TAP começa a voar de Ponta Delgada para Boston a 4 de Junho

TAP

A rota Ponta Delgada - Boston anunciada pela TAP há cerca de uma semana tem início programado para 4 de Junho, com partida da cidade micaelense às 16h15 e chegada ao destino às 17h55 (horas locais).

Há 19 anos que a TAP não operava essa rota, que agora retoma ‘graças’ à incorporação dos novos Airbus A321neo LR, um avião ‘narrow body’ de longo alcance que permite custos de operação mais económicos, lembra a agência de notícias PressTur.

A programação da companhia portuguesa prevê cinco voos por semana de Ponta Delgada, no voo TP219 às segundas quartas, quintas, Sábados e Domingos, pelas 16h15, com chegada às 17h55 (hora local).

Os regressos de Boston (voo TP220), em horas locais, são às 22h30, com chegada aos Açores às 7h20 do dia seguinte.

Ao anunciar esta rota, a TAP realçou que, “a partir de 2020, Portugal terá, a partir de Lisboa e de Ponta Delgada, duas rotas directas para Boston, cidade hub da JetBlue, parceira da TAP, o que permitirá à companhia portuguesa transportar ainda mais passageiros provenientes de vários pontos dos EUA”.

 

Lisboa-Montreal a partir de 23 Maio

 

O Sábado de 23 de Maio é a data avançada pela TAP aos sistemas globais de reservas para retomar os voos Lisboa - Montreal, Canadá, que deixou de voar em Outubro de 1994, e que é uma das rotas possibilitadas pela incorporação dos novos Airbus A321neo LR.

A companhia, que tem previsto voar essa rota todos os dias, à excepção das Quartas-feiras, tem programada a partida de Lisboa (voo TP253) para as 14h55, com chegada ao Canadá às 17h40 (hora local).

O voo de regresso (TP254), é nocturno, com saída de Montreal às 19h10 (hora local) e chegada a Lisboa prevista para as 6h50 do dia seguinte.

Esta rota foi anunciada no dia 19 de Novembro.

A TAP tem também prevista para 12 de Junho a abertura do seu 11º destino no Brasil, a cidade de Maceió, capital do estado de Alagoas, que num passado não muito distante era ‘território’ da Air Luxor, precursora da Hi Fly da família Mirpuri, que todos os verões vendia pacotes turísticos próprios com charters de Lisboa.

A sua grande proximidade com Pernambuco e Bahia, estados cujas capitais há muito têm voos directos da TAP, porém, não ajudou a que a companhia portuguesa avançasse com voo também para Maceió, apesar do interesse que o litoral do estado sempre suscitou nos grupos hoteleiros portugueses, o que o Airbus A321neo LR veio possibilitar.

A companhia avançou então há cerca de uma semana que decidiu começar a rota Lisboa - Maceió a partir do início do próximo Verão, aproveitando a visita à companhia de uma delegação do estado liderada pelo governador Renan Filho .

A programação da companhia prevê que o seu voo TP027 Lisboa - Maceió sairá da capital portuguesa às 17h15 às quartas, sextas e Domingos, tendo previsto chegar à capital alagoana às 21h15 (hora local).

O regresso (TP028) é voo nocturno, com saída de Maceió às 22h45 (hora local) e chegada a Lisboa prevista para as 10h35 do dia seguinte.

 

Comerciantes da baixa de Ponta Delgada preparam promoções para a Black Friday

Black FridayAmanhã é a última Sexta-feira do mês de Novembro. Para muitas pessoas, a data é sinónimo de corrida às lojas para aproveitar as promoções que os estabelecimentos comerciais promovem neste dia. Os consumidores fazem fila no exterior dos espaços na esperança de serem os primeiros a entrar e conseguir os artigos desejados a preços baixos. É a chamada Black Friday. 

Pelo menos é este o cenário que se encontra nos Estados Unidos da América, país que está na origem desta tradição que se expandiu a nível mundial ao longo dos anos. 

Os Açores não foram excepção. Por cá, o cenário é mais calmo, mas a adesão à Black Friday tem vindo a aumentar, tanto por parte de comerciantes, que promovem os descontos e alargam horários de funcionamento neste dia, como por parte de consumidores, que procuram as lojas especialmente nesta data, que marca o arranque da época das compras de natal.

Pedro Santos, proprietário da loja de artigos desportivos Urban by Estoril, é um dos comerciantes da baixa de Ponta Delgada que se tem associado nos últimos anos à campanha da Black Friday promovida pela Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, e afirma que tem havido uma boa adesão.

“Nesta data, estamos a proporcionar às pessoas que tenham acesso a produtos de que gostam a preços mais reduzidos. A campanha funciona bem e as pessoas aderem, por isso voltamos a participar este ano”, refere, em declarações ao Diário dos Açores.

“Estamos na expectativa para saber como esta Sexta-feira irá correr e, se correr como no ano passado, será excelente. Em 2018 este dia foi de bastante movimento na cidade e esperamos que se mantenha esta tendência”, revela o comerciante, acrescentando que irá prolongar as promoções até este domingo.  

black friday1Para Pedro Santos, “este dia passou a ser um marco nesta época do ano, pois dita como poderão vir a ser as vendas nas próximas semanas até ao natal”.

Face à concorrência das grandes superfícies, o comerciante diz que o importante é “marcar a diferença”. “Nós temos uma oferta de produtos mais diversificada, com artigos que não se encontram noutras lojas, por isso nota-se que, neste ramo do desporto, os consumidores aderem bastante bem a estas promoções”, salienta. 

Apostar no prolongamento da Black Friday foi também a aposta da loja Quatro Estações de Ponta Delgada. Marta Melo, funcionária do espaço, conta que em vez de apenas um dia, o estabelecimento optou pela semana inteira. “A novidade este ano na nossa loja é a promoção de uma ‘black week’, que está a decorrer desde 25 de Novembro até o dia 30. Em vez do desconto directo, estamos a fazer um desconto de 20% em todos os artigos ao atingir os 50 euros”, conta, acrescentando que o horário de funcionamento será alargado amanhã até às 22 horas. 

“No ano passado, em vez de uma semana fizemos uma campanha de três dias e vendemos muito bem. São dias sempre muito positivos”, garante a vendedora.

Desde que a semana começou, Marta Melo afirma que tem havido uma “boa adesão”, mas deixa a sugestão para que os “parquímetros não fossem pagos neste dia, para ajudar os clientes a se deslocarem ao centro da cidade, em vez de irem às grandes superfícies”. 

Já Adriano Cymbron, responsável pela ourivesaria Ruby, localizada no centro de Ponta Delgada, refere ao Diário dos Açores que nota que “cada vez mais as pessoas procuram este dia” para fazer compras. “Aderimos a esta iniciativa já há três ou quatro  anos e tem dado resultado, por isso continuamos a fazer promoções nesta data. Na sexta-feira, qualquer produto da nossa loja estará em promoção”, frisa.

O responsável pelo espaço é da opinião de que a Black Friday é uma mais-valia para o comércio local e salienta que, “nesta altura em que as pessoas começam a preparar-se para o natal nota-se diferença nas vendas”, frisa. Quanto a expectativas para a quadra natalícia em termos de vendas, Adriano Cymbron diz que “são sempre as melhores. Queremos ultrapassar sempre os resultados do ano passado e penso que será possível. Já se nota uma certa melhoria no poder de compra das pessoas”.

Há, contudo, opiniões contrárias sobre a celebração da data. Rodolfo Tavares, gerente do espaço Casa Cristal, não concorda que a data seja assinalada cá, mas adere à campanha “porque está na moda”. “Nós aderimos porque é um movimento que está na moda, não propriamente porque concordamos. Somos levados na onda de uma iniciativa que nem é portuguesa ou europeia”, diz o responsável.

Rodolfo Tavares vai ainda mais longe e diz ser “cedo” para promoções de compras de natal. “Na América, a Black Friday é na última sexta-feira de Novembro, para ‘limparem’ os artigos antigos e começarem a colocar as novidades. Para nós, isso não faz muito sentido”, defende.

 

“Incentivar o consumo

no comércio de proximidade” 

 

A promoção da BlackFriday insere-se numa campanha mais alargada, denominada “O Nosso Comércio – Perto de si”. Segundo avança fonte da Câmara do Comércio de Ponta Delgada, o objectivo da iniciativa passa por “incentivar o consumo no comércio de proximidade”. 

“Cada estabelecimento estipula os descontos e as promoções que pretende realizar, bem como os produtos a eles associados. Por sua vez, esta Câmara do Comércio, através dos meios ao seu alcance, nomeadamente os meios de comunicação tradicionais e as novas tendências de comunicação como as redes sociais, divulga os estabelecimentos aderentes e as suas iniciativas”, explica a associação empresarial. Foi também proposto que os estabelecimentos se mantenham abertos até às 22h00. “Quantas mais lojas prolongarem o horário, maior o impacto da iniciativa junto do público”.

O número de estabelecimentos aderentes este ano “é ligeiramente superior” ao ano anterior, rondando os 100 estabelecimentos. “São, principalmente, empresas que atuam na área do comércio a retalho e algumas na área dos serviços”, refere a CCIPD. Mas o número não é ainda definitivo. “Como o concurso de montras ocorre no dia 8 de dezembro – Uma das atividades âncora - é normal haver mais inscrições até essa data”, explica a mesma fonte.

“Esperamos uma campanha dinâmica, com muita promoção e divulgação das iniciativas a decorrer e esperamos também aumentar a visibilidade e aproximar o comércio e os serviços aos clientes tradicionais e a novos clientes, a novos segmentos de mercado, através da organização de actividades direccionadas a estes grupos alvo”,

Na campanha “O Nosso Comércio – Perto de si”, a associação empresarial promove também, em Ponta Delgada e Vila do Porto, os tradicionais concursos de montras e irá apoiar a realização de concursos de montras nos outros concelhos em parceria com entidades locais.

Durante o período compreendido entre o dia 1 e o dia 24 de Dezembro decorrerá uma campanha do Sorteio de Natal, que consiste na atribuição de senhas, para um sorteio a realizar na primeira semana de janeiro. Por cada 20 euros em compras nos estabelecimentos aderentes os clientes tenham direito a uma senha (até ao limite máximo de 5 senhas) que dará acesso ao sorteio no qual se habilitarão a ganhar muitos vales de compras que posteriormente poderão ser usados nos estabelecimentos aderentes. Paralelamente,  serão ainda promovidos passatempos nas redes sociais, entre outras acções. 

 

Além dos descontos, 

a animação na Black Friday

 

O município de Ponta Delgada também se associou à Black Friday, com  eventos recreativos e musicais para animar a cidade a partir das 17h00 de amanhã. “Aproveitando o facto do comércio estar a funcionar com horário alargado, mais precisamente até às 22h00, a Câmara de Ponta Delgada promove, entre as 17h00 e as 20h00, no lado norte da Igreja da Matriz, uma actividade destinada aos mais novos, com pinturas faciais e insufláveis. Às 19h00, nas principais ruas do centro de Ponta Delgada, atua a Banda de Natal, da Associação Tradições, enquanto às 20h00, no lado norte da Igreja da Matriz, realiza-se um concerto com a banda Stereo Mode”, revela a autarquia em comunicado.

 

Somos a região do país com menos filiais de empresas multinacionais

ponta delgada - avenidaOs Açores estão na cauda do país no que se refere à localização de empresas multinacionais que abriram uma filial em Portugal.

A nossa Região possui apenas 0,3% dessas empresas.

Segundo o INE, são mais de 6.800 empresas multinacionais no país e empregam quase meio milhão de pessoas. 

As multinacionais que abriram uma filial em Portugal escolheram em mais de metade dos casos a área metropolitana de Lisboa. 

É pelo menos nesta zona que se localizam 57,9% das multinacionais no território nacional. 

E se é em Lisboa que se localizam a maior parte das empresas, é também nesta área metropolitana que elas empregam mais trabalhadores. 

Mais de 68% da mão-de-obra gerada pelas multinacionais está na área metropolitana de Lisboa e mais de 67% da riqueza produzida fica lá.

Ao mesmo tempo que estão distribuídas de forma desigual pelo território nacional, as multinacionais contribuem para o pagamento diferenciado de salários quando comparado com as remunerações pagas pelas empresas nacionais.

A remuneração média mensal nas multinacionais, em 2018, foi de 1.354 euros, ao passo que nas empresas nacionais foi de 966 euros.

Mas esta diferença estreitou-se face ao ano anterior e, se feitas as contas face a 2010, o salário pago no ano passado cresceu, pela primeira vez, mais nas empresas nacionais do que nas multinacionais (5,5%, contra 5,4%). 

Entre 2010 e 2017, o salário pago pelas empresas nacionais tinha aumentado 2,8%, enquanto nas multinacionais tinha subido 5,5%.

 

Desaceleração em todos os sectores

 

Segundo o jornal ECO, a tendência de desaceleração é transversal a praticamente todos os sectores de actividade, havendo mesmo dois onde o número de filiais estrangeiras se reduziu face ao ano anterior. 

São eles o comércio (com uma queda de 0,6% entre 2017 e 2018, o que compara com uma subida de 0,2% no ano anterior) e os transportes e armazenagem (um recuou de 0,3% entre 2017 e 2018, o que compara com um crescimento de 4,3% no ano anterior).

Na ponta oposta está o sector do alojamento e restauração, onde o número de filiais registou um crescimento superior ao do ano anterior (11% contra 10%) – um movimento em contraciclo que não deverá ser indiferente à evolução do sector do turismo.

Embora este sector tenha apresentado este desempenho favorável ao nível do número de filiais criadas, o Valor Acrescentando Bruto (VAB) por elas gerado está a perder força. 

“Por actividade económica, os Outros serviços e a Construção e actividades imobiliárias evidenciaram as taxas de crescimento mais elevadas do VAB (+10,7% e +8,9%, respectivamente) das filiais estrangeiras, em 2018. 

O Alojamento e restauração, que entre 2016 e 2017 tinha apresentado a maior taxa de crescimento do VAB das filiais (+37,9%), registou uma desaceleração no crescimento do VAB (+1,3%) entre 2017 e 2018”, diz o INE.

Com uma dimensão habitualmente superior à das empresas nacionais, as empresas estrangeiras revelam capacidade para empregar um maior número de pessoas. 

“Em termos médios, cada filial estrangeira empregava cerca de 71 pessoas, em 2018 (+3,3 pessoas face ao ano anterior), número muito superior ao das sociedades nacionais que empregavam em média apenas cerca de 8 pessoas”, escreve o INE.

 

Mais produtividade: salário mais alto

 

Ainda segundo o ECO, ao mesmo tempo que são mais produtivas quando comparadas com as empresas nacionais, as estatísticas sobre as filiais de empresas estrangeiras em Portugal revelam também que estas pagam remunerações mais altas.

“A produtividade aparente do trabalho das filiais estrangeiras aumentou de 43.237 euros em 2010 para 44.487 euros em 2018. Entre 2010 e 2018, as filiais estrangeiras registaram, em média, uma produtividade aparente do trabalho superior à das sociedades nacionais em cerca de 18,1 mil euros”, escreve o INE numa análise a uma série de nove anos.

Tal como observado para a produtividade, também a remuneração média mensal foi sempre superior nas filiais estrangeiras, em média +394,7 euros do que nas sociedades nacionais. A remuneração mensal por pessoa ao serviço remunerada das filiais de empresas estrangeiras, em 2018, atingiu 1.354 euros, bem acima do valor correspondente para as sociedades nacionais (966 euros)“, afirma o instituto estatístico, acrescentando que o valor do salário médio nas empresas estrangeiras em Portugal atingiu em 2018 o valor mais alto desde 2010.

No entanto, esta diferença de salários entre as filiais estrangeiras e as empresas nacionais, de 388 euros em 2018, encurtou face ao ano anterior, quando esta divergência era de 408 euros.

Os dados do INE mostram ainda que as filiais estrangeiras em Portugal têm taxas de investimento superiores às das empresas nacionais, mas enquanto as primeiros estão a recuar as segundas estão a aumentar.

Analisando a origem das sociedades que escolhem Portugal, o INE revela que 22,1% das empresas têm origem em Espanha, mas são as francesas que geram mais riqueza em Portugal, quando medido pelo VAB (24,7%).

 

 

Açores são a região do país com o maior risco de pobreza e exclusão social

pessoas em Ponta Delgada1O Instituto Nacional de Estatística acaba de publicar o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, realizado em 2019 sobre rendimentos do ano anterior, onde indica que 17,2% dos portugueses estavam em risco de pobreza em 2018, menos 0,1 ponto percentual do que em 2017. Ao contrário, os indicadores são péssimos para os Açores, que aumentaram num ano o risco de pobreza e exclusão social, de 31,5% em 2017 para 31,8% em 2018.

Transcrevemos a seguir algumas partes do estudo do INE.

 

A Região Autónoma dos Açores é a que voltou a apresentar um risco de pobreza acima da média nacional, sendo mesmo a a maior de todas as regiões e que aumentou no espaço de um ano.

O risco de pobreza nos Açores está nos 31,8%, quando em 2017 era de 31,5%.

Segue-se a Região Autónoma da Madeira, que também  continua a apresentar um risco de pobreza acima da média nacional, mas abaixo dos Açores (27,8%). 

Outro dado que salta à vista no relatório do INE é que a Área Metropolitana de Lisboa tinha em 2018 uma taxa de risco de probreza significativamente inferior ao valor nacional: 13,3%, menos 3,9 pontos percentuais do que o risco de pobreza nacional (17,2%).

A seguir à regiões autónomas com o valor mais alto do risco de pobreza, aparece o Algarve, com uma taxa de 18,7%. 

A região Norte de seguida (18,3%), Alentejo com 17,9% e o centro do país com 17,3%.

Esta análise pode ser completada pelo cálculo de linhas de pobreza regionais. 

Em cada região NUTS II, a linha de pobreza regional corresponde à proporção de habitantes nessa região que vivem com rendimentos monetários disponíveis equivalentes inferiores a 60% da mediana da distribuição dos rendimentos monetários disponíveis equivalentes dessa mesma região. 

Com excepção da Área Metropolitana de Lisboa, os limiares de pobreza regionais encontram-se abaixo do limiar de pobreza nacional, refletindo as diferentes condições socioeconómicas, nomeadamente, diferentes níveis de custo de vida.

A utilização de linhas de pobreza regionais resulta no aumento do risco de pobreza para a região com rendimento mediano superior ao rendimento mediano nacional (19,4%, na Área Metropolitana de Lisboa) e na redução dos riscos de pobreza para as restantes (muito significativa, por exemplo, na Região Autónoma dos Açores, de 31,8%, com base na linha nacional, para 23,6%, com base na linha regional).

 

Açores com maior desigualdade nos rendimentos

 

Por região, verifica-se que a Região Autónoma dos Açores era aquela com um distanciamento maior entre o rendimento monetário líquido equivalente dos 20% da população com maiores recursos e o rendimento monetário líquido equivalente dos 20% da população com menores recursos: 7,3, superior à média nacional de 5,2, tal como no ano anterior. 

Em 2018, a região Centro era a que tinha uma distribuição dos rendimentos menos desigual (4,7).

 

Intensidade laboral reduzida  nos Açores

 

Para além do rendimento, existem outras condições que podem potenciar o risco de exclusão social de uma família, nomeadamente, o grau de participação dos seus membros no mercado de trabalho.

Consideram-se em intensidade laboral per capita muito reduzida todas as pessoas com menos de 60 anos que, no período de referência do rendimento, viviam em agregados familiares em que a população adulta dos 18 aos 59 anos (excluindo estudantes) trabalhou em média menos de 20% do tempo de trabalho possível.

A proporção da população com menos de 60 anos que vivia em agregados familiares com intensidade laboral per capita muito reduzida foi de 6,2% em 2018 (menos 1,0 p.p. que no ano anterior). 

Em 2018, existiam duas regiões em que a taxa de intensidade laboral per capita muito reduzida era inferior à média nacional, designadamente a Área Metropolitana de Lisboa (5,7%) e a região Centro (5,0%). 

A proporção de pessoas com menos de 60 anos que viviam em situação de intensidade laboral per capita muito reduzida eram mais elevadas nas regiões autónomas (9,4% na Madeira e 11,9% nos Açores) e no Alentejo (8,3%).

 

Privação material severa é maior nos Açores

 

Os indicadores de privação material baseiam-se num conjunto de nove itens relacionados com as necessidades económicas e de bens duráveis das famílias, listados na Nota técnica, e que são utilizados para calcular três indicadores distintos:

- O indicador geral de privação material, que corresponde às situações em que não existe acesso a pelo menos três dos nove itens devido a dificuldades económicas;

- O indicador de privação material severa, que corresponde às situações em que não existe acesso a pelo menos quatro dos nove itens pelas mesmas razões;

- A intensidade da privação material, ou seja, o número médio de itens em falta para esta população em privação material.

Em 2019, a taxa de privação material dos residentes em Portugal é de 15,1% e a taxa de privação material severa é de 5,6%, mantendo-se a tendência de redução das duas séries. 

A intensidade da privação material corresponde em 2019 a 3,5, idêntica à registada no ano anterior.

Em 2019, para a maioria dos nove itens considerados, reduziu-se a proporção de residentes que referiram dificuldades económicas, destacando-se:

- 40,0% das pessoas vivem em agregados sem capacidade para pagar uma semana de férias por ano fora de casa (menos 1,3 p.p. que em 2018);

- 33,0% das pessoas vivem em agregados sem capacidade para assegurar o pagamento imediato, sem recorrer a empréstimo, de uma despesa inesperada de 470 euros que corresponde aproximadamente ao valor mensal da linha de pobreza no ano anterior (em 2018, a proporção foi de 34,7%, para uma despesa inesperada de 450 euros2);

- 18,9% das pessoas vivem em agregados sem capacidade para manter a casa adequadamente aquecida (menos 0,5 p.p. que no ano anterior);

- 5,8% das pessoas vivem em agregados sem capacidade para pagar atempadamente rendas, encargos ou despesas correntes (menos 0,8 p.p. que em 2018);

- 5,3% das pessoas vivem em agregados sem disponibilidade de automóvel (menos 0,6 p.p. que em 2018).

Em 2019, regista-se na região Centro a taxa de privação material severa mais baixa do país (4,1% dos residentes na região). 

Tal como para a maioria dos indicadores relativos ao risco de pobreza, é também nas regiões autónomas que se observam os níveis de privação material severa mais elevados (13,1% nos Açores e 7,3% na Madeira), às quais se segue o Algarve (8,1%). 

 

Açores piores nos três indicadores

 

A estratégia económica de crescimento da União Europeia para a década corrente, designada estratégia Europa 2020, define, entre outros objectivos, a redução do número de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social na União Europeia em, pelo menos, 20 milhões de pessoas até 2020.

Neste âmbito, definiu-se um indicador relativo à população em risco de pobreza ou exclusão social que conjuga as condições de pobreza relativa – pessoas com rendimentos anuais por adulto equivalente inferior ao limiar de pobreza – e de situação de privação material severa, com o conceito de intensidade laboral per capita muito reduzida.

Em 2019, 2 215 milhares de pessoas encontravam-se em risco de pobreza ou exclusão social (pessoas em risco de pobreza ou vivendo em agregados com intensidade laboral per capita muito reduzida ou em situação de privação material severa).

Consequentemente, a taxa de pobreza ou exclusão social é de 21,6%, idêntica à registada no ano anterior. 

Como verificado nos três indicadores de base – pobreza, privação material e intensidade laboral reduzida – o risco de pobreza ou exclusão social é bastante mais elevado nas regiões autónomas dos  Açores (36,7%) e da Madeira (32,2%).

Existem especialidades com doentes à espera de cirurgia há 4 anos

hospital corredorA Lista de Inscritos para Cirurgia (LIC) do Hospital de Ponta Delgada (lista de espera), no mês de Outubro de 2019, registou um total de 9 050 doentes.

Face a igual período do ano anterior verificou-se um aumento de 5,8% da LIC (+ 499 propostas cirúrgicas em LIC).

De acordo com o boletim SIGICA, um ano depois publicado pela Secretaria da Saúde, no mês de Outubro de 2019 as especialidade com maior volume em lista de espera no Hospital de Ponta Delgada são oftalmologia (1.963 doentes), otorrinolaringologia (1.491) e cirurgia geral (1.448).

 

1.205 dias na cirurgia plástica

 

As especialidades onde se regista o mais elevado tempo médio de espera no HDES são a cirurgia plástica (1.205 dias), urologia (806 dias) e neurocirurgia (604 dias).

A cirurgia pediátrica também tem um tempo de espera acima dos 500 dias, assim como a cirurgia vascular, a otorrinolaringologia e a ortopedia.

A cirurgia maxilo-facial tem um tempo de espera de 389 dias, a oftalmologia com o mesmo tempo de 389 dias e a estomatologia com 345 dias.

 

Mais 500 doentes em espera no espaço de um ano

 

No mês de Outubro de 2019, as especialidade que mais operaram foram a cirurgia geral, otorrinolaringologia e ortopedia.

As especialidades que operaram utentes mais antigos foram oftalmologia, cirurgia vascular e otorrinolaringologia.

A lista de espera no Hospital do Divino Espírito Santo aumentou de Outubro do ano passado para Outubro deste ano em mais cerca de meio milhar de doentes.