Turismo cai na Hotelaria Tradicional e aumenta no Turismo Rural

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Segundo o IAT-Açores (Indicador Avançado de Turismo, criado pelo SREA), as dormidas na Hotelaria Tradicional durante o mês de Agosto, 2ª estimativa, terão sido aproximadamente 254 mil, novamente uma queda no melhor mês da época alta.

O Turismo em Espaço Rural registou em Julho 13.609 dormidas. 

Com efeito, com base no modelo econométrico desenvolvido pelo SREA e na informação disponível até à data, nomeadamente a evolução do número de passageiros aéreos desembarcados e o valor dos levantamentos em caixas multibanco, estima-se que o número de dormidas na Hotelaria Tradicional dos Açores durante o mês de Agosto terá sido de 254 mil.

Comparando com o valor divulgado para Agosto de 2017, esse valor reflecte uma diminuição de 1% em termos homólogos. 

Por sua vez, no mês de Julho, se a taxa de resposta fosse semelhante à do período homólogo, as dormidas seriam aproximadamente 13.609 e os hóspedes 3.806 – aumentos de 19,8% e 16,5%, respectivamente, face ao mesmo mês de 2017, no qual se verificaram 11.360 dormidas e 3.268 hóspedes. 

No trimestre que acabou em Julho de 2018 registaram-se 28.001 dormidas, correspondendo a 7.806 hóspedes, o que compara com 23.010 dormidas e 6.627 hóspedes em período homólogo (crescimentos de 21,7% e 17,8%, respectivamente). 

Durante o mês de Julho a taxa líquida de ocupação-cama (TLOC) foi de 53,9%, acima do valor registado no mesmo período de 2017 (44,2%). 

A estada média (EM) foi de 3,6, o que compara com 3,5 em período homólogo. 

O IAT-Açores é um indicador avançado construído para estimar a evolução geral da actividade económica no sector do turismo, na Região Autónoma dos Açores, utilizando como proxy o número de dormidas.

Como todas as estimativas, ela implica uma margem de erro, pelo que o seu valor deve servir sobretudo para antecipar o crescimento ou decrescimento da actividade económica e a respectiva ordem de grandeza. 

O IAT-Açores é construído com base num modelo econométrico que incorpora um modelo ARIMA, isto é, um modelo diferencial com componentes de média móvel e de auto-regressão, sobre o número de dormidas em estabelecimentos da Hotelaria Tradicional dos Açores (hotéis, hotéis-apartamentos, apartamentos turísticos e pousadas), e ainda sobre duas variáveis exógenas, nomeadamente o valor dos levantamentos em caixas multibanco e o número de passageiros aéreos desembarcados nos aeroportos dos Açores.

 

Houve “múltiplas interferências” e “quebra grave no protocolo”

hospital angraConforme a carta de demissão que publicamos na nossa edição do passado Sábado, a Presidente do Hospital de Angra do Heroísmo, Olga Freitas, a determinada altura escreve que “as indecisões em nada abonam a favor do bom funcionamento da Administração, aliás, como ficou provado na noite de 2 de fevereiro de 2017 com a indecisão da médica reguladora Dra. Manuela Henriques”.

A médica visada enviou ontem ao nosso jornal, com o pedido de publicação, a seguinte carta:

“Esclarecimento público ao caso ocorrido a 2 de Fevereiro de 2017,  em funções de regulação médica da SIV.

Apesar de haver exposto, logo após o acontecido, ao meu superior, todos os factos ocorridos e de, mais recentemente, ter prontamente respondido em processo de averiguações por parte da inspeção da saúde, vejo-me, infelizmente, moralmente obrigada a partilhar ao público geral alguns factos. 

Àquela data, encontrava-me a cumprir funções que me haviam sido confiadas, de regulação médica da SIV, funções essas que incluíam a decisão e priorização do transporte de vítimas, de acordo com ferramentas próprias protocoladas para esse efeito, contextualizadas com base em conhecimentos prévios e informações fornecidas pelos médicos referenciadores, que avaliam e monitorizam previamente as vítimas. 

Saliento que sempre desempenhei essas funções com responsabilidade e zelo, ciente da sua importância fulcral, tendo por base conhecimentos adquiridos na minha especialização em medicina intensiva e na vasta experiência de tratamento de doentes críticos, avaliação de prognósticos e elaboração de planos terapêuticos. 

Vendo sugerido que da minha parte teria havido indecisão e demora de atuação, mais informo que indecisão nunca houve, sendo que a demora eu mesma a lamentei e justifiquei nessa mesma ocasião, tendo resultado das múltiplas interferências, não só diretamente comigo, mas com grande parte dos intervenientes no processo, culminando numa decisão tomada por outro que não o médico regulador, como seria da sua competência e obrigação. 

Considerando ter havido uma quebra grave no protocolo, ciente de que poderiam ter havido consequências para as vítimas, o que felizmente não se verificou, decidi que desde essa data não poderia mais colaborar com a proteção civil no desempenho dessas funções. 

Sem mais a acrescentar, continuarei a aguardar, conforme prometido pelo nosso Exmo. Presidente do Governo, as conclusões do processo de averiguações.

 

Ponta Delgada 24/09/2018

 Manuela Henriques.” 

 

Turismo caiu nos Açores de Janeiro a Julho, mas proveitos aumentaram

turistas1Tal como já tinha sido manifestado ao nosso jornal pelo líder dos empresários açorianos, começa a ser motivo de preocupação a queda do turismo este ano nos Açores. Sabia-se que não teríamos crescimentos de dois dígitos como no ano passado, mas ninguém previa que se registasse uma inversão tão brusca este ano, motivada, pelo que se vê nos números agora revelados, pela forte queda de estrangeiros, sobretudo alemães, o nosso tradicional principal mercado emissor. Nem tudo são más notícias, porque, apesar de menos dormidas, houve mais dinheiro em proveitos. Resta agora saber onde estão as causas e como as ultrapassar.

 

De Janeiro a Julho de 2018, nos estabelecimentos hoteleiros da Região Autónoma dos Açores (hotéis, hotéis-apartamentos, apartamentos turísticos e pousadas) registaram-se 1.019,4 mil dormidas, valor inferior em 0,4% ao registado em igual período de 2017, revelou ontem o SREA.

De Janeiro a Julho, os residentes em Portugal atingiram cerca de 460,5 mil dormidas, correspondendo a um acréscimo homólogo de 5,3%; os residentes no estrangeiro atingiram 558,8 mil dormidas, registando uma diminuição em termos homólogos de 4,7%.

Neste período registaram-se 349,9 mil hóspedes, apresentando uma taxa de variação positiva de 2,2% relativamente ao mesmo período de 2017. 

No país, apresentaram uma variação de 1,6%. 

 

Estrangeiros responsáveis pela queda

 

As dormidas dos residentes em Portugal aumentaram 2,1% no mês de Julho relativamente ao mês homólogo e aumentaram 5,3% de Janeiro a Julho, comparativamente a igual período de 2017. As dormidas dos residentes no estrangeiro registaram uma diminuição de 4,2% no mês de Julho e uma diminuição de 4,7% em termos acumulados. No país, em Julho, as dormidas registaram um decréscimo em termos homólogos de 2,8%, e de Janeiro a Julho apresentaram uma variação negativa de 0,3%.

 

Forte queda dos alemães

 

De Janeiro a Julho, os residentes em Portugal atingiram cerca de 460,5 mil dormidas (45,2% do total) e os residentes no estrangeiro 558,8 mil (54,8% do total). 

O mercado alemão com cerca de 130,3 milhares concentrou 12,8% do total das dormidas, representou por outro lado, 23,3% das dormidas dos não residentes em Portugal e registou uma variação homóloga acumulada negativa de 11,4%. 

De Janeiro a Julho, o mercado norte-americano (EUA e Canadá) com cerca de 119,1 milhares de dormidas representou 11,7% das dormidas totais e 21,3% das dormidas dos não residentes, apresentando uma variação homóloga acumulada de 8,3%.

 

Apenas Corvo e Pico cresceram

 

Em termos de variações homólogas acumuladas, de Janeiro a Julho, as ilhas que apresentaram variações homólogas positivas foram as ilhas do Corvo e do Pico, com variações respectivamente de, 18,4% e 6,0%. 

As ilhas de São Miguel, de Santa Maria, do Faial, da Terceira, da Graciosa, das Flores e de São Jorge, apresentaram variações negativas respectivamente de, 0,5%, 0,6%, 0,8%, 1,0%, 2,7%, 3,1% e 3,3%.

A ilha de S. Miguel com 706,3 mil dormidas concentrou 69,3% do total das dormidas, seguindo-se a Terceira com 167,2 mil dormidas (16,4%) e o Faial com 60,5 mil dormidas (5,9%).

Em Julho, a taxa de ocupação-cama atingiu 70,9%, valor inferior em 3,7 p.p. em relação ao mês homólogo do ano anterior. A taxa de ocupação-cama no país atingiu 65,4%.

A taxa de ocupação-quarto no mês de Julho atingiu 78,2%.

A estada média foi de 3,03 noites, tendo registado uma diminuição de 4,1% em relação a Julho de 2017. No país a estada média foi de 3,09 noites.

 

Menos dormidas, mas mais dinheiro

 

Os proveitos totais nos estabelecimentos hoteleiros, de Janeiro a Julho de 2018, atingiram 53,2 milhões de euros, tendo os proveitos de aposento atingido, no mesmo período, 39,5 milhões de euros. Estes valores correspondem a variações homólogas positivas de 9,1% e de 12,0%, respectivamente; para o total do país em igual período, os proveitos totais e os de aposento apresentaram variações homólogas positivas de 8,3% e de 9,2%, respectivamente.

Em Julho, os proveitos totais e os proveitos de aposento apresentaram variações homólogas positivas, respectivamente de, 8,0% e 13,4%. Para o total do país, estas variações são, respectivamente, de 6,0% e de 6,8%.

As ilhas de São Miguel, Terceira e Faial foram as que maior peso tiveram nos proveitos totais, respectivamente com 72,9%, 13,0% e 6,4%.

 

Quartos mais caros

 

Em Julho, o rendimento médio por quarto disponível (Revenue Per Available Room) foi de 74,1 euros, apresentando uma variação homóloga positiva de 10,3%. 

De Janeiro a Julho, o RevPAR foi de 39,2 euros, apresentando uma variação homóloga positiva de 8,4%.

No país, o RevPAR de Julho e em termos acumulados foram respectivamente de 77,6 euros e de 49,4 euros.

Em Julho, o rendimento médio por quarto utilizado (Average Daily Rate) foi de 94,7 euros.

Remodelação no Governo... mas só nas Direcções Regionais

Vasco Cordeiro3O Governo Regional dos Açores anunciou ontem uma remodelação no seu Executivo, mas apenas a nível de Direcções Regionais e alguns organismos públicos.

São seis os directores regionais substituídos e, nas empresas públicas, destaque para a substituição da presidente do Conselho de Administração do Hospital de Angra, Olga Freitas, que foi alvo de um inquérito pelo seu envolvimento na evacuação aérea de um doente seu familiar em S. Jorge.

O Presidente da Porto dos Açores, Fernando Nascimento, também foi substituído. 

Transcrevemos a seguir a nota do Governo distribuída ontem à comunicação social:

“O Presidente do Governo dos Açores decidiu proceder a uma renovação na equipa de directores regionais e de organismos públicos, que inclui alterações ao nível dos seus titulares nas áreas da Solidariedade Social, da Educação, da Cultura, da Saúde, do Turismo e do Desenvolvimento Rural.

Além das alterações nestas direcções regionais, este processo de renovação inclui ainda a nomeação de novos presidentes dos Conselhos de Administração da Portos dos Açores, do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira, da Unidade de Saúde da Ilha Graciosa e do Instituto da Segurança Social dos Açores.

 

 Paulo Fontes na Solidariedade Social

 

Para a Direcção Regional da Solidariedade Social será nomeado o sociólogo Paulo Vitorino Fontes, coordenador da Novo Dia – Associação para a Inclusão Social, responsável pelo Centro de Acolhimento Temporário e de Emergência para Homens, pela Unidade Móvel de Apoio às Pessoas Sem-Abrigo, do Centro de Acolhimento Temporário para Mulheres e Centro Ocupacional.

 

Rodrigo Reis na Educação

 

O cargo de Director Regional da Educação será assumido por Rodrigo Augusto Morais dos Reis, professor que desempenhou funções de Presidente da Comissão de Acompanhamento do Regime de Avaliação do Desempenho do Pessoal Docente nos Açores, tendo sido ainda Presidente do Conselho Executivo da Escola Básica Integrada de Rabo de Peixe, na ilha de São Miguel.

 

 Tiago Lopes na Saúde e Susana Goulart na Cultura

 

Para Directora Regional da Cultura foi escolhida Susana Goulart Costa, doutorada pela Universidade dos Açores e professora de História e Património Cultural nesta instituição, áreas nas quais é autora de diversas obras, sendo ainda deputada à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

Tiago Alexandre dos Santos Lopes, antigo Presidente do Conselho Diretivo da Secção da Região Autónoma dos Açores da Ordem dos Enfermeiros, será o novo Director Regional da Saúde.É licenciado em Enfermagem e detentor de uma pós-graduação em Gestão de Enfermagem em Unidades de Saúde.

 

Cíntia Martins no Turismo

 

A nova Directora Regional do Turismo será Cíntia de Lacerda Ferreira dos Santos Martins, licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, e que exercia funções no Conselho de Administração da Sociedade de Promoção e Reabilitação de Habitações e Infraestruturas, S.A.

 

Valter Braga no Desenvolvimento Rural

 

O novo titular da Direcção Regional do Desenvolvimento Rural será Valter Miguel de Sousa Braga, licenciado em Economia pela Universidade dos Açores e que já desempenhou funções de técnico superior nas direcções regionais dos Assuntos Comunitários da Agricultura e da Agricultura e Desenvolvimento Rural.

 

 Miguel Costa na Portos dos Açores

 

Estas alterações incluem ainda o cargo de Presidente do Conselho de Administração da Portos do Açores, que será assumido por Miguel António Moniz da Costa, que desempenhou funções de Director Regional dos Equipamentos e Transportes Terrestres, de coordenador da Estrutura de Acompanhamento e Coordenação da Concessão Rodoviária em regime SCUT e de representante da Região no Conselho Consultivo de Obras Públicas, Transportes e Comunicações no Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, além de deputado regional e Presidente da Comissão Parlamentar de Economia.

 

 Luísa Melo Alves no Hospital de Angra

 

Para Presidente do Conselho de Administração do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira será nomeada Luísa Melo Alves, substituindo a actual Presidente, que deixa o cargo a seu pedido.

Licenciada em Organização e Gestão de Empresas pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, tem uma Pós-Graduação em Gestão de Recursos Humanos pelo Instituto Superior de Gestão e desempenhava funções de Presidente do Conselho de Administração da Saudaçor - Sociedade Gestora de Recursos e Equipamentos da Saúde dos Açores.

Ao abrigo da legislação em vigor, a escolha dos novos presidentes dos Conselhos de Administração da Portos dos Açores e da Hospital Santo Espírito da Ilha Terceira será comunicada à Assembleia Legislativa para efeitos de audição parlamentar.

 

 Cláudia Silva na Unidade de Saúde da Graciosa

 

O Conselho de Administração da Unidade de Saúde da Ilha Graciosa será presidido por Cláudia Raquel Lourenço Vieira da Silva, economista que desempenha funções de técnica superior, na área da Economia, no Município de Santa Cruz da Graciosa.

 

 Paula Ramos no Instituto de Segurança Social

 

Para Presidente do Conselho Diretivo do Instituto da Segurança Social dos Açores foi escolhida Paula Cristina Pereira de Azevedo Pamplona Ramos, licenciada em Direito, que já desempenhou o cargo de Directora Regional da Solidariedade e Segurança Social e que assumia funções como Vice-presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, com competências delegadas nas áreas da solidariedade social, habitação, urbanismo e recursos naturais.

O Presidente do Governo, Vasco Cordeiro, manifesta o seu público reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pelas personalidades que agora cessam funções”. 

 

PSD aguarda “verdadeira remodelação”

 

O PSD/Açores disse aguardar uma “verdadeira remodelação governamental” no Governo dos Açores e afirmou que as mudanças em direcções regionais anunciadas são “mera troca de cadeiras secundárias”. 

“O Grupo Parlamentar do PSD/Açores aguarda pela verdadeira remodelação governamental para se pronunciar. As alterações anunciadas pelo senhor Presidente do Governo Regional não passam de uma mera troca de cadeiras secundárias”, disse fonte do Grupo Parlamentar social-democrata.

Açores atingem os valores mais altos no licenciamento para reabilitação de edifícios

Ponta Delgada - casasNo 2º trimestre de 2018 foram licenciados 5,6 mil edifícios em Portugal, correspondendo a um acréscimo de 19,1% face ao 2º trimestre de 2017, anunciou ontem o INE.

Também no licenciamento para reabilitação de edifícios todas as regiões apresentaram variações homólogas positivas, tendo sido registadas as variações mais elevadas na Região Autónoma dos Açores (+61,7%), Região Autónoma da Madeira (+50,0%) e Algarve (+43,9%).

      Este forte crescimento nos Açores, o maior do país, só poderá ser explicado pelo facto de muitas famílias estarem a recorrer à requalificação de edifícios para Alojamento Local, o que acontece em todas as ilhas.

No 2º trimestre de 2018 foram licenciados 5,3 mil fogos em construções novas para habitação familiar, o que corresponde a um aumento de 44,1% face ao 2º trimestre de 2017, +13,1 p.p. face à variação registada no trimestre anterior (+31,0%). 

A Região Autónoma da Madeira foi a única a apresentar uma variação negativa nesta variável face ao trimestre homólogo (-43,2%). 

Note-se que no 2º trimestre de 2017 se tinha registado um aumento de fogos em construções novas para habitação familiar nesta região explicado em parte pelo licenciamento de 75 novos fogos no município do Funchal.

As restantes regiões apresentaram uma variação positiva neste indicador com destaque para as regiões do Algarve (+140,9%), do Centro (+53,1%) e do Norte (+45,6%).

 

Total da obra licenciada também cresce nos Açores

 

   Em Portugal, no 2º trimestre de 2018, observou-se um acréscimo de 19,1% na área total licenciada, em termos homólogos. 

   A Região Autónoma da Madeira e o Alentejo apresentaram variações homólogas negativas nesta variável,

de -34,3% e -7,1%, respectivamente. 

   As restantes regiões apresentaram aumentos, destacando-se a Região Autónoma dos Açores (+67,6%) e o Algarve (+34,7%). 

 

Mais obras concluídas

 

   No 2º trimestre de 2018, o número total de edifícios concluídos (construções novas, ampliações, alterações e reconstruções) registou um acréscimo de 17,9% face ao 2º trimestre de 2017.   

    Neste período estima-se que tenham

sido concluídos 3,6 mil edifícios em Portugal, correspondendo na sua maioria a construções novas (77,0%), das quais 72,2% tiveram como destino a habitação familiar.

   Todas as regiões apresentaram variações homólogas positivas com destaque para a Área Metropolitana de Lisboa (+48,6%) e para o Algarve (+32,1%).

   As obras concluídas para construções novas em Portugal aumentaram 30,7% face ao 2º trimestre de 2017 e as obras de reabilitação decresceram 11,3%. 

   Em comparação com o trimestre anterior, as obras concluídas para construções novas cresceram 9,1%, enquanto as obras de reabilitação diminuíram 13,2%.

   As obras concluídas em construções novas apresentaram uma variação homóloga positiva em todas as regiões.        

   As variações mais elevadas foram observadas na área Metropolitana de Lisboa (+67,0%) e no Algarve (+50,6%).

    No que diz respeito às obras concluídas para reabilitação, apenas as regiões do Algarve e da Área Metropolitana de

Lisboa apresentaram variações homólogas positivas, de +3,8% e +2,5%, respectivamente. 

   As restantes regiões registaram variações homólogas negativas, tendo os decréscimos mais elevados sido observados na Região Autónoma dos Açores (-25,0%) e na Região Autónoma da Madeira (-19,0%).

No 2º trimestre de 2018 foram concluídos 2,9 mil fogos em construções novas para habitação familiar, correspondendo a um acréscimo de 40,4% face ao 2º trimestre de 2017 (+34,7% no 1º trimestre de 2018). Com excepção do Alentejo (-0,6%), todas as regiões apresentaram variações homólogas positivas, destacando-se a Região Autónoma da Madeira (+74,1%), o Norte (+63,8%), a Área Metropolitana de Lisboa (+50,5%) e o Algarve (+46,2%).