Ryanair negoceia uma “terceira localização” nos Açores

ryanair-aircraft-9A Ryanair está a negociar uma terceira localização nos Açores, depois de Ponta Delgada e Terceira, revelou Michael O’Leary, Presidente da Ryanair, numa conferência de imprensa ontem em Lisboa.

O Presidente da companhia revelou ainda que está a conversar com o Governo Regional e com a ANA, sendo os “custos” a maior dificuldade, sem adiantar mais pormenores.

Desconhece-se qual será a terceira alternativa, mas é muito provável que seja o Faial ou Pico, uma reivindicação das populações das ilhas do triângulo.

A ilha do Faial é a que apresenta maior número de passageiros desembarcados, mas é o Pico que está a crescer mais em termos turísticos.

No ano passado o Faial cresceu apenas 1,1%, enquanto o Pico cresceu 9,4%.

 

Meio milhão de passageiros nos Açores

 

Michael O’Leary anunciou ainda que pretende atingir o meio milhão de passageiros no horário de Inverno 2018/2019 na operação de Ponta Delgada e Terceira. 

A nível nacional, a companhia aérea estima um crescimento de 6% em a partir do final deste ano, altura em que vai lançar 14 rotas para os cinco aeroportos do país, visando transportar 11 milhões de passageiros por ano. 

“Vamos aumentar o nosso tráfego em 6% e, pela primeira vez, vamos transportar 11 milhões de passageiros” por ano, disse Michael O’Leary, que explicava o horário de inverno deste ano (entre o final de Outubro de 2018 e Março de 2019).

Grande parte (3,5 milhões por ano) destes passageiros são esperados no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, seguindo-se o do Porto (4,4 milhões de passageiros), o de Faro (2,6 milhões de passageiros) e os de Ponta Delgada e Terceira, nos Açores, com um total de 500 mil passageiros.

 

Mais 14 destinos

 

Ao todo, estes aeroportos terão mais 14 novos destinos, estando em causa oito novas rotas do Porto (para Bolonha, Cagliari, Dusseldorf, Lille, Manchester, Malta, Marraquexe e Sevilha), cinco de Faro (para Berlim, Colónia, Cork, Marselha e Milão Bergamo), três de Ponta Delgada, duas na Terceira e uma de Lisboa (para Edimburgo).

Assim, a Ryanair passará a operar 104 rotas no país. 

O’Leary disse ainda que a maioria dos pilotos ao serviço da Ryanair em Portugal já aceitou uma subida no ordenado, depois da contestação no final de 2017.  

“Mais de 75% dos pilotos em Portugal aceitaram um aumento nos salários”, confirmou, assegurando, contudo, que as negociações com o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) são para continuar.

Em Outubro passado, a companhia anunciou que ia gastar mais 100 milhões de euros por ano para pagamentos a pilotos. 

“Fomos durante 30 anos uma empresa sem sindicatos. Ficou claro que os nossos pilotos queriam que lidássemos com sindicatos”, explicou.

Quanto à greve de seis dias que os tripulantes de cabine marcaram para o período da Páscoa, o Presidente da Ryanair mostra-se confiante de que a mesma não seguirá em frente. O’Leary diz que a empresa tentou reunir-se com o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), sem sucesso. 

 

Acusações a ANA e TAP

 

Sobre o reforço de voos em Lisboa, diz que só não é maior pela falta de espaço na Portela. 

Michael O’Leary acusa a gestora aeroportuária ANA de querer “atrasar” o início da pista complementar no Montijo. 

“A ANA não quer voos no Montijo. Quer mantê-los na Portela com taxas mais altas”, diz. Para o empresário, foi um “erro” o Governo ter vendido a ANA aos franceses da Vinci.

O Presidente da Ryanair vai mais longe e considera que “há uma conspiração entre a ANA e a TAP” para que o projecto no Montijo não avance antes de 2020. Por isso mesmo, a vontade da própria Ryanair em ter, tanto na Portela como no Montijo, 80 destinos a partir de Lisboa – actualmente são 27 – fica comprometida”. 

 

Preocupações com o Brexit

 

Michael O’Leary mostrou-se ainda preocupado com o impacto negativo do Brexit no turismo português, com as indefinições sobre se continuará a haver um espaço aéreo único como até agora. 

“O Brexit é uma ameaça real para o turismo português em 2019 ou 2020”, resumiu. A segunda maior companhia aérea em Portugal voa para cinco aeroportos e terá, com o reforço do próximo inverno, mais de uma centena de rotas.

 

 

 

 

 

 

 

Hotelaria tradicional absorveu apenas uma centena de postos de trabalho

cama hotelA hotelaria tradicional nos Açores absorveu apenas uma centena de postos de trabalho no ano passado, mas aumentou temporariamente os seus quadros na época de Verão.

De acordo com os dados que podemos observar, através do SREA (ver quadro), em Dezembro do ano passado a hotelaria fechou o ano com 1.996 pessoas ao serviço, quando no mesmo período do ano anterior tinham sido menos 111 pessoas.

Isto significa que há, pelo menos, cerca de 250 pessoas que são dispensadas a seguir ao Verão, uma vez que, em Agosto, são chamados ao serviço na hotelaria 2.253 pessoas (mais 257 do que o quadro fechado em Dezembro).

Janeiro é o mês em que se verifica menos pessoal ao serviço da hotelaria, 1.802 em Janeiro de 2017 e 1.435 em Janeiro de 2016.

A maior concentração vai de Abril a Outubro, em que os números ultrapassam os 2 mil, facto semelhante só verificado em Agosto e Setembro de 2016.

Trata-se de um sinal de que a sazonalidade está a diminuir, mas ainda é notória uma concentração nos meses de Verão.

Quanto aos custos com pessoal, no ano passado a hotelaria gastou 27,6 milhões de euros, quando em 2016 tinham sido 23, 3 milhões de euros, um crescimento de quase 4 milhões de euros, muito menos do que a diferença de 17 milhões de euros nos proveitos totais entre 2016 e 2017.

No primeiro ano os proveitos totalizaram 70,6 milhões de euros, enquanto que no ano passado foram 87,6 milhões de euros,

 

São Miguel concentra mais dormidas

 

Quanto às dormidas no ano passado, de destacar que é na hotelaria tradicional que se concentra o maior número (80%), sendo que S. Miguel é a ilha com o maior peso.

Mas quem mais cresce é o Alojamento Local (75% em 2016), havendo mesmo duas ilhas, Pico e Flores, onde metade das dormidas são efectuadas em Alojamento Local e Espaço Rural.

De resto o turismo em Espaço Rural é o que tem crescido menos (9% em 2016).

Outro dado curioso é o facto da ilha do Faial ter crescido muito pouco no ano passado, apenas 1,1% das dormidas, mesmo assim melhor do que a ilha do Corvo, que está em contraciclo, ou seja, a única ilha que teve um decréscimo de dormidas (-7%). 

 

Salários não acompanham ritmo de crescimento

 

O facto do turismo estar a crescer de ano para ano nos Açores não significa que os salários também estejam a crescer.

Esta discussão também se verifica no sector a nível nacional, que conhece fenómeno semelhante.

De facto, o turismo bate recordes em Portugal desde 2014 mas os salários contabilizados pelo gabinete de estatísticas nacional não acompanham este ritmo de crescimento. 

No ano passado, o salário médio líquido pago pelas “actividades de alojamento, restauração e similares” não foi além dos 632 euros, revela o “Diário de Notícias” de segunda-feira.

São mais 41 euros do que em 2014 quando a actividade voltou a crescer, e mais 45 do que em 2011, ano de entrada da troika em Portugal, sublinha. 

A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) defende que as estatísticas não reflectem a realidade.

Portugal recebeu em 2017 quase 21 milhões de turistas, com o sector a valer 7% da economia nacional em 2016, segundo a Conta Satélite. 

As receitas atingem 12,6 mil milhões de euros (o dobro do valor de há dez anos). Só no último ano, o turismo cresceu mais 9% em hóspedes e 19% em receitas. 

”Se juntarmos à hotelaria e à restauração, as agências de viagens, companhias aéreas, aeroportos, operadores, campos de golfe, resorts... isto sobe”, diz Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), citado pelo “DN/Dinheiro Vivo”. 

Calheiros chama a atenção para a subvalorização da indústria turística. 

“Queremos que as CAE (classificações de actividades económicas) sejam muito mais expressivas, até pelo peso que a confederação representa.” 

A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) não tem números sobre os salários em 2017. Mas um último levantamento de 2016 apontava para “salários médios de 1035 euros, excluindo subsídios, designadamente de alimentação, e prémios sem carácter certo e permanente”, diz. Esta remuneração, adiantou a associação, foi paga durante 14 meses.

 

“O mais importante é mesmo o carinho que damos à roupa”

fatima soaresFoi a experiência no ramo da lavandaria que levou Fátima Soares a aceitar o desafio de ter o seu próprio negócio. Depois de ter estado a trabalhar durante vários anos por conta de outros, em 2006 esta empresária tomou as rédeas de um projecto próprio, localizado na Rua do Provedor, em Ponta Delgada: a Lavandaria Fátima Soares. Uma decisão de que não se arrepende passados 12 anos.

 

Diário dos Açores – A lavandaria existe há quanto tempo?

Fátima Soares – Vim trabalhar para esta lavandaria no ano 2004 e estive a trabalhar por conta do antigo proprietário até 2006, altura em que adquiri o negócio. Como já tinha estado a trabalhar durante 14 anos numa outra lavandaria e já tinha alguma experiência na área foi-me proposto ficar com esta lavandaria.

 

O que a levou a deixar de ser funcionária para passar a patroa?

FS – Tive que pensar muito, não foi uma decisão fácil. Mas não me arrependo. Até ao momento tenho tido bons resultados. Foi uma aposta muito grande e um grande investimento, mas valeu a pena.

 

Como foi evoluindo o negócio?

FS – Depois de ter adquirido o negócio, e como as pessoas já me conheciam e conheciam o meu trabalho, comecei a ganhar os meus clientes. Importa referir que nos dois anos antes, esta lavandaria não tinha grande actividade, até estava para fechar. Mas quando passei para proprietária, as pessoas foram sabendo e fomos tendo mais trabalho até aos dias hoje. Faço um balanço muito positivo à minha actividade desde 2006.

 

Hoje a lavandaria está muito diferente de há 12 anos atrás?

FS – Sim, muito diferente. Hoje temos muitos mais serviços. No início, esta lavandaria não era conhecida, fruto de não haver publicidade e também porque a pessoa que estava aqui não tinha muita formação nesta área. Mas, quando vim trabalhar para cá, fomos ganhando aquilo a que se chama de “clientes grandes” como é o caso, por exemplo, do Coliseu Micaelense, Ateneu Comercial ou o Clube Micaelense. Neste momento, por causa do Carnaval, estou cheia de toalhas destes espaços.

 

O que é preciso para manter um negócio deste género?

FS – Muita dedicação. Costumo dizer às minhas colaboradoras que temos que tratar a roupa dos nossos clientes como se fosse nossa, ou mais ainda. É preciso ter carinho pela roupa. Nos dias de hoje há roupas muito complicadas, há nódoas difíceis de tirar e há que ter cuidado com os tintos. Há muita roupa branca, por exemplo, a que vem mais amarela por causa das águas férreas das Furnas, que requer cuidados mais especiais. São trabalhos mais difíceis, mas tentamos, duas ou três vezes, e insistimos para fazer o melhor para os nossos clientes.

 

A lavandaria tem alturas com mais trabalho?

FS – Temos sempre trabalho. Mas na passagem de ano e Carnaval intensifica-se o trabalho.

 

E o que a lavandaria tem para oferecer?

FS – Eu costumo dizer que temos sempre boa disposição, carinho e simpatia por todos quantos nos procuram. Já criamos uma relação de amizade com muitos dos nossos clientes que não deixam de procurar os nossos serviços e também mostram carinho por nós. Isso acontece também porque sou uma pessoa persistente na roupa. Sou “chatinha”, faço de tudo para entregar uma peça de roupa na perfeição. Há vestuário que às vezes vem com a falta de um botão, ou descosida e o cliente nem sabia. Costumo arranjar estas peças, mesmo que o tempo seja pouco, para que quando a roupa for entregue, vá toda em condições para os nossos clientes.

 

Ou seja, para além da lavagem, ainda faz serviço de costura?

FS – Sim, naquilo que posso fazer.

 

Quais os serviços de que dispõe?

FS – Temos limpeza com água, a seco e serviço de engomadaria. Há pessoas que só querem que passemos roupa a ferro. Geralmente estes são clientes semanais. Temos sempre muitas camisas só para engomar, calças e fardas. Fazemos de tudo um pouco. Tudo o que seja para lavar, estamos prontos para aceitar qualquer serviço.

Recebemos todo o tipo de roupa ao longo de todo o ano. No Carnaval aparecem mais os fatos, os vestidos de gala e as toalhas dos espaços onde se vão realizar os bailes. 

Também por altura da Quaresma somos muito procurados pelos romeiros. Já há romeiros que vêm todos os anos para impermeabilizarmos os xailes, os lenços, as sacas e às vezes há quem peça para impermeabilizar os fatos de treino. 

 

Conta com quantos colaboradores?

FS – Já houve uma altura em que tinha sempre dois colaboradores. Mas para não estar com a corda ao pescoço, optei por ter apenas uma funcionária a tempo inteiro. Quando é preciso, costumo ter uma outra colaboradora pontualmente. O meu marido também me dá uma ajuda e é um grande apoio, apesar de ele ter o seu trabalho fora da lavandaria. Costumo também estar sempre na loja. Já não tenho férias, vou só tirando uns bocadinhos para ir ver os meus filhos.

Trabalhamos todos os dias da semana. Há alturas em que trabalho aos Sábados e Domingos. Isso aconteceu recentemente por causa dos bailes de Carnaval do Coliseu. São muitas horas de trabalho e muita dedicação.

 

É preciso gostar muito deste trabalho para se ter esta dedicação…

FS – Sim! Sem dúvida. Gosto muito do que faço. Comecei nesta vida com 21 anos, mas nunca mais deixei esta área. Trabalhei na lavandaria de um hotel em Ponta Delgada, também estive numa outra lavandaria durante 14 anos e depois vim para aqui. A minha vida é roupa e água.

 

Não há nódoa que não consiga tirar?

FS – Às vezes há. Há nódoas que, por mais que façamos, são impossíveis de eliminar. Tento satisfazer os clientes, no entanto, às vezes não se consegue, até porque não faço milagres.

 

Já lá vão 12 anos de Lavandaria Fátima Soares, tem novos projectos?

FS – Não. Os tempos não estão favoráveis a que se façam novos investimentos. Existem mais lavandarias em Ponta Delgada, que são nossas concorrentes, por isso não penso em novas aventuras.

É preciso muita força de vontade. Ter um negócio destes não é fácil e no Verão é ainda mais complicado, quando temos que passar a ferro com o calor.

Não é para qualquer pessoa. É preciso mesmo gostar de roupa.

Faz-se um esforço muito grande, porque o cansaço também se manifesta nas pernas por estar todo o dia de pé.

 

E sentiu dificuldades ao longo destes anos?

FS – O cansaço foi uma das dificuldades. Em termos de negócio, já houve uma altura em que havia mais pessoas a procurar os nossos serviços. Também passamos por algumas situações de pagamentos em atraso, mas tudo se ultrapassa…

 

A manutenção da lavandaria também implica grandes gastos?

FS – Costumo ter um técnico que, anualmente, vem ver as máquinas. No dia-a-dia, se for preciso algum reparo, o meu marido já está a par de muitas situações e consegue arranjar. Se for algo mais complicado, entra-se em contacto telefónico com técnicos do exterior e tenta-se resolver as situações que vão surgindo.

Tenho máquinas muito antigas e por isso são mais duradouras.

 

E no que diz respeito aos produtos…

FS – Muitos dos produtos que utilizo vêm de Portugal Continental, como é o caso dos produtos para limpezas a seco ou mais químicos. De resto, também compro muitos produtos por cá, como o amaciador, pó, detergente ou o branqueador.

 

Como olha para o futuro?

FS – Enquanto tiver forças, vida e saúde não saio daqui. Gosto muito deste espaço e da nossa localização, principalmente porque está perto do Santuário do Senhor Santo Cristo. Uma vez que sou bastante devota, gosto de saber que estou perto Dele. Gosto de estar aqui!

 

Porque gosta tanto desta área?

FS – Também por causa dos clientes. Sinto-me bem em fazer este serviço. Agrada-me a simpatia dos nossos clientes. Há dias em que estamos mais cansados, ou mais aborrecidos, e de repente aparece um cliente, que me chama pelo meu nome, e só isso já me deixa feliz e bem-disposta.

 

Foi preciso ter formação?

FS – Já fui a algumas formações e, na lavandaria, quando é preciso, eu mesma a dou. No entanto, fui aprendendo muito foi comigo própria. Nesta área o mais importante é mesmo o carinho que damos à roupa e é isso que transmito às minhas colaboradoras. Eu estou sempre a dizer que é preciso fazer sempre tudo com carinho e amor.

 

Sente-se uma empresária realizada?

FS – Sim, muito! Sinto-me muito feliz. Nunca pensei que algum dia ia ter um negócio meu. Mas curiosamente quando vim trabalhar para a lavandaria, o antigo proprietário dizia-me que a lavandaria ia ser minha, e eu descartava esta hipótese. Quando falei sobre este assunto com o meu marido, inicialmente ele perguntou-me se eu estava maluca? (risos)… Mas o certo, é que adquiri o negócio e já se passaram 12 anos. Não estou nada arrependida. Foi uma das melhores coisas que fiz na vida, a seguir a ter casado e aos meus filhos.

Por: Olivéria Santos

Empresas açorianas dão pouca formação aos seus trabalhadores

pessoas em Ponta Delgada1No último triénio (2014/2015/2016), do total de empresas sediadas nos Açores, refira-se que em termos percentuais as empresas que proporcionaram formação contínua aos seus trabalhadores representaram apenas 7,1%, 6,9% e 7,9% nos anos respectivos, revelou ontem o Observatório do Emprego e Formação Profissional dos Açores.

Quanto ao peso que as diversas ilhas assumem no conjunto da Região, a ilha de São Miguel regista valores muito significativos, que atingem 65,4% (2014), 67,7% (2015) e 68,7% (2016).

Constata-se, que o número de empresas que proporcionaram formação sofreu um acréscimo, na ordem dos 16,1%, relativamente ao ano de 2015, o número de TCO abrangidos pela respectiva formação também aumentou 18%, em relação ao ano de 2015.

Na ilha de São Miguel, da totalidade das empresas com sede na ilha (2 435), no ano de 2016, somente 257 empresas (10,6%) proporcionaram formação contínua aos seus trabalhadores. 

Constata-se que, em termos percentuais, as actividades inseridas no Comércio por grosso e a retalho reparação de veículos automóveis e motociclos (17,1%) e as Indústrias transformadoras (12,5%) e Actividades de saúde humana e apoio social (10,9%) são as mais representativas. 

Da totalidade de trabalhadores a quem foi proporcionada formação contínua, compensação monetária ou substituição por outra modalidade (7 937), cerca 99,9% frequentaram formação profissional no ano de referência, destacando-se a faixa etária dos 35 a 44 anos. 

Quanto ao nível das habilitações prevalece o «Secundário, Profissional e Pós-secundário» (29,2%), logo seguido do «3º Ciclo do Ensino Básico» com 25,1% . 

Por outro lado, o segmento «Profissional qualificado» representa 30,5% do total de trabalhadores a quem foi proporcionada formação contínua.

 Em termos de entidade formadora, afigura-se como predominante a «Própria empresa», com 65,8% do total de participações. 

Das 23 444 participações em acções de formação contínua, por modalidade de formação, 58,8% enquadram-se em «Outras acções de formação contínua não inseridas no Catálogo Nacional de Qualificações», com maior peso nos Transportes e armazenagem. 

A quase totalidade (98,7%) da participações em acções de formação contínua afiguram-se «Da responsabilidade do empregador». 

Refira-se ainda que as mesmas acontecem dentro do horário laboral (95%). 

A participação em acções de formação contínua, por área de educação/formação, recai maioritariamente sobre os Serviços (47%), seguida pelas Ciências Sociais, Comércio e Direito (31,2%), merecendo destaque as actividades de Transportes e armazenagem, na primeira área e as Actividades de Comércio, reparação de veículos automóveis, na segunda área. 

Lideramos no crescimento de dormidas, proveitos e rendimento dos quartos

turista sete cidadesDepois dos dados estatísticos do SREA sobre a actividade turística do ano de 2017, que publicámos na passada Quinta-feira, impõe-se agora a publicação dos dados do INE com as respectivas comparações com outras regiões do país. Dos dados que abaixo transcrevemos, é notório que os Açores voltaram a liderar em vários aspectos, em termos de crescimento, sobretudo nas dormidas, nos proveitos e no rendimento dos quartos (RevPar). Com o reforço das operações de rotas que se prevê para este Verão, nomeadamente os da Delta a partir de Nova Iorque, tudo indica que 2018 voltará a ser um excelente ano turístico na nossa Região, não esquecendo a operação de outras companhias europeias, a partir de várias cidades da Europa, e da Azores Airlines com os novos aviões.

 

No conjunto do ano de 2017, todas as regiões apresentaram aumentos nas dormidas, sobressaindo os Açores (+15,8%) e o Centro (+14,5%). 

O Algarve concentrou 33,1% das dormidas em 2017, seguindo-se a AM Lisboa (24,9%). 

Neste ano houve um acréscimo de 3,9 milhões de dormidas (face a 2016), do qual 29,0% foi proveniente da AM Lisboa (1,1 milhões de dormidas adicionais), 24,4% do Algarve (mais 963,1 mil dormidas) e 18,2% do Centro (acréscimo de 716,8 mil dormidas).

Em 2017, as maiores variações relativas das dormidas de residentes registaram-se nos Açores (+18,7%) e Alentejo (+9,5%), enquanto as de não residentes sobressaíram no Centro (+29,5%), Alentejo (+15,9%) e Açores (+13,8%).

 

Açores dominam em Dezembro

 

Em Dezembro, observaram-se aumentos das dormidas em todas as regiões excepto na Madeira (-0,3%), com destaque para o Alentejo (+24,4%) e  Açores (+23,4%). 

As dormidas concentraram-se principalmente na AM Lisboa (peso de 31,8%), Algarve (17,8%) e Norte (17,6%). 

Neste mês houve um incremento de 243,9 mil dormidas (face a igual mês do ano anterior), do qual 37,9% foi proveniente da AM Lisboa (92,4 mil dormidas adicionais) e 25,5% do Norte (acréscimo de 62,3 mil dormidas).

As dormidas de residentes aumentaram em todas as regiões em Dezembro, com realce para as evoluções dos Açores (+32,0%), Alentejo (+24,3%) e Algarve (+15,5%).

Em Dezembro, em termos de dormidas de não residentes, destacou-se o crescimento verificado no Centro (+29,8%), Alentejo (+24,6%) e Norte (+18,9%).

 

Estada média com redução em Dezembro devido aos não residentes

 

A estada média (2,32 noites) reduziu-se 1,2%. 

Os não residentes evidenciaram redução nas estadas (-4,5%), enquanto nos residentes se observou um crescimento de 2,3%.

As reduções mais significativas ocorreram no Algarve (-5,7%) e Madeira (-3,9%). 

Destacaram-se os crescimentos verificados no Alentejo (+4,0%) e Açores (+2,8%).

 A Madeira registou a estada média mais elevada (5,08 noites).

Em 2017, a estada média reduziu-se 1,4% para 2,79 noites (+0,4% em 2016 e -1,5% em 2015). 

As estadas médias de residentes e de não residentes corresponderam a 1,99 noites e 3,28 noites, respectivamente (registando variações de -0,4% e -2,8%, pela mesma ordem).

 

Taxa de ocupação manteve crescimento

 

A taxa líquida de ocupação-cama (32,1%) aumentou 1,8 p.p. em Dezembro (+1,7 p.p. no mês anterior). 

As taxas de ocupação mais elevadas ocorreram na Madeira (47,9%) e AM Lisboa (42,4%). 

Os maiores aumentos da taxa de ocupação verificaram-se no Alentejo (+4,3 p.p.) e Açores (+3,7 p.p.).

Em 2017, a taxa líquida de ocupação-cama fixou-se em 51,6% (+2,3 p.p.), com um aumento inferior ao verificado no ano anterior (+3,1 p.p.).

 

Proveitos em aceleração

 

Os proveitos totais atingiram 160,2 milhões de euros e os de aposento 108,3 milhões de euros (+18,1% e +21,1%, respectivamente), acelerando face ao mês anterior (+16,4% e +18,0%, respectivamente).

Em 2017, os proveitos totais aumentaram 16,6% e os de aposento 18,3%, resultados que reflectem uma desaceleração dos proveitos totais e uma relativa estabilização dos de aposento face a 2016 (+17,3% e +18,2%, respectivamente). 

Todas as regiões registaram aumentos nos proveitos, com maior evidência nos Açores (+31,5% nos proveitos totais e +32,1% nos de aposento), Alentejo (+26,6% e +33,1%, respectivamente) e AM Lisboa (+23,0% e +27,2%, respectivamente). 

O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) foi 28,3 euros em Dezembro, o que se traduziu num aumento de 18,4% (+15,4% em Novembro). 

O RevPAR mais elevado foi registado na AM Lisboa (46,4 euros), seguindo-se a Madeira (39,0 euros). 

Neste indicador, são de destacar os crescimentos no Alentejo (30,6%),  Açores (26,6%) e AM Lisboa (25,3%). 

A evolução do RevPAR foi globalmente positiva entre as diversas tipologias e respectivas categorias, salientando-se a evolução registada nos apartamentos turísticos (+40,6%), hotéis (+18,2%) e Pousadas (+16,7%).

No conjunto do ano de 2017, o RevPAR fixou-se em 50,2 euros (+16,2%), superando a evolução verificada em 2016 (+15,0%).

 

A nível nacional

 

 A hotelaria registou 1,2 milhões de hóspedes e 2,7 milhões de dormidas em Dezembro de 2017, correspondendo a variações de +11,1% e +9,8% (+10,5% e +8,8% em novembro, respectivamente). 

As dormidas do mercado interno aceleraram para um crescimento de 10,5% (7,2% no mês anterior) e as dos mercados externos cresceram 9,4% (tal como em Novembro).

A estada média (2,32 noites) reduziu-se 1,2% (-4,5% no caso dos não residentes). A taxa líquida de ocupação-cama (32,1%) aumentou 1,8 p.p.

Os proveitos aceleraram, tendo no total apresentado um crescimento de 18,1% (16,4% em Novembro) e ascenderam a 160,2 milhões de euros. 

Os proveitos de aposento cresceram 21,1% (18,0% no mês anterior) e atingiram 108,3 milhões de euros.

No conjunto do ano de 2017 (resultados preliminares) os estabelecimentos hoteleiros registaram 20,6 milhões de hóspedes e 57,5 milhões de dormidas, a que corresponderam aumentos anuais de 8,9% e 7,4%, respectivamente (+9,2% e +9,6% em 2016). 

O mercado interno contribuiu com 15,9 milhões de dormidas (+4,1%) e os mercados externos com 41,6 milhões de dormidas (+8,6%). 

As dormidas de mercados externos representaram 72,4% das dormidas totais (71,5% em 2016). 

Os proveitos totais aumentaram 16,6% e os de aposento 18,3% (+17,3% e +18,2% em 2016).

 

Hóspedes e dormidas em aceleração

 

Em Dezembro de 2017, a hotelaria alojou 1,2 milhões de hóspedes que proporcionaram 2,7 milhões de dormidas (+11,1% e +9,8%, respectivamente), acelerando face a Novembro (+10,5% e +8,8%, respectivamente).

As dormidas em hotéis (74,5% do total) apresentaram um crescimento de 12,4%, com realce para a evolução apresentada pelos hotéis de três estrelas (+15,9%). 

Destacaram-se ainda os apartamentos turísticos (+16,1%).

Os resultados preliminares de 2017 revelam que os hóspedes atingiram neste ano 20,6 milhões e as dormidas 57,5 milhões (+8,9% e +7,4%), variações ligeiramente inferiores às de 2016 (+9,2% e 9,6%, respectivamente).

 

Mercado interno com crescimento mais expressivo em Dezembro

 

Em Dezembro, o mercado interno manteve a tendência de aceleração crescendo 10,5% (+7,2% em Novembro), com um total de 994,8 mil dormidas.

Os mercados externos mantiveram o crescimento verificado em novembro (+9,4%) e registaram 1,7 milhões de dormidas. 

No conjunto do ano de 2017 o mercado interno proporcionou 15,9 milhões de dormidas (+4,1%), evolução inferior à do ano anterior (+5,2%).

As dormidas dos mercados externos evidenciaram um aumento de 8,6% em 2017 (+11,5% em 2016) e totalizaram 41,6 milhões de dormidas. Considerando a evolução das dormidas entre 2007 e 2017, os crescimentos acumulados atingiram 22,4% para os residentes e 55,5% para os não residentes. 

Em consequência o peso das dormidas de não residentes aumentou de 67,4% do total, em 2007, para 72,4% em 2017. 

 

Mercado britânico, o principal mercado, com aumento anual de apenas 1,1%

 

Os treze principais mercados emissores representaram 81,1% das dormidas de não residentes.

O mercado britânico (15,7% do total de dormidas de não residentes) recuou pelo terceiro mês consecutivo (-9,8%). 

Em termos anuais, este mercado deteve uma quota de 22,3% e cresceu 1,1% (+10,0% em 2016).

O mercado alemão (12,7% do total) cresceu 7,5% em dezembro e 7,7% entre janeiro e dezembro 2017 (+9,4% no ano de 2016). 

Em 2017, este mercado representou 13,6% das dormidas de não residentes.

As dormidas de hóspedes espanhóis (quota de 15,6%) cresceram 19,0% em Dezembro. 

Em 2017, este mercado cresceu 2,7% (+7,9% em 2016) e representou uma quota de 9,7%.

O mercado francês (7,9% do total) cresceu 1,0% em Dezembro. 

Em 2017, este mercado apresentou uma quota de 9,5% e apresentou um ligeiro crescimento (+0,3%).

Em Dezembro, é de destacar os crescimentos nos mercados sueco (+41,3%), polaco (+35,4%) e norte-americano (+30,9%). 

Em 2017, sobressaíram as evoluções nos mercados brasileiro (+35,6%), norte-americano (+33,4%) e polaco (+30,0%).