Portugueses preferem Ponta Delgada para passarem as férias de Verão

ponta delgada - avenidaOs Açores continuam na moda e Ponta Delgada mantém-se na liderança de preferências dos portugueses para visitas turísticas.

Já tinha sido assim na Páscoa e no fim de semana prolongado de Maio, agora figura novamente no topo das preferências para o Verão.

De facto, Ponta Delgada é a escolha dos portugueses para viajar nas férias de Verão de 2019

Segundo um estudo realizado pela eDreams, agência de viagens europeia, o destino mais procurado pelos portugueses para passar as suas férias de Verão de 2019 é Ponta Delgada.

Os portugueses têm sido consistentes quanto ao seu destino preferido para viajar em 2019: os dois mais recentes estudos da eDreams, sobre as preferências de viagem nas férias na Páscoa e no primeiro fim de semana de aio, também colocaram a cidade açoriana no topo da lista de destinos escolhidos pelos portugueses.

Paris, Funchal, Barcelona e Londres têm disputado entre si os restantes lugares do pódio de destinos preferidos, e no Verão 2019 a capital madeirense conseguiu mesmo chegar ao terceiro lugar das mais escolhidas, o que mostra que os portugueses cada vez mais escolhem destinos domésticos para as suas férias. 

As restantes 8 cidades do Top 10 também se encontram todas na Europa.

TOP 10 DOS DESTINOS PREFERIDOS PARA O VERÃO DE 2019:

1. Ponta Delgada

2. Paris

3. Funchal

4. Barcelona

5. Londres

6. Roma

7. Terceira

8. Amesterdão

9. Ibiza

10. Milão

 

Terceira, Horta e Pico também com procura

 

A agência de viagens decidiu também explorar quais são as cinco cidades portuguesas mais escolhidas por quem não quer viajar para o estrangeiro e os resultados demonstram que os arquipélagos dos Açores e da Madeira são destinos de férias cuja popularidade tem vindo a crescer sem igual – Ponta Delgada, Funchal, Terceira, Horta e Pico são os destinos domésticos mais procurados.

O estudo revela também as cinco cidades que registam maior crescimento da procura, este ano, em relação ao mesmo período do ano passado, e que são Basileia (com um crescimento astronómico de 675%), Bilbau (317%), Dusseldorf (213%), Tenerife (144%) e Colónia (138%). 

 

Junho, o melhor mês e mais barato

 

Este aumento deve-se à abertura de novas rotas desde Portugal, por parte de companhias como a TAP e a Volotea, entre outras.

Outros dados recolhidos pelo estudo relativamente às preferências nas férias de Verão 2019 revelam que os portugueses vão viajar, em média, entre 1 e 6 dias e o mês mais popular para viajar é Junho, com o maior número de partidas registadas na semana de 1 a 8 de Junho. 

Segundo os dados recolhidos, é possível também concluir que os portugueses estão a beneficiar de tarifas mais económicas do que no ano passado: em 2018 pagaram, em média, 437 euros pelas suas viagens de Verão e em 2019, o valor é de 417 euros.

 

Estrangeiros também escolhem Ponta Delgada

 

Para concluir, a eDreams decidiu saber também qual a nacionalidade dos viajantes estrangeiros que mais escolheram Portugal como o seu destino de eleição para o Verão de 2019: franceses, alemães, ingleses, suíços e espanhóis são os que parecem ter mais vontade em conhecer o nosso país. 

As cidades mais procuradas pelos turistas são Lisboa, Porto, Faro, Funchal e Ponta Delgada.

Seguranças aeroportuários do Pico sem certificação proibidos pela ANAC de operar equipamentos

aeroporto pico

Trabalhadores da Graciosa, São Jorge e Corvo também sem formação actualizada

 

A Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) proibiu ontem os seguranças do aeroporto da ilha do Pico de operarem os equipamentos de raio-x e DVE (detector de vestígios de explosivos), por não se encontrarem certificados para o efeito.

Ao Diário dos Açores, o dirigente do STAD (Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades Diversa), que representa os seguranças aeroportuários, confirmou a situação, avançando que a medida foi tomada na sequência da fiscalização que a ANAC está a levar a cabo naquele aeroporto.

“Segundo a informação que me foi transmitida por trabalhadores, a ANAC está a fazer uma auditoria no aeroporto da ilha do Pico e detectou que os certificados dos seguranças aeroportuários já caducaram e sem a formação actualizada eles não podem laborar”, afirmou Pedro Martins.

A certificação destes profissionais de segurança tem que ser “assegurada e renovada a cada dois anos” pela entidade patronal, neste caso, a empresa de segurança privada Provise, o que, segundo o dirigente sindical, não aconteceu. 

“Estes trabalhadores já deviam ter tido formação há algum tempo. Segundo a informação que tenho disponível, já deviam ter esta formação feita desde o dia 16 de Novembro de 2018. Já passaram alguns meses”, adiantou.

Para Pedro Martins, “não é aceitável que a empresa de segurança privada Provise se tenha descuidado de habilitar os seus trabalhadores com a formação que é necessária de dois em dois anos”, frisando tratar-se de uma situação “muito grave”. 

A auditoria da ANAC estava ontem a decorrer no Aeroporto do Pico, mas o dirigente do STAD garante que o mesmo problema deverá chegar a mais três aeroportos, nomeadamente de São Jorge, Graciosa e Corvo, pois “os seguranças aeroportuários estão na mesma situação do que os do Pico, sem formação actualizada”.

Até que a situação seja resolvida, será levado a cabo um “plano de contigência”, avançou Pedro Martins, que passa por colocar agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) a operar os equipamentos com os quais os seguranças “não estão autorizados a trabalhar”. “Os seguranças vão estar apenas a servir como complemento ao trabalho da PSP”, acrescentou.

Trata-se, segundo afirma, de uma situação “complicada”. “Um segurança aeroportuário não é o mesmo que ser um vigilante que está numa portaria, numa área estática. Eles têm que ter formação adequada, que tem que ser renovada a cada dois anos, para que eles possam laborar naqueles locais de trabalho. Isto é uma responsabilidade que a empresa tem de providenciar aos trabalhadores”, salientou.

Pedro Martins garantiu que os postos de trabalho dos profissionais em causa não estão em risco, “até porque eles não têm nenhuma responsabilidade sobre o assunto”. 

O acesso ao “lado ar” do Aeroporto do Pico chegou ontem a estar encerrado, mas a SATA garantiu ao Diário dos Açores que a situação não esteve relacionada com a auditoria da ANAC. “A reabertura tardia da actividade de controle na Aerogare do Pico ocorreu em virtude de um contratempo logístico em fase de mudança de turnos. Não decorreu do processo de auditoria em curso”, lê-se num comunicado enviado à nossa redacção. 

O Diário dos Açores tentou obter esclarecimentos da ANAC e da empresa Provise, mas não obteve qualquer resposta até ao fecho desta edição.

 

Açores entre as regiões com mais denúncias de maus tratos a crianças

criançasOs Açores figuram entre as regiões do país com mais denúncias de maus tratos a crianças.

O relatório de avaliação das Comissões de Protecção de Crianças e Jovens (CPJC) de 2018, que acaba de ser divulgado, revela que 60.493 crianças e jovens em todo o país foram acompanhados no ano passado. 

Às Comissões chegaram relatos de 39.053 situações de perigo, menos 240 do que em 2017.

No último ano, as Comissões diagnosticaram 13.905 situações de perigo contra as 15.317 de 2017, ou seja, registou-se uma diminuição de 9,2%.

Lisboa lidera com maior número de denúncias, principalmente vindas da Amadora e Sintra Oriental. 

Seguem-se o Porto, Aveiro, Santarém, Setúbal, Braga, Açores e Faro.

A maioria das situações de perigo estão relacionadas com (e por esta ordem):

Negligência: ao nível psicoafectivo, educativo, da saúde e face a comportamentos da criança/jovem; exposição da criança e jovem a comportamentos que possam comprometer o seu bem-estar e desenvolvimento correspondente; falta de supervisão e acompanhamento familiar.

Comportamentos de perigo na infância e juventude: comportamentos graves antissociais e/ou de indisciplina; consumos de estupefacientes e de bebidas alcoólicas; “bullying”.

Direito à educação: Abandono escolar largamente maioritário para o sexo masculino

Violência doméstica: exposição de crianças e jovens à violência doméstica e vítimas de ofensa física.

Ponta Delgada, com um volume processual de 704 casos, lidera a lista nos Açores, seguida da Ribeira Grande, Angra, Lagoa, Praia da Vitória, Povoação e Horta. 

A taxa de incidência de crianças acompanhadas a nível nacional, em 2018, foi de 3,2 crianças e jovens acompanhados por cada 100 residentes infanto-juvenis no país (2,9 nos Açores).

Este é um indicador de grande utilidade para as CPCJ avaliarem a sua intervenção protectiva e traçarem objectivos de redução do número de crianças acompanhadas nos seus planos de actividade anuais, refere o relatório a que tivemos acesso. 

No capitulo final do relatório é indicado que as Comissões devem afinar metodologias para confirmarem a existência de situações de perigo de forma tão célere quanto possível, criando filtros eficazes para confirmar a existência de perigo e avaliar a sua gravidade. A par disso, esses organismos devem reforçar a sensibilização junto das entidades, que devem nomear membros das Comissões de Protecção no sentido de assegurarem as valências profissionais dos seus membros.

 

“As contínuas investigações policiais a entidades públicas fazem suspeitar que se tenha derrapado para o laxismo”

Mario fortuna111A parceria entre a Câmara do Comércio dos Açores, Federação Agrícola dos Açores e UGT-Açores tomou posição, na semana passada, sobre a situação económica regional, reivindicando uma série de assuntos, entre os quais a instalação do Conselho Económico e Social e a alteração dos Conselhos de Ilha. Quisemos aprofundar mais o assunto e ouvimos o Presidente da Câmara do Comércio de Ponta Delgada, Mário Fortuna.

 

A Parceria reclamou a revisão das normas de funcionamento dos Conselhos de Ilha, mas não teve eco, tendo o Presidente do Governo rejeitado responsabilidade neste desfecho. Foi uma proposta sem cabimento?

Não, a proposta não foi descabida de sentido porque se centrava, e centra, no desempenho final dos Conselhos de Ilha que, particularmente em S. Miguel, pouco ou nada têm feito, dada a sua composição maioritária por entidades associadas aos executivos em funções e com a presença dos próprios deputados. 

Não se compreende que um órgão que deve ser de aconselhamento, porque claramente não é de governo, seja composto sobretudo pelos que devem ser aconselhados. 

Ou então não estamos a perceber bem o que se quer com estes conselhos. 

Quando o governo pediu opinião aos actuais conselhos se acham que este órgão deve ser mudado, e os que se propõem sejam que mudados, estão lá para dar opinião, é evidente qual será o desfecho. 

Em suma, não houve interesse político para se proceder à mudança e o processo seguinte foi exactamente no sentido de inviabilizar a proposta. 

O que não quer dizer que ela seja descabida, porque não é. E, por isso e pelo que se tem visto no funcionamento deste órgão em S. Miguel, pelo menos, mantém-se a proposta da Parceria por continuar a ser pertinente numa perspectiva de mudança para um maior envolvimento da sociedade civil no processo democrático de avaliação e configuração das políticas que mais servem à sociedade, nos períodos entre eleições. 

A isso chama-se democracia participativa. Que não temos digna desta designação.

 

Na conferência de imprensa a Parceira denunciou o facto de estar atrasada a instalação do Conselho Económico e Social porque não há Presidente designado pelo Parlamento. O que falta fazer? Que perfil deve ter esse Presidente?

Falta, pensamos nós, uma reunião dos líderes parlamentares para o agendamento da escolha de um Presidente para o Conselho, com 2/3 dos votos. É tão simples quanto isto. Ou tão complicado quanto isto, tratando-se da actual Assembleia!

Quanto ao perfil, podemos retirar lições do que se tem feito a nível nacional. A escolha recai, habitualmente, sobre uma figura com cariz de “senador”, já com algum afastamento da governação e acção política. 

Tem de ser alguém de idade madura, pelo seu passado feito de experiência política e profissional e pela sua personalidade dialogante e de constituição de consensos, que consiga fazer pontes essenciais para fora da esfera política e que consiga assegurar ao órgão o distanciamento político que se impõe para um salutar e verdadeiro contributo como conselheiro nas áreas social e económica.

 

 Uma das posições da Parceria refere “A defesa de um Governo e de uma Administração Pública Regional mais cumpridoras das suas obrigações legais de informação e de transparência…”. A que obrigações legais se querem referir?

No documento enumeramos duas situações específicas: “Eliminar os pagamentos em atraso, evidentes e encapotados, da administração pública e do SPER; Divulgar, de forma acessível, as contas trimestrais das entidades do SPER”. 

É, na verdade, ilegal manter pagamentos em atraso uma vez que eles configuram o desrespeito pelas leis estabelecidas (Lei dos compromissos e dos pagamentos em atraso, por exemplo), para além de constituírem uma atitude imoral e eticamente errada, já que incumprem num acordo entre duas partes, para além da coerção que exercem sobre os fornecedores. Vindo da parte de entidades públicas, a quem confiamos a nossa governação e a garantia de que todos os cidadãos respeitam as regras estabelecidas, estamos perante uma situação muito grave. Até porque a situação inversa, de dívidas ao Estado, não é minimamente tolerada. 

O Governo, na sua esfera de responsabilidades, não pode actuar desta forma, porque gera imediatamente reacções negativas por parte da sociedade. Uns revoltam-se. Outros copiam. O resultado final é muito mau.

Não divulgar tempestivamente informação de interesse público, desrespeitando inclusivamente as regras estabelecidas é outro problema grave que tem de ser ultrapassado. 

Não é próprio de uma democracia moderna, onde se prima pela transparência e pelo envolvimento dos cidadãos na apreciação do desempenho das entidades públicas. 

A ocultação e a apresentação parcial de informação só podem gerar a máxima desconfiança quanto ao que verdadeiramente se está a passar. Este “modus operandi” ofende-nos e não é digno para a nossa sociedade.

As contínuas investigações das autoridades policiais a entidades públicas, com a constituição de arguidos (não de culpados, sublinhe-se) fazem suspeitar que se tenha derrapado para um certo laxismo no cumprimento de leis básicas na utilização dos recursos públicos, ideia aliás reforçada pelo teor dos sucessivos pareceres do tribunal de contas.  

Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

“Há uma austeridade dissimulada com impostos sobre o consumo”

Mário Fortuna e Jorge Rita

A Câmara do Comércio e Indústria dos Açores (CCIA), A Federação Agrícola dos Açores (FAA) e a União Geral dos Trabalhadores – Açores (UGT-A) voltaram a reunir-se para actualizar no “Manifesto 2019”, sob o lema “Construir a Sustentabilidade do Emprego com Base na Competitividade”, os termos do acordo de Parceria de 2015.

 Em nota final divulgada ontem à comunicação social, os três parceiros entendem que o novo acordo, mantendo as linhas de fundo do inicial, “assume a caracterização da conjuntura económica e social actual, no pós crise das finanças públicas, que levou ao redimensionamento das empresas e, em muitos casos, o seu encerramento com o consequente aumento do desemprego que, nos Açores subiu de 5,5% em 2008 para 16,3% em 2014, depois de ter atingido um máximo de 17% em 2013, situando-se, no final de 2018, nos 8,6% (6,7% a nível nacional)”. 

 

“Há uma austeridade dissimulada”

 

Acrescenta que, “apesar do progresso, os níveis continuam a ser preocupantes, havendo também dúvidas quanto à qualidade dos empregos criados, dados os níveis de risco de pobreza que ainda se registam, evidenciados pelo elevadíssimo nível de participantes do RSI. Assume também que passado o período da “austeridade” associada às condições impostas pelo acordo da Troika, surge a austeridade dissimulada através de uma fiscalidade redirecionada dos impostos sobre o rendimento para uma fiscalidade centrada nos impostos sobre o consumo, os mais cegos por não distinguirem entre pobres e ricos”.

Em 2017, a Parceria fez, e mantém, uma proposta de acerto fiscal “para repor à sociedade civil maior poder de compra, num contexto em que se adensam as situações gravosas geradas no sector público administrativo e empresarial porquanto têm vindo a consumir recursos muito para além do que produzem, constituindo, por isso factor de retracção em vez de crescimento. É imperioso que se reverta esta situação para um sector público eficiente e reduzido e mais capaz de remunerar devidamente os seus trabalhadores”.

 

Um ano à espera do Conselho Económico e Social

 

A Parceria propôs e mantém, também, “a perspectiva de considerar que é necessária mais e melhor concertação social. Tendo constatado, com muito agrado, a publicação do diploma que institui o Conselho Económico e Social, não compreende que, volvido quase um ano, ainda se aguarde a sua instalação. Pode abrir-se uma nova realidade da concertação entre as forças sociais e o governo. É importante reduzir ao máximo os conflitos laborais e insistir na negociação concertada que trás paz ao meio laboral como tem acontecido na generalidade das actividades do sector privado, incluindo o do turismo”.

As três instituições afirmam ainda que “a proposta da Parceria para os Conselhos de Ilha não logrou avançar, mantendo-se ainda a perspectiva do seu interesse em face do parco impacto das estruturas actuais, particularmente em algumas ilhas de maior dimensão”, entendendo, por isso, que “as perspectivas económicas para o futuro assentam: numa actividade agrícola exposta a grandes desafios externos e à necessidade imperiosa de continuidade da sua modernização, com a consequente absorção de menos mão-de-obra; num sector das pescas sempre sujeito à aleatoriedade natural das capturas e ao rareamento dos “stocks” de algumas espécies; num sector do turismo que, desde 2015, vem revolucionando a economia dos Açores e a dar-lhe uma melhor diversificação. A utilização do sector público para a geração de mais empregos não é opção aceitável porque exige mais receitas fiscais para suportar orçamentos mais elevados e obriga a que as carreiras sejam mal remuneradas, em face dos limites financeiros”.

 

Novo modelo de desenvolvimento

 

“Para abordar os desafios da actualidade, a Parceria defende que são precisos novos paradigmas de sustentabilidade, em face dos parcos resultados das políticas encetadas nos últimos anos, na educação, na pobreza, na formação e no emprego.

Para abordar os desafios identificados são elencados oito princípios com medidas associadas.  

1. Defesa de um novo modelo de desenvolvimento económico que concilie e equilibre o investimento público estruturante com o investimento privado, de modo a que aquele se constitua como um factor de atracção, criação e capacitação das empresas, para a produção de riqueza e de postos de trabalho qualificados e sustentáveis, suscetíveis de contrariarem o risco de pobreza nos Açores. (Medidas: Implementação do pacote fiscal com redução de impostos; redução dos custos de contexto como os associados à burocracia e às energias);

2. Travagem da derrapagem dos resultados do SPER, por má gestão e/ou pela imposição de mandatos não financiados e não autorizados no orçamento público. (Medida: Acção imediata do governo, como tem acontecido a nível nacional); 

3. Alteração dos modelos de transporte aéreo territorial, aéreo regional e marítimo de mercadorias. (Medidas: Liberalização total dos acessos territoriais, revisão do modelo de transporte inter-ilhas; criação de novo modelo para o transporte marítimo de mercadorias);

4. A salvaguarda da afectação adequada de fundos europeus para os diversos eixos, com ênfase nos sectores primários e nos apoios à Ultraperiferia. (Medidas: Apoio à negociação do envelope de financiamentos para Portugal; Marcação de posição nacional para a reserva do envelope para os Açores);   

5. Defesa da integração dos trabalhadores com vínculos precários nos quadros das respectivas entidades empregadoras públicas quando comprovadamente se demonstre que os mesmos satisfazem necessidades permanentes destas entidades, e revisão dos programas ocupacionais para que não sejam eles próprios geradores de desemprego ao eliminarem serviços que se pretende sejam contratados ao sector privado como, aliás acontecia anteriormente. (Medidas: Contenção das contratações na administração pública ao estritamente essencial para uma prestação eficaz e eficiente dos serviços; Melhoria das carreiras numa administração pública menos populosa e mais valorizadora do trabalho de cada trabalhador; Implementação da orçamentação de base zero, conforme previsto na Lei Quadro do Orçamento);

6. Defesa de uma formação profissional inicial e contínua na Região orientada para as necessidades do mercado de trabalho, com especial relevância para o sector do turismo pelo dinamismo actualmente revelado, através do qual se observe e respeite os direitos de participação e de auscultação que cabem na matéria às associações empresariais e sindicais e se promova a melhoria das qualificações académicas e profissionais e as competências dos trabalhadores, nomeadamente dos jovens e dos desempregados de longa duração (Medidas: Melhorar a dotação orçamental e a execução de programas de financiamento da formação profissional; Melhorar a dotação orçamental e a execução de programas de apoio à requalificação profissional);

7. Reforço dos programas de apoio ao primeiro emprego de natureza estagiária e de correcção e melhoria dos actuais programas ocupacionais que permitam o seu correto uso por parte de todos os agentes, quer públicos, quer privados, como importante instrumento de apoio ao primeiro emprego e à integração no mercado de trabalho. (Medida: Redução do peso dos activos em programas ocupacionais; Reforço dos programas de estágios profissionais); 

8. Libertação da sociedade civil das peias do Governo através da defesa de uma maior e efetiva participação da sociedade civil organizada na discussão, aprovação e execução das políticas públicas de desenvolvimento económico e social, propondo-se nomeadamente:

a) A instalação do Conselho Económico e Social (Medida: Instalação do Conselho já aprovado);

b) Revisão dos regulamentos dos Conselhos de Ilha com o objectivo da sua desgovernamentalização e de os fazer regressar à sua natureza e objectivos originais que eram e são o de permitir a auscultação e o aconselhamento da sociedade civil sobre as políticas e medidas que se pretendem implementar nas respectivas ilhas. (Medida: Rever a regulamentação dos Conselhos de Ilha, nos termos já propostos pela Parceria);

c) A defesa de um Governo e de uma Administração Pública Regional mais cumpridoras das suas obrigações legais de informação e de transparência de procedimentos no seu relacionamento com os cidadãos e os seus legítimos representantes sociais (Medidas: Eliminar os pagamentos em atraso, evidentes e encapotados, da administração pública e do SPER; Divulgar, de forma acessível, as contas trimestrais das entidades do SPER)”.

 

 

Mais Lidas nos últimos 3 dias

“Quero fazer a diferença na vida política”
sexta, 15 novembro 2019, 00:00