Obras de reabilitação aumentaram 47% nos Açores no 2º trimestre

edificios licenciados 19No 2º trimestre de 2019 foram licenciados 5,8 mil edifícios em Portugal, correspondendo a um acréscimo de 0,5% face ao 2º trimestre de 2018 (+13,3% no 1º trimestre de 2019).

Do total de edifícios licenciados, 68,8% eram construções novas e, destas, 77,0% destinaram-se a habitação familiar.

Os edifícios demolidos (575 edifícios) corresponderam a 9,9% do total de edifícios licenciados no 2º trimestre de 2019.

As regiões da Área Metropolitana de Lisboa e do Norte foram as únicas a apresentar uma variação homóloga positiva no número de edifícios licenciados: +8,0% e +2,3%, respectivamente. 

As restantes regiões do país apresentaram variações negativas face ao mesmo período do ano anterior, com destaque para o Algarve (-10,7%) e para a Região Autónoma dos Açores (-8,2%).

O número de obras licenciadas para construções novas em Portugal cresceu 1,5% face ao 2º trimestre de 2018, enquanto as obras de reabilitação decresceram 12,5%. Face ao trimestre anterior, o licenciamento para construções novas decresceu 6,3% enquanto as obras de reabilitação diminuíram 10,9%.

Licenciamento para construções novas aumentou nos Açores

 

O licenciamento para construções novas, apresentou variações positivas em relação ao mesmo período do ano anterior as seguintes regiões: Área Metropolitana de Lisboa (+17,1%), Região Autónoma dos Açores (+1,7%) e Alentejo (+0,3%). 

As restantes regiões apresentaram variações homólogas negativas, com destaque para o Algarve (-10,1%).

Quanto ao licenciamento para reabilitação de edifícios, a Região Autónoma da Madeira apresentou uma variação nula, enquanto todas as restantes regiões apresentaram variações homólogas negativas, com destaque para o Norte (-20,7%).

 

Mais habitação familiar na Região

 

No 2º trimestre de 2019 foram licenciados 5,3 mil fogos em construções novas para habitação familiar, o que corresponde a uma diminuição de 1,1% face ao 2º trimestre de 2018 (+32,5% no 1º trimestre de 2019). 

Apresentaram uma variação negativa neste indicador as regiões do Algarve (-47,8%), Norte (-8,3%) e Centro (-3,6%). 

Todas as restantes regiões apresentaram variações homólogas positivas com destaque para a Região Autónoma dos Açores (+83,7%) e para a Região Autónoma da Madeira (+79,4%).

Em Portugal, no 2º trimestre de 2019, observou-se um decréscimo de 4,4% na área total licenciada, em termos homólogos. 

As regiões do Alentejo, Região Autónoma da Madeira e Área Metropolitana de Lisboa apresentaram variações homólogas positivas nesta variável: +9,1%, +8,3% e +5,0%, respectivamente. As restantes regiões apresentaram variações negativas, destacando-se o Algarve (-18,9%).

Nunca foi proposta a liberalização aérea e monopólio da SATA era para manter

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“Diário dos Açores” revela proposta do Governo Regional para alterar as OSP 

A proposta que o Governo Regional dos Açores enviou ao anterior Governo da República para alteração das Obrigações de Serviço Público (OSP), nos transportes aéreos para os Açores, não contemplava a liberalização aérea e mantinha o monopólio da SATA nessas rotas.

O “Diário dos Açores” teve acesso à proposta que o governo da região nunca quis divulgar e que ficou “guardada” pelo Governo de Passos Coelho dois anos, avançando depois com um outro projecto, com a liberalização para S. Miguel e Terceira, permitindo a vinda das companhias “low cost”.

O documento foi enviado no dia 5 de Novembro de 2012, assinado pela Secretária Regional da Economia de então, Luisa Schanderl, contendo 13 páginas dactilografadas.

Da leitura que fizemos,  é claro que  a proposta açoriana das OSP, no essencial, reponha o modelo anteriormente vigente, que criava um monopólio efectivo e que, em contrapartida do cumprimento de um conjunto de rotas, ficava sozinho no mercado. 

O documento é uma cópia das OSP que estavam em vigor, rasurando apenas o que era para alterar e apresentando a seguir a respectiva alteração.

Segundo o modelo que o governo dos Açores propôs, eram impostas rotas mínimas e tarifas máximas, numa abordagem anacrónica face ao rumo que o mundo da aviação civil estava a seguir. 

Tivesse este modelo ido em frente e os Açores estariam resumidos aos serviços regulares da SATA ou da TAP, e nada mais. 

As companhias não poderiam cancelar mais do que 2% dos voos ou atrasar-se mais do que 15 minutos. 

As frequências mínimas eram fixadas para cada rota, assim como as tarifas – 110 euros por percurso nas ligações com Lisboa; 102,5 euros por percurso para a Madeira e uma percentagem de tarifas promocionais. 

As tarifas seriam acrescidas de taxas diversas, incluindo a de emissão de bilhete, num valor máximo de 16 euros. 

Os passageiros seriam subsidiados em 43 euros por percurso, suportando, portanto, 67 euros por percurso, ou 134 euros por viagem.

O transporte de carga era, igualmente, regulado e restringido.

Este modelo impunha às companhias aéreas uma tarifa máxima única de 210 euros por passageiro. 

Anteriormente as companhias aéreas cobravam cerca de 300 euros e recuperavam ainda do governo 86 euros ou 105 euros, conforme a ilha. 

A restrição seria, portanto, ruinosa para as companhias aéreas.

Quanto à liberalização que hoje está em vigor, não há nenhuma referência.

O modelo de OSP proposto acabou por vigorar apenas para as “gateways” de Stª Maria, Pico e Faial, com os resultados que se conhecem hoje.

 

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Mais de metade dos passageiros desembarcam em Ponta Delgada

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No passado mês de Agosto desembarcaram nos aeroportos dos Açores 220.376 passageiros, um aumento de 2,9% face ao mesmo mês de 2018, revelou ontem o SREA. 

Os passageiros desembarcados com origem noutras regiões do território nacional atingiram 91.603, apresentando uma variação homóloga positiva de 6,8%, e os com origem no estrangeiro totalizaram 28.738, originando um decréscimo homólogo de 1,9%.

Nos últimos três meses, desembarcaram nos aeroportos dos Açores, mais 5,3% de passageiros que em igual período de 2018, enquanto que no acumulado Jan-Ago de 2019, verificou-se, igualmente, uma variação homóloga positiva, de 5,9%. 

A ilha com maior número de passageiros desembarcados no mês de Agosto foi a de São Miguel com 127.085, seguida da Terceira com 43.440 e do Faial com 17.078. 

 

Pico com o maior crescimento

 

A ilha que apresentou maior crescimento homólogo mensal foi, no entanto, a do Pico, com 8,6%, seguindo-se a de São Jorge com 7,6% e São Miguel com 5,8%. 

Em sentido inverso, as ilhas do Corvo (-15,1%), Faial (-4,0%), Terceira (-3,0%) e Graciosa com -0,4% apresentaram variações homólogas negativas no desembarque de passageiros aéreos.

A ilha que apresentou maior variação homóloga positiva nos últimos 3 meses foi a de São Jorge (12,0%), seguida do Pico (11,2%), São Miguel (6,6%) e Flores com 5,4%. 

Quanto ao acumulado Jan-Ago de 2019, a ilha que verificou maior variação homóloga positiva foi a de São Jorge com 8,1%, seguida de São Miguel (6,7%), Flores (6,3%), Pico (6,1%) e Graciosa e Faial ambas com 5,9%.

 

Recorde de passageiros em Julho

 

Há um recorde a registar este ano nos aeroportos portugueses: os dez aeroportos no continente e Regiões Autónomas geridos pela ANA Aeroportos de Portugal, subsidiária do grupo francês Vinci, tiveram em Julho, pela primeira vez, mais de seis milhões de passageiros num mês.

“Não devemos aceitar o modelo de subsídio de mobilidade aprovado para a Madeira”

Rodrigo RodriguesSubsídio de mobilidade, dívidas a fornecedores e o problema da SATA têm sido preocupações, desde há alguns anos, por parte dos empresários dos Açores. Fomos ouvir o Presidente da Câmara do Comércio dos Açores, Rodrigo Rodrigues.

 

António Costa classificou o subsídio de mobilidade de “ruinoso” e “absurdo”, sugerindo um novo modelo e que passe a responsabilidade da gestão do subsídio para as regiões autónomas. É uma boa ideia?

A Câmara do Comércio e Indústria dos Açores (CCIA) tem alertado, e não é de agora, para algumas falhas no modelo atual, e que têm levado a alguns abusos, fazendo com que o valor gasto com o subsídio de mobilidade tenha disparado. 

“Ruinoso” e “absurdo” é o Governo da República só agora demonstrar preocupação com este tema, quando desde o primeiro ano da sua implementação, que tem vindo a disparar o montante gasto anualmente. 

A responsabilidade é sempre da República, podendo ou não, o Governo Regional dos Açores assumir parte da operacionalidade do modelo, mas nunca aceitando o ónus de ficar com riscos financeiros, por falha do mesmo. Essa responsabilidade é do Estado.

 

E surpreende-o o facto de já ter sido anunciado um novo modelo para a Madeira e nenhum ainda para os Açores?

Para mim é estranho que já tenha sido publicada a alteração ao modelo implementado na Madeira. 

Julguei que o grupo de trabalho criado no ano passado, estudaria ambos os casos, apontando soluções. 

Estranhamos a falta de discussão pública deste tema, mas tendo passado na Assembleia Regional da Madeira, pressuponho que os madeirenses estão contentes com o modelo. 

Nos Açores podemos beneficiar com este facto, pois devemos aprender com este novo modelo, e melhorá-lo aquando da alteração ao nosso modelo, que me parece inevitável.

 

Do que analisou do projecto da Madeira, o que há a reter em relação aos Açores?

Temos algumas restrições quanto ao que é considerado elegível para efeitos do subsídio de mobilidade, e isso é positivo. 

Temos de compreender que uma coisa é a mobilidade a um preço possível e razoável, outra coisa são os serviços que todas as companhias vendem e que nada têm a ver com mobilidade, mas sim com o conforto do passageiro, como por exemplo, a escolha do lugar, prioridade no embarque, passagem rápida pela segurança, as milhas atribuídas por cada viagem, etc. 

Estes são serviços que não devem ser subsidiados pelo Estado, trata-se de extras que cada passageiro tem a liberdade de escolher pagar ou não. Sei que não é muito popular esta visão, mas a CCIA preocupa-se em manter o subsídio de mobilidade para os Açorianos, e para isso temos de encontrar o modelo equilibrado, e de alguma forma, previsível em termos de orçamento de Estado.

Quanto à forma do pagamento do subsídio, temos uma alteração significativa neste novo modelo na Madeira, pois passa para as companhias e agências de viagem o ónus de receber o subsídio. 

Para os passageiros é muito confortável, pois apenas pagam o valor da passagem de residente no acto da compra, cabendo às companhias e agências o pedido de reembolso da diferença para o valor total. 

Julgo que poderemos ter aqui um grave problema: as companhias não vão aceitar este modelo, principalmente as “low cost”. 

Receio que no caso dos Açores, uma alteração deste género possa levar mesmo ao abandono da Raynair dos Açores, e depois vamos todos andar a correr atrás do prejuízo.

Julgamos que este modelo não deve ser implementado nos Açores, pelo menos da forma que o está a ser na Madeira, devemos aproveitar algumas medidas positivas, alterando as negativas, e melhorando o modelo significativamente.

 

Então não é de boa política passar o controlo para as agências de viagens e companhias aéreas?

Esta alteração traz dois problemas: por um lado, aumenta a carga operacional das agências e companhias, burocratizando ainda mais o processo de venda de bilhetes, um contra-senso atendendo à tendência mundial nessa área, onde cada vez é mais simples comprarmos um bilhete digital. 

Por outro lado, traz um problema de liquidez às companhias e agências, que não podem esperar para receber o subsídio. Temos de recordar que as companhias vendem uma importante parte dos seus lugares disponíveis por antecipação, ou seja, vendem em Janeiro e Fevereiro viagens que só se realizam no Verão por exemplo. 

Como vai funcionar nestes casos? Podem as mesmas ir pedir o reembolso da diferença antes mesmo do passageiro voar? Estas questões não estão bem explicadas no caso da Madeira, e por isso não defendemos este modelo para os Açores, pelo menos tal como está escrito.

 

Diz que desde 2015 que a CCIA vinha alertando para esta situação. Como interpreta que só agora é que os políticos se interessem pelo assunto?

Julgo que a derrapagem no valor do subsídio fez disparar as campainhas, mas numa abordagem mais política, parece-me que também está a ser um chavão para a campanha eleitoral. É muito populista dizer-se que não se vai gastar mais dinheiro com as viagens dos açorianos e madeirenses. Quem ouve isto em casa, sem nada saber da nossa realidade, acredita ser da maior justiça.

 

Noutra vertente, a CCIA tem mostrado muita preocupação com a dívida crescente dos hospitais da região aos fornecedores. Este governo estará sem dinheiro?

Não sei se está sem dinheiro, mas parece-me claro que falta liquidez, só assim se explica as dificuldades em pagar as dívidas aos fornecedores.

No caso dos hospitais, o problema parece ser de suborçamentação dos mesmo, que depois perante as suas necessidades operacionais, não conseguem cumprir as suas responsabilidades contratuais, aumentando a dívida aos fornecedores. Temos de resolver este problema de uma vez por todas, pois não devem ser os privados a financiar o serviço regional de saúde. 

Temos já algumas empresas estranguladas financeiramente pela falta de pagamentos dos hospitais. 

Há um ano precisamente, foi prometido pelo GRA o pagamento de todas estas dívidas a mais de 90 dias, até ao final de 2018. Nada foi regularizado, e em alguns casos, as dívidas aumentaram mesmo. O Estado deve dar o exemplo, e não lançar o caos na economia retirando-lhe liquidez.

 

Haverá mesmo solução para a SATA?

Parece-me que sim, mas não com este modelo.

Temos defendido publicamente que a Sata vai precisar de uma recapitalização, desta vez efectiva. Mas não sem antes proceder a uma verdadeira reestruturação no modelo de governo do grupo, com a criação, por exemplo, de um conselho superior independente, que defenda os interesses do acionista, mas sem a intervenção deste nas questões operacionais. 

Defendemos ainda uma separação das empresas e áreas de negócio do grupo, em quatro empresas distintas: Air Açores; Azores Airlines; Gestão de aeródromos e handling de operações aéreas. 

O objectivo é a não contaminação financeira entre a diferentes empresas, como acontece hoje, em que a SATA Air Açores tem sido descapitalizada por via dos resultados da Internacional. 

É urgente perceber qual a estratégia para resolver o problema da Azores Airlines, parecendo-nos impossível a sua privatização nos moldes já tentados. 

Sabemos que a SDEA está a tratar deste tema, mas em que moldes? 

O Grupo Sata vai ter prejuízos avultados este ano, ao contrário da promessa de reduzir para metade os prejuízos de 2018, e na nossa opinião, não aguenta mais um ano igual. 

Estamos em Setembro e não sabemos qual a estratégia para inverter esta tendência, e assim fica de facto difícil acreditar no futuro da SATA. Mas temos de exigir medidas concretas, pois a SATA Air Açores é fundamental para o desenvolvimento Regional de todas as ilhas, e em especial das mais pequenas.

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Turistas que visitam os Açores insatisfeitos com o transporte público

turista sete cidadesNum análise à evolução do turista que visita os Açores desde 2010, verifica-se que o turista está, em termos globais, muito satisfeito com a oferta do destino, revela um estudo do Observatório de Turismo dos Açores.

A análise revela ainda que o turista apresenta níveis mais baixos de satisfação em relação ao transporte, nomeadamente o público. 

Para além disso, a partir de 2015, demonstra um grau de satisfação mais elevado em relação ao transporte aéreo.

Manifesta, igualmente, um grau de satisfação elevado no que diz respeito ao alojamento, restauração, sinalização e informação turística;

 Na globalidade, os turistas que nos visitam desde 2010 optam por hotel 4/5 estrelas e é acompanhado por uma ou duas pessoas.

Valoriza a paisagem/natureza, a qualidade ambiental, a limpeza, o factor “novidade”, a segurança e a qualidade da água do mar como sendo os principais atributos do destino.

Valoriza ainda as actividades de animação turística como a prática de actividades desportivas, os passeios pedestres, a observação de cetáceos e aves.

O turista considera que a Madeira é o principal destino concorrente aos Açores, e recomendaria o destino a amigos e familiares.

O Observatório de Turismo dos Açores realiza, todos os anos, um inquérito presencial junto dos turistas que nos visitam, auscultando o grau de satisfação com a visita e os reparos que fazem aos diversos sectores de actividade.

Neste momento está a decorrer a implementação do inquérito referente a 2019.

 O “Inquérito à Satisfação do Turista que Visita os Açores” tem por objectivo a identificação da opinião dos turistas que visitam os Açores e medir o seu grau de satisfação relativamente ao destino, tendo para o efeito sido inquiridos turistas nacionais e estrangeiros.

Também está  decorrer um inquérito à população local, visando obter informações, através de inquéritos separados a funcionários/gestores de operadores turísticos e à população local, incluindo um questionário geral, com perguntas específicas sobre a avaliação da evolução do turismo nos Açores.