Cresce o ensino de português na Califórnia

escola tulare(CALIFÓRNIA, EUA, ESPECIAL PARA DIÁRIO DOS AÇORES) - Começou o ano lectivo na Califórnia, EUA, no que concerne ao ensino público e estão também a começar as escolas portuguesas ligadas ao nosso movimento associativo.  

Pelo quarto ano consecutivo aumentam o número de alunos e o número de escolas.  

Um renascimento total que é produto de um trabalho constante da comunidade que começou com há quatro anos com um protocolo entre o Instituto Camões e a Luso-American Education Foundation (LAEF).   

É que desde que esse protocolo foi assinado, com a colocação de dois professores de apoio, encarregados do protocolo, José Luís da Silva e Diniz Borges, conhecedores do terreno e da realidade Californiana, que o ensino da língua portuguesa tem aumentado todos os anos, quer no ensino público, quer no privado, acompanhado por uma maior visibilidade do ensino da língua portuguesa,  através de contactos directos com entidades do ensino americano, aproximação às escolas comunitárias, formação de professores e uma reflexão comunitária que culminou na criação de um plano estratégico para o ensino da língua e cultura portuguesas na Califórnia, o primeiro estado norte-americano com semelhante projecto, que englobou as forças vivas da comunidade, entidades do ensino público e privado, entidades políticas e líderes da comunidade de origem brasileira e macaense na Califórnia. 

 

Mais escolas e mais alunos

 

Apesar dos números ainda serem preliminares, uma vez que algumas escolas comunitárias ainda estão no processo de inscrições, tudo indica que neste ano escolar a Califórnia terá mais duas unidade do ensino secundário a ensinar português, duas escolas secundárias na cidade de Ceres, Vale de San Joaquim, com duas professoras e 270 alunos e uma nova escola comunitária na cidade de Tracy, junto das montanhas que separam o vale da zona da baía de San Francisco.  

Há ainda duas outras zonas que estudam a possibilidade da criação de escolas portuguesas: Manteca no norte e Chino no sul da Califórnia (zona de Los Angeles). 

 

Mais de 2 mil alunos

 

Tudo indica que neste ano escolar o aumento de alunos nos cursos de língua e cultura portuguesas no ensino primário e secundário (privado e público), incluindo os cursos inovadores no distrito escolar de Hilmar, onde existe um curso de imersão exemplar, deverá ser na ordem dos 18%.  

O número de alunos deve ultrapassar, pela primeira vez, os dois mil alunos.  

Existe ainda crescimento nos cursos ministrados pela comunidade de origem brasileira no norte da Califórnia.  

Acrescenta-se novos cursos em Community Colleges, como o College of the Sequoias em Visalia, no Vale de San Joaquim, que acaba de anunciar que em Janeiro de 2019, terá pela primeira vez 2 cursos para principiantes e a Universidade Estadual da Califórnia em Fresno que neste semestre do outono de 2018 tem 4 cursos de língua e cultura portuguesas. 

Existem ainda outras universidades com vários cursos inovadores, tais como CSUS em Turlcok, a Universidade Estadual da Califórnia em San Diego e as Universidades da Califórnia em Santa Barbara e Berkeley, entre outras.  

O protocolo Instituto Camões com a Luso-America Education Foundation veio trazer à comunidade portuguesa da Califórnia, a possibilidade de ter a sua própria voz, com contactos directos com as forças vivas das nossas comunidades e as entidades do ensino Californiano. 

Desde que este protocolo foi instituído, todos os anos são criadas novas escolas comunitárias e novos cursos no ensino público.  

Há cinco anos consecutivos que aumentam o número de alunos e cursos. 

 

José Luis da Silva e Diniz Borges criam pontes

 

Os professores de apoio deste protocolo, Instituto Camões e Luso-American Education Foundation, José Luís da Silva e Diniz Borges, têm criado pontes entre as várias unidades de ensino, entre as escolas do movimento associativo e as escolas públicas e entre a comunidade portuguesa e as comunidades, brasileira e macaense.  

Suplementando as aulas durante o ano lectivo, o ensino da língua portuguesa na Califórnia tem ainda dois projectos durante o verão que são inovadores e de extrema importância: o curso de verão da Luso-American Education Foundation com a participação de cerca de meia centena de jovens e o programa Startalk do distrito escolar de Hilmar com cerca de 100 crianças.

Acredita-se que com a aderência da comunidade, e das entidades públicas, ao plano estratégico para o ensino da língua portuguesa, criado pela comunidade, para a comunidade, existem todas as probabilidades para que o ensino da língua e cultura portuguesas na Califórnia tenha, com cada ano lectivo, um contínuo crescimento. 

Sindicatos dos professores nos Açores manifestam preocupações a uma semana do arranque do ano lectivo

sala de aulaO ano lectivo 2018/2019 tem início na próxima semana, a 14 de Setembro. O Governo Regional já afirmou que estão criadas as condições para um arranque “em situação de normalidade”, mas, a uma semana do início as aulas, os sindicados dos professores na Região estão apreensivos e manifestam as suas preocupações.

O Presidente do Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA) aponta haver “falhas que têm ocorrido sistematicamente, ao longo dos últimos anos” e refere que “as escolas têm sempre se queixado da falta de professores de apoio”.

Por outro lado, acrescenta, “na Região, há grupos que se têm esgotado nas substituições”. Segundo António Lucas, “chega-se a meio, ou à segunda metade, do primeiro período e já não temos professores de Português ou de Matemática nas listas para substituições”. 

Uma situação que “demonstra que, quando no continente começam a aparecer mais horários e mais vagas, os Açores são sempre preteridos”, considera, salientando que, “num futuro próximo, vai ter que se repensar esta situação, nomeadamente ao nível de incentivos à estabilidade do corpo docente”. António Lucas refere que “as ilhas mais pequenas são aquelas que mais sofrem com isso”.

O Presidente do SPRA refere ainda que, ao nível de recursos humanos para os apoios, “tem havido falta sistemática de pessoal auxiliar, embora tenha sido prometido pelo Vice-presidente que em Janeiro começava a colocar pessoal auxiliar nas escolas”. 

“O número que ele afirmou na altura [114 lugares para assistentes operacionais], foi por nós considerado insuficiente, pelo que, provavelmente, este será um dos aspectos negativos a registar neste ano lectivo”, prevê.

Por sua vez, o Presidente do Sindicato Democrático dos Professores nos Açores (SDPA) diz ver o início do ano escolar “com alguma apreensão”, face à redução de docentes face ao ano anterior.

 “Sabemos que houve uma redução do número de alunos, na ordem dos 1400, no entanto, - por aquilo que são as colocações, até ao momento, e na comparação com as colocações até final do mês de Agosto do ano anterior -, estamos aqui com uma redução de cerca 150 docentes em relação ao ano anterior”, sublinha José Pedro Gaspar. 

O dirigente sindical do SPDA explica que há essa redução de 150 docentes, “porque foram colocados menos na contratação e porque - apesar de se dizer que uma parte dos professores foi já integrada no quadro - temos que contar com aqueles que saíram da região para o continente”.

José Pedro Gaspar acrescenta que, “relativamente ao concurso de colocação de docentes de 2017/2018, saíram 117 professores [dos Açores] e, já este ano lectivo obtiveram colocação na região 101 professores”. “Ou seja, saíram cerca de 220 professores e foram vinculados 170. Logo à partida, há uma diferença de menos 50. Além disso, foram admitidos em contrato a termo resolutivo menos 100 professores, o que dá-nos a tal diferença de menos 150 professores relativamente ao ano anterior”, explicita. 

Para o SPDA, a colocação de docentes em horário incompleto é outra preocupação: “Estamos também bastante preocupados com a colocação de professores em horários incompletos, uma situação que já criticámos no passado e à qual nos vamos manter muito atentos”, afirma.

“Portanto, é desde já com alguma apreensão que vemos o arranque do ano. A menos que, durante a próxima semana, tenhamos a colocação de um número substancial de professores que corrija esta situação”, considera ainda o responsável.

Recorde-se que, na semana passada, no concurso para contratação a termo resolutivo de pessoal docente foram colocados 565 professores em horários completos até ao final do ano escolar. Segundo o Executivo, até ao início do ano lectivo, serão efectuadas novas colocações que visam a colocação de docentes em substituição de outros docentes temporariamente ausentes ao serviço, em horários incompletos, assim como nas situações em que as horas lectivas a assegurar não atingem a duração de um horário completo.

O calendário escolar para o ano lectivo 2018/2019, que abrange os estabelecimentos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário público e para o ensino particular ou cooperativo com paralelismo pedagógico, prevê o arranque do ano lectivo a 14 de Setembro, terminando a 21 de Junho de 2019.

Dividindo-se em três períodos lectivos, o primeiro decorre até 14 de Dezembro, o segundo entre 3 de Janeiro e 5 de Abril e o terceiro de 23 de Abril a 21 de Junho. As interrupções lectivas serão de 17 de Dezembro a 2 de Janeiro, de 4 a 6 de Março e de 8 a 22 de Abril.

 

Cenário de greve “muito provável”

 

O final do último ano lectivo de 2017/2018 ficou marcado pela greve às avaliações pela defesa da recuperação integral do tempo de serviço dos docentes, cumprido nos períodos de congelamento das carreiras.

António Lucas afirmou que o próximo também ficará marcado pela luta. “Iremos dar um sinal claro, nomeadamente a nível nacional, com a possibilidade de marcação de greve à saída da reunião com o Ministro, que é já esta Sexta-feira [hoje], caso não haja cedências legislativas por parte do Ministério da Educação”. “O panorama do retorno à luta é muito provável”, acrescenta. Recorde-se que a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) avançou, na Quarta-feira, a possibilidade de uma greve entre 1 e 4 de Outubro, caso esta reunião com o Ministério da Educação sobre contagem do tempo de serviço seja inconclusiva.

José Pedro Gaspar, por seu turno, salientou que a contestação que foi feita no final do ano lectivo passado “teve inerente um conjunto de reivindicações que são do conhecimento do Governo Regional dos Açores”, pelo que aguarda “com expectativa” que o orçamento da Região “reflicta este caderno reivindicativo” dos docentes açorianos.

“Vamos dar o benefício da dúvida. Sabendo o Governo Regional do descontentamento dos professores, é expectável que, na preparação do orçamento do próximo ano, o executivo açoriano contemple as nossas reivindicações, pelo menos numa parte substancial”, salienta o presidente do SPDA. “Não acontecendo isso, podemos retomar formas de greve”, admitiu, no entanto, José Pedro Gaspar.

 

Secretário da Saúde ignorou parecer de jurista que recomendava abertura de inquérito

hospital angra

Investigação do “Diário dos Açores” ao caso do helicóptero

“desviado” pela Presidente do Hospital de Angra

 

O Secretário Regional da Saúde, Rui Luís, ignorou um parecer de um jurista que recomendava a abertura de um inquérito pela Inspecção de Saúde ao caso do helicóptero “desviado” pela Presidente do Hospital de Angra para evacuar um familiar em S. Jorge.

Na investigação deste caso, revelado pelo “Diário dos Açores”, conseguimos apurar que após as médicas responsáveis pela evacuação terem apresentado queixa contra a atitude de Olga Freitas, Presidente do Hospital de Angra do Heroísmo, o Presidente do Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) solicitou de imediato um parecer jurídico sobre o caso, que lhe foi entregue pouco tempo de pois.

O jurista responsável pelo parecer, segundo conseguimos saber, escreveu, peremptoriamente, que “dada a matéria em apreço ser em grande parte estritamente do foro médico-clínico e na ausência de recursos próprios do SRPCBA para a análise técnica da matéria em causa, sou de parecer deva ser proposto junto de Sua Exª o SRS a intervenção e nomeação de instrutor ou instrutores da Inspecção Regional de Saúde a fim de ser averiguada a situação descrita, quer os procedimentos utilizados na decisão clínica”.

 

Parecer pedido pelo Presidente da Protecção Civil

 

O jurista classifica como “gravidade” o relato das médicas que apresentaram queixa contra a Presidente do Hospital, recomendando assim a abertura de um inquérito, que o Secretário Regional da Saúde veio a considerar que era “desnecessário” e, passados dois anos, com a revelação do caso pelo nosso jornal, o Presidente do Governo, Vasco Cordeiro, ordenou a abertura do inquérito.

Foi com base naquele parecer jurídico que o Presidente do Serviço de Protecção Civil escreveu ao secretário Regional da Saúde apresentando a respectiva queixa dos médicos e solicitando a abertura do inquérito.

 

Da queixa até à abertura do inquérito

 

Recorde-se que a Presidente do Conselho de Administração do Hospital de Angra do Heroísmo, Olga Freitas, interferiu ilegalmente numa operação de evacuação de doentes, obrigando um helicóptero da Força Aérea a evacuar um doente seu familiar da ilha de S. Jorge, quando a equipa médica tinha optado por, primeiro, evacuar um doente da ilha Graciosa.

Os factos ocorreram a 2 de Fevereiro do ano passado, tendo a médica reguladora das evacuações apresentado uma queixa por escrito, com a afirmação de que “não posso permitir que esta situação passe despercebida perante a gravidade do ocorrido”. 

Naquele dia a equipa médica das evacuações foi confrontada com o pedido de duas evacuações em simultâneo, uma criança na ilha Graciosa e outro doente na ilha de S. Jorge.

Analisada a situação dos dois doentes, o risco de transporte de ambos era considerado “semelhante”, com o doente da Graciosa a ser evacuado para o Serviço de Urgência/Serviço de Pediatria do Hospital de Angra e o de S. Jorge para o Serviço de Urgência/ Serviço de Neurologia do Hospital de Angra.

Perante a situação clínica de ambos os doentes, a médica reguladora estabeleceu uma série de contactos com o hospital de Angra, tendo concluído que o doente de S. Jorge teria que ser evacuado para o Serviço de Neurocirurgia do Hospital de Ponta Delgada, já que no Hospital de Angra o aparelho do TAC estava avariado. 

Depois de vários contactos com os médicos especialistas, a médica reguladora optou pela evacuação dos dois doentes para o Hospital de Ponta Delgada no mesmo tempo de viagem, “poupando assim tempo e recursos numa só evacuação para os dois utentes que requeriam uma avaliação relativamente urgente das especialidades em questão”.

Toda a equipa envolvida concordou, “por considerar óbvia a decisão, mas pouco tempo depois toda a gente ficou espantada com uma decisão contrária”, revela a nossa fonte.

Veio a saber-se que a Presidente do Hospital de Angra, Olga Freitas, interferiu no processo, “de forma ilegal, porque não tem voz nesta coordenação”, dando ordens para que não houvesse a evacuação conjunta na mesma viagem e que a prioridade fosse dada ao do doente de S. Jorge, que, veio a saber-se, era seu parente.

A Presidente do Hospital chegou mesmo a telefonar para vários elementos da equipa médica reguladora e até para os médicos especialista, discordando da decisão de todos e impondo a sua, “dificultando mesmo o trabalho de toda a equipa”.

 

Secretário desautorizado pelo Presidente

 

Depois do nosso jornal ter revelado esta história, a Presidente do Hospital emitiu um comunicado afirmando que não cometeu nenhuma ilegalidade.

Também o Secretário da Saúde considerou não haver necessidade de abertura de inquérito, na sequência das averiguações da Direcção Regional de Saúde.

O Presidente do Governo, no mesmo dia da notícia revelado pelo “Diário dos Açores”, ordenou de imediato um inquérito, que deveria estar pronto no final do mês de Agosto, mas que depois foi autorizada a sua conclusão para 7 de Setembro.

O PSD também requereu audiências parlamentares, devendo ouvir a Presidente do Hospital e o Secretário da Saúde na reabertura deste período parlamentar.

Turismo deverá cair 3% novamente em Julho

turista sete cidadesEmbora seja ainda uma estimativa, o Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA) avança que as dormidas em Julho poderão ter diminuído 3% em relação ao mesmo período do ano passado.

De facto, com base no modelo econométrico desenvolvido pelo SREA e na informação disponível até à data, nomeadamente a evolução do número de passageiros aéreos desembarcados e o valor dos levantamentos em caixas multibanco, estima-se que o número de dormidas na Hotelaria Tradicional dos Açores durante o mês de Julho terá sido de 233 mil.

Comparando com o valor divulgado para Julho de 2017, esse valor reflecte uma diminuição de 3% em termos homólogos.

 

Turismo Rural cresce em Junho

 

Por sua vez, no que respeita ao Turismo em Espaço Rural, no mês de Junho, se a taxa de resposta fosse semelhante à do período homólogo, as dormidas seriam aproximadamente 8.907 e os hóspedes 2.429 – aumentos de 24,8% e 16,2%, respectivamente, face ao mesmo mês de 2017, no qual se verificaram 7.138 dormidas e 2.091 hóspedes. 

No trimestre que acabou em Junho de 2018 estimam-se 18.472 dormidas, correspondendo a 5.162 hóspedes, o que compara com 16 058 dormidas e 4.346 hóspedes em período homólogo (crescimentos de 15,0% e 18,8%, respectivamente). 

Durante o mês de Junho a taxa líquida de ocupação-cama (TLOC) foi de 35,6%, acima do valor registado no mesmo período de 2017 (29,6%). 

A estada média (EM) foi de 3,7, o que compara com 3,4 em período homólogo. 

 

10.202 camas nos Açores

 

A capacidade de alojamento nos Açores, na Hotelaria Tradicional, em Junho de 2018, situou-se nas 10.202 camas repartidas pelos 95 estabelecimentos em funcionamento nesse mês. 

A oferta de alojamento, traduzida no número médio de camas disponíveis, atingiu as 9.960 camas. 

O número médio de pessoas ao serviço foi de 2.125. 

 

Alojamento Local sempre a crescer

 

O número de unidades de Alojamento Local nos Açores, em Junho deste ano, era de 1.825, quando em Janeiro registava 1.588, um aumento de 237 unidades em apenas seis meses.

A ilha com mais unidades é S. Miguel, com 952, seguindo-se a ilha do Pico (303), Terceira (277), Faial (141), S. Jorge (59), Flores (51), Santa Maria (29), Graciosa (9) e Corvo (4). 

A Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP) divulgou dados, onde se conclui que mais de 70% do alojamento local do país se situa fora das cidades de Lisboa e Porto. 

Faro é o distrito com mais unidades registadas. 

No total – continente e Madeira – existem cerca de 72.500 unidades de alojamento local até o início de Agosto, o que corresponde a mais de 168 mil quartos disponíveis. 

Desde 2014 o número tem subido significativamente uma vez que há quatro anos havia cerca de 14 mil registos de alojamento local. 

Já no arquipélago dos Açores, que tem um sistema de registo próprio, a 24 de Agosto existiam cerca de 2 mil unidades. 

A maioria das unidades registadas têm a categoria geográfica de “destinos de praia veraneio e ilhas”, num total de 61%, tendo 10% sido registadas como “interior e outras cidades”.

A ALEP identifica a tipologia apartamento como a mais frequente, com 66%, seguida da moradia, com 27,1%.

O aumento do número de unidades pode justificar-se com o facto de, este ano, mais de 180 freguesias terem recebido pela primeira vez um registo de alojamento local. Em média, existe uma nova freguesia por dia a acolher uma unidade, sendo “a maioria” localizada no interior do país, explica a ALEP.

Este levantamento nacional prevê que haja cerca de 33 mil famílias a depender do alojamento local para o seu sustento, assim como 7 mil microempresas a operar na área. “Muitos dos titulares de alojamento local perderam o emprego durante a crise, sendo que uma grande parcela destes já estava numa idade madura, na qual as portas do mercado de trabalho se fecham”, acrescenta a Associação.

30% dos jovens açorianos estão no desemprego

pessoas em Ponta Delgada1O desemprego nos Açores, como é sabido, abrange 8,2% da população activa, continuando a ser maior nos mais jovens, que no segundo trimestre deste ano atingiu 29,8% dos indivíduos com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos, tendo diminuído 0,2 pontos percentuais relativamente ao trimestre anterior, segundo revela a publicação trimestral do SREA.

A diminuição homóloga do desemprego deveu-se quer à diminuição do número de desempregados à procura do primeiro emprego, que passaram de 1.964 para 1.674 indivíduos, quer à diminuição do número de desempregados à procura de novo emprego, que passaram de 10.251 indivíduos para 8.348 indivíduos.

 

Desemprego masculino desceu e feminino aumentou

 

Na análise por sexos, em termos homólogos, verifica-se uma variação em termos de peso no total do desemprego: o sexo masculino passou de 55,2% para 50,5% do total do desemprego, e o sexo feminino de 44,8% para 49,5%.

Quanto à situação na profissão, em termos homólogos, verificou-se um aumento no grupo dos trabalhadores por conta de outrem (3,2%), enquanto que no grupo dos trabalhadores por conta própria ocorreu uma diminuição (2,6%). 

No que diz respeito à variação trimestral, verificaram-se aumentos, quer nos trabalhadores por conta de outrem (0,3%), quer nos trabalhadores por conta própria (5,5%). 

Neste último grupo, os trabalhadores por conta própria como isolados apresentaram aumentos em ambas as variações (a homóloga foi de 2,3% e a trimestral foi de 7,5%). 

Os trabalhadores por conta própria como empregadores, apresentaram variações diferentes: a homóloga foi negativa (14,1%) e a trimestral foi positiva (0,4%).

 

Trabalhadores por conta de outrem aumentaram

 

Os trabalhadores por conta de outrem que possuem um contrato permanente, registaram uma variação homóloga positiva de 2,5% e uma variação trimestral também positiva de 0,5%.

 Nos trabalhadores com contrato não permanente, as variações foram ambas negativas (0,3% na variação homóloga e 8,7% na variação trimestral). 

Na evolução do emprego por sectores de actividade, verificaram-se aumentos na variação homóloga nos sectores primário e terciário (4,6% e 3,6% respectivamente), enquanto que o sector secundário apresentou uma diminuição (4,9%).

 Ocorreram semelhantes variações na análise trimestral: os sectores primário e terciário variaram positivamente (1,0% em ambos) e o sector secundário diminuiu 1,4%. 

Nas variações trimestrais o maior aumento verificou-se no subsector de actividades administrativas e dos serviços de apoio (11,1%). Em termos homólogos, foi o subsector do alojamento, restauração e similares que obteve o maior aumento (47,8%), seguido do de actividades administrativas e dos serviços de apoio (38,3%).

 

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