Mais de uma centena de cruzeiros farão escala nos Açores este ano

arcadia 2Depois de um ano de 2017 em que os Açores tiveram um interessante número de escalas, o ano de 2018 também deverá trazer mais de uma centena de escalas ao arquipélago.

Assim, no corrente mês de Janeiro teremos 8 escalas de navios de cruzeiro, sendo 5 em Ponta Delgada, 2 na cidade da Horta e 1 na Praia da Vitória.

As escalas do ano inicia-se já amanhã com a passagem no terminal de cruzeiros das Portas do Mar do paquete ARCADIA, da popular operadora britânica P&O.  

A escala deste popular navio de cruzeiros é a última de um interessante cruzeiro de 24 noites,  com destino ás Caraíbas, aonde visitou alguns dos principais portos daquela região.

O ARCADIA foi construido nos estaleiros italianos  de Fincantieri e tem 86.799 toneladas de arqueação bruta. 

As suas dimensões são 289,8 metros de comprimento, 32,2 metros de boca e um calado de 7,8 metros. 

Disponibiliza 11 decks, onde se distribuem todos os espaços públicos assim como os camarotes. 

Tem capacidade para alojar  2016 passageiros em ocupação normal sendo a sua tripulação composta por 976 elementos.

No dia 9 será a vez do BLACK WATCH, um dos navios da popular operadora inglesa Fred Olsen Cruise Line.

Esta escala é a primeira de um extenso itinerário de 108 noites à volta ao mundo, denominado “Wonders of the World”, e levará aquele navio  percorrer os diversos pontos do globo, aonde fará 45 escalas em alguns dos mais paradisíacos portos nas Caraíbas, Pacifico e Indico.

O BLACK WATCH foi construido nos estaleiros Wartsila, em Helsínquia, na Finlândia, em 1972, para a extinta operadora Royal Viking Line, com o nome de Royal Viking Star, onde se manteve até 1991. 

Entre 1991 e 1994 passou a fazer parte da Norwegian Cruise Line. 

Depois de uma breve passagem pela Royal Cruise line, entre 1994 4 1996,  foi adquirido pela Fred Olsen  e renomeado com o actual nome.

Possui 28.613 toneladas de deslocamento, tendo como comprimento 205,7 metros de comprimento, 25,2 metros de boca e um calado de 7,55 metros. 

Tem capacidade de alojamento para 820 passageiros e 415 tripulantes.

O BLACK WATCH, depois desta passagem em Ponta Delgada, rumará para a Horta, segunda escala deste longo e interessante cruzeiro.

As escalas do mês irão prosseguir no dia 20 e 21 com nova visita aos Açores do  AIDAvita, da operadora germânica Aida Cruises,  que volta a fazer nesta cidade a primeira de 3 escalas no arquipélago, inseridas num cruzeiro de 14 noites, iniciado no dia 15 em Gran Canária e que inclui igualmente a passagem pelas cidades da Horta, no dia 22,  e Praia da Vitória no dia seguinte.

Construido nos estaleiros de Aket MTW, na Alemanha, em 2002, o AIDAvita possui 42.289 toneladas de arqueação bruta. 

As suas dimensões são 202,9 metros de comprimento, 28,1 metros de boca e 6,3 metros de calado. 

Tem capacidade para alojar 1266 passageiros em ocupação normal, que poderão chegar até aos 1.687 em ocupação máxima, sendo a  sua tripulação composta por 426 elementos.

O dia 26 marca o regresso a Ponta Delgada do SAGA SAPPHIRE, navio almirante da luxuosa operadora britânica Saga Cruises, empresa vocacionada para cruzeiros para adultos.

Esta escala em Ponta Delgada faz parte de um excelente itinerário de 32 noites, intitulado “21 Nights Murder Mystery in the Caribbean”, que se inicia no próximo dia 22 do corrente mês, na cidade inglesa de Southampton e que terá nas Caraíbas um deslumbrante itinerário com paragens em alguns dos principais destinos daquele arquipélago, e que antes do regresso ao seu porto de origem terá ainda escalas em Cabo Verde e Canárias.  

Construido nos estaleiros de Bremer Vulkan, em Bremen, Alemanha, em 1981, para a companhia de cruzeiros alemã Hapag Lloyd, foi baptizado como Europa.

A partir de 1998 passou por diversas companhias, como Star Cruises, Pullmantur e CDF Croisiéres de France. 

Em 2011 foi adquirido para a Saga Cruises e depois de uma longa ida a estaleiro,   entre Novembro de 2011 e Março de 2012, foi renomeado com o actual nome.

Das suas principais características realce para as 37.301 toneladas de arqueação bruta, 199,6 metros de comprimento, 28,55 metros de boca e um calado de 8,3 metros. 

Possui 12 decks, 10 dos quais destinados aos passageiros. 

Em ocupação normal pode transportar 752 passageiros que poderão chegar aos 1158 em ocupação máxima. 

A sua tripulação é constituída por 406 tripulantes.

As escalas de Janeiro terminarão no dia 28 com a visita a Ponta Delgada do VENTURA, um dos maiores e emblemáticos navios da operadora P&O.

Esta escala é a última de um cruzeiro de 28 noites às Caraíbas, que aquele operador promove na época de Inverno e que é muito do agrado dos britânicos, que assim têm a possibilidade de durante algumas semanas deixarem o Inverno das ilhas britânicas, trocando-o por um itinerário transatlântico para aquele arquipélago no outro lado do Atlântico, e que regra geral inclui uma visita ao arquipélago.  

Foi construido nos estaleiros italianos de Fincantieri, tendo sido inaugurado em Abril de 2008. 

Possui 116,000 toneladas de  arqueação bruta, 289 metros de comprimento, 36 metros de boca e 8,5 metros de calado. 

Possui 19 decks, 14 dos quais destinados ás áreas publicas para passageiros. 

Tem capacidade para alojar 3.192 passageiros em ocupação normal, que poderão chegar aos 3.597 em ocupação máxima. 

A sua tripulação é composta por 1.239 tripulantes.

 

Texto do Azores Cruise Club, para Diário dos Açores

 

 

 

 

CTT encerram balcão da Calheta

CttO plano de reestruturação que prevê o fecho de lojas dos CTT atinge, também a ilha de S. Miguel, com o encerramento do balcão da Calheta, em Ponta Delgada.

De acordo com os trabalhadores da empresa, são 22 lojas que vão ser encerradas em todo o país.

A lista completa que a gestão liderada por Francisco Lacerda pretende fechar para já e entregue à Comissão de Trabalhadores para perecer é a seguinte: Junqueira, Avenida (Loulé), Universidade (Aveiro), Termas de S. Vicente, Socorro (Lisboa), Riba d’Ave, Paços de Brandão (Santa Maria da Feira), Lavradio (Barreiro), Galiza (Porto), Freamunde, Filipa de Lencastre (Belas), Olaias (Lisboa), Camarate, Calheta (Ponta Delgada), Barrosinhas (Águeda), Asprelas (Porto), Areosa (Porto), Araucária (Vila Real), Alpiarça, Alferrarede, Aldeia de Paio Pires e Arco da Calheta (Madeira).

No final do primeiro semestre de 2017 os CTT dispunham de uma rede de lojas composta por 4.377 pontos de contacto, sendo constituída por 613 lojas próprias, 1.744 lojas em parceria (postos de correio) e 2.020 postos de venda de selos.

Anunciado há pouco mais de duas semanas, o plano de reestruturação dos CTT já previa o fecho de balcões. 

A chamada “optimização da cobertura da rede” seria concretizada “através da conversão de lojas em postos de correio ou fecho de lojas com pouca procura por parte dos clientes“, podia ler-se no documento enviado a 19 de Dezembro à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

Saída de mil trabalhadores

 

De acordo com o plano, está em vista a saída de 1.000 trabalhadores da empresa até 2020. 

O objectivo desta profunda reestruturação passa por alcançar poupanças anuais na ordem dos 45 milhões de euros.

Esta foi a resposta da  administração dos CTT para travar a desconfiança dos investidores com o mau desempenho operacional da empresa. 

Isto depois de os Correios terem visto o lucro cair 57% nos nove primeiros meses de 2017 face ao mesmo período de 2016, penalizado pela redução do negócio do correio postal, enquanto os custos agravaram ligeiramente. 

No ‘profit warning’ emitido em Outubro, o presidente executivo anunciou logo os primeiros cortes: reduziu o dividendo em 20%, dos 48 cêntimos para os 38 cêntimos, deixando o mercado, os investidores e até accionistas em sobressalto.

Entre as medidas incluídas no chamado Plano de Transformação Operacional estão ainda reduções nas remunerações da própria gestão da empresa, num sinal de que também os administradores vão dar o corpo às balas nesta contenção de custos.

Para hoje, na Assembleia da República, está agendada a apreciação e votação do requerimento apresentado pelo PCP para audição do ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, sobre as medidas anunciadas pela administração dos CTT.

 

 

 

Valor da pesca já ultrapassou os 24 milhões de euros do ano passado

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A pesca de várias espécies no mar dos Açores, nas categorias de demersais, pelágicos e moluscos diminuiu este ano, até Novembro, mas o valor do pescado aumentou, tendo já ultrapassado o registado em período homólogo do ano passado.

Analisando os dados do SREA, é possível constatar que o valor da pesca descarregada nos portos dos Açores atingiu em Novembro 27.291,8 mil euros, quando no mesmo período do ano passado tinha sido 24.439,9 mil euros.

Apenas as ilhas de Graciosa e S. Jorge registam quedas no valor acumulado deste ano, em relação ao ano passado, enquanto que as restantes ilhas apresentam crescimentos, como o caso de S. Miguel, que passou de 11.778,2 mil euros no ano passado para 13.139,4 mil euros este ano.

 

Queda do goraz, aumento da lagosta

 

Este aumento dos valores este ano confirma a tendência do aumento dos preços do peixe vendido em lota e também ao público.

Há quem perspective, para 2018, um aumento de preços ainda maior, devido à cada vez menor captura das principais espécies do mar açoriano e à cada vez maior procura de peixe por parte do turismo na restauração local.

No quadro que publicamos ao lado é possível constatar a queda dos demersais este ano (-18,3%), dos pelágicos (-17,1%) e dos moluscos (-7,8%).

Goraz, cherne, peixão, abrótea, alfoncim, rocaz, congro e raia são apenas algumas das espécies que sofreram quedas este ano, enquanto se registam crescimentos na captura de boca negra, veja, imperador, pargo, garoupa, juliana e peixe porco, para além de outras espécies.

 

Mais lapas e menos cavaco

 

Nos pelágicos, registam-se as maiores quedas no atum patudo, no chicharro, na cavala e na serra, enquanto que os maiores aumentos registam-se no lírio (que duplicou em relação ao ano passado), bonito e encharéu. Nos moluscos, destaque para o crescimento na captura de lapas e ameijoas e para a queda da lula. Os crustáceos foram a única categoria que cresceu este ano, com destaque para a captura da lagosta, que ultrapassou os 150%, a sapateira e a craca, enquanto que diminuiu a captura de cavaco e camarão.

 

Mais 290 açorianos entraram nos programas ocupacionais

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O número de desempregados que passaram para os programas ocupacionais voltou a aumentar em Outubro, quando se julgava que a tendência seria para baixar.

Segundo os últimos dados do Instituto do Emprego, foram mais 290 açorianos que engrossaram os programas ocupacionais em Outubro, elevando para 6.219 o número total de açorianos que beneficiam destes programas, quando em Setembro eram 5.929.

A maior queda registou-se exactamente em Setembro, com 5.929 ‘ocupados’, muito longe dos 7.363 com que se iniciou o ano em Janeiro.

Se recuarmos a 2013 os valores atingiam 2.727 ‘ocupados’, subindo para mais de 5 mil no ano seguinte.

Se somarmos os ‘ocupados’ ao número de desempregados, que era em Outubro 8.677, temos então 14.896 pessoas no desemprego e nos programas ocupacionais.

A entrada dos 290 em Outubro, permitiu baixar o número de desempregados, pelo que a subida de mais ‘ocupados’ naquele mês só poderá ser explicada como um mecanismo para baixar o número de desempregados.

Com os 6.219 ‘ocupados’ no arquipélago, somos a região com mais beneficiários nestes programas.

O Centro de Emprego de Lisboa regista 3.758, Sintra 3.554, Vila Nova de Gaia 3.330, Madeira 3.080 e todas as outras regiões abaixo destes valores.

O Centro de Emprego de Ponta Delgada continua a registar o maior número de ‘ocupados’, com 3.895, seguindo-se Angra do Heroísmo, com  1.442 e Horta, com 882.

A Horta tem mesmo mais ‘ocupados’ (882) do que desempregados (651).

 

Mais cerca de 500 beneficiários no RSI

Pessoas na rua PDLO mês de Novembro fechou com 18.525 açorianos a beneficiarem do Rendimento Social de Inserção (RSI), antigo Rendimento Mínimo, mais 481 do que no mês de Outubro.

De acordo com os dados do Instituto de Segurança Social, a que o nosso jornal teve acesso, são mais 355 beneficiários do que em igual período do ano passado.

O ano de 2017 começou com 18.577 beneficiários, descendo a meio do ano para a casa dos 17 mil e voltou a aumentar nestes últimos meses do ano, com um forte crescimento de Setembro para Outubro, na ordem de mais 472 beneficiários.

Em termos de famílias são 6.372 até ao final de Dezembro, mais 193 do que em Outubro e mais 175 do que em igual período do ano passado.

O valor médio por beneficiário nos Açores atinge os 82,33 euros e por família o valor é de 221,43 euros.

Os Açores continuam a ser a região do país com mais beneficiários de RSI em termos relativos, só ultrapassados, em termos absolutos, por Lisboa e Porto.