Turismo deverá cair 3% novamente em Julho

turista sete cidadesEmbora seja ainda uma estimativa, o Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA) avança que as dormidas em Julho poderão ter diminuído 3% em relação ao mesmo período do ano passado.

De facto, com base no modelo econométrico desenvolvido pelo SREA e na informação disponível até à data, nomeadamente a evolução do número de passageiros aéreos desembarcados e o valor dos levantamentos em caixas multibanco, estima-se que o número de dormidas na Hotelaria Tradicional dos Açores durante o mês de Julho terá sido de 233 mil.

Comparando com o valor divulgado para Julho de 2017, esse valor reflecte uma diminuição de 3% em termos homólogos.

 

Turismo Rural cresce em Junho

 

Por sua vez, no que respeita ao Turismo em Espaço Rural, no mês de Junho, se a taxa de resposta fosse semelhante à do período homólogo, as dormidas seriam aproximadamente 8.907 e os hóspedes 2.429 – aumentos de 24,8% e 16,2%, respectivamente, face ao mesmo mês de 2017, no qual se verificaram 7.138 dormidas e 2.091 hóspedes. 

No trimestre que acabou em Junho de 2018 estimam-se 18.472 dormidas, correspondendo a 5.162 hóspedes, o que compara com 16 058 dormidas e 4.346 hóspedes em período homólogo (crescimentos de 15,0% e 18,8%, respectivamente). 

Durante o mês de Junho a taxa líquida de ocupação-cama (TLOC) foi de 35,6%, acima do valor registado no mesmo período de 2017 (29,6%). 

A estada média (EM) foi de 3,7, o que compara com 3,4 em período homólogo. 

 

10.202 camas nos Açores

 

A capacidade de alojamento nos Açores, na Hotelaria Tradicional, em Junho de 2018, situou-se nas 10.202 camas repartidas pelos 95 estabelecimentos em funcionamento nesse mês. 

A oferta de alojamento, traduzida no número médio de camas disponíveis, atingiu as 9.960 camas. 

O número médio de pessoas ao serviço foi de 2.125. 

 

Alojamento Local sempre a crescer

 

O número de unidades de Alojamento Local nos Açores, em Junho deste ano, era de 1.825, quando em Janeiro registava 1.588, um aumento de 237 unidades em apenas seis meses.

A ilha com mais unidades é S. Miguel, com 952, seguindo-se a ilha do Pico (303), Terceira (277), Faial (141), S. Jorge (59), Flores (51), Santa Maria (29), Graciosa (9) e Corvo (4). 

A Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP) divulgou dados, onde se conclui que mais de 70% do alojamento local do país se situa fora das cidades de Lisboa e Porto. 

Faro é o distrito com mais unidades registadas. 

No total – continente e Madeira – existem cerca de 72.500 unidades de alojamento local até o início de Agosto, o que corresponde a mais de 168 mil quartos disponíveis. 

Desde 2014 o número tem subido significativamente uma vez que há quatro anos havia cerca de 14 mil registos de alojamento local. 

Já no arquipélago dos Açores, que tem um sistema de registo próprio, a 24 de Agosto existiam cerca de 2 mil unidades. 

A maioria das unidades registadas têm a categoria geográfica de “destinos de praia veraneio e ilhas”, num total de 61%, tendo 10% sido registadas como “interior e outras cidades”.

A ALEP identifica a tipologia apartamento como a mais frequente, com 66%, seguida da moradia, com 27,1%.

O aumento do número de unidades pode justificar-se com o facto de, este ano, mais de 180 freguesias terem recebido pela primeira vez um registo de alojamento local. Em média, existe uma nova freguesia por dia a acolher uma unidade, sendo “a maioria” localizada no interior do país, explica a ALEP.

Este levantamento nacional prevê que haja cerca de 33 mil famílias a depender do alojamento local para o seu sustento, assim como 7 mil microempresas a operar na área. “Muitos dos titulares de alojamento local perderam o emprego durante a crise, sendo que uma grande parcela destes já estava numa idade madura, na qual as portas do mercado de trabalho se fecham”, acrescenta a Associação.

Secretário da Saúde ignorou parecer de jurista que recomendava abertura de inquérito

hospital angra

Investigação do “Diário dos Açores” ao caso do helicóptero

“desviado” pela Presidente do Hospital de Angra

 

O Secretário Regional da Saúde, Rui Luís, ignorou um parecer de um jurista que recomendava a abertura de um inquérito pela Inspecção de Saúde ao caso do helicóptero “desviado” pela Presidente do Hospital de Angra para evacuar um familiar em S. Jorge.

Na investigação deste caso, revelado pelo “Diário dos Açores”, conseguimos apurar que após as médicas responsáveis pela evacuação terem apresentado queixa contra a atitude de Olga Freitas, Presidente do Hospital de Angra do Heroísmo, o Presidente do Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) solicitou de imediato um parecer jurídico sobre o caso, que lhe foi entregue pouco tempo de pois.

O jurista responsável pelo parecer, segundo conseguimos saber, escreveu, peremptoriamente, que “dada a matéria em apreço ser em grande parte estritamente do foro médico-clínico e na ausência de recursos próprios do SRPCBA para a análise técnica da matéria em causa, sou de parecer deva ser proposto junto de Sua Exª o SRS a intervenção e nomeação de instrutor ou instrutores da Inspecção Regional de Saúde a fim de ser averiguada a situação descrita, quer os procedimentos utilizados na decisão clínica”.

 

Parecer pedido pelo Presidente da Protecção Civil

 

O jurista classifica como “gravidade” o relato das médicas que apresentaram queixa contra a Presidente do Hospital, recomendando assim a abertura de um inquérito, que o Secretário Regional da Saúde veio a considerar que era “desnecessário” e, passados dois anos, com a revelação do caso pelo nosso jornal, o Presidente do Governo, Vasco Cordeiro, ordenou a abertura do inquérito.

Foi com base naquele parecer jurídico que o Presidente do Serviço de Protecção Civil escreveu ao secretário Regional da Saúde apresentando a respectiva queixa dos médicos e solicitando a abertura do inquérito.

 

Da queixa até à abertura do inquérito

 

Recorde-se que a Presidente do Conselho de Administração do Hospital de Angra do Heroísmo, Olga Freitas, interferiu ilegalmente numa operação de evacuação de doentes, obrigando um helicóptero da Força Aérea a evacuar um doente seu familiar da ilha de S. Jorge, quando a equipa médica tinha optado por, primeiro, evacuar um doente da ilha Graciosa.

Os factos ocorreram a 2 de Fevereiro do ano passado, tendo a médica reguladora das evacuações apresentado uma queixa por escrito, com a afirmação de que “não posso permitir que esta situação passe despercebida perante a gravidade do ocorrido”. 

Naquele dia a equipa médica das evacuações foi confrontada com o pedido de duas evacuações em simultâneo, uma criança na ilha Graciosa e outro doente na ilha de S. Jorge.

Analisada a situação dos dois doentes, o risco de transporte de ambos era considerado “semelhante”, com o doente da Graciosa a ser evacuado para o Serviço de Urgência/Serviço de Pediatria do Hospital de Angra e o de S. Jorge para o Serviço de Urgência/ Serviço de Neurologia do Hospital de Angra.

Perante a situação clínica de ambos os doentes, a médica reguladora estabeleceu uma série de contactos com o hospital de Angra, tendo concluído que o doente de S. Jorge teria que ser evacuado para o Serviço de Neurocirurgia do Hospital de Ponta Delgada, já que no Hospital de Angra o aparelho do TAC estava avariado. 

Depois de vários contactos com os médicos especialistas, a médica reguladora optou pela evacuação dos dois doentes para o Hospital de Ponta Delgada no mesmo tempo de viagem, “poupando assim tempo e recursos numa só evacuação para os dois utentes que requeriam uma avaliação relativamente urgente das especialidades em questão”.

Toda a equipa envolvida concordou, “por considerar óbvia a decisão, mas pouco tempo depois toda a gente ficou espantada com uma decisão contrária”, revela a nossa fonte.

Veio a saber-se que a Presidente do Hospital de Angra, Olga Freitas, interferiu no processo, “de forma ilegal, porque não tem voz nesta coordenação”, dando ordens para que não houvesse a evacuação conjunta na mesma viagem e que a prioridade fosse dada ao do doente de S. Jorge, que, veio a saber-se, era seu parente.

A Presidente do Hospital chegou mesmo a telefonar para vários elementos da equipa médica reguladora e até para os médicos especialista, discordando da decisão de todos e impondo a sua, “dificultando mesmo o trabalho de toda a equipa”.

 

Secretário desautorizado pelo Presidente

 

Depois do nosso jornal ter revelado esta história, a Presidente do Hospital emitiu um comunicado afirmando que não cometeu nenhuma ilegalidade.

Também o Secretário da Saúde considerou não haver necessidade de abertura de inquérito, na sequência das averiguações da Direcção Regional de Saúde.

O Presidente do Governo, no mesmo dia da notícia revelado pelo “Diário dos Açores”, ordenou de imediato um inquérito, que deveria estar pronto no final do mês de Agosto, mas que depois foi autorizada a sua conclusão para 7 de Setembro.

O PSD também requereu audiências parlamentares, devendo ouvir a Presidente do Hospital e o Secretário da Saúde na reabertura deste período parlamentar.

Bombeiros dos Açores já responderam este ano a 12.741 pedidos de socorro por doença

Bombeiros CORProtecção Civil foi chamada em 2017 para 534 falsos alarmes

Em 2017, os Corpos de Bombeiros dos Açores receberam 534 chamadas que não eram emergências médicas, conforme se pode atestar no gráfico abaixo, com dados fornecidos pelo Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores. Por outro lado, verifica-se também que no primeiro semestre deste ano este número está bem mais reduzido, tendo sido registadas até Junho de 2018 apenas 3 chamadas que eram falsos alarmes.

Os dados indicam ainda que as situações por doença lideram os pedidos de socorro em emergência pré-hospitalar. Em 2017, os Corpos de Bombeiros responderam a 26 780 pedidos, enquanto no primeiro semestre deste ano já se contabilizam 12 741 pedidos de auxílio nos Açores.

Os pedidos de Assistência e Prevenção são outra situação em destaque nos Açores com 638 pedidos em 2017. Já no primeiro semestre deste ano esta situação conta com 257 pedidos.

Conforme se pode verificar pelos dados do Serviço Regional de Protecção Civil dos Açores, em 2017 foram empenhados 43.934 veículos em intervenções de socorro e nas situações em emergência pré-hospitalar. Um número que nos primeiros seis meses deste ano já se situa nos 38.479 veículos empenhados. 

 

Número de “falsas emergências” para o INEM está a aumentar

 

Não são apenas as chamadas falsas que preocupam o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), mas também as “falsas emergências”, que só este ano, até Julho, representaram 41 973 chamadas das mais de 800 mil chamadas recebidas, segundo dados estatísticos do organismo, o que representa, em média, 230 chamadas por dia. Um número que está a aumentar quando comparado com o ano passado: no total, em 2017 o INEM atendeu 75 843 chamadas de “falsas urgências”, uma média de 207 por dia.

Além disso, o INEM estima que os seus Centros de Orientação de Doentes Urgentes recebam por ano cerca de 20 000 “chamadas falsas” que originam o accionamento de perto de 7.500 meios de emergência.

Em 2018, até ao dia 15 de Agosto, o INEM recebeu 871 022 chamadas nos seus Centros de Orientação de Doentes Urgentes.

O volume de chamadas que não constituem de facto uma emergência é motivo de preocupação para o INEM, uma vez “que ocupam não só os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) mas também porque motivam o accionamento desnecessário de meios de emergência que devem estar disponíveis para situações em que são efectivamente necessários”, revelou o organismo ao DN, acrescentando que este tipo de ligações “tende a aumentar”.

 

Por Olivéria Santos

30% dos jovens açorianos estão no desemprego

pessoas em Ponta Delgada1O desemprego nos Açores, como é sabido, abrange 8,2% da população activa, continuando a ser maior nos mais jovens, que no segundo trimestre deste ano atingiu 29,8% dos indivíduos com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos, tendo diminuído 0,2 pontos percentuais relativamente ao trimestre anterior, segundo revela a publicação trimestral do SREA.

A diminuição homóloga do desemprego deveu-se quer à diminuição do número de desempregados à procura do primeiro emprego, que passaram de 1.964 para 1.674 indivíduos, quer à diminuição do número de desempregados à procura de novo emprego, que passaram de 10.251 indivíduos para 8.348 indivíduos.

 

Desemprego masculino desceu e feminino aumentou

 

Na análise por sexos, em termos homólogos, verifica-se uma variação em termos de peso no total do desemprego: o sexo masculino passou de 55,2% para 50,5% do total do desemprego, e o sexo feminino de 44,8% para 49,5%.

Quanto à situação na profissão, em termos homólogos, verificou-se um aumento no grupo dos trabalhadores por conta de outrem (3,2%), enquanto que no grupo dos trabalhadores por conta própria ocorreu uma diminuição (2,6%). 

No que diz respeito à variação trimestral, verificaram-se aumentos, quer nos trabalhadores por conta de outrem (0,3%), quer nos trabalhadores por conta própria (5,5%). 

Neste último grupo, os trabalhadores por conta própria como isolados apresentaram aumentos em ambas as variações (a homóloga foi de 2,3% e a trimestral foi de 7,5%). 

Os trabalhadores por conta própria como empregadores, apresentaram variações diferentes: a homóloga foi negativa (14,1%) e a trimestral foi positiva (0,4%).

 

Trabalhadores por conta de outrem aumentaram

 

Os trabalhadores por conta de outrem que possuem um contrato permanente, registaram uma variação homóloga positiva de 2,5% e uma variação trimestral também positiva de 0,5%.

 Nos trabalhadores com contrato não permanente, as variações foram ambas negativas (0,3% na variação homóloga e 8,7% na variação trimestral). 

Na evolução do emprego por sectores de actividade, verificaram-se aumentos na variação homóloga nos sectores primário e terciário (4,6% e 3,6% respectivamente), enquanto que o sector secundário apresentou uma diminuição (4,9%).

 Ocorreram semelhantes variações na análise trimestral: os sectores primário e terciário variaram positivamente (1,0% em ambos) e o sector secundário diminuiu 1,4%. 

Nas variações trimestrais o maior aumento verificou-se no subsector de actividades administrativas e dos serviços de apoio (11,1%). Em termos homólogos, foi o subsector do alojamento, restauração e similares que obteve o maior aumento (47,8%), seguido do de actividades administrativas e dos serviços de apoio (38,3%).

 

Trabalhadores portuários em greve ao trabalho suplementar a partir de 10 de Setembro

porto ponta delgada1Os trabalhadores portuários associados ao Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística (SEAL) decretaram, ontem, greve ao trabalho suplementar, entre 10 de Setembro e 08 de Outubro, reivindicando liberdade de filiação sindical. 

Conforme se pode ler no comunicado que o Diário dos Açores teve acesso, “as quatro semanas de greve ao trabalho suplementar que teve início no passado dia 13 de Agosto, e que estava anunciada até ao próximo dia 10 de Setembro, teve o condão de despoletar mais situações inaceitáveis, feridas de legalidade, por parte das empresas, e que reforçam as razões que nos levaram a declarar esta greve.

Ainda as quatro semanas de greve não acabaram e, para além de sermos confrontados com a utilização de trabalhadores sem qualificações para executar o trabalho dos estivadores no porto do Caniçal, na Madeira, detectámos violações da lei que regula o direito à greve nos portos de Leixões, da Figueira da Foz e da Praia da Vitória, nos Açores, onde as empresas  portuárias recorreram ilegalmente à contratação de novos trabalhadores após a declaração de greve a 26 de Julho, para tentarem atenuar as consequências da greve”.

Diz o Sindicato que “face à imutabilidade das razões iniciais que se prendiam com o combate às práticas anti-sindicais nos portos nacionais, com destaque para os portos de Leixões e do Caniçal, e em resposta ao avolumar deste e de outros atropelos que se verificaram nas duas primeiras semanas de greve ao trabalho suplementar, o SEAL decidiu estender a greve ao trabalho suplementar até ao próximo dia 8 de Outubro sendo que, desta feita,  a greve também se materializará noutras  situações específicas”.

De acordo com o SEAL, “a greve envolverá todos os trabalhadores portuários efectivos e também aqueles que possuam vínculo contratual de trabalho de duração limitada, cujas entidades empregadoras ou utilizadoras sejam EPT’s [Empresas de Trabalho Portuário] ou empresas de estiva em actividade”.

Desta forma, a paralisação “consubstanciar-se-á na abstenção de prestação de trabalho suplementar” entre as 08horas de 10 de Setembro e as 08horas do dia 08 de Outubro.

A greve vai abranger as empresas de estiva e de trabalho portuário dos portos de Lisboa, Setúbal, Sines, Figueira da Foz, Leixões, Caniçal (Madeira), Ponta Delgada (Açores) e Praia da Vitória (Açores).

De acordo com o sindicato, na base da paralisação está “a crescente proliferação de práticas antissindicais nos diversos portos portugueses, revestindo-se estas de extrema gravidade no porto de Leixões, permanecendo ainda graves no porto do Caniçal”.

O SEAL indicou ainda que “as empresas dos referidos portos, em inúmeros casos coniventes com os sindicatos locais, protagonizam e induzem uma série de comportamentos que configuram diferentes tipos de assédio moral, desde a perseguição à coacção, desde o suborno à discriminação, desde as ameaças de despedimento até à chantagem salarial”.

Desta realidade resulta “uma maior precarização da mão-de-obra portuária, com todos os aspectos negativos a ela associados, como seja a ausência de formação profissional adequada e, consequentemente, o brutal aumento dos níveis de sinistralidade”. O SEAL acusou ainda as empresas dos portos em causa de beneficiarem “alguns agentes no terreno em detrimento da qualidade e produtividade” dos serviços prestados.

“Assistimos a diversas violações dos procedimentos legais a que as empresas estão obrigadas no seu relacionamento institucional com este sindicato, nomeadamente, a recusa de cedência de espaços para informação e trabalho sindical ou o permanente obstáculo à efectivação de plenários e restante normal actividade sindical”, referiu.

O SEAL exige a cessação imediata “das práticas anti-sindicais nos portos nacionais e os atropelos à legislação que regulamenta o direito constitucional à greve, e se proceda a negociações nos diferentes portos, rumo a um contrato colectivo de trabalho a nível nacional, para todos os estivadores e trabalhadores portuários”.

Nos portos da Praia da Vitória e Ponta Delgada o sindicato refere que “a greve incidirá sobre todo o trabalho suplementar, ou seja, sobre todo o trabalho que ultrapasse o turno normal de trabalho ou um turno de trabalho diário, em dias úteis, e sobre todo o trabalho em Sábados, Domingos e feriados; a greve aplicar-se-á igualmente em todas as operações realizadas, seja qual for o período de trabalho, normal ou suplementar, para a execução das quais as entidades empregadoras ou utilizadoras de mão-de-obra portuária contratem ou coloquem trabalhadores estranhos à profissão e que não integrassem o contingente efectivo e eventual à data de 01 de Julho de 2018; a greve consubstanciar-se-á também na abstenção de todo e qualquer trabalho, em qualquer porto, durante as primeiras 72 horas após a entrada na respectiva área de jurisdição portuária, de todo e qualquer navio que tenha operado no porto do Caniçal com recurso a qualquer mecânico, electricista ou qualquer outro trabalhador estranho à profissão, nomeadamente aqueles que trabalham para outras empresas ligadas aos sócios ou administradores da OPM ou da ETPRAM; a greve consubstanciar-se-á ainda na abstenção de todo e qualquer trabalho, em qualquer porto, durante as primeiras 72 horas após a entrada na respectiva área de jurisdição portuária, de todo e qualquer navio que tenha operado no porto de Praia da Vitória com recurso a trabalhadores que, em violação do artigo 535 do CT foram contratados após a emissão do anterior pré-aviso de greve datado de 26 de Julho de 2018, situação ilegal que já foi detectada pela Polícia Marítima e ACT locais, sem que qualquer reposição da legalidade se tenha verificado, até ao momento”.