Sinaga obrigada a pagar 1,8 milhões de euros à Autoridade Tributária

sinaga1A Sinaga vai ter que pagar à Autoridade Tributária cerca de 1,8 milhões de euros, num processo que já vinha do tempo do anterior proprietário da empresa.

A decisão já foi tomada em tribunal, depois de um longo processo que se arrastou por vários anos, transitando de ano para ano nas contas da antiga fábrica de açúcar.

A revelação foi feita pelo novo presidente da administração da Sinaga, Rui Maciel, que adiantou ainda que cerca de 40% da dívida já foi paga, prevendo que até ao final deste semestre seja pago o restante. 

Com efeito, a nova administração da Sinaga passa agora a ter apenas um presidente e dois vogais não executivos, em substituição da administração anterior presidida por Paulo neves.

Ouvido ontem na Comissão Parlamentar de Economia, o novo Presidente, Rui Maciel, que já era vogal, falou dos novos objectivos da empresa, que são praticamente os mesmos que já tinham sido anunciados pela anterior administração, nomeadamente amortizar o passivo bancário através da venda de património.

 Recorde-se que a Sinaga tem a fábrica do álcool na Lagoa à venda por 2 milhões e 600 mil euros, terrenos nas Capelas e  asede em Ponta Delgada para eventual projecto imobiliário. 

A Sinaga fechou o ano de 2018 com um resultado líquido positivo de 68,5 mil euros e com um resultado operacional positivo superior a 800 mil euros, fruto da reestruturação em curso na açucareira açoriana, mas recebeu ao longo do ano quase 2 milhões de euros em subsídios do governo.

A empresa, que tem um passivo de 28 milhões de euros, foi adquirida pelo Governo Regional dos Açores, em Fevereiro de 2010, por 800 mil euros.

Cada vez mais casais estrangeiros procuram os Açores para concretizar casamentos de sonho

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Casar nos Açores está na moda. Maria Vieira criou há cinco anos a “Ambiance Weddings Azores”, empresa que se dedica à organização de casamentos de destino na ilha de São Miguel. Tudo começou como um hobbie, mas depressa viu o potencial que havia na actividade. A beleza natural da ilha é o principal motivo por que casais da Rússia, Bélgica, China, Ucrânia ou Estados Unidos escolhem São Miguel para dar o nó. O trabalho de Maria Vieira é realizar o casamento de sonho destes casais, que muitas vezes só chegam à ilha alguns dias antes da cerimónia. A empresa tem ido de “vento em popa” e, em 2019, irá organizar 18 cerimónias. A responsável vai também colaborar na organização dos casamentos de Santo António, na Lagoa. Ao Diário dos Açores, a ‘wedding planner’ fala um pouco sobre o seu trabalho.

 

Diário dos Açores – Como é que surge a ideia para a criação da empresa de organização de casamentos “Ambiance Weddings Azores”? 

Maria Vieira – Eu comecei a minha vida profissional como secretária, era assistente pessoal. Organizava eventos corporativos e sempre gostei de o fazer, pois tenho o dom de ser muito organizada. Nasci cá, mas fui pequena para as Bermudas. Depois vivi em Inglaterra e em Espanha. Há 12 anos, voltei para os Açores e estive parada alguns anos. Mas pensei: porque não pôr em prática o meu saber? Porque não tornar o sonho de um casal realidade? Um dia, sentada na minha cozinha, comecei a anotar as minhas ideias. Por vezes, às 4 horas da manhã lembrava-me de coisas e escrevia – e ainda guardo estes papéis como uma recordação de como tudo começou. Na altura, a ideia era apenas fazer disto um ‘hobbie’. Até porque o primeiro casamento que organizei foi para uma amiga das Bermudas, que veio casar em S. Miguel. Ela disse-me “Maria, fazes isso tão bem. Pensa em fazer isso da vida”. Fez-me pensar… e a partir daí é que a “Ambiance Weddings Azores” começou a tomar forma. Fiz um estudo profundo de mercado e vi que não havia muitas ‘wedding planners’ (organizadoras de casamentos) nos Açores. Havia empresas de organização de eventos, mas especificamente ‘wedding planners’ existia talvez uma ou duas pessoas. Além disso, quando estava fora, vinha cá todos os anos ver os meus pais e sentia que os Açores podiam ser mais promovidos no estrangeiro, não só junto dos emigrantes. Então pensei, também, porque não organizar casamentos e promover a nossa ilha? Assim nasceu a ideia para os casamentos de destino. Cinco anos depois, aqui estamos.

 

E de onde vêm estes casais?

MV – Alguns são luso-americanos, mas também já fiz casamentos para casais da China, Ucrânia, Rússia, Polónia, Eslováquia, Bélgica… 

 

2Nos últimos anos, o turismo dos Açores registou um grande crescimento. Este aumento reflectiu-se na procura para casamentos? 

MV – Sim, sem dúvida… Comecei com um casamento no primeiro ano. No ano seguinte organizámos quatro, depois sete e assim sucessivamente. Neste ano de 2019 vamos organizar 18 casamentos. 

 

E o que é que a Maria faz exactamente enquanto ‘wedding planner’? Como se organiza um casamento?

MV – Bem, em primeiro lugar, temos de saber transmitir aos casais honestidade. Eles estão fora e, por vezes, só têm possibilidade de vir um dia antes do casamento, por isso têm que sentir que podem confiar no meu serviço. Para isso, trabalho muito através de videoconferências com eles. O contacto cara a cara é a melhor forma que tenho de poder transmitir esta segurança. O casal revela o que gosta, qual o seu casamento de sonho, e o meu trabalho é fazer com que este sonho seja concretizado. Procuro cá o espaço, combinamos com o casal as ementas, a decoração, a música… Mas antes, e mais importante de tudo, é o orçamento. Tenho que saber qual o orçamento disponível do casal para a cerimónia, para poder coordenar o processo. Também tenho de estar dentro da legislação para ajudar com toda a documentação para que os casais estrangeiros possam cá casar, seja no civil, seja na igreja católica. Temos de arranjar fotógrafos, operadores de câmaras, floristas, cabeleireira, maquilhagem, transportes… E além da cerimónia em si, há ainda outras actividades. Fazemos o ‘welcome drink’ uns dias antes do casamento, para ‘quebrar o gelo’ entre os familiares dos noivos, que por vezes são de países diferentes e não se conhecem. Organizamos o jantar de ensaio, a cerimónia de casamento e, no dia seguinte, há ainda o ‘brunch’. Estamos a falar, no fundo, de quatro eventos… Dá trabalho, mas quando se ama o nosso trabalho, tudo se faz. No final de tudo, eles já não são meus clientes, são meus amigos.

 

O que faz estes noivos quererem casar na ilha de São Miguel?

MV – Em primeiro lugar, a beleza da ilha. Adoram a natureza. Já fiz casamentos em que eram só os noivos, sem convidados. São os chamados “elopement weddings”. Noutros casos, são casais luso-descendentes que querem casar onde a família nasceu. Tive uma situação de uma noiva que quis casar no dia de aniversário do avô e na igreja onde o avô e a mãe foram baptizados. Querem voltar às suas origens.

 

Regra geral, os casais que procuram os seus serviços já conhecem a ilha?

MV – Mais de metade já conhece a ilha. Alguns deles até ficaram noivos aqui. Mas outros vêm pela primeira vez. Penso que os responsáveis pela promoção dos Açores estão a promover o destino muito bem. A vinda das companhias aéreas ‘low-cost’ também fez a diferença e os artigos em jornais estrangeiros sobre os Açores igualmente. Vir de Portugal continental para o arquipélago também está muito na moda. Nós temos uma noiva portuguesa que vai casar a 9 de Setembro. 

 

5Como é que estas pessoas chegam até à “Ambiance Weddings Azores”?

MV – Tenho um bom website e estou em várias plataformas online. Além disso, os fóruns como o TripAdvisor ajudam muito, porque as pessoas dão os seus testemunhos e passam a palavra. Mas posso dizer que 80% dos clientes que nós temos agora vêm através do meu website. A minha empresa está nas plataformas casamentos.pt e zankyou.pt, através das quais já tive alguns clientes. Faço ainda parte da rede internacional Belief Wedding Planners, presente em 36 países, com mais de 100 organizadores de casamentos, dos quais 11 ou 12 são portugueses. Posso dizer que aprendi muito sobre esta área com o ‘wedding planner’ Rui Mota Pinto, que faz parte desta rede em Portugal, e já conta com 26 anos de experiência. Já tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente e, neste mês de Abril, através da Belief Weddind Planners Portugal vou colaborar com ele e outros profissionais portugueses no projecto de apoio social “Two+Us”. Este projecto consiste em realizar gratuitamente um casamento de sonho de um casal. Neste caso, o noivo está numa cadeira de rodas e eles terão o casamento que sempre sonharam com a nossa ajuda. Este projecto já passou por vários países, desde Itália, México e Guatemala e este ano realiza-se em Portugal pela primeira vez. Fui convidada para participar na iniciativa e, na reunião que tivemos pensei que seria uma boa ideia trazer os noivos a São Miguel na lua-de-mel. Já consegui alguns patrocinadores para apoiarem a vinda deste casal aos Açores. Esta é a minha forma de dar. Dar o meu tempo, o meu ‘know-how’ e mostrar que podemos apoiar pessoas que precisam. 

 

Além dos 18 casamentos que está a organizar para este ano, vai ainda organizar os casamentos de Santo António…

MV – Sim. A “Ambiance Weddings Azores” foi convidada a colaborar, este ano, com a organização dos casamentos de Santo António, no concelho da Lagoa, em parceria com a junta de freguesia e a paróquia de Santa Cruz. Vou fazê-lo sem pensar lucros, porque acredito em dar. Queremos apenas que os locais conheçam o trabalho da Ambiance. 

 

Quer estender o seu trabalho também aos locais?

MV – Até agora, nunca organizei casamentos para pessoas de cá. Penso que, neste momento, os açorianos não estão ainda muito familiarizados com o trabalho de uma ‘wedding planner’, pois pensam que podem contar com a família e amigos para ajudar em tudo. Mas isso nem sempre acontece… e os noivos ficam stressados e preocupados com tudo o que possa correr mal. O meu trabalho é, no fundo, tirar este peso dos ombros deles. 

 

O facto de ter vivido muitos anos fora dos Açores e trabalhado noutros países ajuda-a a ter ideias mais inovadoras para os casamentos que organiza?

MV – Sim, ajudou muito ter vindo de fora. O que é muito interessante nos casamentos que faço é que a cultura dos casais é introduzida no próprio evento. Por exemplo, quando organizei o casamento chinês, aprendi muito sobre a cultura chinesa. Fiz muita pesquisa.

 

Neste casamento chinês, foi feito algum ritual diferente?

MV – Tive que aprender sobre a cerimónia de chá que eles fazem, em que a noiva oferece aos futuros sogros um chá e o noivo faz o mesmo. E nesta cerimónia eles usam roupas vermelhas, que simboliza a sorte. Durante o casamento, os noivos chineses podem mudar de vestuário três ou quatro vezes. E, de cada vez, mudam também a maquilhagem, o cabelo… O protocolo nestes casamentos também é diferente, há um grande respeito pelos mais velhos. Na hora da mesa, as pessoas com mais idade são sempre servidas em primeiro lugar e os noivos são os últimos. São pormenores que tive de aprender e ensinar ao serviço de ‘catering’.

Por exemplo, no casamento russo que organizei o ambiente foi muito divertido e eles fazem muitos discursos. O pai da noiva fica com uma garrafa de vodka e, por casa discurso feito, serve um copo a todos os convidados. Foi um casamento com poucas pessoas, mas imaginem se fosse com 200 convidados… (risos) Cada país com a sua cultura. 

 

Que dificuldades encontra no desenvolvimento do seu trabalho?

MV - A nossa dificuldade é arranjar espaços para casamentos. Os casais pedem espaços junto ao mar, mas as opções são limitadas. Também estamos limitados aqui no que toca à decoração. Houve um casamento com 200 convidados em que a noiva queria cadeiras douradas. Cá não havia e mandar vir do continente custava muito dinheiro… São pequenos desafios com que temos de lidar.  

 

E conta com ajuda para desenvolver todo o trabalho?

MV – Até este ano, era só eu. Mas dado o volume de trabalho, tive de contratar uma assistente, a Fabiana Roias, que espero que venha a tornar-se futuramente uma “wedding planner”. Actualmente, e infelizmente, não há um certificado reconhecido para profissionais de organização de casamentos, mas nos Estados Unidos e no Reino Unido já estão a trabalhar nisso. No meu caso, já fiz dois cursos de organização de eventos e, neste momento, estou a tirar outro de estilismo e desenho, para poder aprender mais sobre decoração de espaços. Isto porque ser “wedding planner” implica ter de saber um pouco de tudo.

 

Como vê o futuro da “Ambiance Weddings Azores”?

MV – No futuro, e se tudo correr bem, gostaria de expandir o meu trabalho para as outras ilhas. Quero focar o meu trabalho nos Açores. Penso que seria bom não só para o meu negócio, mas também para outros sectores de actividade como a restauração e a hotelaria. Os fornecedores envolvidos nestes casamentos são muitos e só há a ganhar. Além disso, os noivos e as famílias que vêm cá aproveitam para passear pela ilha, recorrem a guias turísticos, fazem actividades como ‘whale watching’… Portanto, os casamentos de destino trazem muitas vantagens para a comunidade açoriana. Há muito potencial.  

 

Arrendar casa em Ponta Delgada tem um custo médio de 4,39 euros/m2

Ponta Delgada - casasArrendar uma casa em Ponta Delgada tem um custo médio de 4,39 euros por metro quadrado (m2), o valor mais alto nos Açores, segundo dados agora divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O valor mais baixo é na Horta, 2,84 euros, enquanto que em Angra do Heroísmo atinge os 3,29 euros.

O custo médio no país é de 4,80 euros por m2, mas os preços variam muito de região para região. 

Dos 197 municípios para os quais há dados, 33 apresentam um valor médio das rendas superior ao referencial nacional. 

Quer isto dizer que nestas regiões o preço por metro quadrado superou o patamar dos 4,80 euros.

Os dados do INE mostram que, sem surpresas, a zona de Lisboa, foi a que apresentou, no segundo semestre de 2018, a renda mais elevada: 11,16 euros, em média, por m2. 

Arrendar casa na capital custa até sete vezes mais do que na zona mais barata do país – Belmonte – onde um metro quadrado custa, em média, 1,70 euros. 

A completar o pódio dos locais mais caros para arrendar casa no país encontram-se Cascais e Oeiras, com preços médios de 9,71 euros por m2 e 9,38 euros por m2, respectivamente. 

Já o Porto, tem rendas superiores em 63% ao que se regista no resto do país, com valores médios de 7,85 euros, por metro quadrado, menos 3,31 euros do que em Lisboa.  

Nas Estatísticas de Rendas da Habitação ao nível local toma-se a mediana1 (valor que separa em duas partes iguais o conjunto ordenado das rendas por metro quadrado) como a referência para as rendas de alojamentos familiares (euros/m2 ) celebrados no período em análise, o que permite reduzir o efeito de valores extremos na leitura do comportamento tendencial do mercado de arrendamento urbano de habitação à escala local. 

Salvo indicação em contrário, a mediana é determinada no período anual terminado no semestre de referência desta publicação, eliminando-se possíveis efeitos sazonais no comportamento dos novos contratos de arrendamento, e aumentando-se assim o detalhe geográfico da apresentação de resultados.

 

Vale a pena depositar dinheiro no banco?

euros

As taxas de juro na banca vão continuar baixas, como até aqui, não compensando depositar dinheiro, porque os juros a receber são praticamente zero e ainda é capaz de perder dinheiro por causa da inflação.

Os economistas são unânimes em considerar que, apesar de tudo, o depósito a prazo é o produto financeiro onde toda a gente aplica as suas poupanças. O problema é que, no nosso país, os depósitos a um ano estão a render, em média, 0,1% líquidos. Ou seja, por cada 10 mil euros de poupança, receberá 10 euros no final do prazo.

Como a inflação nos Açores anda nos 0,35%, “come” muito daquilo que poupou.

Valerá a pena depositar na banca?

Que conselhos para quem deseja poupar?

Colocamos algumas questões ao professor universitário e economista Mário Fortuna, na entrevista que se segue.

 

Mario Fortuna - nova“Não se devem pôr os ovos todos no mesmo cesto”

 

Os depósitos bancários estão a render muito pouco, em média 0,1% em termos líquidos, e se tivermos em conta a inflação, perde-se mesmo dinheiro. Faz sentido depositar dinheiro nos Bancos?

Os depósitos são, de um modo geral, uma forma segura de guardar poupanças quando existe muita incerteza quanto à estabilidade de alternativas como o imobiliário, o mercado financeiro, os fundos de investimento e outros instrumentos similares. Servem também, e sobretudo, para suportar as necessidades diárias de liquidez para as compras e operações do dia a dia. No fundo, utilizamos os depósitos à ordem para esta função o que equivale a dizer que eles nos prestam um serviço de conveniência. Os depósitos para este efeito fazem, portanto, sentido. Para poupanças maiores um retorno tão baixo só se justifica com a desconfiança relativamente à segurança de outras opções. Perante a incerteza, a título de exemplo, houve investidores que adquiriram títulos de dívida da Alemanha com juros negativos. É irracional? Não! Na dúvida até pagavam para não ter as suas poupanças em situação de risco, o que os podia fazer perder ainda mais.

 

Porque razão os juros estão tão baixos? A Euribor está mesmo a negativo. Haverá alteração nos próximos tempos?

Os juros estão baixos porque o BCE tem vindo a seguir uma política monetária expansionista para manter a economia animada, já que a inflação está abaixo dos 2%. Isto quer dizer que está a ser facilitada a disponibilidade de recursos no sistema, o que torna as taxas de juro baixas.  Se houvesse um grande surto de investimento esta liquidez já não seria tão elevada face às solicitações.  A verdade, no entanto, é que existem ainda receios, quer dos investidores quer dos bancos, o que torna o dinheiro disponível excessivo, implicando taxas de juro muito baixas para quem quer deter depósitos e também muito baixas para quem consegue obter crédito, o que é bom. Esta situação poderá ser alterada se houver um surto inflacionista. 

O BCE reduzirá a liquidez para controlar a inflação, aumentando as taxas de juro. Não havendo perspectivas inflacionistas, porque as economias europeias não estão a crescer assim tão rapidamente, a perspectiva é de que a situação tenderá a manter-se. É preciso estarmos atentos ao que vai fazendo o BCE e ao evoluir da inflação.

 

Com a economia a arrefecer e com este cenário nos próximos tempos, que conselhos se podem dar aos aforradores?

O melhor conselho que se pode dar aos aforradores é que analisem bem o risco de cada instrumento financeiro e de cada opção que têm. Vale também o ditado que diz que não se devem pôr os ovos todos no mesmo cesto porque se virar vai-se tudo. Se a poupança for elevada convém sempre aplicá-la em mais do que um instrumento porque quanto à evolução das diversas opções nunca haverá certezas, com umas a serem mais arriscadas e outras menos. Há quem goste de apostar e quem não gosta de correr quaisquer riscos. Quem tem uma postura conservadora não arriscará muito, mas também não terá grandes ganhos. Quem arriscar pode ter grandes ganhos, mas também pode incorrer em prejuízos significativos. Para poupanças pequenas e para quem não quer correr riscos a taxa inferior a 1% pode até ser a melhor opção. Para poupanças de maior monta a recomendação é que recorram a profissionais especializados nos mercados mobiliário, imobiliário ou mesmo de mercados de outra natureza. Em qualquer circunstância é importante não agir por impulso.

 

 

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Hotéis dos Açores registaram a maior subida de preços por quarto

 cama hotel

   O preço médio por quarto ocupado, no ano passado, foi de 95 euros e nível nacional, um aumento de 7% face a 2017.

    Açores, Lisboa e Grande Porto tiveram a maior subida de preços, 11%, 9% e 8%, respectivamente, muito acima dos 100 euros.

    Segundo o ‘Hotel Monitor’, da Associação de Hotelaria de Portugal (AHP), “em 2018 houve um abrandamento do crescimento dos vários indicadores de operação, com a TO (taxa de ocupação) a registar uma quebra ligeira, mas trouxe também resultados muito positivos”.

    “Todos os destinos registaram crescimento neste indicador, à excepção de Leiria/Fátima/Templários,com Lisboa a liderar de forma destacada com 93 euros, seguida do Grande Porto com 68 euros e do Algarve com 67 euros. Em termos de variação homóloga as melhores performances neste indicador foram Beiras e Viseu, com 13% de crescimento, e o Alentejo, com 12%”, destaca a AHP.

      Assim, a AHP revelou que Lisboa registou a taxa de ocupação mais elevada, com 81%, tendo crescido “apenas 0,6 p.p. em comparação com igual período do ano anterior”. 

    Na Madeira, “fixou-se nos 80%, mas em termos homólogos decresceu 2,9 p.p.”, de acordo com os dados da associação. 

    Em crescimento estão, por seu lado, os alojamentos de duas estrelas, que subiram 4 p.p., para 83%. RevPAR (preço médio por quarto disponível), em 2018 foi de 66 euros, um valor 5% acima do atingido em 2017.

    Os portugueses tiveram um peso de 29% nas dormidas no ano passado, sendo que os estrangeiros foram responsáveis por 71%. Os mercados tradicionais (Reino Unido, França, Espanha, Alemanha) mantiveram-se fortes, ainda que com quedas em algumas regiões.

 

EUA são o segundo melhor mercado dos Açores

 

    Por outro lado, “os EUA foram o segundo melhor mercado internacional nos Açores e o terceiro no Alentejo, de destacar o seu crescimento em Lisboa e Açores. Registaram uma quebra apenas na Região Centro; o Brasil foi o segundo mercado internacional no Alentejo, onde também teve o seu crescimento mais expressivo, e na Região Centro. De assinalar uma quebra deste mercado apenas nos Açores”.

    Itália foi o segundo mercado internacional na zona Centro, mas caiu a nível nacional, lê-se na nota da entidade. 

    “Em termos de hóspedes, 38% foram nacionais enquanto 62% foram estrangeiros. Quando comparado com 2017, houve um crescimento do peso dos hóspedes nacionais de 0,8 p.p.”, revela a AHP.

    A principal motivação dos turistas foi lazer/recreio e férias (83%) sendo que “as agências/operadores turísticos foram novamente o principal canal de distribuição de dormidas nos hotéis nacionais com um peso de 40%, seguido dos Travelwebsites com 22%”, segundo a associação.