Assinado protocolo para construção de novo estabelecimento prisional de Ponta Delgada

cadeia pona delgadaFoi ontem assinado um protocolo entre o Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça e a Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa, que prevê a colaboração entre as duas instituições para o desenvolvimento do projecto base do Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada.

O projecto para a cadeia em São Miguel deverá ser apresentado no início do próximo ano, estando o início das obras previsto para 2020, como já havia revelado o Ministério da Justiça.

“Após a apresentação do projecto base, que se prevê para o início de 2019, será aberto concurso para a contratação do projecto de arquitectura e das especialidades para a construção do novo EP de Ponta Delgada, tendo já sido publicada em D.R., n.º 95, Série II, de 17/05/2018, a necessária portaria de extensão de encargos relativa à despesa plurianual”, lê-se na nota divulgada pelo gabinete do Ministério da Justiça.

A nova cadeia será construída num terreno cedido pelo Instituto da Segurança Social dos Açores, conhecido como a “Mata das Feiticeiras”. Tem uma área de 98 mil metros quadrados e está localizado na freguesia do Cabouço, concelho de Lagoa.

Para a implantação da cadeia de Ponta Delgada “serão, também, necessários trabalhos de terraplanagem e desmonte do cone de escórias (bagacinas) presentes no terreno, para o que se torna exigível lançar o competente procedimento concursal de empreitada, tendo hoje [ontem] mesmo sido publicada a respectiva portaria de extensão de encargos”.

No mesmo comunicado, fonte do Ministério da Justiça refere ainda que, “após conclusão do projecto de arquitectura e das especialidades será promovida a abertura do necessário procedimento concursal para o lançamento da empreitada de obra pública de construção do novo EP de Ponta Delgada, cujo início de obra se prevê para 2020”.

A construção do novo Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada é uma das intervenções identificadas como “prioritárias” no plano a 10 anos para o sistema prisional e tutelar apresentado pelo Ministério da Justiça em Setembro de 2017, denominado “Olhar o Futuro Para Guiar a Acção Presente”.

Recorde-se que, em Outubro de 2017, o parlamento dos Açores aprovou, por unanimidade, uma recomendação a exigir ao Governo da República que integrasse na proposta de Orçamento do Estado para 2018 as verbas necessárias para o “arranque efectivo” da nova cadeia de Ponta Delgada.

Na altura, o deputado Luís Maurício, do PSD - partido que apresentou a proposta -, justificou a iniciativa com a situação “degradante” em que se encontram as cadeias de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, e da Horta, no Faial, ambas em “péssimo estado de conservação” e que não garantem o “mínimo de condições de sanidade e segurança” para os reclusos, nem para os guardas que ali trabalham.

Enquanto a nova cadeia não é construída, o actual estabelecimento prisional de Ponta Delgada tem sido alvo de trabalhos de remodelação, orçados em 530.410 euros, e que “deverão estar concluídos no início do próximo ano”.

Açorianos revelam ainda pouco à vontade com linguagem económica

euros

Os açorianos revelam ainda pouco à vontade quando são confrontados com a linguagem económica, envolvendo conceitos financeiros, sobretudo ligados ao crédito.

A conclusão é de um estudo efectuado pelo Observador Cetelem, uma marca do BNP Paribas Personal Finance, presente em Portugal desde 1993.

Há um desconhecimento em geral na população portuguesa, apesar do aumento da percentagem de pessoas que conhecem o significado das mais variadas expressões financeiras. 

Os conceitos financeiros “juros”, “taxas de câmbio” e “dívida pública” fazem, cada vez mais, parte do vocabulário e são das expressões mais conhecidas pelos inquiridos do Observador Cetelem Literacia Financeira.

Com efeito, os portugueses parecem estar confiantes do seu nível de literacia financeira, mas quando confrontados com 19 expressões financeiras, não demonstraram o mesmo à vontade. 

Embora tenha aumentado a percentagem dos que conhecem os conceitos financeiros sugeridos, existiu também uma diminuição da percentagem daqueles que referem já ter ouvido falar, mas não sabem o que é. 

Por outro lado, também se registou um aumento dos que admitem não conhecer sequer o que significam estes conceitos.

Entre as expressões sugeridas, nos arquipélagos dos Açores e Madeira, “juros” parece ser a mais conhecida, pelo menos para 82% dos inquiridos. 

Em segundo lugar a expressão “taxa de câmbio”, reconhecida por 63% dos habitantes inquiridos e por último, 53% afirma conhecer a expressão “divida pública”.

Prova também, do baixo nível de literacia financeira é o facto de a maioria desconhecer os conceitos associados ao crédito, pois apenas um quarto dos inquiridos indica ter esse conhecimento. 

Entre esses conceitos, TAEG é o mais conhecido, com 48% já ter ouvido falar e saber o que é.

“Certos conceitos e expressões financeiras fazem parte do nosso dia a dia e o seu conhecimento é essencial para tomar decisões mais adequadas. A formação financeira, desde cedo, é importante e o regulador nacional é um caso de exemplo a nível europeu que, a par das Instituições Financeiras e das Escolas tem feito um enorme trabalho para os mais novos”, afirma Leonor Santos, Directora de Compliance e Jurídico do Cetelem.  

Resultado da percepção da necessidade de uma maior compreensão de temas deste cariz, acima de dois terços dos pais assumem preocupar-se com a educação financeira dos filhos – 68% dos inquiridos em 2018, 2 pontos percentuais acima do expresso no ano transacto.

 

Taxa de ocupação hoteleira baixa nos Açores

cama hotel

A taxa de ocupação hoteleira, a nível nacional, desceu 1,3 pontos percentuais em Agosto deste ano, face ao período homólogo, fixando-se nos 87%, avançou a Associação da Hotelaria de Portugal (AHP). 

Os Açores caíram 4,5 pontos percentuais, a zona do Estoril/Sintra registou um decréscimo de 5,5 pontos percentuais, o Alentejo desceu 1,4 pontos percentuais, e a Madeira caiu 2,4 pontos percentuais. 

A entidade, que compilou estes resultados através da ferramenta AHP Hotel Monitors, concluiu ainda que o “Algarve (93%), Costa Azul (92%) e Grande Porto (90%) registaram as taxas de ocupação mais elevadas”.

Por categorias, “verificou-se uma variação positiva apenas nas duas estrelas que tiveram um aumento ligeiro de 0,4 pontos percentuais, face a agosto de 2017”, salientou a AHP, em comunicado.

“Estávamos com alguma expectativa relativamente ao comportamento da operação hoteleira no mês de Agosto. Apesar de a TO (Taxa de Ocupação) ter decrescido, os resultados são globalmente bons. Em termos absolutos, este foi, sem surpresas, o melhor mês do ano. Dos 14 destinos do Hotel Monitor, apenas três (Beiras, Viseu e Leiria/Fátima/Templários) registaram ocupações abaixo dos 80%. No ARR e RevPAR, os resultados continuam a ser bastante positivos, no entanto há a destacar a quebra nos destinos Grande Porto e Oeste”, diz Cristina Siza Vieira, da AHP, citada no comunicado.

Cerca de 5 mil turistas de cruzeiros hoje e amanhã em Ponta Delgada

azura 1

Chega hoje ao terminal de cruzeiros das Portas do Mar o AZURA, um dos populares navios da operadora inglesa P&O, num itinerário  transatlântico de 14 noites e que irá levar aquele conhecido paquete britânico desde Southampton até Bridgetown nos Barbados, porto base para a temporada de Inverno naquela ilha das Caraíbas.

A bordo viagem 3.084 passageiros e 1.175 tripulantes.

Construido em 2010 nos estaleiros Fincantieri, em Monfalcone, Itália, o AZURA é um dos maiores navios daquela conceituada operadora britânica. 

Desloca 113.651 toneladas  de arqueação bruta,  289,6 metros de comprimento e 36 metros de boca. 

Tem capacidade para alojar perto de 3.500 passageiros em ocupação máxima e 1.230 tripulantes.

 

Vision of the Seas amanhã

 

Amanhã será a vez do VISION of the SEAS, primeiro navio da popular “Vision Class”, da conhecida operadora norte-americana Royal Caribbean International, que estará em Ponta Delgada numa escala englobada num cruzeiro posicional de 13 noites, entre as cidades de Barcelona e Miami, e que, para além de Ponta Delgada, contempla paragens em Cartagena, Málaga e Nassau.

Construido nos estaleiros franceses Chantiers de lÁtlantique, em St Nazaire,  foi inaugurado em 1998. 

Possui 78.491 toneladas de arqueação bruta,  279 metros de comprimento, 32,2 metros de boca e 7,7 metros de calado. 

Tem capacidade para alojar 2.435 passageiros em ocupação máxima, sendo a sua tripulação composta por 765 elementos.

 

Dias 30 e 31 com o Prinsendam

 

As escalas deste mês em Ponta Delgada terminam nos dias 30 e 31, com a visita do PRINSENDAM, o mais pequeno navio de cruzeiros da famosa operadora Holland America Line. 

A sua passagem em Ponta Delgada ocorre no âmbito de um cruzeiro de 12 noites, que se inicia no dia no dia 28 em Lisboa e que, para além desta escala em São Miguel, contempla escalas na Praia da Vitória no dia 1 de Novembro e Horta no dia 2, antes da sua chegada a Fort Laudardale no dia 9.

Construido em 1988 nos estaleiros finlandeses de Wartsilla Marine, em Turku, este interessante paquete holandês possui 37.845 toneladas de arqueação bruta, 204 metros de comprimentos, 28,9 metros de boca e um calado de 7,20 metros. 

Possui 9 decks para passageiros tendo capacidade para alojar 740 passageiros e 460 tripulantes.

 

Açores venderam 307 imóveis a não residentes no valor de 13 milhões de euros

Ponta Delgada vista aereaNo ano passado foram vendidos nos Açores 307 imóveis a não residentes, no valor de 13,378 milhões de euros, revelou ontem o INE.

No total do ano de 2017 foram transaccionados nos Açores 5.567 imóveis, que renderam mais de 248 milhões de euros.

A percentagem do valor dos imóveis adquiridos por não residentes, face ao valor total dos imóveis transaccionados é de 5,4%. 

Em 2017, 7,7% dos imóveis transaccionados em Portugal foram vendidos a não residentes, correspondendo a 11,5% do valor total transaccionado (7,3% e 12,5%, respectivamente, em 2016). 

As vendas de imóveis a não residentes aumentaram 19,2% em número e 22,6% em valor face a 2016 (+11,4% e +4,6%, no ano anterior). 

À semelhança do ano anterior, foram os residentes em França que mais imóveis adquiriram em Portugal (19,6% do valor total), seguidos pelos residentes no Reino Unido (16,2%).

O valor médio dos prédios vendidos a não residentes em 2017 (160 407 euros) foi quase 50% superior ao valor médio das transacções globais (107 381 euros). 

No mesmo ano, 6,8% dos imóveis vendidos a não residentes tinham um valor unitário igual ou superior a 500 mil euros, correspondendo-lhes 36,3% do valor total.

 

Algarve e Lisboa mais procurados

 

Mais de 3/4 do valor das aquisições por não residentes localizou-se nas regiões do Algarve (42,8%) e Área Metropolitana de Lisboa (35,0%).

 Foi nesta última região que o valor médio das aquisições foi o mais elevado (276,8 mil euros). 

É essencialmente no Algarve e na Área Metropolitana de Lisboa que se localizam os imóveis adquiridos por não residentes (53,8%)

Dos 226 617 imóveis transaccionados em 2017, 29,7% localizavam-se na região Norte, seguindo-se as regiões Centro (25,6%) e a Área Metropolitana de Lisboa (25,1%).

 No que respeita ao valor transaccionado, à Área Metropolitana de Lisboa correspondeu 49,8% do total, seguindo-se a região Norte (20,3%). 

O valor médio dos prédios transaccionados em 2017 foi significativamente mais elevado na Área Metropolitana de Lisboa (212 927 euros) e no Algarve (143 592 euros), com valores acima da média nacional (107 381 euros).

A distribuição regional do número e do valor dos imóveis adquiridos por não residentes foi diferente. 

O Algarve liderou tanto em número (33,5%) como em valor (42,8%). Seguiu-se a Área Metropolitana de Lisboa, com 20,3% em número e 35,0% em valor.

 

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