John Kerry recebe ministro dos Negócios Estrangeiros com Lajes na agenda

BASE das LAJESO ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros reúne-se quarta-feira em Washington com o secretário de Estado norte-americano para discutir “questões de interesse comum da agenda internacional”, disse sexta-feira fonte oficial à agência Lusa.
No encontro, Rui Machete e John Kerry “passarão em revista o relacionamento entre Portugal e os Estados Unidos, na esfera bilateral e multilateral” e “abordarão questões de interesse comum da agenda  internacional”, acrescentou a mesma fonte. A Síria e a pirataria no Golfo da Guiné deverão ser temas em  análise, entre outros. A manutenção do dispositivo norte-americano na base das Lajes deverá ser outro dos temas abordados, depois de o Presidente norte-americano ter assinado o diploma que mantém o normal financiamento da estrutura até que seja tomada uma decisão definitiva quanto ao seu futuro. No final de 2012, a Administração norte-americana anunciou a intenção de reduzir o efectivo nas Lajes ao mínimo, prevendo
manter apenas 160 militares, sem famílias, o que levaria ao despedimento de cerca de três centenas de trabalhadores portugueses a partir de Outubro de 2014.
A Guiné-Bissau poderá ser também outro dos temas em debate, num momento em que está a decorrer o recenseamento eleitoral no país para as eleições de 16 de Março. O governo de transição não é reconhecido por Portugal nem pelos Estados Unidos. Recentemente, o Presidente Obama convidou os países africanos para uma cimeira e a Guiné-Bissau foi um dos dois únicos estados a não serem convidados.
O chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, António Indjai, tem um mandado de captura internacional
por suspeitas de estar ligado a redes internacionais de tráfico de droga. O antigo chefe da Armada, Bubo Na Tchuto, já foi detido pelas autoridades norte-americanas e está a ser julgado em Nova Iorque.

John Kerry recebe Ministro dos Negócios Estrangeiros com Base das Lajes na agenda

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros reúne-se quarta-feira em Washington com o secretário de Estado norte-americano para discutir “questões de interesse comum da agenda internacional”, disse sexta-feira fonte oficial à agência Lusa.
No encontro, Rui Machete e John Kerry “passarão em revista o relacionamento entre Portugal e os Estados Unidos, na esfera bilateral e multilateral” e “abordarão questões de interesse comum da agenda  internacional”, acrescentou a mesma fonte. A Síria e a pirataria no Golfo da Guiné deverão ser temas em  análise, entre outros. A manutenção do dispositivo norte-americano na base das Lajes deverá ser outro dos temas abordados, depois de o Presidente norte-americano ter assinado o diploma que mantém o normal financiamento da estrutura até que seja tomada uma decisão definitiva quanto ao seu futuro. No final de 2012, a Administração norte-americana anunciou a intenção de reduzir o efectivo nas Lajes ao mínimo, prevendo
manter apenas 160 militares, sem famílias, o que levaria ao despedimento de cerca de três centenas de trabalhadores portugueses a partir de Outubro de 2014.
A Guiné-Bissau poderá ser também outro dos temas em debate, num momento em que está a decorrer o recenseamento eleitoral no país para as eleições de 16 de Março. O governo de transição não é reconhecido por Portugal nem pelos Estados Unidos. Recentemente, o Presidente Obama convidou os países africanos para uma cimeira e a Guiné-Bissau foi um dos dois únicos estados a não serem convidados.
O chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, António Indjai, tem um mandado de captura internacional
por suspeitas de estar ligado a redes internacionais de tráfico de droga. O antigo chefe da Armada, Bubo Na Tchuto, já foi detido pelas autoridades norte-americanas e está a ser julgado em Nova Iorque.

Concelhos da ilha de S. Miguel estão entre os que registam menos casos de cancro nos Açores

Doente - cama hospitalDe acordo com os dados do Registo Oncológico Regional, o concelho de São Roque do Pico é o que apresenta maior prevalência de todos os casos de cancro, com o registo de 336 casos entre 1997 e 2011, o que representa 9,8% da sua população. Segue-se a Calheta de São Jorge, com 9,3%, as Lajes do Pico com 9,2% e a Madalena com 9,1%. Ou seja, a ilha do Pico está no topo da tabela. Se forem retirados os cancros de pele não melanoma, há um pequeno rearranjo: a Calheta passa para a posição cimeira, com 7,44%, S. Roque do Pico para 2ª, com 7,42%, e Santa Cruz da Graciosa atinge os 7,2%.
Estes dados são significativos, por revelam valores bastante acima da média regional, que é de 6,57% no total de cancros e 5,43% exceptuando os cancros de pele não melanoma.
O concelho onde há menos casos é o da Ribeira Grande, com 4,5% e 4,04% respectivamente, seguindo-se a Lagoa com 5,23% e 4,45%.  Há apenas 5 concelhos abaixo da média regional nos dois casos.
Mas bem pior é o caso das freguesias. onde existem 26 freguesias com valores acima dos 10%. E embora as piores posições sejam ocupadas por freguesias em S. Jorge, Terceira e Pico, o facto é que a Ribeira Chã, na Lagoa, é a 3ª freguesia desse ranking, com uma média de 18,6% da população a ter sofrido algum tipo de cancro.
A pior situação está no Norte Pequeno, com 19,25%, e na Serreta, com 18,92%. A freguesia que regista menos casos de cancro é a de Rabo de Peixe, com apenas 6,54% da população a ter sido afectada

.

Os casos registados por freguesias (lista não completa; cancro e cancro exceptuando o de pele não melanoma)

Norte Pequeno 19,25% ,  17,65%
Serreta 18,92% ,  16,22%
Ribeira Chã 18,64% ,  17,32%
Calheta do Nesquim 16,57% ,  11,24%
Mosteiro 16,28% ,  13,95%
Doze Ribeiras 15,49% ,  13,33%
Santo Amaro 14,59% ,  11,03%
Criação Velha 14,48% ,  10,96%
São João 13,32% ,  9,55%
Raminho 13,25% ,  10,60%
Quatro Ribeiras 13,24% ,  9,46%
Lomba de S. Pedro 12,19% ,  11,47%
Santa Luzia 12,14% ,  9,71%
Mosteiros 12,03% ,  9,75%
Capelo 11,65% ,  9,44%
Altares 11,63% ,  8,61%
Cedros 11,37% ,  8,78%
Horta (Conceição) 11,06% ,  8,43%
Cedros 10,92% ,  10,92%
Norte Grande (Neves) 10,83% ,  9,58%
São Mateus 10,72% ,  7,91%
Topo (N.S. do Rosário) 10,53% ,  7,55%
Angra (Sé) 10,34% ,  7,69%
Prainha 10,30% ,  6,74%
Angra (N.S. da Conceição) 10,17% ,  8,04%
Água Retorta 10,09% ,  9,42%
Candelária 9,98% ,  6,73%
Ponta Delgada 9,97% ,  7,98%
Ponta Delgada (S. José) 9,89% ,  8,09%
São Caetano 9,80% ,  7,57%
Calheta 9,80% ,  7,45%
Posto Santo 9,78% ,  8,33%
Santo António 9,72% ,  7,32%
Ribeiras 9,65% ,  7,74%
Guadalupe 9,62% ,  7,33%
Ponta Delgada (Matriz) 9,54% ,  7,45%
Achada  9,53% ,  7,91%
Faial da Terra 9,30% ,  7,89%
Santa Cruz da Graciosa 9,15% ,  7,52%
Urzelina (São Mateus) 9,06% ,  6,94%
Candelária 9,05% ,  7,70%
Lajedo 8,99% ,  7,87%
Covoada 8,97% ,  7,62%
Lajes do Pico 8,86% ,  6,22%
Horta (Angústias) 8,85% ,  6,91%
Praia (São Mateus) 8,80% ,  7,61%
Bandeiras 8,79% ,  7,33%
São Roque do Pico 8,70% ,  6,88%
Ribeira Seca 8,64% ,  6,89%
Praia do Norte 8,50% ,  7,29%
Rosais 8,41% ,  7,60%
Vila de São Sebastião 8,41% ,  6,59%
Santa Bárbara 8,30% ,  6,96%
Manadas (Santa Bárbara) 8,27% ,  7,24%
Fazenda 8,23% ,  7,00%
Achadinha 8,22% ,  6,92%
Santo Amaro 8,09% ,  6,68%
Angra (São Pedro) 8,00% ,  6,39%
Piedade 7,93% ,  5,12%
Fontinhas 7,88% ,  6,95%
Santo Espírito 7,86% ,  7,19%
Fajã Grande 7,85% ,  7,33%
Lajes 7,84% ,  6,27%
Flamengos 7,84% ,  5,93%
Velas (São Jorge) 7,73% ,  5,94%
São Pedro de Nordestinho 7,64% ,  4,32%
Vila Nova 7,58% ,  6,60%
Lomba da Maia 7,57% ,  6,76%
Luz 7,47% ,  5,68%
Agualva 7,46% ,  6,32%
Remédios 7,42% ,  6,72%
Santa Bárbara 7,38% ,  5,85%
Angra (Santa Luzia) 7,34% ,  5,71%
Castelo Branco 7,32% ,  5,83%
Salão 7,27% ,  6,49%
São Brás 7,19% ,  5,49%
Corvo 7,19% ,  6,50%
Furnas 7,11% ,  6,34%
S.C. das Flores 7,10% ,  6,05%
Lomba  7,08% ,  6,60%
São Bartolomeu de Regatos 7,07% ,  5,80%
Madalena 7,06% ,  5,49%
Porto Formoso 6,93% ,  6,07%
Cabo da Praia 6,86% ,  6,04%

Açorianos são os que menos compram nos estabelecimentos de retalho alimentar

SupermercadoEntre os anos de 2011 e 2012, o número de “Estabelecimentos de Comércio a retalho alimentar ou com predominância alimentar” contabilizados pelo INE (publicação anual sobre Comércio, que contabiliza apenas as “unidades comerciais de dimensão relevante”) baixou nos Açores de 29 unidades para apenas 21, o que representa uma quebra de 27,6%. A redução, e com essa dimensão, não teve qualquer paralelo no país, onde a descida foi de apenas -0,4%.
Não seria, por si só, um grande problema, até porque a área de exposição e venda não registou uma descida tão grande, mas  volume de negócios foi dos que mais caiu no país. Com uma redução do volume de negócios de 8%, só não é a maior redução do país porque o Algarve baixou 8,4%, mas a nível nacional houve mesmo um aumento de 1,07% (e a Madeira aumentou 15,5%). Ou seja, houve mesmo uma contração nas compras, que no Algarve poderá ter a ver com o turismo, mas que nos Açores poderá ter mesmo a ver com o poder de compra da população.
Estas estatísticas não permitem comparação com anos anteriores, pois os Açores só entram a partir do ano de 2011. Mas o facto é que o volume de negócios deste tipo de estabelecimentos no total dos estabelecimentos de comércio mantém-se baixo em ambos os anos, representando em 2012 cerca de 8,85% do total facturado. Em 2011 o volume de negócios neste sector foi de 202 milhões de euros, e em 2012 de 186 milhões.
O resultado é que em média, cada açoriano gastou cerca de 746 euros no ano de 2012 nestes estabelecimentos, o que é o valor mais baixo de todo o país. A média nacional é de 1.036 euros e o valor mais próximo do açoriano é no Norte, com 859 euros – o que é uma diferença significativa.
Em produtos alimentares, os açorianos gastam em média apenas 564 euros por ano, o que, tendo em conta que o preço dos produtos é mais elevado que no resto do país, tem um especial significado: os açorianos consomem pouco, em dinheiro mas provavelmente também em quantidade.

Centro de Saúde de Angra do Heroísmo disponibiliza 40 consultas em horário pós-laboral

Luis cabralO Secretário Regional da Saúde fez ontem a primeira avaliação do alargamento do horário do Centro de Saúde de Angra do Heroísmo para as 20 horas numa reunião com o Conselho de Administração da Unidade de Saúde de Ilha da Terceira, tendo constatado que esta medida já permitiu a realização de 40 consultas em horário pós-laboral.
Luís Cabral salientou que, com este horário, as pessoas que têm dificuldade em se deslocar ao Centro de Saúde dentro do seu horário de trabalho “têm agora esta disponibilidade, não só de marcarem uma consulta médica, como também de disporem de um atendimento de enfermagem”.
“Desde modo, as pessoas já não precisam faltar ao seu trabalho para virem a uma consulta, fazer um tratamento ou pôr em dia as vacinas dos filhos”, frisou Luís Cabral.
Este horário, que decorre da implementação do Plano de Ação para a Reestruturação do Serviço Regional de Saúde, entrou em funcionamento a 2 de janeiro e os serviços disponibilizados “têm tido uma boa adesão por parte da população”.
Foi também decidido que, no Centro de Saúde de Angra do Heroísmo, vão ser realizadas pequenas obras de melhoria funcional e um aumento do número gabinetes de consulta para os internos que terminam este ano o seu ciclo formativo e passarão a ter uma lista própria de utentes.
Segundo Luís Cabral, tudo indica que, “em 2016, toda a população da ilha tenha médico de família, contando com os 14 internos que estão em formação na Unidade de Saúde de Ilha e com profissionais de outras localidades que decidam viver nos Açores, aproveitando os incentivos criados para a fixação de médicos”.