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Sindicato denuncia chefias no HDES que desvalorizam sintomas de Covid nos trabalhadores

HDES

O STFPSSRA - Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas, denunciou ontem, em comunicado enviado ao nosso jornal, chefias no Hospital de Ponta Delgada que desvalorizam sintomas de Covid-19 em trabalhadores.

Diz o sindicato que, após tomar conhecimento sobre a situação de trabalhadores Assistentes Operacionais do Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada, com sintomas de Covid-19, iniciou as diligências a fim de aferir o sucedido.

“Este Sindicato foi informado que os Assistentes Operacionais, trabalhadores do Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada, apresentaram sintomas de Covid-19, desde Domingo dia 15 de Novembro de 2020, e relataram o sucedido ao seu superior hierárquico, que desvalorizou a situação, sendo que, essa situação em contexto idêntico, já aconteceu no passado, por parte de chefia”.

Para além da denúncia, o sindicato alerta que “as chefias devem ter atenção redobrada sobre a sua postura para com os seus subordinados, nomeadamente os Assistentes Operacionais”. 

E acrescentam: “Devem, também, estar aptas a comunicar, escutar e saber liderar a respectiva equipa, para o caminho do sucesso. Queremos, com isso dizer, que os Assistentes Operacionais não estão sendo levados a sério no que concerne a sintomas, e algumas chefias não exercendo o seu respectivo cargo de chefia, começam a colocar equipas em risco”.

 “Relembramos também, que os Assistentes Operacionais são profissionais de saúde e que merecem todo o respeito por parte da (s) chefia (s), e que quando não são ouvidos e apresentem sintomas de COVID-19, apelamos aos mesmos, que entrem em contacto com a Linha Saúde o mais rápido possível, a fim de se conseguirem conter os riscos de contaminação nos locais de trabalho”, apela o  sindicato.

 “Este Sindicato está, e mantém-se, ao lado de todos os trabalhadores Assistentes Operacionais do Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada, na sua defesa, representação e em repor a verdade dos acontecimentos!”, conclui a nota enviada ao nosso jornal.

 

Sérgio Ávila não compareceu à reunião com Bastos e Silva

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Sérgio Ávila não compareceu à reunião de transição da pasta das Finanças com o seu sucessor Bastos e Silva.

O novo Secretário regional das Finanças fez a revelação ontem, no parlamento, após a posse do governo, dizendo que tinha sido recebido apenas pelo Chefe de gabinete de Sérgio Ávila.

“Correu tudo bem, fui bem recebido, falei com muitos dos funcionários, alguns dos quais já conhecia, mas o Dr. Sérgio Ávila não compareceu, o que não me surpreende”, disse Bastos e Silva.

Recorde-se que Vasco Cordeiro, quando recebeu José Manuel Bolieiro no Palácio de Santana, disse que já tinha transmitido a todos os seus secretários para colaborarem na transição de pastas com os novos governantes.

Artur Lima, Vice-Presidente com a pasta da Solidariedade, disse ontem, por sua vez, que já tinha reunido com a sua antecessora e que “tudo tinha corrido bem”.

Na tomada de posse do novo governo, ontem na Horta, foi muito comentada a ausência de Carlos César, antigo Presidente do Governo regional, enquanto que Mota Amaral, primeiro Presidente da Região, marcou presença.

 

Concerto de fim de ano nas Portas da Cidade e fogo-de-artifício cancelados

Fogo de artificio

A Câmara Municipal cancelou o tradicional festival pirotécnico que marca a Passagem de Ano na cidade de Ponta Delgada, face ao actual contexto de pandemia.

Uma medida tomada “para evitar atrair e concentrar demasiadas pessoas no centro histórico da cidade, considerando as crescentes recomendações das autoridades de saúde”, refere a autarquia em comunicado. 

A verba municipal que se encontrava destinada para o fogo-de-artifício, através de protocolo a celebrar com a Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, no montante global de 35 mil euros, será aplicada em iniciativas de apoio local às famílias e às empresas, “considerando as dificuldades sócio-económicas decorrentes da pandemia de Covid-19”.

 

Girândola de foguetes 

e palcos itinerantes 

 

A passagem para 2021 não deixará, contudo de ser assinalada, mas de forma diferente. “Em alternativa, para assinalar, tanto quanto possível, o momento simbólico da passagem de ano, a Câmara Municipal vai adquirir localmente uma girândola de foguetes a disparar sobre a cidade, que as pessoas poderão ouvir sem necessidade de saírem das suas casas”, explica o município.

Também o grande concerto de passagem de ano, tradicionalmente realizado nas Portas da Cidade, não irá decorrer. Em vez disso, “alguns artistas locais, contratados no âmbito do apoio à cultura, percorrerão a cidade em três veículos adaptados para levarem animação musical de carácter itinerante às zonas residenciais de Ponta Delgada”.

 

O programa 

 

No que toca ao programa de Natal, a Câmara Municipal sublinha que será também “simbólico”, envolvendo 127 artistas.

Segundo o vereador da Cultura e do Desenvolvimento Social, trata-se de um programa elaborado com o intuito de assinalar a quadra festiva, num contexto de “grande imprevisibilidade e sem descurar a questão da saúde e a necessidade de potenciar o comércio local”. 

Paulo Mendes acredita que “o equilíbrio entre as celebrações que cimentam a nossa existência enquanto sociedade e essa nova normalidade é difícil e exigente, mas premente”, apelando à responsabilidade individual e colectiva. 

O programa de Natal arranca esta sexta-feira e privilegia os concertos online e as actuações itinerantes, envolvendo 127 artistas na dinamização do centro histórico da cidade.

Às 17h00 de sexta-feira, 27 de Novembro, haverá animação itinerante no centro histórico da cidade assegurada pelos Duendes de Natal da Associação Tradições. No mesmo dia, às 18h00, terá lugar nas Portas da Cidade a Inauguração da Iluminação de Natal. 

Já no sábado, a Casa do Pai Natal, situada na Rua Machado dos Santos n.º 101 A, estará aberta das 10h00 às 13h00.  

Na segunda-feira, às 17h00, o centro histórico será palco do Natal Gigante da Associação Tradições. 

Entretanto, no feriado de 1 de Dezembro, terça-feira, entre as 16h00 e as 18h00, a Casa do Pai Natal volta a abrir, na quarta-feira, entre as 16h30 e as 17h30, os Duendes & Companhia da Associação de Artes Circenses dos Açores – 9 Circos vão andar pelo centro histórico, e na quinta-feira, também entre as 16h00 e as 18h00, as crianças podem visitar a Casa do Pai Natal. 

Na sexta-feira, 4 de Dezembro, às 17h00, o Mercado da Graça recebe os Back to the Funk, e haverá Música nas Varandas da Rua Machado dos Santos, n.º 83 (80 db’s), Rua Hintze Ribeiro, n.º 26 (Duo Emanuel e Alexandra), Raíz Bar (Denno) e Câmara Municipal de Ponta Delgada (Álvaro Pimentel e Cristóvão Medeiros).

No sábado, 5 de Dezembro, o Mercado da Graça volta a acolher os Back to the Funk e a Casa do Pai Natal vai estar aberta entre as 10h00 e as 13h00. Na segunda-feira seguinte, o centro histórico recebe a animação itinerante A Ilha do Gelo, da Associação Tradições. 

Na terça-feira, feriado 8 de Dezembro, a Casa do Pai Natal vai estar aberta entre as 16h00 e as 18h00, havendo animação itinerante em simultâneo. 

Na quarta-feira, entre as 16h30 e as 17h30, a Associação de Artes Circenses dos Açores – 9 Circos traz O Natal com Noz ao centro histórico, e na quinta-feira, também entre as 16h00 e as 18h00, as crianças podem visitar a Casa do Pai Natal. 

Na sexta-feira, às 17h00, o Mercado da Graça recebe os Back to the Funk, e haverá Música nas Varandas da Rua Machado dos Santos, n.º 83 (Renato Medeiros), Rua Hintze Ribeiro, n.º 26 (Luís Senra), Raíz Bar (Sara Cruz) e Câmara Municipal de Ponta Delgada (Trio Filipe Frazão).

No sábado, 12 de Dezembro, o Mercado da Graça volta a acolher os Back to the Funk, às 09h00,  e a Casa do Pai Natal vai estar aberta entre as 10h00 e as 13h00.

No domingo, às 17h00, o destaque vai para o concerto online (site, facebook, instagram e youtube da Câmara Municipal) com a Sinfonietta de Ponta Delgada. 

Na segunda-feira, às 17h00, o centro histórico recebe o Pai Natal Gigante, da Associação Tradições. 

Na terça-feira, 15 de Dezembro, a Casa do Pai Natal vai estar aberta entre as 16h00 e as 18h00, e na quarta-feira, entre as 16h30 e as 17h30, Os sobrinhos de Natal saem à rua, numa iniciativa da Associação de Artes Circenses dos Açores – 9 Circos. 

Na quinta-feira, entre as 16h00 e as 18h00, as crianças podem visitar a Casa do Pai Natal, e na sexta-feira, às 14h00, o Mercado da Graça recebe os Back to the Funk, e haverá Música nas Varandas da Rua Machado dos Santos, n.º 83 (Manuel Moniz e Marcos Ávila), Rua Hintze Ribeiro, n.º 26 (Jaime Goth), Raíz Bar (Pedro Silva e Jéssica Sousa) e Câmara Municipal de Ponta Delgada (Jorge Veríssimo e Luís Ramos).

No sábado, 12 de Dezembro, o Mercado da Graça volta a acolher os Back to the Funk, às 09h00,  e a Casa do Pai Natal vai estar aberta entre as 10h00 e as 13h00.

No domingo, às 17h00, o destaque vai para o concerto online (site, facebook, instagram e youtube da Câmara Municipal) com a Orquestra de Câmara de Ponta Delgada. 

Na segunda-feira, às 17h00, o centro histórico recebe A Banda de Natal, da Associação Tradições. 

Na terça-feira, 22 de Dezembro, a Casa do Pai Natal vai estar aberta entre as 16h00 e as 18h00, e na quarta-feira, entre as 16h30 e as 17h30, Os Elfos do Sol de Inverno da Associação de Artes Circenses dos Açores – 9 Circos saem à rua. 

No Dia de Natal, às 17h00, o destaque vai para o concerto online (site, facebook, instagram e youtube da Câmara Municipal) com os Clássicos de Natal, do Coral de São José. 

No domingo também há concerto online, às 17h00, com a Sinfonietta de Ponta Delgada. 

Para a noite de passagem de ano, está prevista animação musical entre as 22h00 e as 23h50, com três palcos itinerantes com artistas locais e um palco itinerante com ecrã LedWall onde será transmitido o concerto de Passagem de Ano no Coliseu Micaelense da Orquestra Ligeira de Ponta Delgada. 

No dia 1 de Janeiro também há concerto online, às 17h00, com a Atlantic Brass Five. 

 

Proibida a circulação entre concelhos, mas Madeira recusa-se a aplicar

Avenida D. Joao III

O Representante da República para os Açores já confirmou que vai haver restrições na circulação entre concelhos nalgumas ilhas dos Açores, decorrente do estado de emergência declarado a nível nacional.  

A própria PSP dos Açores já fez circular um alerta a nível regional. 

Do Governo Regional não se conhece qualquer reacção, esperando-se que o novo governo, que ontem tomou posse, venha esclarecer como será feita esta proibição e em que concelhos. Esta decisão está a causar muita confusão nalgumas ilhas, com autarcas e instituições locais a protestarem contra a medida, por a considerarem exagerada em concelhos que nem sequer têm casos positivos.

 

Proibição nos feriados

 

Recorde-se que a circulação entre concelhos vai ser proibida entre os dias 27 de Novembro e 2 de Dezembro e entre 4 e 9 de Dezembro no continente, segundo anunciou o Primeiro-ministro. 

António Costa avançou que vai ser proibido circular entre concelhos entre as 23:00 do dia 27 de Novembro e as 05:00 de 02 de Dezembro e as 23:00 de 04 de Dezembro e as 05:00 de 09 de Dezembro.

A Madeira já veio dizer que não vai conceder tolerância de ponto ao sector público nem suspender as aulas nos dias 30 de novembro e 7 de dezembro, indicou o presidente do executivo, sublinhando que também não será proibida a circulação entre concelhos. 

“É fundamental perceber o seguinte: nós não temos uma situação (pandémica) equivalente àquilo que se está a passar no continente”, disse Miguel Albuquerque, à margem da inauguração de 15 novos pavilhões no Parque Industrial de Câmara de Lobos, na zona oeste da ilha da Madeira.

O presidente do Governo regional, de coligação PSD/CDS-PP, afirmou que o decreto que regulamenta o novo estado de emergência, em vigor desde as 00:00 de ontem, motivou “alguma interpretação errónea”, nomeadamente ao referir que o disposto entre os artigos 3.º e 31.º e entre os artigos 45.º e 53.º “é aplicável a todo o território nacional”.   

 

Não é a mesma coisa 

do que no continente

 

“Não temos, neste momento, uma situação equivalente à maioria dos concelhos do continente e, por conseguinte, as medidas cá serão adequadas à nossa realidade e não vamos aplicar cegamente o decreto nacional”, disse, reforçando: “Obviamente, há uma omissão, mas que do ponto de vista da interpretação é clara, que é a circunstância de aquele decreto ser aplicado ao território continental.”

Miguel Albuquerque indicou que foram já solicitados esclarecimentos sobre a situação aos gabinetes do primeiro-ministro e do Presidente da República, e remeteu para hoje o anúncio de novas medidas de contenção da covid-19 no arquipélago.

O chefe do executivo deixou, no entanto, claro que não haverá tolerância de ponto nem suspensão da atividade letiva nos dias 30 de novembro e 07 de dezembro, e também não será proibida a circulação entre concelhos.

“Isso não vai acontecer na Região Autónoma da Madeira porque o nosso índice de infeção por 100 mil habitantes é 58”, disse, sublinhando que o arquipélago ainda não tem transmissão comunitária ativa. 

De acordo com os mais recentes dados da Direção Regional de Saúde, a Madeira regista 166 infeções ativas de covid-19, num total de 691 casos positivos assinalados desde 16 de março. 

Apesar da posição do Governo Regional, a Câmara Municipal do Funchal, liderada pela coligação Confiança (PS/BE/PDR/Nós, Cidadãos!), já anunciou que vai aplicar o disposto no decreto que regulamenta o estado de emergência em relação à tolerância de ponto e ao uso obrigatório de máscara pelos funcionários nos locais de trabalho. 

 

Pandemia agravou a perda de empregos nos Açores

população empregada grafico 20

O inquérito ao Emprego relativo ao 3º trimestre do corrente ano, recentemente divulgado pelo SREA, mostra que a população empregada, em alguns setores, já tinha começado a diminuir no final do ano passado, situação que se agravou com a pandemia.

O emprego no sector do Comércio e Serviços, onde se inclui o turismo, por exemplo, começou a diminuir no final do 3º trimestre de 2019, depois manteve a curva descendente com os efeitos da COVID, resultando numa quebra total de 7,1%.

Se se analisar, em separado, o caso particular do turismo, verifica-se que esta atividade empregava cerca 9600 funcionários no final do verão passado, porém, esse número começou a descer face à acentuada sazonalidade do setor e continuou a diminuir em resultado das medidas implementadas para fazer face à COVID , fazendo com que o sector perdesse mais de mais de dois mil funcionários, o que corresponde a um decréscimo de aproximadamente 17%.

 

Agricultura diminui oferta de trabalho

 

 Com alguma surpresa, pior neste período, foi a agricultura que perdeu 16% dos postos de trabalhos, desde Setembro de 2019, um setor que habitualmente funcionava como “tampão” das crises, dando empregos a pessoas saídas de outros atividades que enfrentam dificuldades económicas. 

Foi um setor que muitas vezes que teve muitas vezes no passado uma função social, mas que, agora, face a diversas causas deixou de o ser. 

Hoje é, em muitos casos, uma atividade familiar, facilitada com a ajuda de equipamentos mecânicos.

A Indústria e a construção no conjunto do último ano também registaram quebras na população empregada, todavia, nos dois últimos trimestres, registaram significativos aumentos. 

Foram, de resto, sectores que se mantiveram sempre em atividade e apesar da pandemia registaram crescimentos de emprego de 3% na construção e 6% na indústria. 

No caso da construção este valor é visível, de igual modo, no aumento de venda de cimento que cresceu cerca de 10 % de Janeiro a Outubro.

O sector com maior crescimento foi o da Administração Pública, que já registado crescimentos no 3º trimestre de 2019 e manteve a curva ascendente nos dois últimos trimestres, no forte da pandemia, em particular o sector da saúde com uma subida de 15,5%.

 

Texto e Gráfico de Rafael Cota