Ponta Delgada é o destino português mais procurado para a Páscoa

Ponta Delgada2Ponta Delgada está novamente classificada como um dos destinos mais procurados pelos portugueses para as férias da Páscoa, apesar dos preços, este ano, terem aumentado.

Segundo um estudo da plataforma de reservas online momondo.pt , Ponta Delgada está em quinto lugar entre os 10 destinos mais procurados, ultrapassando nas preferências Porto, Roma, Funchal, Madrid e Lisboa.

Paris, Londres, Amesterdão e Barcelona são os destinos mais procurados, sendo que Ponta Delgada é o primeiro destino português preferido nas reservas desta plataforma.

 

Preços aumentaram 88%

 

A plataforma acrescenta que o preço das viagens para os destinos portugueses aumentou este ano 88%.

Os portugueses deverão aproveitar ao máximo os feriados, como é costume todos os anos: o dia de partida preferido para uma escapadinha de Páscoa é Quinta-feira, 29 de Março, e o de regresso é o dia 2 de Abril.

Os preços a partir de Faro continuam a ser os mais elevados, e mantém-se a tendência dos últimos anos: os viajantes que partem de Faro são os que pagam mais para viajar até aos seus destinos preferidos, cerca de 22% mais do que os que partem de Lisboa.

 

Preferência por destinos próximos

 

De acordo com Fábio Pereira, responsável da Momondo para o mercado português: “A Páscoa é uma época importante para muitos portugueses. É a primeira oportunidade no ano de gozar um fim de semana prolongado e passar tempo com família e amigos. Os nossos dados indicam que, nos últimos 3 anos, muitos portugueses aproveitaram esta época para visitar outras cidades, mas demonstram uma preferência clara por destinos próximos: só 6% dos viajantes escolheu destinos fora da Europa”.

 

Açores nos destinos mais vendidos da Abreu

 

Realizado no passado fim-de-semana na FIL, em Lisboa e, simultaneamente, em 90 balcões da Viagens Abreu espalhados pelo país, a 16ª edição do Mundo Abreu teve balanço positivo, com as reservas a crescerem 15,1% face à edição do ano passado.

De acordo com a organização do evento, no topo dos destinos/produtos mais vendidos esteve Portugal, nomeadamente, Algarve, Madeira e Açores;  Caraíbas; Espanha; Cabo Verde; Circuitos Europeus e Grandes Viagens; Marrocos; Brasil; Turquia; Disneyland Paris e cruzeiros.

O produto remanescente da oferta do Mundo Abreu 2018 vai continuar agora disponível com os mesmos descontos nas Lojas Abreu até  ao próximo dia 1 de Abril.

 

Turangra promove viagem de 12 dias às 9 ilhas

 

O operador turístico Turangra está a promover uma viagem de 12 dias pelas nove ilhas dos Açores, com voos, alojamento, excursões, guia e refeições.

A proposta da Turangra inclui visitas a São Miguel, Santa Maria, Flores, Corvo, Faial, Pico, São Jorge, Terceira e Graciosa.

O pacote está no mercado a partir de 2.590 euros por pessoa em quarto duplo, incluindo voos SATA de ida e volta à partida de Lisboa no dia 4 de Agosto, taxas, transferes, 11 noites de alojamento em regime de meia pensão (MP), excursões com guia local e almoços incluídos e seguro de viagem.

SATA volta a voar para Providence a partir de Junho com os 321 NEO

sata 321 neo(PROVIDENCE, EUA) - A Azores Airlines volta a escalar o Green Airport, em Rhode Island, nas ligações entre este aeroporto e Ponta Delgada.

Os voos serão todas às sextas-feiras, de 8 de Junho a 28 de Setembro.

Os bilhetes já se encontram à venda a partir de 572 dólares, mais impostos, para um voo de ida e volta.

A Azores Airlines oferece este ano voos na sua nova frota constituída pelos aviões Airbus A321NEO uma capacidade de 186 passageiros, um avião mais moderno, susceptível de oferecer viajens mais confortáveis em todas as classes.

O novo avião oferece um desenho moderno, novo sistema de purificação do ar e maior capacidade de bagagem.

“Como isto é um destino muito popular para os residentes de Rhode Island, estamos satisfeitos pelo facto de poder oferecer um novo avião e com muito mais comodidade”, disse Iftikhat Ahmad, presidente e CEO do Rhode Island Airport Corporation.

“Os Açores são um grande destino turístico, pelo que encorajamos a usufruir da vantajosa ligação Providence/Ponta Delgada”, disse o CEO do Green Airport”.

O mais próximo ponto de ligação entre os EUA e a Europa, os Açores são uma região autónoma, a apenas quatro horas de voo de Rhode Island. 

As ilhas são um destino em expansão no eco-turismo, golfe, e uma cozinha regional única na Europa. 

Oferecem ainda uma enorme variedades de trilhos, para os mais diversos caminhantes, que ficam encantados com o que podem desfrutar.

“A Azores Airlines tem sido um parceiro para o aeroporto e os Açores têm sido um destino frequente para os residentes de Rhode Island.

Encorajamos aqueles que nunca optaram por visitar os Açores que o façam antes de reservar para outros lugares e usufruírem dos novos aviões”, sublinhou.

Lagos de cor de safira azul, lagos de cor esmeralda verde, campos férteis, cones vulcânicos, igrejas do século XV, casas majestosas tornam os Açores um lugar único no mundo, sublinha.

 

Exclusivo Portuguese Times/Diário dos Açores

Estado já pagou mais de 100 milhões de euros em subsídios de mobilidade

aeroporto - passageirosNos últimos dois anos o Estado português pagou mais de 100 milhões de euros em subsídio de mobilidade, ultrapassando em muito o que estava orçamentado inicialmente.

Em 2016 foram 46 milhões de euros e no ano passado subiu para 55 milhões, sendo 33 milhões para a Madeira e 22 milhões para os Açores.

O Subsídio Social de Mobilidade, com que o Estado comparticipa as viagens aéreas entre as regiões autónomas e o continente, criado ainda no governo anterior, está agora ser analisado por um grupo de trabalho, que inclui representantes dos Açores e da Madeira, sendo previsível que já em Abril se anunciem novas regras,  porque o Governo da República entende que as actuais são incomportáveis para o Estado.

 

Reunião este mês para ultimar propostas

 

Algumas propostas para melhorar o modelo foram avançadas na última reunião do grupo de trabalho, que ocorreu em Lisboa, no Ministério do Planeamento, sendo possível que na reunião prevista para ainda este mês se concluam as novas regras.

Ainda há poucos dias o Vice-Presidente da madeira, Pedro Calado, reconhecia que “todos nós sentimos que efectivamente há necessidade de rever o programa, porque o sistema não está a ser bem aplicado, inflacionando mesmo o preço das passagens aéreas”.

O governante adianta que “vamos tentar criar aqui um sistema em que não seja necessário as pessoas estarem a criar um adiantamento para verem ressarcidos os seus valores no final de 60 ou 90 dias”.

 O referido grupo de trabalho está a estudar vários modelos, que têm sido propostos publicamente por vários sectores.

Recorde-se que o actual regime de apoio faz com que as viagens entre os dois arquipélagos e o continente sejam comparticipadas pelo Estado. 

 

Passagens acima de 600 euros

 

Do Funchal, os estudantes a frequentar o ensino superior no continente pagam um máximo de 65 euros e para os restantes residentes a viagem para Lisboa, Porto ou Faro custa 86 euros. Isto, para passagens até 400 euros. Se o preço do bilhete ultrapassar esse valor, os beneficiários assumem a diferença.

Nos Açores, o modelo é semelhante (não há tecto máximo) e os valores foram adaptados à distância das viagens. Para o continente os residentes pagam 134 euros e 119 para a Madeira. Já para os estudantes, ambos os destinos ficam a 99 euros.

Quando entrou em vigor, em Março de 2015 nos Açores, e em Setembro desse ano na Madeira, foi reservado um plafond de 16 milhões de euros para Ponta Delgada e 11 milhões de euros para o Funchal. 

Em ambos os casos, as previsões do governo sobre o impacto que os apoios à mobilidade teriam nas contas públicas foram largamente ultrapassadas. 

Logo em 2016, o primeiro ano completo do SSM, o Estado foi chamado a comparticipar a mobilidade em 24,51 milhões de euros para a Madeira e 21,56 milhões de euros para os Açores.

Sata entrega A330 à Hi Fly, que fará os voos para Toronto e Oakland

a330 grandeA SATA vai entregar o A330 (conhecido como o “cachalote”) à operadora Hi Fly, em sistema de leasing, que irá assegurar as operações este ano para Toronto e Oakland - revelou ao nosso jornal fonte da empresa.

A Hi Fly é uma companhia aérea privada e a terceira maior da aviação portuguesa, especializada no fretamento de aviões comerciais com tripulação, manutenção e seguro incluído wet lease, a quem a SATA recorreu várias vezes na operação do ano passado, devido a avarias do A330.

A mesma fonte explicou ao Diário dos Açores que aquela companhia irá apenas assegurar os voos, sendo a operação comercial mantida pela Sata e com a imagem da SATA (mantendo-se a imagem do “cachalote”).

“A única diferença é que passamos a ter assegurada esta operação ao longo do ano, porque se o aparelho tiver alguma avaria a própria Hi Fly encarrega-se de o substituir de imediato”, garante a nossa fonte.

O Diário dos Açores sabe que esta operação foi bastante debatida no seio da administração, com os responsáveis da operação da Sata, nomeadamente o novo Director de Operações de Voo, o Comandante Vasconcelos, tendo-se chegado à conclusão que esta seria a forma mais vantajosa para a Sata, no sentido de não voltar este Verão a faltar aviões na operação com o Canadá e EUA.

Depois de consultadas várias empresas, a proposta mais vantajosa foi a da Hi Fly, que tem a sua base operacional em Beja, possuindo vinte aviões Airbus de última geração.

Por outro lado, a empresa aproveita esta descontinuidade para uniformizar toda a sua operação interna, fazendo com que todos os pilotos possam operar nos 320 e nos 321NEO.

“O A330 tinha 9 comandantes afectos a este avião, que agora vão receber formação, à semelhança do que aconteceu com os do 310, ficando depois aptos a operar com os 320 e 321 para o médio curso e longo curso”, explica ainda o nosso informador, acrescentando que a empresa fica com “outra flexibilidade” que antes não dispunha.

“Bastava uma avaria no A330 e deixávamos 283 passageiros em terra na ida e mais 283 no regresso, a tripulação sem trabalho e ainda fretávamos outro aparelho para o substituir. Agora,  a Hi Fly assegura a operação e, em caso de avaria, substitui de imediato o aparelho”, conclui a nossa fonte.

Açorianos não vão poder ser comparticipados por tratamentos prestados em termas

termas RGÁguas termais da Região continuam sem certificação

Os cuidados de saúde prestados em termas poderão voltar, este ano, a ser comparticipados pelo Estado, depois de os reembolsos deste tipo de despesas terem sido suspensos há sete anos, em 2011. O Orçamento de Estado para 2018 prevê o regresso da medida, que poderá ser posta em prática a partir de Julho. 

Nos Açores, no entanto, a população não poderá vir a beneficiar destes reembolsos. Isto porque os tratamentos medicinais em termas não podem ser realizados, uma vez que as águas termais continuam sem certificação na região.

Luísa Pereira, responsável pela exploração das Termas das Caldeiras, na Ribeira Grande, diz que a situação já se arrasta há muito tempo e que o problema carece de resolução, para “benefício” de quem possa vir a usufruir de tratamentos com águas termais e para “segurança” de quem explora as termas.

O espaço que gere, inaugurado no ano passado depois de ter estado 30 anos encerrado ao público, está direccionado para as áreas de lazer e bem-estar, não podendo praticar técnicas de tratamentos termais, como o tratamento mineromedicinal ou hidromineral e a crenoterapia.

Em declarações ao Diário dos Açores, a responsável critica o facto de não existir “qualquer legislação que contemple as nossas águas [termais]”. 

“São águas que estão documentadas, que continuam a ser submetidas a análises quinzenalmente. Nós suportamos estes custos e continuamos sem respostas neste campo”, referiu. “Sabemos que estas águas têm benefícios para a saúde, mas não as podemos designar como águas termais por não haver legislação”, lamentou a responsável, dando como exemplo os benefícios dermatológicos da água das Caldeiras da Ribeira Grande que “não são utilizados”.

Segundo explicou, no caso das Caldeiras da Ribeira Grande, “estamos a falar de um fenómeno de superfície, um pouco diferente do que assistimos em outros casos. Geralmente, uma água termal emerge à superfície quente. E aqui nas caldeiras da Ribeira Grande não assistimos a isso, mas a um fenómeno de superfície. Tem que haver por parte do Governo [Regional] medidas que possam contemplar estes casos particulares”, alertou. 

Luísa Pereira defendeu ser “urgente” que se tomem medidas. De acordo com a responsável, “tem que existir uma boa vontade do Governo Regional em solucionar esta questão que já se arrasta há imenso tempo. Não é um assunto recente”. 

Desde a sua reabertura, em 2017, que as Termas das Caldeiras da Ribeira Grande prestam serviços de lazer e bem-estar. “Atenção que os serviços de bem-estar complementam muito bem os serviços termais. A questão aqui é que não podemos usar técnicas termais. Estamos a desperdiçar os benefícios que estas águas nos podem trazer”, reiterou.

Luísa Pereira referiu ainda que existem quadros comunitários que contemplam a remodelação e a construção de novos estabelecimentos termais, mas que também não podem ser aproveitados nos Açores por esta falta de legislação. 

Além das Termas das Caldeiras da Ribeira Grande, existem outros estabelecimentos que exploram águas termais, mas apenas para serviços de bem-estar, como as Termas da Ferraria ou as Termas do Carapacho. 

“Reconstruiu-se as Termas da Ferraria. Reconstruiu-se as Termas do Carapacho, na Graciosa. Incentivou-se a reconstrução de estabelecimentos termais já existentes, como é o caso das Termas das Caldeiras da Ribeira Grande. Numa medida mais recente, levantou-se o PDM [Plano Director Municipal] da Horta para reconstrução das termas do Varadouro. Tudo isso, mas continuamos sem a certificação destas águas”, sublinhou Luísa Pereira. 

“Acho que isso é uma perda enorme para a Região, porque nós temos todas as condições para promover os Açores como um destino termal”, acrescentou ainda. 

Segundo apontou a responsável as águas “não pertencem a ninguém”. “As receitas de exploração destas águas não estão ao abrigo de nenhuma secretaria, pelo menos é este o caso das Caldeiras da Ribeira Grande. Estas águas não pertencem a ninguém”, frisou. “O poço em si pertence ao município da Ribeira Grande, a água fluvial que abastece a caldeira é de uma nascente que está referenciada pela Câmara, mas o fenómeno em si está ao abrigo de nada”, explicou, salientando a necessidade de ver resolvido este problema. 

 

Governo Regional anunciou processo de certificação em 2013

 

Recorde-se que, em Dezembro de 2013, o então Secretário Regional do Turismo e Transportes, Vítor Fraga, anunciava que o Governo dos Açores iria avançar no ano seguinte com o processo de certificação das termas do arquipélago. Uma medida que até ao momento não se concretizou.

 Na altura, o responsável afirmou no parlamento regional que se pretendia que as termas açorianas pudessem “contribuir activamente na captação de fluxos turísticos”. 

“O compromisso que posso assumir com os senhores deputados nesta Câmara é que o Governo dos Açores tudo fará para que as termas que nós temos actualmente em funcionamento possam desempenhar o seu papel e o seu contributo activo na captação e na valorização dos produtos turísticos que nós temos na Região”, frisou, em 2013, Vítor Fraga. 

 

Comparticipação dos tratamentos termais em análise

 

Recentemente, a nível nacional, o Secretário de Estado da Saúde, Fernando Araújo, não se quis comprometer com uma data para o retorno da comparticipação dos tratamentos termais, mas confirmou que “está no Orçamento de Estado um artigo que recomenda ao Governo voltar a comparticipar os tratamentos termais” e que foi criado um grupo de trabalho para avaliar o regresso da comparticipação. O grupo de trabalho envolve os ministérios da Saúde, Economia e Finanças para “avaliar as condições em que tal pode ser implementado”.

“É importante ter a informação necessária para tomar decisões e a confiança de que esses tratamentos termais tenham impacto na saúde e em determinado tipo de patologias que reduza o acesso às urgências, consumo de medicamentos e meios complementares de diagnóstico”, disse. “Acreditamos que as termas têm impacto em termos de saúde, queremos demonstrá-lo e, com esses benefícios, incluir essas prestações em termos de comparticipação aos utentes”, acrescentou Fernando Araújo.