Cruzeiros trazem aos Açores este mês 20 mil passageiros e 9.300 tripulantes

norweigen breakway 1

Com a entrada do Outono, os Açores e, em especial, a cidade de Ponta Delgada, começam a receber algumas escalas de navios que normalmente passam o Verão sedeados na Europa e que nesta altura começam a regressar ao continente americano e em especial ás Caraíbas   para a temporada de Inverno.

Em Ponta Delgada teremos 8 escalas, que deverão trazer a esta ilha cerca de 17.000 passageiros e 7.500 tripulantes. 

Igualmente a Praia da Vitória irá receber 2 escalas que irão levar àquela cidade terceirense mais de 1.500 passageiros e  perto de 900 tripulantes. 

Também para a cidade da Horta estão programadas 2 escalas com a previsão de 1.900 passageiros e 900 tripulantes.

Destas escalas, merecem destaque o regresso a Ponta Delgada do MSC DIVINA, um dos mais populares paquetes da MSC Cruises, que regressa a Miami depois de ter feito a temporada de Verão  na Europa, assim como a passagem do NORWEGIAN BREAKWAY, da Norwegian Cruise Line, que depois de ter feito a temporada no Norte da Europa regressa igualmente ao continente americano. 

Poderemos igualmente salientar a nova escala em Ponta Delgada do CELEBRITY SILHOUETTE, no segundo cruzeiro ao arquipélago do Atlântico e cujo primeiro itinerário esgotou a capacidade do navio, prova do sucesso desta rota do chamado corredor atlântico.

Devemos igualmente dar destaque ao regresso do EUROPA 2, da operadora Alemã Hapag Lloyd, considerado um dos melhores navios de cruzeiros a operar no mercado.

 

O luxuoso Europa 2

 

As escalas em Ponta Delgada iniciam-se no dia 6 com a visita ao terminal de cruzeiros das Portas do Mar do luxuoso paquete alemão EUROPA 2, considerado pelo prestigiado “Guia Berlitz” como o mais luxuoso navio de cruzeiros do mundo no segmento dos pequenos navios, merecendo inclusive as cinco estrelas.

Esta passagem por Ponta Delgada e a do dia anterior na Praia da Vitória está inserida num roteiro de 10 noites entre Lisboa e Gran Canária, contemplando igualmente paragens na Madeira e Porto Santo.

Construido nos estaleiros franceses de STX Europe, em St. Nazaire, em 2013, este luxuoso paquete desloca 40.000 toneladas de arqueação bruta. Possui 225 metros de comprimento, 26,7 metros de boca e um valado de 6 metros. Tem capacidade para alojar 516 passageiros sendo a sua tripulação composta por 370 elementos.

Igualmente no mesmo dia teremos em Ponta Delgada a escala do paquete ARTANIA, da operadora germânica Phoenix Reisen, no âmbito de um interessante cruzeiro de 18 noites iniciado no passado 28 de Setembro em Hamburgo, e que irá terminar no próximo dia 16 na cidade italiana de Génova, contemplando igualmente paragens nas cidades da Praia da Vitória e Horta, respectivamente nos dias 4 e 5.   

Foi construido em 1984 nos estaleiros finlandeses de Wartsila, em Helsínquia, para a Princess Cruises, sob o nome de Royal Princess. 

Em 2005 foi adquirido pela P&O, passando a designar-se Artemis e onde se manteve até 2011, ano que foi fretado pela actual operadora.

Desloca 44.378 toneladas de arqueação bruta, sendo as suas dimensões de 230,61 metros de comprimento, 29 metros de boca e um calado de 7,8 metros. Possui 8 decks para passageiros, possuindo capacidade para alojar 1188 passageiros em ocupação normal e 537 tripulantes.

 

Dois cruzeiros no dia 10

 

O dia 10 promete ser um dia de muito movimento em Ponta Delgada com a presença de dois grandes navios de cruzeiros, que no seu conjunto poderão trazer perto de 6.500 passageiros e 3.100 tripulantes.

O primeiro a chegar será o NORWEGIAN BREAKAWAY, da conceituada operada norte-americana Norwegian Cruise Line, que faz a segunda paragem em Ponta Delgada, depois de no dia 21 de Abril do corrente ano ter feito a sua escala inaugural.

Esta passagem por Ponta Delgada deste imponente paquete faz parte de um cruzeiro transatlântico de 14 noites, iniciado em Copenhaga no dia 2 do corrente, e que para além de Ponta Delgada contempla escalas em Gotemburgo, Southampton e Cork na Irlanda,  terminando este itinerário no dia 16 em New York.

Foi construido nos aclamados estaleiros alemães de Meyer Werft em Papenburg, tendo sido entregue à companhia no dia 30 de Abril de 2013, sendo na altura o nono maior navio de cruzeiros do mundo.

Entre alguns dos seus dados técnicos realce para as 145.655 toneladas de arqueação bruta, 325,5 metros de comprimento, 39,7 metros de boca e um calado de 8,6 metros. Possui 18 decks, dos quais 13 são destinados aos passageiros. Em ocupação normal tem capacidade para alojar 3.959 passageiros em ocupação normal mas que poderão chegar aos 5.100 em ocupação máxima. A sua tripulação é composta por cerca de 1.600 tripulantes.

Outro factor de interesse é a pintura do seu casco, uma autêntica obra de arte da autoria do pintor Peter Max.  

De realçar que Ponta Delgada é o único porto nacional a receber este navio durante os sues cruzeiros transatlânticos, o que vem reforçar mais uma vez a posição estratégica do arquipélago nesta zona do Atlântico.

A segunda visita do dia será preconizada pelo CELEBRITY SILHOUETTE, um dos navios da conceituada classe Solstice da companhia Celebrity Cruises,  empresa “premium” do grupo Royal Caribbean International.

Esta nova escala em Ponta Delgada está incluída  na repetição do itinerário do mês anterior,  intitulado “14 nights Canaries & Azores Cruise”, e que se iniciará novamente no dia 10 em Southampton e que para além de Ponta Delgada contempla escalas na cidades do Funchal, Tenerife, Gran Canaria, Fuertoventura e Arrecife, nas ilhas Canárias, passando igualmente por Lisboa antes do seu regresso a Southampton.

Foi construido nos estaleiros alemães de Meyer Werft, tendo sido entregue à companhia a 23 de Julho de 2011, sendo o seu custo de 640 milhões de dólares. Possui 122.210 toneladas de arqueação bruta, 315 metros de comprimento, 36,9 metros de boca e 8,3 metros de calado. Em ocupação normal possui alojamento para 2.886 passageiros, sendo a sua tripulação composta por 1.500 elementos.

 

MSC Divina de regresso

 

Os dias 15 e 16 marcarão o regresso ao terminal de cruzeiros das Portas do Mar do MSC DIVINA, uma das mais modernas unidades da companhia italiana MSC Cruises, a maior companhia de navegação privada do mundo.

Este regresso a Ponta Delgada está englobado num interessante cruzeiro de 22 noites que se inicia na cidade de Génova, na Itália, no dia 6, e que engloba paragens em Civitavecchia, Marselha, Barcelona, Cádiz, Lisboa, Kings Warf nas Bermudas e Nova York, antes da sua chegada a Miami no próximo dia 28 do corrente.

Construido nos conhecidos estaleiros franceses de STX Europe, em St Nazeire, este impressionante paquete italiano iniciou a sua actividade em 2012. 

Das suas principais características destacam-se as 137.936 toneladas de arqueação bruta, 333,3 metros de comprimento, 37,9 metros de boca e 8,6 metros de calado. 

Em ocupação normal pode transportar até 3.274 passageiros que poderão chegar aos 3.959 em ocupação máxima, sendo a sua tripulação composta por 1.313 elementos.

Sabendo-se que normalmente o navio viaja com uma ocupação muito próxima do limite, podendo-se adivinhar  que teremos em Ponta Delgada e na ilha de São Miguel um interessante movimento diurno e nocturno naqueles dois dias.

 

Azura e Vision of the Seas

 

As escalas do mês irão prosseguir no dia 23 com a passagem no terminal de cruzeiros das Portas do Mar do AZURA, um dos populares navios da operadora inglesa P&O, num itinerário  transatlântico de 14 noites e que irá levar aquele conhecido paquete britânico desde Southampton até Bridgetown nos Barbados, porto base para a temporada de Inverno naquela ilha das Caraíbas.

Construido em 2010 nos estaleiros Fincantieri em Monfalcone, Itália, o AZURA é um dos maiores navios daquela conceituada operadora britânica. Desloca 113.651 toneladas  de arqueação bruta,  289,6 metros de comprimento e 36 metros de boca. Tem capacidade para alojar perto de 3.500 passageiros em ocupação máxima e 1.230 tripulantes.

O dia 24 está reservado para a escala do VISION of the SEAS, primeiro navio da popular “Vision Class” da conhecida operadora norte americana Royal Caribbean International, que estará em Ponta Delgada numa escala englobada num cruzeiro posicional de 13 noites entre as cidades de Barcelona e Miami e que, para além de Ponta Delgada, contempla paragens em Cartagena, Málaga e Nassau.

Construido nos estaleiros franceses Chantiers de lÁtlantique, em St Nazaire,  foi inaugurado em 1998. Possui 78.491 toneladas de arqueação bruta,  279 metros de comprimento, 32,2 metros de boca e 7,7 metros de calado. Tem capacidade para alojar 2.435 passageiros em ocupação máxima, sendo a sua tripulação composta por 765 elementos.

 

Últimos dias com o Prinsendam

 

As escalas do mês em Ponta Delgada terminam nos dias 30 e 31 com a visita do PRINSENDAM, o mais pequeno navio de cruzeiros da famosa operadora Holland America Line. 

A sua passagem em Ponta Delgada ocorre no âmbito de um cruzeiro de 12 noites, que se inicia no dia no dia 28 em Lisboa, e que para além desta escala em São Miguel contempla escalas na Praia da Vitória, no dia 1 de Novembro, e Horta, no dia 2, antes da sua chegada a Fort Laudardale no dia 9.

Construido em 1988 nos estaleiros finlandeses de Wartsilla Marine em Turku, este interessante paquete holandês possui 37.845 toneladas de arqueação bruta, 204 metros de comprimentos, 28,9 metros de boca e um calado de 7,20 metros. Possui 9 decks para passageiros tendo capacidade para alojar 740 passageiros e 460 tripulantes.

 

Texto do Azores Cruise Club/Exclusivo para Diário dos Açores

 

 

Filho de emigrante de S. Miguel alcança sucesso na indústria da construção

rick martins(TORONTO, CANADÁ, POR INÊS CARPINTEIRO) - O homem que se senta hoje no escritório da Ontario Home Builders Association, em North York, traz na sua bagagem uma história de superação e dedicação. 

Com entusiasmo, uma postura de humildade e o gosto pelo trabalho em equipa, aproveitou os ensinamentos daqueles que se cruzaram no seu caminho e inspirou-se na história de sacrifício do seu pai, Fernando Martins. 

Num período ainda marcado pela ditadura e pelas guerras coloniais que separavam famílias e obrigavam vários jovens a fugir do país de forma clandestina ou a ir para a guerra, muitas vezes sem retorno. 

Fernando Martins vivia em São Miguel, nos Açores, recém-casado e com grande apoio da família, conseguiu escapar à guerra depois de se submeter à habitual inspecção. 

Contudo, uma noite de copos com os amigos e a disputa com sargentos do continente valeram-lhe uma ordem de embarque num prazo de 30 dias. 

Com os planos de construir uma família, Fernando sabia que a melhor hipótese seria fugir. 

Tendo a sua esposa Maria autorização de residência no Canadá, esse passou a ser o destino lógico. 

A fuga de Portugal fez-se com a ajuda de um tio para chegar ao continente e depois através de Chaves atravessar a fronteira para Espanha, que era também liderada por um regime de extrema direita. 

Uma viagem atribulada, mas movida pelo desejo de uma nova vida, fê-lo atravessar um rio mesmo sem saber nadar e a ficar escondido num buraco em Espanha durante três dias. 

Treze dias depois chegou à França e com último destino ao Canadá onde se reuniria com a sua esposa. 

Um exemplo dos tempos difíceis que se enfrentavam em Portugal.

 Rick Martins define o pai como o seu maior herói que arriscou tudo para que pudessem ter uma vida melhor. 

Rick, o mais velho de quatro irmãos, já nasceu no Canadá, mas sempre viveu rodeado pelas tradições portuguesas que a família fez questão de manter. 

O recomeço do outro lado do oceano nem sempre foi fácil, a barreira linguística e a diferença cultural trouxeram-lhes alguns episódios humorísticos. 

Rick conta como sentiu essa diferença, por exemplo, enquanto toda a gente comprava carne no Zehrs, eles tinham um porco na garagem e matavam galinhas para comer. 

Aos nove anos teve o seu primeiro emprego a misturar cimento, e ainda hoje se lembra da fórmula: nove pás de areia, três de cimento e um balde de água. 

Aos 14 anos, dividia-se entre a escola e o trabalho. Trabalhava nas lojas CNC, NBS e General Machine, ás sextas-feiras depois das aulas, e aos sábados e domingos desde as seis horas da manhã até ser preciso. 

Foi assim durante dois anos, até que aos 16 anos foi trabalhar para o Cambridge Holiday Inn como empregado de mesa, onde realmente aprendeu o que é o atendimento ao público e partilha que o segredo é ter sempre um sorriso genuíno. 

Com uma ética de trabalho irrepreensível, seguiu sempre o ensinamento do pai que lhe explicou que “não somos melhores que ninguém e nunca devemos fingir quem somos, mas também ninguém é melhor que nós e não podemos deixar que nos pisem”. 

À boa maneira portuguesa, a sua vida é marcada pelo dom do trabalho e ter o desporto como a religião nacional. 

Ainda nos dias de hoje o futebol está presente na sua vida enquanto adepto e jogador. 

Na escola secundária e na universidade praticou também Wrestling e foi aí que aprendeu a superar desafios. 

O seu treinador mostrou-lhe que “não interessa o quão talentoso possas ser, há sempre alguém disposto a trabalhar mais”. 

E por isso, cada vez que perdia um combate, certificava-se que aprendia com o que tinha corrido mal e assim, garantiu que não perdia mais do que uma vez contra a mesma pessoa. 

Licenciou-se na universidade de Brock na esperança de que a vida o conduzisse a um emprego como professor de Educação Física, mas os cortes no sector empurraram-no para outras áreas. 

Sem deixar que as imprevisibilidades da vida o fizessem baixar os braços, trabalhou na área de planeamento financeiro, seguros e para a empresa de construção da família da sua esposa. 

Como gosta de esclarecer, não é framer, bricklayer ou foreman, mas já fez todos esses trabalhos. 

Em 1999, a dois meses do nascimento da sua filha Savannah, sem seguro de saúde e com a chegada de uma sobrinha. 

Rick, nessa altura com 26 anos, procurava uma nova oportunidade quando se deparou com um anúncio nos classifi cados para uma posição na East Forest Homes com contrato de três meses. 

Numa ocasião que viria a mudar o seu rumo, integrou o projecto que incluía a construção de cinco townhouses e sete casas separadas. 

Terminou o projecto em apenas um mês, foi-lhe oferecido mais dois meses de trabalho, e esses dois meses transformaram-se depois em 18 anos. 

Em 2012, embarcou naquela que seria a maior viagem da sua vida e um momento de aprendizagem indescritível. 

Dirigiu-se à aldeia Água Negra, na República Dominicana, para um projecto humanitário de construção de casas. 

Consigo levou a esposa, os dois fi lhos, a sobrinha e a sogra, que assistiram ás pobres condições em que estas pessoas viviam, à falta de saneamento, electricidade e habitação digna. 

Num sítio onde há a falta de tudo menos a falta de vontade, Rick relembra o momento que mais o marcou, quando um menino da aldeia se ofereceu para o ajudar, na esperança de que um dia ele voltasse e pudesse também construir uma casa para si e para a sua mãe. 

Quatro anos depois, abraçou uma nova etapa profissional com a Activa que lhe fez uma oferta irrecusável, escolheu a sua equipa e como diz, voltou a fazer o que mais gosta que é estar nas trincheiras. 

Hoje, Rick Martins é o Vice-Presidente da Huron Creek Developments onde a inovação é a chave do negócio. 

Constroem as primeiras unidades ‘Visitable’, motivado pela sua prima Tiffany que nasceu com complicações, pretende que as habitações sejam acessíveis a todos. 

Para permitir o acesso a quem tem mobilidade reduzida, a entrada para o interior da casa não tem escadas, o piso principal tem um conceito aberto e as portas são mais largas para garantir a passagem a quem usa cadeira de rodas. 

Considera que a forma correcta de desenvolver esta ideia é trabalhar de maneira a que todos nos sintamos como parte da solução. 

O mais recente desafio será a Presidência da OHBA (Ontario Home Builders Association), uma associação voluntária cujo objectivo é um impacto positivo na indústria da construção através da promoção de habitações acessíveis e o incentivo à inovação. 

Para Rick Martins, ser proprietário de uma casa sempre foi um objectivo seu, já havia sido dos seus pais e será também dos seus filhos. 

Consciente da especulação imobiliária e da dificuldade que existe para aqueles que querem comprar a primeira casa, considera que é importante reflectir para onde nos dirigimos e aquilo que deve ser feito. 

Se há coisa que não se põe em causa é a sua capacidade para liderar, com uma história de vida marcada pelo trabalho árduo e pela vontade de fazer a diferença. 

Aos olhos daqueles que melhor o conhecem e tiveram o prazer de trabalhar ao seu lado, este é o homem certo para a missão. 

 

Exclusivo Milénio Stadium/Diário dos Açores

Açorianos continuam com a esperança de vida mais baixa do país

pessoas em Ponta Delgada1A esperança de vida à nascença regista ganhos em todas as regiões do país, mas nos Açores continua como a mais baixa do país.

De acordo com os dados divulgados ontem pelo INE, a esperança de vida à nascença regista ganhos em todas as regiões entre 2008-2010 e 2015-2017, sendo que o maior aumento verificou-se na Região Autónoma da Madeira.

Na região Norte situaram-se os valores mais elevados da esperança de vida à nascença para o conjunto da população e para os homens, partilhando com a região Centro o valor mais elevado para as mulheres. 

Em contrapartida, as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores são aquelas onde se observaram valores mais baixos para a esperança de vida à nascença, tanto para o total da população, como para homens e mulheres.

Nos últimos sete anos, observaram-se melhorias na esperança de vida à nascença em todas as regiões, contudo o maior aumento registou-se na Região Autónoma da Madeira. 

Nesta região, a esperança de vida à nascença passou de 76,13 anos para 78,18 anos, o que significa que as pessoas podiam esperar viver à nascença, em média, mais 2,05 anos do que em 2008-2010.

 

Mulheres açorianas com mais esperança de vida do que homens

 

As maiores diferenças de longevidade entre homens e mulheres no período 2015-2017 registaram-se nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, onde as mulheres podiam esperar viver em média, respectivamente, mais 7,18 e 7,11 anos do que os homens. 

Nas regiões Área Metropolitana de Lisboa e Norte observaram-se as menores diferenças de longevidade entre os dois sexos (5,47 e 5,53 anos, respectivamente).

Com efeito, as maiores diferenças de longevidade aos 65 anos entre homens e mulheres registaram-se nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, onde as mulheres podem esperar viver em média, respectivamente, mais 4,28 anos e mais 3,92 anos do que os homens. 

Na região Norte verificaram-se as menores diferenças entre os dois sexos (3,11 anos) para a longevidade aos 65 anos. 

Os resultados relativos ao triénio 2015-2017, mostram que as quatro sub-regiões com valores mais elevados, acima de 20 anos, são: Terras de Trás-os-Montes (20,13 anos), Região de Coimbra e Médio Tejo (ambas com 20,11 anos) e Região de Leiria (20,03 anos).

A esperança de vida aos 65 anos mais reduzida, com valores abaixo de 19 anos, verificou-se nas regiões autónomas, no Baixo Alentejo e Oeste.

Entre 2008-2010 e 2015-2017 todas as sub-regiões NUTS III registaram ganhos de longevidade aos 65 anos, tendo os maiores acréscimos ocorrido na Lezíria do Tejo (1,51 anos) e os menores na região Alto Alentejo (0,5 anos).

Volume da pesca cresce 235% e o valor ultrapassa aos 112%

pescaAgosto foi um mês de fartura para a pesca açoriana.

De acordo com dados do SREA, a que tivemos acesso, o mês passado traduziu-se num aumento do volume e do valor do pescado descarregado em lota, em 235,3% e 112,3% respectivamente, face ao mês homólogo. 

O volume de pescado totalizou 2.496,0 toneladas, correspondendo a um valor de venda em lota de 5.837,7 mil euros. 

 

Atum, o grande responsável

 

A captura de pelágicos, nomeadamente atuns foi responsável pelo maior aumento (463,2%) face ao mês homólogo, com 2.122,6 toneladas com um valor correspondente de 2.978,6 mil euros.

Face a Agosto de 2017, a captura de moluscos aumentou em 101,2% em peso (55,0 t) e com um aumento correspondente de 137,3% em valor (588,1 mil euros). 

A lula foi a principal espécie capturada (55,0 t) com um valor médio de 10,65 euros/kg, resultando num valor total de 527,0 mil euros. 

 

Crustáceos diminuiu

 

A apanha de crustáceos diminuiu 29,8% em volume (4,9 t) e 44,2% em valor total arrecadado (60,7 mil euros). 

O preço médio global do pescado em junho de 2018 diminuiu, face ao mesmo mês de 2017, para 2,34 euros/kg, apesar de uma subida de 7,3% dos Moluscos para 10,70 euros/kg. 

O Imperador foi a espécie mais valiosa, com um preço médio de 23,09 euros/kg em lota. Apesar destes aumentos, os pescadores argumentam que a estatística engana, na medida em que a captura de atum, a grande responsável pelo crescimento, tem um rendimento que não fica nos Açores.

Países nórdicos e alemães responsáveis pela queda do turismo este Verão

turista sete cidadesDe Maio a Julho o turismo nos Açores entrou em queda 3,2%, prevendo-se que o mês de Agosto, um dos que mais contribuem no Verão, também sofra uma quebra de 1%.

Analisando os números dos hóspedes na hotelaria tradicional, produzidos pelo SREA, constata-se que o mercado alemão, que começou em queda no início do ano, teve uma forte quebra nos meses de Verão, permitindo que os americanos se aproximem como primeiro mercado emissor de turismo para os  Açores.

O número de turistas alemães caiu de 37.686 do ano passado (Janeiro a Julho) para 33.799 no mesmo período deste ano.

De Janeiro a Julho não houve um único mês em que o turismo alemão tenha aumentado em relação ao período homólogo.

Outros hóspedes que contribuiram para a queda do turismo nestes últimos meses foram os de origem dos países nórdicos.

No ano passado, de Janeiro a Julho, registaram-se 11.446 hóspedes, enquanto que no mesmo período deste ano regista-se uma queda para 8.538 hóspedes.

Os primeiros dois meses do ano até começaram bem, com subidas de hóspedes daqueles países, mas depois registaram-se fortes quedas nos meses seguintes, sobretudo nos últimos três.

Dinamarca, Noruega e Suécia são os três países responsáveis por esta queda, já que os turistas da Finlândia registaram uma subida, de 575 para 1.408 hóspedes.

Outros países em queda são Brasil, França e Itália.

A queda do turismo alemão, nosso principal e tradicional mercado emissor, foi de certo modo compensada com a subida do turismo dos EUA, o que tem muito a ver com a operação da Delta de Nova Iorque.

O número de hóspedes americanos passou de 24.786 de Janeiro a Julho do ano passado para 30.557 este ano, aproximando-se dos 33 mil alemães que registamos até ao momento.

Reino Unido, Suíça e Bélgica são outros mercados que aumentaram este ano.

No global, de Janeiro a Julho, já tivemos 186.394 hóspedes portugueses (179.361 no ano passado) e 163.472 estrangeiros (163.127 no ano passado).

 

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