Mais 15 mil açorianos no Rendimento Social de Inserção na última década

Pessoas na rua PDLNa última década entraram cerca de 15 mil beneficiários açorianos no Rendimento Social de Inserção, passando de 3.089 beneficiários em 2007 para 18.045 em Outubro passado.

São mais 489 beneficiários em relação a Setembro passado, mas menos 133 do que em Outubro do ano passado.

No total, são 6.179 famílias açorianas a beneficiar deste apoio, valor que só é ultrapassado por Lisboa e Porto, continuando a ser o mais elevado de todas as regiões do país em termos relativos.

Em relação ao mês anterior são mais 179 famílias que entraram no RSI, menos 70 em relação a Outubro do ano passado e mais 1.339 quando comparado com 2007.

 

82 euros de valor médio

 

O valor médio processado de prestação de RSI por beneficiário foi de 82,18 euros em Outubro, mais cerca de 1 euro em relação a Setembro e mais cerca de 18 euros do que há uma década.

Por família, a média atingiu em Outubro o valor de 274,30 euros, menos 70 cêntimos do que em Setembro e mais 47 euros do que há dez anos. 

 Recorde-se que o RSI foi criado para apoiar as pessoas ou famílias que se encontrem numa situação de grave carência económica e/ou em risco de exclusão social. 

Esta medida de protecção social é composta por:

– Um contrato de inserção para promover a integração social e profissional;

– Uma prestação em dinheiro para satisfazer as necessidades básicas do agregado.

Modelo do subsídio de mobilidade nos transportes aéreos vai ser revisto

Aeroporto PDLO modelo de subsídio de mobilidade nos transportes aéreos vai ser revisto por um grupo de trabalho em que os Açores estarão representados.

O anúncio foi feito pelo Ministro das Infraestruturas, Pedro Marques, que recebeu o Vice-presidente do Governo Regional da Madeira.

Neste encontro ficou decidido o referido grupo de trabalho para definir num prazo de 60 dias uma solução para o preço das viagens aéreas nos Açores e na Madeira.

“Os cidadãos da Madeira, mesmo com o subsídio à mobilidade, estão a pagar o mesmo ou mais do que pagavam antes da alteração deste modelo em 2015 e os encargos para o Estado quadruplicaram neste período”, admitiu aos jornalistas o Ministro Pedro Marques, no final da reunião, em Lisboa, com o Vice-presidente do Governo Regional, Pedro Calado.

O Governo da República defende também uma revisão do modelo, pelo que o governante adiantou que há intenção de, no âmbito do grupo de trabalho, dar mais autonomia aos governos regionais da Madeira e dos Açores para definirem o modelo de mobilidade, mantendo o apoio nacional ao subsídio.

“Demos um grande passo para um entendimento conjunto”, disse o Vice-presidente do Governo Regional da Madeira, Pedro Calado, no final da reunião com o ministro do Planeamento e das Infraestruturas.

O subsídio de mobilidade para a Madeira custou em 2016 ao Estado 24,8 milhões de euros, quando em 2014 foi de seis milhões de euros, aumentando assim 282%, de acordo com dados divulgados pelo Ministério do Planeamento e das Infraestruturas.

Entre 2014 e 2016, não só cresceu o preço médio por bilhete de 148 para 262 euros, como também o número de passageiros de 120 mil para 148 mil.

Sem conseguirem intervir no modelo concorrencial e na política de preços das companhias aéreas, os dois governos concluíram que “não é aceitável, nem adequado que, alterados os modelos em 2015, os cidadãos estejam a pagar o mesmo ou até mais”, explicou o ministro do Planeamento e das Infraestruturas.

No grupo de trabalho, que vai ser criado até ao final da semana, o Governo da República decidiu incluir também os Açores, por defender uma “melhor mobilidade para os cidadãos, adaptada às condições diferentes das duas regiões autónomas”.

O Governo insular tem vindo a exigir uma solução técnica que evite as fraudes e evite que os madeirenses adiantem esse dinheiro.

Pedro Calado vai reunir-se na também com a TAP e a Easyjet, companhias que operam na Madeira.

“Não queremos interferir na política de preços. Também não estamos interessados em perder qualquer companhia aérea, mas estamos interessados em encontrar soluções”, disse.

O subsídio de mobilidade estabeleceu o valor das passagens aéreas entre a Madeira e o continente em 86 euros para residentes e 65 euros para estudantes.

Mas as companhias praticam preços muito superiores, pelo que o Governo Regional devolve o excedente ao passageiro, até um tecto máximo de 400 euros por viagem.

O modelo do subsídio estipula também o reembolso a 60 dias se a deslocação for paga com cartão de crédito, outro dos critérios que têm sido criticados e que a região quer ver alterados.

Venda de automóveis novos volta a disparar

Carro - chaveA venda de viaturas novas nos Açores voltou a disparar em Outubro, passando de 284 no ano passado para 336 este ano.

No acumulado entre Janeiro e Outubro, já foram vendidas 3.566 viaturas, mais 234 do que no mesmo período do ano passado.

Trata-se de um aumento de 18% no último trimestre e de 12% no espaço de um ano.

Apenas em Março e Abril foram registadas quebras nas vendas, mas a partir de Maio passado foi sempre a subir.

De acordo com os especialistas na área, muitas das vendas têm sido suportadas pelas empresas de rent a car, como reflexo do aumento do turismo.

Os aumentos das vendas registam-se em todas as categorias de viaturas, com destaque para os ligeiros, conforme se pode observar através do quadro do SREA que publicamos ao lado.

Ainda de acordo com os especialistas do sector, a grande expectativa nos próximos tempos será a venda de viaturas eléctricas, uma vez que este sector também tem crescido nos Açores, mas ainda com muita gente à espera do que vai ser anunciado, brevemente, pelo governo, em termos de incentivos e de instalação de tomadas públicas para reabastecimento.

De qualquer modo, têm sido muitas pessoas interessadas neste novo tipo de viaturas, a julgar pelos pedidos de esclarecimento nos stands de venda em S. Miguel, o que vem em linha com o que está a suceder no país e até no mundo.

Com efeito, numa altura em que o governo chinês promete restrições à produção e venda de automóveis com motores de combustão, praticamente com a mesma velocidade com que anuncia apoios às viaturas não poluentes, crescem em força as vendas de carros eléctricos, em todo o mundo.

Só nos três primeiros trimestres de 2017, venderam-se mais 63% de eléctricos e híbridos plug-in, do que em igual período de 2016, exactamente devido à China e a outros países que estão a adoptar as mesmas restrições à combustão.

Alojamento Local cresceu 56% nos hóspedes e 43% nas dormidas

Alojamento local - placa

De Janeiro a Setembro de 2017, o Alojamento Local foi a tipologia que mais cresceu, (56,4% nos hóspedes e 43,0% nas dormidas). A ilha Terceira registou os aumentos mais acentuados (199,6% nos hóspedes e 154,3% nas dormidas).

 

O SREA acaba de divulgar a publicação do Turismo de Janeiro a Setembro de 2017, contendo, para além da Hotelaria tradicional que foi divulgada a 14 do corrente mês, o Turismo no Espaço Rural e as outras tipologias turísticas, nomeadamente o Alojamento Local e as Pousadas de Juventude e os Parques de Campismo.

 

Dormidas no Alojamento Local

 

De Janeiro a Setembro de 2017 o Alojamento Local foi a tipologia que apresentou a maior taxa de crescimento, com 43,0% e a Hotelaria tradicional registou 17,1%.

Por ilhas, em comparação com o mesmo período do ano anterior, a Terceira foi a ilha onde o Alojamento Local mais cresceu, 154,3%, (aumentou perto de 25.000 dormidas). 

Seguiu-se S. Miguel com 56,2% (aumentou mais de 84.000 dormidas), S. Jorge, Flores e Faial, com variações respectivamente de, 24,2%, 14,2% e 13,5%.

 

Hóspedes no Alojamento Local

 

Relativamente aos hóspedes, a taxa de crescimento do Alojamento Local ainda é mais acentuada. 

De Janeiro a Setembro, apresentou uma taxa de 56,4% enquanto a Hotelaria tradicional registou 18,0%. 

Por ilhas, também nos hóspedes, a Ilha Terceira registou a maior taxa de crescimento com 199,6% (aumentou cerca do triplo, perto de 8.000 hóspedes) seguindo-se S. Miguel com 69,1% (aumentou mais de 23.000 hóspedes),  Flores com 42,0% e S. Jorge com 35,0%. 

 

Nota de explicação

 

Tal como é referido na publicação, as taxas de resposta são diferenciadas para cada tipo de alojamento. 

Assim, na Hotelaria tradicional e nas Pousadas de juventude a taxa de resposta é de 100%, enquanto nas outras tipologias andam perto dos 70% e os valores divulgados não incluem o tratamento de não resposta. De referir ainda que enquanto na Hotelaria Tradicional, no Turismo no Espaço Rural, nos Parques de Campismo e nas Pousadas de Juventude a recolha é feita através de Inquéritos do INE/SREA, no Alojamento Local a recolha é feita pela Direcção Regional de Turismo, que envia trimestralmente a informação para o SREA de modo a ser incluída na Publicação Trimestral de Turismo.

SATA faz aposta no mercado chinês

sata3(NEW BEDFORD, EUA) - A SATA está a tentar entrar no mercado chinês, o maior do mundo e o mais apetecido por todas as companhias de aviação e operadores de turismo, embora de forma indirecta, sem levar os seus aviões até à China.

“A ideia é levar passageiros da China até Frankfurt e aí apanhar o avião da SATA para Ponta Delgada. Como forma de um maior desenvolvimento do turismo dos Açores e apanharmos um pouco do mercado da China”, disse ao nosso jornal Duarte Nuno Carreiro, o responsável da SATA nos EUA, que se encontra neste momento em Macau.

“Estamos na exposição Associação Portuguesa dos Agentes de Viagens (APAV) para marcar a nossa presença e dar a conhecer o nosso produto. Neste momento estou em Hong Kong e amanhã vou para Macau, onde tem lugar a exposição da Associação Portuguesa de Agentes de Viagens”, afirma Duarte Nuno. 

Antes de viajar para Macau, Duarte Nuno participou na assinatura de um protocolo entre a Azores Airlines e a NONAGON (Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel).

A cerimónia teve lugar nas instalações da Azores Airlines, no DeMellos Building, um espaço de excelência ao sul da cidade de New Bedford, a dois passos do Museu da Baleia, a mais significativa aproxi­mação entre os Açores e os EUA. 

Pela primeira vez o Grupo SATA aproveita as suas instalações, fora dos Açores, para uma união cada vez mais acentuada entre os Açores e os interesses comerciais do nosso arquipélago.

“Em boa hora o enge­nheiro Paulo Menezes tomou a iniciativa de nos proporcionar este género de intercâmbios com a NONAGON, para ser criado um Business Center aqui nos EUA. Numa pri­meira fase, nas instalações da Azores Airlines, em New Bedford, e numa segunda fase em São José, Cali­fórnia, onde a Azores Airlines está rodeada pela Google, Apple, Ebay, os gigantes das novas tecnologias, o que significa que empresários, jovens e menos jovens, possam usufruir destas facilidades de se aproximarem mais dos centros tecnológicos que existem na Califórnia e aqui na Nova Inglaterra. Isto vai proporcionar um maior intercâmbio e captação de investimento”, refere-nos o responsável da SATA.

Os novos Açores estão na mira de grandes investi­dores, o que se torna obrigatório uma cada vez maior exposição.

“Os Açores estão numa fase de grande desenvolvi­mento, que se acentuou nos últimos anos, e grandes investimentos estrangeiros, nomeadamente dos Esta­dos Unidos. A partir de agora, com estas condições que foram criadas, irão ser desenvolvidas relações comerciais. E com o apoio que existe do lado de lá, com a NONAGON e outros departamentos gover­na­mentais, e nós aqui com este centro, vamos captar o investimento aqui nos EUA para levar para os Açores. Por outro lado, quem está nos Açores e quer desen­volver negócios nos EUA, irá encontrar a vida faci­litada através dos nossos escritórios e vamos facilitar todos os contactos neces­sários para o sucesso das iniciativas dos nossos jovens empresários”, con­cluiu Duarte Carreiro. 

No desenrolar da apre­sentação do projecto, usaria da palavra Gabriel Vieira, professor universtário e presidente da NONAGON.

“A SATA tem sido um parceiro extremamente importante no desenvol­vimento de toda a nossa actividade e, sendo assim, esta nossa vinda aos EUA beneficiou muito dessa nossa parceria. Como um centro de tecnologia baseado numa região que beneficia do transporte aéreo com os Estados Unidos da América e em que existem as maiores iniciativas de empreende­dorismo, vamos beneficiar em alta escala do protocolo hoje aqui assinado com um parceiro que ultrapassa a Região Autónoma dos Açores”, afirma Gabriel Vieira.

“É para nós um gran­dioso orgulho esta relação SATA/NONAGON, na certeza de que o protocolo hoje assinado será muito benéfico para as nossas empresas e sobretudo para o desenvolvimento futuro do Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel, que está a caminho do nosso terceiro ano, mas já com muito trabalho de­senvolvido, com uma aposta na expansão com os Estados Unidos da Amé­rica no nosso horizonte de acção”.

Teresa Ferreira, admi­nistradora da Associação NONAGON (Parque Te­cno­lógico de São Miguel), afirmou-nos: “A NONAGON é o primeiro parque de ciência e tecnologia dos Açores oferece toda a variedade de espaços de tema profis­sional entre os quais espaços destinados a grandes demonstrações tecnológicas  e inovação. Um auditório com capacidade para 260 lugares , equipado com os mais modernos meios tecnológicos, que permitem a realização de sessões com contacto com qualquer parte do mundo. Há facilidade de aluguer de espaço de trabalho por um dia, uma semana, um mês. E extremamente flexível sob o ponto de vista dos potenciais utilizadores. É um espaço que ajuda as empresas a competir juntas no mercado global. Cabe às infraestruturas como esta criar as condições para que as empresas possam inovar, possam criar valor e possibilitem a criação e novos postos de trabalho. No primeiro e segundo ano de existência fizemos uma grande iniciativa. Os jovens que nos acompanham foram os vencedores desses eventos e vieram para lhes ser dada a oportunidade de ver de perto este mercado e ver como tudo se processa por estas paragens dos EUA. Visitamos entidades, o que nos parece ser uma experiência enriquecedora para todos os jovens”, concluiu.

 

Exclusivo Portuguese Times/Diário dos Açores