Luís Brum, do Sindicato dos Pescadores, ao nosso jornal “Está-se a criar um exagero de reservas marinhas”

luis carlos brum 1O responsável pelo Sindicato dos Pescadores dos Açores, Luís Carlos Brum, considerou ontem ao nosso jornal que “há um exagero de áreas protegidas marinhas, descurando-se a actividade piscatória na Região”.

O dirigente sindical falava a propósito da intenção do Governo Regional em criar mais áreas protegidas na ZEE dos Açores.

Com efeito, o Governo anunciou na semana passada que vai declarar dentro de três anos 15% da sua Zona Económica Exclusiva (ZEE) como reserva marinha totalmente protegida, sem pesca nem actividades extractivas de areias e recursos minerais, o que equivale a 150.000 km2, ou seja, 1,5 vezes a área de Portugal Continental.

O Governo Regional dos Açores, a Fundação Oceano Azul (concessionária do Oceanário de Lisboa) e a Waitt Foundation (EUA) assinaram um acordo para concretizar este projecto, o Programa Blue Azores, numa cerimónia que decorreu no Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, na ilha do Faial. 

Na cerimónia estiveram presentes o Presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, Gui Meneses, a Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, o Presidente da Fundação Oceano Azul (FOA) e do Oceanário de Lisboa, José Soares dos Santos, e o Presidente da Waitt Foundation, Ted Waitt.

Os 15% da ZEE dos Açores são 10% da Zona Económica Exclusiva portuguesa e os objectivos do Programa Blue Azores incluem também o desenvolvimento e aplicação de planos de gestão para as novas áreas marinhas protegidas (AMP) e para todas as já existentes.

Pretende ainda desenvolver e adoptar um plano espacial marinho legalmente obrigatório, melhorar a gestão da actividade pesqueira na região, identificar novas áreas de interesse para processos cientificamente sustentados de conservação, e lançar um programa de literacia azul para as crianças nas escolas e para o resto da população da região. Para todas estas medidas o Governo Regional vai aprovar as leis, regulamentos e políticas públicas necessárias no prazo de 36 meses.

Perante este compromisso, os organismos ligados à pesca não gostaram de ver mais área restringida à actividade.

O Presidente da Federação das Pescas, Gualberto Rita, veio a terreiro a declarar que “estamos muito empenhados na sustentabilidade mas, ao mesmo tempo, estamos preocupados com o sustento económico e social dos pescadores, com a possibilidade de haver uma quebra nos seus rendimentos”.

Luís Carlos Brum, do Sindicato dos Pescadores, vem na mesmo linha de argumentação, em declarações ao nosso jornal, afirmando que os pescadores “concordam em salvaguardar os recursos marinhos, mas também é preciso salvaguardar os espaços para as pescas, que já são poucos”.

“Tem que haver um equilíbrio entre as duas coisas e a tendência que vimos assistindo é a de criar cada vez mais reservas naturais, reduzindo mais ainda os bancos de pesca”, alerta Luís Brum, deixando um apelo, segundo o qual “temos que nos preocupar também com a sobrevivência da classe”.

“Há 6 farmácias dos Açores em risco e fechá-las é acabar com o serviço de proximidade”

pedro cleto duarteOs Açores têm “seis farmácias em risco de encerramento”, duas por enfrentarem processos de insolvência e quatro processos de penhora, confirmou ao nosso jornal a principal associação daquele sector. 

As seis farmácias em risco de encerramento correspondem a 11,1% das farmácias do arquipélago nesta situação.

Existem 54 farmácias nos Açores, das quais “duas enfrentam processos de insolvência e quatro apresentam processos de penhora”.

O presidente da Associação Nacional das Farmácias, Pedro Cleto Duarte, confirmou ao “Diário dos Açores” que estará amanhã e sábado nas ilhas de São Miguel e Terceira para “recolher assinaturas para salvar a rede”.

 

Primeiras 56 mil assinaturas já foram entregues

 

Pedro Duare explicou ao nosso jornal: “A petição “Salvar as Farmácias, Cumprir o SNS” tem ultrapassado todas as expectativas. A mobilização das pessoas e das farmácias tem sido extraordinária. É inacreditável o vínculo e a relação que as farmácias estabelecem com as pessoas e estas com as farmácias”.

O dirigente nacional acrescenta ainda que “no dia 1 de Março foram entregues as primeiras 56 mil assinaturas da petição na Assembleia da República, em Lisboa. Vamos continuar a recolher assinaturas até ao dia 30 de Março. Peço a todos que não paremos, para criarmos a maior petição da nossa Democracia, e demonstrarmos esta relação indestrutível entre os portugueses e a sua rede de farmácias”.

Pedro Cleto Duarte vem agora aos Açores recolher mais assinaturas para salvar as farmácias do país em risco, que são 679, entre as quais estão as seis açorianas.

 

“Farmácias garantem o primeiro apoio às pessoas”

 

Interrogado pelo nosso jornal sobre o significado desta petição nacional, Pedro Duarte explica que tem visitado farmácias por todo o país, “muitas delas no Interior, e tenho encontrado muitos casos que revelam um enorme serviço à comunidade. É realmente impressionante percebermos a qualidade dos serviços que são prestados nestas localidades”.

E sublinha: “As farmácias garantem o acesso aos medicamentos, mas também um primeiro apoio às pessoas e aconselhamento profissional em caso de doença. Os idosos e os doentes crónicos já beneficiam disso, mas podem beneficiar muito mais, se o Estado aproveitar as farmácias para desenvolver programas de saúde pública e de acompanhamento dessas pessoas. As farmácias têm de poder marcar consultas médicas e contactar os médicos sempre que necessário, como nos casos em que há falhas de medicamentos e é preciso encontrar alternativas de imediato. As farmácias devem poder vacinar as pessoas contra a gripe em condições iguais aos centros de saúde e dispensar medicamentos aos doentes com sida e com cancro, como está previsto no programa do Governo”.

Na entrevista concedida ao “Diário dos Açores”, o Presidente da Associação nacional das Farmácias lança o alerta: “Se não forem tomadas medidas, vai acontecer às farmácias de proximidade o mesmo que já aconteceu, neste século, a muitos outros serviços. Já fecharam cerca de mil extensões de centros de saúde e mais de 5 mil escolas primárias. As farmácias não deixam de existir, mas para subsistirem terão de ficar mais concentradas nos centros urbanos, longe das populações mais isoladas”.

 

Ribeirinha, Lagoa e S. Roque

 

A visita  de pedro Duarte aos Açores começa pela ilha de São Miguel, amanhã, onde o presidente da ANF vai visitar três farmácias, uma na Ribeirinha, concelho da Ribeira Grande, uma outra em Santa Cruz, Lagoa, e uma terceira farmácia em São Roque, em Ponta Delgada.

No sábado, na Terceira, visita uma farmácia no concelho da Praia da Vitória e três em Angra do Heroísmo.

Actualmente, 679 farmácias em Portugal enfrentam processos de penhora e insolvência, o que corresponde a 23,2% da rede, de acordo com o barómetro Centro de Estudos e Avaliação em Saúde (CEFAR) da Associação Nacional das Farmácias, citado pela ANF.

 

Bastonário dos Médicos apoia Farmácias

 

 O Bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, foi um dos primeiros subscritores, justificando que “o acesso dos doentes aos medicamentos está mais uma vez em risco. As farmácias estão em grandes dificuldades”. 

“A adesão dos mais altos representantes das profissões da saúde é para nós uma honra e uma responsabilidade”, afirma o Presidente da Associação Nacional das Farmácias.

Paulo Cleto Duarte adianta que “as farmácias querem trabalhar de forma cada vez mais articulada com médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde, para que cada português encontre sempre rapidamente a solução adequada aos seus problemas de saúde, quer viva nas grandes cidades ou nas aldeias mais isoladas”.

A petição adianta que foram reportadas 64 milhões de embalagens de medicamentos em falta nas farmácias só no ano passado, afirmando que “a austeridade sobre o sector do medicamento não pode ser eterna”.

“É urgente salvar a rede de farmácias”, pede o texto da petição, que, segundo a ANF, supera a última petição nacional das farmácias realizada em 2014. 

O farmacêutico Paulo Cleto Duarte é Presidente da Associação Nacional das Farmácias pelo segundo mandato, pretendendo ”fazer das farmácias a rede de cuidados de saúde primários mais valorizada pelos Portugueses”. 

Esta é a prioridade absoluta da sua direcção, que iniciou funções em 2013 e que vê novamente agora legitimado pelos seus pares um programa eleitoral de continuidade na missão de defesa da farmácia, da sua sustentabilidade e do seu reconhecimento como rede de cuidados de saúde primários de referência, indispensável ao Sistema Nacional de Saúde e a Portugal.

Paulo Cleto Duarte, com 46 anos, já tinha ocupado os cargos de secretário-geral e vice-presidente da direcção da ANF. 

Preside aos destinos da Associação desde Maio de 2013.

Navios de cruzeiros trazem aos Açores cerca de 22 mil passageiros este mês

marco polo pdl

Com o aproximar da Primavera os Açores  irão começar a receber algumas escalas de navios que normalmente passam o inverno sediados nas Caraíbas e que nesta altura começam a regressar à Europa para a temporada de Verão.

Assim, em Ponta Delgada, teremos nove escalas, que deverão trazer a esta ilha cerca de 16.400 passageiros e 6.600 tripulantes. 

Também a Praia da Vitória irá receber duas escalas  que poderão levar àquela cidade terceirense cerca de 4.000 passageiros e  perto de 2.000 tripulantes. 

Igualmente, para a cidade da Horta, estão programadas duas escalas com a previsão de 1.500 passageiros e 850 tripulantes,

Destas escalas merecem destaque o regresso a Ponta Delgada do MSC DIVINA, um dos mais populares paquetes da MSC Cruises, que regressa à Europa depois de ter feito a temporada de inverno sediado em Miami, assim como o BRITANNIA, navio almirante de P&O que depois de passar o inverno sediado nas Caraíbas regressa ao velho continente para a temporada de verão baseado em Southampton. 

Igualmente, o regresso à cidade da Praia da Vitória do paquete VENTURA da P&O deve ser realçada, pois marca o incremento de escalas que este ano aquela operadora  tem feito naquele porto da ilha Terceira. 

De registar ainda a escala inaugural, na cidade da Horta, do STAR PRIDE, da Windstar Cruises, no dia 28.

 

“Marco Polo” amanhã em S. Miguel

 

As escala em Ponta Delgada iniciam-se  já amanhã, com a visita a esta cidade do veterano paquete MARCO POLO, da operadora britânica Cruise & Maritime Voyages, que fará nesta cidade a última escala de um excelente itinerário denominado “70 Night Grand Circle South America Voyage”, que levou aquele navio a visitar um conjunto muito abrangente de portos em toda a América do Sul e Caraíbas, visitando igualmente no inicio deste cruzeiro  as cidades de Lisboa, Funchal, La Palma e Mindelo.

Construido em 1965 como Alexendr Pushkin, para a operadora estatal soviética Baltic Shipping Company, manteve-se com esta designação até 1991, quando foi vendido e passando a designar-se pelo actual nome. 

Em 2010 passou a operar pela C&MV.

Possui 22.080 toneladas de arqueação bruta tendo de comprimento  176,3 metros. 23,6 metros de boca e um calado de 8,20 metros. Tem capacidade para alojar 820 passageiros e 450 tripulantes.   

No dia 17 será a vez de Ponta Delgada receber o BALMORAL, navio almirante da popular operadora inglesa Fred Olsen Cruises Lines. 

Este escala é a ultima  de um interessante cruzeiro de 62 noites que se iniciou no passado dia 9 de Janeiro e que levou aquele paquete com passagem pelo canal do Panamá a visitar alguns dos mais conhecidos portos da costa oeste dos Estados Unidos, México e Caraíbas.

O navio foi construido pelos famosos estaleiros alemães de Meyar Werft em Papenbourg em 1988 para a Royal Cruise Line. 

Em 2007 foi vendido à actual companhia tendo sofrido nessa altura importantes alterações aonde se destaca a inclusão de uma nova secção de 30 metros, facto que permitiu o aumento da sua capacidade de passageiros.

Possui 43.537 toneladas de arqueação bruta e tendo como dimensões 217,9 metros de comprimento, 28,2 metros de boca e 7,25 metros de calado.  Tem capacidade para alojar até 1,340 passageiros e 500 tripulantes.

As escalas do mês irão prosseguir no dia 18 com a passagem no terminal de cruzeiros das Portas do Mar do AZURA, da operadora britânica P&O, numa escala inserida num cruzeiro  transatlântico de 13 noites e que trará aquele conhecido paquete britânico da cidade de Bridgetown nos Barbados até a Southampton, onde iniciará a sua temporada de verão na Europa.

Construido em 2010 nos estaleiros Fincantieri, em Monfalcone, Itália, o AZURA é um dos maiores navios daquela conceituada operadora. Desloca 113.651 toneladas  de arqueação bruta,  289,6 metros de comprimento e 36 metros de boca. Tem capacidade para alojar perto de 3.500 passageiros em ocupação máxima e 1.230 tripulantes.

No dia 21 será a vez de Ponta Delgada voltar a receber o  BERLIN da operadora germânica FTI Cruises. 

Este regresso a Ponta Delgada acontece no âmbito de um interessante cruzeiro transatlântico de 28 noites que se inicia em Havana no dia 7 de Março e irá terminar na cidade francesa de Nice no dia 4 de Abril. Para além desta paragem na nossa cidade durante 2 dias, este cruzeiro contempla escalas em alguns dos principais portos das Caraíbas, Lisboa e em diversos portos espanhóis da bacia mediterrânea.

O BERLIN foi construido nos estaleiros alemães de  Howaldtswerke DeutscheWerft, em Kiel, tendo entrado ao serviço em 1980. Possui  9.570 toneladas de arqueação bruta, tendo como dimensões 139,3 metros de comprimentos e 17,5 metros de boca. Tem capacidade para alojar 412 passageiros e 108 tripulantes.  

No dia 25 o terminal de cruzeiros das Portas do Mar  irá receber o paquete “BRITANNIA”, navio almirante da operadora inglesa P&O, que regressa à Europa depois da sua temporada de inverno nas Caraíbas.

Esta escala está inserida num itinerário denominado “14 nights Caribbean Transatlantic”, que se inicia a 15 de Março em Bridgetown nos Barbados e que irá terminar em Southampton no dia 29, depois de escalas em St. Lucia, St Kitts e St Johns nas Caraíbas.

Construido nos estaleiros italianos de Fincantieri, em Monfalcone, o  BRITANNIA fez a sua viagem inaugural a 14 de Maio de 2015. Das suas características principais realce para as 143.730 toneladas de arqueação bruta, 330 metros de comprimento, 38,4 metros de boca e 8,3 metros de calado. Possui 15 decks  para passageiros. Em ocupação normal pode transportar 3.611 passageiros que poderão chegar aos 4.324 em ocupação máxima, sendo a sua tripulação  composta por 1.350 elementos.

Igualmente no dia 25 está programada no porto comercial desta cidade a escala do BRAEMAR, da companhia britânica Fred Olsen Cruises Lines, numa escala englobada num itinerário de 16 noites de regresso à Europa denominado “16 Nights Caribbean Retourn ”, que se inicia em Bridgetown, nos Barbados, no dia 14 e que irá terminar na cidade inglesa de Southampton no dia 30 do corrente mês.

Construido nos estaleiros espanhois Union Navale, de Levante, em Valência, em 1993, para a extinta Commodore Cruise Line, como Crown Dynasty, foi adquirido pela Fred Olsen em 2001 e renomeado com o actual nome. Possui 24.344 toneladas de arqueação bruta, 195 metros de comprimento, 22,5 metros de boca e 5,6 metros de calado. Tem capacidade de transportar 989 passageiros em ocupação normal, sendo a sua tripulação composta por 400 tripulantes.

 

Dois cruzeiros no dia 25

 

Prevê-se que no dia 25 seja um dia de muito movimento em Ponta Delgada atendendo que neste dia estarão nesta cidade dois navios de cruzeiros.

Realce natural, nesse dia, para o regresso a Ponta Delgada do MSC DIVINA, uma das mais modernas unidades da companhia italiana MSC Cruises, a maior companhia de navegação privada do mundo.

Este regresso a Ponta Delgada está englobado num interessante cruzeiro de 20 noites que se inicia na cidade norte americana de Miami, no próximo dia 14 de Março, e que engloba paragens em New York, Kings Warf nas Bermudas, Ponta Delgada, Lisboa, Málaga, Valência e Marselha, terminando este cruzeiro em Génova no próximo dia 3 de Abril.

Construido nos conhecidos estaleiros franceses de STX Europe em St Nazeire, este impressionante paquete italiano iniciou a sua actividade em 2012. Das suas principais características destacam-se as 137.936 toneladas de arqueação bruta, 333,3 metros de comprimento, 37,9 metros de boca e 8,6 metros de calado. Em ocupação normal pode transportar até 3.274 passageiros que poderão chegar aos 3.959 em ocupação máxima, sendo a sua tripulação composta por 1.313 elementos.

Pelo que julgamos saber o navio vem com a sua ocupação total, o que virá dar à cidade de Ponta Delgada e à ilha de São Miguel um interessante movimento diurno e nocturno.

O outro visitante deste dia será o paquete AIDALUNA, da conhecida operadora alemã Aida Cruises, que está a fazer um roteiro transatlântico de 18 noites, entre Montego Bay, na Jamaica, e a cidade de Hamburgo, e que para além de Ponta Delgada inclui paragens em Samana, Tortola e St. Maarten nas Caraíbas, La Coruna,Ferol,  Espanha,  Le Havre, França e Dover nas ilhas britânicas antes da chegada a Hamburgo.

Sobre as suas características gerais, o navio mede 251,9 metros de comprimento, 32,2 metros de boca e 7,3 metros de calado. Possui 69.200 toneladas de arqueação bruta e tem capacidade para receber até perto de 2.050 passageiros em ocupação normal, sendo a sua tripulação constituída por 634 elementos.

As escalas do mês em Ponta Delgada irão terminar no dia 29, quando o terminal de cruzeiros das Portas do Mar receber a visita do MAGELLAN, navio de cruzeiros da popular companhia inglesa C&MV, numa escala integrada num cruzeiro de 19 noites que se inicia no próximo dia 15 de Março, em Montego Bay, na Jamaica, e que comporta escalas em La Romanana Republica Dominicana, Tortola, St Maarten, St Johns e Barbados, todos nas Caraíbas, passando igualmente pela cidade da Horta antes da chegada a Londres no dia 3 de Abril.

Construido em 1985 nos estaleiros dinamarqueses de Aalborg Vaerft em Alborg para a Carnival Cruise Line sob o nome de Holiday foi um dos mais populares daquela operadora norte-americana, tendo operado durante muitos anos em cruzeiros nas Caraíbas. 

Em 2010 passou a integrar a frota da extinta operadora espanhola IberoCruceros, Com a integração da mesma na Costa Cruceros o navio foi colocado à venda tendo sido adquirido pela atual companhia no inicio de 2015.  

Com 221,6 metros de comprimento, 28 metros de boca e um calado de 7,5 metros, o navio possui capacidade máxima de alojamento para 1794 passageiros e 714 tripulantes, sendo a sua arqueação bruta de 46.052 toneladas..

 

Exclusivo Azores Cruise Club/Diário dos Açores

 

Passageiros nacionais aumentam nos aeroportos dos Açores, mas estrangeiros diminuem

passageiros fev 2019

No mês de Fevereiro de 2019 desembarcaram nos aeroportos dos Açores 85.296 passageiros, um aumento de 5,8% face ao mesmo mês de 2018, revelou ontem o SREA.

Os passageiros desembarcados com origem no estrangeiro foram 6.259, originando um decréscimo homólogo de 16,1%, e os com origem noutras regiões do território nacional atingiram 43.719, apresentando uma variação homóloga positiva de 9,3%.

Em termos acumulados, nos últimos 6 meses, verificou-se uma variação homóloga positiva de 4,6% no desembarque de passageiros e nos últimos 3 meses, uma variação homóloga igualmente positiva de 4,7%. 

 

Passageiros aéreos 

desembarcados por ilha

 

A ilha com maior número de passageiros desembarcados no mês de Fevereiro de 2019 foi a de São Miguel com 49.326, seguida da Terceira com 20.099 e Faial com 5.001. 

A ilha que apresentou maior crescimento homólogo mensal foi a do Faial com 13,6%, seguindo-se a da Graciosa com 11,8%, São Jorge (8,6%) e São Miguel com 7,4%. 

Em sentido inverso, a ilha do Pico registou um decréscimo mensal homólogo no desembarque de passageiros (-8,0%).

A ilha que apresentou maior variação homóloga positiva nos últimos 3 meses foi a do Faial (10,2%), seguida de Santa Maria com 7,0%. 

Quanto ao acumulado dos últimos 6 meses, a ilha que verificou maior variação homóloga positiva foi a do Corvo com 11,2%, seguida do Faial (8,9%), Santa Maria (8,7%) e Pico com 8,4%.

 

“A expansão do aeroporto de Ponta Delgada será uma inevitabilidade”

 

andré oliveira 1"Investimento em infraestruturas: aplicação da análise de opções reais na expansão do aeroporto de Ponta Delgada”, é o título da dissertação de mestrado em Ciências Económicas e Sociais defendida na Universidade dos Açores por André Cabral Oliveira, um dos melhores alunos daquela instituição e que recebeu um prémio do Novo Banco dos Açores. A dissertação tem como objectivo avaliar o valor da expansão do aeroporto de Ponta Delgada, tendo em conta as oportunidades futuras de crescimento que advém do aumento expectável da atividade turística. O Diário dos Açores entrevistou André Oliveira, que resumiu nesta conversa as principais conclusões a que chegou na sua investigação.

 

Apresentou na Universidade dos Açores uma dissertação de mestrado sobre a expansão do aeroporto de Ponta Delgada. Trata-se de uma longa dissertação, que não cabe num jornal. Se lhe desafiarmos a sintetizar em poucas linhas sobre as conclusões mais importantes, o que diria?

O principal objectivo da dissertação foi avaliar uma possível expansão do aeroporto de Ponta Delgada utilizando, para o efeito, a análise de opções reais. 

A principal conclusão que deriva desta dissertação é que, tendo a conta o expectável crescimento da actividade turística nos Açores, a incerteza inerente a esta evolução e as limitações em termos de capacidade do aeroporto João Paulo II, a opção de expandir o aeroporto tem um valor positivo. 

Em termos mais práticos, podemos dizer que poderá ser captado valor adicional para os accionistas se se optar por expandir a capacidade do aeroporto por via do crescimento do turismo e da eliminação das restrições de capacidade.

 

Como surgiu esta ideia de apresentar esta dissertação?

Desde o primeiro momento em que convidei os meus orientadores da dissertação, o Professor Doutor Pedro Pimentel e o Professor Doutor Gualter Couto, que referi que gostaria de desenvolver a dissertação sob a temática da análise de opções reais, por ser uma área cada vez mais relevante no domínio das Finanças - a minha área de especialização do mestrado -, situação que foi prontamente aceite e até encorajada. 

A partir deste momento, faltava decidir sob que contexto prático é que seria desenvolvido a dissertação.

Foram levantadas várias hipóteses, como o TGV ou o novo aeroporto de Lisboa, mas o aeroporto de Ponta Delgada já levantava questões interessantes em termos de avaliação da capacidade existente face à crescente procura e foi consensual que se deveria realizar esta avaliação sobre o aeroporto de Ponta Delgada. 

Enquadrava-se perfeitamente num dos requisitos fundamentais da análise de opções reais, que é a existência de incerteza na procura que iria advir da liberalização parcial do espaço aéreo, e é um tema que tem impactos directos no desenvolvimento económico e social da Região Autónoma dos Açores. 

aeroporto PDLl

Quando diz que avaliou esta expansão do aeroporto de Ponta Delgada “para aproveitar as oportunidades de crescimento futuras que possam advir do desenvolvimento da actividade turística nos Açores”, é a pensar num futuro mais a longo prazo ou considera que já estamos a viver este momento, justificando-se a referida expansão?

Qualquer método para avaliar decisões de investimento implica a projecção da procura. 

No caso da minha dissertação, projectei a procura do aeroporto de Ponta Delgada por via de um modelo econométrico que relacionava o número de passageiros no Aeroporto de Ponta Delgada e o número de hóspedes alojados em estabelecimentos turísticos nos Açores. 

Projectei o número de hóspedes para os Açores até 2027 de acordo com as estimativas das taxas de crescimento de hóspedes do Turismo de Portugal para a região Açores, estimando-se, posteriormente, o número de passageiros e voos no aeroporto. 

A partir de 2028, considerei uma taxa de crescimento residual de 1%. 

O modelo utilizado para avaliar a expansão do aeroporto de Ponta Delgada foi uma árvore binomial. 

Isto significa que não foram considerados apenas cenários de crescimento, mas também cenários em que a procura não crescia, aumentando, assim, a incerteza da procura.

Este enquadramento serve para explicar que não considerei apenas que já estamos a viver um cenário de crescimento da actividade turística e que esta tendência se deverá manter até 2027, como também considerei que existe uma probabilidade de não existir esse crescimento em todos os anos. 

Calculando todos esses cenários, os resultados apontam para uma opção de expansão positiva, não sendo possível indicar, no período em análise (2016 a 2027), qual o momento ótimo para a expansão.

 

Seria fácil esta expansão ou há limitações?

Uma vez que estamos a falar de uma dissertação desenvolvida no domínio das Finanças, não se considerou a existência de eventuais restrições económicas, ambientais ou outras que pudessem limitar a expansão. 

A limitação da capacidade atual do aeroporto foi calculada em número de voos. 

Também não foi considerado qual seria a melhor solução técnica que se enquadrava para o aeroporto, uma vez que estamos a entrar em domínios das Engenharia e do Ambiente, os quais não domino e não era este o objectivo da dissertação. 

O que considerei foi uma eventual solução, seja ela qual for, com um determinado valor de investimento para aumentar a capacidade (medido em número de voos) e que se iria reverter em cash flows incrementais futuros, como em qualquer modelo de avaliação de investimentos.

 

Não sendo o aeroporto explorado pela região, como se poderá convencer o grupo que o explora da necessidade dessa expansão?

Qualquer accionista privado preocupa-se em obter retorno do seu investimento e há sempre dois factores na base de qualquer decisão de investimento: a rendibilidade e o risco. 

E a decisão de investir numa infraestrutura aeroportuária tem muito risco, uma vez que não depende apenas de factores endógenos (internos à empresa), mas também de factores exógenos (referentes, por exemplo, à atractividade do destino e ao crescimento da economia).

Também é importante ressalvar que o aeroporto de Ponta Delgada tem uma elevada importância a nível económico e social para toda a Região, pelo que é preciso ter em conta o saldo custo-benefício da expansão do aeroporto, não apenas na óptica dos accionistas, mas também numa óptica de bem-estar social. 

Na minha opinião, muito deste convencimento estará na capacidade de se demonstrar que uma infraestrutura de maior capacidade não terá baixas taxas de ocupação. 

Neste sentido, é preciso continuar, ou até reforçar, na qualificação do destino Açores e no aumento da sua atractividade.  

Penso que há, ainda, muita incerteza na mente de muitos investidores se este novo paradigma que estamos a viver no turismo é esporádico ou se se manterá de forma sustentável a longo prazo. 

Haverá outras formas de reduzir o risco para os investidores, como uma eventual comparticipação com fundos públicos, situação que deverá ser devidamente justificada e com a garantia que o erário público não será lesado.

Em suma, penso que, a continuar o crescimento de utilizadores do aeroporto como se tem verificado nos últimos anos, a expansão do aeroporto de Ponta Delgada será uma inevitabilidade. 

Um aeroporto lotado tem impactos negativos, não apenas no destino, mas também na rendibilidade das operações aeroportuárias, e os accionistas estarão, certamente, atentos a esta situação. 

Resta saber se iremos ter uma situação como o Aeroporto de Lisboa, com negociações prolongadas e uma operação caótica, ou se iremos caminhar para uma solução mais proactiva. 

 

Encontrou dificuldades no acesso a informação para a elaboração da dissertação?

Quando iniciei os trabalhos, eu e os meus orientadores tentamos obter informações directamente da ANA, Aeroportos de Portugal, S.A. sobre uma eventual solução para a expansão do aeroporto de Ponta Delgada, tentando aproximar o estudo a uma solução técnica em concreto que estivesse a ser considerado. 

Foi-nos informado que só poderíamos utilizar informação que já estivesse no domínio público, como os Relatórios e Contas da ANA, uma vez que a empresa que detém a ANA está cotada na bolsa francesa e não é possível fornecer informações adicionais. 

Compreendendo este argumento, tive que utilizar vários pressupostos, devidamente justificados, algo que é recorrente em trabalhos científicos desta natureza realizado por pessoas externas às organizações em estudo. 

De qualquer forma, foi desenvolvido um modelo de avaliação de investimentos tendo por base a análise de opções reais, que pode ser utilizado para avaliar esta e outras decisões de investimento em infraestruturas.

 

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