41 milhões de euros de prejuízo, mais pessoal, mais gastos operacionais e mais custos com rendas e alugueres

sata 321 neoO “Diário dos Açores” teve acesso ao Relatório e Contas da SATA relativo ano passado, onde é possível ter uma visão geral da situação económica e financeira do Grupo, mas não existem os relatórios de cada uma das empresas para podermos distinguir cada uma delas.

 

 41,043 milhões de euros é o valor exacto do prejuízo da SATA durante o ano que passou.

O “Diário dos Açores” teve acesso ao Relatório e Contas da empresa, onde é possível constatar que o Grupo SATA teve o seu pior ano económico de sempre.

A própria empresa reconhece a “notória a deterioração registada nos resultados operacionais apresentados pelo Grupo SATA, cujo valor, apesar do crescimento verificado no volume de ganhos operacionais recua cerca de 23 milhões de euros face ao apresentado no exercício anterior”.

E a SATA justifica os resultados: “Esta deterioração de resultados assenta sobretudo no incremento no volume de gastos operacionais na ordem dos 39 milhões de euros, nomeadamente a rubrica de combustíveis, reservas de manutenção para horas de voo e fretamentos. As primeiras directamente relacionadas com o aumento operacional, a rubrica de fretamentos associada a supressão de falhas operacionais devido a avarias e imobilizações de aeronaves, nomeadamente durante o verão e no mercado norte americano e canadiano”.

A SATA prossegue nas explicações: “0 impacto negativo dos resultados financeiros e fortemente justificado pela grande sazonalidade da operação SATA, obrigando assim o Grupo SATA a socorrer-se de instrumentos de gestão de Tesouraria, como são caso os empréstimos bancários e as contas correntes caucionadas com os respetivos impactos a nível de custos financeiros no resultado líquido do exercício”.

 

Mais 79 colaboradores em três anos

 

Os gastos com pessoal, durante 2017, aumentaram quase dois milhões de euros, passando de 60,368 milhões em 2016 para 62,027 milhões de euro em 2017.

O número de trabalhadores também aumentou nos últimos anos.

Em 2015 o número de colaboradores era de 1.282, passou para 1.356 em 2016 e no ano passado voltou a aumentar para 1.361, o que também contribuiu para o aumento dos Gastos Operacionais.

De facto, como sublinha a SATA, “o volume de Gastos Operacionais registados em 2017 apresenta um aumento de 19% face ao montante suportado em 2016, variação esta cujo valor ultrapassa a marca dos 40 milhões de euros.

À semelhança do verificado anteriormente, a rubrica de Gastos com o Pessoal assume o maior contributo para a totalidade do volume de Gastos Operacionais, representando cerca de 24% do total da estrutura de gastos operacionais do Grupo SATA.

Destaca-se o impacto do incremento operacional registado face ao exercício anterior (+22% ASK), nomeadamente nas rubricas de handling, Reservas de Manutenção por hora de 1100 e fretamentos, rubrica esta cujo aumento se justifica em parte pelo incremento operacional, sobretudo nas rotas para a América do Norte, bem como pela mitigação de constrangimentos com a frota A310 cuja menor fiabilidade decorrente da idade avançada das aeronaves afectou negativamente no desempenho na rede de rotas operadas em 2017, com recurso a fretamentos em regime de ACMI”.

 

Dívida de 163 milhões de euros

 

A dívida líquida em 2017 aumentou para mais de 163 milhões de euros.

Segundo explica o documento, “na estrutura de Financiamento, destacam-se nas rubricas do Passivo, o aumento do grau de Endividamento, via Empréstimos Obtidos na ordem dos 6 milhões de euros, cujo valor corresponde a perto de 60% do valor total de Passivo do Grupo SATA a 31 de Dezembro de 2017.

A estrutura total de financiamento bancário sofre alterações relevantes nomeadamente através da passagem de valores de curto prazo para componente de médio e longo prazo.

Do total de 167 milhões de euros referentes a financiamentos, destacamos o impacto neste valor das locações financeiras, cujo montante em ambas as componentes corrente e não corrente ascende a 57 milh6es de euros.

O aumento em cerca de 82% da rubrica de Outras Contas a Pagar no que a curto prazo se refere, resulta do aumento de 14 milhões de euros em divida ao Acionista face ao valor registado a 31 de Dezembro de 2016”.

 

Revisor de Contas “com reservas”

 

A PricewaterhouseCoopers & Associados - Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda., é a empresa que audita e  aprova a Certificação Legal das Contas da SATA.

O revisor escreve no relatório que aprova as contas, mas “com reservas”.

E explica as razões: “a) Em 31 de dezembro de 2017 encontram-se registados na rubrica de Outras contas a recebcr correntes, acréscimos de proveitos no “valor de 20.080 milhares de euros com a Secretaria Regional dos Transportes e das Obras Públicas, relacionados com os serviços prestados no âmbito do Contrato de obrigação de serviço público referente ao transporte aéreo regular no interior da Região Autónoma dos Açores (15.223 milhares de euros respeitantes a compensações financeiras entre outubro e dezembro de 2014 e entre outubro de 2016 e dezembro de 2017, 4.346 milhares de euros respeitantes a pedidos de reequilíbrio financeiro entre o período de outubro de 2015 a outubro de 2017 e 511 milhares de euros referentes a juros), os quais ainda se encontram, na presente data, sujeitos a verificação e aprovação.

Tenda em consideração que não obtivemos informação suficiente que nos permita aferir, com razoável grau de segurança, quanta à aprovação dos referidos montantes e momento da realização dos mesmos, não nos é possível concluir quanto ao respectivo impacto nas demonstrações financeiras consolidadas do exercício findo em 31 de dezembro de 2017;

 

Quase 1 milhão por receber de serviços aeroportuários

 

b) Em 31 de dezembro de 2017 encontra-se registado na rubrica de Outras contas a receber correntes, um valor de 914 milhares de euros a receber de entidades estatais decorrente de compensações financeiras atribuídas por contrapartida do serviço público prestado pelo Grupo SATA referente a serviços aeroportuários de apoio à aviação civil. Salientamos que na presente data os referidos montantes ainda se encontram sujeitos a verificação e aprovação por parte das respectivas entidades estatais. Tenda em consideração que não obtivemos informação suficiente que nos permita aferir, com razoável grau de segurança, quanto à aprovação dos respetivos montantes e momento da realização dos mesmos, não nos é possível concluir quanto ao respectivo impacto nas demonstrações financeiras consolidadas do exercício findo em 3 1 de dezembro de 2017”.

Para além de outros argumentos apresentadas pelo revisor para justificar as reservas na aprovação das contas, avança ainda que “as demonstrações financeiras do Grupo apresentam um capital próprio negativo no montante de 132.995 milhares de euros, incluindo um resultado líquido negativo de 41.043 milhares de euros e passivo corrente superior ao activo corrente em 93.135 milhares de euros. No entanto, conforme divulgado na nota 2.1 do anexo contendo as notas explicativas, as demonstrações financeiras consolidadas foram reparadas com base na continuidade das operações, a qual se encontra dependente do apoio financeiro do acionista, conjugado com o processo de privatização em curso da subsidiária SATA Internacional, da rentabilidade futura das operações, do recebimento da divida das entidades estatais, da realização dos seus activos e da reestruturação dos seus passivos. Deste modo, as demonstrações financeiras consolidadas não incluem qualquer ajustamento inerente, possibilidade de se constatar que o pressuposto da continuidade não foi apropriado”.

Andrew Arruda é dos jovens mais inovadores do mundo e veio de romeiro

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(TORONTO, CANADÁ, POR JOANA LEAL) - Andrew Arruda é luso-canadiano e aos 28 anos já faz parte do Top 30 da Forbes.  

Arruda foi considerado um dos jovens mais inovadores do mundo, pela conceituada revista norte-americana e em 2015, com a ajuda de colegas da Universidade de Toronto, Arruda criou a ROSS Intelligence, uma start up que aproveita o poder da inteligência artificial para tornar o processo de pesquisa na área do direito mais eficiente.

Andrew tem escritórios em Silicon Valley e em Toronto. Em entrevista ao ‘Milénio Stadium’, garante que quer expandir a empresa para a Europa.

 

 Qual é a sua opinião sobre a comunidade portuguesa que reside no Canadá?

O meu avô pescava bacalhau em algumas das áreas mais agitadas e perigosas do mundo. Ele tinha que sustentar a família que vivia a milhares de quilómetros, em São Miguel, nos Açores. 

Um dia eles decidiram procurar uma vida melhor e acabaram por imigrar para Toronto, o nosso lar adoptivo. 

A comunidade portuguesa que vive no Canadá foi construída por homens e mulheres como o meu avô, pessoas que estavam dispostas a parar no nada para proporcionar um futuro mais promissor às suas famílias. 

Hoje podemos encontrar traços da nossa dedicação, disciplina e espírito comunitário nos bairros a que as nossas comunidades chamam de lar, em todas as cidades, de costa a costa. 

Cresci e trabalhei no Little Portugal em Toronto e devo tudo o que tenho às lições e ao amor que recebi. Considero-me incrivelmente sortudo por ter nascido aqui.

 

A ROSS Intelligence tem escritórios no Canadá e nos EUA e já assinou contrato com a Dentons, a maior empresa de advogados do mundo. Tencionam expandir para a Europa, talvez Portugal?

Absolutamente, a nossa empresa está a considerar expandir para a Europa e isso inclui também Portugal. 

Portugal tem uma comunidade de tecnologia incrível e um dos melhores encontros tecnológicos do mundo que ocorre todos os anos em Lisboa – o Web Summit. 

Neste momento, estamos focados no mercado dos EUA, mas queremos que a nossa tecnologia esteja em todos os países do mundo. Também estamos planeando expandir no Canadá, fiquem atentos porque em breve vamos ter muitos anúncios emocionantes.

 

Recentemente recebeu uma estrela no Portuguese Canadian Walk of Fame na College Street em Toronto. Tem um significado especial ser reconhecido pela comunidade portuguesa?

Ser nomeado para o Portuguese Canadian Walk of Fame foi uma das maiores homenagens da minha vida, e o que a tornou ainda mais emocionante é que a Calçada da Fama está localizada a apenas alguns quarteirões da área onde fui criado, a Rua Montrose. É um sentimento especial quando a tua comunidade te reconhece, e foi uma sensação maravilhosa estar na Praça de Camões, em Toronto, ao lado dos líderes da nossa comunidade em todo o Canadá.

 

Qual é a sua ligação a Portugal?

Os meus pais e os meus avós emigraram para o Canadá nas décadas de 1960 e 1970. Os pais da minha mãe chegaram a Toronto no início dos anos 60 e a minha mãe chegou a 12 de Junho de 1966 com três anos. 

O lado do meu pai emigrou nos anos 70 e o meu pai chegou a 13 de Novembro de 1973 com 12 anos. 

A família do meu pai é natural da Ribeira Seca e a da minha mãe é do lindo Rabo de Peixe.

 

Já visitou São Miguel?

Já estive em São Miguel muitas vezes e há pouco tempo participei numa romaria. Tive a oportunidade de conhecer a ilha a pé e de contactar com as pessoas, com a cultura e com a comida que é incrível. 

As ilhas vão ser sempre uma parte importante da minha vida, os Açores estão no meu sangue e mal posso esperar pelo dia em que vou poder fazer uma viagem com os meus pais, a minha irmã, a minha noiva e eventualmente, os nossos filhos.

 

O Governo dos Açores está a encorajar os imigrantes a investirem na Região...

Adoro essa ideia. A minha noiva é americana e ela acha que os Açores são um dos lugares mais bonitos do mundo. E como é óbvio eu concordo com ela. 

Acredito que encorajar as pessoas e as gerações que têm os Açores no coração a investir, ainda que tenham crescido noutros locais, é uma ideia maravilhosa.  

É também um grande exemplo da generosidade das pessoas que imigraram para o Canadá e que ajudaram o país de onde vieram a enriquecer.

 

Alguma vez imaginou que ia ter um escritório em Silicon Valley?

Sempre quis fazer algo muito grande, mas nunca pensei que encontraria o meu caminho na tecnologia. 

Silicon Valley é um grande lugar porque baseia-se na meritocracia, ou seja, tudo se resume a trabalho duro, estratégia e àquilo que fazes. Em Silicon Valley não interessa qual é a tua aparência, o teu sobrenome ou onde os teus avós nasceram, e é assim que deve ser.

 

Que conselhos é que dá aos jovens?

O meu conselho é que nunca parem de perguntar porquê. Muitas vezes pensamos que temos que trabalhar em certos trabalhos, seguir certos caminhos da vida ou apenas ouvir os nossos pais ou professores quando se trata do que devemos fazer com as nossas vidas. 

Encontrem algo que vos apaixone e vão atrás disso, porque assim nunca terão que trabalhar outro dia nas vossas vidas. Em poucas palavras, não tenham medo de perguntar porquê e façam o que amam.

 

O Primeiro-ministro de Portugal visitou o Canadá em Maio. Imagina os dois países a trabalharem juntos?

Antes de fundar a minha empresa tive o incrível privilégio de trabalhar na Embaixada do Canadá em Lisboa e posso dizer que a relação entre os dois países é algo verdadeiramente especial. 

Como duas nações diferentes, os canadianos e os portugueses partilham grandes valores como a honestidade, a abertura, a inclusão e a valorização do trabalho árduo. Isto torna-nos parceiros naturais e reflete-se no ótimo relacionamento político que temos. Acho que esta relação vai continuar quando a minha geração, de canadianos orgulhosamente portugueses, ocupar o nosso lugar como políticos, professores, empresários e artistas no Canadá. Acredito que vamos continuar a prosperidade desta nação e ao fazê-lo vamos fortalecer e honrar as nossas relações com a nossa pátria ancestral.

 

O Presidente da República de Portugal visitou recentemente os EUA.

É óptimo ver isto a acontecer, especialmente como a economia portuguesa continua cada vez mais forte porque os Estados Unidos são um importante aliado económico para nós. 

O mundo muitas vezes esquece que a população de Portugal é de apenas 10 milhões de pessoas, devido ao enorme impacto que tivemos na história mundial e na cultura moderna. 

Quero dizer, todos sabem que o melhor jogador de futebol do mundo é português, mas também somos os melhores do mundo em muitas áreas diferentes e é óptimo ver o presidente de Portugal no cenário internacional a promover todos os aspectos surpreendentes de Portugal.

Exclusivo Milénio Stadium/Diário dos Açores

Hospitais da região devem a fornecedores mais de 120 milhões de euros

hospital corredorOs três hospitais dos Açores agravaram a sua situação financeira em 26,3 milhões de euros entre Setembro do ano passado e Março deste ano.

Numa análise que o nosso jornal fez às contas dos três hospitais, conforme documentos enviados pelo governo ao parlamento regional, é possível constatar que, daquele valor, 3,2 milhões de euros são de aumento de dívidas a fornecedores.

Com efeito, a situação de dívida para com os fornecedores agravou-se consideravelmente naquele período, não sendo possível saber quais as contas do último trimestre do ano passado, já que foram disponibilizadas, até agora, apenas as contas de janeiro a setembro e o primeiro trimestre deste ano.

O stock de dívida a fornecedores, nos hospitais, já vai nos 121,5 milhões de euros. 

Outro dado curioso é o facto de os três hospitais deverem cerca de 15 milhões de euros ao Estado, desde Setembro de 2017, sendo o Hospital de Pinta Delgada responsável por 13,4 milhões, o de Angra por 1,1 milhões e o da Horta por 0,5 milhões.

Com dívidas ao Estado (presume-se que ao fisco e à Segurança Social) estas instituições já nem poderiam receber verbas de contratos públicos.

As dívidas aos fornecedores têm causado graves problemas de tesouraria a muitas empresas, conforme denúncia das mesmas, que chegaram mesmo a ameaçar com o corte no fornecimento de medicamentos e outros equipamentos aos hospitais.

Só o Hospital de Ponta Delgada tem, até Setembro, uma dívida a fornecedores da ordem dos 72 milhões de euros, tendo arrecadado proveitos de 79 milhões de euros – 91%. Isto é, um atraso médio de pagamento de quase um ano.

Em Março deste ano a Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada denunciou atrasos, alguns superiores a um ano, no pagamento a fornecedores dos hospitais a nível de “produtos farmacêuticos, dispositivos médicos, equipamentos e outros bens de consumo”. 

Para as empresas do sector “não é possível manter esta situação, que está a provocar significativas dificuldades ao seu funcionamento e gestão, colocando-as em risco, tendo designadamente em atenção que estas necessitam de meios financeiros para cumprirem as suas obrigações” para com os seus próprios fornecedores, o Estado, “que é implacável quando os privados se atrasam, e para com os seus trabalhadores”.

 

Turismo cai 1% em Maio e cresce apenas 0,4% em Junho

aeroporto PDLlCom base no modelo econométrico desenvolvido pelo SREA e na informação disponível até à data, nomeadamente a evolução do número de passageiros aéreos desembarcados e o valor dos levantamentos em caixas multibanco, estima-se que o número de dormidas na Hotelaria Tradicional dos Açores durante o mês de Maio terá sido de 178 mil.

Comparando com o valor divulgado para Maio de 2017, esse valor reflecte uma diminuição de 1% em termos homólogos. 

Por sua vez, e com base no mesmo modelo, estima-se que o número de dormidas na Hotelaria Tradicional dos Açores durante o mês de Junho terá sido de 204 mil.

Comparando com o valor divulgado para Junho de 2017, esse valor reflecte um aumento de 0,4% do número de dormidas.

Em Junho de 2018 desembarcaram nos aeroportos dos Açores 164 509 passageiros, um aumento de 1,2% face ao mesmo mês de 2017. 

Os passageiros com origem no estrangeiro foram 23 865, e os com origem noutras regiões do território nacional foram 71 279, implicando uma diminuição homóloga de 10,1% e um aumento homólogo de 0,9%, respectivamente.

Os levantamentos em caixas ATM atingiram em Junho, nos Açores, um montante total de 53 782 mil euros, um aumento homólogo de 2,0%. 

Destes, 49 289 mil euros são de levantamentos nacionais (um aumento homólogo de 1,8%) e 4 493 mil euros dizem respeito a levantamentos internacionais, o que representa um aumento de 3,7%.

Só de Setembro a Março deste ano SATA agravou o seu passivo em mais de 100 milhões de euros

sata 321 neoSó de Setembro do ano passado a Março deste ano a SATA agravou o seu passivo em 106 milhões de euros.

De acordo com uma análise às contas trimestrais da SATA, enviadas pelo governo ao parlamento esta semana, percebe-se que a SATA Air Açores agravou o seu passivo de 59,9 milhões de euros em Setembro do ano passado para 120 milhões em Março deste ano, quase o dobro.

Por sua vez, na SATA Internacional a evolução do passivo foi de 96,7 milhões de euros em Setembro passado para 150,6 milhões de euros em Março deste ano.

A comparação com setembro tem a ver com o facto de apenas se conhecerem até setembro as contas do ano passado.

O governo enviou ao parlamento apenas os relatórios de Janeiro a Setembro, faltando o último trimestre.

Outro dado que ressalta à vista nas contas do primeiro trimestre deste ano é a evolução da dívida a fornecedores na SATA Air Açores, que passou de 15,8 milhões de euros para 19, 3 milhões de euros.

Outro dado importante na SATA Air Açores é a rubrica “Outras contas a receber”, que se presume seja do governo, que sobe de 40,4 milhões de euros para 75,2 milhões de euros, provavelmente pagamentos em atraso.

Na SATA Internacional a subida, na mesma rubrica, é de 21,3 milhões de euros para 43,7 milhões, mais do dobro, não se percebendo o porquê destes valores, que normalmente vêm explicados no relatório de gestão, mas que não foram revelados pelo governo.

Outro dado surpreendentemente elevado são os FSE (Fornecimento de Serviços Externos), que incluem os alugueres de aviões, que custaram 25,5 milhões de euros, para uma facturação de apenas 20,6 milhões de euros.

Os custos com pessoal foram mais 7,9 milhões de euros.

Analisando as contas até Março, já é certo que os resultados são negativos em ambas as empresas: menos 708 mil euros na regional e menos 14,5 milhões na Internacional.

 

Novos aviões da SATA atrasados

 

A Airbus admitiu que não irá conseguir cumprir os prazos de entrega dos novos aviões encomendados pela SATA Azores Airlines, avançou ao Dinheiro Vivo o director comercial da transportadora açoriana, Gavin Eccles. 

A fabricante pediu até 2021 para concluir o pedido. Até lá, a SATA aceitou usar modelos provisórios. 

A companhia aérea tem encomendados quatro A321neoLR (long range) e três A320neo, mas “os modelos LR ainda nem estão no mercado. Só daqui a dois anos”, explicou Gavin Eccles ao Dinheiro Vivo, acrescentando que a entrega deverá estar concluída em 2021. 

Entretanto, a Airbus disponibilizou, em Abril e Maio deste ano, dois novos A321neo à companhia aérea. 

A SATA optou por aeronaves com uma configuração de duas classes. 

No total, têm capacidade para transportar 186 passageiros, dos quais 16 viajam em classe executiva e 170 em económica. 

Ao que indica o director comercial da SATA, a principal diferença destes aviões está no facto de o consumo de combustível ser mais reduzido. 

Comparativamente aos aviões antigos (A321), Gavin Eccles diz estar já a assistir a uma poupança de 50% por voo. 

 

SATA relança programa Stopover 

 

Este ano, a SATA prepara-se também para relançar o programa Stopover nas viagens entre os Estados Unidos da América e Portugal. 

“É uma oportunidade para os norte-americanos conhecerem os Açores a caminho de Portugal pelo preço de um único bilhete”, reconhece o director comercial da companhia nas declarações àquele jornal digital.

O programa foi originalmente lançado há cinco anos, mas esteve na sombra. 

O que é que falhou da primeira vez? “A comunicação”, reconhece Gavin Eccles . 

O website oficial do Stopover da Azores Airlines estará concluído daqui a “umas semanas”, revelou. 

Para a operação de Verão, a estratégia da companhia passa pela “consolidação da frequência de voos em destinos para onde já voávamos”, explica o responsável, referindo-se a Boston, Providence e Oakland, nos EUA, e a Toronto e Montreal, no Canadá. 

A SATA abriu ainda uma operação sazonal para Londres. 

Estão disponíveis voos semanais directos, aos Sábados, do Aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada, para a capital do Reino Unido.