Função Pública regional está a perder empregos

grafico função publicaA administração pública, que foi durante muitos anos o sector que criou mais empregos na Região, apresenta agora uma quebra significativa, que vem desde Março de 2017 e se acentuou no último ano com uma perca de 2,5% no total da administração pública e de forma mais acentuada na saúde com uma descida de 14,5%.

Esta significativa diminuição na oferta de postos de trabalho no sector público tem grafico turismo 1contribuído para que não se verifique uma maior recuperação da taxa de desemprego, nos últimos trimestres.

De acordo com os dados distribuídos pelo SREA, o sector que, nos últimos tempos, mais tem contribuído para a criação de postos de trabalho tem sido o comércio e serviços, com uma variação positiva de 18% relativamente ao primeiro trimestre do ano passado.

O turismo apresenta um ritmo inconstante, porventura em consequência da sazonalidade do sector. 

A construção tem vindo a registar alguns sinais de melhoria, mas porventura pouco sólidos, tendo em conta as preocupações da direcção da AICOPA e a queda da venda de cimento (- 8,7% de Janeiro a Março deste ano).

A agricultura, outro sector em dificuldade, também se repercute nos postos de trabalho, registando, no último ano, uma diminuição de 4,4% no número de funcionários.

A diminuição de funcionários públicos pode estar, também, a contribuir para a desaceleração da inflação, uma vez que a função pública sempre foi o sector com maior poder de compra e é possível que se venha a influenciar, também, no PIB.

 

Texto e gráficos de Rafael Cota

Nacionais fazem subir dormidas em todos os estabelecimentos hoteleiros em Março

Turistas de cruzeiroTurista estrangeiro está a fugir dos Açores 

Na Região Autónoma dos Açores, no mês de Março, no conjunto dos estabelecimentos hoteleiros, turismo no espaço rural e alojamento local, as dormidas atingiram 161,0 mil dormidas, representando um acréscimo homólogo de 7,2%, revelou ontem o SREA. 

De Janeiro a Março de 2019, no conjunto dos estabelecimentos hoteleiros (hotéis, hotéis-apartamentos, apartamentos turísticos e pousadas), do turismo no espaço rural e do alojamento local da Região Autónoma dos Açores registaram-se 367,0 mil dormidas, valor superior em 11,4% ao registado em igual período de 2018.

De Janeiro a Março, os residentes em Portugal atingiram cerca de 215,0 mil dormidas, correspondendo a um acréscimo homólogo de 18,8%; os residentes no estrangeiro atingiram 152,0 mil dormidas, registando um aumento em termos homólogos de 2,5%.

Neste período registaram-se 126,4 mil hóspedes, apresentando uma taxa de variação positiva de 13,6% relativamente ao mesmo período de 2018.

No país, em Março, as dormidas registaram um decréscimo em termos homólogos de 0,2% e de Janeiro a Março de 2019 apresentaram uma variação homóloga positiva de 0,7%. 

 

Forte queda na Terceira

 

Em termos de variações homólogas acumuladas, de Janeiro a Março, as ilhas da Graciosa, de São Miguel, do Faial, das Flores e do Pico, apresentaram variações homólogas positivas, respectivamente de, 34,2%, 20,8%, 12,7%, 12,0% e 11,1%. As ilhas da Terceira, de Santa Maria e de São Jorge, apresentaram variações homólogas negativas, respectivamente de, 17,3%, 16,3% e 5,8%.

A ilha de S. Miguel com 266,2 mil dormidas concentrou 72,5% do total das dormidas, seguindo-se a Terceira com 56,8 mil dormidas (15,5%), o Faial com 17,8 mil dormidas (4,9%) e o Pico com 9,6 mil dormidas (2,6%).

 

Queda de estrangeiros em Março

 

Na Região Autónoma dos Açores, no mês de março, os estabelecimentos hoteleiros registaram 121,7 mil dormidas, representando um acréscimo homólogo de 1,5%. 

As dormidas dos residentes em Portugal aumentaram 13,2% e as dormidas dos residentes no estrangeiro diminuíram 13,1%.

Os proveitos totais atingiram 5,2 milhões de euros e os proveitos de aposento 3,6 milhões de euros, correspondendo a variações homólogas positivas, respectivamente, de 5,7% e de 5,3%. 

 

EUA e Canadá sobem e Alemanha e Espanha descem

 

De Janeiro a Março, os residentes em Portugal atingiram cerca de 169,7 mil dormidas (62,5% do total) e os residentes no estrangeiro 102,0 mil (37,5% do total).

De Janeiro a Março, o mercado norte-americano (EUA e Canadá) com cerca de 36,7 milhares de dormidas representou 13,5% das dormidas totais e 36,0% das dormidas dos não residentes, apresentando uma variação homóloga acumulada de 15,3%. 

O mercado alemão com cerca de 25,4 milhares concentrou 9,4% do total das dormidas, representou por outro lado, 24,9% das dormidas dos não residentes em Portugal e registou uma variação homóloga acumulada negativa de 8,7%. 

 

Apenas três ilhas a subir

 

Em termos de variações homólogas acumuladas, de Janeiro a Março, as ilhas que apresentaram variações homólogas positivas foram as ilhas da Graciosa, de São Miguel e do Pico, com variações respectivamente de, 37,8%, 10,0% e 4,7%.

As ilhas do Corvo, de Santa Maria, da Terceira, de São Jorge, das Flores e do Faial, apresentaram variações negativas respectivamente de, 34,1%, 22,0%, 22,0%, 16,3%, 8,8% e 2,5%.

A ilha de S. Miguel com 196,2 mil dormidas concentrou 72,2% do total das dormidas, seguindo-se a Terceira com 46,0 mil dormidas (16,9%) e o Faial com 11,3 mil dormidas (4,2%).

 

Taxa de ocupação-cama diminuiu



Em Março, a taxa de ocupação-cama atingiu 37,8%, valor inferior em 1,3 p.p. em relação ao mês homólogo do ano anterior. 

A taxa de ocupação-cama no país atingiu 41,9%.

A taxa de ocupação-quarto no mês de Março atingiu 45,6%.

A estada média foi de 3,03 noites, tendo registado um aumento de 3,4% em relação a Março de 2018. 

No país a estada média foi de 2,56 noites.

 

Proveitos sobem



Os proveitos totais nos estabelecimentos hoteleiros, de Janeiro a Março de 2019, atingiram 11,6 milhões de euros, tendo os proveitos de aposento atingido, no mesmo período, 7,9 milhões de euros. 

Estes valores correspondem a variações homólogas positivas de 5,3% e de 3,6%, respectivamente; para o total do país em igual período, os proveitos totais e os de aposento apresentaram variações homólogas positivas de 4,9% e de 3,2%, respectivamente.

Em Março, os proveitos totais e os proveitos de aposento apresentaram variações homólogas positivas, respectivamente de, 5,7% e 5,3%. Para o total do país, as variações foram respectivamente, de 2,7% e de 0,7%.

As ilhas de São Miguel, Terceira e Faial foram as que maior peso tiveram nos proveitos totais, respectivamente com 75,3%, 13,7% e 4,3%. 

Em Março, o rendimento médio por quarto disponível (Revenue Per Available Room) foi de 23,5 euros, apresentando uma variação homóloga positiva de 0,9%. 

De Janeiro a Março, o RevPAR foi de 20,7 euros, apresentando uma variação homóloga positiva de 12,7%.

No país, o RevPAR de março e em termos acumulados foram respectivamente de 37,4 euros e de 31,4 euros.

Em Março, o rendimento médio por quarto utilizado (Average Daily Rate) foi de 51,7 euros.

Dois cruzeiros hoje em Ponta Delgada com mais de 6 mil passageiros e tripulantes

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O mês de Maio de 2019 ficará gravado em letras douradas na já longa história do turismo de cruzeiros nos Açores, pois permitiu, para além dos excelentes números de escalas, a obtenção de um novo recorde de visitantes num mesmo dia.

Essa situação verificou-se no passado dia 4 do corrente, quando Ponta Delgada recebeu a escala simultânea de quatro navios de cruzeiros, que, globalmente, trouxeram até à ilha de São Miguel 10.316 passageiros e 4.589 tripulantes, num dia marcado ainda por outros dois interessantes acontecimentos.

Foi a primeira vez em Portugal e mesmo na Europa que estiveram juntos no mesmo porto três navios da conceituada operadora norte-americana Norwegian Cruise Line.

Em segundo lugar foi quebrado o recorde de 2015, quando o Quantum of the Seas trouxe ao terminal de cruzeiros das Portas do Mar 5.580 visitantes, pois o Norwegian Epic tinha a bordo nesta sua escala  5.702 visitantes.

 

12 mil passageiros e 6.700 tripulantes até ao fim do mês

 

Até ao final do corrente mês haverá nos três principais portos da região dez escalas com um previsão global de 12.000 passageiros e 6.700 tripulantes.

Assim, já hoje, teremos em Ponta Delgada mais dois navios de cruzeiros que, globalmente, trazem a São Miguel 4.816 passageiros e 1.965 tripulantes. 

Natural destaque para a escala inaugural do MARELLA EXPLORER, da operadora inglesa Marella Cruises, uma das empresas do grupo alemão TUI.

A passagem por Ponta Delgada faz parte de um roteiro transatlântico, iniciado em Bridgetown, nos Barbados, no passado dia 28 de Abril, e que para além das escalas em Ponta Delgada e Horta contempla paragens em algumas alguns portos das Caraíbas, França e  Bélgica, antes de terminar o cruzeiro no próximo dia 18, em Newcastle, na Grã-Bretanha. Neste itinerário o navio transporta 1871 passageiros.

Construído nos estaleiros de Meyer Werft, em Papenbourg, em 1996, como Galaxy, foi o segundo navio da classe Century construido para a Celebrity Cruises 

Em 2008, após cerca de doze anos de serviço como Galaxy,  foi renomeado como Celebrity Galaxy, tendo em Maio de 2009 sido transferido para a frota da TUI Cruises, uma joint venture entre a TUI AG e o grupo RCI.

Em virtude dessa transferência foi renomeado Mein Schiff,  em 15 de Maio de 2009, e Mein Schiff 1, em Novembro de 2010.

Finalmente, em 2018, passou a integrar a frota da Marella Cruises, passando então para o actual nome.

Possui 76.998 toneladas de arqueação bruta, 259,70 metros de comprimento, 32,20 metros de boca e um calado de 7.70 metros, possuindo 10 decks destinados aos passageiros.

Em ocupação normal tem capacidade para alojar 1.994 passageiros, sendo a sua tripulação composta por 904 tripulantes.

 

Esmerald Princess com cerca de 3 mil passageiros

 

O segundo navio a visitar a nossa cidade nesse dia é o EMERALD PRINCESS, da reconhecida companhia de cruzeiros Princess Cruises, sediada em Seattle.

Esta escala integra-se num cruzeiro transatlântico de 22 noites, entre Fort Laudardale, na Florida, e Civitavecchia, em Itália, onde aquele luxuoso paquete ficará sediado na temporada de verão que agora irá começar.

Neste itinerário transatlântico o navio transporta 2945 passageiros e 1185 tripulantes.

Inaugurado em Maio de 2007, foi construído na Itália, pelos estaleiros Fincantieri, em Monfalcone.

Tem 290 metros de comprimento, 36 metros de boca e 8 metros de calado. Possui 113,500 mil toneladas de arqueação bruta e tem capacidade máxima para 3500 passageiros e 1223 tripulantes.

Disponibiliza 15 decks para passageiros, onde se situam os 11105 camarotes exteriores e os 452 interiores.

 

Brilliance of the Seas domingo 

em Ponta Delgada

 

Para domingo, está agendada a passagem em Ponta Delgada do BRILLIANCE of the SEAS, segundo navio da classe Radiance,  da Royal Caribbean International.

Esta passagem  em Ponta Delgada resulta de uma viagem transatlântica de 15 noites entre Tampa, na Florida, e Amesterdão, na Holanda, contemplando igualmente escalas em Waterfor e Cork, na Irlanda, e Zeebrugge, na Bélgica.

Inaugurado em Agosto de 2002, foi construído na Alemanha pelos estaleiros Meyer Werft, em Papenburg.

Possui 90.090 toneladas de arqueação bruta. Tem 293 metros de comprimento, 32,2 metros de boca e 8,5 metros de calado e tem capacidade para acomodar 2500 passageiros e 858 tripulantes. Disponibiliza 12 decks para passageiros aonde se situam tos os aposentos para passageiros, 817 exteriores e 233 interiores.

Para o dia 17, está marcada a escala do BLACK WATCH, da popular operadora inglesa Fred Olsen Cruise Line.

Esta visita resulta de um interessante cruzeiro de 13 noites, iniciado em Liverpool, denominado “Cidades de Portugal”, e que inclui, para além de P Delgada, escalas nas cidades da Horta, Praia da Vitória, Lisboa e Leixões.

Construído em 1972, nos estaleiros Wartsila, na Finlândia, foi o primeiro navio de um trio de encomendas para a já extinta companhia Royal Viking Line. Foi inaugurado como Royal Viking Star, e era de menores dimensões e capacidade do que a actualidade, pois acabou por ser aumentado (1981) em cerca de 28 metros.

Desde então, já assumiu outras designações, em virtude de ter sido adquirido ou transferido para outras companhias. Até à denominação actual, o Black Watch já navegou como Westward e também como Star Odyssey.

Possui 205 metros de comprimento, 25 metros de boca e 7,3 metros de calado. Desloca 28,613 toneladas de arqueação bruta e tem capacidade máxima para acomodar 800 passageiros com 380 tripulantes.

 

Disney Magic regressa a 19 

 

O dia 19 marca o regresso a Ponta Delgada do DISNEY MAGIC, o mais antigo paquete da conceituada operadora Disney Cruise Line.

O navio estará a fazer um roteiro transatlântico, iniciado em Miami, no dia 12, e que irá terminar em Barcelona, no próximo dia 25, contemplando escalas igualmente em Lisboa, Málaga, Cádiz e Cartagena.

Inaugurado em 1998, o DISNEY MAGIC foi construído na Itália pelos estaleiros Fincantieri, em Monfalcone.

Como principais características, salientamos os 294 metros de comprimento, 32,2 metros de boca, 8 metros de calado, 83 mil toneladas de arqueação bruta e capacidade máxima para 1800 hóspedes em ocupação normal e 900 tripulantes. O navio disponibiliza 11 decks para passageiros, com um total de 875 cabines.

Orientado para os mais novos e para o universo Disney, o navio surpreende pelas suas linhas exteriores,  influenciadas pelos grandes paquetes dos anos 30, sendo igualmente de destacar o seu colorido.

Para o dia 23 está a agendada o regresso a Ponta Delgada do luxuoso navio de cruzeiros SEVEN SEAS NAVIGATOR, um dos navios da famosa operadora Regent Seven Seas Cruises, uma das empresas “Premium” do grupo Norwegian Cruise Line Holdings Lda, que no início do mês esteve em Ponta Delgada e na Horta.

Esta escala em Ponta Delgada está inserida num cruzeiro “east bound” de 15 noites, iniciado em Nova York, no dia 15, e que contempla igualmente paragens em Brest e Cherbourg, na França, e Zeebrugge, na Bélgica, antes de terminar o itinerário em Amesterdão, no próximo dia 29.  

Construído em 1999 nos famosos estaleiros Moriotti, em Itália, o SEVEN SEAS NAVIGATOR possui 28.803 toneladas de deslocamento. As suas dimensões são 170,6 metros de comprimento, 24,8 metros de boca e um calado de 7,5 metros. Tem capacidade para receber até 504 passageiros, sendo a sua tripulação composta por 326 elementos.

As escalas do mês de Maio irão terminar no próximo dia 31 com a segunda visita a Ponta Delgada  do OCEAN DREAM, navio que opera pela ONG nipónica Peace Boat, e que passou pela primeira vez em Ponta Delgada a 14 de Outubro de 2015.

Antigo navio da Carnival, o OCEAN DREAM navega agora sob a bandeira daquela organização japonesa que se dedica a promover a paz pelo mundo, bem como os direitos humanos e respeito pelo meio ambiente.

Anualmente aquela organização organiza três voltas ao mundo com a duração de pouco mais de 3 meses e que permite aos seus passageiros e voluntários percorrer muitos portos ao longo do seu itinerário, estando neste momento a realizar  a sua 101ª viagem global, iniciada a 20 de Abril, na cidade japonesa de Yokohama, e que terá o seu fim no próximo dia 2 de Agosto, na cidade de Osaka, igualmente no Japão.  

Construído em 1981 nos estaleiros Aalborg Vaerft, em Aalborg, na Dinamarca, sob o nome Tropicale, foi o primeiro navio de cruzeiros mandado construir pela Carnival.

Esteve ao serviço da mesma até 2001, quando foi transferido para Costa Cruzeiros, que na altura já era uma subsidiária da Carnival, passando a chamar-se Costa Tropicale.

Em 2005 foi novamente transferido, desta vez para P&O Austrália, aonde se manteve com o nome de Pacific Star até ser adquirido pela Royal Caribbean, em 2008, e entregue à Pullmantur, onde se manteve até ao final de 2011, quando foi adquirido pela Maritime Holdings Group, e passando a operar pela Peace Boat.

O OCEAN DREAM possui 204 metros de comprimentos, 26,3 metros de boca, deslocando 33.350 Gros. Ton. Tem capacidade máxima para 1400 passageiros e possui uma tripulação de 500 elementos.

Muito embora seja um navio com 38 anos de existência e, fruto das diversas reconversões que sofreu, mantém uma excelente qualidade em todos os seus espaços, a fim de poder cativar, principalmente no mercado nipónico, passageiros e voluntários para as suas viagens pelo globo.

Nestes itinerários os seus convidados podem viver, aprender e relaxar num ambiente muito calmo, ao mesmo tempo que viajam por alguns dos lugares mais exóticos do planeta. 

Durante cada viagem a Peace Boat organiza uma série de actividades educacionais, incluindo conferências e palestras  por oradores convidados, ao mesmo tempo que existem aulas de línguas (japonês, inglês e espanhol) permitindo assim que todos possam aprender algo de novo enquanto viajam.

 

 

Falta de investimento público “gera pânico” na construção civil

construção civilA AICOPA (Associação dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas dos Açores) acaba de chamar a atenção para “a situação dos concursos de empreitadas de obras públicas, em 2019, que está a caminhar de encontro a um rumo de clara insegurança”.

Em nota da sua Direcção, enviada ontem à tarde ao nosso jornal, a AICOPA diz que “tem vindo a acompanhar, como habitualmente, a evolução do sector da construção civil, chamando a atenção dos responsáveis para as possíveis ameaças e entraves a que o sector se sujeita”.

Terminado que está o primeiro quadrimestre de 2019, aquela associação apurou que, entre concursos públicos e ajustes directos, foram lançados um total de 58 milhões de euros de trabalho no sector da construção. 

“Estranhamente”, confrontando estes valores com os períodos homólogos de anos anteriores, comprova-se que o 1º quadrimestre de 2019 teve uma performance satisfatória, afirma a AICOPA.

E acrescenta: “No entanto, e como nota de ressalva, do valor dos concursos de empreitadas de obras públicas do 1º quadrimestre na ordem dos 58 milhões de euros, forçoso será esclarecer que parte significativa deste valor (45 milhões) corresponde a concursos lançados no ano anterior e primeiro quadrimestre de 2019 que não foram adjudicados a nenhuma entidade, pelo facto de nenhum concorrente ter apresentado uma proposta que se encaixasse no preço base do concurso. Na realidade, o valor dos concursos públicos de empreitadas de obras públicas lançados este ano perfaz apenas o montante de 13 milhões de euros de trabalho lançado na Região”.

Estando a par desta situação, a AICOPA expressa “a sua preocupação face à instabilidade do sector no decorrer do primeiro quadrimestre de 2019” e afirma que “a incerteza com que a construção convive actualmente na Região, influenciada por estes factores, gera um clima de instabilidade e inquietação entre os agentes do sector, abalando a sua confiança, e por conseguinte, colocando em causa a sustentabilidade das empresas”.

“Este cenário gera pânico para quem vive no sector da construção, sector este que ao longo dos anos tem sofrido o flagelo da recessão económica, onde os preços praticados já estão comprovadamente desajustados da realidade, aliado ao decréscimo de investimento público, vai culminar num desfecho desfavorável para a economia da construção e por conseguinte da RAA”, lê-se na nota.

E conclui: “A AICOPA sensibiliza as autoridades políticas da RAA para a necessidade de se tomar medidas eficazes de forma a mitigar a instabilidade instalada no sector”. 

 

Quedas na venda de cimento

 

As preocupações do sector da construção civil dos Açores estão reflectidas nas vendas de cimento na região, que costumam ser um indicador das obras.

Depois de um ano em queda, o primeiro trimestre deste ano não melhorou, já que foram vendidas 29.753 toneladas de cimento, quando no mesmo período do ano anterior, que já tinha sido mau, foram 32.587 toneladas.

Isto corresponde a uma queda de 8,7% nos últimos três meses e de menos 4,43% em relação aos últimos 12 meses.

o mês de Fevereiro voltou a bater o recorde deste ano em queda de vendas, com 9.180 toneladas vendidas (9.494 em Fevereiro do ano passado).

Açores mantêm-se com a segunda taxa de desemprego mais alta do país

desemprego março 19A taxa de desemprego nos Açores diminui para 8,4% no primeiro trimestre deste ano, mas foi ultrapassada pela Madeira (7%), que habitualmente tinha a taxa mais alta.

Agora é o Algarve que ficou com a taxa mais alta (9,4%), seguindo-se os Açores.

Relativamente ao trimestre homólogo, a população desempregada desceu 5,8% (menos 631 desempregados), a população empregada cresceu 0,3% (mais 289 empregos)  e a taxa de desemprego reduziu 0,5 pontos percentuais. 

 

População activa diminuiu

 

A população activa estimada para este trimestre, 122.079 indivíduos, apresenta um decréscimo de 0,3% relativamente ao trimestre homólogo e um aumento de 0,9% relativamente ao trimestre anterior.

A taxa de actividade no 1º trimestre, tomando como referência a população total, é 50,3%, igual à do trimestre homólogo e superior em 0,3 p.p. à do trimestre anterior.

A taxa de actividade (15-64 anos) é de 70,2% neste trimestre, superior em 0,5 p.p. à do trimestre anterior e igual à do trimestre homólogo.

A subutilização do trabalho apresentou decréscimos de 8,5%, comparando com o mesmo trimestre de 2018, e de 0,7%, comparando com o 4º trimestre de 2018.

A população empregada no 1º trimestre é estimada em 111.779 trabalhadores, aumentando 0,3% (mais 289 trabalhadores) relativamente ao trimestre homólogo e 1,0% (mais 1.121 empregos) em relação ao trimestre anterior.

A taxa de emprego (15-64 anos) é de 64,1% neste trimestre, com aumento de 0,3 p.p. relativamente ao trimestre homólogo e 0,5 p.p. relativamente ao trimestre anterior. 

Analisando por sectores de actividade verifica-se que, no sector primário, o emprego apresenta decréscimos nas duas comparações (4,4% homóloga e 5,5% trimestral). No sector secundário o emprego cresce, quer em termos homólogos (6,7%) quer trimestralmente (1,1%). 

No sector dos serviços, o emprego diminui 0,4% relativamente ao trimestre homólogo e aumenta 2,0% comparando com o trimestre anterior. 

Do total de pessoas que, no 4º trimestre de 2018, se encontravam desempregadas, 51,8% saíram dessa situação no 1º trimestre de 2019, sendo que 20,0% se tornaram empregadas/os e 31,8% transitaram para a inactividade.

Do total de pessoas com 15 e mais anos que, no 4º trimestre de 2018, eram consideradas inactivas, 4,0% transitaram para o emprego e 1,8% transitaram para o desemprego, no 1º trimestre de 2019.

No 4º trimestre de 2018, do total de pessoas consideradas empregadas, 94,0% mantiveram essa situação no 1º trimestre de 2019. 

Assim 6,0% deixaram de manter o emprego, tendo 4,7% saído para a inactividade e 1,3% para o desemprego.

 

Desemprego acima da média nacional

 

A taxa de desemprego no 1º trimestre de 2019 foi de 8,4%. 

Este valor é inferior em 0,5 pontos percentuais (p.p.) relativamente ao do trimestre homólogo e em 0,1 p.p. ao do trimestre anterior.

Neste trimestre, a população desempregada nos Açores, estima-se em 10.300 indivíduos, menos 631 desempregados que no trimestre homólogo e mais 2 que no trimestre anterior.

A nível nacional, a taxa de desemprego no 1º trimestre de 2019 é de 6,8%, um aumento de 0,1 p.p. comparando com o trimestre anterior e uma diminuição de 1,1 p.p. relativamente ao trimestre homólogo.