e o serviço de Pneumologia, nas situações que se justificam, continuou a desenvolver as suas actividades de forma mais restritiva”, o pneumologista refere que, mesmo assim, os utentes desmarcam consultas por iniciativa própria. “É uma situação que se verifica realmente. As pessoas faltam com bastante frequência. Mesmo antes de se desmarcar as consultas, as pessoas telefonam a dizer que não vêm”, conta.

 

Acompanhamento via telefone

 

“As vias aéreas são o ponto de partida da dispersão do vírus no meio ambiente e, portanto, a patologia respiratória tem um grande risco quer para os profissionais de saúde, quer para os doentes com covid-19. Por isso, foi mandatório restringir a intervenção presencial neste tipo de doentes”, explicou o médico, que garantiu que os utentes do serviço que dirige continuaram a ser acompanhados por consultas telefónicas.

Recorde-se que foram identificados vários infectados por covid-19 no HDES, entre profissionais de saúde e utentes. A suspensão de consultas externas presenciais, exames, tratamentos e admissões programadas em internamento e cirurgias, com excepção dos casos “urgentes, prioritários e inadiáveis”, fazem parte do plano de contingência da unidade hospitalar, para fazer face ao surto.

“Os doentes insuficientes respiratórios crónicos são os que ocupam a maior parte da nossa consulta e tiveram, neste período, um acompanhamento telefónico regular. Todos os doentes das consultas do sono, na data das suas consultas agendadas, também tiveram este acompanhamento telefónico”, afirmou.  

 

Doentes oncológicos: 

“perdem-se tempos terapêuticos”

 

Com os doentes com cancro do pulmão, Carlos Pavão admitiu haver uma maior preocupação. 

“A oncologia preocupa-nos, porque perdem-se tempos terapêuticos, mas todos os doentes com suspeita deste tipo de patologias foram chamados e avaliados com os exames adequados ao esclarecimento da sua situação clínica. Temos tido isto em atenção na nossa intervenção”, assegurou. 

Quanto às consultas de situações menos graves, o especialista afirma que “aguardam marcação e serão oportunamente marcadas, quando se começar a abrir os serviços e saúde, que será dentro de pouco tempo, sempre com a limitação que nós temos, que é o facto de a via respiratória ser um risco muito significativo”. 

“De qualquer modo, estamos a testar os doentes previamente dos exames a tomar as medidas necessárias para diminuir os riscos, quer para os profissionais de saúde, quer para os utentes do hospital”, realçou.

Segundo o director do Serviçod e Pneumologia, “todo o hospital tem vindo a desenvolver um conjunto de regras de segurança de forma a garantir que os doentes não portadores de covid-19 sejam avaliados, seguidos e tratados de uma forma segura”. 

 

Regresso lento à normalidade 

 

O especialista salientou que a época de pandemia que agora vivemos é uma situação nova, “de aprendizagem para todos”, frisando que o regresso à normalidade no HDES será a um ritmo lento. 

“Tem se vindo a desenvolver no hospital circuitos diferenciados que permitem uma separação entre os doentes de covid e os outros doentes, de modo a garantir a sua segurança. Quando aumentar as consultas presenciais e o ritmo de utilização dos serviços será sempre feito no respeito pela garantia de segurança de todos os utentes. Provavelmente, terá que ser feito a um ritmo mais lento, mas a minha preocupação e de todo o hospital é garantir a segurança dos nossos serviços”, salientou.

 

Aumenta consumo 

de tabaco em quarentena 

 

O médico admitiu, por outro lado, estar preocupado com o facto de a quarentena a que as pessoas estão sujeitas leve a um aumento do consumo de tabaco.

“É provável que as pessoas estejam a fumar mais agora, enquanto estão em quarentena. As pessoas estão mais preocupadas, mais ansiosas e para estas pessoas o tabaco serve como um factor de relaxamento e de descontração”, frisou Carlos Pavão. 

O especialista considera a situação “preocupante, tal como o sedentarismo e a obesidade. Também se faz menos exercício e coloca uma série de problemas sobre a saúde dos indivíduos que são fonte de preocupação”. 

“É importante que as pessoas confiem na capacidade das instituições para lhes garantir os cuidados de saúde de uma forma segura e também é importante que as pessoas tenham a noção que têm que ter os comportamentos adequados para evitar o aparecimento ou agravamento das suas doenças”, alertou. 

 

Nicotina boa para doentes 

com Covid? “Não faz sentido”

 

Na passada semana investigadores em França anunciaram que estavam a investigar a hipótese de a nicotina pode ter um efeito protector contra a Covid-19, uma hipótese apoiada pelo baixo número de fumadores entre os doentes hospitalizados. Questionado sobre este estudo, Carlos Pavão rejeitou haver este benefício.

“Há vários estudos contraditórios. A maior parte aponta para um aspecto negativo do tabagismo sobre a Covid-19. As recomendações da Sociedade Portuguesa de Pneumologia são de que o tabagismo é prejudicial a todos os doentes respiratórios e não haverá este benefício que pretendem fazer crer”, refere ao Diário dos Açores.

O pneumologista adianta haver uma “proliferação de produtos derivados do tabaco com uma grande força comercial, publicitária”, pelo que  “os estudos a tentar validar os benefícios do tabagismo aparecem cada vez mais”.

“A evidência científica é que o tabagismo é um factor de agravamento de todos os aspectos respiratórios, nunca terá um padrão protector sobre qualquer doença”, acrescenta, salientando que o novo coronavírus é muito recente para haver provas do que será ou não benéfico para os infectados.

“É uma situação muito nova e há factores que confundem imenso. Neste curto espaço de tempo estar a dizer que a nicotina tem um efeito protector, por muitos trabalhos que haja, provar isso é muito prematuro”, afirmou. 

O especialista recordou que, em relação ao tabaco aquecido e tabacos alternativos, os estudos promovidos pela indústria tabaqueira “diziam que eram perfeitamente seguros e recentemente começou-se a verificar mortalidade e problemas de saúde graves relacionados com este tipo de consumos”. Por isso reiterou: “Não faz sentido que o tabaco, sendo um principal factor de doenças respiratórias e não só, possa ter um factor protector sobre outra patologia”, reiterou.

 

Médicos e Enfermeiros defendem reagendamento de consultas e cirurgias em atraso

Hospital interior

A Ordem dos Médicos nos Açores quer a retoma da actividade assistencial em articulação com as unidades de saúde de ilha, no âmbito do documento do Governo dos Açores para uma “saída segura” da pandemia.

“É um documento genérico, com coisas substancialmente importantes. A nossa principal preocupação em relação ao documento é realmente a retoma da actividade assistencial em segurança e completamente articulada com as unidades de saúde”, afirmou a Presidente do Conselho Médico da Ordem dos Médicos nos Açores, Isabel Cássio.

A Ordem dos Médicos é uma das entidades a quem o Governo dos Açores pediu para contribuir no roteiro “Critérios Para Uma Saída Segura da Pandemia Covid-19”.

Isabel Cássio salientou que a situação dos casos de Covid-19 é “completamente diferente” em cada uma das ilhas e em cada uma das especialidades clínicas.

“Também em cada especialidade a situação é diferente. Lembro que em termos de oncologia as coisas mantiveram-se mais ou menos estáveis, enquanto em outras actividades a actividade de rotina foi quase completamente suspensa”, disse.

Isabel Cássio defendeu a articulação com cada unidade de saúde e conforme as diferentes especialidades para a criação de um “programa muito prático” que norteie a retoma da actividade assistencial.

“A nossa sugestão é que a retoma seja articulada dentro de cada unidade de saúde e dentro de cada unidade de saúde articulada com cada especialidade. De maneira a que se faça um programa muito prático e muito pragmático para retomar aquilo que não se fez durante este tempo”, apontou.

A responsável pela Ordem dos Médicos na região deu o exemplo do Hospital Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, para destacar que as consultas e as cirurgias programadas foram “substancialmente” suspensas.

Os motivos que levaram a esta suspensão - ter capacidade de resposta aos doentes com Covid-19 e a diminuição da afluência aos hospitais - já estão “ultrapassados”, segundo Isabel Cássio, uma vez que a capacidade assistencial “nunca foi posta em causa” e que os circuitos entre os doentes estão “completamente definidos”.

“Acho que está na altura de fazermos esse plano e de voltarmos a recuperar aquilo que não foi feito, sob pena de nos Açores se estar a passar o mesmo que foi divulgado não só pela escola de saúde pública, como pelo estudo da Ordem dos Médicos”, alertou.

 

Parecer da Ordem dos Enfermeiros

 

Também a Ordem dos Enfermeiros nos Açores enviou uma carta ao Governo regional. Para Pedro Soares, Presidente do Conselho Directivo, “é para nós de uma importância extrema este convite e esta possibilidade de podermos colaborar numa saída em segurança deste período de pandemia que estamos a passar, sendo que desta forma estaremos a dar o contributo de uma classe profissional que esteve desde o primeiro momento na única linha que separa a Covid-19 das nossas populações.”

Nesta proposta, a Ordem dos Enfermeiros na Região deixa bem patente no documento a sua intenção de aprofundar o trabalho imediato em duas vertentes, os utentes não Covid e a lacuna de enfermeiros em algumas instituições. “Julgamos ser fundamental a reorganização imediata e em segurança de toda a vertente assistencial aos utentes não Covid, com reagendamentos em atraso, assistência comunitária, assim como suprimir a falta de enfermeiros que ficou bem patente em algumas áreas, em algumas Instituições. É hora de colocarmos trancas à porta no que a alguns assuntos diz respeito e ficaram bem evidentes, e os Enfermeiros têm razões a serem atendidas o quanto antes.”

 

UGT-Açores concorda com retoma da economia

Pessoas na rua PDLA UGT-Açores, no parecer enviado ao Governo regional, considera “estarem reunidas as condições que nos levem a avançar, com segurança e de forma progressiva, no sentido da retoma da economia e do nosso colectivo quotidiano”.

 “Concordamos, assim, com a urgência manifestada no sentido da necessidade de se proceder ao levantamento das actuais restrições ao normal funcionamento da nossa economia e sociedade e que esse levantamento se faça duma forma rápida, segura e progressiva, das ilhas e sectores económicos e mais resilientes para os que ainda não dêem garantias de defesa da segurança e saúde públicas. A evidência da importância da retoma da economia para manutenção e sobrevivência das empresas, dos postos de trabalho e da integralidade dos rendimentos dos trabalhadores é por demais evidente e consensualmente aceite por todos”, lê-se na carta enviada ao governo e a que o nosso jornal teve acesso.

A UGT-Açores diz que tem “defendido e defende, a necessidade urgente e imperiosa do Governo Regional procurar a todo o custo não só os postos de trabalho como a integralidade dos seus salários de modo a garantir intactos os rendimentos fundamentais que permitam o retomar do consumo interno imprescindível à subsequente retoma da economia. Para tanto, impõe-se um apoio concomitante á liquidez das empresas que evitem a sua consequente falência e o despedimento dos respetivos trabalhadores”. E conclui: “Quanto às medidas concretas para a retoma segura da economia, apresentá-las-emos logo que nos seja remetido o segundo documento referido por Vª. Exª., adiantando-se, porém, e desde já, que estas medidas devem ser tanto quanto possível práticas, seguras eficientes de modo a não se constituírem, elas próprias, um entrave ao objectivo pretendido”.

Açores registam dois óbitos no sétimo dia sem novos casos positivos de Covid-19

1111tiago lopes - 29 abril

Pelo sétimo dia consecutivo, os Açores não registaram qualquer caso positivo de Covid-19, resultante das 406 análises realizadas nos dois laboratórios de referência da Região nas últimas 24 horas, sendo que estes dados ainda não reflectem os resultados à terceira ronde de testes realizada a utentes funcionários do Lar do Nordeste, como confirmou ontem Tiago Lopes, o Director Regional de Saúde.

Ainda assim, há a registar a ocorrência de dois óbitos. Um diz respeito a uma utente de 86 anos de idade internada no Hospital do Divino Espírito Santo, de Ponta Delgada, e proveniente do Lar da Santa Casa da Misericórdia do Nordeste, o outro óbito refere-se a um utente de 56 anos, do concelho de Ponta Delgada, também internado no Hospital de Ponta Delgada e em cuidados paliativos instituídos, mas que no âmbito do seu internamento foi infectado por via da cadeia de transmissão secundária verificada no Hospital do Divino Espírito Santo.

Com estes dois óbitos, eleva para 13 o número de mortos na Região por covid-19.

Registaram-se também três casos de recuperação de infecção por SARS-CoV-2, nomeadamente de dois indivíduos do sexo masculino, de 28 e 40 anos de idade, e de um indivíduo do sexo feminino, de 29 anos de idade, todos residentes na ilha de São Miguel. Uma destas recuperações diz respeito a um jovem do concelho da Ribeira Grande que se torna assim no primeiro caso de recuperação neste concelho da zona norte de São Miguel. Com estas recuperações, a ilha de São Miguel passa a ter mais recuperados do que casos activos.

Assim, até ao momento, já foi detectado na Região um total de 138 casos, verificando-se 40 recuperados (26 de São Miguel, 8 da Terceira, 1 do Pico e 5 de São Jorge), 13 óbitos com uma média de idades de 84 anos e quase todos do sexo feminino, com excepção de um (todos de São Miguel, sendo que 9 são do Lar do Nordeste, 1 da Povoação e 3 de Ponta Delgada) e 85 casos positivos activos para infecção pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, que causa a doença Covid-19, sendo 61 em São Miguel, três na ilha Terceira, cinco na Graciosa, dois em São Jorge, nove no Pico e cinco no Faial.

Às 16h00 de ontem, existiam 768 pessoas a aguardar colheita ou resultado de análises laboratoriais e 2052 vigilâncias activas.

Ao nível dos internamentos, Tiago Lopes revelou que se encontram 30 utentes internados, 13 no Hospital do Divino Espírito Santo em Ponta Delgada, 4 no Hospital de Santo Espírito, na ilha Terceira, com um utente em cuidados intensivos, 1 no Hospital da Horta, ilha do Faial e 12 no Centro de Saúde do Nordeste, na enfermaria Covid criada para o efeito. Em contexto domiciliário encontram-se 55 utentes (2 na ilha Terceira, 4 no Faial, 3 na Graciosa, 9 no Pico, 1 em São Jorge e 36 em São Miguel).

 

Retoma da actividade “regrada”

 

À semelhança do já decretado a nível nacional em que não serão permitidas deslocações entre concelhos no território continental no próximo fim-de-semana prolongado de 1 a 3 de Maio, o responsável pela Autoridade de Saúde Regional avança que se trata de um cenário que está a ser avaliado, adiantando que será uma decisão que “tem que ser consertada e articulada”, tendo por base o facto de que “a evolução do surto tem sido mais favorável e, portanto, temos que atender a essa própria evolução e ao que são as nossas perspectivas e cenários futuros, num curto espaço de tempo, atendendo a tudo aquilo que já foi comunicado no que diz respeito à continuidade ou não do estado de emergência e das medidas mais restritivas que têm sido implementadas na Região”.

Quanto à retoma da actividade empresarial e da possibilidade de alguns empresários estarem a anunciar o regresso à actividade nos Açores, Tiago Lopes deu conta que se trata de uma situação que está a ser acompanhada de modo a que não existam “interpretações erróneas ou excessivas daquilo que foi comunicado” pelo Presidente da República.

De acordo com este responsável, trata-se de um trabalho que está a ser feito em conjunto com as forças de segurança uma vez que, enquanto não for levantado o estado de emergência, são estas forças as responsáveis pela sua implementação e manutenção. Neste sentido, o responsável pela Autoridade de Saúde Regional, avançou que “estas situações que vão sendo detectadas” são corrigidas pontualmente, “no sentido de melhor elucidar e esclarecer os diferentes responsáveis ao nível do comércio local e da própria população em geral sobre aquilo que irá ocorrer ao longo dos próximos dias”.

Tiago Lopes diz entender a existência de alguma “ansiedade” por parte dos empresários e da população em quererem voltar ao activo, mas alerta que “apesar de todas as medidas que estão a ser implementadas e que possam ser aliviadas nos próximos dias”, é necessário haver “cautela porque não se pode dizer de forma peremptória que o surto está controlado”. O Director Regional da Saúde relembra que as medidas de precaução e prevenção básicas como o distanciamento social, as regras de etiqueta respiratória, lavagem frequente das mãos ou o uso de máscaras serão para manter. Como explicou, “este dito regresso à normalidade vai exigir de todos nós um novo contrato social e a manutenção de uma actividade mais regrada que não será a normal a que estávamos habituados, mas será uma fase de adaptação nos mais diversos sectores, seja o turismo, transportes, saúde ou a educação, sem nunca descurarmos a possibilidade da ocorrência de um novo foco infeccioso e sejamos surpreendidos por descurarmos em demasia algumas destas medidas”.