Cerca de 5 mil turistas de cruzeiros hoje e amanhã em Ponta Delgada

azura 1

Chega hoje ao terminal de cruzeiros das Portas do Mar o AZURA, um dos populares navios da operadora inglesa P&O, num itinerário  transatlântico de 14 noites e que irá levar aquele conhecido paquete britânico desde Southampton até Bridgetown nos Barbados, porto base para a temporada de Inverno naquela ilha das Caraíbas.

A bordo viagem 3.084 passageiros e 1.175 tripulantes.

Construido em 2010 nos estaleiros Fincantieri, em Monfalcone, Itália, o AZURA é um dos maiores navios daquela conceituada operadora britânica. 

Desloca 113.651 toneladas  de arqueação bruta,  289,6 metros de comprimento e 36 metros de boca. 

Tem capacidade para alojar perto de 3.500 passageiros em ocupação máxima e 1.230 tripulantes.

 

Vision of the Seas amanhã

 

Amanhã será a vez do VISION of the SEAS, primeiro navio da popular “Vision Class”, da conhecida operadora norte-americana Royal Caribbean International, que estará em Ponta Delgada numa escala englobada num cruzeiro posicional de 13 noites, entre as cidades de Barcelona e Miami, e que, para além de Ponta Delgada, contempla paragens em Cartagena, Málaga e Nassau.

Construido nos estaleiros franceses Chantiers de lÁtlantique, em St Nazaire,  foi inaugurado em 1998. 

Possui 78.491 toneladas de arqueação bruta,  279 metros de comprimento, 32,2 metros de boca e 7,7 metros de calado. 

Tem capacidade para alojar 2.435 passageiros em ocupação máxima, sendo a sua tripulação composta por 765 elementos.

 

Dias 30 e 31 com o Prinsendam

 

As escalas deste mês em Ponta Delgada terminam nos dias 30 e 31, com a visita do PRINSENDAM, o mais pequeno navio de cruzeiros da famosa operadora Holland America Line. 

A sua passagem em Ponta Delgada ocorre no âmbito de um cruzeiro de 12 noites, que se inicia no dia no dia 28 em Lisboa e que, para além desta escala em São Miguel, contempla escalas na Praia da Vitória no dia 1 de Novembro e Horta no dia 2, antes da sua chegada a Fort Laudardale no dia 9.

Construido em 1988 nos estaleiros finlandeses de Wartsilla Marine, em Turku, este interessante paquete holandês possui 37.845 toneladas de arqueação bruta, 204 metros de comprimentos, 28,9 metros de boca e um calado de 7,20 metros. 

Possui 9 decks para passageiros tendo capacidade para alojar 740 passageiros e 460 tripulantes.

 

Taxa de ocupação hoteleira baixa nos Açores

cama hotel

A taxa de ocupação hoteleira, a nível nacional, desceu 1,3 pontos percentuais em Agosto deste ano, face ao período homólogo, fixando-se nos 87%, avançou a Associação da Hotelaria de Portugal (AHP). 

Os Açores caíram 4,5 pontos percentuais, a zona do Estoril/Sintra registou um decréscimo de 5,5 pontos percentuais, o Alentejo desceu 1,4 pontos percentuais, e a Madeira caiu 2,4 pontos percentuais. 

A entidade, que compilou estes resultados através da ferramenta AHP Hotel Monitors, concluiu ainda que o “Algarve (93%), Costa Azul (92%) e Grande Porto (90%) registaram as taxas de ocupação mais elevadas”.

Por categorias, “verificou-se uma variação positiva apenas nas duas estrelas que tiveram um aumento ligeiro de 0,4 pontos percentuais, face a agosto de 2017”, salientou a AHP, em comunicado.

“Estávamos com alguma expectativa relativamente ao comportamento da operação hoteleira no mês de Agosto. Apesar de a TO (Taxa de Ocupação) ter decrescido, os resultados são globalmente bons. Em termos absolutos, este foi, sem surpresas, o melhor mês do ano. Dos 14 destinos do Hotel Monitor, apenas três (Beiras, Viseu e Leiria/Fátima/Templários) registaram ocupações abaixo dos 80%. No ARR e RevPAR, os resultados continuam a ser bastante positivos, no entanto há a destacar a quebra nos destinos Grande Porto e Oeste”, diz Cristina Siza Vieira, da AHP, citada no comunicado.

Peixe e carne com resultados positivos neste semestre

grafico rafael 1

A pesca foi o sector que apresentou maior crescimento no 1º semestre   do corrente ano, com um aumento de 96%, em resultado das capturas de   atum, perspectivando-se um crescimento que não se regista há vários   anos. 

De Janeiro a Agosto foram descarregados nos portos dos Açores  9,6 mil toneladas de pescado, sendo 6,5 mil toneladas de atum e as  restantes 3,1 mil toneladas de outros peixes, moluscos e crustáceos.  

Nos meses em referência, Janeiro a Agosto, o total de pescado rendeu   28 milhões de euros, na primeira venda.

Também com peso significativo na economia surge, de igual modo, com   bons resultados o abate de bovinos, com um aumento de 10%, relativamente a 2017.

De acordo com os dados distribuídos pelo Serviço Regional de   Estatística dos Açores, apresentam também indicadores positivos, relativamente a igual período do ano passado, o número de licenças de construção e a venda de viaturas.

Estão também no lado positivo os indicadores referentes à produção de queijo, consumo de leite, leite entregue nas fábricas, número de   passageiros desembarcados e consumo de energia.

Os indicadores conhecidos, até agora, mostram que o turismo, que   durante os últimos três anos apresentou crescimentos significativos,   agora regista uma variação negativa, de -0,4%, um decréscimo pouco   significativo, mas que pode indiciar que os crescimentos que se   registaram nos últimos 3 anos foram conjunturais e, provavelmente, não   vão continuar nos mesmos valores, como já se esperava. No entanto, mantém-se sensivelmente o mesmo número de visitantes e de dormidas o que significa que se mantém a dinâmica nas actividades relacionadas e o peso na economia da Região.

Fica por saber é se este volume de turistas se manterá, ou se tenderá a descer, uma resposta que dependerá dos mercados concorrentes e de eventuais medidas que possam vir a ser tomadas na Região, pelas empresas de transporte aéreo e agências de viagem, no sentido de concertar os custos e os circuitos para que o destino Açores continue atractivo.

A boa notícia é que, a conta satélite do Turismo relativa a 2015  mostra que o valor acrescentado do sector representou 6,7% do VAB regional (Valor Acrescentado Bruto), superior ao que se registava antes, que era de apenas 5,2%.

Verifica-se também que o Consumo do Turismo no Território Económico  (CTTE) representou 14,1% do Produto Interno Bruto (PIB) da Região.

A conta satélite do turismo mostra ainda que o emprego nas actividades  características do turismo, avaliado em número de postos de trabalho,  atingiu 10,0% do emprego total regional, superior ao que indicavam os  dados do inquérito ao emprego que apontavam um valor, bem mais baixo,  da ordem dos 5%.

Estes dados revelam que o turismo desenvolveu várias actividades e teve já em 2015 um importante peso na economia regional. Resta saber se esses valores vão crescer ou vão manter-se, uma vez que, entre os factores que fazem crescer o PIB, estão os vencimentos dos funcionários, o que parece não ser o caso do turismo.

Apesar da quebra no turismo e na venda do cimento, os indicadores neste primeiro semestre são favoráveis e perspectivam um crescimento da atividade económica, de resto também visível no valor calculado pelo Serviço Regional de Estatística, que no mês de Julho, apresentava um crescimento de 2,1%,

No mesmo sentido aponta a taxa de desemprego, que no 2º Trimestre desceu para 8,2%.

A Região deparou-se com uma ligeira curva descendente, em 2016, que se prolongou até aos primeiros meses de 2018, mas essa situação alterou-se no 2º trimestre de 2018. É previsível que alguns indicadores venham, ainda, a melhorar, como é o caso das exportações, que deverão aumentar com a venda de conservas, face à excelente safra de atum.

 

Texto e gráficos de Rafael Cota/para “Diário dos Açores”

Açores venderam 307 imóveis a não residentes no valor de 13 milhões de euros

Ponta Delgada vista aereaNo ano passado foram vendidos nos Açores 307 imóveis a não residentes, no valor de 13,378 milhões de euros, revelou ontem o INE.

No total do ano de 2017 foram transaccionados nos Açores 5.567 imóveis, que renderam mais de 248 milhões de euros.

A percentagem do valor dos imóveis adquiridos por não residentes, face ao valor total dos imóveis transaccionados é de 5,4%. 

Em 2017, 7,7% dos imóveis transaccionados em Portugal foram vendidos a não residentes, correspondendo a 11,5% do valor total transaccionado (7,3% e 12,5%, respectivamente, em 2016). 

As vendas de imóveis a não residentes aumentaram 19,2% em número e 22,6% em valor face a 2016 (+11,4% e +4,6%, no ano anterior). 

À semelhança do ano anterior, foram os residentes em França que mais imóveis adquiriram em Portugal (19,6% do valor total), seguidos pelos residentes no Reino Unido (16,2%).

O valor médio dos prédios vendidos a não residentes em 2017 (160 407 euros) foi quase 50% superior ao valor médio das transacções globais (107 381 euros). 

No mesmo ano, 6,8% dos imóveis vendidos a não residentes tinham um valor unitário igual ou superior a 500 mil euros, correspondendo-lhes 36,3% do valor total.

 

Algarve e Lisboa mais procurados

 

Mais de 3/4 do valor das aquisições por não residentes localizou-se nas regiões do Algarve (42,8%) e Área Metropolitana de Lisboa (35,0%).

 Foi nesta última região que o valor médio das aquisições foi o mais elevado (276,8 mil euros). 

É essencialmente no Algarve e na Área Metropolitana de Lisboa que se localizam os imóveis adquiridos por não residentes (53,8%)

Dos 226 617 imóveis transaccionados em 2017, 29,7% localizavam-se na região Norte, seguindo-se as regiões Centro (25,6%) e a Área Metropolitana de Lisboa (25,1%).

 No que respeita ao valor transaccionado, à Área Metropolitana de Lisboa correspondeu 49,8% do total, seguindo-se a região Norte (20,3%). 

O valor médio dos prédios transaccionados em 2017 foi significativamente mais elevado na Área Metropolitana de Lisboa (212 927 euros) e no Algarve (143 592 euros), com valores acima da média nacional (107 381 euros).

A distribuição regional do número e do valor dos imóveis adquiridos por não residentes foi diferente. 

O Algarve liderou tanto em número (33,5%) como em valor (42,8%). Seguiu-se a Área Metropolitana de Lisboa, com 20,3% em número e 35,0% em valor.

 

“Não vale a pena fazer foguetório com o ‘rating’ porque não apaga as dívidas”

Mario fortuna111“Não vale a pena fazer foguetório com esta baixa do ‘rating’ da Moody’s, porque é uma coisa normal, e não apaga as dívidas aos fornecedores” - é assim que Mário Fortuna, Presidente da Câmara do Comércio dos Açores reage às declarações do Vice-Presidente do Governo, Sérgio Ávila, que ontem  manifestou satisfação com a nova notação da agência financeira Moody’s, salientando que a subida do ‘rating’ da Região confirma a “solidez e o equilíbrio” das finanças públicas regionais. 

“Efectivamente, mais esta melhoria do ‘rating’ da Região evidencia e confirma aquilo que temos vindo sempre a afirmar sobre a solidez das finanças públicas regionais, o equilíbrio das finanças públicas da Região, que é agora reconhecido pela agência de notação internacional”, afirmou Sérgio Ávila. 

Considerando que a subida do ‘rating’ do país, na semana passada, originou um reconhecimento e uma satisfação generalizada a nível nacional, o titular da pasta das Finanças espera que “as entidades da Região façam o mesmo em relação ao ‘rating’ agora anunciado para os Açores”.

Refere o executivo que a situação das finanças públicas regionais dos Açores “tem vindo a ser confirmada, consecutivamente, por todas as entidades nacionais e internacionais com competência na matéria”, salientou Sérgio Ávila, que espera uma nova subida do ‘rating’ dos Açores no próximo ano.

A agência de notação financeira Moody’s melhorou os ‘ratings’ atribuídos aos Açores, de ‘Ba2’ para ‘Ba1’, e à Madeira, de ‘B1’ para ‘Ba3’, e reviu em baixa a perspetiva para ambas as regiões autónomas de positiva para estável.

Em reacção a estas declarações, o líder dos empresários açorianos, Mário Fortuna, declarou ao “Diário dos Açores” que o ‘rating’ baseia-se “numa avaliação dos factores de risco de um credor. Ora, se Portugal está a melhorar, fruto do esforço e equilíbrio destes últimos anos, os Açores beneficiam disso, porque estão inseridos em Portugal, influenciados pelo ‘rating’ nacional”.

Mário Fortuna sublinha que “os Açores estão sempre acoplados ao ‘rating’ nacional, acompanha o Estado, à semelhança do que aconteceu antes quando também baixou”.

“A Madeira, como se sabe, foi resgatada pelo Estado português, porque tinha os problemas que todos sabemos, e aqui poderá acontecer o mesmo, quando também não estivermos em condições de pagar”, reforça Mário Fortuna.

O Presidente da Câmara do Comércio diz que, o reflexo disso, é que “os Açores estão a financiar-se à mesma taxa que o resto do país e devia financiar-se mais para pagar as dívidas aos fornecedores. O problema é que corre o risco de estragar as contas nacionais...”, conclui Mário Fortuna.