Turistas já deixaram nos hotéis açorianos mais de 75 milhões de euros

evolução turismo rafaelNa Região Autónoma dos Açores, no mês de Agosto, no conjunto dos estabelecimentos hoteleiros, turismo no espaço rural e alojamento local, as dormidas atingiram 446,5 mil dormidas, representando um acréscimo homólogo de 14,7%, revelou ontem o SREA.

De Janeiro a Agosto de 2019, no conjunto dos estabelecimentos hoteleiros (hotéis, hotéis-apartamentos, apartamentos turísticos e pousadas), do turismo no espaço rural e do alojamento local da Região Autónoma dos Açores registaram-se 2.073,2 mil dormidas, valor superior em 17,1% ao registado em igual período de 2018.

De Janeiro a Agosto, os residentes em Portugal atingiram cerca de 804,0 mil dormidas, correspondendo a um acréscimo homólogo de 15,5%; os residentes no estrangeiro atingiram 1.269,1 mil dormidas, registando um aumento em termos homólogos de 18,2%.

Neste período registaram-se 659,2 mil hóspedes, apresentando uma taxa de variação positiva de 15,4% relativamente ao mesmo período de 2018.

 

Terceira é a única em queda

 

No país, em Agosto, as dormidas registaram um acréscimo em termos homólogos de 2,6% e de Janeiro a Agosto de 2019 apresentaram uma variação homóloga positiva de 4,0%. 

Em termos de variações homólogas acumuladas, de Janeiro a Agosto, as ilhas de São Miguel, de São Jorge, das Flores, do Pico, da Graciosa, de Santa Maria e do Faial apresentaram variações homólogas positivas, respectivamente de, 23,5%, 19,0%, 15,8%, 12,0%, 12,0%, 11,2% e 7,9%. 

A ilha Terceira apresentou uma variação homóloga negativa de 2,2%.

A ilha de S. Miguel com 1.430,0 mil dormidas concentrou 69,0% do total das dormidas, seguindo-se a Terceira com 269,8 mil dormidas (13,0%), o Faial com 136,6 mil dormidas (6,6%) e o Pico com 116,9 mil dormidas (5,6%).

 

Mais nacionais do que estrangeiros

 

Na Região Autónoma dos Açores, no mês de Agosto, os estabelecimentos hoteleiros registaram 268,4 mil dormidas, representando um acréscimo homólogo de 4,0%. 

As dormidas dos residentes em Portugal aumentaram 8,5% e as dormidas dos residentes no estrangeiro registaram um acréscimo de 1,7%.

Os proveitos totais atingiram 16,7 milhões de euros e os proveitos de aposento 13,1 milhões de euros, correspondendo a variações homólogas positivas de 11,9% e de 10,1%. 

De Janeiro a Agosto de 2019, nos estabelecimentos hoteleiros da Região Autónoma dos Açores (hotéis, hotéis-apartamentos, apartamentos turísticos e pousadas) registaram-se 1.347,0 mil dormidas, valor superior em 5,5% ao registado em igual período de 2018.

De Janeiro a Agosto, os residentes em Portugal atingiram cerca de 604,1 mil dormidas, correspondendo a um acréscimo homólogo de 10,1%; os residentes no estrangeiro atingiram 742,8 mil dormidas, registando um aumento em termos homólogos de 1,9%.

Neste período registaram-se 451,3 mil hóspedes, apresentando uma taxa de variação positiva de 4,3% relativamente ao mesmo período de 2018.

No país, em Agosto, na hotelaria, as dormidas registaram um acréscimo em termos homólogos de 0,9% e de janeiro a agosto de 2019 apresentaram uma variação homóloga positiva de 2,2%. 

De Janeiro a Agosto, os residentes em Portugal atingiram cerca de 604,1 mil dormidas (44,9% do total) e os residentes no estrangeiro 742,8 mil (55,1% do total).

 

Mais dormidas dos EUA e Canadá 

 

De Janeiro a Agosto, o mercado norte-americano (EUA e Canadá) com cerca de 177,9 milhares de dormidas representou 13,2% das dormidas totais e 23,9% das dormidas dos não residentes, apresentando uma variação homóloga acumulada de 19,4%.

 O mercado alemão com cerca de 152,6 milhares concentrou 11,3% do total das dormidas, representou por outro lado, 20,5% das dormidas dos não residentes em Portugal e registou uma variação homóloga acumulada negativa de 5,7%. 

Em termos de variações homólogas acumuladas, de janeiro a Agosto, as ilhas que apresentaram variações homólogas positivas foram as ilhas da Graciosa, de São Miguel, do Pico, de Santa Maria, de São Jorge e do Faial, com variações respectivamente de, 12,4 %, 8,6%, 6,0%, 5,9%, 4,0% e 3,2%.

As ilhas do Corvo, da Terceira, e das Flores, apresentaram variações negativas respectivamente de, 41,0%, 6,6%, e 2,2%.

A ilha de S. Miguel com 956,0 mil dormidas concentrou 71,0% do total das dormidas, seguindo-se a Terceira com 193,5 mil dormidas (14,4%) e o Faial com 81,3 mil dormidas (6,0%). 

Em Agosto, a taxa de ocupação-cama atingiu 75,5%, valor inferior em 1,1 p.p. em relação ao mês homólogo do ano anterior. A taxa de ocupação-cama no país atingiu 74,7%.

A taxa de ocupação-quarto no mês de Agosto atingiu 81,5%.

A estada média foi de 3,10 noites, tendo registado uma diminuição de 0,3% em relação a Agosto de 2018. 

No país a estada média foi de 3,05 noites.

 

Crescimentos nas receitas

 

Os proveitos totais nos estabelecimentos hoteleiros, de Janeiro a Agosto de 2019, atingiram 75,1 milhões de euros, tendo os proveitos de aposento atingido, no mesmo período, 57,0 milhões de euros. 

Estes valores correspondem a variações homólogas positivas de 10,3% e de 10,9%, respectivamente; para o total do país em igual período, os proveitos totais e os de aposento apresentaram variações homólogas positivas de 5,6% e de 5,2%, respectivamente.

Em Agosto, os proveitos totais e os proveitos de aposento apresentaram variações homólogas positivas, respectivamente de, 11,9% e 10,1%. Para o total do país, as variações foram respectivamente, de 4,8% e de 4,9%.

As ilhas de São Miguel, Terceira e Faial foram as que maior peso tiveram nos proveitos totais, respectivamente com 74,4%, 11,3% e 6,2%. Em agosto, o rendimento médio por quarto disponível (Revenue Per Available Room) foi de 81,0 euros, apresentando uma variação homóloga positiva de 6,2%. 

De Janeiro a Agosto, oRevPAR foi de 47,2 euros, apresentando uma variação homóloga positiva de 6,8%.

No país, o RevPAR de agosto e em termos acumulados foram respetivamente de 95,0 euros e de 57,6 euros.

Em Agosto, o rendimento médio por quarto utilizado (Average Daily Rate) foi de 99,4 euros. 

 

Flores foi a ilha mais fustigada, ficando com o porto todo destruído

flores porto destruído

A Protecção Civil levantou o estado de emergência no arquipélago dos Açores às 17 horas de ontem, que estava em rigor desde a noite de terça-feira.

A informação foi dada pelo Presidente do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores, Coronel Carlos Neves, durante o ponto de situação feito, a partir da ilha da Terceira, na tarde de ontem. 

Apesar do “grande número de estragos, estragos consideráveis e alguns de difícil resolução”, Carlos Neves salientou que as autoridades, em colaboração com a população, conseguiram resolver a maioria das ocorrências com celeridade e sem se registar feridos.

Entre a noite de terça-feira e a tarde de quarta-feira, a Protecção Civil teve de lidar com 255 ocorrências que se encontram, neste momento, “todas resolvidas, à excepção de casos como o porto das Lajes das Flores, que ultrapassa estes meios”, revela o  Presidente do Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores.

 

Entre as várias ocorrências de diferentes ilhas ficaram desalojadas 53 pessoas que já foram, entretanto realojadas. 

Quanto às Lajes do Pico, por precaução foram retiradas cerca de 50 pessoas das suas habitações que, de acordo com Carlos Neves, devem regressar às suas casas em breve, após a situação ser avaliada.

Quanto às falhas de fornecimento de energia, o Coronel explica que todas as ilhas tiveram baixa de luz. “Nas ilhas de Santa Maria, São Miguel, Terceira, Corvo e Graciosa o fornecimento de energia eléctrica já está normalizado. Na ilha do Pico estão a ser reparadas as anomalias e a situação será normalizada até ao fim da tarde de hoje. Na ilha das Flores estão a trabalhar no fornecimento da energia da Fajã Grande e contam ter a situação normalizada ao final da tarde de hoje (ontem), assim como na ilha de São Jorge. Na ilha do Faial, as pequenas anomalias que se verificaram na alta tensão, já estão praticamente reparadas.

O período crítico do furacão Lorenzo está assim ultrapassado, mas influência vai manter-se durante mais umas horas.

O Presidente do Governo, num primeiro balanço, destacou o facto de a passagem do furacão Lorenzo não ter provocado vítimas, o que se deve ao sentido de responsabilidade com que cada açoriano encarou este fenómeno, mas também ao profissionalismo e dedicação de todos aqueles que estiveram envolvidos nesta operação.

“A segurança das pessoas foi o principal. O facto de, até este momento em que estou a falar, não haver vítimas a registar, deve-se, em primeiro lugar, à responsabilidade com que cada um dos Açorianos encarou este momento de provação”, afirmou Vasco Cordeiro na ilha das Flores, onde acompanhou a passagem do furacão durante a madrugada e manhã de quarta-feira.

Segundo disse, esse facto deve-se também ao “profissionalismo, à dedicação e ao empenho de todos aqueles que estiveram envolvidos na preparação e na fase mais crítica da passagem do furacão”, como foi o caso dos bombeiros voluntários, dos profissionais da Protecção Civil, dos funcionários da Administração Regional, das Forças Armadas e de Segurança, dos Rádio Amadores e dos profissionais da Comunicação Social, entre muitos outros.

“A todos eles se deve, em grande medida, o facto de não haver vítimas a registar. Há muito trabalho, há danos que se afiguram elevadíssimos, mas faremos o que os Açorianos fazem há cerca de 600 anos neste arquipélago – reconstruir e andar para a frente”, assegurou Vasco Cordeiro.

Falando no final da manhã, o Presidente do Governo referiu que, em relação às Flores, a destruição que se verificou no Porto das Lajes “põe em causa aspectos fundamentais, como o abastecimento à ilha das Flores”, além das situações de realojamentos que tiveram de ser feitos.

“No Faial, há situações com desalojados, que nos merecem preocupação. Assim que for possível, em termos de condições de segurança, avançaremos de imediato para a avaliação das condições destas habitações”, garantiu Vasco Cordeiro, ao sublinhar que, no caso do Pico, foi também necessário proceder a evacuações por precaução.

“Há um conjunto de áreas que, quando o tempo melhorar, vamos avaliar com maior exactidão para apurar a extensão dos danos. Vamos começar já a trabalhar para repor a normalidade das pessoas que viram as suas habitações afectadas por este mau tempo, assim como nas infraestruturas”, afirmou Vasco Cordeiro.

 

 

 

Os três hospitais da Região têm um passivo de 580 milhões de euros

Hospital PDL2

Os três hospitais da Região Autónoma dos Açores têm um passivo de 580 milhões de euros, devem a fornecedores cerca de 115 milhões de euros e o Hospital de Ponta Delgada deve à banca 189 milhões de euros.

O “Diário dos Açores” teve acesso às contas fechadas dos três hospitais relativas a 2018 e da análise que efectuámos resulta que as três unidades de saúde agravaram as suas contas durante o ano passado. 

Por exemplo, o relatório e contas do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, reportadas a Dezembro de 2018 e depositadas na Direcção Regional do Orçamento e Tesouro, não trazem grandes surpresas, a não ser o agravamento da situação financeira desta instituição, com o agravamento dos seus resultados de exploração corrente e com a conhecida incapacidade do accionista e gestão para resolver questões de fundo, como o deficiente financiamento desta empresa pública e o acumular de incumprimentos para com fornecedores e para com a segurança social.

 

Sector público deve... ao sector público!

 

Nos proveitos totais, de cerca de 105 milhões de euros, pesam sobremaneira os cerca de 96 milhões do orçamento da Região, o principal cliente do sistema.

Uma melhor compreensão da situação financeira da instituição pode, no entanto, ser melhor apurada pela nota 18 do anexo às contas. 

Desta nota depreende-se que as dívidas de clientes deste hospital montam a cerca de 70 milhões de euros, dos quais 28,9 são da ADSE e o restante de uma série de subsistemas públicos. 

Moral da história, é uma parte do sector público a dever a outra parte do sector público, num contexto de pouca transparência das contas públicas de uns e de outros serviços.

Do lado dos fornecedores, a aparente redução de 71,5 milhões em 2017 para 68,9 milhões em 2018, advém de uma redução de dívidas ao fornecedor Serviço Regional de Saúde. 

Na realidade, as dívidas aos fornecedores de conta corrente aumentam de 63 para 67 milhões de euros, um agravamento de cerca de 4 milhões. 

No restante passivo, há ainda a registar um agravamento das outras contas a pagar, da ordem dos 40 milhões de euros, derivado das dívidas à Saudaçor, que passam de 148 para 189 milhões de euros.

 No total são 197 milhões de euros de dívidas nesta rubrica. 

 

Dívida bancária nos 189 milhões

 

Acresce ainda a dívida bancária, da ordem dos 189 milhões de euros. 

A rubrica de dívidas ao Estado atinge os 6 milhões de euros, essencialmente devidas aos atrasos de pagamentos da Segurança Social e Caixa Geral de Aposentações.

O passivo total monta a 349 milhões de euros. 

Os fundos próprios estão negativos em cerca de 173 milhões de euros. 

Mesmo convertendo o as dívidas da Saudaçor em capital o passivo continuaria nos 176 milhões de euros.

A situação negativa do HDES replica-se, mesmo que em menor escala, nas contas do Hospital do Santo Espírito (Terceira) e no Hospital da Horta.

 

Passivo de 145 milhões de euros em Angra

 

O HSE regista um curioso aumento dos custos e dos proveitos da ordem dos 24% (16 milhões de euros), com um total de proveitos da ordem dos 86,5 milhões de euros (82% do valor do HDES). 

Os resultados negativos variam de cerca de 3 para cerca de 6 milhões de euros negativos. 

O passivo total ronda os 145 milhões de euros e os capitais próprios são negativos em quase 94 milhões de euros. 

As dívidas a fornecedores aumentaram de 2017 para 2018, situando-se nos cerca de 34,6 milhões de euros.

 

Passivo de 86,5 milhões de euros na Horta

 

O HH, apresenta um resultado negativo de cerca de 2 milhões de euros, capitais próprios negativos da ordem dos 34,5 milhões de euros, um passivo total de 86,5 milhões de euros e dívidas a fornecedores de 10,7 milhões de euros.

O somatório das dívidas a fornecedores dos três hospitais ronda os 115 milhões de euros. 

 

Menos cirurgias no HDES

 

Em 2018, ao inverso do que se tinha verificado no ano anterior, registou-se uma diminuição na actividade cirúrgica no Hospital de Ponta Delgada.

Segundo os seus responsáveis, “o HDESPD, EPER manteve em atividade os programas da produção adicional de cirurgias, contemplando os doentes com tempo de espera com maior antiguidade. Também não podemos deixar de destacar a taxa de ocupação no Bloco Operatório Central que ronda os 90%. No entanto estes factos não foram suficientes para manter a tendência do ano anterior. A escassez de médicos especialistas em anestesiologia, nomeadamente no 2º semestre de 2018, implicou uma redução da actividade cirúrgica.

É de realçar o aumento da taxa de ambulatorização, que é um objectivo estratégico do hospital”. 

 

10.441 doentes à espera de cirurgia

 

Em 2018, a lista de inscritos para cirurgia aumentou, à semelhança do ano anterior.

A 31-12-2018 havia no HDES 10.441 doentes em lista de inscritos para cirurgia, sendo que destes, 1.722 se referem a pequenas cirurgias.

Segundo o Hospital de Ponta Delgada, “ao contabilizarmos a lista de inscritos para cirurgia sem incluir a pequena cirurgia, constata-se um aumento de 1.589 doentes em relação ao ano anterior. Importante salientar que os utentes são seleccionados conforme critérios clínicos, não existindo situações de urgência/emergência em espera.

Paralelamente importa referir que os utentes são reavaliados clinicamente após algum tempo de espera.

Em termos de procedimentos administrativos, o HDESPD, EPER, tem utilizado estratégias com o objetivo de rentabilizar os tempos operatórios e os tempos de espera para realizar cirurgia”.

 

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Furacão Lorenzo a enfraquecer. Chuva e vento fortes previstos para amanhã

mau tempo111O furacão Lorenzo está a perder força e passou a categoria 2 na escala de Saffir-Simpson.

Ontem encontrava-se a aproximadamente 1800 km a sudoeste dos Açores, deslocando-se para norte/nordeste a uma velocidade de 20 km/h. 

Mantendo-se as previsões da trajectória o centro do furacão deverá passar muito próximo do grupo Ocidental, afectando assim todo o arquipélago amanhã.

Assim, segundo o IPMA, prevê-se para o Grupo Ocidental, vento sueste rodando para noroeste com rajadas na ordem dos 190 km/h (com uma probabilidade de 40% de a rajada máxima ser superior a 200 km/h), chuva por vezes FORTE e ondas de sul, passando a sudoeste com altura significativa entre 10 a 15 metros, podendo a altura máxima atingir os 25 metros. 

Para o Grupo Central, prevê-se vento sudoeste com rajadas até 160 km/h e ondas de sudoeste passando a oeste com altura significativa entre 9 a 12 metros, podendo a altura máxima atingir os 22 metros. 

Para o Grupo Oriental prevê-se ondas de oeste de altura significativa 7 a 8 metros e vento com rajadas da ordem dos 85 km/h. 

No entanto, devido à distância a que o furacão se encontra, existe ainda incerteza relativamente à trajectória exacta e respectiva intensidade com que poderá atingir o Arquipélago. 

Está previsto uma diminuição da intensidade do furacão nos próximos dias. 

 

Município de Ponta Delgada de prevenção

 

O Serviço Municipal de Proteção Municipal (SMPC) de Ponta Delgada está em prevenção, com todas as equipas de colaboradores da autarquia, para acompanhar o evoluir da situação relativa à passagem do furacão Lorenzo pelas ilhas açorianas.

Acompanhando o trabalho que está a ser desenvolvido pelo Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores, o SMPC de Ponta Delgada, e como habitualmente acontece em situações do género, trabalhará em estreita colaboração com as Juntas de Freguesia e com as restantes entidades que se encontram no terreno.

Saliente-se que o Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) está a tomar todas as medidas para enfrentar qualquer situação resultante da passagem do furacão Lorenzo, bem como para prestar um apoio eficaz a todas as ocorrências que possam vir a acontecer.

 

Passageiros afectados

 

Cerca de 900 passageiros da SATA poderão ser afectados amanhã devido ao furacão, estando a transportadora aérea a analisar todas as alternativas possíveis.

Também a Atlânticoline informa que está a acompanhar a evolução do furacão Lorenzo, de modo a tomar todas as precauções necessárias para garantir a segurança das embarcações, pessoas e bens, o que poderá traduzir-se na necessidade de se proceder a alterações ou cancelamento de viagens entre as ilhas do Triângulo e entre as ilhas do Grupo Ocidental nos próximos dias. 

 

Governo apresenta medidas

 

Em conferência de imprensa realizada ontem na ilha Terceira, o presidente do Governo Regional dos Açores explicou que estão a ser tomadas todas as medidas de precaução necessárias nas várias ilhas do arquipélago.

Vasco Cordeiro disse mesmo que os recursos humanos, em especial os que dizem respeito ao sector da saúde e forças de segurança, estão a ser reforçados.

Um reforço que conta também com meios da Força Aérea, que disponibilizou uma segunda aeronave na Base das Lajes, e também da Marinha.

Assim, em “função do que se prevê que aconteça, o Governo Regional decidiu encerrar escolas, creches, jardins de infância, centros de atividade ocupacionais e centros de dia na quarta-feira” nas ilhas dos grupos Central e Ocidental.

Estamos ainda a avaliar, mas ainda não foi tomada essa decisão, o encerrar de serviços da administração regional que não sejam essenciais e não estejam ligados a este processo

Face ao exposto, o presidente do Governo Regional disse ainda que foi “decidido activar o plano regional de emergência a partir das 20h00 do dia 1”.

Em jeito de conclusão, Vasco Cordeiro voltou a fazer o apelo às populações para que sigam as “recomendações e precauções sugeridas pelas autoridades”.

“É fundamental. Porque a protecção de todos começa com cada um”, rematou.

 

Défice dos Açores agrava-se em mais 13 milhões de euros

pessoas em Ponta Delgada1O procedimento dos défices excessivos, da primeira (Abril) para a segunda (Setembro) notificação de 2019, agrava as necessidades de financiamento da economia dos Açores, em 2018, em cerca de 13 milhões de euros, de 126 para 139 milhões de euros, revela uma publicação do INE divulgada anteontem.

O acumulado da dívida do perímetro é agravado de 1.859  para 1.860 milhões de euros. 

O cenário de deficiência de liquidez foi agravado.

O INE reviu também em baixa o défice de 2018 para 0,5% do produto interno bruto (PIB) a nível nacional. 

A estimativa anterior apontava para que o défice daquele ano se tivesse fixado em 0,5%. 

”De acordo com os dados provisórios, o sector institucional das AP registou uma necessidade líquida de financiamento de 910,9 milhões de euros em 2018, o que corresponde a 0,4% do PIB (912,8 milhões de euros e 0,5% do PIB na versão provisória anterior, publicada em Março passado)”, pode ler-se no relatório do INE.

Esta revisão acontece no âmbito da segunda notificação do Procedimento por Défice Excessivo (PDE). No ano passado, sublinhe-se, o Ministro das Finanças, Mário Centeno, tinha previsto um défice de 0,7% - o que significa que o valor do défice ficou ainda mais abaixo da meta do que o previsto anteriormente.