SATA faz aposta no mercado chinês

sata3(NEW BEDFORD, EUA) - A SATA está a tentar entrar no mercado chinês, o maior do mundo e o mais apetecido por todas as companhias de aviação e operadores de turismo, embora de forma indirecta, sem levar os seus aviões até à China.

“A ideia é levar passageiros da China até Frankfurt e aí apanhar o avião da SATA para Ponta Delgada. Como forma de um maior desenvolvimento do turismo dos Açores e apanharmos um pouco do mercado da China”, disse ao nosso jornal Duarte Nuno Carreiro, o responsável da SATA nos EUA, que se encontra neste momento em Macau.

“Estamos na exposição Associação Portuguesa dos Agentes de Viagens (APAV) para marcar a nossa presença e dar a conhecer o nosso produto. Neste momento estou em Hong Kong e amanhã vou para Macau, onde tem lugar a exposição da Associação Portuguesa de Agentes de Viagens”, afirma Duarte Nuno. 

Antes de viajar para Macau, Duarte Nuno participou na assinatura de um protocolo entre a Azores Airlines e a NONAGON (Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel).

A cerimónia teve lugar nas instalações da Azores Airlines, no DeMellos Building, um espaço de excelência ao sul da cidade de New Bedford, a dois passos do Museu da Baleia, a mais significativa aproxi­mação entre os Açores e os EUA. 

Pela primeira vez o Grupo SATA aproveita as suas instalações, fora dos Açores, para uma união cada vez mais acentuada entre os Açores e os interesses comerciais do nosso arquipélago.

“Em boa hora o enge­nheiro Paulo Menezes tomou a iniciativa de nos proporcionar este género de intercâmbios com a NONAGON, para ser criado um Business Center aqui nos EUA. Numa pri­meira fase, nas instalações da Azores Airlines, em New Bedford, e numa segunda fase em São José, Cali­fórnia, onde a Azores Airlines está rodeada pela Google, Apple, Ebay, os gigantes das novas tecnologias, o que significa que empresários, jovens e menos jovens, possam usufruir destas facilidades de se aproximarem mais dos centros tecnológicos que existem na Califórnia e aqui na Nova Inglaterra. Isto vai proporcionar um maior intercâmbio e captação de investimento”, refere-nos o responsável da SATA.

Os novos Açores estão na mira de grandes investi­dores, o que se torna obrigatório uma cada vez maior exposição.

“Os Açores estão numa fase de grande desenvolvi­mento, que se acentuou nos últimos anos, e grandes investimentos estrangeiros, nomeadamente dos Esta­dos Unidos. A partir de agora, com estas condições que foram criadas, irão ser desenvolvidas relações comerciais. E com o apoio que existe do lado de lá, com a NONAGON e outros departamentos gover­na­mentais, e nós aqui com este centro, vamos captar o investimento aqui nos EUA para levar para os Açores. Por outro lado, quem está nos Açores e quer desen­volver negócios nos EUA, irá encontrar a vida faci­litada através dos nossos escritórios e vamos facilitar todos os contactos neces­sários para o sucesso das iniciativas dos nossos jovens empresários”, con­cluiu Duarte Carreiro. 

No desenrolar da apre­sentação do projecto, usaria da palavra Gabriel Vieira, professor universtário e presidente da NONAGON.

“A SATA tem sido um parceiro extremamente importante no desenvol­vimento de toda a nossa actividade e, sendo assim, esta nossa vinda aos EUA beneficiou muito dessa nossa parceria. Como um centro de tecnologia baseado numa região que beneficia do transporte aéreo com os Estados Unidos da América e em que existem as maiores iniciativas de empreende­dorismo, vamos beneficiar em alta escala do protocolo hoje aqui assinado com um parceiro que ultrapassa a Região Autónoma dos Açores”, afirma Gabriel Vieira.

“É para nós um gran­dioso orgulho esta relação SATA/NONAGON, na certeza de que o protocolo hoje assinado será muito benéfico para as nossas empresas e sobretudo para o desenvolvimento futuro do Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel, que está a caminho do nosso terceiro ano, mas já com muito trabalho de­senvolvido, com uma aposta na expansão com os Estados Unidos da Amé­rica no nosso horizonte de acção”.

Teresa Ferreira, admi­nistradora da Associação NONAGON (Parque Te­cno­lógico de São Miguel), afirmou-nos: “A NONAGON é o primeiro parque de ciência e tecnologia dos Açores oferece toda a variedade de espaços de tema profis­sional entre os quais espaços destinados a grandes demonstrações tecnológicas  e inovação. Um auditório com capacidade para 260 lugares , equipado com os mais modernos meios tecnológicos, que permitem a realização de sessões com contacto com qualquer parte do mundo. Há facilidade de aluguer de espaço de trabalho por um dia, uma semana, um mês. E extremamente flexível sob o ponto de vista dos potenciais utilizadores. É um espaço que ajuda as empresas a competir juntas no mercado global. Cabe às infraestruturas como esta criar as condições para que as empresas possam inovar, possam criar valor e possibilitem a criação e novos postos de trabalho. No primeiro e segundo ano de existência fizemos uma grande iniciativa. Os jovens que nos acompanham foram os vencedores desses eventos e vieram para lhes ser dada a oportunidade de ver de perto este mercado e ver como tudo se processa por estas paragens dos EUA. Visitamos entidades, o que nos parece ser uma experiência enriquecedora para todos os jovens”, concluiu.

 

Exclusivo Portuguese Times/Diário dos Açores

Novos postos de trabalho permanente terão apoio financeiros

ponta delgada - avenidaO Governo Regional dos Açores divulgou ontem uma série de medidas sobre o Emprego na Região, aprovadas no Conselho de Governo Extraordinário, que ocorreu nos últimos dias na ilha Terceira. Sérgio Ávila, Vice-Presidente do Governo, fez o anúncio, ontem, das novas medidas, começando por elogiar a evolução positiva dos indicadores económicos nos Açores e o crescimento do emprego nestes últimos anos.

Porque se tratam de medidas importantes para o conhecimento das empresas e cidadãos, transcrevemos a seguir, na íntegra, as referidas medidas.

 

1 – Criar o Programa de Estabilidade Laboral Permanente - ELP com o objetivo de promover a criação de novos postos de trabalho permanentes, através da atribuição de um apoio financeiro às entidades empregadoras que celebrem contratos de trabalho sem termo.

 Esta medida visa apoiar as empresas, cooperativas e entidades sem fins lucrativos, que integrem nos seus quadros, através de contratos de trabalho sem termo, trabalhadores que tenham sido contratados a prazo ao abrigo dos programas INTEGRA, PIIE ou FILS, ou jovens que tenham concluído o programa ESTAGIAR L e T, ou desempregados inscritos nas Agências de Emprego há mais de 60 dias.

 Com o objetivo de incentivar a estabilidade do emprego, o Governo dos Açores atribui um apoio à reconversão dos contratos a termo estabelecidos no âmbito do INTEGRA, PIIE ou FILS, aumentando em 80% o apoio atribuído às empresas e entidades sem fins lucrativos que reconverterem os contratos a temo apoiados em contratos sem termo.

 Para reforçar a estabilidade do emprego e combater a precariedade é também criado um novo apoio de 12.000 euros por cada jovem que as empresas e entidades sem fins lucrativos contratem sem termo após a conclusão dos estágios profissionais ou por cada desempregado inscrito há mais de 60 dias nas Agências de Emprego que seja contratado sem termo para o quadro de pessoal das empresas.

 Com esta medida inovadora, o Governo dos Açores pretende dar um apoio decisivo à estabilidade laboral, à contratação sem termo, apoiando as empresas e as entidades sem fins lucrativos que criem emprego estável, duradouro e permanente.

 

2 – Criar o Programa de Fomento da Integração Laboral e Social – FILS, com o objetivo de apoiar as empresas e as entidades sem fins lucrativos que contratem pelo período mínimo de um ano a tempo completo os beneficiários dos programas socioprofissionais Recuperar, PROSA, SEI, CTTS, Berço de Emprego e FIOS.

 Com esta medida pretende-se reforçar o apoio à inserção com estabilidade no mercado de trabalho dos Açorianos que beneficiaram destes programas, através do apoio financeiro e incentivo às empresas e entidades sem fins lucrativos na criação de novos postos de trabalho integrando esses trabalhadores na sua atividade.

 Por cada novo posto de trabalho criado pelas empresas e entidades sem fins lucrativos, com contrato mínimo de um ano de Açorianos que tenham estado ou ainda estejam integrados em programas socioprofissionais, será atribuído um apoio entre 5.040 euros e 4.200 euros, consoante as suas qualificações académicas.

 Esta é mais uma medida inovadora que visa apoiar as empresas na criação de emprego e a transição e integração plena no mercado de trabalho dos Açorianos que beneficiaram desses programas, que lhes permitiram voltar a trabalhar e a reforçar as suas qualificações.

 

3 – Criar o Programa Emprego +, com o objetivo de apoiar as empresas que aumentem os postos de trabalho estável e duradouro no âmbito dos novos projetos de investimentos a aprovar no sistema de incentivos empresarial Competir +.

 Com esta medida pretende-se incentivar e apoiar a criação de emprego estável associado aos novos investimentos empresariais que serão executados na Região, através da comparticipação de custos salariais com os novos postos de trabalho criados pelo período mínimo de três anos no âmbito de projetos de investimento aprovados.

 O Governo dos Açores assegura o financiamento de 45% dos custos salariais decorrentes da celebração de contrato de trabalho a tempo completo pelo prazo mínimo de dois anos e que resultem num aumento do quadro de pessoal da empresa, de desempregados inscritos nas Agências para a Qualificação e Emprego.

As empresas são ainda obrigadas a manter o nível de emprego e os postos de trabalho apoiados durante três anos.

 Com a implementação desta medida, retira-se dos sistemas de incentivos a elegibilidade das despesas com pessoal, com o objetivo de não duplicar a mesma tipologia de apoio e incentivar a criação de emprego mais estável e reduzir a precariedade do emprego, tendo em conta que no sistema de incentivos eram elegíveis despesas com pessoal sem exigência de um prazo mínimo do contrato de trabalho.

 

4- Aumentar o limite mínimo de postos de trabalho a criar no âmbito do Subsistema de Incentivos para o Fomento da Base Económica de Exportação para ter enquadramento como Grande Projeto nos termos do n.º 12 do art.º 13 desse diploma, que apoia os investimentos superiores a 15 milhões de euros.

 Com esta medida passa a ser exigida a criação do mínimo de 120 novos postos de trabalho, sendo que metade obrigatoriamente tem de ser contratos de trabalho com período mínimo de dois anos e que o número de postos de trabalho tem de se manter por cinco anos afetos ao investimento para ser considerado um grande projeto de investimento e beneficiar de uma comparticipação a fundo perdido de 45% do investimento.

 Esta alteração visa reforçar o incentivo à criação de emprego associado aos investimentos de maior dimensão e valorizar o emprego estável e reduzir a precariedade laboral.

 

5 – Criar o Programa Reativar +, um programa de estágios profissionalizantes destinados aos desempregados que concluírem a sua formação profissional e qualificação académica no âmbito do Programa Reativar, que assegura a formação e certificação até ao 12.º ano de escolaridade.

 Com esta medida pretende-se promover a inserção no mercado de trabalho, através de um estágio profissional de nove meses, dos desempregados que tenham conseguido através do seu esforço de formação aumentar as suas habilitações académicas.

 Esta iniciativa alarga aos desempregados que tenham retomado a sua formação académica e profissional a possibilidade de acederem aos estágios que até agora apenas podiam beneficiar quem concluísse o ensino profissional inicial ou cursos superiores.

 De forma a prevenir o abuso do recurso a este programa, são impostos limites do número de estágios. Na Administração Pública Central, Regional e Local esse limite é de três estagiários por ano. Nas empresas, cooperativas e entidades sem fins lucrativos com menos de 10 trabalhadores, é de um estagiário por ano civil e nas com mais de 10 trabalhadores, até 10% do número total de trabalhadores.

 As empresas públicas e privadas, cooperativas e entidades sem fins lucrativos ficam obrigadas à contratação de 50% dos estagiários que iniciaram o projeto, através da celebração de um contrato de trabalho pelo período mínimo de seis meses.

 

6 – Alterar o Programa Integra por forma a tornar os apoios à contratação sem termo das novas medidas aprovadas mais atrativos e benéficos para as entidades empregadoras do que os existentes para a contratação a termo.

Incentiva-se, assim, a estabilidade laboral com a diminuição dos montantes de apoio à contratação a termo e a valorização dos apoios à integração nos quadros.

 Com esta medida assegura-se a valorização e o incentivo à estabilidade laboral e a redução da precaridade do emprego.

 

7 – Alterar o Programa de Incentivo à Inserção do Estagiar L e T, conhecido por PIIE, que, igualmente com o objetivo de criar mais emprego estável, passa a financiar apenas contratos a termo certo, sendo que os contratos sem termo passam a ser apoiados em condições mais vantajosas ao abrigo do novo Programa de Estabilidade Laboral Permanente - ELP.

 

8 – Proceder a ajustamentos nos programas PROSA, SEI e RECUPERAR com o objetivo de reforçar os direitos dos beneficiários destes programas de inserção profissional, designadamente com a clarificação ao nível do horário, impondo que a sua atividade se desenvolve de segunda a sexta-feira, com um horário semanal de 35 horas, no período diário, compreendido entre as 08H00 e as 20H00.

 Com esta medida pretende-se assegurar que o horário de trabalho semanal corresponda ao período normal de remuneração base, impedindo a utilização de horários desfasados deste enquadramento.

 

9 – Aprovar alterações ao Programa CPE – Premium com o objetivo de reforçar a eficácia e incentivar o reforço deste mecanismo de empregabilidade que promove a criação do próprio emprego por beneficiários de prestações de desemprego, através da atribuição de um apoio à criação da própria empresa.

 

10 – Alterar o Subsistema de Incentivos para a Internacionalização com o objetivo de ampliar e flexibilizar os mecanismos de apoio à exportação de produtos açorianos.

 Esta alteração, que é possível em sequência de alterações muito recentes das diretivas comunitárias que regulamentam os apoios à exportação, constitui mais um importante fator impulsionador para o aumento e diversificação da base de exportação dos produtos da Região.

 Neste contexto, alarga-se ao setor das conservas e peixe vivo os apoios à exportação, passando a ser comparticipadas as despesas de transporte até ao destino final dos produtos exportados para o exterior do país, quando até agora o apoio era atribuído apenas até ao continente português, e flexibilizam-se as regras de atribuição dos apoios reduzindo as limitações vigentes.

 Esta medida tem como objetivo reforçar a competitividade das empresas exportadoras, estimulando a criação de emprego e de riqueza.

 

11 - Criar o Vale PME Digital Açores, que visa apoiar as empresas açorianas no reforço da sua competitividade e produtividade através da utilização de tecnologias digitais.

 Com esta medida pretende-se incentivar as empresas açorianas a contratualizar serviços no domínio do digital, potenciando a sua inserção em mercados de maior escala, além de possibilitar a otimização de processos organizacionais internos e externos, maximizando os seus resultados e a sua competitividade no quadro de uma economia global.

 Este projeto pretende também incentivar o desenvolvimento de empresas, na Região, prestadoras de serviços no domínio das Tecnologias Digitais certificadas, com as quais as empresas beneficiárias podem contratualizar os serviços a adquirir no âmbito do Vale PME Digital Açores.

 Este projeto pretende apoiar em 10.000 euros cada empresa açoriana certificada na Plataforma Distinção PME Digital, para a aquisição de serviços de desenvolvimento de tecnologias digitais às empresas certificadas prestadoras desses serviços.

 

12 - Criar uma nova medida de apoio ao empreendedorismo, através do projeto Empreendo o Meu Negócio, que visa fomentar e apoiar o surgimento de novas empresas ‘startup’.

 Esta medida cria um apoio às novas empresas através da formação dos novos empresários, apoio técnico especializado na elaboração do Plano de Negócios e na criação da empresa e acompanhamento técnico no primeiro ano de atividade da empresa.

 Com este apoio, que pode ser complementado e é cumulativo com a Rede Regional de Incubação de Empresas e os Sistemas de Incentivos ao investimento, pretende-se apoiar o desenvolvimento de competências em gestão e organização de uma empresa ‘startup’, sob uma perspetiva estratégica e operacional, passando pela elaboração, desenvolvimento e implementação de um plano de negócios, culminando na criação e acompanhamento de uma ‘startup’, com apoio efetivo na sua gestão no primeiro ano de atividade.

 

13 - Criar a Rede Açoriana de Mentores com o objetivo de implementar mais um apoio aos empreendedores que queiram desenvolver as suas ideias de negócio e executar projetos empresariais.

 Trata-se de uma iniciativa que se insere nas medidas de reforço do ecossistema empreendedor dos Açores e de fomento de novas empresas baseadas em ideias que incorporem conhecimento e inovação.

 

 

Nos últimos dois anos administração pública regional deu emprego a mais 586 funcionários

Funcionários públicosA administração pública regional dos Açores possuía, a 30 de Setembro deste ano, 17.822 funcionários, mais 285 quando comparado com período homólogo e representando 2,7% do todo nacional.

Segundo dados a que o nosso jornal teve acesso, aquele número representa um aumento de 586 funcionários quando comparado com o final de 2015.

Nos últimos seis anos, o ano em que se registou menos funcionários públicos na administração regional foi em 2014, com 16.934, aumentando para 17.236 no ano a seguir e para 17.641 em 2016, o que significa que só neste primeiro ano de mandato do último governo de Vasco Cordeiro, já foram admitidos mais 181 funcionários.

 

Só duas secretarias baixaram o número de funcionários

 

Os órgãos do Governo Regional, a 31 de Setembro deste ano, possuíam 11.907 funcionários (mais 140 variação homóloga) e os Serviços e Fundos Autónomos da Administração Regional dos Açores 5.915 funcionários (mais 145 variação homóloga).

Os Órgãos de Soberania e Entidades Independentes tinham 183 funcionários (mais 1 variação homóloga).

Do órgãos do governo, a Presidência do Governo tinha 209 funcionários (mais 10 variação homóloga), a Vice-Presidência, Emprego e Competitividade Empresarial 856 (mais 23 variação homóloga), a Secretaria Regional da Solidariedade Social 209 funcionários (mais 9 variação homóloga), a Secretaria Regional da Saúde 1.857 (mais 63 variação homóloga), a Secretaria Regional da Educação e Cultura 7.855 (mais 54 variação homóloga), a Secretaria Regional do Transportes e Obras Públicas 948 (menos 35 variação homóloga), a Secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia 102 (menos 35 variação homóloga), a Secretaria Regional da Agricultura e Florestas 1.724 (mais 55 variação homóloga) e a Secretaria Regional da Energia, Ambiente e Turismo 382 (mais 46 variação homóloga).

 

Quase 3.500 funcionários nas empresas públicas

 

O sector empresarial da administração pública dos Açores tinha, àquela data, 3.497 funcionários (mais 90 variação homóloga).

 

Mais mulheres que homens

Todos estes empregos na administração pública açoriana, segundo a modalidade de vínculo , representavam 619 em comissão de serviço, cargo político/mandato, 112 por nomeação, 15.131 com contrato por tempo indeterminado e 2.018 com contrato a termo.

A remuneração média mensal na administração pública regional era de 1.420 euros em Julho de 2017, sendo que nos órgãos do governo a média sobe para 1.476 euros.

A Secretaria Regional com a média mais alta é a do Mar, Ciência e Tecnologia, com 1.751 euros, e a média mais baixa é na Secretaria Regional  dos Transportes e Obras Públicas, com 951 euros.

Outro dado curioso na administração pública regional é que as mulheres representam mais de metade em todos os sectores, à semelhança do total nacional, onde 6 em cada 10 trabalhadores das administrações públicas são mulheres, mantendo uma elevada taxa de feminização no sector, acima do mesmo indicador para o total da população activa.

Na mesma data, as mulheres trabalhadoras nas administrações públicas representam 15,4% da população activa do mesmo sexo.

 

Aumento no país, menos na Madeira

Este aumento  de funcionários na administração pública regional verifica-se numa altura em que a mesma tendência se regista na administração pública nacional.

Com efeito, o emprego nas Administrações Públicas atingiu 661.429 postos de trabalho até ao final de Setembro passado, aumentando assim 0,8% em termos homólogos .

O emprego cresceu em todas as áreas das administrações públicas, com excepção da Madeira, onde se verificou um decréscimo de 1,4%.

Já o maior aumento verificou-se na administração local, com 1,9%.

Com a reversão total dos cortes salariais e o aumento do subsídio de refeição, o ganho médio mensal dos funcionários públicos atingiu 1.686 euros e Julho, subindo 1,7% em termos homólogos.

Hotéis dos Açores quase cheios para a Passagem de Ano

cama hotelAçores, Porto e Lisboa são os locais mais desejados pelos portugueses para as férias deste final do ano.

 Vítor Costa, Director-geral da Associação de Turismo de Lisboa, acredita que o ano vai fechar em grande, com um “recorde turístico”, uma vez que as perspectivas dos hoteleiros para Dezembro são bastante animadoras.

Açores, Porto e Lisboa já têm os hotéis quase todos reservados, quer para o final do ano, quer para o fim de semana prolongado da próxima semana.

”O ano deverá ser de novo recorde. Nesta altura temos um crescimento global das viagens que não andará longe dos 10%”, revelou Pedro Costa Ferreira, Presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo.

Segundo noticia o Diário de Notícias, os portugueses nunca deixaram de viajar apesar da crise económica, explica o porta-voz da Agência Abreu, líder de mercado em Portugal.

“A crise serviu para ensinar as pessoas a planear e a fazer as reservas antecipadas, não só em viagens de pacote, mas também na hotelaria e em bilhetes de avião”, considera Alberto Machado.

Açores, Madeira e Algarve foram as regiões mais procuradas na Expo Abreu 2017, que se realizou no último fim de semana de Outubro. 

Mas não faltaram reservas de cruzeiros no Mediterrâneo, Norte da Europa e Caraíbas. Cabo Verde, Brasil (Nordeste e Rio de Janeiro), Cidades Europeias (incluindo Mercados de Natal) e Disneyland Paris estão também no top das preferências.

Pelas contas da Travelport, a plataforma de compra de viagens em todo o mundo, o aumento das reservas de portugueses já vai em 7,6% até à data. 

São mais 100 mil passageiros do que em 2016. 

As reservas para a passagem do ano aumentaram 5,5%, especialmente com destino a Cabo Verde, Brasil e Madeira. 

E os estrangeiros também estão a procurar mais o destino Portugal - há uma subida de 18% a 20% nas reservas, sobretudo do Reino Unido, Espanha e França e com destino ao Porto, Lisboa e ao Algarve.

 

Solférias com programas de passagem de ano para S. Miguel, Terceira e Faial

 

O operador turístico Solférias promove três programas de passagem de ano nos Açores, nas ilhas de São Miguel, Terceira e Faial, com preços a iniciar nos 361 euros, 375 euros e 473 euros, respectivamente, para reservas até 2 de Dezembro.

O “Especial Fim de Ano” em São Miguel, visa duas noites de alojamento, de 30 de Dezembro a 1 de Janeiro, com partida de Lisboa, em voo com direito a transporte de uma bagagem até 20kg. 

O programa disponibiliza 10 unidades hoteleiras em Ponta Delgada, bem como o Pedras do Mar em Fenais da Luz, e o Furnas Boutique Hotel nas Furnas, todos eles em regime de Alojamento e Pequeno-Almoço. 

Inclui, também, transferes com assistência local, taxas e seguro de viagens.

Por preços desse 375 euros para quatro noites, o programa de passagem de ano na Terceira pode ser passado na Praia da Vitória –  Varandas do Atlântico e Praia Marina –  ou em Angra do Heroísmo – Angra Garden, Atlântida Mar e Caracol – sempre em regime de Alojamento e Pequeno-almoço. 

O programa tem partida de Lisboa marcada para 28 de Dezembro, com o regresso a ocorrer no dia 1 de Janeiro. 

Visa, ainda, transferes com assistência local, taxas e seguro de viagens.

O réveillon no Faial é passado no 4 estrelas Hotel do Canal, na Horta, em APA. O programa de três (desde 473 euros) ou quatro noites (desde 511), parte de Lisboa a 31 ou 29 de Dezembro para regressar a 3 ou 2 de Janeiro, respectivamente.

 Este “Especial Fim de Ano” inclui, para além de transferes, taxas e seguro, um jantar de passagem de ano, com animação até às 4h00. 

A festa inclui cocktail no Jardim de Inverno, jantar buffet no Salão Insulana, espumante e passas à meia-noite e ceia às 2h00.

 

Réveillon no Pavilhão do Mar

 

Uma Festa de Réveillon 2017/2018 vai realizar-se pelo terceiro ano consecutivo no Pavilhão do Mar. 

Este ano o catering está ao cuidado do Grupo Q’ÉNosso e conta com a animação da Banda.com e o DJ El Loco. 

Os bilhetes podem ser adquiridos em diversos pontos de venda, como por exemplo Loja Açores (portas do Mar), ADN (Rua São Francisco Xavier nº 24), Restaurante Q’ÉNosso (Lagoa) e Azores Spot ( Ribeira Grande). 

O preço dos bilhetes variam consoante o nº de pessoas:  até 2 pax - 90 euros/pax; 3 a 6 pax - 80 euros/pax; + 7 pax - 70 euros/ pax; 6 a 16 anos - 30 euros/pax; até 5 anos entrada grátis;  após a 1h - 45 euros/pax.

 

Hotelaria já ganhou mais 30 milhões de euros nos últimos 3 anos

hotel royal garden

A hotelaria açoriana já ganhou mais 30 milhões de euros nos últimos três anos, ultrapassando em larga escala este valor quando chegar ao final deste ano.

No final de Setembro os proveitos totais da hotelaria regional ( 73 milhões de euros) já tinham ultrapassado o valor de todo o ano passado, de Janeiro a Dezembro (70 milhões), o que significa que os hotéis vão facturar este ano um valor recorde.

 Em 2014 os proveitos totalizaram 44 milhões de euros e em 2015 ultrapassou os 54 milhões de euros.

Apesar disso, um estudo agora revelado indica que a hotelaria açoriana poderia ter ganho muito mais.

“O impacto do crescimento do turismo nas variáveis taxa de ocupação e preço médio entre 2012 e 2016”, é o título do estudo da BlueShift, que conclui que muitas unidades hoteleiras em Portugal estão a fazer uma gestão ineficiente, gerando perdas ocultas. 

O estudo destaca que as maiores perdas inerentes às ineficiências de gestão acontecem nas regiões da Madeira, Açores e Norte. 

O estudo compara a evolução entre 2012 (antes do “boom” turístico) e 2016 (ano recorde) da taxa de ocupação com o preço médio em cada região do país.

O relatório estima “uma perda de valor, para o conjunto das empresas hoteleiras, em resultado operacional não concretizado, da ordem dos € 47 milhões, ou seja, cerca de 12% dos resultados do sector a nível nacional”.

A BlueShift sublinha que “a rentabilidade operacional é maximizada através de um crescimento que se baseie não apenas na taxa de ocupação, mas também do preço médio”.

 Ou seja, “o crescimento de um euro em preço traduz-se directamente em resultado, mas se esse mesmo euro for gerado via ocupação, é necessário subtrair os custos variáveis, passando apenas o restante para resultados (tipicamente à volta de 40 cêntimos numa operação optimizada).”

“Empresas com menos competências e ferramentas tendem a crescer primordialmente via Taxa de Ocupação, pois basta-lhes ‘ter a porta aberta’ para entrarem mais clientes”, escreve a BlueShift. 

“Em contrapartida”, prossegue o estudo, “empresas com maior capacidade de planeamento e previsão, conseguirão gerir estrategicamente a função de Revenue Management, empurrando uma parte – ou até a maioria – da pressão da procura para a variável preço, em busca de uma melhor rentabilidade operacional.”

No estudo da BlueShift, grupo de gestão e consultoria hoteleira, são identificados dois grupos de regiões (que são analisados em detalhe): no grupo Lisboa, Algarve, Centro e Alentejo, o crescimento de receita faz-se “de forma equilibrada entre Taxa de Ocupação e Preço Médio”; no grupo Madeira, Açores e Norte, o Preço Médio “só tardiamente responde – com um desfasamento de dois a três anos - ao novo ciclo de procura”.