Mais 165 beneficiários do RSI nos dois primeiros meses deste ano

pessoas em Ponta Delgada1O número de beneficiários e famílias  dos Açores que recebem o Rendimento Mínimo de Inserção (RSI) aumentou em Fevereiro, com mais 165 beneficiários em relação ao mês de Janeiro.

Comparando com o mês homólogo, regista-se uma descida de 951 beneficiários.

No final de Fevereiro existiam nos Açores 17.796 beneficiários do RSI.

Quanto ao número de famílias, são mais 30 de Janeiro para Fevereiro, e menos 317 do que em Fevereiro de 2018.

A nível do país, também o número de beneficiários e famílias aumentou ligeiramente em fevereiro, havendo actualmente mais de 219 mil pessoas e 100.655 agregados a receber esta prestação social.

De acordo com os dados mais recentes do Instituto de Segurança Social (ISS), no final do mês de Fevereiro havia registo de 219.367 beneficiários do RSI, mais 866 do que em Janeiro, o que representa um aumento de 0,4%.

Em relação às famílias, os dados mostram que em Fevereiro havia 100.655 agregados com direito ao RSI, mais 102 do que no mês anterior.

No entanto, tanto no caso das famílias como dos beneficiários individuais, a tendência foi de decréscimo quando comparado com o período homologo de 2018, em que havia mais 1.127 pessoas com direito ao RSI e mais 635 famílias.

Relativamente à distribuição geográfica, os dados mostram que a maior parte dos beneficiários está concentrada nos distritos do Porto (62.800), Lisboa (40.459), Setúbal (20.624) e Região Autónoma dos Açores (17.796).

Igual distribuição têm as famílias, que também estão concentradas nos distritos do Porto (30.277), Lisboa (18.379), Setúbal (9.117) e Região Autónoma dos Açores (6.324).

No mês de Fevereiro, no país, o RSI teve um valor médio de 117,78 euros por beneficiário, mais 0,29 euros do que em Janeiro, enquanto nas famílias foi de 263,45 euros, mais 0,20 euros do que no mês anterior.

Cadeia de hotéis Selina vai abrir uma unidade nos Açores

selina hoteisA conhecida cadeia de hotéis Selina pretende abrir uma unidade nos Açores. 

Rafael Museri, co-fundador desta empresa panamiana, não especifica em que ilha, mas adianta que o projecto faz parte da carteira de intenções da Selina, que é abrir 20 hotéis em Portugal nos próximos quatro anos.

A cadeia Selina nasceu em 2014 no Panamá e tem-se expandido para outros países da América Central e do Sul, sendo que a cidade do Porto é o primeiro destino europeu escolhido pela marca.

O objectivo é abrir unidades hoteleiras com o conceito boutique nos EUA, Polónia, Grécia, Israel, Alemanha, Espanha e Reino Unido, mas Portugal é mesmo o primeiro país fora das “américas” a receber um Selina.

Esta escolha do Porto é explicada por um dos fundadores dos hotéis Selina, Rafael Museri, que juntamente com um amigo, criou o conceito em 2014, numa cidade do Panamá ligada ao surf, Venao.

Ao site Trendy, aquele empresário afirma que “a opção de iniciar a nossa expansão europeia em Portugal foi natural, uma vez que é um país cheio de vida, com locais maravilhosos. O Porto é uma cidade encantadora, conhecida pela sua arquitectura, gastronomia e pelas pessoas calorosas que sabem como receber e que partilham um espírito de comunidade”.

O investimento foi de 8,8 milhões de euros, valor que incluiu a “compra da propriedade, renovações, arte e design com curadoria local”, diz o CEO. 

Em quatro anos, a marca expandiu-se para a Costa Rica, México, Colômbia, Equador, Guatemala, Nicarágua e Peru.

Uma das características do Selina Porto é o facto de contar com vários ambientes: há um espaço de coworking, sala de cinema, jardim, food&beverage, wellness e ofertas recreativas. 

O hotel está ainda recheado de obras de arte de artistas portuenses.

No jardim existe, inclusivé, uma food truck a servir tacos e receitas que misturam ingredientes sul-americanos com portugueses, revela o Trendy.

Em relação aos quartos, há várias tipologias.  

O Selina Porto tem 190 camas e mais de 50 quartos, divididos entre dormitórios (com 4, 6 e 8 camas) e quartos privados de três categorias distintas: Standard, Deluxe e Unique.

No mapa das próximas aberturas estão locais como Lisboa, Albufeira, Cascais, Comporta, Ericeira, Lagos, Douro, Açores, Vila Nova de Mil Fontes e Peniche.

Os preços variam entre os 30 euros (para o dormitório de seis camas) e podem atingir os 300, no quarto mais luxuoso do Selina, o Unique. 

As reservas podem ser feitas directamente no site do hotel.

Elevados custos de produção levam produtores a desinvestir no cultivo de batata

batata

Os elevados custos de produção e a não existência de armazenagem “adequada” estão a fazer diminuir o investimento dos agricultores micaelenses na produção de batata inglesa. 

Depois do ano 2018 que ficou marcado por grandes quebras na produção, devido à seca registada ao longo de vários meses, para o corrente ano perspectivam-se novas quebras. Quem o avança é o presidente da Associação Terra Verde, Manuel Ledo, em declarações ao Diário dos Açores.

“Os custos de produção da batata inglesa aumentaram. O preço da batata de semente subiu consideravelmente e há muitos produtores que já manifestaram na associação a intenção de iriam fazer outras culturas sem ser a batata inglesa e aposta, talvez, na batata-doce. Muito possivelmente, este ano, vai haver uma quebra na produção de batata [inglesa]”, diz o responsável.

Além dos custos, falta também um local “em condições” para os produtores armazenarem a batata, acrescenta Manuel Ledo: “Neste momento, ainda não temos um armazém em condições, com frio, para guardar as batatas, para que depois fossem colocadas à venda, fora da época do pico de produção, por um preço acessível ao consumidor e bom para o produtor”.

“A Associação Terra Verde tem uns armazéns com capacidade onde até dava para armazenar a produção actual, mas não têm frio, o que leva a que se desenvolvam muitas doenças nas batatas. Por exemplo, a traça – conhecida como o bicho da batata -, se tiver um choque de frio não se vai desenvolver. Sem ser em temperaturas frias, a traça desenvolve-se de tal maneira que ‘dá cabo’ da batata, ficando as mesmas sem condições para consumo”, explica o presidente da Terra Verde. 

Ou seja, “havendo um armazém nestas condições que a associação está a defender, os produtores produziriam mais, mesmo com os custos de produção elevados, e correriam menos riscos”, pois conseguiriam fazer escoar a batata meses mais tarde, frisa Manuel Ledo. 

Segundo o presidente, a associação irá tentar negociar os custos de produção com os fornecedores da batata de semente ou, em alternativa, pedir apoio ao governo, porque “nunca poderemos deixar de produzir batata. Temos é que criar condições para que os nossos agricultores consigam-na produzir”.

“Podemos vir a recorrer também ao próprio Secretário [Regional da Agricultura e Florestas] para que se consiga algum tipo apoio, seja para o transporte, um valor integrado no Posei, ou outras verbas quaisquer que façam com que a batata continue a ser produzida cá”, afirma Manuel Ledo. 

 

Produtores não conseguem competir com preços de batata importada 

 

O “lógico” seria que estes elevados custos com a produção levassem a que o preço de venda ao consumidor disparasse. No entanto, na região, nem sempre isso acontece. “Se os custos de produção aumentam, é lógico que o preço de venda da batata ao consumidor acabe por aumentar também. Mas, muitas vezes, isso cá não acontece, pois temos à venda batata de fora que é vendida a preços mais baixos. Logo, o produtor micaelense não consegue fazer escoar a sua batata a bom preço e, para não perder tudo, vende quase a custo de produção”. 

“O que nos interessa é que os nossos produtores consigam viver com dignidade. Para trabalhar para aquecer, temos os ginásios…”, diz o presidente da Terra Verde, com ironia.

 

Aposta na produção de batata-doce para enviar para o continente

 

Por outro lado, a Associação Terra Verde tem incentivado os agricultores a apostar na batata-doce para enviar para o continente. A ideia passa por aproveitar os terrenos da beterraba e do tabaco que deixaram de ser cultivados. 

“Ficamos sem a fábrica da Sinaga e os terrenos onde se produzia a beterraba deixaram de ser cultivados. Também o tabaco já está a desaparecer - julgo que, este ano, só uns dois produtores é que irão continuar a cultivar, mas ainda não confirmaram. E a nossa ideia é aproveitar estes terrenos para apostar numa cultura que possamos depois enviar para o continente, como é o caso da batata-doce”.

A este propósito, a Terra Verde tem programada para Junho uma visita a Alzejur, “uma zona do continente onde se produz muita batata-doce e queremos ver que ‘know-how’ têm”. 

A intenção é também estabelecer parcerias com uma cooperativa lá existente, “de modo a que possam vir a ficar com a nossa batata-doce”. “Eles, no continente, ficariam a ganhar connosco, porque em São Miguel conseguimos ter batata dois meses antes da produção deles. Estes dois meses fariam toda a diferença para enviarmos os nossos produtos”.

  

 

Banana biológica produzida em São Miguel exportada na totalidade para o continente

Luís Filipe Melo

É na freguesia da Ribeira das Tainhas, concelho de Vila Franca do Campo, que encontramos uma quinta onde se produz banana biológica certificada. A quinta tem sete alqueires de terra e é de lá que, todas as semanas, saem cerca de 200 quilos de banana – 500 nos melhores meses – que é enviada para o continente. 

Sem recurso a produtos químicos (apenas os bio-insecticidas ‘turex’ e o ‘spintor’ são permitidos), o método biológico de produção de banana é muito mais demorado que o “convencional”. Exige mais cuidados e mão-de-obra e, por isso, acaba por custar mais, ultrapassando o euro ao quilo. Isso mesmo explica ao Diário dos Açores Luís Filipe Melo, que é o responsável pela quinta que pertence ao seu padrinho, Filipe Botelho, actualmente a residir fora da Região.

“Na produção convencional, basta pôr um produto [químico] nas bananeiras para matar as ervas e fazer a limpeza. Mas, aqui, eu limpo tudo à mão, sem recorrer a químicos. O que outros produtores fazem num dia, eu levo uma semana a fazer. Dá muito mais trabalho”, conta.

“Por semana, eu chego a tirar 200 a 300 quilos de banana, quando um produtor convencional tira 1000 quilos ou mais de um terreno da mesma área. Produzimos muito menos quantidade, mas conseguimos obter os mesmos lucros”, garante o jovem produtor.

A banana é enviada, via marítima, para a empresa “BioFrade”, um dos maiores distribuidores de produtos biológicos do país. Esta empresa está localizada no concelho da Lourinhã e, além da sua própria produção biológica, tem parcerias com outros produtores do país, incluindo dos Açores.

“Toda a produção é enviada para este distribuidor no continente, que tem sido um grande parceiro, porque em São Miguel não há quem queira comprar banana biológica. Sabemos que é mais cara, mas também é mais saudável, mas aqui não há ainda mercado para isso”, refere. 

Há ainda mentalidades a mudar, acrescenta Luís Filipe Melo: “As mentalidades não estão ainda ‘viradas’ para a necessidade de consumir o biológico. A preocupação continua a ser o preço que se paga pelos produtos. Depois chega a infelicidade de aparecer uma doença e aí é que se lembram de procurar os produtos biológicos…”, lamenta.

 

Envio por via aérea “não compensa”

 

Sendo as bananas enviadas por transportes marítimos de São Miguel para o continente, o jovem agricultor salienta que no verão a exportação é mais complicada. “Com o calor dos contentores, a banana chega lá já muito madura. Vejo-me obrigado a tentar produzir o máximo possível antes dos meses de maior calor, porque já sei que nessa altura as bananas não vão chegar lá em condições”, afirma. O ideal, continua, “seria enviar por transporte aéreo”, mas os custos “não compensam”.

Luís Filipe Melo revela que o processo para transformar os terrenos numa quinta biológica levou tempo, perto de quatro anos. Há cerca de 10 anos que a quinta é propriedade do seu padrinho, mas só no ano 2014 é que conseguiram obter a certificação de quinta biológica, segundo o responsável. De seis em seis meses, são feitas análises aos terrenos por uma entidade certificadora, para comprovar se, de facto, não são utilizados produtos nocivos, quer seja no solo, quer seja nas plantas. 

O jovem produtor conta ainda que, ao longo dos anos, foram realizando experiências nos terrenos, para perceber de que modo as bananeiras poder-se-iam desenvolver melhor. “Num ano, fizemos várias experiências em áreas diferentes da quinta com camadas de composto”, explica, revelando que numas áreas as plantas cresceram melhore e mais depressa. 

Implementaram também um sistema de rega no terreno que se revelou um sucesso: “Cada bananeira leva cerca de dois anos a dar um cacho, mas com este sistema de rega, ao fim de um ano já tínhamos bananas. Ou seja, a bananeira não passou sede no verão, altura do ano que chove menos”, frisa Luís Filipe Melo.

O responsável recorda que foi o padrinho, Filipe Botelho, que teve a ideia de implementar todo este projecto de produção biológica. “Ele sempre teve uma visão mais à frente”. 

Questionado sobre se os apoios que recebem são suficientes, o responsável pela quinta refere que “não são muitos”, mas garante que não está à espera de verbas para ver o negócio progredir: “não queremos sobreviver de apoios. Queremos que o nosso lucro saia da terra”. 

A principal actividade da quinta é a banana, mas lá se encontram muitos outros produtos também biológicos: pêra abacate, kiwis, laranjas, limas, pêras, feijôa, goiaba, araçais, pêssegos, são alguns exemplos. 

 

Mota Amaral quebra silêncio: "Uma candidatura que afinal não foi"

mota amaral

"Nunca fiz qualquer diligência para ser candidato ao Parlamento Europeu e sempre tive até algumas reticências sobre a força da legitimidade democrática e os modos de funcionamento de tão poderosa instituição, conforme testemunham vários dos meus escritos sobre temas europeus, que estou agora reunindo em livro, com data de lançamento já fixada para 27 do corrente e apresentação garantida por Jaime Gama e Pedro Gomes. 

Foi por isso com alguma surpresa que recebi o convite formal de Alexandre Gaudêncio, em nome e por deliberação unânime da Comissão Política Regional do PSD/Açores, para aceitar ser indigitado aos órgãos nacionais do Partido, tendo em vista uma futura inclusão na lista de candidatos às eleições europeias do final do próximo mês de Maio.

 Exprimi logo algumas objecções, a mais substancial dizendo respeito às minhas conhecidas discordâncias com algumas das linhas de actuação do Partido Popular Europeu, sob cuja bandeira milita o PSD no âmbito das instituições europeias. E, naturalmente, pedi algum tempo para pensar e aconselhar-me sobre o assunto.

Quando a voz correu dessa minha possível indigitação, fui envolvido por um movimento espontâneo de simpatia e apoio, oriundo de várias ilhas e até de fora da Região, traduzido em felicitações e até na sugestão de tarefas a cumprir, perante as quais não eram tomadas a sério a minha aliás bem sincera lembrança de que a questão estava em fase de delicadas negociações internas no seio do PSD e portanto ainda em vê-lo-emos… 

A bem da verdade, devo referir que algumas das pessoas amigas a quem pedi opinião se exprimiram negativamente, argumentando com as praxes comumente aceites sobre o cumprimento de um mandato regional no PE, pouco condizentes, diziam, com o meu perfil e estatuto. Mas a generalidade dos pareceres foram positivos e incentivadores, salvaguardando que cada um imprime ao exercício do mandato a sua própria marca e que eu não deixaria de ter a minha. 

Foi assim que comecei a entusiasmar-me com a ideia, sem ignorar os óbvios problemas que a minha candidatura levantava na feitura da lista do PSD. O próprio líder nacional do Partido reconheceu isso mesmo ao dizer que o meu nome teria de ocupar uma posição mais do que elegível… Ora, a realidade é que o número de lugares elegíveis pelo PSD, a acreditar nas sondagens disponíveis, não vai além de seis e os interessados são mais do que muitos, tal como os compromissos pelos vistos assumidos pelos dirigentes máximos do Partido!

Começaram a chegar-me por isso sinais de que melhor seria desistir da candidatura, por não ser possível colocar o meu nome nos primeiros lugares, como teoricamente me competiria. Ora, eu sempre entendi este processo, em total sintonia com Alexandre Gaudêncio, como uma forma de garantir um lugar elegível para o PSD/Açores e uma voz social-democrata daqui procedente no Parlamento Europeu. Estava portanto totalmente fora de causa facilitar a vida aos dirigentes nacionais com uma desistência voluntária. 

Aliás, deixei claro desde o início que concorria para ajudar o PSD/Açores e não para um qualquer lugar de destaque na lista nacional, pondo como única condição que se tratasse de um lugar elegível, concretamente até ao quinto, sem excluir que fosse mesmo atrás do atribuído à Madeira, já que entendo que os candidatos valem por si próprios e não pela ordenação que lhes é atribuída.

O embaraço derivado da minha indigitação manteve-se até final e provocou inúmeras declarações explicativas de dirigentes nacionais do PSD. Só tardiamente veio a saber-se, por carta do Secretário- Geral do Partido a Alexandre Gaudêncio, que a Comissão Permanente da Comissão Política Nacional tinha decidido,” há algumas semanas”, que os candidatos representantes das Regiões Autónomas deixariam de ter assegurado lugar elegível, como sempre tinha acontecido, passando a reservar-se a uma delas apenas tal garantia, alternando em legislaturas sucessivas. Para as eleições deste ano tal lugar caberia à Madeira, sendo os Açores remetidos para o oitavo lugar, claramente inelegível, julgado incompatível para alguém “que constitui uma das principais referencias políticas do PSD e do País”, segundo José Silvano.

Ora, elogios desses são dispensáveis quando, lançando pela borda fora um compromisso estrutural e histórico com a Autonomia Constitucional dos Açores e da Madeira, o PSD desiste de acolher a voz das duas Regiões Autónomas na sua lista de candidatos ao Parlamento Europeu. E até soam a falso, perante o elenco final da dita lista.

Para além disso, o Presidente do PSD, quando se deslocou aos Açores, na fase de campanha para as eleições internas para a liderança, expressamente respondeu, em sessão pública, que manteria a tradição de haver um candidato dos Açores em posição elegível na lista para o Parlamento Europeu. A sua credibilidade política fica assim debilitada perante os militantes, simpatizantes e potenciais eleitores do PSD na Região Autónoma dos Açores.

Alexandre Gaudêncio prometeu uma resposta forte à desconsideração agora sofrida e já se levantam rumores de processos disciplinares, que caiem aliás totalmente no ridículo… Em 26 de Maio próximo teremos a resposta do Povo Açoriano e será decerto inequívoca!"

 

Por: João Bosco Mota Amaral